20 janeiro 2017

Coreia do Sul apresenta novo caça com imagens não autorizadas de videojogos

O Exército da Coreia do Sul lançou o novo programa de desenvolvimento do caça de quinta geração. Para promover o projeto, foi gravado um vídeo que inclui imagens de dois videojogos.


Sputnik

Em 2015 a Coreia do Sul publicou um vídeo sobre o projeto de criação do caça Kai KF-X, que durou 14 anos. 


KAI KF-X
Kai KF-X © Foto: indodefense.wordpress.com

Infelizmente, pouco tempo após, o jornal Korea Times descobriu que as imagens utilizadas na apresentação eram imagens de videojogo.

O jornal informou que o vídeo contém imagens dos jogos Battlefiel 3 e Ace Combat: Assault Horizon, usadas para a apresentação do avião.

O original do vídeo está disponível no YouTube, as imagens dos videojogos podem ser vistas entre os minutos 06:53 e 07:03.

O exército reconheceu que a utilização destas imagens não foi autorizada e declarou que ia parar de utilizar o vídeo. Ele também acusou a empresa que tinha feito o vídeo, que, por seu lado incriminou a Agência de Desenvolvimento da Defesa e o Instituto Aeroespacial da Coreia do Sul, responsáveis pelas decisões.

A utilização não autorizada destas imagens poderá levar a um processo judicial. Nem a EA, que criou o Battlefield, nem a Namco Bandai, produtora do Ace Combat, comentaram a situação.

KF-X é um programa lançado pela Coreia do Sul junto com Indonésia que prevê a produção de um caça de quinta geração para a Força Aérea da Coreia do Sul.



Coreia do Sul, Japão e EUA treinam juntos para se defender de mísseis norte-coreanos

O Japão, a Coreia do Sul e os EUA realizarão treinamentos entre 20 e 22 de janeiro que visam deixá-los preparados para possível lançamento de míssil balístico da Coreia do Norte, informa a agência japonesa Kyodo, citando fontes militares de Seul.


Sputnik

Durante os exercícios com destróieres de mísseis guiados (DDG) dotados de sistema de combate Aegis, os países realizarão simulação de detecção e rastreamento de mísseis norte-coreanos.


O destróier USS Curtis Wilbur, da Marinha dos EUA, no porto de Busan (Coreia do Sul) em 2010
Destroier USS Curtis Wilbur da US Navy na Coréia do Sul © AP Photo/ Jo Jong-ho

No discurso de Ano Novo, Kim Jong-un afirmou que a construção de míssil intercontinental alcançou sua última etapa e, em 8 de janeiro, segundo o Ministério das Relações Exteriores do país, o lançamento será realizado, caso as autoridades supremas ordenem.

Ao mesmo tempo, especialistas da Coreia do Sul acreditam que seu vizinho do norte ainda não seja capaz de desenvolver tal tecnologia. Entretanto, suspeitam que o Norte esteja preparando teste de dois novos mísseis de alcance mais curto no intuito de transmitir mensagem de advertência à administração de Donald Trump, quem tomará posse como presidente dos EUA na sexta-feira (20).


Israel adota moderno sistema antimísseis Arrow 3

O exército de Israel recebeu o primeiro complexo Arrow 3 (ou Hetz 3), o sistema antimísseis mais recente, capaz de detectar alvos além da atmosfera terrestre, comunica Ministério da Defesa do país.


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"O sistema Arrow 3 reforçará o sistema da defesa antimíssil do Estado judaico, que deve conter eficazmente todas as ameaças potenciais, desde mísseis artesanais dos militantes da Palestina a mísseis balísticos com cargas não convencionadas", anunciou o Ministério da Defesa de Israel.


Sistemas antimísseis de Israel: Irone Dome, MIM-104 e Arrow 3
Sistemas antimísseis israelenses Iron Dome, MIM-104 e Hetz 3 © AFP 2016/ GIL COHEN-MAGEN 

O produtor do sistema, a empresa da construção aeronáutica IAI, sublinha o alto potencial do sistema na luta contra todos os tipos de mísseis balísticos, incluindo a aplicação do princípio "hit-to-kill" ("atingir para destruir") no seu conceito.

Os analistas estimam que o Arrow 3 pode ser utilizado como arma antissatélite.

"A inclusão do Arrow 3 no sistema operacional da Força Aérea vai intensificar as capacidades de defesa do Estado. O Arrow 2 vai permitir reduzir consideravelmente os riscos de qualquer violação em relação a Israel", acrescentou o Ministério da Defesa de Israel.

O Arrow 3 (Hetz 3) é uma série de mísseis antibalísticos produzida pelas empresas IAI (Indústria Aeroespacial de Israel) e a Boeing. O sistema é considerado como mais potente e avançado entre os atualmente existentes.



'Continuaremos apoiando Ucrânia': Londres joga indiretas para Trump

Como destaca a edição Telegraph, o ministro chegou a Kiev para apoiar os ucranianos devido à tomada de posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, conhecido por ser cordial em relação à Rússia.


Sputnik

Ao comentar as inquietações ligadas à possibilidade de os EUA reduzirem o apoio à Ucrânia, Fallon sublinhou que os valores do Reio Unido, tais como democracia e liberdade, não estão à venda. Como escreve a Telegraph, esta frase é principalmente destinada à administração de Trump. 


Londres, Reino Unido
Londres, Inglaterra © Foto: Pixabay

"O Reino Unido intensifica influência no palco internacional e tem intenção de apoiar seus amigos ucranianos. Londres envia sinal claro sobre a fidelidade à proteção da democracia de todo mundo e do apoio da soberania, independência e integridade da Ucrânia", declarou Fallon citado pela Telegraph.

Ele também prometeu que os instrutores militares britânicos ampliarão o programa de treinamentos da Marinha ucraniana e da Força Armada. Como lembra a edição, militares do Reino Unido já treinaram cerca de 5 mil soldados ucranianos.

Foi também destacado que, em breve, pela primeira vez em dez anos, o navio militar da Marinha britânica visitará a Ucrânia. Em particular, ao porto de Odessa, no terceiro trimestre de 2017, entrará torpedeiro da classe 45, que depois será enviado à Bulgária e Romênia no âmbito de atividades da OTAN.


Exército turco sofre baixas na luta contra Daesh por Al-Bab sírio

Cinco militares turcos morreram e nove ficaram feridos na sequência de um ataque levado a cabo por militantes do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia) perto da cidade síria de Al-Bab.


Sputnik

O anúncio foi feito pelo Estado-Maior General das Forças Armadas da Turquia na sexta-feira (20). 


Soldados turcos em um tanque durante operação militar na fronteira turco-síria
Tropas turcas na fronteira com a Síria © AFP 2016/ BULENT KILIC

A entidade militar informou que "o ataque dos terroristas, com uso de um carro-bomba, foi efetuado às 13h40 [08h40, horário de Brasília] na região de Suflania, perto de Al-Bab". Os feridos foram imediatamente levados a um hospital.

A agência RIA Novosti obteve essa declaração do Estado-Maior General.

Anteriormente, o chanceler turco Mevlut Cavusoglu tinha informado que, após o término da operação em Al-Bab, as forças turcas vão se dirigir no sentido da cidade de Raqqa, considerada como baluarte do Daesh.

O Exército da Turquia começou a operação Escudo de Eufrates contra o Daesh em 24 de agosto de 2016, tendo libertado a cidade fronteiriça de Jarablus, no norte da Síria, com a participação da oposição síria. O principal objetivo da missão é eliminar os terroristas, que dominam uma área de cinco mil quilômetros quadrados, para criação de uma zona segura, que será usada também para instalação de refugiados.



19 janeiro 2017

Duelo aéreo: Su-27 russo vs F-16 no céu de Nevada. Quem vai ganhar?

A base militar Zona 51 na região de Nevada foi recentemente palco de exercícios espetaculares, durante os quais um caça Su-27 russo e um F-16 norte-americano participaram de um duelo aéreo.


Sputnik

"Será isso a prova de que os EUA se preparam para a guerra contra a Rússia?" — é o título do artigo do Daily Mail que onde foram publicadas imagens dessa batalha aérea perto da base militar norte-americana.



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Sukhoi Su-27 e F-16 Fighting Falcon

Os dois caças voaram durante 25 minutos a uma altitude entre 5 e 10 mil metros.

O vídeo foi gravado pelo controlador do tráfego Phil Drake. O momento mais curioso em tudo isso é que o combate foi filmado no dia do triunfo de Donald Trump.

O Su-27 é um caça multifuncional russo construído pela Sukhoi. O F-16 é um avião de combate norte-americano desenvolvido pela General Dynamics nos anos setenta.



Marinha da Ucrânia adverte sobre deslocamento de material bélico no país

O Comando da Marinha da Ucrânia adverte os civis da região de Odessa e Nikolaevsk sobre o deslocamento de equipamento militar no âmbito da realização de exercícios militares.


Sputnik

"Durante esta semana, no âmbito da série de exercícios militares de alerta máximo dos órgãos de comando militar e unidades militares, nas regiões de Odessa e Nikolaevsk serão realizados deslocamentos de colunas de material bélico, instalação de postos de controle na rota de deslocamento e outras medidas", diz o comunicado do centro da imprensa do Comando da Marinha da Ucrânia publicado no Facebook. 


Barco de mísseis Priluki da Marinha da Ucrânia
Lancha lança-mísseis da Ucrânia © Sputnik/ Vasiliy Batanov 

Devido a isso o Comando pede aos civis compreensão frente aos inconvenientes que possam surgir devido à realização das iniciativas planejadas.

Os militares pediram ainda que os habitantes não criem dificuldades para os militares durante o deslocamento e mantenham a tranquilidade.


Ucrânia autoriza entrada de militares estrangeiros para futuras manobras

A Suprema Rada aprovou uma lei que autoriza a presença de unidades militares estrangeiras em território ucraniano, ao longo deste ano, com o fim de participarem de manobras internacionais, inclusive dos exercícios ucraniano-americanos Sea Breeze 2017 e Rapid Trident 2017.


Sputnik

O projeto de lei apresentado pelo presidente Pyotr Poroshenko foi apoiado por 236 parlamentares, sendo que o mínimo necessário é de 226.


Militares norte-americanos chegaram à Ucrânia para participar dos exercícios americano-ucranianos Fearless Guardian 2015, 20 de abril de 2015
Militares dos EUA na Ucrânia © Sputnik/ Stringer

A autorização também abrange os militares norte-americanos, dos países-membros da OTAN e dos participantes do programa Parceria para a Paz que contam com até 3 mil efetivos, além de 6 aviões e helicópteros.

No território ucraniano é proibida a atuação de quaisquer unidades militares não previstas pela lei e não é permitida a instalação de bases militares estrangeiras. É por isso que de cada vez as tropas europeias apenas são admitidas no território do país após aprovação de uma lei especial apresentada pelo presidente.

Vale ressaltar que a 10ª disposição dos acordos de Minsk, celebrados em 15 de fevereiro de 2015, impõe que deve ser efetuada a retirada de todas as unidades armadas e material bélico estrangeiros, assim como dos mercenários, do território da Ucrânia sob supervisão da OSCE. Também é exigido o desarmamento de todos os grupos armados ilegais.



Deixar de ser uma 'muleta' da OTAN: França exorta à independência da defesa europeia

Discursando perante a Assembleia Nacional Francesa em 17 de janeiro, Bernard Cazeneuve, primeiro-ministro da França, se pronunciou a favor de uma defesa europeia "independente", dizendo que "é a independência [dos outros países] que deve servir para Europa como uma prova dos seus princípios, valores e sua identidade".


Sputnik

Dessa maneira ele responde a Donald Trump, que chamou a OTAN de organização obsoleta. Mas há chances de que a vontade do premiê francês seja cumprida na Europa de hoje, tomando em conta o fato do que os acordos pressupõem que o sistema de defesa europeu está inscrito no quadro da OTAN. 


Soldados do exército francês durante exercício militar
Soldados franceses em exercício militar © AFP 2016/ SEBASTIEN BOZON

A Sputnik França se dirigiu a especialistas para saber se o sistema de defesa europeu independente tem futuro.

Christophe Reveillard, investigador do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), por exemplo, destaca que anteriormente esta ideia sempre esteve ligada à OTAN, "porque qualquer pilar europeu do sistema de defesa do Ocidente era uma espécie de muleta para OTAN, sob comando dos EUA, pois no conselho da defesa da OTAN lideram os norte-americanos".

"Como se trata de uma área muito importante, a defesa, bem como a diplomacia, não pode ser resultado de geopolíticas diferentes: o Reino Unido ainda faz parte e tem uma política diferente da França, que por sua vez se distingue da política alemã e da italiana", explicou Christophe Reveillard.

Ele sublinhou que ter uma defesa verdadeira teria de haver um estado federado e uma fusão das nações.

«O artigo 'J', que define a estratégia diplomática e vários outros artigos relacionados à defesa, segurança, política, todas sem exclusão remetem à OTAN. <…> Seria necessário que todos os acordos fossem revistos e fosse desenvolvida uma nova visão da defesa europeia, que para mim parece hoje absolutamente irrealizável», assinalou Reveillard.

Outro especialista entrevistado pela Sputnik França, François Lafond, professor do Instituto de Pesquisa Política de Paris e representante do centro analítico europeu Volta, destacou que agora apenas é possível a unificação de algumas partes dos exércitos nacionais para agir em caso de necessidade. Contudo, ele acredita que um exército europeu é algo que, por enquanto, não pode ser criado.

Jérôme Lambert, deputado socialista e vice-presidente da Assembleia Nacional Francesa para os assuntos europeus, por sua vez, tem o mesmo ponto de vista. Ele frisa que a criação de um exército comum exige a proteção de interesses estratégicos, econômicos e outros, e isso, como considera o especialista, está muito longe da situação atual na Europa.


Arquivos secretos: CIA indicava ameaça de guerra entre Grécia e Turquia

Arquivos da CIA que vieram à tona revelam que EUA consideravam cenários de guerra entre Grécia e Turquia, presumindo que o balanço das forças deveria manter-se até 1992, comunica a edição Miltaire.


Sputnik

"Um dos documentos da CIA é exemplo disso. De 24 de março de 1988, o documento mostra que os norte-americanos sempre analisaram cenários de guerra no mar Egeu, na Trácia (sudeste da Europa) e no Chipre. O documento possui 37 páginas e, segundo ele, em 1984 previu-se que o balanço das forças no mar Egeu seria mantido até 1992 e depois a Turquia iria contrabalançar. Os norte-americanos acreditaram em 1984 que a guerra greco-turca iria causar grandes perdas para ambas as partes. O balanço das forças da época, de acordo com os EUA, seria o principal fator de limitação da guerra greco-turca", comunica a edição Miltaire.


Documentos da CIA sobre a crise entre a Turquia e a Grécia
                         Documentos da CIA sobre a crise entre a Turquia e a Grécia © Foto: CIA

As consequências do confronto entre Grécia e Turquia teriam sido sérias para os EUA e a OTAN, pois as posições da Aliança no flanco sudeste perderiam forças.

"Segundo o documento, a Turquia possui o maior exército, mas grande quantidade das forças está ocupada com ameaças internas. Os turcos escreveram que não se sentem ameaços pela Grécia. Pelo contrário, foram os gregos, especialmente após o ano de 1974 e realização da operação 'Attila' (invasão turca ao Chipre), que se focaram nas questões da defesa e segurança", comunica o site.

Entretanto, a culpa da tragédia do Chipre, segundo a CIA, é dos apoiantes da junta que governava a Grécia no período entre 1967 e 1974. Segundo os arquivos secretos da CIA, as pessoas que afirmam que as crises entre Grécia e Turquia somente piora a situação para a Grécia, estão completamente corretos.


Trump é pressionado a negociar com grupo que EUA consideravam terrorista

Os interesses de Washington serão prejudicados se o próximo presidente norte-americano, Donald Trump, decidir negociar com a Organização dos Mujahidin do Povo Iraniano (MEK), afirmou Sina Azodi, especialista naturalizado norte-americano em política externa iraniana e nas relações americano-iranianas, em entrevista à Sputnik.


Sputnik


Durante conversa com a Sputnik Internacional, Sina Azodi, especialista naturalizado norte-americano em política externa iraniana e nas relações americano-iranianas, advertiu que caso o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, decida se sentar à mesa das negociações com a MEK, os interesses de Washington serão brutalmente desprezados.

Os membros da Organização dos Mujahidin do Povo Iraniano (MEK)
Membros da MEK © AP Photo/ Brennan Linsley

A entrevista foi efetuada após uma série de ex-oficiais norte-americanos terem apelado ao presidente eleito, Donald Trump, para que ele dialogasse com o grupo iraniano exilado — o Conselho Nacional de Resistência.

A organização se apresenta como alternativa à teocracia iraniana e visa mudar o regime na República Islâmica. Um dos componentes do grupo é conhecido como a MEK, que era denominada como uma organização terrorista pelos EUA entre os anos de 1997 e 2012.

"A administração de Trump não deve falar com a MEK, já que isso pode prejudicar os interesses dos EUA a longo prazo", afirmou Sina Azodi à Sputnik Internacional.

De acordo com o especialista, as possíveis conversações de Trump com a MEK poderiam ser usadas como uma medida de pressão pelos políticos iranianos que seguem um rumo duro na política interna ao lidar com o governo moderado do país.

Ao falar de como as próprias autoridades iranianas veem as potenciais conversações entre a administração de Trump e a MEK, Azodi disse que "eles [o governo iraniano] devem estar preocupados, mas não acredito que estejam alarmados".

Ele se mostrou moderadamente otimista quanto ao desenvolvimento das relações entre Washington e Teerã no governo Trump e a situação ao redor do acordo nuclear iraniano.

"Eu não acho que algo grave ocorra", disse Azodi, acrescentando que as possibilidades de desenvolvimento de boas relações entre Irã e EUA são maiores com o partido republicano no poder norte-americano.

Ao longo da década de 70, a MEK encabeçou uma campanha contra o xeique iraniano apoiado pelos EUA e efetuou ataques contra alvos norte-americanos. Entretanto, em uma carta recente a Trump, ex-oficiais dos EUA afirmaram que a designação da MEK como grupo terrorista foi feito sob pressão de Teerã.

Os signatários da carta também apelaram a Trump para que fossem tapadas as lacunas que obstaculizam o acordo nuclear iraniano e para que fosse reorientada a política dos EUA quanto a Teerã e a sua violação dos direitos humanos. Os representantes da equipe de transição de Trump ainda não responderam a tal pedido e não deram comentário algum sobre o assunto.

Entretanto, analistas dizem que quaisquer conversações com a MEK seriam um desvio drástico da política norte-americana, assinalando que qualquer vestígio de apoio dos EUA na mudança do poder iraniano aumentará a tensão os países muito rapidamente.


Senegal invade Gâmbia e empossa novo presidente

Operação militar contou com apoio dos Estados Unidos e autorização do Conselho de Segurança da ONU.


Sputnik


Depois anunciar ontem que estava posicionando forças militares na fronteira com Gâmbia, as Forças Armadas do Senegal anunciaram hoje que suas tropas invadiram o país.

Adama Barrow
Adama Barrow presidente eleito de Gâmbia © REUTERS/ Thierry Gouegnon

O Senegal tenta forçar a saída do presidente de Gâmbia, Yahya Jammeh, a deixar o poder após 22 anos. Ele chegou à presidência por meio de um golpe militar e venceu quatro pleitos pela reeleição até tentar o quinto mandato no ano passado. Jammeh perdeu a disputa para o candidato de oposição Adama Barrow, um ex-segurança de uma loja de departamentos em Londres, mas se recusava a aceitar o resultado das urnas.

A entrada das tropas foi autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU após pedido formal de Senegal e do bloco regional Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental (Cedeao). A operação militar foi conduzida com apoio dos Estados Unidos.

"Nós apoiamos e apoiamos porque entendemos que o objetivo é ajudar a estabilizar uma situação intensa", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, John Kirby.

O presidente-eleito foi empossado na Embaixada gambiana em Dacar, capital do Senegal, por questões de segurança.

18 janeiro 2017

Decreto libera Forças Armadas para operações em presídios por 12 meses

Nesta terça, governo havia anunciado a liberação de homens das Forças Armadas para operações específicas dentro das penitenciárias.


G1

As Forças Armadas poderão fazer operações de segurança em presídios por um período de 12 meses, de acordo com um decreto assinado pelo presidente Michel Temer e publicado nesta quarta-feira (18) no "Diário Oficial da União". Nesta terça (17), o governo já havia anunciado que as Forças Armadas seriam oferecidas aos governos estaduais para entrar nos presídios e fazer inspeções de rotina. 

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Presidente Michel Temer (PMDB) | Foto: EVARISTO SA (AFP)

De acordo com o texto do decreto, as ações vão visar a "detecção de armas, aparelhos de telefonia móvel, drogas e outros materiais ilícitos ou proibidos".

O decreto também determina que o ministro da Defesa vai editar normas complementares para definir detalhes da ação da Força Nacional nos presídios. Caberá ao governador de cada estado concordar com as operações nos presídios pelos quais for responsável.

A autorização do governo federal para que as Forças Armadas auxiliem nas penitenciárias ocorre em meio a uma crise carcerária no país. Diversas rebeliões deflagradas desde o início deste mês resultaram na morte de mais de 130 presos, mortos em confrontos entre os detentos. Os presídios que registraram mais assassinatos nas rebeliões foram os de Manaus, Boa Vista e Nísia Floresta, na região metropolitana de Natal.

Contato com presos

Segundo explicou nesta terça-feira o ministro da Defesa, Raul Jungmann, não haverá contato direto entre os militares e os presos nas operações das Forças Armadas nos presídios. Ele explicou que as varreduras serão periódicas e acontecerão "de surpresa".

"As Forças Armadas não vão lidar com os presos. Esse papel vai ficar com as polícias e com os agentes penitenciários", afirmou.

O ministro não deu mais detalhes sobre a quantidade de militares que vão auxiliar na operação, sobre quanto será gasto na operação e nem a data de início do envio das tropas. "Os detalhes serão divulgados amanhã", disse.

O governo marcou uma entrevista coletiva no Ministério da Defesa para as 10h desta quarta.

Explosão de carro-bomba deixa 37 mortos em base militar no norte do Mali

Forte explosão em um campo militar na cidade de Gao, no norte do Mali, deixou pelo menos 37 mortos, informou a agência AFP na quarta-feira (18), citando uma fonte da ONU. 


Sputnik

Antes, a agência Reuters comunicou a morte de 25 pessoas devido à explosão, referindo-se ao número preliminar de vítimas anunciado pelo Exército do país.

Soldados de manutenção da paz da ONU no Mali (arquivo)
Soldados da ONU no Mali © flickr.com/ United Nations 

Na base militar, estavam acomodados soldados do governo e membros de vários grupos armados rivais, que juntos efetuam patrulhamento em conformidade com o acordo de paz da ONU, que visa acabar com a violência no norte do deserto do Mali.

Após a explosão, o ministro do Interior do Mali, Bruno Le Roux, qualificou-a como "maior e simbólico ataque". 

A crise no Mali ocorreu na sequência da derrubada do regime do ex-líder líbio, Muammar Kadhafi, o que provocou um grande fluxo de refugiados das tribos de tuaregues para o Mali. Ao ocupar o norte do país, os refugiados proclamaram o estado independente de Azavad. Posteriormente, eles foram expulsos dos territórios controlados por extremistas. 

A decisão de enviar uma Missão das Nações Unidas de Estabilização Multidimensional Integrada no Mali (MINUSMA) foi tomada pelo Conselho de Segurança da ONU em 2013.


'Há forças que não querem a libertação de Mossul do Daesh'

Há forças no Iraque que se opõem à operação de grande escala que tem por objetivo libertar Mossul do Daesh, disse à Sputnik o assessor de imprensa do presidente dos curdos iraquianos, Kefah Mahmud. 


Sputnik

"Há uma razão porque Sinjar, Mossul e Saladin foram abandonadas e quatro milhões de iraquianos se tornaram refugiados. Este grupo pode planejar algo para evitar que Mossul seja plenamente libertada para que muitas coisas permaneçam enterradas", disse à Sputnik Internacional.

Combatentes xiitas durante a batalha de Mossul
© REUTERS/ Stringer

Kefah Mahmud disse também que o ex-primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, e os seus apoiadores "deliberadamente" não querem que o assunto curdo seja resolvido e tentam obstaculizar os esforços do primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, nesta área. Por exemplo, aprovaram o orçamento sem aprovação do Partido Democrático do Curdistão, a maior força política na região, disse Mahmud.

As relações entre Bagdá e Arbil, capital do Curdistão iraquiano, têm sido tensas desde que os curdos começaram a promover uma maior autonomia. No entanto, os êxitos atingidos na ofensiva para libertar Mossul mostraram que a cooperação entre as duas partes pode ser frutífera. 

"O fato de que as forças de segurança iraquianas e combatentes curdos têm cooperado e coordenado as suas atividades destinadas à libertação de Mossul serve de prova de que o plano de estabilização entre Bagdá e Arbil está funcionando. Talvez, pela primeira vez, desde que o Iraque foi fundado, as Forças Armadas do Iraque trabalharam em conjunto com forças peshmerga. Em resultado foram atingidas grandes vitórias", disse.

O representante curdo afirmou que entre Bagdá e Arbil permanecem algumas divergências, mas que as partes conseguiram atingir compromissos em muitos assuntos.

"Ambas as partes acordaram como continuará a operação de libertação de Planícies de Nínive e Mossul. Assumiram a responsabilidade de realizar operações de libertação dos bairros setentrionais, ocidentais e meridionais de Mossul. Estabeleceram também uma cooperação eficiente com a liderança dos EUA", disse, acrescentando que, além disso, foi criado um comitê para resolver as questões que podem surgir depois de libertação da província de Nínive. 

Mahmoud sublinhou que Arbil não tenciona forçar as regiões a integrarem o Curdistão iraquiano. O processo será democrático e legal, disse.

Exército dos EUA na Polônia divide perigosamente a sociedade (video)

Não obstante a primeira-ministra da Polônia Beata Szydlo saudar o envio de tropas dos EUA para o seu país, a sociedade se dividiu em relação a essa presença militar.


Sputnik


O governo polonês parece estar negligenciando a opinião pública. Os destacamentos do exército norte-americano desembarcados na Europa já chegaram à Polônia. A primeira-ministra polonesa saudou as tropas dos EUA no país. Mas tal ponto de vista não é compartilhado por todos. 

Tanques dos EUA chegando a Polônia

"O modo como os militares norte-americanos foram saudados pode ser considerado como um sinal de vassalagem ou de inquietação das elites políticas polonesas. <…> Acho que isto é devido a um sentimento subconsciente de que nem toda a sociedade concorda com a decisão tomada", disse o porta-voz do reitor da Escola Politécnica de Varsóvia, Janusz Niedzwiedzki, em entrevista à Sputnik Polônia.

De acordo com ele, segundo uma sondagem realizada no início de janeiro, mais de 36% dos respondentes consideram que a presença do exército dos EUA não reforça a segurança do país.

"Infelizmente, nos últimos tempos, o lobby dos falcões de Washington está ganhando força na Polônia. São pessoas que, de um lado, admiram patologicamente a presença militar e as batalhas e, de outro lado, são caracterizadas por uma russofobia primária. Tal combinação contribui para a formação da visão de um conflito, que segundo eles, irá acontecer cedo ou tarde", declarou o representante da Escola. 

De acordo com Niedzwiedzki, na verdade a Polônia não se interessa pelos conflitos geopolíticos ou pelos problemas do passado. Entretanto, estamos perante o deslocamento de material bélico estrangeiro para perto das fronteiras com a Rússia, o que escala consideravelmente a situação na região.



OVNI e Guerra Fria ganham destaque em arquivos publicados pela CIA

A Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA na sigla em inglês) publicou um arquivo de documentos que inclui 13 milhões de páginas, informa a CNN. 


Sputnik

A fonte destaca que, antes, esses arquivos só podiam ser consultados em quatro terminais de computador do Arquivo Nacional do estado de Maryland. A CIA planejava a publicação dos documentos desclassificados na Internet até o final de 2017, mais o processo foi acelerado.

Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA na sigla em inglês)
© AP Photo/ Carolyn Kaster
"O acesso a estes documentos já não está condicionado pelos limites geográficos", informou Joseph Lambert, chefe de departamento da CIA para o controle informacional.

Ao mesmo tempo, o porta-voz da CIA, Heather Fritz Horniak, destacou que não se trata de "uma seleção minuciosa de [dados]", mas sim da "história completa, com momentos bons e maus".

Segundo foi informado, a inteligência publicou documentos sobre as atividades da CIA durante a Guerra no Vietnã, Guerra da Coreia e Guerra Fria, além de apresentar dados sobre o suposto aparecimento de OVNIs e sobre o projeto militar confidencial Stargate, que, entre outras, fazia pesquisas sobre as capacidades humanas de "ver eventos" e recolher informações a grande distância.

Ashton Carter, chefe do Pentágono, considera que as possibilidades para cooperar com a Rússia no ramo militar estão diminuindo.

Ashton Carter, chefe do Pentágono, considera que as possibilidades para cooperar com a Rússia no ramo militar estão diminuindo. 


Sputnik

"Vejo as áreas em que nós podemos cooperar, mas elas se tornam mais limitadas a cada dia", declarou Carter em uma entrevista à Bloomberg. 

Secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter
Secretário de Defesa dos EUA Ashton Carter © AP Photo/ Manish Swarup

"O território comum onde podemos trabalhar tem diminuído durante os últimos dez anos. É apenas um fato", sublinhou ele. 

Entre as possibilidades que restam, Carter indicou o programa nuclear da Coreia do Norte e do Irã, sem mencionar a luta antiterrorista na Síria. Para além disso, ele lembrou a cooperação entre dois países nos Balcãs nos anos 90. 

O chefe do Pentágono considera que, durante a presidência de Donald Trump, Moscou e Washington poderão cooperar na área do problema da Coreia do Norte.

"Os russos, tal como nós, acham que não precisam de guerra nas suas fronteiras, de novas armas nucleares nas suas fronteiras", explicou Carter.

"Queria muito falar a mesma coisa sobre a Coreia do Norte em relação à China, que tem mais influência sobre regime norte-coreano do que a Rússia e claro que muito mais do que os EUA", acrescentou ele. 

Ashton Carter deixará o cargo em 20 de janeiro. O próximo chefe do Pentágono será James Mattis, cuja candidatura já foi aprovada pelo presidente eleito Donald Trump.


McCain admite liderança da Rússia no Oriente Médio

O presidente Vladimir Putin conseguiu para o seu país o papel de líder no Oriente Médio, declarou o senador republicano John McCain.


Sputnik


Falando ao canal MSNBC, o político americano confirmou que Vladimir Putin fez com que a Rússia se tornasse o principal jogador na região do Oriente Médio. 

Senador norte-americano John McCain © AP Photo/ Kevin Hagen

De acordo com ele, o presidente da Rússia "alcançou o desejável de modo muito experiente, mesmo tendo cartas más nas mãos". 

McCain acrescentou ainda que os EUA devem ficar satisfeitos com o convite para as negociações sobre a regularização na Síria, marcadas para 23 de janeiro. 

O senador John McCain é conhecido por suas posições antirrussas. Em particular, ele foi um dos iniciadores da introdução das sanções contra Moscou devido aos ataques cibernéticos alegadamente realizados por "hackers russos". Contudo, nem o senador, nem outros responsáveis do país apresentaram quaisquer provas das suas acusações.

Caça russo da geração 4++: MiG-35 passará por testes em fevereiro

O caça modernizado MiG-35 russo será entregue para passar por testes governamentais no início de fevereiro, comunicou nesta quarta-feira (18) o jornal Izvestia. 


Sputnik

Mais cedo, durante a sua visita ao gabinete de projetos militares Fakel, o vice-premiê russo, Dmitry Rogozin, comunicou que os testes aéreos do caça MiG-35 se iniciarão oficialmente em janeiro de 2017.

Um voo de demonstração do caça russo da geração 4++ MiG-35
Mig 35 © Sputnik/ Ramil Sitdikov

"No início de fevereiro, o veículo de combate multifuncional, que alcança alvos terrestres e aéreos de modo igualmente eficiente, será entregue ao governo para testes", diz a edição Izvestia, referindo-se a várias fontes da indústria de construção de aviões e do Ministério da Defesa russo.

Segundo o jornal, a aeronave já está pronta para ser entregue. 

"Sinceramente, há algumas dificuldades com os equipamentos de bordo. Mais precisamente com o radar Zhuk. Mas tais problemas não chegam a ser críticos. Resolveremos em breve", comunicou uma das fontes. 

Um representante da Corporação Conjunta da Construção de Aviões afirmou que MiG-35 está a alto nível de prontidão, mas decidiram não comentar as datas de apresentação oficial e testes governamentais. 

O MiG-35 é caça multifuncional da geração 4++. A aeronave é uma versão aperfeiçoada dos aviões de assalto MiG-29M/M2 e Mig-29K/KUB.


Su-35 poderão detectar passivamente alvos em quaisquer condições climáticas

Os Su-35 da última geração receberam sistemas óticos avançados que podem detectar drones, helicópteros e aviões através do calor do motor que estes emitem.


Sputnik


O sistema ótico, que também permite atacar alvos no solo, recebeu nome de OLS-35, informa edição russa Izvestia. 

Caça russo Sukhoi Su-35
Sukhoi Su-35 © Foto: JSC Sukhoi Company

OLS-35 está baseado na câmera sensível e câmera térmica que funcionam em quaisquer condições climáticas noite e dia. O sistema também é equipado com um laser que mede a distância ao alvo e cria uma espécie de mancha invisível em direção à qual as bombas e mísseis se orientam. Os dados são transmitidos ao complexo de precisão do caça e depois o computador de bordo calcula os parâmetros para atacar com a máxima precisão. 

Os dados coletados pelo sistema aparecem no indicador da cabina, em frente do piloto.

16 janeiro 2017

Estado Islâmico lança ofensiva na fronteira da Síria com Iraque

Combatentes do EI tentam retomar das forças governamentais o controle de áreas de Deir ez-Zor, única província síria majoritariamente controlada pelos extremistas.


Deutsch Welle


Combatentes do Estado Islâmico lançaram neste sábado (14) uma contraofensiva – já considerada a maior em um ano – para retomar das forças governamentais o controle de áreas de Deir ez-Zor, na fronteira com o Iraque. 

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Hospital em Deir ez-Zor bombardeado | Photo: George Ourfalian/AFP/Getty Images

O movimento extremista controla a maior parte da província de Deir ez-Zor e, desde 2014, 60% da cidade de mesmo nome. A província é a única na Síria quase totalmente controlada pelos extremistas.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, ao menos 34 pessoas morreram nos confrontos – 12 soldados leais ao presidente Bashar al-Assad, 20 militantes do EI e dois civis. Houve troca de fogo de artilharia, dezenas de bombardeios de aviões contra várias regiões de Deir ez-Zor e sua periferia.

Foram registrados enfrentamentos entre os jihadistas e os soldados sírios na área industrial na cidade e em outros seis distritos. Os dois grupos também entraram em confronto nos arredores do aeroporto militar da província, controlado pelo governo.

A imprensa oficial da Síria garante que o Exército repeliu o ataque do EI.

Cessar-fogo violento

Ao menos 180 civis morreram na Síria desde o início do cessar-fogo patrocinado pela Rússia, aliada do governo Assad, e da Turquia, fiadora da oposição, há duas semanas.

De acordo do Observatório Sírio de Direitos Humanos, desde o dia 30 de dezembro, data na qual teve início a cessação das hostilidades, foram registradas baixas entre civis tanto em regiões onde a medida é aplicada como em outras onde a trégua não está em vigor.


General sírio morto por disparo de franco-atirador durante negociações no Vale do Barada

O general de brigada sirio Ahmad Ghadban, um dos coordenadores do processo de reconciliação na região do Vale do Barada, morreu neste sábado (14) com um tiro de um franco-atirador, declarou à Sputnik uma fonte das forças de segurança locais.


Sputnik


De acordo com a fonte, o general foi atingido enquanto regressava com uma equipe de manutenção do manancial de Ain al-Fija, uma das principais fontes de água potável para a população de Damasco. O rio Barada é o mais importante de dois rios que passam pela capital da Síria. 

Pessoas andando às margens do rio Barada na capital síria, Damasco, em 3 de janeiro de 2017
Rio Barada em Damasco, Síria © AFP 2016/ LOUAI BESHARA

No final de dezembro, um duto d'água na região sofreu uma explosão durante enfrentamentos com os terroristas, afetando cerca de 5,5 milhões de pessoas em Damasco. Militantes da Frente Fatah al-Sham (ex-Frente al-Nusra) também capturaram a estação de bombeamento de Ain al-Fija. 

Na quarta-feira (11), o governador da província de Damasco disse que acordos haviam sido alcançados com os militantes para que os engenheiros do governo acessassem as instalações de Ain al-Fija e consertassem os dutos d'água no Vale do Barada. Poucas horas depois, os rebeldes negaram que qualquer acordo tivesse sido alcançado com a liderança síria. 

Na sexta-feira (13), a mídia estatal síria informou que o exército sírio e militantes da oposição armada haviam acordado uma trégua no Vale do Barada.

Trump diz que Otan está 'obsoleta' e política de asilo de Merkel é 'catastrófica'

Presidente eleito dos EUA também falou ao jornal alemão 'Bild' sobre Brexit e sanções à Rússia.


EFE


O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou em uma entrevista ao jornal alemão "Bild" que a Otan está "obsoleta" e acusa a chanceler, Angela Merkel, de ter cometido "um erro catastrófico" com sua política de refugiados. 

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Presidente eleito Donald Trump (Foto: Evan Vucci/ AP)

Na entrevista, antecipada neste domingo (15) pelo popular jornal, Trump afirma que para ele a Aliança Atlântica é "muito importante", mas lembra que foi projetada há muito tempo e não se ocupou do terrorismo.

Denuncia, além disso, que muitos Estados não investem o necessário em defesa.

"Devemos proteger esses países, mas muitos deles não pagam o que deveriam", ressaltou Trump, estimando que é "injusto" para os EUA.

Cinco dias antes de sua posse, o republicano elogiou Merkel como "uma das mais importantes chefes de governo, com diferença", mas criticou duramente sua política de refugiados.

Segundo sua opinião, ela cometeu "um erro catastrófico ao ter deixado entrar no país todos esses ilegais".

Trump respaldou, além disso, a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, acreditando que mais países seguirão esse caminho porque "os países querem sua própria identidade" e não desejam, na sua opinião, que venham de fora de seu território para "destroçá-lo".

Após lembrar que a UE foi criada em parte para enfrentar comercialmente os EUA, Trump afirmou que para ele é indiferente que os europeus estejam unidos ou separados.

Trump ressaltou a necessidade de reforçar os controles de fronta nos EUA e não descartou que os europeus possam ser afetados, deixando claro que não agirá como a Alemanha.

"Não queremos que venha gente da Síria que não sabemos quem é", acrescentou.

Sobre a possibilidade de suspender as sanções impostas à Rússia, o presidente eleito apontou que se pode chegar a um acordo com Moscou e para a necessidade de reduzir o armamento nuclear.


Não à corrida nuclear: Rússia está pronta a reduzir armas nucleares junto com os EUA

A Rússia está pronta para efetuar a redução das armas nucleares, sendo que nunca apoiou a corrida nuclear, segundo comunicou o senador russo Oleg Morozov.


Sputnik


O presidente eleito dos EUA Donald Trump apontou a possibilidade de assinar um acordo de redução das armas nucleares com a Rússia em troca do levantamento das sanções, comunica o Times. 

Central nuclear
Central nuclear © Sputnik/ Sergei Pyatakov

"Isto (a redução das armas nucleares) não é a condição do levantamento das sanções, mas é um dos temas que podemos discutir, se a parte norte-americana quiser… Nunca apoiamos a ideia da corrida nuclear, estamos interessados na sua redução", proclamou Morozov.

Entretanto, ele adiantou que a Rússia nunca vai ceder nas "questões básicas", acrescentando que as sanções não podem obrigar a Rússia a cumprir quaisquer condições.

Aviões de reconhecimento dos EUA voam perto das fronteiras russas no Báltico

A OTAN está intensificando os voos de reconhecimento perto das fronteiras com a Rússia no mar Báltico, comunica a mídia ocidental. 


Sputnik

Aviões militares norte-americanos e suecos realizaram voos de reconhecimento operacional perto das fronteiras terrestres e marítimas da Rússia em Kaliningrado, segundo comunicam várias mídias de países ocidentais.

RC-135
Boeing RC-135 © flickr.com/ Lance Cheung

Segundo a última informação, um avião de reconhecimento estratégico da Força Aérea dos EUA RC-135W, que partiu da base aérea de Mildenhall, na Grã-Bretanha, se aproximou da fronteira sul da região de Kaliningrado. Voando no espaço aéreo da Polônia acima de 10 quilômetros de altitude, ele realizou uma missão de reconhecimento radiotécnico do território russo durante duas horas.

Paralelamente, um avião de reconhecimento sueco Gulfstream 4 se aproximou do litoral russo no mar Báltico. Sobrevoando as águas internacionais do Báltico, ele também efetuou o reconhecimento do litoral de Kaliningrado.

Durante toda a semana, o RC-135W tinha realizado voos de reconhecimento perto das fronteiras de Kaliningrado, enquanto outro avião AWACS E-3A sobrevoou o mar Negro, efetuando a mesma missão perto da Crimeia.

Segundo os analistas, os voos de reconhecimento da OTAN são realizados no pano de fundo do deslocamento de sistemas S-400 e Iskander para a região de Kaliningrado e da instalação de mísseis interceptores na cidade de Serpukhov, na região de Moscou.




Trump quer que navios militares sejam mais baratos

O presidente eleito dos EUA intenta diminuir os custos de construção dos navios no âmbito do projeto de reforço da frota norte-americana.


Sputnik


Segundo o diretor do Comando de Sistemas Navais Marítimos (NAVSEA) Thomas Moore, Donald Trump apresentou um projeto que prevê a diminuição dos custos de produção dos navios da Marinha. 

O destróier de mísseis guiados norte-americano Nitze perto da entrada do porto de Nova York, em 24 de maio de 2006
Destroier Nitze da US Navy © REUTERS/ Peter Foley/File Photo

"A indústria e a Marinha dos EUA se comprometeram a diminuir o preço. A posição de Trump é clara e pública. <…> As perspectivas do reforço da Marinha norte-americana inspiram, mas é preciso trabalhar muito", afirmou Moore. 

Segundo ele, nesta área o presidente adota a abordagem empresarial.

Durante o seu mandato, o candidato do Partido Republicano vai o aumentar o número de navios militares de 272 a 350, enquanto a administração de Obama previa um número máximo de 308 navios, por causa dos custos de produção.

Além disso, Trump exigiu a revisão completa do projeto da produção dos caças F-35, que se tornaram o equipamento mais caro da toda a história da aviação dos EUA.

Trump: sanções conta Rússia podem ser revogadas em troca de acordo de redução nuclear

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, pretende discutir uma ampla redução de arsenais nucleares durante as negociações com a Rússia sobre desarmamento, segundo ele declarou em entrevista para a Times.


Sputnik


“Algo é certo. Penso que o armamento nuclear deve ser reduzido. E reduzido de forma significativa”, disse Trump, quando perguntado pelo jornalista da Times das perspectivas de futuras negociações da Rússia e dos EUA sobre desarmamento nuclear. 

© AFP 2016/ Savo PRELEVIC

Trump afirmou que EUA poderiam revogar algumas das sanções contra a Rússia em troca de um acordo bilateral sobre redução de armamentos nucleares. 

“Existem sanções contra a Rússia. Vamos ver se é possível celebrar bons acordos com a Rússia. Por exemplo, eu penso que deve haver muito menos armas nucleares. O arsenal deve ser reduzido de forma significativa. Isso por um lado. Por outro, temos as sanções. A Rússia está sofrendo muito com elas. Eu penso que alguma coisa pode sair disso, algo que trará vantagens para muitos”, disse o presidente eleito dos EUA. 

Donald Trump assume a presidência dos EUA no dia 20 de janeiro.


11 janeiro 2017

Obama afirma que influência de Moscou e Pequim nunca se comparará com a de Washington

O presidente dos EUA, Barack Obama, no seu último discurso chamou a Rússia e a China de adversários de Washington. 


Sputnik

Contudo, a influência de Moscou e Pequim no palco internacional nunca se comparará com a de Washington. 

Barack Obama durante seu último discurso no cargo presidencial no Palácio de McCormick em Chicago, 11 de janeiro de 2017
Barack Obama, presidente dos EUA © REUTERS/ JOHN GRESS

"Adversários, tais como a Rússia e a China, não poderão se comparar com a nossa influência no mundo, se nós não abdicarmos do que estamos defendendo e não nos tornarmos em apenas mais um grande país que briga com os países vizinhos menores", disse Obama discursando em Chicago. 

Ele também advertiu que os valores democráticos não devem se tornar mais fracos nos EUA e no resto do mundo. De acordo com Obama isto pode provocar guerras civis e mundiais.

Para além disso, ele declarou que a ordem mundial está sendo ameaçada pelos fanáticos islamistas e ditadores que governam em alguns países. Como acredita Obama, estas ameaças são mais perigosas para os EUA do que "um carro-bomba ou um míssil".

No seu último discurso Obama também expressou o desejo de que o Daesh (grupo terrorista, proibido na Rússia) seja derrotado. 

"Ninguém que ameace os EUA estará em segurança", acrescentou o presidente americano. 

Barack Obama deixará o cargo presidencial em 20 de janeiro. O novo presidente dos EUA será o republicano Donald Trump.


Washington Times: gravações vazadas de Kerry indicam que EUA tentaram utilizar Daesh para derrubar Bashar Assad

A administração do presidente cessante dos EUA, Barack Obama, contava com que o alastramento do Daesh, agrupamento terrorista radical, levasse a Rússia a negociar com Washington quanto à destituição de Assad, diz o jornal Washington Times, citando gravações dos comentários do atual secretário de Estado norte-americano, John Kerry.


Sputnik


Antes de a Rússia começar a prestar apoio militar à Síria no âmbito do combate aos radicais, a administração de Barack Obama acreditava que a expansão do Daesh ajudaria a fazer com que o presidente sírio, Bashar Assad, participasse das negociações com Washington, diz a edição. 

John Kerry
Secretário de Estado dos EUA John Kerry © AFP 2016/ BRENDAN SMIALOWSKI

Segundo o Washington Times, tais declarações foram feitas pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, durante uma conversa a portas fechadas com ativistas sírios, à margem de uma sessão da Assembleia Geral da ONU, sendo que foram gravadas na época e vazadas alguns meses depois. 

Mais cedo, o site WikiLeaks divulgou um link com a gravação áudio da conversa de Kerry, datada de outubro do ano passado. 

"O que levou a Rússia a entrar [na Síria]" foi o fortalecimento do Daesh", disse Kerry. "[O Daesh] estava ameaçando a hipótese de chegar a Damasco e por aí adiante. Estávamos acompanhando isso. Víamos que [o Daesh] estava ganhando força e pensávamos que Assad estava em perigo [de ser destituído]", adiantou. 

O conflito armado na Síria continua desde março de 2011. As tropas governamentais estão se opondo aos militantes de vários agrupamentos armados. Desde 30 de setembro de 2015, a pedido do presidente sírio Bashar Assad, a Rússia começou a efetuar ataques aéreos contra as posições dos terroristas no território sírio.