31 janeiro 2017

Forças Armadas retiram 61 geladeiras, 31 aparelhos de TV e 23 fogões de penitenciária em Roraima

Com ordem de Temer, primeira operação de varredura no País ocorreu na unidade em que houve 33 assassinatos no início do ano; drogas, celulares e dinheiro também foram apreendidos


O Estado de SP

SÃO PAULO - A operação de varredura das Forças Armadas na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista, encontrou 61 geladeiras, 31 aparelhos de televisão, 12 DVDs, 23 fogões de pequeno porte, além de outros eletrodomésticos como microondas, nove liquidificadores e seis torradeiras. A ação foi a primeira desde a designação do presidente Michel Temer de que as forças auxiliariam no combate à crise no sistema prisional.



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Detectores de metais foram usados na operação. Na imagem, militares realizam treinamento com o equipamento | Foto: Divulgação/Exército

A cadeia em Roraima foi palco do segundo massacre do ano, no dia 6 de janeiro, quando 33 detentos foram assassinados. A ação, realizada na sexta-feira, 27, apreendeu ainda 1,2 quilo de maconha e cocaína, 56 celulares, 136 armas brancas, e materiais como um garrafa pet contendo pólvora negra, dois sacos com sementes de maconha, três botijões de gás e duas máquinas de tatuagem. Os militares recolheram também R$ 607, oito cartões de crédito e uma carteira vencida de porte de arma.

A operação foi denominada de Monte Cristo II e se estendeu durante toda a sexta, com apoio da Polícia Militar e de agentes penitenciários. Na ocasião, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou que os militares entraram no complexo de Boa Vista após o isolamento dos presos num pátio.

A pasta informou que outros Estados já formalizaram junto à Presidência da República para o emprego das Forças Armadas nos presídios. Os procedimentos ocorrerão “nos próximos dias”, disse Jungmann, ressaltando que a operação só ocorrerão em locais que não tenham riscos de conflitos com os detentos. Operações estão sendo planejadas em presídios do Amazonas, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul.



Irã testa míssil balístico e Israel pede mais sanções aos EUA

Último teste do tipo feito por Teerã ocorreu em julho, quando o acordo nuclear com Washington já estava em vigor


O Estado de SP

TEERÃ - O Irã fez um teste de lançamento de um míssil balístico de médio alcance no domingo e o artefato explodiu a mais de mil quilômetros do local do disparo, disse uma autoridade dos Estados Unidos nesta segunda-feira. 



Donald Trump durante encontro em Nova York com primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em setembro de 2016
Donald Trump durante encontro em Nova York com primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em setembro de 2016 | Foto: Kobi Gideon/Government Press Office/Reuters

A autoridade, que falou sob a condição de não ter seu nome revelado, disse que o teste foi realizado em um local perto de Semnan. A fonte disse ainda que a última vez que o Irã havia realizado um teste deste tipo havia sido em julho.

Após a confirmação do teste, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira que proporá ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que renove as sanções contra o Irã.

“A agressão iraniana não deve ficar sem resposta”, escreveu Netanyahu em suas contas no Twitter e no Facebook, dando como certo que o Irã disparou mísseis que “constituem uma violação flagrante da resolução do Conselho de Segurança”.

O premiê israelense antecipou que na próxima reunião com o presidente americano, prevista para este mês de fevereiro, tem a intenção de pôr sobre a mesa novas sanções contra o Irã. A resolução 2231 da ONU proíbe o Irã de realizar testes com mísseis com capacidade nuclear.

O teste foi feito dois dias depois de o governo Trump ter banido cidadãos iranianos de entrar nos Estados Unidos - entre eles portadores de visto permanente. No sábado, o governo do Irã divulgou um comunicado criticando a decisão e prometendo adotar o princípio de reciprocidade contra cidadãos americanos.

O lançamento do teste ocorre um ano e meio depois de os Estados Unidos e o Irã, ainda na presidência de Barack Obama, terem fechado um acordo para por fim ao programa nuclear do país. Trump tem dito que pretende rever alguns pontos desse acordo, enquanto Netanyahu - que vê o Irã como uma ameaça - quer anulá-lo.


30 janeiro 2017

Em até 30 dias, Trump quer plano para derrotar Estado Islâmico

Presidente americano assinou ordem executiva com instruções para que o Pentágono apresente estratégia contra o grupo terrorista


Veja

Em seu agitado sábado, com direito a decreto contra imigrantes muçulmanos e telefonemas para diversos líderes mundiais, o presidente americano Donald Trump assinou uma ordem executiva com instruções para que o Pentágono apresente, em até 30 dias, uma estratégia para derrotar o grupo terrorista Estado Islâmico (EI). 

Presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump, em cerimônia no Pentágono, em Washington (Carlos Baria/Reuters)

“Esse é o plano para derrotar o Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Acredito que será muito bem-sucedido”, afirmou Trump enquanto assinava o decreto no Salão Oval, acompanhado do vice-presidente, Mike Pence, entre outros integrantes do governo.

Trump assinou o documento um dia após ter emitido outra ordem, a fim de “proteger o país da entrada de terroristas estrangeiros”, no qual suspendeu a entrada de cidadãos vindos de sete países com histórico de terrorismo – Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iêmen e Irã -, até mesmo os que possuem “green card”.

“Queremos garantir que não admitiremos no país a mesma ameaça que nossos soldados combatem no exterior. Só queremos admitir aqueles que apoiam nosso país e amam profundamente o nosso povo”, afirmou Trump nesta sexta-feira.

O magnata também assinou neste sábado uma ordem para reorganizar o Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, utilizado pelo presidente para abordar assuntos de segurança nacional e política externa com assessores e integrantes de seu gabinete.

Putin, o aliado

Donald Trump telefonou para vários líderes mundiais neste sábado, incluindo o presidente russo Vladimir Putin. O Kremlin divulgou o teor da conversa e informou que os dois concordaram em “estabelecer coordenação real de ações para combater o Estado Islâmico e outros grupos terroristas na Síria.”

O Kremlin afirma que os dois líderes vão manter “contato pessoal regularmente” e começar preparações para um encontro presencial. Putin ainda afirmou que “vê os Estados Unidos como o mais importante parceiro no combate ao terrorismo internacional”, segundo o comunicado. Os dois líderes, acrescenta, concordaram em priorizar “esforços conjuntos em combater a principal ameaça: o terrorismo internacional”.


Tiroteio em mesquita deixa mortos e feridos no Canadá

Homens invadiram o local e abriram fogo durante noite de orações. Primeiro-ministro classificou caso como 'ataque terrorista'.


Por G1

Um tiroteio dentro de uma mesquita matou ao menos 6 pessoas e deixou 8 feridos em Quebec, no Canadá, na noite deste domingo (29), segundo informou a polícia. A ação ocorreu no Centro Cultural Islâmico e foi classificada pelo premiê canadense Justin Trudeau como um “ataque terrorista”. 

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Movimentação após tiroteio em uma mesquita no Canadá | Mathieu Belanger | Reuters

Cerca de 40 pessoas faziam orações no momento em que dois homens armados entraram no templo. Ainda de acordo com a as autoridades, dois suspeitos de participar da ação foram presos, mas existe a possibilidade de um terceiro continuar foragido.

Os mortos têm entre 35 e 70 anos, afirmou a porta-voz da polícia local, Christine Coulombe. Ainda não há informações sobre o estado de saúde dos feridos.

Segundo o site do jornal 'La Presse' a ação ocorreu por volta das 20h do domingo (23h em Brasília) e ao menos um dos suspeitos estava armado com um fuzil AK-47.

O motivo do ataque ainda não foi determinado. Segundo a imprensa local, a mesquita sofreu atos de vandalismo e mensagens xenófobas nos últimos meses. Uma cabeça de porco foi deixada diante da porta do templo durante o Ramadã, em junho de 2016, segundo a France Presse. Outras mesquitas do Canadá foram alvos de frases racistas nos últimos meses.

Reações

"Condenamos este ataque terrorista contra os muçulmanos em um centro de culto e refúgio. Os muçulmanos canadenses são parte importante de nosso tecido nacional. Estes atos sem sentido não têm espaço em nossas comunidades, cidades e país ", afirmou Trudeau em um comunicado, segundo a France Presse.

"Parte o coração ver esta violência sem sentido", afirmou Trudeau, antes de acrescentar que a "diversidade é nossa fortaleza e a tolerância religiosa é um valor que, como canadenses, valorizamos", completou.

O primeiro-ministro de Quebec, Philippe Couillard, escreveu no Twitter que o governo está "mobilizado para garantir a segurança da população" e que "Quebec rejeita categoricamente esta violência bárbara", tuitou. "Solidariedade com a população de fé muçulmana de Quebec".

Solidariedade 

O ataque acontece no momento em que o Canadá promete abrir as portas aos muçulmanos e refugiados, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um polêmico decreto que suspende a entrada dos refugiados e cidadãos de sete países muçulmanos, o que provocou o caos nas viagens e indignação no mundo.

O Canadá oferecerá temporariamente vistos de residência a várias pessoas retidas no país como resultado do decreto de Trump, informou no domingo o ministro da Imigração, Ahmed Hussen.

Trump suspendeu a entrada de refugiados nos Estados Unidos por 120 dias e de cidadãos de sete países de maioria muçulmana (Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen) por 90 dias.

Hussen, de origem somali, não condenou a medida dos Estados Unidos, mas enfatizou que o Canadá pretende manter uma política de imigração baseada na "compaixão", ao mesmo tempo que protege seus cidadãos.

"Damos as boas-vindas aos que fogem da perseguição, do terror e da guerra", disse, repetindo a mensagem de sábado do primeiro-ministro Justin Trudeau.

O presidente francês, François Hollande, condenou com "firmeza" o que chamou de "odioso atentado" na mesquita de Quebec.

De acordo com o último censo do Canadá, de 2011, uma a cada cinco pessoas no país nasceu no exterior.

O Canadá recebeu 39.670 refugiados sírios entre novembro de 2015 e o início de 2017, segundo o governo.


EUA lançam 1º ataque no Iêmen desde posse de Trump e matam 14 da Al-Qaeda

Ataque deixou um militar norte-americano morto.


France Presse


Pelo menos 14 suspeitos de pertencer à rede Al-Qaeda e um soldado americano morreram neste domingo (29) na primeira operação militar de tropas especiais americanas no Iêmen desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca. 

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Drone de ataque norte-americano

O ataque, realizado na primeira hora da manhã em Yakla, no centro do Iêmen, com drones e helicópteros Apache, destinava-se a alvos da Al-Qaeda, informou uma autoridade iemenita que pediu para ter a identidade preservada.

A fonte reportou um balanço mais elevado do que o divulgado pelos Estados Unidos, com 41 supostos membros da Al-Qaeda mortos, entre eles chefes, assim como oito mulheres e oito crianças.

Em um comunicado, a Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA) afirmou que cerca de 30 pessoas, entre elas mulheres e crianças, haviam morrido no ataque, lançado por quatro helicópteros Apache.

O Ataque

Segundo a AQPA, "os soldados americanos tiveram perdas nos combates" e "nenhum membro da Al-Qaeda morreu". Aparentemente, este ataque não foi fácil para os Estados Unidos, que registraram um morto e pelo menos quatro feridos, segundo seu balanço.

De acordo com o Centcom (Comando Central dos Estados Unidos), uma aeronave militar "fez uma aterrissagem forçada e violenta não longe do local [do ataque]". Um soldado ficou ferido no pouso, informou a Casa Branca.

Várias testemunhas mencionaram que um helicóptero Apache teria caído na região de Sahul. Uma autoridade americana da Defesa informou à AFP que as forças americanas não fizeram prisioneiros nesta operação.

Segundo uma autoridade iemenita, as forças americanas atacaram alvos da Al-Qaeda em uma escola, uma mesquita e um ambulatório. O líder local da Al-Qaeda, identificado como Abu Barazan, de nacionalidade estrangeira, está entre os mortos na operação, acrescentou.

Primeiro ataque

No ataque também morreram três líderes tribais vinculados à Al-Qaeda: os irmãos Abdelrauf e Soltan al Zahab, além de Saif Alawai al Jawfi, informaram fontes tribais e locais.

Durante o ataque deste domingo, que durou mais de 45 minutos, combatentes da Al-Qaeda e seus aliados tribais "resistiram ao ataque disparando armas automáticas", informou uma fonte tribal.

Esta operação militar é a primeira atribuída aos Estados Unidos contra os extremistas no Iêmen desde que Trump assumiu o poder, em 20 de janeiro.

Administração Obama

Durante a Presidência de Barack Obama, os Estados Unidos incrementaram o uso de drones contra supostos extremistas no Iêmen e em outros países, inclusive o Afeganistão.

Os Estados Unidos, o único país que dispõe na região de drones que podem ser utilizados em operações de ataque, considera a AQPA o braço mais perigoso da rede extremista. Washington realiza regularmente ataques com drones contra a AQPA, mas as operações em terra ou com helicópteros de ataque são muito mais incomuns.

A Al-Qaeda e o grupo Estado Islâmico (EI) aproveitam-se do vácuo de poder no Iêmen, criado por um conflito que já dura dois anos entre o governo e os rebeldes xiitas huthis, operando em particular no sul e no sudeste do país.

A província de Baida é controlada majoritariamente pelos huthis, mas Yakla é controlada por tribos e tem pelo menos duas bases de treinamento da Al-Qaeda, segundo fontes locais.

As forças leais ao presidente Abd Rabo Mansur Hadi lançaram ofensivas contra os extremistas no sul, mas estes continuam ativos em várias regiões.

Paralelamente à ofensiva dos Estados Unidos contra os extremistas islâmicos, uma coalizão árabe-sunita, liderada pela Arábia Saudita apoia o presidente iemenita, Abd Rabo Mansur Hadi.

Este domingo foi especialmente sangrento no país. A 300 km do local da operação contra a Al-Qaeda, 90 rebeldes e 19 soldados morreram em combates para controlar as zonas costeiras do Mar Vermelho, segundo fontes militares e médicas.

Desde março de 2015, mais de 7,4 mil pessoas morreram no Iêmen, segundo cifras fornecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo um coordenador humanitário da ONU, Jamie McGoldrick, dez mil civis morreram no conflito.


27 janeiro 2017

China diz que irá proteger soberania "irrefutável" no Mar do Sul da China

EUA dizem que vão impedir China de tomar território em águas internacionais


Reuters | DefesaNet

A China afirmou nesta terça-feira que tem uma soberania "irrefutável" sobre as ilhas em disputa no Mar do Sul da China, depois que a Casa Branca prometeu defender "territórios internacionais" na rota marítima estratégica. 

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Porta-aviões chinês Liaoning e sua escolta de Sukhoi Su-33

Nos comentários que fez na segunda-feira, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, rompeu com anos de postura cautelosa dos Estados Unidos em relação à assertividade das reivindicações territoriais de Pequim na Ásia.

"Os EUA irão garantir a proteção de nossos interesses ali", disse Spicer quando indagado se o presidente norte-americano, Donald Trump, concorda com os comentários de seu nomeado para secretário de Estado, Rex Tillerson, que no dia 11 de janeiro disse que a China não deveria ter acesso às ilhas artificiais que construiu no contestado Mar do Sul da China.

"É uma questão de se estas ilhas estão de fato em águas internacionais e não são parte da China propriamente dita, daí sim, vamos impedir que territórios internacionais sejam tomados por um país", disse. 

Tillerson declarou na sessão, quando perguntado se apoiava uma posição mais agressiva em relação à China: “Nós vamos ter de enviar à China um sinal claro de que, primeiramente, a construção de ilhas pare e, depois, o seu acesso a essas ilha não vão também ser permitido”.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, disse em um boletim à imprensa nesta terça-feira que "os Estados Unidos não são parte da disputa no Mar do Sul da China".

Pequim reivindica a maior parte do Mar do Sul da China, e Taiwan, Malásia, Vietnã, Filipinas e Brunei reclamam partes do mar, que tem vias marítimas estratégicas e fartas áreas de pesca, além de reservas de petróleo e gás.

A soberania chinesa sobre as Ilhas Spratly, situadas no Mar do Sul da China, é "irrefutável", disse Hua, mas a China também se dedica a proteger a liberdade de navegação e quer conversar com nações envolvidas diretamente para encontrar uma solução pacífica.

"Exortamos os Estados Unidos a respeitarem os fatos, falarem e agirem cautelosamente para evitarem prejudicar a paz e a estabilidade no Mar do Sul da China", afirmou.

"Nossas ações no Mar do Sul da China são sensatas e justas. Independentemente das mudanças que ocorram em outros países, o que eles dizem ou querem fazer, a determinação da China em proteger sua soberania e seus direitos marítimos no Mar do Sul da China não irão mudar", acrescentou.

Militares dos EUA culpam Rússia de criar armamento antissatélite

O Comando Estratégico dos Estados Unidos (STARTCOM) acredita que a Rússia está desenvolvendo armamento contra satélites, incluindo com tecnologia de laser.


Sputnik

Segundo o chefe do STARTCOM, general John Hyten, Moscou atualmente está investigando "determinadas possibilidades militares que podem ameaçar nossos satélites".


Satélites
© NASA. 

O general destacou que o uso do armamento pode causar muitos destroços que dificultarão o funcionamento das naves espaciais em órbita.

Além disso, o STRATCOM considera que a China também continua a realizar exercícios de seus sistemas de defesa "em várias órbitas".

"No futuro próximo elas [a Rússia e a China] poderão usar as capacidades para ameaçar qualquer nave espacial que fica no espaço. Devemos evitá-lo, e a melhor maneira de evitar a guerra é estar pronto para ela. Isso é o que os EUA vão fazer. Vamos garantir que todos saibam que estamos prontos para a guerra", afirmou John Hyten.



Entenda a história do brasileiro condenado na Ucrânia por lutar na milícia de Donetsk

O cidadão brasileiro Rafael Marques Lusvarghi combateu entre setembro de 2014 e novembro de 2015 nas fileiras do exército da República Popular de Donetsk e foi preso em Kiev em outubro de 2016. Recentemente, na mídia apareceram relatos de ele ter sido maltratado pelos outros prisioneiros.


Sputnik

Assim, o jornal russo Vzglyad, alegando relatos de ativistas, informou sobre torturas morais e físicas infligidas a Lusvarghi. Porém, a autenticidade destes relatos parecia duvidosa e a Sputnik Brasil resolveu fazer uma investigação.


 Raul Athaide (à esquerda) junto com Rafael Marques Lusvarghi (à direita) nas fileiras das milícias independentistas no leste da Ucrânia
Raul Athaide (à esquerda) junto com Rafael Marques Lusvarghi (à direita) nas fileiras das milícias independentistas no leste da Ucrânia © Foto: Arquivo pessoal de Raul Athaide

Em primeiro lugar, a Sputnik Brasil contatou a Assessoria de Imprensa do Ministério das Relações Exteriores do Brasil para esclarecer a situação.

A primeira resposta foi meio formal:

"O Setor Consular da Embaixada do Brasil em Kiev tem acompanhado o caso do brasileiro Rafael Marques Lusvarghi desde sua detenção por autoridades ucranianas.

Representantes da Embaixada realizaram visitas consulares ao local de detenção, prestando-lhe a assistência consular cabível e averiguando suas eventuais necessidades de apoio. Ademais, os agentes consulares… estabeleceram contato com o advogado de Lusvarghi no Brasil e com seu defensor público ucraniano. Foi-lhe também entregue carta com mensagens de seus familiares e amigos no Brasil e material literário brasileiro.

Nas visitas, Rafael Lusvarghi indicou aos agentes consulares não ter queixas do tratamento recebido pelas autoridades ucranianas, que está tendo acesso a alimentação de qualidade e que não foi submetido a maus tratos ou a trabalhos forçados."

A Sputnik Brasil perguntou quando foi realizada a última visita devido ao caráter muito recente das publicações. Já essa resposta foi mais natural e menos formal:

"A Embaixada do Brasil em Kiev logrou entrar em contato na tarde de hoje, 25 de janeiro, com o defensor público ucraniano do senhor Lusvarghi, que confirmou que o nacional brasileiro preso não teria sofrido nenhuma agressão física. Foi solicitado pelo Setor Consular da Embaixada às autoridades ucranianas nova visita ao preso brasileiro, para verificar sua integridade moral, física e psicológica."

Porém, o Itamaraty se absteve a responder quando foi realizada a última visita consular a Lusvarghi.

Falamos também com Raul Athaide, também cidadão brasileiro, amigo e antigo camarada de Rafael no batalhão Viking da República Popular de Donetsk, que combateu em Donbass entre abril e novembro de 2015.

Infelizmente ele não pôde nem confirmar nem descartar os relatos sobre torturas.

"Estamos sem nenhuma informação sobre o Rafael desde que ele foi preso no aeroporto de Kiev", respondeu.

Já o advogado brasileiro de Lusvarghi, Daniel Eduardo Candido, em resposta ao pedido de comentário por parte da Sputnik Brasil, disse que também não dispõe de dados definitivos.

"Nosso contato com o brasileiro [Rafael Marques Lusvarghi] é quase zero. Encontramos muitas dificuldades para ter acesso a ele. Não posso afirmar se ele está ou não sendo maltratado", escreveu.

O advogado também contou à Sputnik que tentou buscar auxílio junto ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e ao setor Consular da Embaixada do Brasil em Kiev.

"Afora isso, buscamos inúmeras vezes informações e ajuda para o brasileiro acusado junto às autoridades brasileiras e internacionais, todavia, sem o êxito esperado", resumiu.

Detenção no aeroporto de Kiev

Entretanto, Raul contou à Sputnik Brasil os detalhes do regresso de Rafael à Ucrânia que acabou na sua detenção. Raul disse que o seu camarada estava procurando trabalho no Brasil (antes de partir para o leste da Ucrânia, Rafael era professor de idiomas), mas não conseguiu.

"O Rafael acabou voltando à Ucrânia depois de receber uma proposta de emprego de uma empresa privada, com sede em Londres, empresa de segurança de navios, Omega, essa empresa manteve conversas com o Rafael por e-mail… O emprego oferecido ao Rafael era para fazer a segurança de navios, partindo de Odessa com o destino ao Sri Lanka. As conversas entre o Rafael e a empresa Omega se estenderam até o dia que a empresa enviou ao Rafael os tickets de viagem. O Rafael embarcou em São Paulo — Brasil, fez uma escala em Istambul — Turquia, e depois desembarcou em Kiev — Ucrânia, onde foi preso pelo Serviço Secreto ucraniano…", disse.

Raul conta que avisou o seu camarada sobre o perigo de passar pelo território ucraniano.

"Ele disse que a empresa de segurança deu garantias para ele de que nunca aconteceria nada com ele", confessa o antigo camarada de Rafael.

Porém, Raul acredita que foi a empresa que passou os dados sobre Lusvarghi ao Serviço de Segurança da Ucrânia e que isso foi uma armadilha desde o início.

Acusações

Rafael Marques Lusvarghi foi acusado de criação de organização terrorista ou grupo terrorista, de acordo com o artigo 258-3 do Código Penal da Ucrânia, informa a emissora BBC Ucrânia.

Porém, Raul Athaide descarta estas acusações:

"O Rafael está sendo acusado de terrorismo, crimes de guerra e estupro contra ucranianas, eu estive na frente de guerra durante o ano de 2015 [desde abril] e posso afirmar que essas acusações são falsas! O Rafael nunca planejou nenhum ato de terrorismo ou crimes ou estupro contra o povo ucraniano! O Rafael é um cidadão brasileiro sem nenhum problema com a justiça brasileira! Desde que voltamos do conflito na Ucrânia, em novembro de 2015, o Rafael esteve procurando emprego no Brasil, sem nenhuma atividade irregular, não tem passagem nenhuma pela Justiça do Brasil."

Tribunal

O tribunal condenou o cidadão brasileiro a 13 anos de prisão em 25 de janeiro deste ano, diz a BBC Ucrânia alegando a Procuradoria de Kiev. O tribunal considerou Lusvarghi culpado de criação de organização terrorista e criação de forças paramilitares ilegais. A procuradoria afirma que ele participou de combates em Debaltsevo e no aeroporto de Donetsk. Além disso, ele recrutou estrangeiros às fileiras dos milicianos independentistas, afirma a investigação ucraniana.

O defensor público local de Lusvarghi se absteve aos comentários oficiais na conversa com a Sputnik Brasil, mas disse que seria satisfatório se o brasileiro fosse em breve trocado no âmbito do acordo de troca de prisioneiros de guerra entre a Ucrânia e as repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, contudo referiu não saber se e quando isto vai acontecer.



Militarização total: Polônia acorda com França construir submarinos em seu território (video)

Memorando de conformidade que prevê a construção conjunta de submarinos na Polônia foi assinado pelas empresas militares PGZ polaca e DCNS francesa.


Sputnik

O documento que foi assinado nesta semana pela empresa estatal militar polaca PGZ e pela empresa francesa de construção de navios de guerra DCNS possui plano de cooperação e construção de submarinos nos estaleiros polacos. 


Submarino francês Scorpene
Submarino francês Scorpene

Mais anteriormente, Varsóvia anunciou intenção de gastar 15 bilhões de dólares na compra de equipamentos militares, incluindo três submarinos, sistemas de defesa aérea, helicópteros e um "número considerável" de aviões F-16, comunicou a Reuters.

"Sem dúvidas, constata-se o melhoramento das relações bilaterais", reforçou o analista militar francês Christian Vallar à Sputnik França ao falar sobre o contrato de fornecimento de helicópteros Caracal e problemas com venda de submarinos da classe Scorpéne.

"O valor é considerável, claro. Além disso, Polônia é um dos poucos países que desloca 2% do PIB para despesas com defesa, coisa essa proposta pela OTAN. É muito se comparado ao de outros países da Europa, mas não é muito em relação ao objetivo estabelecido pela OTAN", analisou Vallar.

Analista não excluiu que o acordo atual pode ser considerado como meio de intensificar as posições da OTAN.

"Podemos ver 2 aspetos relacionados ao acordo. Primeiro aspecto permite à França vender seu equipamento militar, enquanto o outro aspecto refere-se à intensificação das posições da OTAN", acrescentou Vallar.

Entretanto, o Ministério da Defesa da Polônia comunicou na semana passada que cerca de mil soldados e unidades técnicas dos EUA desembarcaram no território polonês.

A presença militar faz parte da operação Atlantic Resolve (Resolução Atlântica), iniciada pelo exército dos EUA em abril de 2014.




Argentina planeja importar ao menos 15 caças russos MiG-29

A Argentina se juntou aos 25 países que já possuem aviões MiG-29 russos, caças ligeiros de 4ª geração destinados a missões de defesa antiaérea, domínio aéreo e destruição de alvos tanto aéreos como terrestres.


Sputnik

As autoridades argentinas estão dispostas a comprar pelo menos 15 aviões de combate MiG-29 russos, já tendo sido enviadas as respectivas propostas comerciais, afirmou o vice-chefe da Agência Federal para a Cooperação Técnico-Militar russa, Anatoly Punchuk, nesta sexta-feira (27), durante a apresentação internacional do caça MiG-35 russo na cidade de Lukhovitsy. 


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Mig 29 Fulcrum

"A Argentina nos enviou propostas comerciais quanto à compra de pelo menos 15 caças MiG-29 russos e estamos preparando a resposta", afirmou Punckuk.

Porém, o alto responsável da Agência Federal para a Cooperação Técnico-Militar não especificou de que modelo do MiG-29 se trata.

Punchuk também adiantou que os produtores russos participam da licitação organizada pelas autoridades colombianas para a compra de caças, propondo seu modelo MiG-29. Além disso, o responsável afirmou que o Peru também pode vir a importar aviões de combate russos para sua Força Aérea.

Punchuk assinalou que o Peru já possui caças de fabricação russa e "considera comprar mais um lote se baseando na experiência de exploração destes aviões".

O MiG-29 é o avião de combate de 4ª geração destinado à eliminação de todos os alvos aéreos através de mísseis guiados e fogo de canhão em todas as condições meteorológicas, no espaço aéreo e próximo da superfície terrestre, inclusive em situações com interferências, podendo ainda eliminar alvos terrestres por meio de projéteis não guiados.

Atualmente, para além das Forças Armadas da Rússia, mais de 25 países possuem aparelhos MIG-29 em operação.



Congresso norte-americano declina proposta de privar Trump de acesso ao botão nuclear

Apesar do descontentamento de vários congressistas, o Congresso norte-americano decidiu não examinar o projeto de lei que limitaria os poderes do presidente relativamente à utilização de armas nucleares.


Sputnik


O Congresso dos EUA não vai debater o projeto de lei, anunciou o chefe da Comissão para as Forças Armadas da Câmara dos Representantes, Mac Thornberry. 

O grande botão vermelho
O botão vermelho da guerra nuclear © flickr.com/ wlod

"O chefe da Comissão não considera necessário reexaminar a nossa política de primeiro golpe (nuclear)", declarou Thornberry à Sputnik Internacional.

Segundo ele, o texto do projeto de lei não pode ser sujeito à Comissão para ser discutido. Por isso, os atores da iniciativa não podem contar com a mudança da política nuclear ao introduzir mudanças na Lei da Defesa Nacional para o exercício financeiro de 2018.

Entretanto a revisão deste projeto da lei não pode ser iniciada porque a administração Trump não vai publicar o projeto de orçamento para este período.


26 janeiro 2017

Apoio aéreo: qual é o papel dos Tu-22M3 russos na Síria? (video)

Nos últimos dias, os bombardeiros russos Tu-22M3 realizaram ataques contra o Daesh na província de Deir ez-Zor, na região norte da Síria.


Sputnik

A grande distância entre a Rússia e a Síria não é um problema para estes aviões, que sobrevoaram o Irã e o Iraque até atingirem os alvos. 


Bombardeiros estratégicos russos Tu-22M3
Tupolev Tu-22M3 | Host photo agency

Nos últimos dias, os bombardeiros de longo curso Tupolev Tu-22M3 cumpriram eficazmente as suas missões contra os terroristas na Síria, comunicou o Ministério da Defesa da Rússia.

"Os ataques dos Tu-22M3 contra os terroristas em Deir ez-Zor contribuem para a libertação rápida da toda a região norte da República árabe da Síria e para a recuperação posterior da economia na província síria de Aleppo, mais desenvolvida em termos industriais", disse o analista político Aleksander Perendzhiev, da Universidade de Economia Plekhanov à Sputnik.

Nesta situação, o papel dos Tu-22M3 é muito importante. Eles têm como objetivo eliminar alvos terrestres e marítimos com mísseis e bombas aéreas.

Segundo Perendzhiev, a libertação da província de Aleppo é o objetivo estratégico que permitirá às forças governamentais da Síria restabelecerem o controle sobre a parte norte do país.



Caças MiG-31 realizam 'combate aéreo' a velocidade hipersônica

Um grupo de caças MiG-31 da base aérea da Aviação Naval da Frota do Pacífico realizou um combate com um inimigo convencional a velocidades hipersônicas e efetuou uma intercepção de um alvo prescrito no espaço aéreo da Kamchatka (península localizada no Extremo Oriente russo).


Sputnik


"Os pilotos efetuaram a decolagem em tempo normativo, realizaram as buscas de um violador convencional da fronteira aérea e depois se lançaram ao ataque, efetuando uma manobra antimíssil contra os mísseis do ‘inimigo'. Além disso, as tripulações do MiG-31 trabalharam elementos de pilotagem dois a dois e um voo em formação fechada de combate", comunicou aos jornalistas o chefe do Departamento de Informações da Assessoria de Imprensa da circunscrição militar oriental da Frota do Pacífico.

Caça da geração 4++ decola durante os exercícios da aviação de caças na região de Primorie
Mig 31 © Sputnik/ Vitaly Ankov

Segundo destacou o comandante da esquadrilha de caças e tenente coronel Sergei Koderle, os pilotos conseguiram cumprir os tempos normativos e liquidaram um alvo aéreo convencional apesar das complexas condições meteorológicas.


Índia planeja comprar centenas de mísseis para sistema antiaéreo russo

Há muito tempo, a Índia tenta substituir o sistema antiaéreo autopropulsado de fabricação russa Kvadrat. O difícil para o país é encontrar uma opção apropriada capaz de proteger 500 áreas e pontos de vulnerabilidade do seu território.


Sputnik

A Índia encomendou cerca de 200 mísseis para o sistema autopropulsado 2K12 Kub/Kvadrat.


Sistema de defesa antiaérea russo ZRK 2K12 KUB (versão KVADRAT destinada à exportação)
Sistema russo de defesa antiaerea ZRK 2K12 Kub (versão Kvadrat) © Foto: kollektsiya.ru

Os mísseis indianos do sistema de defesa antiaérea terra-ar Akash deveriam substituir os mísseis 3M9ME/3M9M3E do sistema Kvadrat para oferecer uma maior proteção aérea das forças mecanizadas em manobras militares. Kvadrat se destina à defesa aérea de efetivos e objetos contra aviões do inimigo que voam em altitudes baixas e médias com velocidades subsônicas e supersônicas.

O Exército indiano comunicou que o sistema Akash, além de atingir alvos em um raio de até 25 quilômetros, possui probabilidade de destruição de alvos com um único disparo equivalente a 80%. O Exército deseja aumentar a porcentagem citada acima para 96% já em 2018.

É evidente que o Exército vá continuar usando o Kvadrat, pois o sistema de defesa antiaérea Akash perde em termos de rapidez, eficácia e tempo de reação. Além disso, sua cobertura de radar é inferior a 360 graus.

No ano passado, a Índia emitiu licitações para várias empresas internacionais. A empresa russa Rosoboronexport e várias outras companhias estrangeiras da França, EUA, Israel, Bielorrússia, Coreia do Sul e Alemanha, estão na lista.



Escudo antimíssil: sistema avançado de Israel passa por novos testes com sucesso (video)

O Ministério da Defesa de Israel comunicou sobre o novo teste bem-sucedido do sistema Stunner, que irá integrar o sistema da defesa antimíssil do país.


Sputnik


O Stunner, também conhecido como a Funda de David (David's Sling), produzido junto com os EUA, foi pensado como um elemento intermédio entre o sistema tático Cúpula de Ferro (capaz de interceptar foguetes e mísseis de pequeno alcance) e os sistemas antimísseis de longo alcance Patriot e Hetz (Arrow). 

Teste de Funda de David
Teste do Stunner © AP Photo/ Ministério da Defesa de Israel

"A análise preliminar mostra que todas as missões foram cumpridas com sucesso durante o teste", comunicou o Ministério da Defesa.

Segundo a informação das fontes militares, todos os alvos foram interceptados.

"A informação obtida durante o teste está sendo analisada por engenheiros e vai ser usada durante a produção e deslocamento dos David's Sling", diz o comunicado do ministério.

O sistema é produzido pelas empresas Rafael, Elta e Elbit israelenses e a Raytheon norte-americana. Segundo a mídia de Israel, o sistema Stunner permite interceptar mísseis com alcance entre 70 e 300 quilômetros.




Documentos da CIA desclassificados revelam incidente que quase provocou 3ª Guerra Mundial

A Agência Central de Inteligência dos EUA desclassificou documentos sobre uma colisão entre um submarino norte-americano e um soviético no ano de 1974, em plena Guerra Fria. O diário britânico The Times analisou o caso e suas possíveis implicações que, felizmente, nunca chegaram a ser concretizadas.


Sputnik

Já faz muito que existem boatos sobre uma colisão entre um submarino norte-americano e outro soviético. Porém, até agora não havia nenhuma confirmação oficial. Tudo mudou quando a mídia britânica se deparou com um documento desclassificado da CIA que confirma o acidente. 


O submarino de mísseis balísticos USS James Madison (SSBN-627) norte-americano
USS James Madison SSBN-627 © Foto: Wikipedia/U.S. Navy

"Acabamos de receber uma mensagem do Pentágono que um dos nossos submarinos Poseidon colidiu com um submarino soviético", diz uma comunicação datada de 3 de novembro de 1974.

Naquela época, a Armada dos Estados Unidos tinha uma base nuclear na localidade escocesa de Holy Loch. O submarino de mísseis balísticos USS James Madison (SSBN-627), que transportava 160 ogivas nucleares, estava zarpando da base naval quando chocou com um submersível soviético que se preparava para seguir o navio norte-americano.

"Ambos os navios subiram à superfície, mas o navio soviético logo submergiu outra vez. Por enquanto, não há informações quanto aos danos. Mantê-lo-emos em contato", acrescenta a mensagem secreta.

Segundo assinala a nota do Daily Mail, este acidente podia ter acarretado consequências muito graves para o mundo inteiro, inclusive provocado uma Terceira Guerra Mundial.

A mensagem que trata da colisão foi encontrada entre 13 milhões de documentos desclassificados pela CIA norte-americana este janeiro.

Os arquivos compreendem um período entre os anos de 1947 e 1992, sendo que nos documentos há dados sobre as atividades da CIA durante a Guerra Fria, guerras da Coreia e do Vietnã, os programas de estudo dos OVNI, percepções extrassensoriais e outros fenômenos paranormais.



Qual é a verdadeira razão da escolta do Admiral Kuznetsov pelo Reino Unido? (video)

Londres prometeu "monitorar de perto o Admiral Kuznetsov, esse navio da vergonha", mas para o ministério da Defesa russo essa escolta não passa de um show dos militares britânicos.


Sputnik


O ministério russo da Defesa chamou atenção para a declaração do secretário de Estado britânico da Defesa Michael Fallon relativamente ao grupo de porta-aviões russo que atravessava o Canal da Mancha para regressar à Rússia após a missão de combate cumprida, declarou no comunicado o general Igor Konashenkov.

Porta-aviões Admiral Kuznetsov, da Marinha russa
Porta-aviões russo Admiral Kuznetsov © Foto: The Northern Fleet

"O objetivo de tais declarações e desse show com cenas de escolta acompanhando os navios é de assim desviar a atenção dos contribuintes do estado real das coisas na Marinha Real britânica", comunicou o general Konashenkov.

Os navios da guerra russos não necessitam de serviços da escolta, acrescentaram no ministério.

"E em segundo lugar, gostaríamos de recomendar a Fallon para prestar mais atenção à Marinha britânica, tanto que teria boas razões para isso, segundo notou recentemente a mídia britânica" acrescentou Konashenkov falando sobre as afirmações recentes da mídia britânica sobre um erro durante o teste de um míssil lançado de submarino.

Após ter sido anunciado que a Marinha da Grã-Bretanha pretende escoltar o grupo aeronaval russo no seu regresso, a mídia britânica revelou que a operação de vigilância do grupo aeronaval do Admiral Kuznetsov vai custar ao país 1,6 milhões de euros.




Aviões russos e turcos realizam operação conjunta e destroem três postos do Daesh na Síria

Forças dos dois países conseguiram ainda destruir vários depósitos de arma e materiais combustíveis, informa o Ministério da Defesa russo.


Sputnik

A Força Aérea da Rússia e da Turquia realizaram ao longo desta quinta (26), uma nova operação conjunta contra o Daesh (grupo terrorista conhecido como Estado Islâmico, proibido na Rússia e em vários outros países) perto da cidade síria de Al-Bab. A operação culminou com a destruição de três centros de comando dos terroristas e várias fortalezas usadas pelos extremistas.

Bombardeiro russo Su-24M
Sukhoi Su-24 © Sputnik/ Igor Zarembo

"Como resultado dos ataques aéreos perto da área populosa de Al-Bab, na província de Aleppo, 58 alvos do grupo terrorista Daesh foram destruídos, depósitos de armas, materiais de combustível e grupos de militantes com hardware foram destruídos", diz o texto.

Segundo o comunicado do Ministério da Defesa russo, foram utilizados os aviões de ataque Su-24M, os caças Su-35S e os caças F-16. F-4 turcos participaram da operação.

Desde 18 de janeiro, aviões de guerra russos e turcos destruíram cerca de 60 alvos terroristas. As Forças Aeroespaciais Russas e a Força Aérea da Turquia lançaram ataques aéreos em alvos do Daesh nos dias 18, 21 e 26 de janeiro. Al-Bab fica dentro da província de Aleppo, uma região bastante disputada com a oposição armada e libertada pelas forças sírias e russas no ano passado.


25 janeiro 2017

Após ser condenado na Lava-Jato, Almirante Othon Silva tentou suicídio

DefesaNet

O ex-presidente da Eletronuclear Othon Silva tentou suicídio logo após ter sido condenado, no início de agosto do ano passado, a 43 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisão e organização criminosa durante as obras da usina nuclear de Angra 3.


Othon Luiz Pinheiro da Silva

A informação foi confirmada ao GLOBO pela defesa do ex-presidente da Eletronuclear. Por ser vice-almirante da Marinha, Othon Silva está preso em uma unidade militar, a Base de Fuzileiros Navais do Rio Meriti, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O advogado do ex-presidente da Eletronuclear, Helton Marcio Pinto, declarou que foi informado pelo comando da Marinha sobre o incidente envolvendo o cliente, mas diz não saber como Othon tentou dar fim à vida. Quando encontrou o vice-almirante após o episódio, o advogado afirmou ter preferido não tocar no tema e tentou animar o cliente apresentando perspectivas de ele ser inocentado nas instâncias superiores.

— Ele tentou suicídio porque se julga na condição de injustiçado. Othon sempre lutou pelo bem do país — disse o advogado, afirmando que, como tem 77 anos, o vice-almirante entende que a condenação de 43 anos é como uma pena perpétua.

O advogado disse não ter feito nenhuma notificação sobre o incidente no processo porque está focado em provar a inocência de Othon. Como já há uma decisão em primeira instância, do juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, com a condenação de Othon, a defesa recorreu e a ação penal está agora no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

Othon foi preso pela primeira vez, em 2015, durante a Operação Lava-Jato. O caso foi enviado de Curitiba para o Rio, e o ex-presidente da Eletronuclear ficou em uma cela especial da Base de Fuzileiros Navais do Rio Meriti. À época, o juiz Marcelo Bretas registrou no processo que o vice-almirante foi liberado para usar telefone celular e teve regalias "absolutamente incompatíveis com a custódia preventiva".

O ex-presidente da Eletronuclear foi solto meses depois, mas foi preso novamente, em julho do ano passado, durante a Operação Pripyat, em que foram detidos também outros cinco ex-dirigentes da empresa. Procuradores apontaram que ele continuava tendo influência na Eletronuclear, mesmo estando em prisão domiciliar.

Por conta das denúncias de tratamento privilegiado na unidade militar, foi encaminhado para Bangu 8. A defesa recorreu, e a 1ª Turma Especializada do TRF-2 atendeu ao pedido dos advogados do vice-almirante para enviá-lo novamente para uma unidade da Marinha.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Othon cobrou propina em contratos com as empreiteiras Engevix e Andrade Gutierrez no âmbito das obras da usina nuclear de Angra 3. A filha de Othon, Ana Cristina da Silva Toniolo, foi condenada a 14 anos e 10 meses de prisão. De acordo com o MPF, pagamentos de propina eram feitos à empresa Aratec, de Ana Cristina e Othon. Além deles, outras 11 pessoas foram condenadas no processo.

Othon Luiz Pinheiro da Silva recebeu em 1978 a incumbência de iniciar os primeiros estudos para um submarino nuclear brasileiro e liderou o Programa Nuclear Paralelo entre 1979 e 1994. Executado sigilosamente pela Marinha, o projeto resultou no desenvolvimento da tecnologia 100% nacional de enriquecimento do urânio pelo método de ultracentrifugação.

Nascido em 25 de fevereiro de 1939 em Sumidouro, no interior do Rio, Othon é engenheiro naval formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, com mestrado na área nuclear no Massachusetts Institute of Technology (MIT). De 1982 a 1984, acumulou com suas funções na Marinha do Brasil o cargo de diretor de Pesquisas de Reatores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), ocasião em que foi construído o Reator IPEN-MB-01 (único reator de pesquisas projetado e construído com equipamentos nacionais). Em 1994, foi para reserva na Marinha do Brasil no posto de Vice-Almirante do Corpo de Engenheiros e Técnicos Navais, o mais alto posto da carreira naval para oficiais engenheiros.



Governo estuda fixar teto para aposentadoria de militares

Ministro da Defesa, Raul Jungmann rejeita colocar como limite para os benefícios o valor máximo pago pelo INSS, de R$ 5.531,31


DefesaNet

O governo federal estuda criar um teto para o valor das aposentadorias de militares, no que seria um segundo passo da reforma da Previdência. Essa proposta, no entanto, enfrentará forte resistência da categoria. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, rejeita colocar como teto para os benefícios o máximo pago pelo INSS, R$ 5.531,31. 

Raul Jungmann | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Palácio do Planalto confirma a intenção de fixar um valor máximo para os benefícios de militares, mas não especifica qual seria o parâmetro adotado. Nos bastidores, a ideia que está sendo costurada é apresentar um projeto de lei que coloque os militares sob as mesmas regras dos demais trabalhadores, o que incluiria a aplicação do teto do INSS, disse um integrante do governo.

— Não existe nada fechado ainda. Vamos discutir em um grupo de trabalho no início de fevereiro. As Forças Armadas estão trabalhando em propostas — rebateu Jungmann à reportagem.

Em outubro de 2016, um militar da reserva recebia em média R$ 9.522, enquanto os pensionistas, R$ 8.116, de acordo com dados do Ministério do Planejamento. Um militar da ativa, por sua vez, recebia em média R$ 4.264.

A diferença é explicada pelo fato de o contingente em atividade ser maior e incluir patentes mais baixas. Para efeitos de comparação, o benefício médio paga hoje pelo INSS para os aposentados é de R$ 1.862.

O projeto de lei que trata da aposentadoria de militares deve ser apresentado ainda no primeiro semestre de 2017, em meio à tramitação da proposta mais abrangente da reforma da Previdência no Congresso Nacional.

Além de submeter militares ao teto do INSS, o governo estuda aplicar à categoria as mesmas regras gerais já incluídas no texto encaminhado no fim do ano passado, com exceções de idade mínima e tempo de serviço para determinadas funções exercidas pelos membros da Forças Armadas .

Mesmas regras

— Em princípio, as regras gerais serão as mesmas, mas tem algumas circunstâncias particulares que vão exigir regras especiais — disse um integrante do governo.

Jungmann já declarou em outras ocasiões que os militares darão sua contribuição à reforma nas aposentadorias, mas negou que a classe seja "algoz" do déficit da área. Apesar disso, dados da Previdência mostram que os militares são 30% dos beneficiários, mas representam 45% do rombo, previsto em R$ 152,7 bilhões para este ano.

As mudanças que já vinham sendo negociadas preveem, por exemplo, que o tempo de trabalho para que eles passem para a reserva suba de 30 para 35 anos. Outra possibilidade é que as mulheres beneficiárias da pensão dos militares passem a pagar os 11% recolhidos durante a atividade do militar para terem o direito à pensão. Hoje, o servidor paga o porcentual para garantir o benefício para a cônjuge, mas depois que ele morre, a esposa passa a receber sem ter os 11% descontados.

O governo acredita que o envio do projeto enquanto os parlamentares analisam a reforma será uma sinalização positiva. Em dezembro do ano passado, o Executivo deixou as Forças Armadas de fora da proposta de mudanças na aposentadoria com a justificativa de que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) não seria o instrumento jurídico mais adequado, mas sim um projeto de lei.

Prazos

A expectativa mais otimista do governo é que o tempo de tramitação da reforma da Previdência seja semelhante à apreciação da proposta que criou o teto de gastos. Por esse cronograma prévio, o parecer sobre a PEC da Previdência seria votado em 16 de março na comissão especial, com apreciação do texto no plenário da Câmara dos Deputados em primeiro turno no dia 22 de março.

Em 5 de abril, ocorreria o segundo turno da votação no plenário da Câmara. A avaliação é de que é possível aprovar a medida no Senado ainda no mês de maio.

Moeda de troca

O governo pretende usar o pagamento de emendas parlamentares e de dívidas de anos anteriores (os chamados restos a pagar) realizados em 2016 como moeda de troca durante a tramitação da reforma da Previdência. No ano passado, o Executivo quitou R$ 105,6 bilhões em restos a pagar e também reduziu as inscrições de pagamentos devidos para este ano.

— Isso (quitação de emendas e restos a pagar) é um direito, como nós vamos cobrar que seja um direito que seja votada a reforma da Previdência. Se eles (parlamentares) tinham um crédito, e a gente honrou na plenitude, é óbvio que temos convicção de que eles vão agir como base aliada — disse um integrante do governo que prefere o anonimato.

SISFRON terá R$ 450 milhões em 2017 para proteger as fronteiras do Brasil

DefesaNet

O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), programa desenvolvido pelo Exército Brasileiro, contará em 2017 com R$ 450 milhões. Trata-se de um moderno equipamento que permitirá fiscalizar a faixa de fronteira do Brasil com os 10 países sul-americanos. O anúncio foi feito no dia 4 de janeiro, pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, após reunião ministerial com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto.


Ministro da Defesa, Raul Jungmann (na frente), durante a entrevista coletiva, informa sobre as ações do programa. (Foto: Ministério da Defesa do Brasil

Na entrevista coletiva, o ministro Jungmann informou também que as Operações Ágata sob a liderança da Defesa e coordenadas pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas acontecerão de forma mais frequente e pontual, de modo a surpreender as quadrilhas que atuam na faixa de fronteira. O ministro lembrou que esta operação, que ocorria num período do ano, mostrou-se pouco eficaz e por isso as diretrizes foram revistas.

“A Ágata será continua, não apenas num período só. Terá o elemento surpresa e vai se apoiar no sistema de inteligência”, explicou.

Jungmann informou também que o governo contará com 35 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica em atuação nos quase 17 mil quilômetros de fronteira. “Em diversos momentos empregaremos as tropas das Forças Armadas”, informou.

Plano de segurança

Como desdobramento de ações no âmbito da segurança pública, o presidente Temer reuniu-se no Palácio do Planalto com os principais ministros de seu governo para debater soluções para o setor. Após quase três horas de reunião, os ministros Raul Jungmann, Alexandre de Moraes (Ministério da Justiça e Cidadania) e Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) anunciaram as decisões a serem implantadas, seja pelos governos federal, estaduais e municipais.

“Trata-se de um programa factível e que terá impacto na redução da criminalidade”, disse o ministro Jungmann.

Jungmann contou também que outro instrumento que será de grande valia no controle da fronteira é o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC). O equipamento será colocado em órbita no dia 21 de março. O governo investiu R$ 2,1 bilhões no SGDC e terá o controle estatal a partir de bases em Brasília e no Rio de Janeiro.

O Programa Nacional de Segurança Pública também tem ações no âmbito do Ministério da Justiça e Cidadania. Para o ministro Alexandre de Moraes, o governo atuará em parceria com estados e municípios na tentativa de redução de homicídios e crimes contra mulheres em todo o território nacional. Segundo informou, a partir de um levantamento, três capitais terão um mutirão contra os criminosos: Porto Alegre, Natal e Aracaju. Nestas capitais há maior incidência, por exemplo, da violência contra a mulher.

Além disso, o governo repassou aos estados na última semana R$ 1,2 bilhão para ampliação e melhoria do sistema penitenciário. Serão repassados também R$ 150 milhões para aquisição de sistema de bloqueio de celulares em 30% dos presídios e mais R$ 200 milhões para construção de cinco novas penitenciárias, uma em cada região do país.

O ministro da Defesa informou também que, por solicitação da presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministra Cármen Lúcia, as Forças Armadas atuarão em apoio ao Poder Judiciário na elaboração do censo penitenciário. O objetivo é realmente permitir que se elabore o raio X do sistema carcerário do país, bem como levantamento do perfil do presidiário.



Operação Potiguar II reforça ações de segurança na Grande Natal

DefesaNet

No período de 20 a 30 de janeiro, a Força-Tarefa Guararapes, que está atuando em ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na Região Metropolitana de Natal (atividade intitulada Operação Potiguar II), reforça as ações de segurança, visando possibilitar a livre circulação dos meios de transporte e das pessoas. 


Foto: Exército Brasileiro

No domingo, dia 22, em menos de 48 horas do início da Operação, a Força-Tarefa já completou seu efetivo total com mais de 1.800 militares das Forças Armadas, os quais atuam de forma integrada com os Órgãos de Segurança Pública (OSP), que se encontram sob o controle operacional do Comando da Operação. Com isso, foram intensificadas as ações de patrulhamento ostensivo, de estabelecimento de postos de bloqueio e controle de vias urbanas, de realização de revistas de pessoal e veículos e de prisões em flagrante delito.

Além disso, fruto do estudo de Inteligência, efetivado, em conjunto, entre especialistas das Forças Armadas e dos OSP, foram levantados cerca de 20 pontos considerados mais sensíveis. Nesses locais, a segurança será otimizada por meio da presença de tropas federais, liberando policiais e agentes dos OSP para atuarem de forma mais eficaz no atendimento às ocorrências demandas pela população.

Portanto, por meio dessas medidas, a Força-Tarefa Guararapes entende que as condições de segurança estão sendo restabelecidas, possibilitando a livre circulação dos transportes e das pessoas na Grande Natal, bem como a retomada da situação de normalidade à vida do povo natalense.

Forças Armadas nas ruas circulação de ônibus na Grande Natal chega a 80% A circulação de ônibus na região metropolitana de Natal, capital do Rio Grande do Norte, atingiu a marca de 80% nesta terça-feira (24). Isso é reflexo da Operação Potiguar II, sob o comando das Forças Armadas que, desde a última sexta-feira (20), iniciaram a ocupação dos principais pontos da região em função da crise na segurança pública, tendo como consequência ataques a ônibus e depredação do patrimônio público.

“A presença das Forças Armadas está permitindo que a rotina da população seja retomada. Esperamos que dentro das próximas horas o transporte público esteja operando com toda sua capacidade”, destacou o Ministro Jungmann.

Com o patrulhamento nas ruas de Natal e municípios vizinhos, não há mais registro de ataques a ônibus ou a prédios públicos.


24 janeiro 2017

Rússia, Turquia e Irã acordam respeitar trilateralmente cessar-fogo na Síria

Uma fonte turca confirmou ao correspondente da Sputnik que a Rússia, Turquia e Irã estão negociando o mecanismo para respeitar o cessar-fogo na Síria.


Sputnik

Falando sobre os resultados das negociações em Astana (Cazaquistão) relativas à resolução da crise síria, uma fonte turca divulgou à correspondente da Sputnik:

"A observação do regime de cessar-fogo na Síria é um dos temas-chave das negociações. Estamos discutindo a questão de formação entre a Turquia, a Rússia e o Irã de um mecanismo trilateral para controlar a observação do cessar-fogo". 


Negociações sobre resolução da crise síria em Astana (Cazaquistão)
Negociações de paz para a Síria em Astana, Cazaquistão | Sputnik

De acordo com o divulgado, os representantes dos três países deverão se encontrar regularmente para controlar a situação quanto ao respeito do cessar-fogo.

A fonte sublinhou que a Turquia e a Rússia estão cooperando muito estreitamente na questão da regularização síria. No que se refere ao tema de combate aos grupos terroristas Daesh e Frente al-Nusra (ambos proibidos na Rússia), o entrevistado destacou que as partes chegaram a um entendimento mútuo.

Vale lembrar que a Rússia, o Irã e a Turquia são os mediadores nas negociações, realizadas com a participação de diversos grupos de oposição armada e o governo sírio e destinadas à resolução da situação na Síria.



Ares, subsidiária da Elbit Systems, vai produzir Estações de Armas Remotas no Brasil

A REMAX é uma estação de armas estabilizada para metralhadoras de 12,7 / 7,62 mm para ser usada em veículos blindados e veículos de logística



Forças Terrestres

A Ares, subsidiária brasileira da Elbit Systems, fornecerá às Forças Armadas brasileiras, estações de armas controladas remotamente (Controled Weapon Stations – RCWS) durante um período de cinco anos, apoiando vários programas de veículos blindados.


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REMAX

A empresa Aeroespacial e Defesa S.A. (“Ares”) anunciou no dia 8 de janeiro a adjudicação de um contrato-base do Ministério da Defesa brasileiro, no valor total de aproximadamente US$ 100 milhões, para fornecer RCWS de 12,7/7,62 mm ao Exército Brasileiro. As estações, denominadas REMAX, serão fornecido por um período de cinco anos. Uma encomenda de produção inicial, avaliada em aproximadamente US$ 7,5 milhões, foi recebida.

A REMAX é uma estação de armas estabilizada para metralhadoras de 12,7/7,62 mm que foi especificamente projetada pela Ares para atender às exigências do Exército Brasileiro como parte do programa VBTP. O sistema foi testado com sucesso em veículos Guarani 6×6 do Exército Brasileiro. A estação será usada em veículos blindados e veículos de logística utilizados em combate para transporte de tropas, patrulha de fronteira e missões de manutenção da paz. Alguns dos veículos brasileiros VBTP também estão armados com uma estação de arma maior com um canhão automático de 30mm.

Como principal subcontratada do programa Guarani, a AEL recebeu em 2011 um contrato-base avaliado em até US$ 260 milhões, para o fornecimento de torres UT30 BR de 30 mm não tripuladas às Forças Terrestres do Exército Brasileiro. O contrato exige que a UT30 BR da Elbit Systems seja instalada a bordo de centenas de VBTP Iveco 6×6. Um ano depois, em 2012, a empresa recebeu uma encomenda de US$ 25 milhões para o desenvolvimento e fornecimento inicial de estações de armas REMAX.


Aparelho de espionagem? Drone estrangeiro encontrado no mar Negro na Rússia

Os policiais da cidade de Anapa, que fica no sul da Rússia, encontraram no domingo um drone desconhecido perto da costa no mar Negro.


Sputnik

As fotos do aparelho foram imediatamente publicadas nas redes sociais. O aparelho tem cerca de dois metros de comprimento.


O drone Airbus
Drone da Airbus © Foto: Youtube / captura de tela

É marcado com a inscrição "A06" e tem o número 646.

A fuselagem do drone não mostra danos mecânicos sérios, exceto alguns vestígios de seu curto período de permanência no mar.

Neste momento os analistas tentam determinar as causas da queda do drone, sua origem e missão que ele teria executado na região.



Coreia do Norte desloca 2 mísseis balísticos para perto de Pyongyang

A Coreia do Norte deslocou dois mísseis balísticos novos para o norte da sua capital, Pyongyang, informou canal de televisão japonês NHK, citando uma fonte militar sul-coreana.


Sputnik

Segundo dados da fonte, citados pelo NHK, esses mísseis podem ser equipados com motores modernizados e estão prontos para lançamento em qualquer momento. 


Míssil balístico da Coreia do Norte
Míssil balístico da Coréia do Norte © REUTERS/ KCNA

Mais cedo, satélites americanos e sul-coreanos registraram dois lançadores de foguetes móveis. Foi avançado que Pyongyang poderia realizar um novo lançamento de teste fazendo-o coincidir com a tomada de posse do presidente dos EUA, Donald Trump.

Entretanto, já no 1° de janeiro, na mensagem de Ano Novo à nação, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un declarou abertamente que seu país atingiu a fase final de desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais.

Conforme dados da agência sul-coreana Yonhap, Pyongyang está construindo mísseis KN-08 com alcance de 13.000 quilômetros, baseados em lançadores de foguetes. Apontando para a ameaça estadunidense, a Coreia do Norte recusa parar as elaborações nucleares e de mísseis, apesar das sanções por parte do Conselho da Segurança da ONU.