31 julho 2011

FAB recebe esta semana avião de patrulha modernizado

O Estado de S. Paulo

O Comando da Aeronáutica recebe na Espanha, ao longo desta semana, o primeiro avião de patrulha marítima P-3AM modernizado. O grupo de técnicos e pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) trabalha na Airbus Military, integrante do grupo EADS, contratada para revitalizar 9 aeronaves de um lote de 12. A empresa europeia fornece o novo sistema eletrônico, digital.

O valor do programa é estimado em US$ 500 milhões, cerca de R$ 1,3 bilhão pela cotação média do dólar em abril de 2005, quando o financiamento foi formalizado. O pacote total envolve 12 aeronaves. Nove serão operacionais e as outras três, utilizadas como reservas de peças e componentes. Há uma boa razão para isso. 


Os P-3 foram fabricados pela americana Lockheed entre os anos de 1964 e 1965. Há uma certa dificuldade em obter material de reposição.

Os aviões vão ficar em Salvador, operados pelo 1.º/7.º Grupo de Aviação - Esquadrão Orungan. Os especialistas em aviação de patrulha da FAB poderão levar a observação oceânica até o limite da África, expandindo consideravelmente a capacidade de busca e resgate.

Ataque do Exército sírio deixa dezenas de mortos

Operação militar em Hama começou ao amanhecer, quando os tanques do Exército entraram na cidade no meio de um forte tiroteio
 

EFE
 
Síria - O Observatório Sírio para os Direitos Humanos e a rede Observando os protestos na Síria informaram da morte nestas três cidades de dezenas de pessoas e de centenas de feridos, sem especificar o número exato.

Por sua vez, os Comitês Locais de Coordenação identificaram cinco vítimas fatais em Hama, mas indicaram que o número de mortos é muito mais elevado.

A operação militar em Hama começou ao amanhecer, quando os tanques do Exército entraram na cidade no meio de um forte tiroteio.

Em 1982, Hama foi testemunha de um massacre perpetrado pelo regime de Hafez al Assad, pai do atual presidente, para achatar um levantamento islamita que causou entre 10 mil e 40 mil mortos.

Quanto à cidade de Deir el Zor, a rede Flash indicou que cinco pessoas morreram após disparos das forças da ordem nas últimas horas.

Os tanques rodearam a mesquita de Tuba nesta cidade, que é utilizada pela população como hospital de campanha, e proíbem a entrada e saída do templo.

Além disso, o número de vítimas chega a seis em Herak, na província meridional de Deraa, onde foi convocada um protesto em massa, que as forças da ordem tentaram dispersar com disparos.

Também na província de Rif Damasco, o Exército se desdobrou em várias localidades para executar uma ampla campanha de detenções na qual foram detidas uma centena de pessoas.

Segundo disse à rede de televisão Al Arabiya o presidente da Organização Nacional para os Direitos Humanos na Síria, Ammar Qurabi, as autoridades sírias intensificaram seus ataques porque é o último dia antes do Ramadã.

O regime do presidente Bashar al Assad teme que durante o mês sagrado muçulmano sejam organizadas manifestações maciças após a oração. Desde meados de março passado, a Síria é palco de revoltas populares contra o regime, que tiraram a vida de 1.554 civis e de 369 soldados das forças de segurança, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

Venda de terras rende R$ 114,4 mi a militares

FOLHA DE SP
DO RIO

As vendas e permutas de terrenos se tornaram uma das principais fontes de renda do Exército.


Nos últimos quatro anos foram arrecadados R$ 114,4 milhões na alienação de imóveis, segundo a corporação. Parte da receita é usada no plano de reestruturação do Exército, que tem como objetivo ampliar a ocupação das fronteiras e "pontos sensíveis", como a Amazônia.


Em nota, o Exército informa que "a alienação de bens imóveis como meio complementar financeiro" é permitida por lei.

Comandante do Exército vira alvo de investigação

Inquérito aponta fraudes em obras rodoviárias executadas pelos militares

General Enzo e outros sete oficiais chefiaram departamentos que fizeram convênios com Dnit entre 2004 e 2009

MARCO ANTÔNIO MARTINS - FOLHA DE SP

EM SÃO PAULO

O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e sete generais são investigados pela Procuradoria-Geral de Justiça Militar sob suspeita de participar de fraudes em obras do Exército.

 
Os oficiais comandaram o DEC (Departamento de Engenharia e Construção) e o IME (Instituto Militar de Engenharia) entre 2004 e 2009, período em que o Exército fez convênios com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para obras em rodovias.

 
O general Enzo chefiou o DEC entre 2003 e 2007. Ele deixou o cargo para assumir o comando do Exército no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi mantido no posto pela presidente Dilma Rousseff.

 
O grupo investigado inclui cinco generais que comandaram o IME e dois que chefiaram o DEC depois do general Enzo: os generais Marius Teixeira Neto, na reserva desde março, e Ítalo Fortes Avena, hoje consultor militar da missão do Brasil na ONU.

 
A investigação foi aberta em maio pela procuradora Geral de Justiça Militar, Cláudia Luz, para apurar se o general Enzo e os outros que comandavam áreas envolvidas sabiam das irregularidades.

 
A apuração foi um desdobramento de inquérito anterior que identificou indícios de fraude em 88 licitações do Exército para fazer obras do Ministério dos Transportes e apontou desvios de recursos públicos de R$ 11 milhões.

 
À Folha, o Centro de Comunicação do Exército diz que não tem conhecimento da investigação e que "não cabe à Força e nem aos militares citados emitir qualquer tipo de posicionamento".

 
Criados para atender necessidades de militares, os batalhões de engenharia do Exército são convocados com frequência para acelerar obras. Somente do Dnit, que nas últimas semanas teve quase toda a diretoria afastada por ordem de Dilma, o Exército recebeu R$ 104 milhões nos últimos cinco anos.

 
As investigações mostram que um grupo liderado por dois oficiais que coordenavam os convênios no IME, o coronel Paulo Roberto Dias Morales e o major Washington Luiz de Paula, criou seis empresas para entrar em concorrências do IME com dinheiro do Dnit.

 
O major Paula teria movimentado mais R$ 1 milhão em sua conta em um ano e feito 14 viagens aos EUA no período em que trabalhou com o Dnit.

 
Seis militares estão sendo processados na Justiça Militar. Se condenados, poderão ser presos e expulsos da corporação. Peças do processo foram encaminhadas à Justiça Federal para que eles sejam processados ali também.

10 julho 2011

Decisão do Brasil sobre aviões franceses ocorrerá em 2012, diz Jobim

Correio Braziliense

Aix-en-Provence - A decisão brasileira sobre a eventual compra de aviões de combate franceses Rafale, esperada para os primeiros meses deste ano, foi adiada para o "início de 2012", afirmou neste sábado (9/7) o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Questionado sobre o calendário da decisão, Jobim, que participava dos "Encontros Econômicos" em Aix-en-Provence (sudeste da França) indicou que essa decisão apenas ocorrerá no início do ano que vem.

O ministro atribuiu esse contratempo à mudança política ocasionada pela eleição, em novembro, de Dilma Rousseff à presidência.

"No momento, nos concentramos em assuntos de política interna, com o novo governo", disse.

Palmas poderá sediar base compartilhada da Aeronáutica e Exército

DefesaNet
Publicado em O Girassol 07 Julho 2011

Palmas é uma das três cidades pré-selecionadas para sediar a base compartilhada de treinamento da Aeronáutica e do Exército Brasileiro no Centro Oeste. As outras duas cidades na disputa são Goiânia e Anápolis, em Goiás. Esta informação foi passada pelo comandante do VI Comando Aéreo Regional – 6° COMAR, major brigadeiro do ar Jorge Kersul Filho, durante visita ao governador Siqueira Campos nesta quinta-feira, 7. Presentes também o vice-almirante Walter Carrara Loureiro, comandante do 7º Distrito Naval, o cel. David de Moraes Carvalho, chefe do Gabinete do VI COMAR, o cel Fábio Augusto de Souza, chefe do Estado Maior do 6° COMAR, o tenente coronel Marco Antônio Martin da Silva, comandante do 22º Batalhão de Infantaria Motorizada do Tocantins, e o capitão de fragata Paulo César Potiguara de Lima, comandante da Capitania Fluvial Araguaia-Tocantins.

Durante o encontro o comandante do 6º COMAR, major brigadeiro do ar Jorge Kersul Filho disse que está em estudo a construção de uma base compartilhada do Exército e da Aeronáutica no Centro Oeste para receber uma unidade de transporte da Aeronáutica e uma unidade de paraquedistas do Exército. O governador Siqueira Campos afirmou que fará tudo que estiver a seu alcance para trazer a base militar para o estado, inclusive procurando fontes de financiamentos dentro e fora do Brasil, se necessário. Sugeriu que a unidade fosse instalada embrionariamente em Porto Nacional, onde já existe uma estrutura básica, com pista de pouso regulamentar e conjunto residencial. Essa seria uma forma de trazer a base com mais rapidez para o estado.


O comandante disse que a preferência das Forças Armadas é pela Capital, no caso de ser instalada no Tocantins, visando oferecer melhores condições para os militares que a comporão. Foi informado então que Porto Nacional dista apenas 60 quilômetros da Capital e possui uma boa estrutura urbana, dotada dos serviços básicos de um cidade de porte médio, fazendo parte da região metropolitana do Estado. Independente do local onde seja instalada, o governador Siqueira Campos reiterou que fará todos os esforços para ter a base militar no Tocantins.


Na ocasião Siqueira Campos solicitou ao comandante do 6º COMAR a inclusão no plano bienal de aeroporto no Estado do Tocantins, 2011-2012, o balizamento luminoso noturno nas pistas de pouso e decolagem dos aeroportos de Araguaína, Araguatins, Arraias, Caseara, Colinas, Dianópolis, Gurupi, Lagoa da Confusão, Mateiros, Paraíso, Porto Nacional, Taguatinga, Tocantinópolis e Xambioá. O comandante do 7º Distrito Naval, vice-almirante Walter Carrara Loureiro, informou aos presentes das atividades realizadas com cerca de 100 adolescentes em Palmas, em parceria com o Ministério dos Esportes e a comunidade.


Participaram da audiência, além do vice-governador João Oliveira, a cúpula militar do estado, composta pelo comandante geral da Polícia Militar, cel. Marielton Francisco dos Santos; cel. Jefferson Fernandes Gadelha, chefe do Estado-Maior da PM/TO; cel. Luis Cláudio Gonçalves Benício, secretário Chefe da Casa Militar; ten. cel. Alfrenésio Martins Feitosa, subsecretário chefe da Casa Militar; cel. Heraclides Pereira Filho, comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins; cel. Erli Lemes de Lima, chefe do Estado-Maior do CMB/TO; e os secretários Lívio de Carvalho, das Relações Institucionais; Alexandre Ubaldo, da Infraestrutura; Jaime Café, da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Agrário; Renam de Arimatéia, secretário chefe do Gabinete Civil; e Arrhenius Naves, secretário da Comunicação. 


(Informações da Secom)  

05 julho 2011

Tetracampeão mundial tenta motivar atletas brasileiros para Jogos Mundiais Militares

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

 
Rio de Janeiro – Atletas brasileiros das seleções masculina e feminina de futebol e da equipe de boxe que vão disputar os Jogos Mundiais Militares daqui a duas semanas participaram hoje (4) de uma palestra motivacional com o ex-jogador Romário Faria. O campeão mundial, eleito melhor jogador do mundo em 1994, foi convidado pela delegação brasileira para incentivar os atletas na conquista da medalha de ouro.

 
Além de Romário, participou do encontro o engenheiro Evandro Mota, responsável pelas palestras de motivação da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo de 1994, quando o time foi tetracampeão.

 
Segundo Romário, para conquistar o ouro, os atletas precisarão de disposição, determinação e, principalmente, “superação”. “A vitória de vocês será a de 200 milhões de brasileiros, das Forças Armadas, de parentes, de amigos. Será uma vitória para um país para o qual cada vitória é importante”, disse ele, que atualmente é deputado federal pelo PSB do Rio de Janeiro.

 
A quinta edição dos Jogos Mundiais Militares será realizada no Rio de Janeiro entre os dias 16 e 24 deste mês. Mais de 6 mil atletas e técnicos das Forças Armadas de 100 países disputarão 20 modalidades esportivas.

 
A delegação brasileira contará com 268 atletas, sendo 159 homens e 109 mulheres. Segundo o presidente da Comissão Desportiva Militar do Brasil, vice-almirante Bernardo Gambôa, a expectativa é que o Brasil fique entre os três primeiros colocados no ranking geral de medalhas.

 
Na última edição dos Jogos, em Hyderabad, na Índia, em 2007, o Brasil ficou na 33ª colocação geral. “O grupo está motivado, tem energia positiva e está com a cabeça erguida, mas sem arrogância”, disse o vice-almirante.

 
Segundo Gambôa, conquistar a primeira colocação geral é muito difícil porque a China, uma das potências do esporte militar, tem uma equipe muito forte, composta por muitos atletas “de altíssimo rendimento”.

Satélite

Ilimar Franco - O Globo

A presidente Dilma aprovou proposta do ministro Nelson Jobim (Defesa). O Brasil vai construir um satélite e colocá-lo em órbita. Ele será administrado pela Defesa (área militar e segurança nacional) e pela Telebrás (comunicação civil).

02 julho 2011

Para acabar com o mal nuclear

Eventos tidos como improváveis não só podem acontecer como acontecem.

Desmond Tutu - Valor


Eliminar as armas nucleares é o desejo democrático da população mundial. Ainda assim, nenhum país com armas nucleares atualmente parece preparar-se para um futuro sem esses terríveis artefatos. Na verdade, todos desperdiçam bilhões de dólares para modernizar suas forças nucleares, zombando das promessas de desarmamento na Organização das Nações Unidas (ONU). Se permitirmos que essa loucura continue, o uso eventual de algum desses instrumentos de terror parece quase inevitável.


A crise da energia nuclear na usina de Fukushima, no Japão, serviu como terrível lembrete de que eventos considerados improváveis não só podem acontecer como, de fato, acontecem. Foi preciso uma tragédia de grandes proporções para levar alguns líderes a agir para evitar calamidades similares em reatores nucleares em outras partes do mundo. Não podemos deixar que seja preciso outra Hiroshima ou Nagasaki - ou um desastre ainda maior - antes de finalmente acordar e admitir a necessidade de desarmamento nuclear.

Nesta semana, ministros de Relações Exteriores de cinco países com armamentos nucleares - Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França e China - se reunirão em Paris para discutir os avanços na aplicação dos compromissos de desarmamento nuclear assumidos em 2010 na conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) de 2010. Será uma prova de sua determinação para tornar realidade a ideia de um futuro livre de armas nucleares.

Caso pensem seriamente em evitar a disseminação dessas armas monstruosas - e em evitar seu uso - trabalharão com vigor e rapidez para eliminá-las completamente. O mesmo padrão deve ser aplicado a todos os países: zero. As armas nucleares são perversas, independente de quem as possua. O indescritível sofrimento humano que infligem é o mesmo, não importa qual bandeira possam ostentar. Enquanto essas armas existirem, existirá a ameaça de seu uso - seja por acidente ou por ato de pura insanidade.

Não podemos tolerar um sistema de apartheid nuclear em que se considera legítimo alguns Estados possuírem armas nucleares mas evidentemente inaceitável que outros tentem obtê-las. Essa moral dupla não serve de base para a paz e segurança mundial. O TNP não é uma licença para as cinco potências nucleares originais se aferrarem a essa armas nucleares indefinidamente. A Corte Internacional de Justiça determinou que são obrigadas a negociar de boa-fé a completa eliminação de suas forças nucleares.

O Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start, na sigla em inglês) acertado entre EUA e Rússia, embora seja um passo na direção certa, apenas arranhará superficialmente os grandes arsenais nucleares dos antigos inimigos da Guerra Fria - que representam 95% do total mundial. Além disso, a modernização das atividades desses e de outros países não podem ser compatíveis com seu apoio declarado a um mundo livre de armas nucleares.

É profundamente perturbador que os EUA tenham destinado US$ 185 bilhões para ampliar seu arsenal nuclear nos próximos dez anos, além do orçamento anual habitual para armamentos nucleares, superior a US$ 50 bilhões. Tão preocupante quanto, é a investida do Pentágono para o desenvolvimento de aviões não tripulados com armas nucleares: bombas H entregues em domicílio por controle remoto.

A Rússia, também, revelou um plano de modernização de armas nucleares em grande escala, que inclui vários novos sistemas de lançamento. Políticos britânicos, paralelamente, querem renovar a envelhecida frota de submarinos Trident de sua Marinha - a um custo estimado em 76 bilhões de libras esterlinas (US$ 121 bilhões). Ao fazê-lo, estarão deixando passar uma oportunidade histórica para assumir a liderança no desarmamento nuclear.

Cada dólar investido na expansão do arsenal nuclear de um país é um desvio de recursos de suas escolas, hospitais e outros serviços sociais e representa um roubo dos milhões de pessoas pelo mundo que passam fome ou não têm acesso a medicamentos básicos. Em vez de investir em armas de aniquilação em massa, os governos deveriam destinar recursos para atender as necessidades humanas.

O único obstáculo à nossa frente para abolir os armamentos nucleares é a falta de vontade política, que pode - e precisa - ser superada. Quase 70% dos países-membros da ONU defendem uma convenção para as armas nucleares similar aos tratados existentes que proíbem outras categorias de armamentos de ação indiscriminada ou particularmente desumanos, desde artefatos biológicos e químicos a minas terrestres antipessoais e munições de fragmentação. Tal tratado é viável e precisa ser buscado com urgência.

É claro que não se pode voltar atrás na invenção das armas nucleares, mas isso não significa que o desarmamento nuclear é um sonho impossível. Meu próprio país, a África do Sul, abriu mão de seu arsenal nuclear nos anos 90, ao perceber que estaria melhor sem essas armas. Por volta da mesma época, os novos estados independentes da Bielorrússia, Cazaquistão e Ucrânia abriram mão voluntariamente de suas armas nucleares e se juntaram ao TNP. Outros países abandonaram seus programas nucleares, reconhecendo que nada de positivo poderia sair dali. O arsenal mundial caiu de 68 mil ogivas no auge da Guerra Fria para 20 mil hoje.

No devido tempo, cada governo acabará aceitando a desumanidade básica que significa a ameaça de obliterar cidades inteiras com armas nucleares. Trabalharão para chegar a um mundo em que tais armas não existam mais - em que o domínio da lei, e não o domínio da força, reine supremo e a cooperação seja vista como a melhor avalista da paz internacional. Tal mundo, no entanto, será possível apenas se as pessoas, de todas as partes, se levantarem para contestar a insanidade nuclear. 


Desmond Tutu é vencedor do prêmio Nobel da Paz e defensor da Campanha Internacional de Abolição das Armas Nucleares (www.icanw.org). 

01 julho 2011

Fraudes no IME: 15 pessoas são denunciadas

Procuradoria acusa seis militares e nove civis envolvidos em licitações

O Globo

A Procuradoria de Justiça Militar do Rio de Janeiro apresentou denúncia contra seis militares do Exército e nove civis pelo desvio de recursos públicos em licitações realizadas pelo Instituto Militar de Engenharia (IME). Uma força-tarefa foi criada para investigar o caso depois que uma série de reportagens do GLOBO mostrou que as empresas envolvidas nas fraudes, ocorridas entre 2004 e 2005, pertenciam a laranjas ou a pessoas ligadas a militares da própria unidade.

 
O grupo montou um cartel para vencer as concorrências e abocanhar cifras milionárias. Segundo o Ministério Público Militar, o esquema gerou prejuízos aos cofres públicos de R$11 milhões. Os 15 envolvidos foram denunciados por peculato.

 
Em 2009, os procuradores receberam as primeiras informações anônimas relacionadas a irregularidades em processos licitatórios e a convênios entre o IME e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O MPM analisou 88 licitações, todas consideradas ilícitas.

 
As licitações analisadas tinham sempre a participação das mesmas oito empresas de dois empresários, assessorados por um contabilista. Os investigadores levantaram ainda que os empresários tinham uma relação antiga com um dos oficiais acusados e que já haviam fornecido bens e serviços ao IME, quando o militar era chefe do setor de materiais.

 
Segundo o MPM, a denúncia é referente a apenas uma parte das fraudes no IME. Outros quatro inquéritos ainda estão em andamento apurando denúncias semelhantes.

 
Suspeitas até no TCU
 

Após a série de reportagens feitas pelo jornal, a procuradora-geral de Justiça Militar, Cláudia Márcia Ramalho Moreira Luz, criou uma força-tarefa para investigar o caso em janeiro do ano passado.
 
Alguns problemas já haviam sido constatados antes numa inspeção do Tribunal de Contas da União (TCU) em 2005, mas, apesar de o órgão ter sugerido a suspensão das licitações, o IME recorreu e conseguiu reverter a situação. Na época, os contratos diziam respeito a convênios do Instituto com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para obras na BR-101 no trecho do município de Osório, na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O TCU havia constatado que duas empresas do Rio que participavam da concorrência tinham os mesmos sócios.

Jogos patrióticos

Ancelmo Gois - O Globo

A paranoia dos EUA com terrorismo não poupou a delegação americana que virá para os Jogos Mundiais Militares, que começam 16 de julho, no Rio.


O grupo, entre outros itens, vai trazer sua própria... água para consumo.

Pais denunciam situação precária de militares

Detidos na Vila Militar, onde houve um furto de munição, 650 soldados e oficiais dormem até no chão

Ronaldo Braga - O Globo


Familiares de cerca de 650 soldados e oficiais detidos no Batalhão Escola de Comunicações, na Vila Militar, em Deodoro, foram para a porta da unidade, onde, na semana passada, foi constatado um furto de munição para armamento pesado, totalizando 2.525 cartuchos — de pistolas 9mm a fuzis 762. Eles disseram que pretendem procurar o Comando Militar do Leste porque alguns militares informaram, por celular, que têm se alimentado mal e que a situação é precária nos alojamentos.

 
Segundo a mãe de um soldado, que não quis se identificar, o prazo de prisão de 72h expirou, mas a ordem seria manter todos presos.

 
Um soldado aquartelado contou que não está numa cela, mas não pode deixar o local.

 
— Estamos presos porque não podemos sair do quartel. Nosso direito de ir e vir está sendo violado. Segundo o comando, a liberação só acontecerá quando o problema for solucionado — contou o militar.

 
Há apenas dois fogões para fazer a comida de todos 

 
Com um filho lotado no batalhão, Maria da Conceição Ribeiro, de 58 anos, que mora em Bangu, na Zona Oeste, afirmou que está revoltada, assim como outros pais de militares detidos pela forma com que o caso está sendo tratado:
 
— Não é prendendo todo mundo que eles vão esclarecer o furto. Pretendemos procurar o Comando Militar do Leste para tomar conhecimento de como estão nossos filhos. Eles estão detidos desde a semana passada.

 
Sem entrar em detalhes sobre o desaparecimento da munição, a Seção de Comunicação Social do Exército confirmou, anteontem, o desvio, que teria ocorrido no último dia 27. O problema foi constatado durante uma conferência diária de armamento e munição. Ainda segundo a órgão, o fato está sendo apurado por meio de Inquérito Policial Militar (IPM), instaurado pelo comando daquela unidade militar. Os familiares dos presos, no entanto, informaram que o roubo foi no feriado de Corpus Christi, no dia 23.

 
Ainda de acordo com militares que estão na unidade, o rancho do quartel está em obras e a comida, que antes era feita em cinco fogões, agora está sendo preparada em apenas dois, o que compromete a qualidade da alimentação.

 
— A refeição sempre atrasa, embora a equipe do rancho esteja se esforçando. Os alojamentos de cabos e soldados têm camas, mas elas são insuficientes para todos — disse um deles, acrescentando que muitos militares estão dormindo no chão ou em colchões levados por familiares. 


Uns estão dormindo em sofás ou dentro de seus automóveis. Outros estão dormindo nas mesas ou no próprio chão da seção onde trabalham.
 
O site do Exército informa que, entre as atribuições do Batalhão Escola de Comunicações, estão a realização da segurança na área de sua jurisdição e também a instalação, exploração e manutenção do sistema de comunicações do Comando Militar do Leste, da 1ª Divisão de Exército, do Grupamento de Unidades Escola e da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada.

Ministro Jobim detalha Plano Estratégico de Fronteiras a senadores

Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa


Brasília, 29/06/2011 – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, detalhou hoje a senadores da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional as ações do Plano Estratégico de Fronteiras, lançado pelo Governo Federal no início do mês. A apresentação ocorreu no Centro de Operações Conjuntas (COC), localizado no edifício sede da pasta, em Brasília.


É do COC que serão coordenadas as ações do Plano, que prevê operações integradas entre órgãos de segurança pública federais, vinculados ao Ministério da Justiça, e as Forças Armadas para prevenir e reprimir ilícitos transnacionais. O local funcionará como uma sala de comando dessas operações.

Durante sua apresentação, Jobim mostrou os objetivos estratégicos, as condicionantes políticas e militares e deu detalhes sobre a área de cobertura das operações fronteiriças. Na oportunidade, apresentou também aos senadores a atual estrutura militar de defesa e as formas de comunicação utilizadas pelas Forças Armadas para planejar e executar as ações conjuntas.

Militares que atuam no Haiti e outros que apoiam as ações da Operação Arco Verde, no Mato Grosso Sul, realizaram uma videoconferência para exemplificar a importância da comunicação integrada do COC.

Por fim, o ministro Jobim fez uma rápida explanação das grandes mudanças que a pasta atravessou nos últimos anos. Ele destacou, em especial, os avanços decorrentes da aprovação, em dezembro de 2008, da Estratégia Nacional de Defesa (END), além do fortalecimento do Ministério com a alteração da Lei Complementar nº 97, chamada de “Lei da Nova Defesa”, que trouxe importantes mudanças institucionais, como a criação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) e a reorganização estrutural da pasta.
 

Ministro Jobim viaja à França e Inglaterra para ampliar intercâmbio na área de defesa

Assessoria de Comunicação Social
Minsitério da Defesa


Brasília, 01/07/2011 - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, viaja nesta sexta-feira à Europa para uma série de encontros com autoridades da Inglaterra e da França. Os compromissos fazem parte da agenda internacional da pasta e têm o intuito de ampliar o intercâmbio com esses países na área de defesa.


Em Londres, Jobim participará de reuniões com o secretário de Defesa do Reino Unido, Liam Fox, visitará instalações militares e participará de demonstrações sobre equipamentos de segurança e inteligência que serão empregados nos Jogos Olímpicos de 2012.

A agenda inclui uma visita à base naval de Portsmouth, onde Jobim pretende conhecer de perto estaleiros de navios e corvetas britânicos.

Em Marselha, na França, além de participar de um seminário sobre economia e segurança internacional, o ministro irá travar contato com lideranças militares e diplomáticas no país.

 
Nelson Jobim retorna dos compromissos internacionais no próximo dia 10 de julho.