29 abril 2017

Por que EUA deslocam caças F-35 para as fronteiras com a Rússia?

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, comunicou que as missões de patrulha do espaço aéreo dos países bálticos realizadas pelos EUA ameaçam a segurança internacional.


Sputnik

Dois caças mais recentes de quinta geração F-35 Lightning II chegaram a 25 de abril à base de Emari, na Estônia. 


Caça F-35 being sendo reabastecido na Base Aérea de Eglin, na Flórida
F-35 Lightining II da USAF | Samuel King Jr./ for U.S. Air Force

A sua chegada não foi anunciada e, por isso, tal ação parece ter tido como objetivo agravar as relações com a Rússia.

"O deslocamento do novo caça dotado dos sistemas mais recentes vai ajudar a Aliança a defender os direitos fundamentais soberanos de todos os países", acrescentou o ministro da Defesa da Estônia.

Segundo a Força Aérea dos EUA, os F-35 vão permanecer na Europa até 2020, por enquanto irão participar dos exercícios com outros aviões da OTAN durante várias semanas.

À beira do conflito

O redeslocamento dos F-35 é realizado no âmbito do programa da OTAN European Reassurance Initiative, que foi lançado há 3 anos.

A própria mídia ocidental entende o caráter provocatório deste deslocamento. O Washington Examiner descreve a situação como "Os F-35 no quintal de Putin". O jornal The Nation adiciona: "As acusações maioritariamente infundadas feitas ao Kremlin de este provocar várias crises, começando em Washington e Europa até à Síria, Ucrânia e Afeganistão, aumentam a possibilidade de guerra entre a Rússia e os EUA".

O presidente norte-americano Donald Trump comunicou em 24 de abril, durante o encontro com senadores do Partido Republicano, que tem intenção de conter o reforço da influência da Rússia e de Putin no palco mundial.

Avanço no mundo

Os F-35 que são o novo símbolo da excecionalidade dos EUA e são utilizados desde 2012. O primeiro deslocamento dos F-35 para o estrangeiro foi efetuado em 18 de janeiro de 2017 no Japão.

Ministério da Defesa dos EUA planeja comprar este ano 63 caças F-35 e, nos próximos anos, aumentar o seu número para 2.500. Este programa é estimado em 379 bilhões de euros, o que significa que o preço de um caça no mercado interno é mais de 51 bilhão de dólares. Trump exorta a Lockheed Martin a baixar o preço, porque este caça deve se tornar básico na aviação tática dos EUA.

Má reputação

A família dos F-35 tem aparência sólida, mas o aparelho enfrenta muitas críticas. Os problemas principais são o software imperfeito, os custos elevados de manutenção e o fato de não ser "totalmente furtivo" para os sistemas da defesa antiaérea da Rússia.

O The National Interest reconheceu que os "relativamente lentos" F-35 podem enfrentar "um inimigo que os supera em caraterísticas". Mais: "Os pilotos dos F-35 devem evitar ao máximo o combate de proximidade". Assim sendo, o F-35 não pode ser classificado atualmente como o rei dos céus.

O National Review classifica o F-35 como um dos maiores fracassos na história da produção aeronáutica norte-americana.

Mas o marketing faz milagres. Todos os fracassos podem ser compensados com as vendas do F-35 para os aliados estrangeiros.

Entretanto vale a pena acrescentar que o PAK FA russo foi reconhecido como o melhor caça do mundo.

 

EUA implantam tropas e veículos blindados na fronteira turco-síria

Militares dos EUA começaram a implantar tropas e veículos blindados ao longo da fronteira turco-síria, desde Kobani até Kamyshlov, para evitar confrontos entre as forças turcas e as milícias curdas YPG, declarou à Sputnik Turquia uma fonte nas YPG.


Sputnik

A fonte explicou que as milícias curdas "acordaram com os Estados Unidos" os passos para evitar possíveis ataques da Turquia contra as YPG". 

Tanque norte-americano na fronteira entre a Síria e a Turquia | Twitter

Segundo acrescentou a fonte, os EUA prometeram envidar todos os esforços para prevenir novos ataques dos militares turcos.

Mais cedo, uma fonte nas Forças Democráticas da Síria (FDS) havia dito à Sputnik Turquia que, equipados com tanques norte-americanos, os curdos vão participar na investida de Raqqa, mas advertiu que, se a Turquia voltar a atacar as posições curdas, as FDS serão obrigadas a deixar Raqqa para defender seus territórios.

Na madrugada de terça-feira, 25 de abril, a aviação da Turquia lançou ataques contra as milícias curdas no norte da Síria e do Iraque, além de lançar um ataque de artilharia contra a região curda de Shahba, também situada no norte da síria.

O objetivo dos militares turcos foi destruir as bases das unidades curdas, ligadas ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), proibido na Turquia.

De acordo com dados de Ancara, na sequência dos bombardeios foram mortos cerca de 70 combatentes curdos.

A ofensiva turca provocou uma reação negativa por parte da Rússia, Síria, Irã e EUA.


Terroristas combatem entre si perto de Damasco, mais de 100 foram eliminados

Na sexta-feira (28), três grupos armados entraram em combate entre si nos arredores orientais de Damasco. Desde o início dos combates morreram 100 militantes, informa o canal de televisão Al-Mayadeen.


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Confrontos intensos ocorreram entre os radicais da Jaysh al-Islam, Faylaq al-Rahman e Frente al-Nusra (organizações terroristas proibidas na Rússia). Segundo dados do canal, os combates ainda prosseguem. 


Situação na fronteira sírio-libanesa
Fronteira sírio-libanesa © Sputnik/ 

O exército sírio, por sua vez, continua efetuando uma operação militar tentando libertar o bairro de Kabun, nos arredores orientais de Damasco. Ao longo de vários dias, a artilharia e a aviação têm estado ativas na capital síria. Em resposta, os terroristas atacam regularmente com mísseis os bairros residenciais da cidade.

Ao mesmo tempo, a nordeste da capital, o exército sírio e as forças aliadas libertaram a cidade de Daraa, retomando assim o controle da fronteira sírio-libanesa.

A 130 quilômetros da cidade de Al-Zabadani, localizada perto da fronteira, militantes da Frente al-Nusra atacaram as posições da organização terrorista Daesh.

Entretanto, o exército libanês também bombardeou os destacamentos terroristas que tentam penetrar no país através da região de Ersal.

Durante todo o conflito militar sírio, os grupos terroristas utilizam o relevo montanhoso da fronteira sírio-libanesa para transportar ilegalmente armas, deslocar seus militantes para outras posições e organizar campos de treinamento e depósitos de armas.


Porta-aviões dos EUA se aproxima da península Coreana

Um grupo naval norte-americano liderado pelo porta-aviões nuclear USS Carl Vinson entrou na área do mar do Japão (também conhecido como mar do Leste), informa uma fonte do Ministério da Defesa do Japão.


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Além disso, a fonte declarou ao canal de televisão NHK, que no sábado (29) à tarde (manhã no horário de Brasília) o grupo naval atravessou o Estreito de Tsushima, escoltado por destróieres das Forças de Autodefesa do Japão.

O porta-aviões norte-americano USS Carl Vinson
USS Carl Vinson © AFP 2017/ JAY DIRECTO

Segundo dados do canal, no domingo (30) ou mais tarde, a Coreia do Sul planeja realizar manobras navais no mar do Japão junto com o porta-aviões norte-americano para prevenir a ameaça proveniente da Coreia do Norte. Entretanto, destaca-se também que os exercícios militares serão efetuados após os destróieres japoneses se separarem do grupo naval de combate dos EUA.

A situação em torno da Coreia do Norte se complicou devido aos exercícios militares de grande escala de Washington e Seul, em particular, aos treinamentos que visam testar a prontidão para eliminar autoridades norte-coreanas em caso de guerra.


Mídia da Coreia do Norte acusa Seul de violar fronteiras do país

A mídia da Coreia do Norte acusou Seul de violar repetidamente as fronteiras marítimas do país, avisando que “tais intervenções criaram uma ameaça de conflito militar” no mar Amarelo.


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Segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA em inglês) os navios de guerra da Coreia do Sul violaram a fronteira marítima com a Coreia do Norte 81 vezes só durante o último abril. Este número duplicou em comparação com março. 

Soldados sul-coreanos observam a parte da Coreia do Norte (arquivo)
Militares sul-coreanos observam a fronteira com a Coreia do Norte © AP Photo/ Ahn Young-joon

"O número de intervenções dos navios militares da Coreia do Sul nas águas da Coreia do Norte no mar Amarelo está aumentando drasticamente… Tais intervenções criaram uma ameaça de conflito militar no mar Amarelo, onde a situação, mesmo sem isso, está sempre tensa", diz o comunicado da KCNA.

O artigo surgiu na mídia norte-coreana logo após os últimos testes do míssil balístico. O lançamento foi realizado no sábado (29) na província de Pyeongan do Sul.

Militares norte-americanos e japoneses acreditam que o míssil caiu no território da Coreia do Norte após voar 50 quilômetros. O tipo de míssil lançado não foi determinado. Segundo os analistas, pode ter sido um Ecud ER, um míssil do curto alcance, ou um míssil de médio alcance KN-17.

À beira da guerra: China classifica situação na península Coreana como crítica

A situação na Península Coreana está demasiado escalada, afirmou o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.


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"Hoje em dia a situação está em um ponto crítico", acrescentou. 


Kim Jong-un o líder da Coreia do Norte
 Kim Jong-un © Sputnik/ Ilia Pitalev

A tensão em torno da Península Coreana subiu durante os últimos meses por causa dos testes de mísseis por parte da Coreia do Norte e do possível novo teste nuclear.

Os EUA afirmam que não excluem um cenário militar na região mas têm intensões de resolver a questão diplomaticamente.


Rússia acusa ex-premiê ucraniano de ter torturado e fuzilado soldados russos na Chechênia

O Comitê de Investigação da Rússia acusou o ex-primeiro-ministro da Ucrânia Arseny Yatsenyuk de ter participado de torturas e execuções durante a guerra na Chechênia.


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"O Comitê tem provas de que o ex-primeiro-ministro da Ucrânia Arseny Yatsenyuk participou em pelo menos dois confrontos armados que tiveram lugar em 31 de dezembro de 1994, na praça Minutka de Grozny e em fevereiro de 1995, bem como em torturas e fuzilamentos de militares do exército russo no distrito Oktyabrsky de Grozny, em 7 de janeiro de 1995", consta em uma nota de imprensa publicada no site da entidade.

Arseny Yatsenyuk, ex-premiê ucraniano, foto de arquivo
Arseni Yatseniuk © REUTERS/ Yuri Gripas

O comunicado acrescenta que o Comitê já enviou à Interpol os materiais do caso de Yatsenyuk, "procurado internacionalmente e acusado de crimes de extrema gravidade".

O Comitê de Investigação da Rússia tem a intenção de chamar Yatsenyuk à responsabilidade penal, de acordo com a legislação russa, utilizando todos os recursos legais previstos no direito internacional.

No final de março, um tribunal da cidade russa de Yessentuki determinou a prisão de Yatseniuk, acusado de pertencer a grupos armados que atuavam no território da Rússia e procurado a nível internacional desde 21 de fevereiro deste ano.

Os investigadores russos afirmam que o ex-primeiro-ministro da Ucrânia lutou nas fileiras dos destacamentos Argo e Viking, que combatiam o exército russo na Chechênia.


Rússia não vai permitir a inspeção da Crimeia pela Ucrânia

As tentativas da Ucrânia de inspecionar o território da Crimeia são "provocativas e fúteis", afirmou o ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado neste sábado.


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"A atual situação da República da Crimeia e da cidade de Sevastopol, como partes constituintes russas, é uma questão estabelecida, não sujeita a revisão… Desse modo, a Rússia é livre para desdobrar as suas tropas e equipamento militar em seu próprio território. As tentativas de inspecionar o território da Crimeia como parte de uma inspeção que ocorre na Ucrânia são provocativas e fúteis", informou o comunicado.

Crimeia vista do ar
Crimeia © Sputnik/ Vitaly Belousov

A península da Crimeia se separou da Ucrânia e se reintegrou à Rússia após o referendo, realizado em março de 2014, com 96,77% dos eleitores da Crimeia e 95,6% dos cidadãos de Sevastopol votando a favor da adesão à Rússia. A Ucrânia considera a Crimeia como um território ocupado.

26 abril 2017

EUA se dizem 'profundamente preocupados' com bombardeios turcos não-autorizados na Síria

Porta-voz do Departamento de Estado disse que os Estados Unidos está profundamente preocupado com a Turquia realizar ações militares na Síria e no Iraque sem a aprovação da coalizão anti-Daesh.


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Os Estados Unidos estão profundamente preocupados com a realização de ações militares na Síria e no Iraque sem a aprovação da coalizão anti-Daesh, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner, durante uma teleconferência nesta terça-feira.

Ofensiva da Turquia na Síria
Ofensiva da Turquia na Síria © REUTERS/ Revolutionary Forces of Syria Media Office

"Estamos muito preocupados, profundamente preocupados que a Turquia realizou ataques aéreos mais cedo hoje no norte da Síria, bem como no norte do Iraque sem coordenação adequada, quer com os Estados Unidos ou a coalizão mais ampla para derrotar Daesh [proscrito na Rússia]", disse Toner.

Chanceler russo: Moscou se opõe e seguirá se opondo às tentativas de mudar poder na Síria

Moscou irá resistir às tentativas de rejeitar resolução política da situação na Síria e de mudar o poder no país, declarou o chanceler russo, Sergei Lavrov.


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"Pressentimos que alguns dos nossos colegas estão tentando pôr fim à resolução do Conselho de Segurança da ONU quanto à resolução política baseada no diálogo entre as partes sírias, voltando ao antigo tema sobre mudança de regime", afirmou Lavrov. 


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Bashar Assad, presidente da Síria

O ministro russo está convicto de que o Conselho da Segurança da ONU não renunciará a seus princípios, que são declarados na resolução 2254.

O Conselho de Segurança da ONU autorizou a resolução 2254 em dezembro de 2015. Trata-se do Roteiro para a Paz em direção à regularização da situação na Síria. A resolução inclui elaboração de uma nova constituição do país e realização de eleições presidenciais.

No início de abril, o representante permanente dos EUA na ONU, Nikki Haley, declarou que a resolução política do conflito sírio será impossível por enquanto Bashar Assad ocupe o cargo da presidência do país. Ao mesmo tempo, o presidente do Comitê Internacional do Conselho da Federação da Rússia (Senado), Konstantin Kosachev, referiu-se às declarações de Haley como uma tentativa de sabotar os esforços que visam avançar as negociações entre autoridades sírias e oposição.



Rússia retirou metade do seu grupo aéreo de base na Síria

Rússia retirou quase metade do seu grupo aéreo que estava inicialmente instalado na base militar síria de Hmeymim, declarou o chefe da Direção Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, coronel-general Sergei Rudskoy.


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"O número de organizações terroristas na Síria tem sido reduzido, permitindo, assim, a retirada de quase metade dos nossos aviões que estavam instalados na base aérea de Hmeymim", declarou Rudskoy na abertura da VI Conferência de Segurança Internacional de Moscou. 



Aviões russos deixam Síria
Aeronaves russas deixam a Síria © Sputnik. 

"A base em Hmeymim e o ponto de suporte em Tartus permitem conter o terrorismo não só na Síria, mas também em outros países", declarou o Estado-Maior russo.

Além disso, Rudskoy sublinhou que desde o início da operação militar na Síria, a Força Aeroespacial russa realizou mais de 23 mil voos de combate e efetuou cerca de 77 mil ataques aéreos contra as posições de militantes.

O conflito armado na Síria continua desde 2011. Segundo dados da ONU, o combate resultou na morte de 220 mil pessoas. Ao pedido do presidente sírio, Bashar Assad, a Força Aeroespacial da Rússia presta apoio às autoridades do país para combater o terrorismo. Graças à ajuda russa, Damasco conseguiu se proteger e iniciar contraofensiva em direções cruciais.


10 guardas iranianos são mortos na fronteira do Paquistão

Região fronteiriça entre Irã e Paquistão é marcada por atividade de gangues de tráfico e militantes separatistas.


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Dez guardas de fronteira iranianos foram mortos por militantes sunitas em uma operação transfronteiriça na fronteira com o Paquistão nesta quarta-feira (26).

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Fronteira entre a Índia e o Paquistão 

Segundo informações divulgadas pela agência de notícias Tasnim, o grupo militante chamado Jaish al-Adl assumiu a responsabilidade pelas mortes.

A província de Sistão-Baluchistão, no sudeste do Irã, tem sido atingida há muito tempo por ataques de gangues de tráfico de drogas e militantes separatistas.

Irã respondeu à arrogância dos EUA

Uma lancha iraniana obrigou um destróier da Marinha dos EUA a desviar seu rumo no Golfo Pérsico, informa a mídia. O cientista político Araik Stepanyan revelou no ar do serviço russo da Rádio Sputnik sua opinião que são os próprios americanos que provocam o Irã a ações deste tipo.


Sputnik

O destróier USS Mahan dos EUA teve que alterar seu rumo para evitar a colisão com uma lancha iraniana, informou a emissora Fox News, citando fontes da administração estadunidense.


Destróier norte-americano Mahan no Egito, março de 2009
USS Mhan © AFP 2017/ Stringer

De acordo com o canal, o navio norte-americano entrou em rota de colisão de uma lancha do Exército dos Guardiões da Revolução Islâmica. Para evitar um acidente, o navio americano alterou a rota, emitiu sinais de alerta e lançou para o ar foguetes de sinalização. A tripulação ocupou suas posições de combate.

Os militares norte-americanos têm reclamado, em diversas ocasiões, de manobras perigosas realizadas por navios iranianos no Golfo Pérsico.

O secretário responsável da Academia de Problemas Geopolíticos e cientista político Araik Stepanyan opina que são os próprios EUA que provocam o Irã a esse tipo de ações.

"Os iranianos consideram o Golfo Pérsico como seu e claro que se querem sentir neste golfo como em sua casa, não constrangidos, e atuar como consideram adequado. Entretanto, o comportamento correto dos iranianos no Golfo Pérsico provoca ações mais insolentes e agressivas dos americanos. Ou seja, se os iranianos se comportam corretamente – os americanos se comportam de forma mais insolente.


Os EUA consideram isso como covardia e começam pressionando. Por esta razão, os iranianos não podem atuar de forma contida, as ações deles dependem da reação dos EUA, eles são obrigados a se comportarem assim”, destacou Araik Stepanyan no ar do serviço russo da Rádio Sputnik.


Opinião: países da península Coreana estão à beira da guerra

Os países da península Coreana estão à beira da guerra, comunicou o secretário do Conselho da Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev.


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Os problemas dessa região não podem ser subestimados, acrescentou ele falando na sexta Conferência de Segurança Nacional em Moscou.

Exército Popular da Coreia apresenta, em desfile, complexos de lançamento de mísseis balísticos intercontinentais em abril de 2017
Desfile militar na Coreia do Norte © Sputnik/ Ilia Pitalev

A situação na península Coreana se agravou após uma série de testes de mísseis balísticos levados a cabo pela Coreia do Norte. Vários deles caíram perto do Japão.

Em resposta, os EUA enviaram o grupo de navios de guerra para a região da Coreia.

Há pouco, a Coreia do Sul começou a instalação do sistema antimíssil THAAD norte-americano no seu território.

A China se manifesta contra o THAAD, Moscou por seu lado acha que os EUA estão instalando um sistema para conter o potencial da Rússia e da China sob pretexto da ameaça crescente por parte da Coreia do Norte.

Coreia do Norte anuncia maiores exercícios na sua história

A Coreia do Norte classificou os exercícios, que envolveram os três ramos das Forças Armadas, como "os maiores na história", informou a mídia norte-coreana.


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Segundo a Agência Central de Notícias da Coreia, os treinamentos contaram com cerca de 300 peças de artilharia de longo alcance, submarinos e aviação. 


Soldados norte-coreanos durante a parada militar em homenagem ao 60º aniversário do fim da Guerra da Coreia, 2013
Militares norte-coreanos em desfile militar © Sputnik/ Ilya Pitalev

"Os submarinos submergiam rapidamente para atacar os navios inimigos com torpedos, e caças e bombardeiros sobrevoavam o mar para lançar bombas contra os alvos. Mais de 300 armamentos pesados abriram fogo simultâneo do litoral", cita a mensagem a agência sul-coreana Yonhap.


O chefe de Estado, Kim Jong-un, não escondeu estar satisfeito com os exercícios:

"Mostramos qual é nossa força militar para castigar impiedosamente os inimigos", disse Kim Jong-un ao canal de TV japonês NHK.

Na terça-feira (25), a Coreia do Norte celebrou o 85º aniversário do Exército Popular da Coreia. 

Especialistas e políticos estavam certos de que nesse dia a Coreia do Norte iria realizar o 6º teste nuclear ou mais um lançamento de míssil balístico. Entretanto, Pyongyang limitou-se a efetuar exercícios das forças terrestres, Marinha e Força Aérea.

Os exercícios se focaram nos alvos marítimos, dado que um grupo naval norte-americano, liderado pelo porta-aviões USS Carl Vinson, está se aproximando da península Coreana e efetuando manobras conjuntas com as forças japonesas e sul-coreanas.



China lança à água 1º porta-aviões de produção nacional (video)

O primeiro porta-aviões de produção chinesa foi lançado à água em meio à escalada de tensões na península Coreana.


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"O segundo porta-aviões chinês foi lançado à água em 26 de abril no porto de Dalian", informa a agência chinesa Xinhua. 


O primeiro porta-aviões de construção nacional da China durante cerimônia de lançamento em Dalian, província de Liaoning, China, 26 de abril de 2017
Porta-aviões chinês Type 001A © REUTERS/ Stringer

O Type 001A, de 315 metros de comprimento e 75 metros de largura, pesa 70.000 toneladas. O navio foi construído nos estaleiros de Dalian, um porto na província de Liaoning, no norte da China, que faz fronteira com a Coreia do Norte.

Esperava-se que o porta-aviões fosse lançado à água em 23 de abril, no aniversário da Marinha do Exército de Libertação Popular, mas a cerimônia realizou-se uns dias mais tarde.

O primeiro porta-aviões do país Liaoning foi construído na base do cruzador soviético Varyag, comprado à Ucrânia em 1998. O porta-aviões entrou em operação na Marinha chinesa em setembro de 2012. Em novembro de 2012, foram anunciados exercícios bem-sucedidos de aterrissagem de caças J-15 no convés do porta-aviões.


Estado-Maior do Exército russo visita Brasil em junho, diz Raul Jungmann

O ministro da Defesa do Brasil, Raul Jungmann, disse nesta quarta-feira que o Estado-Maior do Exército russo aceitou o convite de visitar o Brasil em junho.


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No mesmo mês, a Rússia receberá o presidente brasileiro Michel Temer. O convite foi feito pelo presidente russo, Vladimir Putin, em março deste ano. 


Tropas brasileiras são vistas durante uma cerimônia antes dos Jogos Olímpicos de 2016
Tropas brasileiras no período das Olimpíadas no Rio de Janeiro © AFP 2017/ VANDERLEI ALMEIDA

De acordo com Jungmann, que está em Moscou para a VI Conferência Internacional de Segurança, foi possível atingir certos acordos com o governo russo, sendo o primeiro deles o convite feito ao ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, para visitar o Brasil.

Durante esta visita ao Brasil, os Estados-Maiores dos dois países levarão a cabo uma segunda rodada de negociações no âmbito militar. Há a perspectiva de um intercâmbio de militares entre os Exércitos dos dois países, cujos detalhes não foram mencionados por Jungmann.

Já o ministro russo se mostrou satisfeito com as conversações desta terça-feira em Moscou.

“Uma confirmação disso é a nossa intensa pauta de negociações. O evento central dela será a visita do presidente [Temer] a Moscou em junho deste ano”, afirmou Shoigu.

A autoridade russa ainda destacou a cooperação entre russos e brasileiros em várias esferas internacionais.

“O que nos une são as abordagens semelhantes sobre um leque de assuntos internacionais. Estamos trabalhando com sucesso em vários formatos multilaterais que são a ONU, o G20 e o BRICS”.

A conferência sobre segurança internacional em Moscou foi organizada pelo Ministério da Defesa da Rússia. A Síria foi o assunto principal da sessão.



25 abril 2017

Três militares do Exército morrem afogados durante treinamento na Grande SP

Comando Militar do Sudeste não informou nomes, idade e patentes das vítimas; afogamento aconteceu em lago


Bruno Ribeiro | O Estado de S.Paulo


SÃO PAULO - Três militares do Exército morreram afogados nesta segunda-feira, 24, por volta das 18 horas, em Barueri, na Grande São Paulo, durante uma instrução militar. Nem os nomes nem as idades e as patentes dos mortos foram divulgados pelo Comando Militar do Sudeste. 


Socorristas fazem massagem cardíaca para tentar salvar um dos soldados que se afogou (Foto: TV Globo/Reprodução)
Socorristas fazem massagem cardíaca para tentar salvar um dos soldados que se afogou (Foto: TV Globo/Reprodução)

“Os nomes das vítimas serão divulgados à imprensa após as respectivas famílias serem comunicadas”, informou o Exército, por meio de uma nota em que lamentou o que classificou de “acidente”.

O afogamento aconteceu em um lago existente em uma área de treinamento do Jardim Silveira, em Barueri. A corporação informou que será aberto um inquérito policial-militar para investigar o caso.

O resgate dos corpos dos militares submersos foi feito pelo Corpo de Bombeiros, que enviou seis viaturas ao local. Segundo o Comando Militar do Sudeste, “os militares estavam em instrução e participavam de atividade prevista no treinamento do combatente básico”.

Os mortos estavam lotados no 21.º Depósito de Suprimentos da 2.ª Região Militar (responsável por São Paulo). O destacamento fica na zona norte da capital. O local do acidente pertence ao 22.º Depósito de Suprimentos.

Outros casos


Em março, também durante um treinamento militar, um recruta de 18 anos teve um enfarte e morreu em Araguari, interior de Minas Gerais. Em dezembro passado, em Curitiba, um soldado de 19 anos do 20.° Batalhão de Infantaria Blindado também morreu afogado durante um treinamento. O acidente se deu, segundo o Exército informou na época, enquanto o rapaz tentava salvar um colega que também estaria se afogando. O treinamento pelo qual eles passavam na hora não previa a queda no lago.

América Latina comprou mais de US$ 10 bilhões em armamentos russos

Exportador de equipamentos militares da Rússia quer continuar a batalha contra empresas dos EUA e da Europa pelo mercado latino-americano.


Ígor Rôzin | Gazeta Russa

Desde 2001, os países da América Latina compraram mais de US$ 10 bilhões em armamentos produzidos na Rússia. A informação foi divulgada pelo diretor-geral da Rosoboronexport (estatal russa responsável pelas vendas de equipamento militar ao exterior), Aleksêi Mikheev.



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A Venezuela é o principal mercado: entre 2000 e 2016, o país comprou 80% de todas as armas russas vendidas na América Latina. Foto:@IAF_MCC

"Nos últimos anos a concorrência nesse mercado está crescendo, os produtores norte-americanos e europeus estão intensificando seu trabalho na região, no entanto, estamos preparados para lutar pelos nossos clientes", declarou Mikheev.

E como em qualquer produto de exportação, a propaganda, ofertas e serviços especiais ajudam a ganhar clientes.

"Estamos usando todas as ferramentas modernas de marketing. Oferecemos esquemas de financiamento flexíveis, inclusive compensações, offset, trade-in e abordagens individuais para cada parceiro. Os clientes também apreciam os nossos serviços pós-venda e consultoria técnica e jurídica", disse.

Tradicionalmente, os países latino-americanos estão interessados em aviões e helicópteros. E depois do início da operação militar contra o Estado Islâmico na Síria, a demanda pelos equipamentos russos só aumentou.

"Tendo em conta os desafios atuais, como o terrorismo, tráfico de drogas, crime organizado e crimes virtuais, a Rosoboronexport está promovendo o “sistema integrado de segurança" no mercado latino-americano. Esse sistema inclui soluções integradas para problemas de segurança cibernética, controle das áreas costeiras, fronteiras nacionais e de grandes municípios e cidades”, lê-se no comunicado da Rosoboronexport.

Em março, o “think thank” de política internacional Chatham House publicou o relatório “Russia’s Role as an Arms Exporter” (“O papel da Rússia como um exportador de armas"), sobre as vendas dos armamentos russos na América Latina.

A região é um mercado tradicionalmente ocupado pelos fabricantes americanos e europeus. Mas o estudo da Chatham House mostra uma mudança considerável nos últimos anos.

A Venezuela é o principal mercado: entre 2000 e 2016, o país comprou 80% de todas as armas russas vendidas na América Latina. Na América Central o principal cliente é a Nicarágua, onde 80% dos equipamentos militares são produzidos por empresas russas. Já em outros países, como o Brasil, Colômbia, Argentina, México e Peru esta parcela não passa dos 20%.

O interesse dos exportadores militares da Rússia na América Latina também tem uma outra motivação: apenas 4,6% das vendas externas são feitas para a região. E o objetivo é aumentar este percentual em breve.



19 abril 2017

Combatentes do Daesh utilizaram gás venenoso durante ataques em Mossul

Os combatentes do grupo terrorista Daesh realizaram ataques químicos em bairros recentemente libertados de Mossul, no Iraque, segundo a agência Associated Press, que citou uma fonte militar.


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Um oficial das forças antiterroristas informou neste sábado, que o ataque foi realizado na sexta-feira em Mossul, quando os militantes do Daesh lançaram um míssil de cloro. Segundo a fonte da agência, sete militares tiveram problemas respiratórios e foram encaminhados ao hospital mais próximo. 

Fumaça e fogo captados após a explosão de um carro-bomba na cidade de Mossul, Iraque, durante os combates entre forças iraquianas e terroristas do Daesh (grupo proibido na Rússia), 5 de março
Explosão em Mossul, Iraque © AFP 2017/ Aris Messinis

Mais cedo, a imprensa noticiou que os combatentes do Daesh realizaram um ataque de artilharia contra os civis, usando projéteis com gás.

As tropas iraquianas, que fazem parte de uma coalizão liderada pelos EUA, iniciaram as operações para libertação de Mossul em outubro de 2016. A parte oriental da cidade já foi liberada. Em fevereiro, o governo iraquiano anunciou o início da operação para libertar a parte ocidental da cidade.

Em março deste ano, as foras de Bagdad anunciaram que os terroristas em Mossul estavam cercados.

Eliminado 'ministro da guerra' do Daesh que treinou nos EUA por 5 anos

De acordo com a mídia, um dos chefes do agrupamento jihadista Daesh, proibido na Rússia e em muitos outros países, foi morto na sequência de um ataque com mísseis na cidade iraquiana de Mossul.


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De acordo com o canal russo Rossiya 24, o terrorista eliminado se chamava Gulmurod Khalimov e era considerado como o "ministro da guerra" dentro do Daesh.


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Gulmurod Khalimov

Sabe-se que Khalimov era originário da República do Tajiquistão e começou sua carreira nas fileiras das forças especiais da União Soviética. Após o colapso da URSS, ele se tornou comandante no OMON (Unidade Móvel de Operações Especiais, nome genérico para o sistema de Unidades Especiais da Polícia e anteriormente do Ministério do Interior soviético) e serviu na Guarda Presidencial.

Ao longo de 5 anos, o terrorista foi treinado em uma das bases militares americanas. A edição britânica The Times afirma que seus mentores proviriam da empresa militar privada Blackwater.

Em 2015, Khalimov aderiu às fileiras dos terroristas e foi combater na Síria, se tendo especializado em fazer explodir veículos da coalizão internacional.



Ex-presidente do Afeganistão classificou o lançamento da bomba dos EUA de 'traição'

O ex-presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, acusou seu sucessor de cometer traição, ao permitir que os militares dos EUA lançassem a maior bomba não nuclear em uma operação contra terroristas do Daesh no país.


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Karzai, que "se posicionou contra a América", mantém uma influência considerável no grupo étnico Pashtun do Afeganistão, ao qual o presidente Ashraf Ghani também pertence. Suas declarações podem sinalizar uma reação política das forças nacionalistas no país e colocar em risco a missão militar dos EUA no Afeganistão.

Ex-presidente do Afeganistão, Hamid Karzai
Hamid Karzai © AFP 2017/ ALEXANDER NEMENOV

"Como é possível permitir que os americanos bombardem seu país com um dispositivo igual à uma bomba atômica?", disse Karzai durante um evento público em Cabul, questionando a decisão de Ghani. "Se o governo permitiu fazer isto, isso foi errado, foi uma traição nacional".

Violação da soberania

Durante a posse de Karzai como presidente, sua oposição aos ataques aéreos de forças militares estrangeiras agravou seu relacionamento com os Estados Unidos e outras nações ocidentais.

Como o governo de Cabul, dividido entre Ghani e seu rival Abdullah Abdullah, num compartilhamento de poder negociado pelos EUA, permanece frágil, as intervenções políticas de Karzai chamam a atenção. Ghani não conseguiu construir uma unidade, construida por Karzai, que deixou o cargo em 2014.

Karzai classificou o ataque norte-americano de violação de soberania, perturbando assim o instável ambiente político do país.

Irã não precisa de permissão para construir mísseis, diz presidente

O Irã não vai pedir "licença a ninguém" para construir mísseis, disse no sábado (15) o presidente do país, Hassan Rouhani, no que parece ser uma resposta aos esforços dos EUA de impedir o desenvolvimento do Exército iraniano, relata a agência Reuters.


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"O fortalecimento das capacidades das Forças Armadas iranianas […] visa somente defender o país e nós não vamos pedir licença a ninguém para desenvolver as Forças Armadas e para construir mísseis e aeronaves", disse o presidente em um evento militar, transmitido pela televisão estatal. 


O presidente do Irã Hassan Rouhani (segundo à esquerda) e o ministro da Defesa Hossein Dehghan (à esquerda) perto do sistema de mísseis Bavar 373 em Teerã, Irã, 21 de agosto de 2016
Presidente do Irã, segundo a esquerda, próximo ao sistema Bavar 373 © REUTERS/ President.ir

Rouhani também observou que o Irã nunca teve "objetivos agressivos, mas a paz não é um caminho sem retorno e, se nós optarmos por ficar em paz, pode ser que a outra parte não o faça, então há uma necessidade de vigilância."

Nas próximas presidenciais em maio, Rouhani espera obter o seu segundo mandato de quatro anos. O presidente desmentiu as afirmações dos adversários, segundo os quais o presidente estava ansioso por apaziguar o Ocidente ao concordar em interromper o programa nuclear do país em troca de levantamento das sanções.

Durante sua campanha eleitoral, o presidente norte-americano Donald Trump criticou o acordo nuclear e disse que iria interromper o programa de mísseis de Teerã. Em janeiro, depois que o Irã testou de um novo míssil balístico, Trump twittou que o país estava "brincando com o fogo".

O Irã, por sua vez, diz que seus testes de mísseis não violam o acordo nuclear.



Otan mobiliza batalhão multinacional na Polônia

France Presse

A Otan iniciou nesta quinta-feira oficialmente a primeira mobilização de um batalhão na Polônia, no âmbito do reforço do flanco oriental da Aliança Atlântica contra a Rússia, “uma mensagem enviada a todo agressor em potencial”. 


Otan mobiliza batalhão multinacional na Polônia
Tropas polonesas durante cerimônia de abertura para os batalhões da Otan, em Orzys, em 13 de abril de 2017 - AFP

A implantação dessas tropas “é uma clara demonstração da unidade da Otan, uma mensagem clara enviada a todo agressor em potencial”, declarou o general americano Curtis Scaparrotti, comandante supremo das forças aliadas na Europa, em uma cerimônia solene realizada em uma base militar de Orzysz (nordeste da Polônia).

No total, quatro batalhões multinacionais da Otan e uma brigada blindada americana serão instalados progressivamente no flanco oriental da aliança, entre os Países Bálticos, Polônia, Romênia, Bulgária e Hungria, em resposta à anexação da península da Crimeia pela Rússia em 2014.

Com cerca de 800 soldados, o batalhão de combate mobilizado na Polônia estará dirigido pelo exército americano, com a participação de soldados britânicos, romenos e croatas.

Serão mobilizadas unidades similares da OTAN em Estônia, Letônia e Lituânia, que deverão estar operacionais até o fim de junho.


Projeto preliminar do submarino nuclear brasileiro é concluído com sucesso

Poder Naval

O Projeto Preliminar do Submarino com Propulsão Nuclear Brasileiro (SN-BR) foi concluído, com sucesso, em janeiro deste ano.


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Concepção do submarino com propulsão nuclear Álvaro Alberto

O Projeto está sendo conduzido pelo Corpo Técnico de Projeto (CTP), no Escritório Técnico de Projetos (ETP) da Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (COGESN), localizado nas dependências do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), subordinados à Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha. Na parceria com a França, a Empresa francesa “DCNS” tem, como uma das atribuições contratuais, a Transferência de Tecnologia (ToT), em Projeto de Submarinos, exceto ao que se refere à planta de propulsão nuclear, cuja responsabilidade é, exclusivamente, da Marinha do Brasil.

Ressalta-se que, no escopo da ToT, a DCNS transfere know how quanto ao Projeto de Submarinos, além de prover Assistência Técnica, Suporte e Capacitação ao CTP, por meio de treinamento e transferência de documentação técnica de referência.

O CTP conta, hoje, com, aproximadamente, 200 integrantes, entre militares (Oficiais e Praças) e Funcionários Civis da Empresa “Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A.” (AMAZUL), nos níveis de ensino superior e médio, dos quais 59 receberam treinamento em Projeto de Submarinos e Apoio Logístico Integrado (ALI), tanto na França, quanto no Brasil.

A conclusão do Projeto Preliminar foi validada pela DCNS e os seus resultados demonstraram a viabilidade e a exequibilidade do Projeto Final do SN-BR. O sucesso evidenciado ao término dessa Fase traduz um importante marco para a Marinha, transmitindo a confiança necessária para o prosseguimento das Fases subsequentes, quais sejam: detalhamento e construção do SN-BR.

Fonte: Marinha do Brasil



Trump quer vender Super Tucanos à Nigéria

Poder Aéreo

A administração Trump provavelmente venderá cerca de uma dúzia de aeronaves de ataque terrestre A-29 Super Tucano à Nigéria para a luta do país contra os militantes de Boko Haram, informou a Associated Press nesta segunda-feira.



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Embraer A-29 Super Tucano

A venda proposta dos Embraer A-29 Super Tucano está em negociação há mais de um ano. Em maio de 2016, a Reuters informou que os funcionários do governo Obama — impulsionados pelo governo Muhammadu Buhari da Nigéria e reformas anti-corrupção — tinham aquecido a ideia da venda.

De acordo com o reportagem da AP, o Congresso será notificado do acordo “dentro de semanas”.

Nos últimos anos, forças militares nigerianas teriam matado centenas de civis durante operações contra o Boko Haram. As baixas civis tornaram a venda dos A-29 controversa entre os grupos de direitos humanos. Além disso, a Anistia Internacional acusou repetidamente o governo nigeriano de cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade por seus maus tratos a prisioneiros, relatos de tortura e execuções em massa.

“Por uma questão de política, não comentamos as propostas de vendas de defesa até que elas tenham sido formalmente notificadas ao Congresso”, disse um funcionário do Departamento de Estado, que falou sob condição de anonimato para discutir uma venda de armas que ainda não tinha sido tornada pública . “Mais amplamente no entanto, podemos dizer que os Estados Unidos estão empenhados em trabalhar com a Nigéria e seus vizinhos para combater o Boko Haram, proteger civis, responder à emergência humanitária na região e ajudar a restaurar a governança nas áreas afetadas”.

Nos últimos dois anos, a Nigéria, em conjunto com o Chade e Camarões, fez progressos contra o Boko Haram. No entanto, como o grupo perde território, a necessidade de aeronaves como o A-29 diminui. Em novembro, Matthew Page, ex-especialista do Departamento de Estado na Nigéria, escreveu que o Boko Haram se tornou cada vez menos vulnerável às táticas militares tradicionais, quando o grupo se voltou para ataques assimétricos e se dispersou.

Em janeiro, poucos dias antes de o presidente Trump tomar posse, os Estados Unidos doaram 24 veículos blindados de transporte, conhecidos como MRAPs, aos militares nigerianos por meio do programa Excess Defense Articles (EDA).

A Força Aérea Nigeriana opera primeiramente uma mistura de velhos jatos de combate e de transporte chineses e helicópteros russos, de acordo com a publicação do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos de 2017, que acompanha as forças armadas dos países, conhecida como Military Balance.

O pequeno e monomotor A-29 provavelmente preencheria uma lacuna nas capacidades da Força Aérea Nigeriana. No entanto, com relativamente poucos aviões ocidentais em sua frota e problemas esporádicos de corrupção, não está claro se a Força Aérea Nigeriana seria capaz de manter adequadamente a aeronave.

O A-29 tem sido usado para aumentar o sucesso da incipiente Força Aérea Afegã. Com o armamento certo, equipamentos de designação de alvos e um piloto devidamente treinado, o A-29 pode lançar munições com níveis relativamente altos de precisão.

A venda do A-29 vem menos de um mês depois que o Departamento de Estado levantou as barreiras sobre condições de direitos humanos em uma venda de F-16 caças a Bahrain.

Fonte: Washington Post


‘Almirante’ da propina é velho amigo de Lula

Operador da propina no submarino é ligado a Lula desde 1989


Cláudio Humberto | Diário do Poder

É um velho amigo de Lula o “almirante Braga”, apontado por delatores como intermediário de propinas da Odebrecht pelo contrato no Prosub, bilionário programa de construção de submarinos. 


Operador da propina no submarino emprestou avião para Lula em 89

Trata-se, na verdade, do Comandante Braga, capitão de corveta aposentado Carlos Henrique Ferreira Braga, tão ligado a Lula que até emprestou-lhe um avião para a campanha presidencial de 1989. No governo do amigo petista, Braga vendia remédios cubanos, mesmo aqueles que já eram produzidos no Brasil, como aspirina.

Braga recebe amigos em seu apê na Av. Portugal, nº 80, vizinho ao Iate Clube do Rio, na Urca. Luxuoso demais para um militar da reserva.

A propina paga a Braga estava “embutida” no contrato da Odebrecht, dizem os delatores, e seria destinada a viúvas de vários almirantes.

Delatado por Luiz Eduardo Soares, ex-Odebrecht, o Comandante Braga é um milionário dono de 15 empresas, e conhecido pela ousadia.

Ex-almirante Othon Pinheiro, que foi presidente Eletronuclear no governo Dilma e está condenado e preso por corrupção, também recebeu propina do contrato dos submarinos.



Síria reinicia a retirada de moradores de cidades sitiadas

Mais de 3 mil pessoas foram retiradas de cidades rebeldes e leais ao governo. Operação foi interrompida depois de atentado contra comboio de ônibus.


France Presse

A evacuação de várias cidades sitiadas na Síria foi retomada nesta quarta-feira (19), após uma interrupção de vários dias em consequência de um atentado que deixou mais de 100 mortos. 

Civis sírios puderam deixar nesta quarta-feira (19) cidades de Fuaa and Kafraya, leais ao governo, que estava sitiadas  (Foto: Omar haj kadour / AFP)
Civis sírios puderam deixar nesta quarta-feira (19) cidades de Fuaa and Kafraya, leais ao governo, que estava sitiadas (Foto: Omar haj kadour / AFP) 

O diretor da ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahman, informou que 3 mil pessoas das cidades leais ao governo de Fua e Kafraya foram retiradas durante o amanhecer. Quase 300 também deixaram Zabadani e outras duas localidades rebeldes.

Dez ônibus procedentes de Fua e Kafraya chegaram às 4h locais (22h de Brasília, terça-feira) a Rachidin, subúrbio rebelde de Aleppo, utilizado como zona de trânsito na primeira operação de retirada.

A operação foi interrompida depois do violento atentado contra um comboio de ônibus que deixou pelo menos 126 mortos, incluindo 68 crianças, procedentes das localidades de Fua e Kafraya.

O processo foi retomado nesta quarta-feira sob rígidas medidas de segurança, com dezenas de combatentes rebeldes protegendo os ônibus.

A retirada dos moradores havia começado na sexta-feira passada, após um acordo mediado pelo Catar, que apoia os rebeldes, e o Irã, aliado do regime do presidente sírio Bashar al-Assad.

Quase 5.000 civis e militares leais ao governo deixaram as cidades de Fua e Kafraya, ao mesmo tempo que 2.200 civis e combatentes abandonaram Zabadani e Madaya, duas localidades rebeldes próximas a Damasco.

Com a retirada desta quarta-feira chega ao fim a primeira etapa do processo de evacuação. A segunda fase deve acontecer dentro de dois meses, estipula o acordo.

Desde 2011, a guerra na Síria deixou mais de 320 mil mortos, além de milhões de deslocados e refugiados.

Antes de protesto, Venezuela ativa plano militar contra 'golpe de Estado'

Governo disse ter prendido um dos líderes de complô militar contra seu governo. Oposição convocou protesto para esta quarta-feira.


France Presse


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na noite desta terça-feira (18) a ativação do "Plano Zamora", uma operação militar, policial e civil com o intuito de impedir um suposto golpe de Estado. A decisão foi anunciada na véspera de um grande protesto da oposição em Caracas. 

Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, fez pronunciamento em rede nacional na terça-feira (18)  (Foto: Presidência da Venezuela / AFP )
Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, fez pronunciamento em rede nacional na terça-feira (18) (Foto: Presidência da Venezuela / AFP ) 

"Atenção: ativar a fase verde do Plano Zamora para derrotar o golpe de Estado, a escalada da violência (...). recorrer à estrutura militar, policial e civil do Estado", determinou o presidente à Força Armada Nacional Bolivariana, durante uma reunião com os comandantes militares.

A ativação do Plano Zamora acontece no mesmo dia em que a maioria opositora do Parlamento venezuelano pediu às Forças Armadas para que parem de reprimir as manifestações da oposição e que sejam leais à Constituição.

Maduro anunciou ainda que nesta terça foi detido um dos líderes do "complô militar" contra seu governo e um comando da oposição que pretendia atacar sua própria manifestação.

"Capturamos um dos líderes do complô militar que estamos desmantelando há três semanas. Já se encontra preso e está sendo processado na jurisdição militar encarregada de todos os golpistas, civis e militares, incluindo os reformados, como é o caso".

"Também capturamos um grupo de infiltrados, procedente do interior do país (...), um comando da oposição com armas e planos para agredir a mobilização convocada pela direita", revelou Maduro. 

"O Plano Zamora é uma operação estratégica que ativa a defesa da Nação em caso de ameaça à ordem interna que possa significar comoção social e política ou ruptura da ordem institucional. Mas sua aplicação me parece intimidatória, para dissuadir o protesto opositor", disse à AFP o general reformado Cliver Alcalá.

Protesto desta quarta

A oposição venezuelana garante que fará, nesta quarta-feira (19), sua maior manifestação contra o governo de Maduro.

Os organizadores do ato estabeleceram 26 pontos de saída para uma passeata que pretende chegar à Defensoria do Povo, no centro de Caracas, reduto chavista. Aliados do governo já anteciparam que, como sempre, não vão deixar que entrem nesta área.

Os protestos anteriores terminaram em duros confrontos entre as forças policiais e os manifestantes. Cinco pessoas morreram, dezenas ficaram feridas, e mais de 200 foram detidas.
A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) rejeitou em um comunicado as "guerras imaginárias e conspirações inexistentes de Maduro" e reiterou a convocação de um protesto.


18 abril 2017

Armada nuclear enviada por Trump à Coreia do Norte tomou o rumo contrário

Frota que os EUA anunciaram em direção à Península Coreana fez manobras conjuntas com a Austrália


Jan Martínez Ahrens | El País


Washington - Todos participaram da narrativa do engano. Os almirantes, o secretário de Defesa e até o presidente. A Administração Trump viveu nesta terça-feira um momento constrangedor ao se descobrir que a frota nuclear de dissuasão que supostamente se dirigia à Península da Coreia para mostrar os dentes ao regime de Pyongyang nunca tomou essa direção, mas navegou no sentido contrário. O disparate, mantido durante 10 dias sem retificação e finalmente revelado pela mídia norte-americana, enlameia a credibilidade da cúpula militar, incluindo o secretário de Defesa, Jim Mattis, e põe em dúvida o rigor de sua estratégia em um dos conflitos mais voláteis e delicados do planeta. 


O porta-aviões Carl Vinson, no Golfo Pérsico.

O porta-aviões Carl Vinson, no Golfo Pérsico. AFP

A ordem era clara. O almirante Harris Harris anunciara que o porta-aviões nuclear Carl Vinson e seu poderoso grupo de combate se dirigiam de Cingapura para a Coreia. Era 8 de abril e dois dias antes os Estados Unidos haviam bombardeado o regime sírio. Energizados pelo ataque às tropas de Bashar al-Assad, os militares explicaram que o deslocamento naval tinha como objetivo responder à Coreia do Norte, cuja corrida “temerária, irresponsável e desestabilizadora” para conseguir um míssil intercontinental com capacidade atômica a havia transformado no “perigo número um da região” Em 11 de abril, o antigo tenente-general Mattis confirmou publicamente a missão e no dia seguinte o próprio presidente insistiu em que havia sido “enviada uma poderosa armada”. A possibilidade de um ataque preventivo se agigantou.

O mundo começou a tremer. A escalada da tensão era alimentada por Washington e Pyongyang. As armas estavam sobre a mesa. Tudo se encaixava. Exceto um detalhe: o porta-aviões, segundo The Washington Post e The New York Times, se achava naquele momento a 5.600 quilômetros da Península Coreana e navegava em direção contrária, especificamente no rumo do Índico para participar de manobras conjuntas com a Marinha australiana.

Ninguém teria sabido se a própria Armada não tivesse divulgado na segunda-feira uma série de fotografias tiradas no dia anterior do navio cruzando o Estreito de Sunda, entre Java e Sumatra. A mais de 5.000 quilômetros de seu teórico destino.

Agora, algumas fontes militares afirmaram que não se corrigiu a tempo o itinerário da frota, prefixado para as manobras conjuntas, e outras indicaram que se quis dar tempo à China para que pressionasse a Coreia do Norte. De qualquer modo, o porta-aviões, desta vez, sim, se dirige à Península Coreana. E chegará a seu destino na semana que vem. Supostamente.


17 abril 2017

Ataque contra centro de Damasco deixa civis mortos e feridos

Pelo menos duas pessoas morreram e outras sete ficaram feridas em um bombardeio terrorista no centro da capital síria neste domingo, conforme relataram órgãos de mídia locais.


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Os militantes teriam disparado tiros de morteiro contra civis que estavam na praça Umayyad, em Damasco, matando uma mulher e uma criança. 

Explosões em Damasco durante ataque a centro da cidade em março de 2017
Explosão em Damasco, Síria © Twitter/ Hadi Albhara

No início de março, a cidade foi alvo de um grande ataque contra civis perto do cemitério de Bab al-Saghir, matando pelo menos 40 pessoas e deixando cerca de 120 feridos. O grupo Tahrir al-Sham reivindicou a responsabilidade por esse ato. No final do mês, forças da oposição lançaram uma ofensiva surpresa contra a capital e quase chegaram ao centro da cidade, mas foram reprimidos pela aviação síria.

Na última sexta-feira, tropas do governo conseguiram frustrar mais uma investida terrorista contra Damasco, matando ou ferindo os militantes envolvidos na tentativa.