30 junho 2014

Sukhoi Su-35S - caça da geração 4++




Regimento de defesa radiológica e biológica da Frota do Mar Negro é criado em Sevastopol

Voz da Rússia

O coronel Igor Gorbul, chefe do serviço de imprensa do Distrito Militar Sul, informou a agência Itar-Tass que em Sevastopol foi criado um regimento especial de defesa radiológica, química e biológica da Frota do Mar Negro.

“No quadro da Frota do Mar Negro foi criado e já deu início ao desempenho das suas funções o novo regimento especial das tropas de defesa radiológica, química e biológica que dispõe de todas as possibilidades para garantir o apoio deste gênero a todas as tropas e unidades, alojadas na Crimeia”.

O regimento dispõe de cerca de 200 viaturas entre automóveis e veículos especiais.

O efetivo da tropa inclui militares, convocados para o serviço militar, e militares contratados. Muitos deles fizeram um curso especial no centro de treinamento de tropas de defesa radiológica, química e biológica na região de Moscou, adquirindo profissões de especialistas técnicos, motoristas e operadores de máquinas caloríferas.



Tripulações russas dos porta-helicópteros tipo Mistral chegam ao porto francês de Saint-Nazaire

Voz da Rússia

A AFP informa que os marinheiros militares russos que devem formar as tripulações dos porta-helicópteros tipo Mistral vieram quarta-feira ao porto francês de Saint-Nazaire.

Duas tripulações russas, que incluem um total de 400 marinheiros, encontram-se a bordo do navio-escola da Frota do Mar Báltico Smolny que tinha saído de Kronstadt em 18 de junho. Informa-se que o "Smolny" chegou ao porto de Saint-Nazaire às 07h00 (09h00, hora de Moscou, e 02h00, hora de Brasília).

De acordo com um contrato no valor de 1,2 bilhões de euros, firmado anteriormente pela Rússia e França, os estaleiros de Saint-Nazaire, França, constroem para a Marinha de Guerra da Rússia dois porta-helicópteros, tipo Mistral, que terão os nomes Vladivostok e Sevastopol. O primeiro navio será entregue à Rússia no outono deste ano, o segundo, no outono de 2015.

Presume-se que o período de treinamento dos marinheiros russos vai prolongar-se por alguns meses.


EIIL realizou atentado contra outro grupo perto de Damasco

Voz da Rússia

Dezenas de combatentes do agrupamento Exército do Islã foram mortos ou feridos por consequência de uma explosão ocorrida nos arredores de Damasco, a qual foi provocada por um terrorista suicida do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), informa a televisão libanesa Al-Manar citando fonte anônima.

O terrorista, que acionou a bomba na segunda-feira, pertencia ao grupo sunita Estado Islâmico, o qual até há pouco tempo era conhecido como Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), refere o mesmo canal televisivo. Depois da explosão tiveram início confrontos que provocaram a morte de mais algumas dezenas de militantes do Exército do Islã.



Moscou sugeriu a Kiev a colocação de observadores na fronteira

Voz da Rússia

Moscou espera que tenham brevemente início consultas diretas e práticas entre os serviços fronteiriços da Rússia e da Ucrânia para a coordenação dos parâmetros da presença de observadores ucranianos nos postos de controle russos, declarou na segunda-feira o ministro das Relações Exteriores da Rússia Serguei Lavrov.

“Nós esperamos que tenham brevemente início as consultas diretas e práticas entre os serviços fronteiriços da Rússia e da Ucrânia para a coordenação dos parâmetros da presença de observadores de fronteira ucranianos nos postos de controle russos”, disse Lavrov.

Segundo afirmou o ministro, Moscou pretende apresentar muito em breve ao Conselho Permanente da OSCE um projeto de resolução “que sancione a colocação de observadores da OSCE nos postos de controle russos, o que permitirá controlar a transparência e prevenir o uso desses postos de passagem para fins ilícitos”.



Porta-voz do exército da Ucrânia nega existência de armas químicas em seus arsenais

Voz da Rússia

O porta-voz do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia Andrei Lysenko declarou que as forças de segurança ucranianas que participam nas operações militares no leste do país não utilizam armas químicas contra as milícias.

Segundo dados da milícia de Slavyansk, as forças de Kiev voltaram a usar armas químicas nos arredores dessa cidade.

“Isso é um absurdo, as Forças Armadas da Ucrânia não possuem armas químicas já há muito tempo”, disse Lysenko na segunda-feira à agência RIA Novosti.

Anteriormente a informação sobre o uso de armas químicas por parte das forças governamentais tinha sido desmentida pelo secretário de imprensa das operações militares Alexei Dmitrashkovsky. Segundo afirmou, as forças de segurança ucranianas não usaram quaisquer produtos químicos.


ONU condena assassinato de jornalistas na Ucrânia

Voz da Rússia

A ONU condena assassinato de jornalistas na Ucrânia e apela para que seja garantida sua segurança, declarou na segunda-feira o porta-voz oficial dessa organização internacional Stéphane Dujarric.

“Nós condenamos os assassinatos dos jornalistas e também apelamos às partes para que estas garantam condições para que os jornalistas possam realizar seu trabalho em segurança”, disse Dujarric num briefing realizado na ONU.

Na noite de domingo para segunda-feira tinha morrido o câmera do Primeiro Canal da televisão russa Anatoli Klyan, o qual foi alvejado, com seus colegas, perto de Donetsk, na Ucrânia. Anteriormente Moscou se tinha despedido do correspondente Igor Kornelyuk e do técnico de vídeo Anton Voloshin, os quais foram mortos na Ucrânia no dia 17 de junho.



Exército israelense encontra corpos de adolescentes desaparecidos

Premier convoca reunião de emergência de Gabinete


O Globo
com agências internacionais

JERUSALÉM — O Exército israelense encontrou nesta segunda-feira os corpos dos três adolescentes desaparecidos no início do mês, informaram autoridades. Um porta-voz das Forças Armadas afirmou que os cadáveres foram achados em uma vala na cidade de Halhul, a Norte de Hebron e disse que os pais já foram informados da notícia. O governo de Israel acusa o Hamas pelas mortes.

— Os israelenses têm a vontade e a determinação necessária para suportar uma longa operação para acabar com o Hamas — afirmou o ministro de Defesa, Danny Danon, em comunicado.

Oficiais, falando sob condição de anonimato, afirmaram que os três pareciam ter sido morto a tiros e, provavelmente, logo após o sequestro. A descoberta ocorreu depois que os esforços foram concentrados na área ao redor de Hebron nos últimos dois dias. Durantes as buscas, o território foi declarado um perímetro militar fechado.

Os três israelenses — Gil-Ad Shaer e Naftali Fraenkel, de 16 anos, e Eyal Yifrah, de 19 anos — foram encontrados duas semanas após desaparecerem. Os jovens eram estudantes de um seminário religioso perto de Hebron, no Sul da Cisjordânia, e desaparecem quando pegavam carona para voltar para suas casas, no Centro do país. As autoridades foram notificadas após os três não conseguirem chegar em casa ou fazer contato com suas famílias. Um deles teria chegado a telefonar para a central telefônica da polícia e conseguiu sussurrar “fui sequestrado”. Mas os policiais de plantão consideraram se tratar de um trote.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião emergencial do Gabinete.

OPERAÇÃO PARA ENCONTRAR JOVENS

Após o desaparecimento, as Forças de Defesa de Israel lançaram uma operação de busca dos três jovens em toda a Cisjordânia e contra o Hamas, apontado pelo governo como o responsável pelo sequestro. Desde o início da ação, cerca de 40 foguetes foram disparados contra Israel a partir da Faixa de Gaza, segundo os militares.

Netanyahu pediu para o presidente palestino, Mahmoud Abbas, abandonar o pacto de reconciliação selado com o Hamas em abril.

29 junho 2014

Batalhões em Kiev exigem a continuação da guerra

Voz da Rússia

Representantes dos batalhões paramilitares Donbass, Dnepr e Aidar, do Conselho das Sótnias e do Maidan, leais a Kiev, se concentraram hoje, dia 29 de junho, na capital ucraniana para exigir ao presidente Piotr Poroshenko que ordene o fim do cessar-fogo e decrete o estado de exceção no leste do país.

“Em nome do povo da Ucrânia... exigimos a anulação do cessar-fogo, que seja decretado o estado de exceção, que sejam entregues armas em quantidade suficiente aos batalhões de voluntários e estes autorizados a tomar as medidas necessárias para eliminar os terroristas”, diz uma declaração divulgada durante o comício que está nesta hora ocorrendo na rua Bankovaya, em Kiev.

Os manifestantes exigem igualmente que o presidente cumpra com seus compromissos eleitorais relativos à previdência social e ao seguro de vida dos militares envolvidos na operação contra as repúblicas rebeldes do leste. Finalmente, exigem ao presidente que inste a União Europeia a iniciar uma terceira fase de sanções contra a Rússia.


Militantes radicais islâmicos crucificam 8 milicianos sírios

Voz da Rússia

Militantes do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante executaram publicamente na cidade síria de Dayr Hafir oito milicianos que se opuseram às unidades armadas islamistas, noticiou este domingo a AFP, com referência aos defensores dos direitos humanos.

"O grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante executou oito pessoas na cidade de Dayr Hafir, na zona leste da província de Aleppo", relatou a equipe do Centro Sírio para Observância dos Direitos Humanos, com sede em Londres. Segundo a hipótese deste, os terroristas cometeram tal atrocidade provavelmente devido à recusa dos milicianos de depor as armas e passar para o lado dos islamistas.

De acordo com o centro, os terroristas executaram os milicianos e logo a seguir "pregaram os corpos mortos em cruzes exibindo os crucificados no praça central da cidade", onde, segundo se supõe, permanecerão durante os próximos três dias.



Hollande, Merkel, Putin e Poroshenko voltam a discutir situação na Ucrânia

Voz da Rússia

O presidente da França, François Hollande, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, o presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, e o presidente da Ucrânia, Piotr Poroshenko, voltaram a discutir neste domingo a situação na Ucrânia, lê-se num comunicado do Palácio do Eliseu recebido pela RIA Novosti.

"O presidente da República (francesa) e a chanceler Merkel mantiveram nesta manhã mais uma conversa telefônica, durante a qual dedicaram mais de duas horas à discussão da situação na Ucrânia junto com o presidente Putin e o presidente Poroshenko", especifica o comunicado da presidência da França.

O documento refere ainda que François Hollande e Angela Merkel exortaram os presidentes da Ucrânia e da Rússia a trabalharem no sentido de criar um mecanismo de verificação do cessar-fogo e estabelecer o controle eficaz das fronteiras no contexto do monitoramento por parte da OSCE, bem como promover conversações sobre a implementação do plano de paz do presidente Poroshenko e prosseguir a libertação dos reféns.



Alemanha, França e Itália pretendem criar drone europeu de reconhecimento

Voz da Rússia

Alemanha, França e Itália planejam desenvolver em conjunto um drone para as necessidades de reconhecimento militar, noticia o Frankfurter Allgemeine Zeitung.

Segundo a publicação, as empresas de defesa dos três países devem conciliar nos próximos dois anos um projeto do novo veículo. Ficou a saber-se que o custo deste ascenderá a 60 milhões de euros sem IVA.

De acordo com o Frankfurter Allgemeine Zeitung, o projeto contará com a participação da Airbus, Dassault Aviation (França) e Alenia Aermacchi (Itália). Espera-se que as empresas assinem um acordo este ano, mas o lançamento do novo VANT não é previsto antes de 2020.

A publicação observa que a Alemanha já manifestou a sua vontade de comprar 16 novos drones nos próximos 10 anos.


Bilderberg: líderes da Europa e EUA, em reunião secreta, preveem conflito armado

Correio do Brasil
Por Redação, com correspondentes - de Copenhagen, Londres e Rio de Janeiro

A reunião do Clube Bilderberg, organização que reúne as mais importantes autoridades da Europa e dos EUA nos campos político, econômico e militar, foi encerrada no último domingo, na Dinarmarca, sem qualquer declaração pública. A jornalista Cristina Martín Jiménez, que investiga há uma década esta organização para o diário espanhol El Confidencial, apontou ao Correio do Brasil, com exclusividade, a existência de forte indícios de que, antes de abdicar, o rei Juan Carlos de Espanha discutiu o assunto com os integrantes da organização secreta. Entre outros temas em pauta, no encontro anual cercado de mistério e segredos, está a previsão de que a Europa tende a mergulhar, no prazo máximo de um ano, em um grande conflito armado.

Segundo Jiménez, o Bilderberg reuniu figuras militares influentes como o secretário-geral da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan), Anders Rasmussen e o ex-diretor da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) David Petraeus; o ministro da Fazenda e secretário do Tesouro Britânico, George Osborne, aliado ao Partido Conservador, e John Olav Kerr, o barão Kerr of Kinlochard, membro da Casa dos Lordes no Parlamento britânico, diretamente ligado às esferas de poder na Escócia e integrante do círculo mais fechado do Clube. Outras presenças ilustres no encontro foram a secretária do Fundo Monetário Internacional (FMI), a francesa Christine Lagarde, e a ministra sueca dos Negócios Estrangeiros, Jessica Olausson, que sequer teve o nome revelado na lista dos participantes.

“Trata-se de um clube de poderosos que tem a pretensão de controlar e dirigir o mundo. Entre outras catástrofes que causaram, são os responsáveis por submergir a Europa na pior crise desde a II Guerra Mundial. O efeito mais imediato da reunião do clube, que acabamos de conhecer, foi a abdicação do rei espanhol. Não resta mais a menor dúvida de que a renúncia de Juan Carlos foi uma decisão consensual de Bilderber”, escreveu Cristina Jiménez.

As conversações deste ano, ainda segundo Jiménez, giraram em torno da possibilidade de conflitos armados na Rússia, China e no Oriente Médio.

“O que foi extraído da reunião deste ano é que daqui a alguns meses, a um ano, deverá ocorrer uma grande reestruturação militar, econômica e comercial originado em uma transformação importante na História do mundo: um conflito bélico de grandes dimensões”, afirmou.

Crise militar

A jornalista Cristina Jiménez não foi a única a perceber que a reunião deste ano do Clube de Bilderberg tratou de um importante evento militar, previsto para os próximos meses, em escala global. O jornalista investigativo Daniel Estulin, autor do livro A Verdadeira História do Clube de Bilderberg, disse também ao CdB que, na conferência realizada em um hotel cinco estrelas de Copenhagen, as mais importantes figuras dos campos econômico e militar dos EUA têm realizado um tremendo esforço para manter separadas a Rússia e a China, que reforçaram, recentemente, a aliança contra os norte-americanos.

– Há 50 anos, Richard Nixon e Henry Kissinger persuadiram a China a se virar contra a União Soviética e se aliar aos EUA. A pergunta que se faz agora é retórica, se a cooperação entre Rússia e China será renovada em uma aliança contra a América – disse Estulin, lembrando o tratado de US$ 400 bilhões entre russos e chineses na compra do gás da Gazprom.

A questão energética sobre a distribuição do gás produzido na Rússia para as nações europeias, passando pela crise na Ucrânia, foi outras das questões centrais no encontro do Clube de Bilderberg.

– A administração norte-americana tem forçado os países europeus a impor cada vez mais sanções à Rússia, enquanto países como a França e a Alemanha entendem que, ao impor tais sanções, colocam em risco as próprias economias. O que franceses e alemães querem é saber dos EUA, exatamente, como os Estados europeus serão abastecidos com o gás que, atualmente, recebem da Rússia. A Alemanha, em especial, começa a suspeitar que EUA e Rússia têm manipulados os fatos, por debaixo dos panos, e está tratando de sair de cena, com a desculpa de que a Ucrânia está fora de controle – afirmou o jornalista investigativo.

Os integrantes europeus do Clube entendem que a Ucrânia dependerá da Rússia para um possível – ainda que mau – acordo para sua subsistência; e os integrantes norte-americanos do Bilderberg têm tentado de tudo para manter russos e ucranianos separados, prolongando a crise na região. A preocupação dos europeus, no seleto encontro de Copenhagen, que lhes têm tirado o sono, é o crescimento do Irã e o acordo sino-russo.

– Hoje, Rússia e China têm acertado suas diferenças e estão em vias de formar a maior potência regional na Ásia, o que o Clube entende como ameaça direta ao capitalismo ocidental – afirmou o autor.

O Clube Bilderberg foi fundado em 1954 e, desde então, vem realizando suas reuniões como forma de promover o diálogo entre a Europa e os EUA. Ao todo, participam entre 120 a 150 líderes políticos e influentes empresários nas áreas da indústria, finanças e mídia; além de acadêmicos, dos encontros anuais para discutir assuntos como política externa, tecnologia, Oriente Médio e África. É considerado, por especialistas, como o encontro mais secreto do mundo, tamanha é a segurança e os ritos que seguem a tradição do Clube.


Islamistas nigerianos matam pelo menos 10 pessoas em ataque a aldeia

Atentado ocorreu perto de Chibok, onde mais de 200 estudantes foram sequestradas em abril


O Globo
com agências internacionais

CHIBOK — Supostos islamitas mataram pelo menos 10 pessoas neste domingo em um ataque a uma aldeia a menos de cinco quilômetros de Chibok, no Norte da Nigéria, informaram sobreviventes.

Em outro atentado, na sexta-feira à noite, os insurgentes mataram sete soldados na aldeia de Goniri, no estado de Yobe, segundo uma fonte de segurança e testemunhas.

Na cidade de Chibok, no estado de Borno, terroristas do grupo islâmico Boko Haram sequestraram mais de 200 estudantes de uma escola em abril.


Coreia do Norte lança dois mísseis e desafia proibição da ONU

Mísseis foram lançados da costa leste e voaram cerca de 500 quilômetros antes de caírem na água, sem causar danos


Reuters

A Coreia do Norte lançou dois mísseis balísticos de curto alcance no mar da sua costa leste, neste domingo (29), desafiando uma proibição da Organização das Nações Unidas (ONU) em relação aos testes de tais armas pelo país isolado, disseram as forças armadas da Coreia do Sul.

O lançamento aconteceu dias antes da visita oficial programada do presidente chinês, Xi Jinping, à Coreia do Sul. A China é o principal defensor do Norte, que também está sofrendo sanções por conduzir testes nucleares.

A Coreia do Norte também deverá se reunir com o Japão essa semana, para concluir os detalhes do plano de Pyongyang de investigar novamente o destino dos cidadãos japoneses, sequestrados pelo país recluso, há décadas.

Os mísseis, que pareciam ser da classe Scud, foram lançados de uma área na costa leste da península e voaram cerca de 500 quilômetros antes de caírem na água, sem causar danos, disse uma autoridade do Estado Maior Conjunto.

Os testes de lançamentos de domingo aconteceram três dias depois que o Norte lançou três projéteis de curto alcance nas águas ao longo da sua costa leste, que voaram cerca de 190 km e caíram no mar.

Tais lançamentos são rotineiros. A Coreia do Norte frequentemente faz lançamentos-teste de lançadores múltiplos de foguetes de curto alcance, que não são proibidos por sanções da ONU, ao país isolado.

A posse e testes de mísseis balísticos, tais como os Scuds da era soviética, no entanto, violam as sanções e são vistos como uma contribuição ao programa de mísseis de longo alcance de Pyongyang.

A Coreia do Norte conduziu até agora testes de seus mísseis balísticos e de foguetes 11 vezes, esse ano, incluindo quatro envolvendo mísseis balísticos.

O país isolado, normalmente faz disparos-testes de seus foguetes de curto alcance e de mísseis balísticos durante os exercícios militares anuais conjuntos dos EUA – Coreia do Sul, como uma forma de protesto, dizem os observadores.

Pyongyang denuncia rotineiramente os exercícios militares conjuntos como sendo uma preparação para a guerra.

O lançamento de domingo aconteceu menos de uma semana da visita de Xi à Coreia do Sul em 3 e 4 de julho. Xi e Park Geun-hye da Coreia do Sul devem discutir o programa nuclear da Coreia do Norte durante uma reunião de cúpula na próxima quinta-feira.

A Coreia do Norte disse que o lançamento fazia “parte do seu exercício militar de rotina” e que não deve afetar as conversações governamentais planejadas entre a Coreia do Norte e o Japão, na próxima terça-feira, uma autoridade do ministério das relações exteriores da Coreia do Norte, foi citada como tendo dito, pela imprensa japonesa.

O ministro das relações exteriores do Japão, Fumui Kishida disse aos repórteres japoneses que quer levantar essa questão durante as conversações.

“Achamos que essa questão precisa ser tratada adequadamente durante as conversações governamentais,” disse aos repórteres. “Precisamos fazer uma exigência firme para que a Coreia do Norte siga a resolução do Conselho de Segurança da ONU e outros acordos”.


Iraque recebe aviões da Rússia em plena ofensiva contra insurgentes

Entrega acontece horas após início de ação para retomar a cidade de Tikrit.
Ofensiva liderada pelo EIIL já provocou mais de mil mortes.


France Presse

O Iraque recebeu da Rússia a primeira entrega de aviões de combate Sukhoi para ajudar em sua contra-ofensiva frente ao avanço dos rebeldes que tomaram grandes áreas do território iraquiano, ameaçando causar uma partição do país.

O anúncio por Bagdá desta entrega ocorre algumas horas depois o início de uma ação das forças do governo, apoiadas pela aviação, para retomar a cidade de Tikrit, antigo reduto de Saddam Hussein localizada 160 km ao norte de Bagdá.

O governo iraquiano já se beneficia de uma ajuda americana contra a ofensiva lançada em 9 de junho pelos insurgentes sunitas, liderados pelos jihadistas do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL), que já provocou mais de mil mortes, segundo a ONU, e forçou a fuga de centenas de milhares de pessoas.

Enquanto o país é marcado por tensões religiosas, os apelos pela formação de um governo composto por todas as forças políticas e as comunidades aumentam, uma ideia que o primeiro-ministro Nuri al-Maliki parece, finalmente, ter aceitado esta semana.

O Parlamento deve se reunir na terça-feira para iniciar este processo.

Caças russos

Os Su-25, aviões de ataque terrestre, devem ser guiados por pilotos da Força Aérea do tempo do regime de Saddam Hussein, que têm o hábito de conduzir tais aeronaves, segundo uma autoridade iraquiana.


Sukhoi Su-25 Frogfoot
Após a invasão do Iraque, que se traduziu na queda do regime em 2003, os Estados Unidos dissolveram o Exército e os serviços de segurança, e excluíram todos os funcionários do governo de Saddam Hussein.

Na quinta-feira, Maliki anunciou que Bagdá poderia comprar mais de uma dúzia de aviões fabricados pela Rússia, um acordo estimado em mais de 500 milhões de dólares.

Durante uma visita a Damasco no sábado, o vice-chanceler russo Sergei Ryabkov declarou que seu país não ficaria de "braços cruzados" frente a ofensiva dos jihadistas no Iraque, sem, contudo, detalhar o que o seu país poderia fazer.

"A situação é muito perigosa (...) e ameaça as bases do Estado iraquiano", afirmou, ressaltando que tanto na Síria quanto no Iraque a solução para a crise só poderia vir de um "diálogo nacional genuíno".

No terreno, milhares de soldados, apoiados por tanques e ataques da aviação, prosseguem com a ofensiva lançada no sábado em Tikrit, tomada em 11 de junho pelos insurgentes sunitas.

"As forças iraquianas avançam em diferentes locais" nas proximidades de Tikrit, indicou à imprensa o general Qassem Atta.

"Combates estão em curso", disse, antes de acrescentar que as forças governamentais explodiram de forma controlada bombas colocadas na estrada que leva à cidade.

Mais ao norte, combatentes tribais e locais apoiados pelas forças curdas avançam em direção a um vilarejo majoritariamente xiita ao sul de Kirkuk. Ao menos um combatente foi morto durante os confrontos.

À noite, combates foram registrados ao oeste de Tikrit, assim como 20 km ao sul, em Dejla, segundo testemunhas e uma fonte militar.

Na quinta-feira, o Exército assumiu o controle da Universidade de Tikrit, na estrada para Baiji (norte), a maior refinaria de petróleo do Iraque.

E de acordo com o general Qassem Atta, o Exército também controla agora a estrada de Bagdá para Samarra, ao sul de Tikrit.

Além de Tikrit e de outras áreas da província de Saladino (norte), os rebeldes controlam Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, grande parte da província de Nínive (norte), algumas localidades de Diyala (leste), Kirkuk (norte) e Al-Anbar (oeste).

O Iraque exige há várias semanas ataques aéreos americanos contra os insurgentes e as autoridades iraquianas têm expressado frustração que os acordos prevendo o fornecimento de caças F-16 e helicópteros Apache ainda não foram implementadas.


AH-64 Apache
No Vaticano, o Papa Francisco fez um apelo aos líderes iraquianos para que façam de tudo para "preservar a unidade nacional e evitar a guerra", durante o Angelus deste domingo.

E as agências internacionais lançaram um alerta sobre as consequências humanitárias do conflito, que levou 1,2 milhão de iraquianos a fugir de suas casas desde o início do ano.

Primeira Operação Integrada do BRABAT 20 em Porto Príncipe

Centro de Comunicação Social do Exército

Porto Príncipe (Haiti) - De 23 para 24 de junho, o 20º Contingente Brasileiro no Haiti do Batalhão de Infantaria de Força de Paz (BRABAT 20) participou de uma operação de cerco destinada a assegurar o cadastramento de habitantes de Campos de Deslocados (sigla em inglês, IDP) na região de Cité Militaire. As tarefas do Batalhão – check-points, pontos de bloqueio e ocupação de áreas formando um cordão de isolamento – visaram garantir que não houvesse invasões nos IDP de Hancho II e Boulos, nem ocorressem atos de violência nas áreas vizinhas, para que as pessoas realmente necessitadas pudessem ser registradas e integradas aos bancos de dados de beneficiários de futuras oportunidades de ocupação de novo lar.

As ações se iniciaram a partir das 23 horas e permaneceram por toda a madrugada até as 0900h de 24 de junho. As tarefas foram executadas pela 3ª Companhia de Fuzileiros de Força de Paz, reforçada com um pelotão de fuzileiros mecanizado, e pelo Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais em Boulos e Hancho II, respectivamente. Tratava-se de uma operação interagências envolvendo, também, o governo haitiano, a Polícia haitiana, a Polícia das Nações Unidas e a ONG International Organization for Migration (IOM). Os maiores desafios enfrentados foram a necessidade de estreita coordenação, o desconhecimento do terreno e as condições de baixa luminosidade.

Estima-se que mais de 1000 pessoas foram cadastradas e poderão começar a sonhar com futuro melhor. Uma dessas pessoas, Sra Marriete Pierre, que ocupa o IDP de Boulos, disse esperar poder sair logo das difíceis condições em que vive no IDP e poder viver melhor numa nova casa. Ela afirmou que se sente bastante segura com o patrulhamento efetuado pelos integrantes do BRABAT na sua área de responsabilidade.

Os IDP foram a alternativa encontrada para abrigar as pessoas que perderam suas casas durante o terremoto de janeiro de 2010 que arrasou Porto Príncipe. Paulatinamente, percebe-se um grande interesse dos órgãos envolvidos em buscar soluções para as pessoas que ainda se encontram sem uma moradia definitiva.



Japão está em alerta após disparos de mísseis norte-coreanos

Dois mísseis Scuds foram lançados da costa leste da Coreia do Norte em direção ao Mar do Japão; primeiro-ministro japonês discute com os Estados Unidos e Coreia do Sul os próximos passos.


BBC

O Ministério da Defesa do Japão passou o domingo (29) reunido para analisar as medidas que serão tomadas pelo país após os disparos de dois mísseis norte-coreanos em direção ao Mar do Japão nesta madrugada.

Não houve dano em nenhuma aeronave ou navio japonês. Mas o primeiro-ministro Shinzo Abe disse que está trocando informações com os Estados Unidos e com a Coreia do Sul para decidir melhor os próximos passos e, se for necessário, promover uma ação rápida em caso de ameaça à segurança de alguma embarcação japonesa.

No próximo dia 1º de julho, o Japão terá uma reunião com a Coreia do Norte para tratar do sequestro de japoneses.

O ministro da Defesa, Itsunori Onodera, foi questionado pela imprensa japonesa sobre o impacto do lançamento dos mísseis sobre este encontro na semana que vem. Ele respondeu, no entanto, que o governo como um todo vai analisar a situação e não somente a pasta de defesa.

Os disparos aconteceram também poucos dias antes da visita do presidente chinês Xi Jinping à Seul para discutir o programa nuclear da Coreia do Norte.

A China é o único grande aliado de Pyongyang e garante uma salvação econômica para a nação isolada.

A Coreia do Norte está sob sanções da ONU por causa do programa de armas nucleares.

O país já realizou testes nucleares em 2006, 2009 e 2013, e acredita-se que os norte-coreanos tenham material nuclear suficiente para um pequeno número de bombas.

Disparos

De acordo com uma nota divulgada pelo governo japonês, por volta das 5h da manhã, horário local, deste domingo (29), dois mísseis Scuds foram lançados da costa leste da Coreia do Norte em direção ao Mar do Japão.

Esta foi a terceira vez este ano que os norte-coreanos lançaram projéteis em direção ao mar. Para o Japão, a atitude é considerada muito grave, pois coloca em risco a segurança de navios e aeronaves.

O governo de Abe já encaminhou um protesto contra este tipo de lançamento à China através da embaixada em Pequim.

Israel bombardeia alvos múltiplos em Gaza após ataques com foguetes

Por Nidal al-Mughrabi | Reuters

GAZA (Reuters) - Aviões israelenses atacaram pelo menos seis alvos militantes na Faixa de Gaza, neste domingo, horas depois que foguetes disparados do território palestino incendiaram uma fábrica em Israel, disseram autoridades israelenses e palestinas.

Médicos palestinos disseram que duas pessoas ficaram feridas nos ataques aéreos em oito locais. Autoridades israelenses disseram que apenas seis locais foram bombardeados.

Três pessoas ficaram feridas no ataque à fábrica israelense, segundo a polícia.

"No fim de semana, as Forças de Defesa de Israel atacaram alvos múltiplos em resposta a um disparo contra Israel a partir da Faixa de Gaza", disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

"Estamos prontos para expandir essa operação, se necessário", disse.



28 junho 2014

Equipe do Exército chega a Iraí para ajudar moradores

Cidade sofre com a falta de água e energia elétrica



Eduardo Rosa | Zero Hora

Iraí - O nível das águas dos rios de Iraí, no norte do Estado, estabilizou na tarde deste sábado, depois de uma manhã em que a situação ficou mais crítica, fazendo com que outras famílias tivessem de deixar suas casas.
Uma equipe do Exército, vinda de Ijuí, já fez o reconhecimento da área e ajudará os órgãos da cidade na logística e na distribuição de água potável — além de ser castigada pela chuva, a cidade sofre com a falta de água e energia elétrica.


Equipe do Exército chega a Iraí para ajudar moradores Ronaldo Bernardi/Agência RBS
Iraí decretou estado de calamidade pública por conta das chuvas - Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

O Exército ficará em Frederico Westphalen, cidade que serve como base de apoio para a região, onde as doações são concentradas no ginásio do Colégio Auxiliadora. A Defesa Civil municipal, junto com os bombeiros, Brigada Militar e voluntários, está priorizando a retirada de pessoas das áreas mais atingidas e o envio de mantimentos às regiões isoladas. Na Central de Operações, o número de ligações com pedidos de auxílio reduziu à tarde.

O arquiteto Anderson Zanata, que atua como voluntário, ressalta que a cidade necessita de água potável, alimentos (principalmente arroz, feijão, azeite, massa, farinha e café) e material de higiene. A prefeitura faz um alerta a quem trafega pela BR-386, devido à pista molhada, os buracos e à quantidade de pessoas paradas às margens da rodovia.

Na tarde deste sábado, até chegou a fazer sol, por volta das 15h, mas voltou a chover fraco.

— A chuva daqui não influencia tanto. O pior é a água que vem de Santa Catarina e do Paraná. O Rio Uruguai não está mais represando — afirmou o prefeito Volmir José Bielski.

Situação ficou mais crítica na quinta-feira

Apesar de a chuva castigar a região desde segunda-feira, foi no fim da semana que as cheias ganharam proporção maior.

O sargento da BM Gilson Cezar Almeida conta que, na quinta, teve de sair da residência de madeira em que mora há 15 anos, na Rua Torres Gonçalves, para ir ao velório de um vizinho. Retornou uma hora depois e viu o porão sendo tomado pela água. Aí começou uma mobilização que se estendeu até a madrugada para salvar móveis e eletrodomésticos, deixando de lado rusgas antigas com um vizinho. O auxílio dos dois foi mútuo.

— A gente acompanha a previsão pela prefeitura e pelas rádios, mas não imaginávamos que seria assim — disse o sargento, que se emocionou ao olhar, de dentro de um barco, os cômodos tomados pela enxurrada.

Mesmo quem consegue recuperar pertences enfrenta uma série de dificuldades, como tomar banho. O cenário em regiões distintas de Iraí é de destruição: telhados e árvores sendo cobertos, pessoas desesperadas deixando suas moradias e pedidos de ajuda constantes ao Centro de Operações da Defesa Civil, que está funcionando 24 horas no prédio da prefeitura.

Após uma madruga de sábado mais tranquila que a anterior, as autoridades e a população voltaram a se preocupar durante a manhã, quando a água subiu mais uma vez e entrou nas casas.

Era a situação de Tegler Wiltzke, 68 anos. Por volta das 9h30min, a água que havia entrado em seu porão começou a invadir as áreas lateral e dos fundos da construção de alvenaria. Prontamente, os vizinhos se juntaram e retiraram cama, TV, cômoda, mesa e o que mais conseguiram. A sensação da dona de casa era de tristeza misturada à conformidade de quem enfrenta cheias na cidade desde 1965:

— É muito complicado. A gente cansa da vida.


Pilotos afegãos irão treinar a bordo dos Super Tucanos

Anderson Gabino | Revista Operacional

Um lote de 20 aeronaves A-29 B Super Tucano chegarão na Base Aérea de Moody, na Geórgia, no início de setembro para o treinamento de pilotos da Força Aérea Afegã, os quais irão aprender a manusear a nova aeronave e também irão treinar apoio aéreo a bordo dos A-29 Super Tucano, comunicou a USAF.


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A base na Geórgia do Sul foi escolhida como a alternativa preferida para a formação deste pilotos, após uma avaliação dos requisitos operacionais e da infra-estrutura da base. Agora, a USAF deve fazer uma análise ambiental antes de ser tomada uma decisão final.

“A base aérea de Moody foi selecionada como a alternativa preferida, porque o campo de pouso e o espaço aéreo estão disponíveis, sem interrupção durante o período de tempo necessário, e as instalações adequadas estão disponíveis também para os novos ocupantes,” disse Timothy Bridges, vice-secretário assistente da Força Aérea em um comunicado. “Moody é a opção de menor custo.”

As aeronaves devem chegar a Moody no início de setembro, com os primeiros pilotos afegãos chegando em fevereiro. O treinamento está previsto para durar até 2018. O A-29 foi escolhido como a plataforma de apoio aéreo aproximado para a Força Aérea do Afeganistão no ano passado, com o anúncio de um primeiro contrato no valor de US$ 427 milhões para os contratantes Sierra Nevada Corp e Embraer Defesa e Segurança.


Ofensiva do governo tenta retomar controle de cidade iraquiana de Tikrit

Segundo oficiais, essa é a maior operação militar na tentativa de recuperar o terreno perdido pelos terroristas


O Globo
com agências internacionais

BAGDÁ — O Exército iraquiano lançou neste sábado uma ofensiva na tentativa para retomar o controle da cidade de Tikrit, a 160 quilômetros de Bagdá, dominada pelos rebeldes do grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria (Isis) desde 11 de junho. O ataque, apoiado por aviões, tanques e unidades de eliminação de bombas, parece ser a maior operação militar na tentativa de recuperar o terreno perdido nos primeiros dias da ofensiva terrorista.

— Os lutadores Isis agora têm duas escolhas: fugir ou ser morto — declarou o tenente-general Sabah Fatlawi.

Na quinta-feira, o Exército retomou a universidade da cidade, na estrada que conduz ao Baiji, a principal refinaria de petróleo. Também foram relatados combates e ataques aéreos durante o dia na sexta-feira na área. Tikrit, a cidade natal do ex-líder iraquiano Saddam Hussein que possui maioria sunita, foi tomada por rebeldes do Isis nas últimas semanas. De acordo com relatos não confirmados, tropas do governo estão avançando sobre a cidade da vizinha Samarra.

Enquanto isso, o arcebispo de Irbil, na região curda do Norte do Iraque, contou que mais de 40 mil cristãos fugiram de aldeias perto de Mossul nos últimos dias, depois que insurgentes atacaram os dois grandes assentamentos cristãos de Karakosh e Karamlaish. Os deslocados buscaram refúgio na região do Curdistão do Iraque.

Horas antes dos ataques, os Estados Unidos confirmaram que haviam enviado drones ao Iraque para proteger os agentes americanos enviados. O aiatolá Ali al-Sistani, a mais alta autoridade religiosa xiita no país, por sua vez chamou os líderes a se unirem para formar um governo de unidade nacional com o objetivo de abordar a ofensiva jihadista e pediu que nesta terça-feira seja nomeado um novo primeiro-ministro.

O atual premier, Nouri Maliki, pretende continuar no cargo para um terceiro mandato. No entanto, suas políticas sectárias são vistas por muitos iraquianos como responsável por precipitar a crise e empurraram a minoria sunita do Iraque nas mãos de extremistas Isis.

Bósnia lembra centenário de atentado em Saravejo que desencadeou Primeira Guerra

Cem anos atrás, arquiduque austríaco Franz Ferdinand foi assassinado por Gavrilo Princip



O Globo
com agências internacionais

SARAJEVO — A Bósnia relembra neste sábado os 100 anos desde o assassinato do arquiduque austríaco Franz Ferdinand em Sarajevo, ato que desencadeou a Primeira Guerra Mundial. Eventos culturais e esportivos, incluindo um concerto da Filarmônica de Viena, estão programados para lembrar a ocasião na cidade.



Fotografia história mostra arquiduque Franz Ferdinand minutos antes de ele ser assassinado - STR / AFP

Gavrilo Princip, que atirou no herdeiro do trono austro-húngaro, continua a ser uma figura polêmica na Bósnia. Os tiros disparados pelo bósnio sérvio em 28 de junho de 1914 levou as grandes potências da Europa a quatro anos de guerra, mas alguns sérvios o enxergam como um herói nacional que acabou com os anos de ocupação dos Balcãs pelo Império Austro-Húngaro.

Alguns líderes da Sérvia programaram boicotes aos eventos oficiais. Para eles, os eventos foram idealizados como forma de incriminar os sérvios.

Enquanto isso, na cidade oriental de Visegrad, atores vão reencenar o assassinato do arquiduque Ferdinando e sua esposa, Sophie, e a Filarmônica de Belgrado vai tocar a música de Vivaldi. Na Áustria, a bisneta e família de Franz Ferdinand farão eventos no castelo de Artstetten, perto de Viena, onde o arquiduque está enterrado.

Na comemorações no Centro de Sarajevo, a Filarmônica de Viena vai tocar uma seleção de músicas que remonta aos dias de Habsburgo, incluindo o quarteto Haydn Emperor. O concerto, a peça central de eventos oficiais que marcam o aniversário, será realizado na Biblioteca Nacional recém-restaurado, que foi destruída durante a Guerra da Bósnia e contará com a presença do presidente austríaco Heinz Fischer.

Vinte e oito líderes da União Europeia se reuniram na quinta-feira para marcar 100 anos do início da Primeira Guerra Mundial em Ypres, na Bélgica. Enquanto isso, a organização cultural da ONU pediu para todos os navios no mar hastear suas bandeiras a meio mastro para marcar o aniversário de assassinato.

Drone americano já sobrevoa o Iraque

Voo tem como objetivo coletar informações e garantir segurança de estrangeiros em Bagdá


Reuters | O Globo

WASHINGTON — Uma aeronave não tripulada dos Estados Unidos está sobrevoando o Iraque, informaram autoridades da Defesa americana nesta sexta-feira, acrescentando que os voos têm o objetivo de coletar informações de inteligência e garantir a segurança dos cidadãos americanos em terra, em vez de realizar ataques.

— O que eu poderia dizer é que continuamos operando duas aeronaves, uma tripulada e outra não tripulada, sobre o Iraque a pedido do governo iraquiano, predominantemente para fins de reconhecimento. Algumas dessas aeronaves estão armadas — disse o porta-voz do Pentágono, contra-almirante John Kirby, a repórteres.

Segundo ele, a razão pela qual alguns desses aviões estão armados é principalmente por proteção, após os EUA enviarem ao país alguns conselheiros militares cujo objetivo será operar fora dos limites da embaixada.

Os EUA estão realizando de 30 a 35 voos tripulados e não tripulados por dia, em um esforço para ajudar o governo do premier iraquiano, Nouri al-Maliki, a conter o avanço dos militantes do Estado Islâmico no Iraque e na Síria (Isis).

Mais de dois anos depois da retirada das tropas americanas do Iraque, a Casa Branca descartou a possibilidade de enviar soldados de volta ao combate, mas enviou conselheiros militares e disse que vai considerar ataques aéreos contra os rebeldes, que tomaram cidades e aldeias em todo o Oeste e Norte do país.

Os dados coletados pelos EUA sobre o avanço do Isil estão melhorando, mas ainda poderá levar semanas até que tenha um cenário mais detalhado sobre a ameaça, e quaisquer possíveis ataques não parecem iminentes, disseram autoridades dos EUA.

ONU pede que mortes de palestinos por Israel sejam investigadas

Seis pessoas morreram em operações de Tel Aviv para encontrar três israelenses sequestrados


O Globo

GENEBRA — O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos disse nesta sexta-feira que está "alarmado" com a morte de seis palestinos em operações do Exército de Israel para tentar encontrar os três jovens israelenses desaparecidos no dia 12 de junho. Ele pediu que os incidentes sejam investigados.

As forças israelenses mataram seis palestinos, entre eles dois adolescentes, nas duas últimas semanas, indicou Rupert Colville, porta-voz do Alto Comissariado, em Genebra. Além disso, diz, "desde 12 de junho, cerca de 500 palestinos foram detidos; centenas de casas, revistadas, assim como sedes de meios de comunicação, universidades e organizações de ajuda social", lamentou.

— Estamos alarmados com as perdas de vidas, e com o forte aumento da tensão na Cisjordânia ocupada, principalmente em Hebron e em seus arredores. Pedimos que sejam investigados rapidamente os casos em que houve uso excessivo de força — acrescentou.

Nenhuma organização reivindicou a autoria do sequestro dos jovens e não se tem noticias deles desde o seu desaparecimento, mas Israel acusa o o grupo radical Hamas pela ação.

O Exército de Israel lançou a operação "Guardião de Nossos Irmãos", na sua maior mobilização na Cisjordânia desde o fim da segunda Intifada em 2005.

Isis reivindica autoria de ataque a hotel no Líbano

Grupo dissidente da al-Qaeda ameaça com mais atos terroristas


Associated Press | O Globo

BEIRUTE — O Estado Islâmico no Iraque e na Síria (Isis) reivindicou nesta sexta-feira a responsabilidade pelo ataque suicida em um hotel em Beirute e alertou que dezenas de seus homens podem cometer atos semelhantes. A declaração, via Internet, foi a primeira do grupo dissidente da al-Qaeda em referência ao Líbano. O Isis, formado por militantes sunitas, tomou recentemente o controle de grandes áreas do Norte do Iraque e no Leste da Síria.

Um homem-bomba detonou sua carga no Hotel Duroy, na capital libanesa, na quarta-feira, quando as forças de segurança tentavam detê-lo. Seu cúmplice ficou ferido e estava sendo interrogado em um hospital. Autoridades disseram que os homens eram sauditas. A explosão feriu 11 pessoas, incluindo três seguranças.

De acordo com a declaração, os dois homens detonaram sua carga quando estavam rodeados por agentes do poderoso Diretório de Segurança Geral do Líbano. A nota afirma que a agência de segurança é leal à milícia Hezbollah, que luta na Síria junto com as forças do presidente Bashar al-Assad. O grupo xiita, que significa partido de Deus em árabe, foi chamado no comunicado de “partido de Satanás”.

“Dizemos ao partido de Satanás e a seu Exército no Líbano este é apenas o começo. Preparem-se para centenas de mártires que amam a sangue de Rafida”, afirmou o Isis, usando um termo depreciativo para muçulmanos xiitas.

Foi o terceiro ataque suicida no Líbano em menos de uma semana.


ONU: 110 mil pessoas fugiram da Ucrânia para a Rússia

Outras 54 mil abandonaram suas casas e foram para outras regiões do país


O Globo
com agências internacionais

GENEBRA — Um total de 110 mil ucranianos fugiu para a Rússia neste ano e outros 54 mil abandonaram suas casas, mas permaneceram no país, enquanto as forças governamentais combatem rebeldes separatistas, anunciou nesta sexta-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Apenas 9.500 dos que foram à Rússia fizeram solicitação de refúgio. Muitos temem futuras represálias caso façam o pedido e, em seguida, decidam voltar à Ucrânia, afirmou a porta-voz da agência Melissa Fleming, citando estatísticas oficiais russas e outras fontes de informação da ONU. Outros 750 ucranianos buscaram refúgio na Polônia, Belarus, República Checa e Romênia, segundo a ONU.

O número de pessoas deslocadas internamente na Ucrânia representa um aumento na comparação com a semana passada. Cerca de 12 mil são da Crimeia, que foi anexada à Rússia em março, e o resto do Leste da Ucrânia.

Dentro do país, a maior concentração de refugiados encontra-se em Sviatogorsk, na região de Donetsk, que declarou independência ao governo de Kiev.

— O aumento do número durante a última semana coincide com a recente deterioração da situação no Leste da Ucrânia — disse Fleming. — As pessoas deslocadas citam anarquia, medo de sequestros e violação dos direitos humanos.

Muitos ucranianos que chegam à região russa são agrupados em Rostov-on-Don, onde há 12.900 refugiados, incluindo cinco mil crianças, e Bryansk, com 6.500 refugiados.

Em Rostov, eles são alojados em prédios públicos e em acampamentos. A maioria dos deslocados em Bryansk está com familiares ou amigos.

ONG denuncia 190 execuções pelo Isis em cidade iraquiana

Human Rights Watch confirmou o massacre com base na análise de fotografias divulgadas pelo grupo terrorista


O Globo
com agências internacionais

BAGDÁ — A organização internacional Human Rights Watch anunciou sexta-feira que os jihadistas do Estado Islâmico no Iraque e na Síria (Isis) mataram entre 160 e 190 homens em Tikrit, cidade natal do ex-ditador Saddam Hussein, a 180 quilômetros de Bagdá. A instituição confirmou a informação após analisar fotografias que próprio grupo terrorista divulgou nas redes sociais.



Fotos divulgadas pelo Isis nas redes sociais foram divulgadas pela Human Rights Watch
Foto: AFPFotos divulgadas pelo Isis nas redes sociais foram divulgadas pela Human Rights Watch - AFP

“A análise das fotografias indica fortemente que o Isis tem conduzido execuções em massa em Tikrit depois de tomar o controle da cidade em 11 de junho”, disse a ONG em um comunicado.

Segundo o relatório, o massacre de quase 200 homens ocorreu em pelo menos duas localidades entre os dias 11 e 14 de junho. A a organização ainda informou que enfrenta dificuldades em localizar os corpos e acessar a área impede uma investigação completa.

Depois de tomar a cidade ao norte de Bagdá, os extremistas sunitas divulgaram fotos e vídeos de supostas execuções em massa, informando que 1,7 mil soldados do Exército iraquiano haviam morrido. As imagens tiveram a autenticidade comprovada pela AP e a ONU denunciou que o grupo havia perpetrado crimes de guerra por “uma série de execução a sangue-frio sistemática” de centenas de soldados e civis capturados em Tikrit.

Com base na análise das imagens e comparando-as com fotografias do mesmo local, em 2013, a Human Rights Watch concluiu que duas delas foram tiradas em um campo localizado a cerca de 100 metros de um antigo palácio de Saddam Hussein, perto do rio Tigre. A organização também revisou imagens de satélite da área em 16 de junho. No entanto, não aparece nenhuma evidência de que os corpos foram encontrados, só os sinais de movimentos na terra, incluindo a trilha de alguns veículos.

A organização conseguiu falar com iraquiano que testemunhou as execuções do telhado de sua casa. Ele contou detalhes do massacre orquestrado pelo grupo Isis

— Eu vi com meus próprios olhos. Era tarde e havia uma longa fila de homens. Pude ver cerca de 10 militantes apontando seus fuzis para uma longa fila de homens que saiam de caminhões. Alguns usavam máscaras e outros tinham o rosto descoberto. Os sequestrados usavam roupas civis — contou o homem, que logo depois das execuções deixou a cidade.

No dia 22, o governo xiita de Nuri al-Maliki reconheceu que os corpos de alguns dos 175 recrutas assassinados foram jogados no rio Tigre e outros enterrados em uma vala comum. Essa não é a primeira evidência da Human Rights Watch dos graves crimes cometidos pelo grupo jihadista.

O diretor de emergências da organização, Peter Bouckaert, ressaltou que o Isis está cometendo assassinatos em massa que podem ser considerados crimes contra a humanidade. Mas Bouckaert alertou que os olhos do mundo estão observando os iraquianos.


Obama envia ao Congresso pedido para financiamento de guerra de US$ 60 bi

Montante é o menor solicitado pelo Pentágono em uma década


O Globo
com agências internacionais

WASHINGTON - A Casa Branca enviou nesta quinta-feira ao Congresso um pedido de financiamento de guerra para 2015 de quase 60 bilhões de dólares, uma queda de 20 bilhões de dólares em relação ao ano fiscal atual, depois que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu retirar parte das tropas do Afeganistão até 31 de dezembro.

Obama, em uma carta enviada ao presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, pediu 58,6 bilhões de dólares para a guerra no Afeganistão e outras atividades militares no exterior, o menor pedido de fundos de guerra feito pelo Pentágono em uma década.

Além de financiar a guerra no Afeganistão, a Casa Branca também pediu 500 milhões de dólares para apoiar a oposição moderada da Síria, 1,5 bilhão de dólares para a estabilidade nos países que fazem fronteira com a Síria que foram inundados com refugiados e 140 milhões de dólares para treinamento não-operacional no Iraque.

O montante é aproximadamente 20 bilhões de dólares menor do que o atual ano fiscal, que termina em 30 de setembro, e 20 bilhões de dólares a menos do que o valor de 79,4 bilhões de dólares da proposta orçamentária enviada ao Congresso em fevereiro.

O pedido a Boehner também incluiu 1,4 bilhão de dólares em Operações de Contingência no Exterior para o Departamento de Estado, elevando o pedido total para 7,3 bilhões de dólares. O departamento havia pedido 5,9 bilhões de dólares em operações no exterior na proposta orçamentária de fevereiro.

Iraque vai reformar arsenal brasileiro para sufocar insurgentes

Um conjunto com veículos blindados e de lançadores múltiplos de foguetes fabricados no Brasil será reformado à toque de caixa pelo governo iraquiano. O objetivo é dispor desse excedente bélico para sufocar futuras ondas de insurgência, exatamente como das últimas semanas.


Renato Jakitas | Voz da Rússia

O país do Oriente Médio vive hoje um estado próximo ao de guerra civil, desde o Levante promovido pelo grupo radical denominado Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).

A frota em questão a ser modernizada é composta pelo que sobrou dos lotes de blindados Cascavel e de lançadores de foguetes Astros II. Os equipamentos foram adquiridos por Saddam Hussein entre os anos 1970 e 1990. Entre as fornecedoras, a já extinta Engesa, e a Avibras Aeroespacial, uma das principais fábricas da área de defesa brasileira, instalada no pólo de tecnologia avançada de São José dos Campos, no interior de São Paulo.

A história foi noticiada há uma semana pelo jornal O Estado de S.Paulo e ainda não existem detalhes sobre a ação, que é liderada pelo premiê iraquiano, o xiita Nouri Al-Maliki, político que também acumula o cargo de ministro da Defesa local.

Sabe-se, contudo, que a verba para a modernização sairá de uma manobra financeira aplicada ao Fundo Especial de Recuperação, uma linha de financiamento aberta pelo governo dos Estados Unidos há uma década e que tem até R$20 bilhões disponíveis para ser sacado pelo governo iraquiano.

Quase nada se sabe também das necessidades de reforma e o nível de modernização a ser encomendado por Al-Maliki à frota. Na verdade, faz tempo que não se vê em ação um desses equipamentos. A última unidade a utilizar o blindado brasileiro Cascavel EE9 foi a Guarda Republicana, a tropa de elite de Saddam que tanto se especulou durante as duas guerras do golfo.


Cascavel EE-9
Assim como o Brasil, outros 32 países eram fornecedores bélicos de Sadam Hussein, que era um comprador dos mais ativos da região. Segundo dados da Carteira de Comércio Exterior brasileira, 363 unidades do blindando foram exportados para o Iraque. Boa parte dessa frota, que saiu equipada com canhões de 90 milímetros, foi abatida em combate.

Destino parecido tiveram os lançadores múltiplos de foguetes de saturação Astros II são cerca de 66 carretas já com 40 anos de utilização. Além das avarias que se acumulam com o tempo de utilização, há também de se investir em munição. Desde o inicio da primeira guerra dos golfo, em 1991, o governo não investe em aquisição de foguetes para a bateria, que tem raio de ação de 9 a 70 quilômetros.


Astros II
Ar e mar. O recrudescimento da insurgência iraquiana levou os EUA a enviar quase 300 militares super especializadas para assessorar e treinar o novo Exército do país.

Paralelo a isso, foi deslocado para a região um contingente de ação rápida com 575 combatentes, contando 275 marines enviados a Bagdá para expandir a segurança da embaixada.

Também está na região o porta-aviões USS George H. W. Bush. O grupo naval leva 90 aeronaves, entre elas drones, caças, aviões de reconhecimento e helicópteros.



Exército receberá veículos de guerra modulares até 2020

Tropa russa será a primeira do mundo a utilizar plataformas de combate unificadas para as forças terrestres.


Dmítri Litóvkin, especial para Gazeta Russa

O uso de plataformas comuns deverá simplificar e reduzir os custos de produção e manutenção de equipamentos, bem como facilitar o desenvolvimento de instrumentos para diferentes fins com base em um design modular. Os primeiros protótipos que incorporam a nova tecnologia deverão estar disponíveis nos próximos 2 a 3 anos.

O especialista na área de blindados, Viktor Murakhovski, afirma que a uniformidade do equipamento simplifica sua operação e exploração durante o combate. “Um único chassi pode tomar diferentes formas de acordo com os módulos e outros equipamentos de combate incorporados sem grande reformulação da própria máquina – como a estrutura do Lego”, diz Murakhovski, acrescentando que há 3 projetos em andamento nessa área.

O primeiro deles, chamado “Armata”, está relacionado a veículos pesados de até 60 toneladas baseados em um único chassi: um novo tanque de guerra, um veículo de combate de infantaria e outros veículos de engenharia para o Exército russo. Atualmente, este projeto é tão secreto quanto foi o do caça de quinta geração T-50 no início.


Armata
A única informação conhecida sobre o novo tanque é que sua torreta não será tripulada. A tripulação ficará em um habitáculo especialmente blindado contra uma nova geração de projéteis inimigos. Os testes do novo tanque devem começar no próximo ano e sua produção em série acontecerá entre 2015 a 2020.

De acordo com o vice-primeiro-ministro russo, Dmítri Rogózin, planeja-se incluir o novo tanque no desfile da Praça Vermelha, em Moscou. O Ministério da Defesa pretende adquirir, pelo menos, 2.300 desses equipamentos.

O segundo projeto é relacionado a uma linha de veículos blindados de rodas (Boomerang) e de esteira (Kurganets), com peso de até 25 toneladas. O motor desses veículos fica localizado na parte frontal e o compartimento de transporte de tropas, na parte traseira – oferecendo maior proteção em caso de ataque com munições de carga oca, bem como facilitando a entrada e saída da tropa através de uma rampa articulada.


Boomerang
Por último, há o projeto Typhoon de carros blindados leves. De aparência futurista, o projeto prevê uma família de plataformas automotivas multifuncionais. O “mais simples” é um carro de combate multieixo de transporte de tropas, capaz de transpor lâminas de águas de 2 metros de profundidade e atingir até 100 km/h em terreno acidentado.

Kamaz Typhoon
O design do veículo tem como objetivo evitar que os soldados em seu interior não sofram com a explosão minas terrestres. Por isso, é equipado com chapas laterais de proteção e assentos especiais contra minas. Esse assentos são de base ergonômica, que seguem plenamente os contornos do corpo humano, e os cintos de segurança, de cinco pontos, são como os de carros de corrida. Os assentos ainda possuem arcos de segurança ligados ao teto do veículo, proporcionando uma impressionante defesa contra minas terrestres.

Além disso, o Typhoon é totalmente digitalizado. Dentro dele há telas de LCD que exibem informações técnicas sobre o funcionamento do veículo e transmitem imagens de câmeras espalhadas ao seu redor. Mesmo em uma situação de completa perda de visibilidade, o motorista ainda é capaz de dirigir o Typhoon.

Aposta na uniformidade

Uma exigência para as máquinas de guerra modernas é a modularidade. A Kamaz desenvolveu o “Mustang” – uma família inteira de 10 tipos de caminhões compostos por 2 a 4 eixos. Neste chassi, a empresa elaborou o veículo blindado “Vystrel” e uma variante aerotransportável que irá substituir o lendário e ainda indispensável Gaz-66.


Kamaz Vystrel
Cada família de veículos possui completa permutabilidade de peças e mecanismos com objetivo de facilitar a manutenção em campo. A empresa oferece ainda o conceito de plataforma de sistemas de armas baseadas em seus chassis. Por exemplo, o caminhão de quatro eixos Kamaz recebeu o sistema de defesa antiaérea “Pantsir”, pesando 24 toneladas e equipado com mísseis e canhões.

O Ministério da Defesa espera que o surgimento dessas novas plataformas de combate unificadas irão reduzir drasticamente o custo de manuntenção da frota e aumentar a sua eficiência, uma vez que o mesmo chassi poderá ser alocado em unidades complementares da divisão do Exército.

Há também grandes perspectivas de exportação, já que o design modular permite que cada cliente customize seu equipamento de combate. Por exemplo, o sistema de defesa antiaérea Pantsir pode ser instalado sobre uma viatura de rodas da Kamaz ou plataforma estática.


Recusado pela Índia, MiG-35 se prepara para pouso no Egito

Futura venda de caça multifuncional faz parte de ofensiva diplomática de Moscou no Oriente Médio.


Rakesh Krishnan Simha, especial para Gazeta Russa

O russo MiG-35, que perdeu uma licitação entre os modelos multifuncionais na Índia em 2010, deve começar a sobrevoar o espaço aéreo egípcio. Moscou e Cairo estão acertando os detalhes de um acordo estimado em US$ 3 bilhões para fornecer, entre outras coisas, 24 caças MiG-35 avançados para o país – com cada unidade avaliada em US$ 30 a 40 milhões.




A venda do MiG-35, que foi discutida durante a visita de uma delegação militar russa para o Egito em abril passado, é um desenvolvimento significativo nas relações entre os dois países. Mikhail Riabov, especialista militar que fazia parte da equipe de assessoria militar russa durante a guerra árabe-israelense de 1973, disse recentemente a um jornal egípcio que “os acordos serão colocados em prática em um futuro próximo”.

Como o Egito era governado por um governo interino, o acerto foi basicamente verbal. Os russos estavam apostando no marechal Abdel-Fattah Al-Sisi para ganhar as eleições e celebrar o contrato no início do seu mandato – e Al-Sisi entrou no poder em maio passado.

Acredita-se que o escopo do acordo também possa ser ampliado para incluir mais equipamentos de defesa, tais como os helicópteros de combate aéreo Mi-35, mísseis antitanque e sistemas de defesa costeira.

Características do avião

A Força Aérea Egípcia, que é em grande parte dependente dos obsoletos caças a jato de fabricação americana F-16, está provavelmente ansiosa para receber o novo modelo russo. O MiG, que foi apresentado pela primeira vez em um show aéreo de Bangalore em 2007, é uma aeronave multifuncional com bons recursos tanto em missões ar-ar, como em ataques de precisão contra alvos terrestres, em todos os tipos de clima.

A versão para exportação será equipada ainda com radar de varredura eletrônica ativa Zhuk-AE, e é compatível com sistemas de armas russos e ocidentais. Embora seus detratores digam que o MiG-35 é apenas um MiG-29 em nova roupagem, a realidade é que trata-se de uma aeronave mais aperfeiçoada e 30% maior.

Não só é capaz de neutralizar aeronaves de ataque e mísseis de cruzeiro, como também pode destruir alvos marítimos e na superfície a partir de grandes distâncias e realizar missões de reconhecimento aéreo. Além disso, pode apresentar algumas características stealth (invisibilidade) devido à utilização de materiais compósitos.

De acordo com o comandante da Força Aérea Russa, o general Aleksandr Zelin, até que o caça stealth PAK-FA seja introduzido, os militares russos usarão os novos caças multifuncionais MiG-35 para enfrentar a mais recente aeronave furtiva dos EUA, o caça F-35.

O governo russo assinou um contrato de US$ 473 milhões por 16 caças MiG-35, com início de entregas em 2016. Segundo a United Aircraft Corporation, a empresa tem expectativa de que cerca de 100 unidades do MiG-35 sejam adquiridos “em curto prazo”.

Duelo de estratégias

Se a venda se concretizar, será um acontecimento de importância estratégica, pois marcará o retorno da Rússia ao coração do Oriente Médio – depois de 40 anos no “deserto diplomático”. Em 1972, o então presidente egípcio Anwar Sadat expulsou mais de 17.000 conselheiros militares soviéticos do país e entrou em uma aliança com os Estados Unidos e Israel.

O acordo não só será um sinal de que a influência americana na região está enfraquecendo, mas, do ponto de vista do Kremlin, seria mais uma conquista – depois da Síria e da Crimeia – em sua disputa estratégica com o Ocidente.

De acordo com analistas Yiftah Shapir, Zvi Magen e Gal Perel, do Instituto de Israel para Estudos de Segurança Nacional, “a Rússia designou o Oriente Médio como outra frente na sua luta global contra o Ocidente, em parte para equilibrar as pressões sobre si no leste da Europa”.

A Rússia teria, portanto, um interesse claro no contrato de armas com o Egito, pois poderia reforçar significativamente a sua posição internacional e servir como um exemplo digno para os outros países da região também ampliarem a cooperação.

Os israelenses acreditam que o acordo é um grande revés para a política dos EUA e diplomacia no Oriente Médio – uma rejeição direta a Washington. Um analista local descreveu a situação como se “Obama estivesse perdendo o Egito para Pútin”.

Quem paga?

O Egito está à beira da inadimplência financeira. Desde que os russos partiram na década de 1970, as exigências de defesa do país foram atendidas pelos Estados Unidos.

No entanto, em outubro de 2013, os EUA declarou que iria reajustar a ajuda de defesa para o Egito e suspender parte do fornecimento por causa de uma lei americana que proíbe a exportação de armas para regimes que chegaram ao poder por meio de um golpe militar.

Nesse cenário, a capacidade do Egito de autofinanciar essas compras de grande valor é duvidoso. Embora a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos estejam declaradamente dispostos a pagar pelos MiGs, a grande questão é: será que eles farão isso mesmo?

Ambas as ditaduras do Golfo estão firmemente ligadas ao domínio americano, mas ultimamente têm tentado fazer as pazes com Moscou. Os sauditas, que apoiavam abertamente os fundamentalistas islâmicos na Síria, em uma tentativa de derrubar o presidente Bashar Al-Assad, acabaram frustrados quando os Estados Unidos recuaram e decidiram não atacar a Síria.

A Arábia Saudita também está preocupada com as investidas americanas em relação ao seu arqui-inimigo Irã. O fortalecimento do Egito, que é o único país árabe (agora que o Iraque foi neutralizado) que pode resistir como um baluarte contra os temidos persas, é, portanto, do interesse do governo de Riad.



Ministério da Defesa russo recebe primeiro avião de transporte Il-476 de série

O primeiro de 39 aviões de transporte Il-76MD-90A (Il-476) para o Ministério da Defesa russo será entregue ao cliente no outono deste ano, anunciou um representante da fábrica Aviastar em Ulianovsk, onde são produzidas estas máquinas.


Oleg Nekhai | Voz da Rússia

O avião de transporte militar pesado IL-76MD-90A, ou como é também chamado IL-476, pode transportar até 50 toneladas de carga, a sua autonomia de voo é de 6.000 quilômetros, e a velocidade é de 850 km por hora. No mercado doméstico, ele tem demanda de agências como o Ministério da Defesa, o Ministério para Situações de Emergência e o Ministério do Interior.



O IL-476 é uma versão atualizada do famoso avião de transporte militar IL-76. Os primeiros IL-76 foram lançados na década de 80 do século passado. Já quase há 30 anos. Neste tempo a tecnologia deu um salto para a frente, nota o editor-executivo do jornal Nezavisimoe Voennoe Obozrenie (Revista Militar Independente) Viktor Litovkin:

“O Il-476 tem um novo sistema de pilotagem e navegação, é construído sobre uma nova base de elementos, com um novo programa eletrônico de computação. Mudou o sistema de controle automático da aeronave. No IL-476 foi instalado um novo motor PS-90. O avião leva a bordo mais paraquedistas e carga do que era antes”.

A máquina tem uma moderna cabine de vidro, foram introduzidas mudanças na construção da asa e do trem de pouso. Isto permitirá operá-lo mesmo desde aeródromos não preparados. A instalação do novo motor permitiu aumentar, em comparação com a versão de base, a autonomia de voo por 25%, a capacidade de carga em 15%, e reduzir o consumo de combustível. O Ministério da Defesa está mostrando um grande interesse nesse transportador, nota Viktor Litovkin:

“São necessários aviões de transporte militar para transportar equipamentos e pessoal. Hoje não podemos manter em todos os setores da fronteira um contingente militar completo capaz de refletir uma agressão militar de vários dias de um potencial inimigo. As Forças Armadas devem ter alta mobilidade para poder transferir tropas de um extremo do país para um outro ponto”.

Dado o grande tamanho do país, o exército necessita de muitos veícuos de transporte assim. Os primeiros IL-476 entrarão em serviço já no final deste ano. No âmbito do programa estatal de armamentos, o Ministério da Defesa planeja comprar também vários petroleiros de reabastecimento IL-476.

O avião cumpre integralmente os requisitos da Organização Internacional de Aviação Civil e da Eurocontrol, por isso é perfeito para voar em rotas aéreas internacionais. O IL-476 pode por muitos anos também cumprir missões de um avião de transporte militar. Nele pode ser instalado um novo sistema de defesa, fornecendo proteção contra complexos de defesa aérea do potencial inimigo.

Especialistas elogiam o potencial de exportação do IL-476 porque o avião tem um grande potencial para modernização e uma margem substancial de resistência. Por isso, depois da Rússia fornecer estas aeronaves às suas Forças Armadas, provavelmente, começará a executar contratos de exportação.

Entre os potenciais clientes estão tais países como a China, Índia, Argélia, Venezuela, países do Oriente Médio. É possível que vão também querer comprar o avião aqueles países da OTAN que antes faziam parte do Tratado de Varsóvia.

27 junho 2014

Pentágono confirma início de operação de drones em Bagdá

Voz da Rússia

As Forças Armadas dos EUA emitiram um comunicado confirmando o início da operação de drones dotados de armas no espaço aéreo de Bagdá, segundo noticia a CNN.

Os primeiros voos dos drones foram efetuados há um dia. Até o presente momento, os representantes do Pentágono afirmaram que os aparelhos que têm sobrevoado a capital do Iraque se destinavam exclusivamente ao reconhecimento e não levavam armas.

O comunicado ressalta que os veículos aéreos não tripulados dotados de armas não serão usados em operações ofensivas contra militantes islâmicos já que a sua única missão consiste em fornecer segurança adicional aos 180 conselheiros militares norte-americanos aquartelados em Bagdá. Quaisquer operações ofensivas exigirão a aprovação do presidente Barack Obama, lembraram os representantes das Forças Armadas.


Artilharia da Ucrânia bombardeia o núcleo urbano de Slavyansk

Voz da Rússia

Nas imediações de Slavyansk, uma cidade no leste da Ucrânia, continuam os combates entre as milícias e o exército, a cidade tem sido bombardeada várias vezes pela artilharia, disse esta sexta-feira à RIA Novosti uma fonte da milícia local.

Em particular, o exército ucraniano conseguiu reconquistar seu posto de controle perto da vila de Mirnoe, na periferia noroeste de Slavyansk, que na véspera tinha sido tomado pela milícia.

"Primeiro, o posto de controle foi atacado com fogo denso de morteiros, um miliciano foi ferido. Logo a seguir, os militares passaram à ofensiva atacando com quatro tanques e oito veículos blindados com efetivos de infantaria. Tivemos que deixar o posto de controle, que, além do mais, não é apropriado em termos de organização de sua defesa", relatou o representante da milícia.

Os milicianos responderam ao ataque das tropas disparando morteiros.



Rússia notifica Kiev sobre envio de ajuda humanitária para leste da Ucrânia

A Rússia notificou Kiev da sua intenção de prestar assistência humanitária às regiões orientais da Ucrânia.


Voz da Rússia

De acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, a parte russa, respondendo a numerosos pedidos da população de Donetsk e Lugansk para que lhes seja prestada assistência humanitária urgente, tem preparado 60 toneladas de carregamento humanitário, composto de alimentos e produtos básicos de higiene pessoal, para ser enviado a essas regiões por um comboio de caminhões do Ministério para Situações de Emergência russo.

Supõe-se que os caminhões partam para Donetsk e Lugansk, assim como, possivelmente, para outras regiões da Ucrânia onde há refugiados, em 28 de junho.



Quem combatem e que interesses defendem os rebeldes na Síria?

A Rússia irá vetar no Conselho de Segurança da ONU o projeto de resolução sobre a Síria se ele referir a possibilidade de introdução de sanções e o uso da força militar, avisou o embaixador da Federação Russa na ONU, Vitali Churkin.


Natalia Kovalenko | Voz da Rússia

Ele referiu igualmente que os planos de Washington para gastar 500 milhões de dólares no treinamento e equipamento da oposição síria só agravam um conflito, que já ultrapassou as fronteiras da Síria. A região já enfrenta uma ameaça terrorista sem precedentes que decorre, sobretudo, do agrupamento Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL). O armamento dos inimigos do regime de Bashar Assad apenas agrava a situação.

A Rússia irá vetar o projeto de resolução humanitária do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria, se ele prever sanções ou a possibilidade de uma operação militar contra Damasco. Os autores do documento, a Austrália, o Luxemburgo e a Jordânia, insistem numa referência no texto ao Capítulo VII da Carta das Nações Unidas. Esse capítulo prevê a aplicação de medidas coercivas, se a ajuda humanitária não chegar, por qualquer razão, ao seu destino.

Na opinião de Moscou isso não resolve o problema. Se a ajuda humanitária, ao circular pelo país, onde decorrem operações militares, for detida por combatentes indeterminados, a ameaça de introdução de sanções contra Damasco não irá corrigir a situação. Pelo contrário, isso irá criar motivos para constantes provocações contra os comboios humanitários.

O objetivo da resolução humanitária não é criar pretextos para provocações, mas ajudar realmente as populações que estão com dificuldades. Para esse fim, a Rússia realizou conversações com a Síria ao longo de várias semanas. Como resultado, há dias Damasco concordou em deixar passar a ajuda humanitária através dos postos de controle fronteiriços a partir da Jordânia, do Iraque e da Turquia. Moscou insiste que se deve continuar a cooperar com o governo sírio.

Quanto às resoluções do Conselho de Segurança, a delegação russa propõe que se aprove um documento que proíba formalmente as compras de petróleo aos rebeldes da Síria e do Iraque.

O que pode resultar dessas compras pode ser facilmente ilustrado pelo exemplo do Iraque, onde no norte já se estabeleceu firmemente o grupo extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL). Tendo começado com atividades subversivas no norte da Síria, seus combatentes passaram para o Iraque, conquistando uma série de regiões do país, campos petroleiros e refinarias. Agora seus rendimentos são de vários milhões de dólares por mês. Isso chega tanto para comprar armamentos modernos, como para atrair novos combatentes. Nesta semana o EIIL recebeu o juramento de fidelidade da organização terrorista Jabhat al-Nusra que combate na Síria.

A preocupação com esta situação foi expressa igualmente pelo secretário-geral da ONU Ban Ki-moon. Ele apelou ao “mundo para que a Jabhat al-Nusra e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante deixem de receber financiamentos e apoios”.

Nesse contexto, o apelo do presidente dos EUA Barack Obama ao Congresso para a atribuição de 500 milhões de dólares para treinamento e equipamento da oposição síria é, no mínimo, estranha. Na prática, Damasco e Bagdá combatem hoje o mesmo inimigo. Só que na Síria os interesses desses combatentes coincidem com os planos de Washington, mas no Iraque eles são diametralmente opostos, refere o analista político Pavel Zolotarev:

“Está acontecendo o que se previa que acontecesse. Tal como já se tinha avisado os norte-americanos em 2003, uma intervenção militar estrangeira não deixaria de criar um risco de desmembramento do Iraque. O paradoxo consiste em que, neste caso, as forças que desestabilizam a situação no Iraque são as mesmas forças que o fazem na Síria. Só que na Síria elas são apoiadas, mas no caso do Iraque parece que elas devem ser combatidas.”

Mas, por enquanto, quem realmente está combatendo os militantes do EIIL são, além de Bagdá, Damasco e Teerã. Washington continua com dificuldade em reconhecer que a divisão dos terroristas em “amigos” e “inimigos” cria um problema difícil de resolver. O caso da Al-Qaeda e do Afeganistão parece não ter ensinado nada aos norte-americanos.