05 dezembro 2016

Exército sírio conquista mais um bairro rebelde em Aleppo

Tropas sírias, apoiadas por combatentes estrangeiros, conquistaram o bairro de Qadi Askar, que era controlado pelos rebeldes desde 2012.


France Presse


O exército sírio assumiu nesta segunda-feira (5) o controle de um novo bairro rebelde de Aleppo e domina agora dois terços da zona leste da segunda maior cidade da Síria, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). 


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Tropas sírias em Aleppo © AFP 2016/ GEORGE OURFALIAN

As tropas sírias, apoiadas por combatentes estrangeiros, em particular libaneses e iraquianos, conquistaram o bairro de Qadi Askar, que era controlado pelos rebeldes desde 2012, indicou o OSDH.

Nos últimos dias, as forças do regime já haviam conquistado os bairros de Karam al-Myessar, Karam al-Tahhan e Karam al-Qatarji.

Agora, o exército cerca completamente o bairro de Shaar, segundo a ONG. Muitos civis fugiram com o avanço dos soldados.

A tomada de Shaar permitiria ao governo retomar o controle de 70% da área de Aleppo que estava sob poder dos rebeldes.

A metrópole do norte da Síria, que já foi a capital econômica do país, estava dividida desde 2012 entre os bairros da zona oeste, controlados pelo governo, e os bairros da zona leste, nas mãos dos rebeldes.

O exército do presidente sírio Bashar al-Assad iniciou uma grande ofensiva em 15 de novembro para reconquistar a totalidade da cidade.

Durante a noite, os moradores do leste de Aleppo apagaram as luzes de suas casas para tentar evitar que se transformassem em alvos dos bombardeios.

Ao menos 319 civis morreram, incluindo 44 crianças, desde o início da ofensiva síria contra os bairros rebeldes, afirmou o OSDH.

Na zona sob controle do governo, a artilharia rebelde matou 69 civis, incluindo 28 crianças.

Cercados há quatro meses, os moradores dos bairros rebeldes sofrem com a falta de mantimentos e remédio.

Os bombardeios do governo e da aviação russa destruíram quase toda a infraestrutura médica.

Nesta segunda-feira, o Conselho de Segurança da ONU deve pronunciar-se sobre um projeto de resolução de cessar-fogo de sete dias na Síria para facilitar o acesso à ajuda humanitária aos bairros da zona leste.

Mas não há certeza de que a Rússia, aliada da Síria e que dispõe do direito de veto, permitirá a aprovação da resolução.

O projeto de resolução foi redigido por Egito, Nova Zelândia e Espanha, que preside o Conselho de Segurança no mês de dezembro, após longas negociações com a Rússia, que se mostra muito reticente.

Desde o início em março de 2011, a guerra civil síria provocou a morte de mais de 300 mil pessoas.


 

Fragata ‘Niterói’ comemora seu 40º aniversário

Alexandre Galante | Poder Naval

Em 21 de novembro, a bordo da Fragata ”Niterói”, foi realizada a cerimônia alusiva ao 40º aniversário do navio, presidida pelo Comandante em Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Celso Luiz Nazareth, e contou com a presença de oito ex-Comandantes, incluindo o Almirante de Esquadra João Baptista Paoliello, primeiro Comandante do navio. 


F40 Niterói 013a
Foto Poder Naval – Alexandre Galante

Líder do projeto Mk.10 da Vosper Thornycroft Ltd (baseado na Type 21 da Royal Navy) de seis navios construídos especialmente desenhados e construídos para atender especificações técnicas do Brasil, a incorporação da fragata Niterói em 1976 foi seguida pela Fragata “Defensora” em 1977, as Fragatas “Constituição” e “Liberal” em 1978, a Fragata “Independência” em 1979 e a Fragata “União” em 1980. O Navio-Escola Brasil também teve seu casco baseado na classe Niterói.

A classe Niterói quando entrou em operação representava o estado-da-arte em matéria de navios de guerra, com seu sistemas de armas computadorizado e dotado de mísseis antissubmarino, antiaéreos e antinavio. Os navios proporcionaram um salto tecnológico de 30 anos em relação ao material empregado pela MB na época.

O editor do Poder Naval, Alexandre Galante, foi tripulante da fragata Niterói, do início de 1987 a meados de 1988. Trabalhou na vigilância e na equipe de manobra e crash responsável pelo lançamento e recuperação do helicóptero embarcado Westland Lynx.


Segundo Jane’s, FAB quer jatos de treinamento e mais caças Gripen

Alexandre Galante | Poder Aéreo

O site Jane’s noticiou que a Força Aérea Brasileira (FAB) busca adquirir aviões de caça adicionais, assim como treinadores avançados, segundo o tenente-brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, comandante da FAB. 


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JAS 39 Gripen

A FAB buscaria uma potencial compra futura de cerca de 50 aviões além dos 36 do atual programa F-X2, para substituir os caças F-5EM/FM Tiger II e os AMX A-1A/B que devem ser retirados de serviço ao longo dos próximos 10 anos. Essa oportunidade acabará por envolver uma competição internacional aberta aos licitantes interessados, disse o Brigadeiro Rossato.

As entregas do Gripen estão previstas para 2019-24 e a Saab está investindo no Brasil para garantir o envolvimento da indústria local.

A surpresa é que a FAB também estaria considerando uma aeronave de treinamento avançado, de acordo com o tenente Brig Rossato. Nenhuma decisão foi tomada, mas estão em curso estudos para a aquisição. Os aviões desenvolvidos para o programa de treinamento da Força Aérea dos EUA pela Boeing/Saab e Northrop Grumman poderiam competir, bem como os aviões Lockheed Martin / KAI T-50 Golden Eagle, M-346 da Leonardo, Textron AirLand Scorpion, BAE Systems Hawk AJT, Irkut Corporation Yak-130, AERO Vodochody Aerospace L-159, e outros. Além de treinamento, uma aeronave desse tipo também poderia funcionar em um papel de apoio aéreo aproximado (CAS).



04 dezembro 2016

Berlim confessa : EUA usam base em Ramstein para atividades 'extralegais' com drones

O governo alemão admitiu atividades "extralegais" realizadas por militares norte-americanos na base de Ramstein.


Sputnik


Após ser repetidamente interpelado pelo partido de oposição Die Linke, o governo da Alemanha admitiu que a Força Aérea norte-americana usa a base de Ramstein para controlar ataques de drones no âmbito de operações antiterroristas e também para realizar assassínios ilegais. 


Logotipo na entrada da base militar aérea dos EUA na Alemanha Ramstein (Foto de arquivo)
Base militar Ramstein, Alemanha © AFP 2016/ JEAN-CHRISTOPHE VERHAEGEN

A respectiva informação foi divulgada pelo parlamentar alemão Andrej Hunko em uma conversa com a Sputnik Alemanha. 


O deputado, do partido Die Linke, disse que o governo alemão admitiu finalmente a ocorrência destas atividades: 

"É muito estranho. Nós estávamos perguntando sobre o papel da base de Ramstein na guerra de drones dos EUA por dois anos. Após declarações de pilotos de drones, o público sabia por muito tempo que Ramstein é o maior centro de controle desta 'guerra de drones'. Agora, após muitos desmentidos, finalmente há a confissão de que Ramstein desempenha esta função", disse Hunko. 

Localizada em Rhineland-Palatinate, a base militar alemã é o quartel-general da Força Aérea dos EUA na Europa e também é usada como base da OTAN.

Em agosto, o lado norte-americano informou o governo federal da Alemanha sobre a utilização da base de Ramstein como centro de controle de drones, mas Berlim aguardou até o início de dezembro para divulgar a informação. 


"Eles [as autoridades alemãs] não diriam nada se nós, a oposição, não perguntássemos de novo. A exigência de informação feita ao exército norte-americano pelo governo federal só aconteceu por causa da nossa pressão, dos deputados. De fato, os EUA só oficialmente admitiram o papel que Ramstein desempenhava na guerra de drones em agosto."

A pedido do Die Linke, o governo da Alemanha disse que em Ramstein estão sendo realizadas operações de "planejamento, monitoramento e avaliação".

Como resultado, o partido de oposição está realizando uma campanha para fechar a base militar, tendo em conta que as operações de drones norte-americanos violam a legislação alemã e internacional. E agora o governo é obrigado a realizar uma investigação das atividades na base militar, destacou Hunko. 


"Estas operações de drones estão sendo realizadas no quadro da assim chamada guerra contra terrorismo, em que terroristas suspeitos são atingidos por drones. Os terroristas são alvejados com base em listas criadas pelos EUA e divulgadas pelo presidente americano todas as terças-feiras. Há também as assim chamadas execuções extralegais em países contra os quais os EUA não realizam campanhas militares, como o Iêmen ou o Paquistão," destacou. 

Em julho a administração de Barack Obama divulgou que entre 64 e 116 civis foram assassinados em 473 ataques de drones na Líbia, Paquistão, Somália e Iêmen desde o início da presidência dele em 2009. 

A administração foi criticada por variadas organizações não-governamentais, que apontam números completamente diferentes. Estas indicam o assassinato de 1.000 civis em ataques de drones norte-americanos durante o mesmo período de tempo. 

Segundo a investigação do Bureau of Investigative Journalism, baseado em Londres, só no Paquistão os EUA realizaram 424 ataques de drones desde 2004 que mataram entre 424 a 966 civis, inclusive 207 crianças. 

No Afeganistão foram registrados desde 2015 pelo menos 845 ataques de drones dos EUA que mataram entre 124 e 181 civis.

Um dos princípios da legislação internacional que deve ser respeitado pelas forças militares é a lei da proporção, que exige que o dano colateral, quer dizer o número de vidas civis e danos aos bens de civis, não deve desproporcionado em relação à necessidade de ações militares.

O Die Linke declara que os ataques de drones em questão violam este princípio e chama a adotar uma convenção internacional em relação ao problema. 


"Eles matam estes ou aqueles terroristas, mas também matam muitas pessoas inocentes. Para muitas pessoas nestas regiões há o medo constante de que um drone possa lhes atingir em qualquer instante," explicou Andrej Hunko.

Força Aérea dos EUA alarmada com mísseis hipersônicos russos

Os EUA estão ficando cada vez mais para trás na corrida tecnológica a mísseis hipersônicos em comparação com a Rússia e a China, diz Washington Free Beacon, citando uma pesquisa efetuada pela Força Aérea norte-americana. 

Sputnik

"A China e a Rússia já estão conduzindo testes de armas manobráveis de alta velocidade que representam uma ameaça para as forças norte-americanas de posição avançada e até para a parte continental dos EUA", frisa o documento.
Míssil hipersônico Moskit lançado de um navio durante os exercícios realizados no mar do Japão
Lançamento do míssil hipersônico Moskit © Sputnik/ Ildus Gilyazutdinov
É a primeira vez que os militares norte-americanos manifestaram em um documento oficial sua preocupação com a disposição de forças na corrida armamentista global.

A competição se desenrolou à volta dos mísseis hipersônicos capazes de efetuar ataques tanto nucleares como convencionais, sublinha o portal Washington Free Bacon. Estes dispositivos podem voar a uma velocidade 5 vezes maior que a do som e manobrar sem serem detectados pelos sistemas antimísseis existentes hoje e que foram desenvolvidos para combater mísseis balísticos.

O presidente do painel de autores do relatório, Mark Lewis, destaca que os novos armamentos de Moscou e Pequim são capazes de alterar o modo como os militares norte-americanos entendem a estratégia de "alerta global" e os conceitos de poderio militar e sua abrangência. 
"A ofensiva e a defesa são dois lados da mesma medalha. Tal como nos anos da Guerra Fria, a única ferramenta segura de contenção de armamentos hipersônicos é o perigo de um contra-ataque simétrico", declara Lewis, citado pelo portal. 
Segundo diz o diretor-geral da corporação russa Takticheskoe Raketnoe Vooruzhenie (Corporação de Mísseis Táticos), Boris Obnosov, a Rússia pode obter armamentos hipersônicos no início da próxima década. 
Segundo destaca o novo conceito da política externa da Rússia, assinado nesta semana pelo presidente russo, Vladimir Putin, Moscou defende a cooperação construtiva com os EUA na esfera de controlo de armamentos, mas as negociações sobre uma redução ulterior das forças estratégicas de ataque são possíveis apenas no caso de serem levados em conta todos os fatores que influem na estabilidade. Neste sentido, o conceito considera a criação do sistema antimísseis norte-americano como uma ameaça para a Rússia.

Projetista revela caraterística mais marcante da arma principal do Admiral Kuznetsov

Além de ser um porta-aviões "tradicional", o navio Admiral Kuznetsov é um cruzador porta-mísseis poderoso, com uma capacidade de ofensiva considerável. O canal russo Zvezda entrevistou o projetista das armas do navio russo para conhecer detalhes sobre o armamento. 


Sputnik

O Admiral Kuznetsov está equipado com mísseis de cruzeiro Granit destinados a eliminar grandes alvos navais, assim como, graças à recente modernização, alvos terrestres. 


Porta-aviões russo Admiral Kuznetsov durante missão
Porta-aviões russo Admiral Kuznetsov © Sputnik/ Sergey Eshenko

"A característica mais marcante do Granit é que todos os mísseis disparados na mesma salva pertencem a um único ambiente informático e durante o voo trocam informações entre si", disse ao Zvezda Anatoly Svintsov, vice-diretor da empresa NPO Mashinostroyenia.

Este intercâmbio permite ao Kuznetsov atacar um grupo inteiro de navios de uma só vez. Os mísseis se alinham como um bando de aves e escolhem alvos de forma autônoma, dependendo do tamanho e posição.

Segundo os requisitos técnicos, uma salva tem capacidades de afundar um grupo de navios composto por um porta-aviões e três cruzadores de escolta, disse Svintsov. 


Cada Granit pesa sete toneladas, pode transportar uma ogiva convencional de 750 kg ou uma ogiva nuclear 500 quilotons (equivalente a cerca de 33 bombas de Hiroshima) e tem um alcance de até 700 quilômetros.

Engenheiros revelam como será novo destróier nuclear russo

Engenheiros russos concluíram a primeira etapa na criação do novo destróier furtivo da classe Líder, relatou o Rossiyskaya Gazeta. 

Sputnik

O membro da Comissão Militar Industrial da Rússia, Vladimir Pospelov, disse ao jornal Rossiyskaya Gazeta que "a imagem do navio já está definida". Ele acrescentou que um dos aspetos-chave do destróier é a sua "baixa visibilidade para os radares”. 
Destróier nuclear russo
Destroier nuclear russo © Foto: Courtesy photo
Falando na feira militar Exponaval 2016, realizada no Chile, Pospelov disse que o navio será equipado com um sistema de mísseis projetado para atacar com precisão alvos terrestres, navais e submarinos. 
"Ele será equipado com um complexo universal de detecção e fixação de alvos, sistemas de guerra eletrônica e equipamento hidroacústico para detecção de submarinos, minas e sabotadores", disse Pospelov.

Quanto à defesa do destróier, ela será composta de sistemas antimísseis de curto, médio e longo alcance. Ao mesmo tempo, o navio será quase invisível ao radar inimigo graças à estrutura do casco do navio e a materiais absorventes de radiação.

Além destas características, o destróier, que terá um deslocamento de 10.000 toneladas e atingirá uma velocidade de 30 nós, respeitará o meio ambiente. Anteriormente, foi relatado que o navio iria testar o sistema nuclear projetado para os futuros porta-aviões Shtorm (Tempestade, em russo).

Militares russos levarão em conta experiência síria no seu treinamento

O ministro da Defesa russo Sergei Shoigu recomendou levar em consideração a experiência das ações militares na Síria no processo de treinamento das Forças Armadas russas.


Sputnik


"Em primeiro de dezembro foi iniciada a temporada de inverno de treinamento das Forças Armadas. Os maiores esforços serão direcionados ao aumento dos indicadores individuais de instrução dos soldados", declarou Shoigu. 


Soldados russos durante treinamento
Soldados russos em treinamento © Sputnik/ Pavel Gerasimov

Na opinião do ministro, um destaque especial deve ser dado às atividades de interação entre os ramos das Forças Armadas, à prática de tarefas táticas e ao uso eficiente das armas e do material militar modernos. 


"É obrigatório tomar em conta a experiência das ações militares na República Árabe Síria", frisou Shoigu. 

O ministro prometeu incorporar a experiência militar na Síria nos programas dos estabelecimentos de ensino militar russos. Segundo ele, já foi aprovado um documento que define as principais áreas no desenvolvimento do ensino militar e da preparação de pessoal até 2020.

Cidade Al-Tal na região de Damasco passa para controle do exército sírio

O exército do governo sírio está controlando totalmente a cidade de Al-Tal, na província de Damasco, em que antes da guerra moravam mais de 60 mil pessoas. 


Sputnik

Mais de 500 terroristas do grupo Frente al-Nusra e mais de 1.500 membros das suas famílias foram transportados da cidade de Al-Tal para a cidade de Idlib, informou o Centro para a Reconciliação na Síria russo. 


Soldados do exército sírio em seus caminhões militares gritando lemas em apoio ao presidente sírio Bashar Assad, entrando em uma aldeia perto da cidade de Jisr al-Shughour, ao norte de Damasco, Síria (Arquivo)
Exército sírio © AP Photo/


O Centro para a Reconciliação destacou que "antes de partirem, eles entregaram ao exército do governo todas as armas pesadas e mais de 200 armas ligeiras e munições".

As autoridades sírias cederam 44 ônibus para a sua partida.

No total, durante a última semana mais de 2,5 mil rebeldes foram anistiados em várias regiões. Os rebeldes aproveitaram a anistia declarada pelo presidente sírio Bashar Assad, cessaram a resistência e durante as negociações proclamaram seu desejo de partir com as famílias para Idlib. 


Anteriormente, em 1° de dezembro, a cidade de Khan al-Shih, localizada no subúrbio de Damasco, e mais 13 povoados ao seu redor estão sob total controle das autoridades sírias.

Rússia diz ter matado líder do Estado Islâmico no Cáucaso Norte

Rustam Aselderov foi morto por agentes do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB)


EFE


O líder do Estado Islâmico (EI) no Cáucaso Norte, Rustam Aselderov, foi morto por agentes do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) em uma operação realizada na República do Daguestão, segundo um comunicado oficial divulgado neste domingo (4). 

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Rustam Aselderov

Aselderov dirigia a organização terrorista Vilayat Kavkaz, vinculada ao EI, de acordo com o FSB. Na mesma operação, morreram também quatro terroristas de seu círculo mais próximo, segundo o canal de televisão russo "RT".

Os agentes especiais surpreenderam os cinco homens em uma casa próxima à capital da república, Mahatchkala, e eles reagiram com fuzis de assalto, segundo o comunicado divulgado.

O FSB acusa Aselderov de jurar lealdade ao EI em 2014 e de vários assassinatos e atentados em diferentes cidades russas, como o de Volgogrado, em 2013, que causou 18 mortos e deixou dezenas de feridos.




30 novembro 2016

Rússia envia aviões com hospital de campanha, médicos e equipamentos à Síria

Ministério da Defesa da Rússia enviou a Aleppo aviões com médicos militares e um hospital móvel, informa o ministério russo.


Sputnik


"Aviões de transporte do Ministério da Defesa da Rússia levando a bordo uma unidade especial de médicos militares e um hospital móvel com equipamentos partiram à República Árabe da Síria", se diz no comunicado do ministério russo.


Médicos russos fazem consultas a residentes da cidade de Kaukab durante a distribuição de ajuda humanitária russa
Médicos russos fazem atendimento na Síria © Sputnik/ Maksim Blinov

Como foi informado, ao chegar à Síria os médicos militares russos vão ajudar a população civil e os refugiados na cidade de Aleppo. 


"O hospital móvel consiste de serviço de urgência, seção pediátrica, seção cirúrgica e reanimação, gabinete de raios x, laboratório de análises clínicas", adianta o comunicado. 

Se destaca que, tomando em conta as condições difíceis em Aleppo, a unidade de médicos é reforçada com profissionais obstetras e pediatras. O hospital têm todo o equipamento necessário.


Mísseis da Força Aérea de Israel atingem subúrbio de Damasco

Aviões da Força Aérea de Israel lançaram na quarta-feira (30) dois mísseis que caíram no território da província síria de Damasco, informou a televisão estatal da Síria.


Sputnik


Segundo transmitido, o incidente aconteceu ao amanhecer. Destaca-se que o ataque foi realizado a partir do espaço aéreo libanês. Ambos os obuses atingiram a região de Sabura, localizada nos arredores da capital síria de Damasco. Ninguém foi atingido. 


Subúrbio de Damasco de Daraia onde as forças sírias lutam contra terroristas, Síria (foto de arquivo)
Subúrbio de Damasco, Síria © Sputnik/ Mikhail Alaeddin

Mais cedo, fontes do exército da Defesa de Israel informaram que terroristas do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em muitos outros países) alvejaram militares israelenses no sul das Colinas de Golã. As forças israelenses responderam com fogo contra os extremistas na Síria.


Pentágono: libertação de Aleppo por forças de Assad não ajuda a combater Daesh

O Pentágono não acha que a libertação da cidade de Aleppo pelas tropas sírias contribua para o combate ao grupo terrorista Daesh, manifestou o representante oficial do Departamento de Defesa norte-americano, Peter Cook.


Sputnik


"Do nosso ponto de vista, tudo que fortalece o regime de [presidente sírio Bashar] Assad não desempenha um papel positivo nem nas tentativas de terminar a guerra síria, nem no estabelecimento da paz. De fato, é uma das razões para o Daesh ter emergido", sublinhou Cook durante uma das suas coletivas de imprensa. 


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Peter Cook

O representante do Pentágono chamou a situação em Aleppo de tragédia e apelou "a todas as partes para que atinjam uma solução pacífica" da crise síria. Entretanto, Cook assinalou que os EUA "continuam dispostos a se focar na luta contra o Daesh". 


Na véspera foi comunicado que as tropas sírias tinham libertado os quarteirões leste de Aleppo. Centenas de militantes depuseram as armas e abandonaram a cidade, a maioria deles foi anistiada.


Toda a zona leste de Aleppo está libertada dos terroristas

O território de Aleppo oriental, onde vivem mais de 90 mil pessoas, foi libertado dos terroristas até o meio-dia de terça-feira (29), horário da Síria, informou o Centro para a Reconciliação na Síria russo.


Sputnik


"Antes do meio-dia de 29 de novembro foi completamente libertado um território da cidade onde habitam mais de 90 mil residentes de Aleppo (cerca de 310 mil habitações). Todos eles recebem comida quente e, nos casos de urgência, ajuda médica. O Centro de Reconciliação russo forneceu dezenas de toneladas de produtos alimentares e medicamentos para prestar assistência médica aos civis de Aleppo. Também foram instaladas 150 cozinhas de campanha", diz o comunicado. 


Tropas pró-governamentais ficam no telhado de prédio em Aleppo durante a operação de libertação da cidade do controle do Daesh, Síria, 28 de novembro de 2016
Militares da Síria durante a libertação de Aleppo © AFP 2016/ GEORGE OURFALIAN

Além disso, durante as últimas 24 horas, 507 terroristas largaram as armas e 484 militantes de entre os residentes locais foram anistiados de imediato, conforme decisão do presidente sírio Bashar Assad.


Moscou espera decisão de Brasília sobre compra de sistema de defesa antiaérea

A Agência Federal para a Cooperação Técnico-Militar (FSVTS) espera que Brasília tome uma decisão relativa à aquisição dos sistemas de defesa antiaérea Pantsir-S1, informa na quarta-feira (30) o serviço de imprensa da FSVTS.


Sputnik


"Junto com a Rosoboronexport estamos trabalhando com os nossos parceiros brasileiros para realizar esse projeto. Nós esperamos que seja tomada uma decisão sobre a compra destes sistemas únicos e vitais para o Brasil", diz-se no comunicado. 


Sistema de defesa Pantsir
Pantsir S1 © Sputnik/ Vitaly Belousov

As negociações sobre os Pantsir-S1 se prolongam por alguns anos. Inicialmente, o Brasil propôs adquirir essas armas para reforçar a segurança da Copa do Mundo de 2014.



Comboio da Aeronáutica sofre acidente na Av. Brasil e deixa feridos no Rio

Eixo dianteiro do caminhão chegou a se soltar no acidente. Bombeiros dos quartéis de Guadalupe e Irajá estão no local.


G1 Rio


Um comboio com três caminhões do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica sofreu um acidente na pista seletiva da Av. Brasil, sentido Zona Oeste, na altura de Coelho Neto, e deixou feridos, como mostrou o Bom Dia Rio. O eixo dianteiro do caminhão chegou a se soltar no acidente. Há feridos no local e alguns soldados recebem socorro na pista. O comboio se encaminhava para a Base Aérea do Galeão. O acidente aconteceu às 6h08. 


Comboio sofreu acidente na Avenida Brasil (Foto: Reprodução/ TV Globo)
 
De acordo com o Corpo de Bombeiros, 25 militares ficaram feridos. Segundo a análise dos socorristas, nenhuma vítima ficou gravemente ferida.

Os bombeiros dos quartéis de Guadalupe e Irajá atuavam na pista com ambulâncias para remover os feridos. Por volta das 7h, o trânsito era intenso na pista sentido Zona Oeste, a partir de Irajá, com mais de 5 km de engarrafamento. Também havia congestionamento de 7km no sentido Centro. 


29 novembro 2016

Estado Islâmico usa gás químico em ataque na Síria; 22 são internados

Ofensiva confirma suspeita sobre método do grupo jihadista, diz Exército turco. Combatentes afetados apresentaram náuseas e fortes dores de cabeça. 


EFE

 
O grupo jihadista Estado Islâmico realizou um ataque com gás químico no norte da Síria, segundo informaram fontes do Exército turco neste domingo (27), após a internação de 22 combatentes afetados. 


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© AFP 2016/ JM LOPEZ

"Vinte e dois membros opositores mostram em seus olhos e corpos sintomas de terem estado expostos a gás químico após um ataque com mísseis do EI na região de Haliliye, na Síria", disseram fontes do Estado-Maior turco citadas pelo jornal "Hürriyet".

As fontes, que não detalharam quando aconteceu o ataque, indicaram que o EI transformou obuses de artilharia em armas químicas com cloreto, confirmando a suspeita sobre a qual a Turquia já havia alertado, que os jihadistas recorrem a ataques químicos na região de Al Bab, no norte da Síria.

Os combatentes afetados, membros do Exército Livre da Síria (ELS), foram transferidos à província turca de Kilis, situada na fronteira com a Síria, onde foram hospitalizados e submetidos a um tratamento em uma unidade especializada em danos causados por armas químicas, biológicas e radioativas.

De acordo com a agência semipública turca "Anadolu", esses combatentes apresentavam náuseas e fortes dores de cabeça, que são os primeiros sintomas de um ataque químico.

Operação turca

 
Em comunicado, o Exército turco também informou que um combatente morreu e outros 14 ficaram feridos em confrontos contra o EI com parte da operação turca "Escudo de Eufrates", iniciada em 24 de agosto com a entrada das forças armadas turcas em terreno sírio, em apoio ao ELS.

Além disso, as bombas de caças-bombardeiros das Forças Aéreas turcas destruíram quatro alvos do EI. Entre 300 e 500 soldados turcos participam dessa operação, a mais ambiciosa já lançada pela Turquia em solo sírio desde o início do conflito no país árabe, em 2011.

As autoridades turcas indicaram que a operação se dirige tanto contra o EI como contra as Unidades de Proteção do Povo (YPG), uma milícia curdo-síria que conta com o apoio dos Estados Unidos, mas que Ancara combate por considerá-la uma organização terrorista.




Egito nega ter enviado tropas à Síria

Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio rejeitou notícias de que o Cairo teria enviado tropas para a Síria, de acordo com a declaração oficial do porta-voz do ministério.


Sputnik

O Egito negou neste domingo (27), ter enviado tropas à Síria e reafirmou seu compromisso de respeitar a soberania de outras nações. A declaração foi atribuída a seu porta-voz do Ministério de Relações Exteriores. 


Egyptian soldiers stand as the Egyptian flag is raised on the BPC Anwar el Sadate military cruise ship during the flag ceremony on September 16, 2016 in Saint-Nazaire, western France
Militares egípcios © AFP 2016/ LOIC VENANC
 
"Alguns jornais árabes relataram sobre a presença militar egípcia na Síria. O Egito está comprometido com o princípio da não-ingerência nos assuntos internos de outros países", disse o Ministério, em nota por meio do Facebook.

O porta-voz destacou ainda que existem procedimentos constitucionais antes do envio de tropas ao exterior que o Egito precisa seguir. "E essas ações não podem ser tomadas secretamente sem informar o povo egípcio sobre seus objetivos", acrescentou.

Um porta-voz do governo russo disse no início deste mês que não podia confirmar os relatos de que os soldados egípcios estavam presentes na Síria. Muitos países árabes do Golfo apoiam forças de oposição na Síria.



'Destituição do sistema de Estado no Oriente Médio criou um novo centro de poder'

A destituição do sistema de Estado em uma série de países árabes foi responsável pela criação de um novo centro de poder no Oriente Médio, composto por países não árabes – Irã, Turquia e Israel, acredita o diretor do Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências da Rússia, professor Vitaly Naumkin. 


Sputnik

"No início deste século, foi iniciada a destituição do sistema de Estado no Oriente Médio. As consequências desta destituição podem ser tão sérias ao ponto de causar a mudança de fronteiras, sobre isso é discutido hoje em dia. Penso que será uma catástrofe para o Oriente Médio", disse Naumkin durante fórum internacional.


Mapa do Oriente Médio
© Foto: Wikipedia/Geografia do Oriente Médio


Segundo o especialista, atualmente, alguns países são considerados "fracassados" – Síria, Líbia, Egito, parcialmente, Iraque e Sudão do Sul.

"É desenvolvida uma crise aguda de identidade relacionada a razões internas muito profundas, bem como uma intervenção externa”, sublinhou Naumkin. 


Naumkin frisa que o colapso do sistema de Estado e a criação de novos países no âmbito da crise atual não são coisas que precisam as nações do Oriente Médio. 

"O que estamos percebendo hoje é fruto da mudança do centro de poder na região. Se antes, os três pilares do mundo árabe eram Egito, Síria e Iraque, hoje em dia todos [os três] se enfraqueceram, o 'centro de gravidade' deslocou-se parcialmente em direção aos outros países árabes, como a Arábia Saudita, ou para fora do mundo árabe no Oriente Médio, para os três países que não fazem parte do mundo árabe – o Irã, a Turquia e Israel – que estão ainda mais fortes", disse Naumkin.

Contudo, o especialista destacou que estes países também possuem problemas não resolvidos, por exemplo, o conflito palestino-israelense e o problema curdo na Turquia.

"A incerteza e imprevisibilidade da situação no Oriente Médio, será, com certeza, um fator determinante sobre o qual todos nós precisamos trabalhar, partindo do ponto que precisamos cooperar, principalmente, na luta contra o terrorismo", concluiu o especialista.


Espanha planeja aumentar contingente militar no Iraque

A Espanha está planejando aumentar o seu contingente militar no Iraque para 400 soldados, segundo afirmou o primeiro-ministro do país, Mariano Rajoy.


Sputnik


Atualmente, há cerca de 300 militares espanhóis baseados no campo de treinamento de Besmaya, ao sul de Bagdá, onde agentes das forças iraquianas estão sendo treinadas por especialistas da coalizão internacional liderada pelos EUA. 


Militares iraquianos, americanos e espanhóis durante treinamento no campo de Besmaya
Militares da coalizão norte-americana em treinamento no Iraque © AP Photo/ Khalid Mohammed

No mês passado, o ex-chanceler espanhol José García-Margallo, revelou em visita ao campo de Besmaya a intenção de Madri de enviar mais soldados para o Iraque após a liberação de Mossul. No entanto, antes da formação do novo governo na Espanha, a medida era vista como quase impossível. 


"Em breve, pediremos apoio ao Congresso para aumentar o número dos nossos soldados. Queremos que cheguem a 400, como é solicitado pelos nossos aliados", afirmou Rajoy, citado por uma rádio espanhola. 

A Espanha está planejando aumentar o seu contingente militar no Iraque para 400 soldados, segundo afirmou o primeiro-ministro do país, Mariano Rajoy. 

De acordo com o premier, a guerra contra o terrorismo tem sido lutada em escala global, e todos os envolvidos nesse conflito devem entender sua importância. 


Irã comenta a conduta 'pouco profissional' de militares dos EUA no Golfo Pérsico

A presença dos militares norte-americanos no Golfo Pérsico cria um risco de conflito na região. A agência Fars cita a declaração de um representante do Ministério da Defesa iraniano sobre conduta "inoportuna e pouco profissional" dos militares norte-americanos no Golfo Pérsico.


Sputnik


Anteriormente, foi informado que o navio do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (CGRI) do Irã apontou armas em direção ao helicóptero da Marinha dos EUA no Estreito de Ormuz, em 26 de novembro. Segundo o Pentágono, o incidente ocorreu quando o helicóptero SH-60 voava à distância de 800 metros de dois navios iranianos nas águas internacionais. Os representantes do Ministério da Defesa iraniano se referiram às ações como provocação. 


Navios de guerra da Marinha do Irã
Navios da Marinha do Irã © AP Photo/ Fars News Agency, Mahdi Marizad

Segundo um representante do CGRI citado pela agência Fars, "não é segredo para ninguém que o maior problema no Golfo Pérsico é a presença dos militares norte-americanos que, por sua conduta não profissional, querem demonstrar que a situação está anormal".


O representante destacou que navios internacionais atravessam o Estreito de Ormuz diariamente, sem quaisquer problemas, em conformidade com a legislação internacional. Apenas os EUA expressaram seu descontentamento, acusando o Irã. Na opinião do representante, por agir dessa forma, os EUA estão preocupados somente com seus próprios objetivos.

Ao mesmo tempo o representante deixou claro que a Marinha do CGRI continuará suas missões nas águas territoriais do Irã e não vai prestar atenção às declarações dos EUA.

Mulheres curdas tornam vida de jihadistas do Daesh em um inferno em Al-Hasakah

A guerra na Síria continua já pelo sexto ano. No país não há nenhuma mulher que não tenha sido tocado pela desgraça. Algumas pegaram em armas e lutam contra os terroristas, ombro a ombro com os homens, elas estão defendendo suas terras e suas vidas. 


Sputnik

O destacamento militar feminino Bein Nakhrein (Mesopotâmia) cumpre seu serviço nas Forças Democráticas da Síria na província de Al-Hasakah, no nordeste da Síria. 


Mulher curda
Mulher curda © REUTERS/ Asmaa Waguih
 
Junto com o Bein Nakhrein, na província atuam as Unidades Femininas de Autodefesa, além disso, as mulheres lutam também nas forças de segurança curdas As-Saish e nos grupos assírios an-Natora. 

A combatente Rushan disse à Sputnik Árabe que ela foi uma das mulheres a integrar a primeira unidade feminina. De acordo com ela, as mulheres dão uma grande contribuição para as esferas política, social, cultural e militar. Elas próprias lutam tanto para proteger os direitos das mulheres, como pela paz e pela liberação das áreas ocupadas por terroristas. 

A combatente Lara foi durante quarenta anos uma dona de casa, mas com o início da guerra se alistou voluntariamente nas fileiras dos defensores da Síria. Em uma entrevista à Sputnik, ela disse que nunca considerou a possibilidade de emigrar do país. Lara acredita que a Síria continuará sendo a pátria de sírios de todos os credos e confissões. Ela está pronta para lutar por cada palmo de terra.

A menina Sara é uma aluna do último ano da escola, agora ela, junto com suas companheiras de armas, diz de forma segura ao correspondente da Sputnik que o dever cívico de cada sírio é defender sua terra, levantar o moral dos seus concidadãos e manter no povo a confiança de que eles conseguirão defender o seu país.

Najwa nasceu no povoado de Tell Arboush. Ela se juntou ao exército depois de na presença dela os terroristas terem morto seu irmão mais velho a sangue-frio porque suspeitaram que estivesse ligado ao exército. Mas, como disse Najwa à Sputnik, ele era apenas um estudante universitário. 


A mulher chamada Um Ziyad, do povoado de Um Garkan perto da cidade de Tel-Tamr, foi acusada por terroristas de cumplicidade com as tropas sírias, eles confiscaram seus bens e destruíram sua casa.

"Eu estava ajudando o exército. Dava aos soldados comida e água", disse Um Ziyad à Sputnik. 

De acordo com um dos instrutores do campo de treinamento, agora decorre um recrutamento de mulheres e meninas para cursos intensivos preparatórios no uso de diferentes tipos de armas. Uma especial atenção é dada ao uso do fuzil de assalto Kalashnikov.


Erdogan declara que Exército turco entrou na Síria para derrubar Assad

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta terça-feira (29) que o Exército de seu país entrou na Síria para acabar com o governo do presidente Bashar Assad, a quem acusou de terrorismo de Estado. 


Sputnik

"Entramos [na Síria] para acabar com o regime do tirano Assad que aterroriza com terror de Estado. [Não entramos] por qualquer outra razão", disse o presidente turco em um simpósio interparlamentar em Istambul, citado pelo jornal Hurriyet. 


Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan durante discurso
Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia © AFP 2016/ ADEM ALTAN / AFP


Erdogan disse ainda que Ancara não tem reivindicações territoriais na Síria, mas quer entregar o poder à população síria para restaurar "a justiça". 

"Por que entramos? Não estamos de olho em solo sírio. A questão é fornecer terras a seus verdadeiros proprietários. Ou seja, estamos lá para o estabelecimento da justiça", disse ele.

Ele continuou afirmando que de acordo com as suas "estimativas", quase um milhão de pessoas morreram na Síria, e que isso o fez se perguntar "onde estava a ONU" e "o que ela estava fazendo". Em dado momento, disse Erdogan, a Turquia perdeu a paciência e "teve que entrar" no país árabe para lutar "junto com o Exército Livre da Síria".

Nenhum grupo de monitoramento fornece números de vítimas semelhantes aos declarados por Erdogan. Os últimos dados da ONU calculam que, em cinco anos, o conflito sírio matou cerca de 400 mil pessoas. 


As tropas turcas entraram na Síria em 24 de agosto, lançando a chamada operação Escudo do Eufrates com tropas terrestres e força aéreo no norte do país vizinho, com o objetivo declarado de ajudar a retomar as regiões controladas pelo Daesh (autodenominado Estado Islâmico).

No entanto, grande parte dos analistas considera que Ancara pretende sobretudo suprimir as forças curdas no norte Síria, a fim de evitar a conexão de três regiões curdas, que de facto são autônomas, em um único enclave ao sul da fronteira turca.

Em outubro, as forças aéreas da Turquia mataram entre 160 e 200 combatentes da milícia curda YPG em 26 ataques aéreos realizados em apenas uma noite. A campanha militar turca na Síria também levou a relações cada vez mais tensas entre Ancara e o governo de Assad.


A Turquia foi forçada a suspender o apoio aéreo à sua incursão militar no final do mesmo mês, depois que Damasco prometeu derrubar os aviões da Força Aérea turca que estivessem sobrevoando seu espaço aéreo.

ONU diz que 16 mil civis fugiram do leste de Aleppo e situação é 'alarmante'

'Estou extremamente preocupado com o destino dos civis por causa da situação alarmante e aterradora na cidade de Aleppo', afirmou a organização.


France Presse

 
Um total de 16 mil civis fugiram do leste de Aleppo nos últimos dias para outras áreas da cidade, anunciou nesta terça-feira (29) em Genebra a ONU, que citou uma situação "alarmante e aterradora".


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Refugiados de Aleppo, Síria


"Estou extremamente preocupado com o destino dos civis por causa da situação alarmante e aterradora na cidade de Aleppo", afirmou o diretor de operações humanitárias da ONU, Stephen O'Brien, em um comunicado.

Ofensiva do governo

 
O Exército sírio retomou nesta segunda-feira (28) o controle dos bairros do nordeste de Aleppo e avança para - o que parece - uma vitória total em uma das batalhas mais importantes e simbólicas da guerra civil na Síria.

Milhares de civis fugiam dos bombardeios e dos combates nas ruas e procuravam refúgio em áreas mais seguras, após terem resistido durante quatro meses ao cerco imposto pelo governo.

"São os piores dias desde o início do cerco. A situação é catastrófica. Há um êxodo em massa, e o ânimo está no chão", disse Ibrahim Abu Laith, porta-voz dos Capacetes Brancos, o serviço de socorristas na zona rebelde de Aleppo.

"Não há comida, nem água, nem abrigo, nem meios de transporte (...) As pessoas dormem na rua", acrescentou com a voz cansada.

Entre os que fugiram, milhares de habitantes se dirigiram para as zonas controladas pelo governo. Outras famílias se refugiaram em bairros que permanecem nas mãos dos rebeldes, onde os moradores deram cobertores para se protegerem do frio durante a noite.

Luta desigual

 
As tropas de Bashar al-Assad aproveitaram um maior poderio militar e a ajuda de seus aliados estrangeiros para reconquistar o nordeste de Aleppo nesta segunda-feira, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Ao perder um terço do leste de Aleppo, os rebeldes sofreram "sua maior derrota desde que se apoderaram da metade da cidade em 2012", afirmou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

Eles desmontaram diversas ofensivas do governo no último ano. Desta vez, porém, não conseguiram frear a ampla operação terrestre e aérea lançada em 15 de novembro pelo Exército e pelos combatentes estrangeiros que os apoiam.

A tomada de Aleppo pelo governo seria "um ponto de inflexão" no conflito que assola o país há cinco anos e meio, já que Damasco passaria a controlar as cinco principais cidades sírias, considera Fabrice Balanche, especialista em Síria do Washington Institute for Near East Policy.

Essa vitória também enviaria o sinal de que "a oposição é incapaz de obter um sucesso importante no âmbito militar" e de se apresentar como uma "alternativa" frente a Damasco, opina.

A perda do leste de Aleppo também seria uma derrota para os aliados da oposição, entre eles Arábia Saudita, Catar e Turquia, assim como os países ocidentais. Reforçaria, entretanto, aqueles que apoiam o governo, em primeiro lugar a Rússia, que contribuiu muito para o retrocesso dos rebeldes desde o início de sua intervenção em setembro de 2015.

Na segunda-feira (28), a Organização das Nações Unidas afirmou estar "extremamente preocupada" com os civis presos no leste, que vivem "em condições terríveis", declarou seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

"Pedimos encarecidamente a todos os combatentes que cessem seus bombardeios cegos, que protejam os civis e as infraestruturas civis, e que permitam a entrada de ajuda humanitária urgente como exige o Direito Humanitário Internacional", acrescentou Dujarric.

Nesse sentido, em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, o ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson, pediu "um cessar-fogo imediato em Aleppo e o acesso de agentes humanitários imparciais para garantir a proteção de civis vulneráveis".

Na segunda, Damasco qualificou de "campanha falaciosa" as acusações dos "países ocidentais" sobre o suposto uso de armas químicas pelo governo durante a guerra.

Bairro por bairro

 
Quase dez mil civis fugiram durante o fim de semana. Desses, seis mil seguiram para o território curdo de Sheikh Maqsud, enquanto os demais foram para zonas controladas pelo governo, informou o OSDH.

"É o primeiro êxodo desse tipo no leste de Aleppo em quatro anos", afirmou Rami Abdel Rahmane.

Os moradores sofrem com a falta de mantimentos e remédios em consequência do cerco imposto pelo governo, assim como pelos bombardeios incessantes de aviões sírios e russos, criticados pela ONU.

A ofensiva iniciada em 15 de novembro provocou a morte de 247 civis, incluindo 32 crianças, nos bairros do leste de Aleppo, de acordo com o OSDH, após a morte, nesta segunda-feira, de 18 pessoas.

Os bombardeios rebeldes contra os bairros controlados pelo governo mataram 40 civis, incluindo 18 crianças, completou a mesma fonte, acrescentando que 12 delas foram vítimas de disparos de foguetes.

O avanço das tropas do governo se intensificou no sábado com a captura do bairro de Massaken Hanano, o maior do leste de Aleppo. Essa vitória permitiu ao Exército avançar para os bairros de Sakhur, Haydariyah e Sheikh Khodr, conquistados nesta segunda (28), e dividir a zona rebelde em duas, de acordo com a imprensa oficial síria.




28 novembro 2016

Para salvar Síria, é preciso que nova administração dos EUA não apoie rebeldes

Em uma matéria exclusiva, o colunista da Sputnik Internacional, Suliman Mulhem, partilha seus prognósticos quanto à política dos EUA na Síria após a posse de Trump. 


Sputnik

À medida que o conflito sírio se aproxima do seu 6° aniversário, é percebido um sentimento comum de otimismo entre os apoiadores do regime, com a Rússia intensificando sua assistência militar e a hipótese de Donald Trump pôr fim ao apoio prestado à oposição.


Um membro do agrupamento terrorista  Ahrar al-Sham despara contra os combatentes das YPG, na província de Raqqa, em 25 de agosto de 2013
Terroristas da Frente Fateh al-Sham © AFP 2016/ Alice Martins


Desde o início da desordem na Síria, o governo norte-americano tem buscado tirar o presidente Bashar Assad do seu cargo, usando todas as artimanhas possíveis para consegui-lo. Entretanto, houve uma especulação generalizada sobre o envolvimento de Donald Trump no combate a tais grupos como o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em muitos outros países) e possível interesse de trabalhar ao lado das forças de Assad e da Rússia.

Ahrar al-Sham é uma das facções mais poderosas que estão lutando contra o Exército Árabe da Síria e seus aliados. A Rússia já tentou classificar esta organização como um grupo terrorista, mas os EUA foram contra tal medida. 


O governo norte-americano também criticou a Força Aérea russa por atacar este grupo. Ahrar al-Sham fala abertamente sobre suas intenções de impor as leis da sharia por toda a Síria, além de ter colaborado com a Frente Fatah al-Sham (ex-Frente al-Nusra), que antigamente era parte da organização terrorista Al-Qaeda. 

Ao contrário do Daesh, que visa estabelecer um califado internacional, Ahrar al-Sham indicou que se interessa somente em impor as leis de sharia na Síria. Este "somente" é problemático, pois pode causar transtornos para muitas minorias, que seriam perseguidas pelo grupo.

Vale ressaltar que se o grupo alcançar seus objetivos na Síria, ela poderá ampliar seus planos, visando, eventualmente, estabelecer o Estado Islâmico além das fronteiras sírias.

Afinal, tais grupos prosperam através da violência, guerra e expansão agressiva. Deste modo, ao ajudar este grupo, os EUA estão pondo em risco, de forma incoerente, não só a si mesmos, mas também os outros países. 


É pouco provável que Trump continue apoiando este grupo. De fato, muitos combatentes de oposição na Síria ficaram profundamente angustiados quando a vitória do republicano sobre Hillary Clinton veio à tona. 

Percebeu-se que a política externa de Hillary, especialmente sobre a Síria, contrastava drasticamente com a de Trump. Aparentemente, ela defendia a criação de uma zona interditada de voo sobre a Síria e o fornecimento de mais apoio militar à oposição armada. A Rússia possui ativos avançados na Síria, inclusive vários caças e sistemas de mísseis superfície-ar. Isto a deixa de mãos desatadas para prevenir a criação de uma zona interditada de voo. 

Mesmo com a ajuda substancial dos seus aliados, os rebeldes de Aleppo não foram capazes de romper o cerco no Leste da cidade. No início, eles conseguiram ganhar alguns pontos, especialmente no bairro controlado por Assad, mas as forças pró-governamentais tiveram sucesso em reverter todas suas realizações em apenas alguns dias com pouco apoio aéreo. As forças governamentais em Aleppo são compostas de unidades do Exército Sírio, milícias palestinas Liwa al-Quds, combatentes do Partido Social Nacionalista Sírio, Hezbollah e os milicianos xiitas iraquianos.

A Rússia e a Síria deram aos rebeldes e civis várias oportunidades de deixar Aleppo, mas as forças de oposição preveniram a população civil de fugir da área. Recentemente, foi divulgada uma gravação de protestos em Aleppo, cujos participantes apelavam aos rebeldes para deixar a região. Supostamente, em uma parte do vídeo, é possível ver homens armados disparando balas reais contra os manifestantes.

Quanto às ações do presidente recém-eleito dos EUA, quem viver verá, mas parece que ele ao menos cortará o apoio aos rebeldes. Talvez ele até se contente em deixar Assad no poder como parte do plano para combater terrorismo e ajudar a Síria a voltar para a vida normal. Mesmo sem assistência do Ocidente, as forças de Assad vêm ganhando vantagem na maior parte das frentes de batalha sírias. 


Alguns analistas sugeriram que Trump poderia continuar o mesmo rumo da política externa norte-americana, armando e apoiando a oposição, inclusive grupos islamistas, tais como Ahrar al-Sham. 

No final das contas, a decisão de Trump pode tomar dois caminhos: dar um papel significativo na tomada de decisões aos seus conselheiros e ocupar uma posição de "testa-de-ferro" ou executar suas promessas eleitorais.


Governo sírio se apodera de dois novos bairros rebeldes em Aleppo, diz ONG; milhares fogem

Em 24 horas, três bairros rebeldes caíram nas mãos e quase 10 mil civis fugiram da cidade.


France Presse

 
As tropas do governo sírio conquistaram neste domingo (27) dois novos bairros rebeldes da cidade de Aleppo, após ter tomado na véspera o bairro mais importante deste setor, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). 


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Aleppo | Foto: Hosam Katan / Reuters
 
"O Exército e seus aliados tomaram hoje o controle de Jabal Badro e, depois, o de Baadin", informou à agência France Presse o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

Ao mesmo tempo, o Exército combatia intensamente os rebeldes no bairro estratégico de Sakhur, cuja conquista permitiria ao governo dividir Aleppo Oriental em dois.

Três bairros rebeldes caíram nas mãos do governo em 24 horas, no 13º dia da ofensiva lançada pelas tropas de Bashar al-Assad em 15 de novembro para recuperar o setor rebelde de Aleppo, controlado pelos insurgentes há mais de quatro anos.

"O avanço rápido do Exército se deve à estratégia de seu ataque contra Aleppo Leste, através de várias frentes, enfraquecendo os rebeldes", explicou Rami Abdel Rahman.

Quase 10 mil fogem


O OSDH tanbém anunciou neste domingo que desde sábado quase 10 mil pessoas fugiram do leste da cidade síria de Aleppo rumo às zonas ocupadas pelas forças pró-governo e para o bairro curdo de Sheikh Maqsud.

"Cerca de dez mil civis fugiram de Aleppo Oriental entre o sábado à noite e domingo. Pelo menos seis mil deles foram para o bairro [controlado pelas forças curdas] de Sheikh Maqsud. O restante foi para as zonas governamentais de Aleppo", completou o OSDH.

Antes, o OSDH, com sede em Londres, mas com uma ampla rede de informantes na Síria, havia informado que mais de 500 civis haviam escapado de Aleppo Oriental para as áreas governamentais, no norte e no oeste da metrópole. Um segundo balanço apontou que o total era de 4 mil pessoas.

Este êxodo, inédito desde 2012, acontece depois que no sábado as tropas de Bashar Al Assad se apoderaram do bairro de Massaken Hanano, o maior de Aleopo Oriental, zona que o regime tenta recuperar.



Quem são os soldados de Aleppo e qual é seu dia a dia?

A agência Sputnik Árabe visitou a linha da frente em Aleppo onde se encontrou com militares do Exército Árabe da Síria.


Sputnik


Apesar do visual severo de combatente, Abu Naser não pode conter suas emoções. Ele tem mulher e dois filhos, a quem ele visita apenas uma vez em cada três dias. Antes de aderir às fileiras do Exército Sírio ele trabalhava como funcionário público. Abu espera que a guerra termine o mais cedo possível e ele regresse ao lar familiar e ao trabalho civil. 


Os soldados do Exército Árabe Sírio
Soldados do Exército Árabe Sírio © Sputnik/ Sputnik Árabe

"Eu fui combater após minha casa em Homs ter sido sujeita a bombardeamentos", diz Abu Naser. "Houve dezenas de mortos, feridos, partes de corpo espalhadas por toda a parte", adianta. 


Outro soldado que se chama Basil lida perfeitamente com o foguete lançador de granada RPG-7, porém na vida anterior à guerra ele era um simples finalista da Faculdade de Direito na cidade de Deir ez-Zor. Já faz 4 anos que Basil não vê sua família. Seus familiares estão vivendo na parte invadida da cidade e é quase impossível se encontrarem. 

"Eu fico olhando para sua fotografia e isso me conforta. Eu gostaria de combater na minha terra natal para estar perto dos meus familiares", confessa Basil. 

Enquanto os soldados contam suas histórias, se ouvem detonações de bombas e o matraquear de metralhadoras, mas os militares não prestam atenção a isso. Segundo dizem os soldados, o que na verdade aterroriza não é isso, mas ver os habitantes locais mudarem para o lado dos radicais. Neste caso, o traidor passa tudo que observa aos terroristas e depois dá uma facada nas costas — e isso é verdadeiramente terrível. 

Enquanto a Sputnik Árabe entrevistava um dos soldados, um aparelho de radiotelegrafia portátil comunicou a localização de uma pessoa que era necessário revistar e deter. Houve uma comunicação que terroristas estavam tentando atravessar a linha da frente disfarçados de habitantes locais.

Segundo diz Abu Mahmud, todos os dias os radicais fazem tentativas de se infiltrarem entre a população civil e penetrarem no território controlado pelo Exército. Quanto aos soldados, a cada dia eles correm o risco de morte, já que na linha da frente há inúmeros perigos.

A Sputnik ouviu mais uma história do soldado Abu Abdulla. Os terroristas mataram seu filho de 17 anos em Homs por o pai dele ser "traidor" e não ter aderido às fileiras dos radicais. 


Abu Abdulla sorri com ar triste: 

"Eu amo minha Pátria e não quero que as destruições continuem. Eu quero libertar meu país de terroristas, quero uma vida em paz e que todos voltem a suas casas." 

Um voluntário, Khalid, disse à Sputnik que ele é nativo da província de Raqqa. Logo após ter conseguido escapar aos radicais do Daesh, ele se alistou no Exército sírio. 

"Minha família está morando no território ocupado pelo Daesh. Logo após ter conseguido escapar, fui para o Exército sírio. Os terroristas nos ameaçam com decapitações e outras represálias. Mas nossa vontade é maior. Venceremos", concluiu.

Entrevista com general sírio: EUA e Turquia apoiam Daesh na Síria

Damasco possui evidências de que Washington e Ancara oferecem total suporte aos grupos radicais no território da Síria, disse em entrevista à Sputnik o diretor do departamento de informação do exército da Síria, general de brigada Samir Suleiman. 

Sputnik

"Os Estados Unidos apoiam o Daesh e investem em terrorismo. A maior prova disso é o incidente, no qual (as forças aéreas dos EUA) atacaram os destacamentos das tropas sírias em Deir ez-Zor, abrindo caminho para o Daesh abrir ofensiva contra o aeroporto militar", disse o general.

Aleppo (foto de arquivo)
Aleppo, Síria © Sputnik/ Mikhail Voskresenskiy

Quanto à Turquia, ele destacou que Damasco não enfrenta o país de forma direta, "mas através do combate com os grupos armados". "Toda vez que o nosso exército enfrenta grupos terroristas em todas as regiões do país, e principalmente em Aleppo, isso significa um combate, mesmo que indireto, com a Turquia. Tudo porque Ancara oferece total suporte a esses grupos: com armas, pessoas, especialistas, que por sua vez participam dos combates", disse o interlocutor da agência.

O general classificou as atividades dos dois países na Síria de agressão e de intervenção em assuntos internos sírios. "Não há nenhuma coordenação entre nós com a Turquia e os EUA. Não há e não pode ser. Consideramos as ações desses dois países no norte da Síria de intervenção em nossos assuntos internos. De agressão e de intervenção, que estamos enfrentando, ao combater os militantes terroristas", afirmou o general. 

Ele destacou que o exército da Síria "enfrentará todas as tentativas de invasão por parte de terceiros países".

Além disso, disse Suleiman, a operação em Aleppo começou, pois os patrocinadores dos terroristas no Ocidente bloquearam todos os canais de diálogo políticos.

"Anunciamos o início da operação militar em Aleppo após os canais de diálogo político terem sido fechados. Quando os países do Ocidente e do Oriente Médio que apoiam os terroristas cerraram as portas para o diálogo, precisamos iniciar as ações militares", disse o general. 

Ao comentar a possibilidade de ampliar as operações nos bairros tomados pelos terroristas em Aleppo, o general sírio disse que o "exército não revelará todos os seus planos". No entanto, ele destacou ser difícil a ação militar nessa parte da cidade, "pois os terroristas usam todos os prédios residenciais como abrigo". 
"A data do fim da operação não foi determinada. Podemos confirmar que a operação continua e que ela não terminou… Isso não significa, entretanto, que a operação no momento está em mesma fase de atividade que no início. Em ações militares sempre existem determinadas fases, que dependem das condições em campo e, às vezes, da situação política", explicou o militar.

"Quando os nossos amigos russos quiseram instaurar um cessar-fogo — possivelmente no âmbito de certos acordos internacionais — o exército sírio demonstrou entendimento e deu chance para a trégua por alguns dias e horas. Quando essas tréguas terminam, a operação militar continua e não para mais".

Ao comentar a recente eleição do candidato republicano Donald Trump nas eleições norte-americanas, Samir Suleiman afirmou que o fato não deve afetar a política de Damasco. 

"Não seria certo contar com quaisquer alterações na política ocidental ou nas permutações em governos ocidentais. É preciso sempre apostar em forças próprias e nos seus aliados, e não no inimigo. O inimigo deve sempre ser encarado como inimigo, porque este sempre recorrerá a todos os meios para te enganar", declarou o general. 
O militar sírio depositou grande esperança na cooperação com a Rússia e manifestou certeza de que uma vitória é possível. "O nosso povo e o nosso exército adquiriram certeza plena de que, com a ajuda russa, essa luta chegará ao fim. A vitória sobre o terrorismo será uma vitória comum dos exércitos russo e sírio", disse o entrevistado da Sputnik.

O general lembrou que a parceria militar entre os dois países é tradicional e que a tática adotada pelo exército da Síria no momento se fundamente na experiência dos militares russos e soviéticos. Suleiman adicionou que todo o equipamento dos soldados sírios também é russo. Além disso, muitos militares sírios estudaram na Rússia.

"As relações entre os oficiais russos e sírios são muito fortes agora — não só na dimensão militar, mas também no plano psicológico e social. Um aspecto 'espiritual' se revelou nas relações entre eles, pois esses oficiais combatem contra o terrorismo em nome da defesa dos povos dos dois países e de toda a humanidade", revelou o general sírio.

"Ser irmão de armas é umas das formas mais sagradas de relações humanas", concluiu o interlocutor da Sputnik.