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5 perguntas para entender a rivalidade entre Irã e Arábia Saudita

A relação entre a Arábia Saudita e o Irã é delicada. Os países são rivais há muito tempo, mas a situação ficou mais tensa recentemente. Explicamos por quê.
Jonathan Marcus | BBC
Por que a Arábia Saudita e o Irã não se entendem?


Os dois países, que são vizinhos poderosos, disputam o domínio da região.

A tensão entre as nações, que dura décadas, é acentuada por diferenças religiosas. Os países seguem ramos distintos do islã: o Irã é majoritariamente xiita, enquanto a Arábia Saudita se vê como a potência sunita dominante.

Esse embate religioso se reflete no mapa do Oriente Médio, onde países com maioria sunita ou xiita buscam, respectivamente, a Arábia Saudita ou o Irã em busca de alianças.

Historicamente, a Arábia Saudita, uma monarquia e berço do islã, se vê como líder do mundo muçulmano. Mas essa posição foi desafiada em 1979 pela Revolução Islâmica no Irã, que criou outro tipo de Estado na região: um tipo de teocracia revolucionária, que tinha o objetivo explícito de exportar o modelo além…

Aviões Búfalos da FAB são aposentados



Andrezza Trajano


Os famosos aviões de transporte Búfalo C115 da Força Aérea Brasileira (FAB), que desde a década de 1960 ajudaram a diminuir as dificuldades enfrentadas pelos militares dos Pelotões Especiais de Fronteira do Exército (PEFs) e de comunidades carentes e indígenas em todo o Brasil, estão com os seus dias contados. O último vôo da aeronave será realizado no dia 31 de março, em Manaus (AM).

Assim como em outros estados, a missão da aeronave tornou-se essencial em Roraima. Foi por meio do Búfalo, pertencente ao Esquadrão Arara de Manaus, que comunidades indígenas da Raposa Serra do Sol, Xitei e Caramambatai, por exemplo, puderam receber suprimentos, remédios e atendimentos médicos. Esta mesma aeronave, por tantas vezes, transportou equipamentos e alimentos para os militares dos PEFs.

De acordo com o comandante da Base Aérea de Boa Vista, coronel-aviador Edinei de Souza Nunes, em 1968 o Brasil adquiriu 24 Búfalos. Com a característica peculiar de decolagens e pousos curtos, a aeronave conseguia chegar com eficiência aos locais mais longínquos. No entanto, essa particularidade exigia muito da estrutura do avião, e o desgaste ficou cada vez mais eminente.

O processo de desativação do Búfalo iniciou em 2005 de forma gradual. A empresa canadense deixou de fabricar a aeronave e tornou a manutenção da mesma como algo inviável. Foram comprados, então, 12 aviões Casa 105A, de uma empresa espanhola.

A aeronave, batizada no Brasil de “Amazonas”, possui o dobro da capacidade do Búfalo. É capaz de carregar 62 passageiros ou oito toneladas de equipamentos e custa aproximadamente R$ 40 milhões.

A previsão da Força Aérea Brasileira, segundo coronel Edinei Nunes, era de que o Búfalo encerrasse as suas atividades em 12 de junho de 2006. Como houve um atraso na entrega das novas aeronaves, o Búfalo permaneceu voando.

Hoje a FAB possui oito Amazonas e espera para até a metade do ano a entrega dos quatro restantes. Assim como o Búfalo, o Amazonas tem suas características. A aeronave precisa de um comprimento maior para a decolagem e pouso e a pista deve apresentar perfeitas condições de trafegabilidade.

Para que as atividades do Programa de Apoio a Amazônia (PAA), desenvolvido pela Força Aérea em Roraima, não sejam prejudicadas – devido à má qualidade de algumas pistas – o Casa levará suprimentos, remédios e médicos até uma localidade próxima de onde será feito o atendimento e que tenha uma boa pista. De lá uma aeronave menor, o Caravan C98 ou o helicóptero Black Hawk do Esquadrão Harpia de Manaus, levará os suprimentos até as comunidades.

“As comunidades mais longínquas que precisam do apoio da Força Aérea Brasileira não precisam se preocupar. Onde houver um brasileiro precisando de nosso auxílio, sempre estaremos prontos para ajudar, seja em qual aeronave for. É nosso dever proteger o espaço aéreo e diminuir as desigualdades existentes na Amazônia”, frisou.

A última missão realizada pelo Búfalo do Esquadrão Arara - o único ainda em atividade -, foi em Santa Rosa do Purus, no Acre. Foram levados suprimentos para os militares do pelotão especial de fronteira da região. O último vôo do Búfalo será realizado dia 31 de março, em Manaus, na sede da Base Aérea da localidade. Um outro Búfalo que foi desativado há algum tempo, já se encontra no Museu Aeroespacial, no Rio de Janeiro, que é aberto à visitação do público.

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