29 janeiro 2016

Na guerra tudo vale? CIA falsifica vistos para terroristas de Al-Qaeda

A cooperação entre a Arábia Saudita e os EUA, inclusive a datada por 2013 e autorizada pelo presidente Barack Obama, provou-se pouco inocente.


Sputnik

A parceria duradoura entre a Agência Central de Inteligência (CIA na sigla em inglês) com a Arábia Saudita, o exemplo mais recente da que é um programa para armar rebeldes sírios autorizado pelo presidente Obama no início de 2013. No âmbito do programa "Timber Sycamore" (Madeira Sicômoro em português) os sauditas financiam e compram armas para os rebeldes sírios, enquanto a CIA treina-los em campos secretos na Jordânia. 


A placa da CIA
© flickr.com/ Erik bij de Vaate

A revelação respectiva foi feita pelo jornal norte-americano The New York Times e a Sputnik conseguiu obter declarações exclusivas de um dos ex-chefes da CIA que pessoalmente emitiu os vistos.


Cabe mencionar que a cooperação respetiva já dura por muitos anos e envolve também o serviço secreto britânico. Durante a época da presidência nos Estados Unidos de Ronald Reagan os sauditas financiaram generosamente, transferindo todo o dinheiro recebido dos EUA aos mujahidins no Afeganistão para que eles combaterem forças da União Soviética.

“Os requerentes de vistos eram recrutas para a guerra no Afeganistão contra as forças armadas da União Soviética. Além disso, com o passar do tempo os combatentes treinados nos Estados Unidos, passaram a outros campos de batalha: a Iugoslávia, Iraque, Líbia e Síria, divulgou à Sputnik ex-chefe do departamento de vistos dos EUA na Arábia Saudita.

Segundo o artigo em NYT, o financiamento de mujahidins foi realizado por via de contas bancárias na Suíça administradas pela CIA. As contas foram uma parte do programa Al-Yamamah criada em 1985 que previa o contrato de permuta de petróleo por armas entre britânicos e sauditas e visava criar "contas negras" grandes em offshores, inclusive nas Ilhas Cayman. Estas contas, de acordo com os dados recém-revelados, foram usadas como a principal fonte de financiamento de vários insurgentes, inclusive durante a guerra no Afeganistão contra militares soviéticos.

Mike Springmann: “Eu sei. Estive lá. Emiti os vistos”

Em entrevista exclusiva à Sputnik, Mike Springmann, que trabalhou entre 1987 e 1989 como o chefe do departamento de visas dos EUA em Jeddah (Arábia Saudita) partilhou da sua experiência de emissão de vistos norte-americanos a pessoas que tinham se tornado terroristas mais cedo.

No livro que ele escreveu, diz:

“Durante os anos 1980, a CIA recrutou e treinou agentes muçulmanos para lutar contra a invasão soviética do Afeganistão. Mais tarde, a CIA transferia os agentes do Afeganistão para os Balcãs, e depois para o Iraque, Líbia e Síria, viajando usando vistos ilegais dos Estados Unidos. Estes combatentes apoiados pelos EUA e treinados depois se transformaram em uma organização que é sinônima de terrorismo jihadista: al-Qaeda.”

Ao chegar ao aeroporto de Jeddah, Springmann descobriu que, como um agente consular, ele era esperado para processar mais de cem aplicações por dia, separando-os em categorias diferentes: "emissões", "recusa", e o que ele mais tarde denominou como "passagens gratuitas para agentes da CIA".

Na entrevista à Sputnik Springmann divulgou sobre batalhas quase diárias com vários oficiais e funcionários do departamento, que todo o tempo exigiram emitir visas para pessoas às quais a lei e regulamentos previam recusar.

Segundo ele divulgou na entrevista, eventualmente ele veio a perceber que seu dever de trabalho em Jeddah foi principalmente para garantir vistos para agentes da CIA, ou seja, estrangeiros recrutados pelos funcionários norte-americanos.

Springmann tentou protestar contra as práticas ilegais de emissão de vistos nos mais altos níveis do governo há mais de 20 anos, mas foi repetidamente atacado.




Daesh pode iniciar 'Blitzkrieg' na Líbia, afirma ex-diretor da CIA

Sputnik

Os militantes do grupo terrorista Daesh podem conduzir uma "blitzkrieg” (termo alemão para “guerra-relâmpago”) na Líbia, da mesma forma que fizeram no Iraque em 2014. Ao menos é o que pensa Michael Morrell, ex-diretor interino da Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA.


Trípoli, capital da Líbia
Trípoli, capital da Líbia © Sputnik/ Vladimir Fedorenko


"Eles estão atualmente expandindo esse território e combatentes estrangeiros estão começando a ir para a Líbia para lutar com o grupo ISIS [Daesh, autodenominado Estado Islâmico] lá. Eu não ficaria surpreso se nós acordássemos uma manhã e o ISIS na Líbia tivesse agarrado uma grande parte do território líbio. O mesmo tipo de blitzkrieg, em escala menor, que vimos no Iraque", testemunhou Morrell perante o Comitê de Serviços Armados do Senado norte-americano.


Após Iraque e Síria, a Líbia tornou-se o próximo país na mira das ambições expansionistas do Daesh, cujos membros esperam estabelecer um “califado” mundial. De acordo com o Ministério do Interior líbio, cerca de 5.000 militantes do grupo terrorista estão lutando atualmente no país.

Geopoliticamente, a importância estratégica da Líbia se resolve por sua localização no Norte da África, que separa o país da Europa apenas pelo Mar Mediterrâneo, segundo destaca um relatório divulgado pela ONU em dezembro. Segundo o documento, a Líbia é também uma "porta para o deserto africano que se estende para uma série de países africanos".

Além disso, trata-se de um dos países mais ricos em petróleo no Norte da África, o que fornece mais um motivo para a investida do Daesh, especialmente desde que os recursos petrolíferos do grupo começaram a ser alvejados pela operação militar russa na Síria, no final de setembro.

"A liderança do Estado Islâmico está buscando maneiras de compensar as perdas financeiras que sofreu, e de criar novos postos de backup fora do Oriente Médio. É por isso que [o Daesh] tem sido bastante ativo nos planos para assumir o controle da Líbia, que é particularmente rica em 'ouro negro'", observou o jornalista Martin Berger para New Oriental Outlook.

Desde que o líder líbio Muammar Khaddafi foi derrubado e morto em 2011, durante uma intervenção da OTAN na guerra civil líbia, o país tem sofrido uma profunda crise.

O Estado atualmente tem dois governos: um parlamento eleito sediado em Tobruk, no leste do país, reconhecido pela comunidade internacional, e um Congresso Geral Nacional em Trípoli.


EI enfrenta deserção em massa na Síria, anuncia Defesa

Cerca de 600 bases do grupo terrorista foram atingidas nos últimos quatro dias. Número de desertores pode ser ainda maior devido a ataques a Salma, afirmam militares russos.


Rossiyskaia Gazeta

Cerca de 30 homens deixaram as fileiras do grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, após aviação russa realizar 157 missões a 579 alvos de infraestruturas terroristas nas províncias de Aleppo, Deir ez-Zor, Homs, Hama, Latakia e Raqqa, nos últimos quatro dias.


Sukhoi Su-34

“No povoado de Kabaklia, localizado na província de Latakia, bombardeiros Su-34 atacaram posições do EI em elevada altitude”, anunciou o porta-voz do Ministério da Defesa, o major-general Igor Konachenkov.

“Como resultado direto do ataque foram destruídos quatro veículos utilitários com metralhadoras pesadas, e cerca de 20 homens foram mortos”, completou Konachenkov. A iniciativa teria, então, estimulado a deserção de 30 combatentes do Estado Islâmico no domingo passado (17).

Ainda segundo informações dos militares russos, depois de as tropas sírias terem libertado a cidade de Salma, com o apoio das Forças Aeroespaciais russas, teriam sido detectados novos casos de deserção em massa e a recusa de unidades inteiras em prosseguir nos combates.

As operações do Exército sírio em Salma, na província síria de Latakia, tiveram início no último dia 12 de janeiro.

Segundo o chefe de operações do Estado-Maior, o tenente-general Serguêi Rudskoi, um destacamento da oposição conhecido como “Falcões do Deserto” ajudou na libertação da região, considerada um dos “principais bastiões do Estado Islâmico”.




Nota do Comando de Operações Navais sobre a matéria ‘Porta-aviões São Paulo terá tripulação reduzida para cortar gastos’

Poder Naval

Em relação à matéria publicada em 22 de janeiro pelo sítio “Poder Naval”, intitulada “Porta-aviões ‘São Paulo’ terá tripulação reduzida para cortar gastos” o Comando de Operações Navais esclarece que a decisão de reduzir a tripulação do Navio Aeródromo (NAe) “São Paulo” visa a direcionar para outros navios da Esquadra parte da tripulação que não estará diretamente envolvida nos reparos, a fim de manter o adestramento dessa parcela de pessoal. 

NAe A-12 São Paulo

É importante destacar que o NAe “São Paulo” permanece como um importante meio estratégico para o cumprimento da missão da Marinha, principalmente no que tange à tarefa básica do Poder Naval referente ao Controle de Área Marítima.

Em decorrência disso, a Alta Administração Naval estabeleceu uma Coordenadoria específica, na estrutura da Diretoria-Geral do Material da Marinha, a fim de conduzir a avaliação da modernização do Navio, que envolve, principalmente, estudos relativos a novos arranjos de sua propulsão, bem como, a necessária inspeção técnica do estado do seu casco, esta já realizada em 2015. Tal avaliação exige um trabalho minucioso, que demandará um tempo compatível com a sua complexidade para ser concluído e alcançar os resultados esperados, durante o qual, o NAe permanecerá ativo, porém sem operar, realizando apenas as tarefas de manutenção rotineiras.

O tempo necessário para o retorno do NAe “São Paulo” à plena atividade operativa dependerá, obviamente, das diversas metas que serão apontadas pela avaliação, a cargo da citada Coordenadoria, bem como, da disponibilidade de recursos orçamentários alocados à Marinha, a partir dos próximos anos, a qual será determinante para garantir a execução do projeto de modernização.

Tão logo o Navio recupere a sua condição operativa, será restabelecida a lotação de pessoal necessária à sua plena operação.

Por fim, a Marinha reitera o interesse na garantia da segurança e da manutenção do NAe “São Paulo”, almejando a breve retomada de sua total capacidade de operação.

Informo, ainda, que a divulgação da redução da tripulação do NAe “São Paulo” para a imprensa ocorreu de forma não compatível com as Normas e Regulamentos da MB, fato que será apurado por meio de procedimentos administrativos.



Ex-TCD ‘Siroco’ agora é NDM ‘Bahia’ – G40

Poder Naval

Nas fotos divulgadas pelos site www.lemarin.fr, o ex-TCD (Transport de chalands de débarquement) Siroco, agora NDM (Navio de Desembarque Multipropósito) Bahia, aparece atracado em Toulon na França já com o novo indicativo visual G40 pintado e com o pavilhão nacional brasileiro hasteado na popa. 


NDM Bahia - 1
G-40 Bahia

O navio passa por reparos e nova pintura antes de iniciar sua viagem ao Brasil.


Porta-aviões ‘São Paulo’ terá tripulação reduzida para cortar gastos

Poder Naval

O Comando de Operações Navais determinou ao Comando em Chefe da Esquadra a apresentação de um plano de redução da tripulação do Navio-Aeródromo São Paulo (A12) em até 30 dias, para manter apenas um grupo de manutenção e vigilância a bordo. 


NAe A-12 São Paulo

A medida visa adequar os gastos do navio à atual situação orçamentária, pois não se vislumbra a disponibilidade de recursos para a modernização do porta-aviões até 2018.


26 janeiro 2016

Alerta de tiroteio fecha hospital da Marinha nos EUA; buscas continuam

Ocupantes foram orientados a 'correr, se esconder ou lutar'.

Testemunha relatou tiros; Marinha não achou sinal de tiroteio em busca.


Do G1, em São Paulo

Um hospital da Marinha dos Estados Unidos em San Diego, no estado da Califórnia, informou que um homem armado entrou em um dos prédios da instituição na manhã desta terça-feira (26). Duas horas e meia depois, a Marinha afirmou que uma vistoria inicial não encontrou sinais de tiroteio nem de atirador, mas as buscas continuam sendo feitas.


Comunicado do hospital da marinha de San Diego em sua página no Facebook informa que um atirador está em ação em um dos prédios e orienta que as pessoas que estão no local "fujam, se escondam ou lutem" (Foto: CNN)
Comunicado do hospital da marinha de San Diego em sua página no Facebook informa que um atirador está em ação em um dos prédios e orienta que as pessoas que estão no local;fujam, se escondam ou lutem (Foto: CNN)

Segundo comunicado do hospital em sua página no Facebook, os ocupantes foram orientados a "fugir, se esconder ou lutar". Equipes de casos não emergenciais foram orientadas a se afastar do local.

Um porta-voz do hospital disse à CNN que três tiros foram ouvidos no porão de um dos prédios da instituição por volta das 8h locais (14h, pelo horário de Brasília). A emissora de notícias local CBS 8 informou que a polícia tinha confirmado a ocorrência de disparos do lado de fora do Edifício 26, no terceiro andar do hospital.

Por volta das 16h30 (horário de Brasília), a Marinha afirmou em um comunicado que uma inspeção inicial no local não encontrou sinais de nenhum atirador ou de tiroteio, mas que buscas mais detalhadas estão sendo feitas em todos os andares do prédio. O comunicado afirmava ainda que o atendimento do hospital continuou, apesar do isolamento.

O hospital informou em sua página no Facebook que a investigação continua e que por enquanto o acesso ao local continua fechado.


Um carro da Swat (operações especiais da polícia) foi visto entrando na área do hospital, de acordo com a emissora NBC.

A vizinha base naval de San Diego também publicou informações na internet sobre possíveis disparos.

"Se estiver em risco imediato, esconda-se e procure abrigo em local seguro", recomendou a página da base no Facebook.

San Diego, a cidade mais ao sul da costa da Califórnia, tem uma extensa infraestrutura militar e é um porto importante da Marinha americana.



23 janeiro 2016

Operação russa muda rumo da guerra contra o Daesh na Síria

A operação realizada pela Força Aeroespacial da Rússia na Síria, a pedido de Bashar Assad, fez a guerra contra o grupo terrorista Daesh mudar de rumo, revela uma análise recém-publicada.


Sputnik

Os pilotos russos que têm atuado em conjunto com o Exército sírio ao mesmo tempo que a insurgência no país é financiada do estrangeiro, especialmente em torno da cidade de Damasco, reapresentou uma ameaça real e, com forças conjuntas, foi possível não só conter, mas mesmo mudar completamente o rumo da situação.


Dia-a-dia na Base Aérea da Rússia na Síria
© Foto: Ministério da Defesa da Rùssia

Esta informação foi divulgada pelo analista sênior em questões de Oriente Médio e África do Norte da agência britânica IHS (especializada em publicação de dados de inteligência e análises militares), Columb Strack.

A sua análise mostra que o envolvimento da Rússia ajudou as forças oficiais do país a aumentar o território sob o seu controle em 1,3%.

O autor avaliou os dados assim:

“Estes ganhos representam uma inversão da posição governamental, tendo em conta que elas [forças governamentais] haviam perdido 18% do seu território nos primeiros oito meses de 2015 e estavam quase a perder Aleppo, além dos intensos ataques contra os alauitas em Latakia.”

Cabe lembrar que, no início da semana em curso, um porta-voz do Exército sírio anunciou que, desde 27 de Dezembro, as forças lideradas por Damasco destruíram 1.662 alvos terroristas nas áreas circundantes de Damasco, Homs, Hama, Idleb, Aleppo e Deir Ezzor.

Na semana passada, o Exército sírio conseguiu um grande avanço quando expulsou os terroristas de praticamente todo o território no norte da província síria de Latakia, inclusive das cidades de Salma e Kobani.

Estes acontecimentos criaram a possibilidade não só para um cessar-fogo local, mas também para lançar um processo pacífico patrocinado pela ONU. A resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas 2254, aprovada por unanimidade em dezembro de 2015 oferece um plano para a resolução da crise na Síria, que inclui negociações, cessar-fogo a nível nacional e eleições subsequentes.

A Síria vive desde 2011 em estado da guerra permanente e, segundo os dados da ONU, já perdeu mais de 230 mil pessoas. As tropas do governo sírio combatem vários grupos rebeldes e organizações militares, inclusive grupos terroristas como o Daesh e a Frente al-Nusra, ambos proibidos na Rússia.



Militares norte-americanos danificam míssil nuclear

O incidente ocorreu durante trabalhos de manutenção técnica da unidade de munição no silo do míssil. Este erro custou ao exército 1,8 milhões de dólares.


Sputnik

O incidente, que teve lugar em maio de 2014 por erro de três soldados da Força Aérea dos EUA, provocou danos ao míssil balístico Minuteman III, informou neste sábado (23) a agência Associated Press, citando o respectivo comunicado da Força Aérea norte-americana. 

Minuteman III
 
A razão divulgada do incidente foi a falha de um chefe e de dois soldados de uma brigada de manutenção, que não seguiram as orientações técnicas.

Segundo a agência, os culpados no incidente foram privados da sua certificação que permite trabalhar com armas nucleares, o míssil danificado foi retirado do silo, tendo sido iniciada uma investigação.

De acordo com os regulamentos da Força Aérea dos EUA, os resultados da investigação devem ser tornados públicos. Mesmo assim, a íntegra do texto da investigação foi declarada secreta por decisão de general Robin Rand em novembro de 2015, após este passar a chefiar o Comando de Ataque Global da Força Aérea norte-americana em julho de 2015.

A informação sobre o incidente só foi enviada pela Força Aérea à Associated Press na sexta-feira (22) e especifica que se trata do silo de um míssil localizado no estado de Colorado e que a manutenção técnica foi realizada pelo 320º esquadrão de mísseis do 90º Missile Asa da Força Aérea dos EUA.

Outros detalhes do incidente não foram divulgados por razões de segurança.



Kerry acusa Irã de armar Hezbollah com até 80 mil foguetes

Os Estados Unidos compartilham os temores da Arábia Saudita sobre o fornecimento por parte do Irã de até 80 mil foguetes à milícia xiita Hezbollah, afirmou o secretário de estado americano, John Kerry, neste sábado.


Sputnik

Em uma entrevista coletiva ao lado do ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel Jubeir, Kerry disse que as preocupações são o motivo pelo qual Washington mantém certas sanções contra o Irã. 


Hezbollah

“O Hezbollah tem de 70 a 80 mil foguetes. Para que eles precisam daquilo? E muito disso é fornecido, obviamente, pela fronteira do Irã com Damasco”, disse Kerry.

O Hezbollah vem lutando contra insurgentes na Síria — inclusive o grupo terrorista Frente Nusra.

“Então essas são preocupações que compartilhamos, que é por que os fatores de armas, mísseis, direitos humanos e patrocínio estatal ao terrorismo são todos parte das sanções que continuam por parte dos Estados Unidos”, afirmou Kerry.

Na última semana, Teerã cumpriu uma parte importante no desmantelamento de seu programa nuclear na última semana, abrindo caminho para o fim das sanções de acordo com o que era previsto no acordo nuclear firmado com as potências mundiais do grupo P5+1.

O reino sunita da Arábia Saudita está entre os rivais do Irã na região, inclusive Israel, que se opuseram ao acordo nuclear. Riad cortou relações diplomáticas com Teerã no início de janeiro.


EUA consideram ação militar na Líbia para ‘salvar’ África do Daesh

Após campanhas frustradas no Iraque e na Síria, os Estados Unidos agora estão de olho na Líbia como local da próxima “ação decisiva militar” de Washington.


Sputnik

Citando uma crescente ameaça de expansão do Daesh (grupo terrorista também conhecido como Estado Islâmico) na Líbia, o governo americano está considerando a ideia de enviar militares para varrer terroristas do país africano. 


Caças da Força Aérea americana
F-16 © US Air Force

“É justo dizer que estamos buscando tomar uma ação decisiva militar contra o Daesh em conjunção com o processo político na Líbia. O presidente deixou claro que temos autoridade para usar força militar”, declarou o general americano Joseph Dunford, líder dos chefes de gabinete, citado pelo jornal New York Times.

Junto a seus aliados — Grã-Bretanha, França e Itália — os Estados Unidos querem intervir em outro país sob o pretexto de “cortar o crescimento” do Daesh no norte da África e nos países subsaarianos, escreveu a agência Reuters.

“Quando olho para a Líbia, vejo a Líbia como uma plataforma do Daesh da qual eles podem realizar atividades malignas em toda a África”, disse Dunford.

No momento, não está claro quando exatamente uma operação militar americana começaria, mas voos de reconhecimento e obtenção de inteligência por parte dos EUA indicam que uma intervenção militar estaria prestas a acontecer dentro de “semanas”, segundo Dunford.

O problema de uma intervenção militar é que os Estados Unidos ainda precisam derrotar o Daesh e outros grupos extremistas na Síria e no Iraque. Sem solucionar o problema em uma região, Washington estaria mergulhando em outro local mostrando suas armas.

A única esperança é desta vez os Estados Unidos respeitem as leis internacionais e consigam aprovação do governo líbio antes de enviarem suas tropas. Outra maneira de agir sem quebrar leis internacionais seria obtendo permissão de todos integrantes do Conselho de Segurança da ONU.



21 janeiro 2016

KC-390, C-27J e C-295W na disputa de concorrência no Canadá

Revista Asas

Os turboélices bimotores Alenia C-27J e Airbus C-295W, junto com o jato Embraer KC-390, estão na disputa para substituir a frota de seis De Havilland CC-115 Buffalo e 13 Lockheed Martin CC-130H nas missões de busca e resgate da Força Aérea do Canadá. Apenas as três empresas remeteram as suas propostas em meados de janeiro. 


Embraer KC-390

A Lockheed decidiu não participar com o C-130J Super Hercules, assim como a Bell-Boeing não entrou com o V-22 Osprey e a Viking Air desistiu do conceito de desenvolvimento de uma nova versão do DHC-5 Buffalo.

O Canadá aguardava uma proposta da Lockheed Martin tendo em vista que o Super Hercules já é empregado em missões de busca e resgate nos EUA há alguns anos.

A negativa da Lockheed Martin coincide com uma possível desistência por parte do novo governo do Canadá em desistir da aquisição de 65 caças de 5ª geração Lockheed Martin F-35 Lightning II. A intenção era a de substituir os já ultrapassados Boeing CF-18 Hornet, mas a escalada de preços e os atrasos do F-35 levaram ao Canadá tomar a decisão de possivelmente abandonar o programa e adquirir um novo vetor de combate.

Em relação a aquisição do novo avião de busca e resgate, o país ainda não estabeleceu um número de exemplares que deverão ser adquiridos, entretanto o processo de avaliação e testes deverá ocorrer num prazo de seis meses, com o contrato sendo assinado no final deste ano ao no máximo no início de 2017.



18 janeiro 2016

ONU: conflito em Ramadi já danificou ou destruiu 4,5 mil edifícios

Um relatório da ONU, publicado neste sábado, estima que a batalha em curso na cidade de Ramadi, no Iraque, já danificou ou destruiu 4,5 mil edifícios. Os resultados foram obtidos através da comparação entre imagens de satélite da cidades coletadas em dezembro de 2015 e julho de 2014.


Sputnik


O Daesh, grupo também conhecido como Estado Islâmico, invadiu a capital da província de Âmbar em maio do ano passado, depois de meses de confrontos com forças do governo iraquiano. 

Cidade de Ramadi, capital da província de Al Anbar, no Iraque
Cidade de Ramadi, Iraque © AP Photo

No mês passado o governo, retomou alguns distritos do oeste e do centro da cidade. "O tipo de dano que ocorreu em Ramadi é comparável ao que vimos em Tikrit", disse Lise Grande, vice-representante especial da ONU para o Iraque, referindo-se à última grande cidade iraquiana retomada pelo governo.

A extensão dos danos em Ramadi levanta preocupações sobre a reconstrução do local. Lisa Grande enfatizou que o relatório é preliminar, uma vez que as equipes da ONU ainda não tiveram acesso a Ramadi, localizada a 115 quilômetros de Bagdá.

Enquanto membros da coalizão liderada pelos Estados Unidos para combater o Daesh prometeram mais de US$ 50 milhões para a reconstrução do Iraque, as autoridades iraquianas e da coalizão estimam que a reconstrução só de Ramadi deverá custar centenas de milhões de dólares.

Em novembro, a ONU estimou que 3 milhões de iraquianos permaneciam refugiados por causa da violência.


Turquia ataca posições do EI na Síria e no Iraque

Premiê turco afirma que, em resposta ao atentado suicida em Istambul, as forças do país mataram quase 200 militantes do "Estado Islâmico", em ataques por terra realizados contra bases dos jihadistas na Síria e no Iraque.

Deutsch Welle

A Turquia atacou o "Estado Islâmico" (EI) na Síria e no Iraque nas últimas 48 horas, matando quase 200 jihadistas, informou nesta quinta-feira (14/01) o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu. 

 
Os ataques, realizados por forças terrestres, são uma retaliação ao atentado ocorrido em Istambul, há dois dias, que matou ao menos dez turistas alemães , e que, segundo o governo turco, foi realizado por um terrorista suicida de origem síria, ligado ao EI. A organização terrorista, entretanto, não assumiu o atentado.

A Turquia, país membro da Otan que integra a coalizão internacional de combate ao EI, afirma que também poderá realizar ataques aéreos contra os extremistas, para expulsá-los de posições próximas à sua fronteira.

"Após os incidentes desta terça-feira, aproximadamente 500 cargas de artilharia e morteiros foram lançadas contra posições do Daesh na Síria e no Iraque", afirmou Davutoglu, utilizando o nome do EI em árabe.

"Aproximadamente duzentos membros do Daesh, incluindo os chamados líderes regionais, foram neutralizados nas últimas 48 horas. A partir de agora, toda ameaça direcionada à Turquia será punida dessa maneira".

O ministro disse que os alvos dos ataques eram posições do EI ao longo da fronteira do país com a Síria e em uma área próxima a um campo militar turco no Iraque. "Nossos ataques por terra a essas posições continuam e, se necessário, nossa Força Aérea entrará em ação", disse o primeiro-ministro. 

Istambul tenta voltar à normalidade após atentado

Um dia após o atentado suicida que matou dez turistas alemães, são poucos os indícios imediatos de que Istambul e seus moradores estejam de alguma forma traumatizados – salvo pela quantidade anormal de novas câmeras instaladas ao redor da fonte que separa a Mesquita Azul (Sultanahmet) da Basílica de Santa Sofia, local do ataque.

Alguns detalhes vêm à tona, ainda que a proibição temporária de difusão de notícias do ataque ainda esteja em vigor. Segundo a imprensa local, o sírio Nabil Fadli, de 28 anos, teria entrado na Turquia como refugiado e solicitado asilo em janeiro. Um dedo achado no local da explosão teria possibilitado a identificação.

"Isto mostra que há uma rede do EI dentro da Turquia, que estes homens são capazes de entrar em ação ao transitar da Síria para a Turquia, e que estão tentando chegar a outros lugares dentro do país", afirma Aaron Stein, pesquisador sênior do think tank Conselho do Atlântico. "Isto também mostra como é difícil rastrear essas pessoas, como também conhecer suas origens exatas dentro desse imenso fluxo de refugiados."

Desde os ataques, as autoridades turcas detiveram 68 pessoas, incluindo três cidadãos russos suspeitos de ligação com o EI nas cidades costeiras de Antalya e Izmir. No entanto, ainda não foi confirmado se isso aconteceu ou não em resposta aos atentados ou no contexto de uma batida de rotina contra o "Estado Islâmico". 

Entregas do Airbus A400M para a Turquia sofrerão atrasos em 2016

Tulay Karadeniz | Reuters | Poder Aéreo

ANKARA, 8 de Janeiro: As entregas dos dois aviões de transporte militar Airbus A400M para a Turquia em 2016 podem ser adiadas e as conversações estão em curso no momento para a entrega de um substituto para o avião que caiu em seu voo inaugural no ano passado, disse um funcionário da Defesa à Reuters. 




Ancara assinou um contrato para 10 dos aviões pesados de carga e transporte de tropa ​​da Airbus em 2003, como parte de um grupo de sete países da OTAN Europeia, esperando sua encomenda ser atendida até 2018.

A Turquia recebeu dois dos aviões em 2014 e deveria receber mais dois no ano passado, mas apenas um foi entregue. O segundo avião caiu na Espanha em 9 de maio, matando quatro tripulantes de teste.

“As conversas continuam para definir a data de entrega para o substituto”, um funcionário da Subsecretaria de Indústrias de Defesa (SSM), parte do Ministério da Defesa da Turquia, informou na condição de anonimato.

“Segundo o acordo A400M, dois aviões devem ser entregues à Força Aérea Turca em 2016, em abril e junho. Mas espera-se que haverá atrasos nestas entregas”, acrescentou.

O calendário de entrega teve que ser atualizado após a queda do ano passado e uma parada subseqüente nos testes, disse o funcionário.

Um porta-voz da Airbus Defense & Space disse que a empresa estava em processo de finalização do cronograma de entregas do A400M em 2016 com Occar, uma agência europeia que gerencia programas de defesa conjuntos. “Quando estiver acordado, então vamos anunciá-lo.”

Uma fonte próxima ao assunto disse que ainda estava previsto que dois A400Ms seriam entregues à Turquia este ano, embora tenha havido uma discussão “complicada” em curso quando um substituto para o avião que caiu poderá ser entregue.

“A Turquia está amplamente no cronograma, provavelmente, alguns meses mais tarde do que eles gostariam de estar, mas essencialmente eles estão no caminho certo”, disse a fonte.

O acidente deu um novo golpe no maior projeto de defesa da Europa, que já estava lutando para superar atrasos e custos que levaram a um resgate pelos governos europeus em 2010.

A Reuters informou em julho que o acidente levou a novos atrasos de desenvolvimento de até três meses

Airbus tomou uma nova carga de 290 milhões de euros (US$ 315 milhões) em julho por causa dos atrasos, trazendo provisões acumuladas no projeto para mais de 5 bilhões de euros.

A companhia disse, em seguida, que o acidente tinha causado contratempos para o cronograma de entrega que ainda estavam sendo avaliados.

Aliado da OTAN, a Turquia ocupa uma posição estratégica fundamental, na fronteira com o Irã, o Iraque e a Síria e é um membro da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado islâmico.

O avião A400M de transporte de tropas e carga foi desenvolvido para sete países europeus da OTAN – Bélgica, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Espanha e Turquia – a um custo de 20 bilhões de euros (US$ 22 bilhões). Ele entrou em serviço em 2013, após um atraso de mais de três anos.

Os aviões, custando pouco mais de 100 milhões de euros cada, são montados na Espanha, que tem procurado por muito tempo emergir das sombras da França e da Alemanha na maior empresa aeroespacial da Europa.

Após o acidente de maio, foram suspensos os voos das duas aeronaves previamente entregues à Força Aérea Turca por razões de segurança. No entanto, funcionários da indústria de defesa disseram que os voos dos dois aviões foram retomados em 18 de junho do ano passado.


EUA impõem novas sanções ao Irã

Um dia após revogar sanções relacionadas ao programa nuclear do país, EUA impõem restrições ligadas a programa de mísseis balísticos.


Sputnik

Um total de 11 entidades e indivíduos, incluindo seis cidadãos iranianos e um chinês, foram sancionados pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por causa de seu envolvimento no teste de mísseis terra-terra Emad (Pillar), realizado pelo Irã em novembro, violando uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. 




Segundo comunicado do Departamento do Tesouro, as sanções incluem a proibição de qualquer transação financeira e o congelamento de bens e propriedades nos Estados Unidos.

“Os Estados Unidos irão vigorosamente aplicar sanções contra atividades iranianas fora do Plano de Ação Conjunto — inclusive aquelas relacionadas ao apoio iraniano ao terrorismo, à desestabilização ragional, aos abusos de direitos humanos e ao programa de mísseis balísticos”, declara Adam J. Szubin, da Secretaria para Terrorismo e Inteligência Financeira dos EUA.

Em novembro, veículos de imprensa noticiaram que o Irã testou um míssil terra-terra Emad (Pillar) em novembro, violando uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.

No sábado, os EUA revogaram as sanções relacionadas ao programa nuclear iraniano após a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) verificar o cumprimento do acordo nuclear firmado em julho do ano passado.

Conserto do assento de ejeção do F-35 adiado para 2018; restrições aos pilotos continuam

Lara Seligman | Defense News | Poder Aéreo

WASHINGTON – A Força Aérea dos Estados Unidos não vai suspender as restrições de peso dos pilotos de F-35 até 2018 – pelo menos – pois mais testes precisam ser feitos para tratar de questões de segurança com o assento ejetável do jato, informou o site Defense News. 




“O Joint Program Office (JPO) está trabalhando para acelerar o cronograma de correções e uma grande quantidade de energia será aplicada para garantir que este problema seja resolvido em 2017”, escreveu o porta-voz da Força Aérea dos EUA tenente-coronel Christopher Karns, em um e-mail em 9 de janeiro ao Defense News. “No entanto, resolver esse problema é a prioridade.”

A notícia do atraso é mais um golpe para o Programa Joint Strike Fighter do Pentágono, que está se aproximando rapidamente do prazo crítico deste ano para declarar operacional a variante F-35A da Força Aérea. A pressão também é para o jato de combate fazer a sua estreia europeia aguardada no Air Show de Farnborough, no Reino Unido neste verão. Em um embaraço para um programa com anos de aumentos de custos e atrasos no cronograma, o avião foi forçado a adiar sua apresentação em Farnborough em 2014 após um incêndio no motor groundear a frota.

Se 2014 foi o ano do motor, 2015 foi o ano do assento ejetável. A questão tem perseguido o Pentágono desde o verão passado, quando foi revelada a preocupação com o aumento do risco de lesão no pescoço de pilotos durante ejeções a baixa velocidade, o que levou os pilotos leves serem impedidos de voar. Testes do assento, construído pela empresa britânica Martin-Baker, em agosto do ano passado mostraram um risco “elevado” de danos para pilotos de F-35 com peso inferior a 165 libras (74,9 kg), e um risco “inaceitável” para os com menos de 136 libras (61,7 kg), de acordo com a Força Aérea .

O Pentágono está trabalhando com a Martin Baker e fabricante de aviões Lockheed Martin em três correções para o problema do assento ejetável: concepção de um capacete mais leve para reduzir a pressão sobre o pescoço do piloto; a instalação de um interruptor para pilotos leves que irá atrasar a abertura do paraquedas principal; e montagem de um “painel de apoio de cabeça” entre os tirantes de paraquedas que irão proteger a cabeça do piloto de se mover para trás durante a abertura do paraquedas.

A JPO disse Defense News em outubro que as três correções seriam totalmente implementadas até ao Verão de 2017, permitindo que aos serviços levantar as restrições de peso. Mas, em um e-mail de 8 de janeiro, a Força Aérea reconheceu que a data foi empurrada para trás, para o início de 2018, no mínimo.

“Mais testes foram realizados, e os resultados iniciais parecem promissores, mas ainda temos um número significativo de testes a realizar para validar e qualificar o assento com as mudanças”, escreveu o porta-voz da Força Aérea Maj. Kelley Jeter. “As três correções: o painel de apoio de cabeça, o seletor de peso e o capacete peso leve Gen III estão programados para estar prontos para implementação no início de 2018, e permitirá à chefia da Força Aérea levantar a restrição que foi posto em prática para os pilotos mais leves. ”

Parte do atraso é o aumento do número de testes necessários para o painel de suporte da cabeça, e a combinação com o interruptor leve, Jeter escreveu em um e-mail complementar. Uma vez que todas as três correções estiverem implementadas, a Força Aérea vai começar a reavaliar a restrição de peso, disse ela.

Embora a Força Aérea não tenha dado detalhes adicionais sobre quais testes específicos foram feitos no assento até à data, o chefe do JPO tenente-general Chris Bogdan disse ao Congresso durante uma audiência em outubro, que a equipe havia testado o assento em baixas velocidades usando manequins leves (136 libras ou menos) e com manequins de pesos pesados ​​acima de 245 libras. Mas no momento o escritório do programa não tinha testado o assento usando manequins médios, representando a maioria dos pilotos, entre 136 e 245 libras. O JPO estava planejando testes neste envelope de peso para logo, disse Bogdan.


Mais um problema no F-35: risco de sobrepressurização nos tanques de combustível

Por James Drew | Flightglobal | Poder Aéreo

A maldição da concorrência atingiu o Lockheed Martin F-35 novamente, desta vez durante qualificação de proteção contra raios, quando foi descoberto que os tanques de combustível do jato poderiam sobrepressurizar “além dos limites do projeto” em certos perfis de voo. 




Com 154 aeronaves entregues até a data, e mais um ano de testes restantes, a concorrência (o desenvolvimento simultâneo e implantação de aeronaves incompletas) tem perseguido o programa F-35 desde a sua criação, com grandes descobertas muitas vezes levando a atrasos e correções caras ou soluções alternativas.

O “baixo risco potencial” de que o ar no sistema de combustível poderia sobrepressurizar os tanques de combustível de um F-35, foi identificado no final de 2014 durante qualificação de proteção contra raios, e foi confirmado novamente nos testes seguintes no ano passado, um porta-voz do Joint Programme Office (JPO) disse ao Flightglobal.

A falha de projeto atinge todas as três variantes do F-35 operadas pelas forças dos EUA e compradores internacionais, e levaram a “limites de voo de precaução” em 2015.

Em dezembro passado, o programa testou em voo com sucesso novas válvulas de alívio de pressão que removeriam estas restrições aéreas. O trabalho de modificação deve começar imediatamente em 41 aeronaves modelo A, ao abrigo de um contrato US$ 28,8 milhões com a Lockheed anunciado em 12 de janeiro. O acordo inclui os aviões de decolagem e pouso convencional já entregues à Austrália, Itália, Holanda e Noruega.

O diretor do escritório de integração do F-35 da Força Aérea dos Estados Unidos Maj Gen Jeffrey Harrigian alertou o Congresso para a matéria em testemunho escrito em outubro passado, dizendo que uma decisão seria tomada em dezembro se a “grande” modificação para evitar a sobrepressurização podia esperar até o próximo ciclo de modificação ou ser concluída imediatamente. Esta última poderia tornar difícil para a USAF declarar a capacidade operacional inicial (IOC) em agosto, como planejada.

Uma ruptura do tanque de combustível em voo seria desastrosa para a maioria das aeronaves e, particularmente, um jato de combate em movimento rápido. Uma ruptura do tanque de combustível em voo em 2009 causou um dano no valor US$ 25 milhões em um avião Northrop Grumman E-8C JSTARS que tinha sido reabastecido por um avião-tanque Boeing KC-135 no Oriente Médio.

O JPO diz que uma modificação do contrato já foi feita para equipar a variante de decolagem curta e pouso vertical F-35B com as válvulas de alívio, e a Lockheed está montando uma proposta de engenharia para corrigir os F-35C baseados em navio-aeródromo. F-35As adicionais serão modificados usando o “financiamento de concorrência”, incluído nos contratos de produção de baixa escala iniciais.

Estados Unidos entregam os primeiros Embraer A-29 Super Tucano ao Afeganistão (vídeo)

Poder Aéreo

Os Estados Unidos entregaram quatro aeronaves de ataque leve A-29 Super Tucano para a Força Aérea Afegã. 



 

O porta-voz do Ministério da Defesa do Afeganistão Dawlat Waziri disse à agência Pajhwok Afghan News na sexta-feira que os aviões vão ajudar a reforçar a Força Aérea do país.

O A-29 Super Tucano, fabricado pela empresa aeroespacial brasileira Embraer, é capaz de realizar o treinamento avançado, vigilância de fronteiras e missões de segurança interna.

No final de dezembro de 2015, a Índia entregou o primeiro de quatro planejadas helicópteros de ataque Mi-25 ao governo afegão como parte de sua assistência para o exército do país também.


Contingente brasileiro da UNIFIL é condecorado com a Medalha da ONU

DefesaNet 
 
No dia 8 de janeiro, a tripulação da Corveta “Barroso” e os componentes do 10º contingente da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-UNIFIL) foram condecorados com a Medalha das Nações Unidas para a UNIFIL. 

Entrega da Medalha da ONU - Foto: MB

A cerimônia ocorreu a bordo da Corveta “Barroso” e foi presidida pelo Contra-Almirante Flávio Macedo Brasil, Comandante da FTM-UNIFIL.

A medalha é outorgada a todo militar pertencente à UNIFIL que tenha integrado a missão por um período mínimo de seis meses. Sua fita possui as cores das bandeiras do país da missão e também o azul celeste característico da Organização das Nações Unidas (ONU).

Na ocasião, o Contra-Almirante Brasil enalteceu o desempenho da Corveta “Barroso”, ressaltando também a importância da Resolução 1.701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que criou a FTM-UNIFIL, e seu impacto positivo para a sociedade libanesa e a estabilidade do Oriente Médio.

Novo Comandante da Marinha do Líbano

No dia 11 de janeiro, o Contra-Almirante Brasil recebeu a visita do novo Comandante da Marinha do Líbano, Contra-Almirante Majed Alwan, empossado no dia 14 dezembro de 2015.

A visita teve como principal intuito dar as boas vindas ao novo Comandante da Marinha libanesa, bem como manter os laços vigentes, fundamentais para a implementação da Resolução 1.701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Durante a visita, foram abordados temas iniciais para a organização da próxima “Flag Talks”, reunião bilateral entre os Estados-Maiores, na qual são discutidos temas relacionados ao cumprimento da missão da FTM-UNIFIL e à segurança marítima do Líbano.

Engenharia de Combate auxilia a população de Aquidauana e Anastácio

Armando de Amorim Anache | Pantanal News

O 9.° Batalhão de Engenharia de Combate (Batalhão Carlos Camisão), sediado em Aquidauana, lançará na manhã de hoje [quinta-feira, 14 jan 2016] um meio de transposição conhecido como passadeira. 




Normalmente, em situações de combate real ou exercícios, ela é usada para a transposição de cursos d'água em geral, quando os militares da Arma irmã de Infantaria avançam de uma margem à outra, em passo acelerado ou correndo, com os fuzis levantados na horizontal, usando os dois braços e mãos, acima da cabeça de cada guerreiro.

Na enchente causada pelas fortes chuvas que caem na região, o objetivo da montagem da passadeira será garantir o trânsito diário de pedestres, entre as cidades de Aquidauana e Anastácio.

A passadeira será lançada junto a Ponte Nova, que faz a ligação entre as duas cidades e que fica sobre o rio Aquidauana.

Essa operação do Exército Brasileiro já foi realizada em março de 2011, quando o rio Aquidauana transbordou, inundando muitas ruas em Aquidauana e Anastácio, 135 quilômetros a oeste de Campo Grande.

Essa é mais uma demonstração de solidariedade do glorioso Exército Brasileiro, a #MãoAmiga sempre presente nos momentos de necessidades da população, principalmente em casos de calamidades ou emergências.

Como oficial da "reserva atenta e forte" (tenente R/2 da turma de 1979 do CPOR-Rio e, depois, servindo no 1.° BE Cmb, em Santa Cruz, Rio de Janeiro), sinto um grande orgulho ao escrever aqui, sobre mais um trabalho do nosso glorioso Exército Brasileiro.

Coincidentemente, o meu pelotão, no Batalhão Villagran Cabrita, era campeão em todas as competições que envolviam o lançamento de passadeiras para tropas de Infantaria.

Belas recordações dos velhos e bons tempos no Rio de Janeiro e usando, com muito orgulho, a farda verde-oliva.

Desejo aos colegas da Arma Azul Turquesa, por meio do coronel comandante Diderot, um excelente trabalho.

"Ao braço, firme!"
Brasil acima de tudo!!
Engenharia!!

16 janeiro 2016

Pentágono admite mais oito vítimas civis em ataques no Iraque e Síria

France Presse

Oito civis morreram e outros três ficaram feridos em uma série de ataques aéreos americanos lançados entre abril e julho do ano passado contra alvos do grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria, admitiu o Comando Central americano nesta sexta-feira. 

Fumaça é vista após ataque aéreo da coalizão liderada pelos Estados Unidos, em Ramadi, Iraque, no dia 29 de dezembro de 2015
Fumaça é vista após ataque aéreo da coalizão liderada pelos Estados Unidos, em Ramadi, Iraque, no dia 29 de dezembro de 2015

"Lamentamos profundamente a perda não intencional de vidas e danos físicos consequentes destes ataques", assinalou o Comando em um comunicado no qual revela os resultados de suas investigações sobre cinco ataques.

A coalizão já havia reconhecido a morte de quatro civis feitos de refém em Hatra (Iraque), em março, e duas crianças em Harem (Síria), em novembro.

Mas a coalizão é acusada, com frequência, de subestimar o número de vítimas civis de seus bombardeios.

A ONG Airwars, com sede em Londres, que compara e compila informações públicas, estima que essas perdas poderiam, na realidade, ser cifradas em centenas, talvez superar os milhares.

Em novembro, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma ONG que dispõe de uma vasta rede de recursos nos focos do conflito na Síria, havia estimado a morte de 226 civis nos ataques da coalizão entre setembro de 2014 e final de outubro de 2015, somente neste país.


Rússia planeja iniciar construção de novos porta-aviões

Após o colapso da União Soviética a Rússia tentou por muitos anos reerguer a sua indústria naval, e agora, finalmente, o país parece estar mais próximo disso do que nunca. Já em 2019, Moscou deverá ser capaz de voltar a construir seus próprios porta-aviões e porta-helicópteros em solo russo.


Sputnik

Atualmente, a Rússia possui somente um porta-aviões, o Almirante Kuznetsov, construído numa fábrica naval ucraniana que até 1991 era responsável pela produção de todos os porta-aviões soviéticos. Após o colapso da União Soviética, a Rússia precisou criar sua própria base para produção desse tipo de embarcação. 


Porta-aviões Almirante Kuznetsov, da Marinha russa
Porta-aviões Almirante Kuznetzov © Sputnik/ Alexei Danichev

"Estaremos prontos para dar início a construção de porta-aviões e porta-helicópteros. Falando em capacidades técnicas, esperamos obtê-las até o início de 2019, caso os trabalhos de modernização estejam concluídos" – declarou recentemente o presidente da Corporação Unida de Construção Naval da Rússia, Alexei Rakhmanov.

Ele não chegou a informar onde exatamente a Rússia pretende construir seus novos navios, mas especialistas indicam que a produção de porta-aviões russos de nova geração deverá se dar na cidade de Severodvinsk, nos estaleiro da Sevmash.

Sevmash é a única empresa russa com experiência recente em construção de porta-aviões, por ter sido a responsável pela modernização do porta-aviões Almirante Gorshkov, que hoje integra a marinha da Índia sob o nome Vikramaditya.

Não faz muito tempo, as mídias russas informaram que a Rússia estaria se preparando para construir seus primeiro porta-aviões da era pós-soviética, mas que o início dos trabalhos não poderia começar antes de 2025, e que a construção desse tipo de navio de guerra tomaria aproximadamente 10 anos.

Apesar dos longos prazos anunciados, um grande escritório naval russo apresentou no ano passado o modelo de um projeto perspicaz de porta-aviões com um deslocamento de 100 mil toneladas. Movida a energia nuclear, o projeto, apelidado de 23000E Storm, será capaz de transportar até 90 aviões e helicópteros a bordo. O custo do projeto, segundo estimativas mais otimistas, foi avaliado em 5,6 bilhões de dólares, apesar das grandes chances de esse valor duplicar durante o processo de produção.

Junto a isso, a Rússia já iniciou os preparativos para a construção de seus novos porta-aviões, começando a desenvolver uma catapulta eletromagnética de última geração, similar à utilizada nos novos porta-aviões norte-americanos da classe Gerald Ford (CVN-78). Além disso, Moscou está se programando para testas elementos de novas instalações de energia nuclear em navios de guerra do tipo Lider.

14 janeiro 2016

Observadores franceses denunciam criminosa destruição de Donetsk pelo exército da Ucrânia

Na terça-feira (12) a região de Donetsk, no leste da Ucrânia, recebeu uma missão de três dias de duração de um grupo de ativistas de direitos humanos franceses para avaliar as consequências dos constantes ataques das forças de Kiev contra a autoproclamada República Popular de Donetsk.


Sputnik

Após dois dias de intensas visitas e trabalho de campo na região, o ativista francês Jacques Clostermann contou em entrevista exclusiva à Sputnik as suas impressões sobre a extensa destruição e as duras condições de vida encontradas no local.


Povoado de Gorlovka, em Donbass, após ataque realizado por militares ucranianos.
© Sputnik/ John Trast

A seguir, os principais trechos dessa entrevista.


"A nossa primeira missão em Donbass consiste em ouvir, observar e repassar tudo para os nossos amigos franceses. Ninguém fala sobre Donbass na França. Achávamos importante viajar e nos encontrar pessoalmente com os habitantes de Donbass, com os militares, inclusive franceses, bem como com a impressa local".

"Ficamos impressionados com a intensidade das destruições, inclusive de prédios públicos e de objetos importantes de infraestrutura como pontes e estradas. Ficamos impressionados com o fato de que mesmo as construções sem qualquer importância militar foram destruídos com enorme ferocidade. Falo de mosteiros, igrejas, cemitérios, habitações. Um dos prédios residenciais que vimos, por exemplo, foi alvo de ataques 42 vezes!"

"Os habitantes de Donbass dizem: nos deixem em paz, vivíamos bem aqui, queremos continuar falando russo porque nos sentimos russos ao longo de muitas gerações".

"Hoje estivemos perto da linha de confronto. Ouvimos tiros. Mas descobrimos que os tiroteios acontecem principalmente a noite, já que as missões de observações da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) são feitas de dia. Ou seja, aqueles que deveriam registrar isso não podem fazê-lo no momento dos tiros".

"Ficamos impressionados com algumas histórias locais. É difícil falar sobre isso, mas, por exemplo, nos contaram sobre um tanque de ataque que entra na cidade e começa a atirar indiscriminadamente. Sendo que muitas vezes os soldados do exército ucraniano responsáveis por isso estão bêbados. Tivemos a impressão de que o exército da Ucrânia é incontrolável".

"Em Donbass os acordo de Minsk são respeitados".

"Posso dizer que nos encontramos com pessoas, militares, que estão firmemente determinados em respeitar e respeitam Minsk-2".

"É a nossa primeira viagem para Donbass. Querem voltar para cá dentro de 3-4 meses com um maior número de pessoas".

"Irei contar na França tudo o que vi… Estou convidando mídias francesas a fazer essa viagem conosco para registrar com os próprios olhos a destruição de alvos civis e militares, incluindo hospitais…".

"As pessoas estão morando em porões com suas crianças. Vimos cidades inteiras sem aquecimento. Eles estão vivendo em condições muito difíceis, têm muita coragem".

"Eles dizem que continuam a subsistir graças à ajuda humanitária russa… Aquilo que vimos não é vida, é sobrevivência.

"Fico muito impressionado quando vejo Bernard Henri Levy e Kouchner no Maidan perto do batalhão Azov, ou aqueles que se consideram abertamente nazistas. Mas não os vejo aqui, onde a situação é muito difícil. E eu não entendo quando esses grupos neonazistas são recebidos em Nantes e realizam conferências".

"Os combatentes que encontrei aqui, em Donbass, são patriotas, não são rebeldes ou terroristas, como eles são chamados na Ucrânia. Não encontrei terroristas entre eles, mas apenas aqueles que defendem seus ideais e sua pátria".

"Ouvi dizer que militares turcos e representantes do Daesh (estado Islâmico) vieram para cá para lutar contra militares da República Popular de Donetsk".

Irã liberta marinheiros americanos

Falha no sistema de navegação levou dois barcos dos EUA a entrarem em águas iranianas, afirma a Guarda Revolucionária, que não vê intenção hostil no incidente.


Deutsch Welle

O Irã libertou nesta quarta-feira (13/01) dez marinheiros americanos e seus dois barcos de patrulha depois de uma verificação ter revelado que eles entraram sem querer em águas iranianas, afirmou a Guarda Revolucionária, em comunicado. 


Barco de patrulha americano no Golfo Pérsico, igual aos que foram interceptados pelo Irã


Segundo a nota, os militares americanos pediram desculpas pelo incidente e foram levados para águas internacionais. Eles haviam sido interceptados perto da ilha de Farsi, nesta terça-feira, e levados para a ilha pelas forças navais iranianas.

O almirante iraniano Ali Fadavi, que comanda as forças navais da Guarda Revolucionária, disse que uma falha do sistema de navegação levou os barcos americanos a entrarem em águas iranianas e que a invasão não foi hostil ou com fins de espionagem.

O incidente no Golfo Pérsico aconteceu poucos dias antes da esperada implementação final do acordo nuclear fechado entre o Irã e potências internacionais.


Suécia e Dinamarca assinam acordo de cooperação em defesa

O ministro da Defesa sueco Peter Hultqvist e o seu homólogo dinamarquês Peter Christensen assinaram nesta quinta-feira (14) um acordo bilateral sobre a cooperação militar entre os dois países, segundo informou o Ministério da Defesa da Suécia em um comunicado.


Sputnik
 

De acordo com a nota, o acordo permite que os territórios das partes sejam usados em tempos de paz para fins de treinamentos e exercícios, e aumenta a troca de informações entre os dois países. 

© AFP 2016/ SVEN NACKSTRAND

A Suécia já tinha um acordo semelhante com seu outro país vizinho, a Finlândia.

"Com este novo quadro para a cooperação expandida de defesa, o próximo passo para as Forças Armadas suecas e dinamarquesas será examinar as condições para a cooperação operacional concreta", informa o comunicado.

França anuncia a mobilização de 40 mil reservistas para as Forças Armadas

O presidente da França, François Hollande, anunciou nesta quinta-feira, durante discurso para as Forças Armadas, a mobilização de 40 mil reservistas, dos quais pelo menos mil serão colocados em missões de proteção permanentes.


Sputnik
 

"Eu pedi que o número de reservistas passe para 40 mil, ao invés dos 28 mil de hoje", declarou o chefe de Estado aos militares da escola de Saint-Cyr de Coëtquidan, na Bretagne. 

© AP Photo/ Kamil Zihnioglu

"O objetivo é colocar mil reservistas em permanência para a proteção dos nossos concidadãos".

Segundo Hollande, tanto o governo como o parlamento estão trabalhando para aumentar a cobertura de segurança do território francês, fazendo com que os militares da reserva atuem mais próximos à população, formando eventualmente uma verdadeira guarda nacional.

12 janeiro 2016

Chefe da ONU condena ataque a hospital do Médicos Sem Fronteira no Iêmen

Com relatos de bombardeios aéreos e ataques nas ruas, o número de vítimas afetadas pelo conflito superou 8 mil. O secretário-geral da ONU pede respeito ao direito internacional, que proíbe ataques a instalações médicas.


ONU Brasil


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou nesta segunda-feira (11) o ataque ao hospital sob a supervisão do Médicos Sem Fronteira na província de Saada, no Iêmen, que deixou ao menos quatro mortos e vários feridos. 


Um bebê em uma incubadora em um hospital em Saná. As disputas intensas provocam cortes de luz, bombardeios e falta de remédios prejudicam a saúde dos pacientes e iemenitas. Foto: UNICEF/Magd Farid
Um bebê em uma incubadora em um hospital em Saná. As disputas intensas provocam cortes de luz, bombardeios e falta de remédios prejudicam a saúde dos pacientes e iemenitas. Foto: UNICEF/Magd Farid

Este é o último incidente envolvendo ataques a instalações médicas, após o ataque em 2015 ao Hospital Haydan em Saada e a uma clínica móvel em Taiz. O chefe da ONU afirmou que além de limitar a atenção médica já limitada para os iemenitas, ataques a estas instalações configuram como crime, segundo o direito internacional humanitário.

Em outra declaração, realizada nesta sexta-feira (08), Ban Ki-moon disse estar “profundamente preocupado” com a intensificação dos ataques aéreos de coalizão liderado pelos sauditas, dos combates no terreno e bombardeios no Iêmen, apesar dos repetidos apelos pelo fim das hostilidades. O secretário-geral da ONU também condenou a expulsão do representante de direitos humanos do país, acusado de imparcialidade nas avaliações sobre a atuação do governo.

Segundo informações das Nações Unidas, o número de vítimas afetadas pelo conflito superou a faixa de 8.100, com cerca de 2.800 mortos.

Ban expressou preocupação com os relatos de bombardeios em áreas residenciais e em construções civis na capital, Saná, além do uso de bombas de fragmentação na última quarta-feira (6) em diferentes localidades – este tipo de explosivo, ao ser lançado, distribui grande número de projéteis, causando alto número de vítimas.

Ele também pediu às partes para que se comprometam com “boa fé” com o enviado especial da ONU para o Iêmen a fim de organizar novos diálogos sobre a paz o mais rápido possível.

11 janeiro 2016

EUA planeja enviar mais armas à Coreia do Sul

Deutsch Welle

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul discutiram nesta segunda-feira (11) sobre o envio de mais armamentos estratégicos à península coreana, um dia após um bombardeiro americano B-52 ter sobrevoado a Coreia do Sul. A manobra foi uma resposta ao teste nuclear realizado semana passada pela Coreia do Norte. A informação sobre o encontro foi divulgada pelo Ministério da Defesa sul-coreano.


© Fornecido por Deutsche Welle Bobmardeiro B-52 durante manobra na Coreia do Sul

Na quarta-feira passada, a Coreia do Norte afirmou ter detonado uma bomba de hidrogênio, em seu quarto teste nuclear desde 2006, irritando a comunidade internacional, inclusive a China, seu principal aliado.

O Conselho de Segurança da ONU condenou o teste nuclear e disse estar preparando novas sanções ao país já isolado.

Especialistas internacionais disseram duvidar que o teste tenha sido mesmo de uma bomba H.

Numa demonstração de força e apoio a seu aliado na região, Washington enviou no domingo um B-52 – avião de guerra capaz de portar uma bomba nuclear – para sobrevoar a Coreia do Sul a partir de uma base na ilha de Guam.

O jornal Rodong Sinmun, veículo oficial do regime da Coreia do Norte, afirmou que os Estados Unidos estão levando a situação à beira de uma guerra.

A mídia da Coreia do Sul afirma que os EUA cogitam enviar bombardeiros B-52 , caças F-22, porta-aviões e submarinos nucleares para manobras militares na região.



09 janeiro 2016

Embraer fecha empresa para aeronaves não tripuladas

Empresa afirmou que decisão ocorreu "tendo em vista o atual cenário de restrição orçamentária" do Brasil e que parceria foi dissolvida amigavelmente



Veja

A fabricante de aeronaves Embraer decidiu encerrar as atividades da joint-venture Harpia Sistemas, formada com a AEL Sistemas e a Avibras Divisão Aérea e Naval, para explorar o mercado de veículos aéreos não tripulados. A Embraer afirmou que a decisão ocorreu "tendo em vista o atual cenário de restrição orçamentária" do Brasil e que a parceria foi dissolvida amigavelmente.

Falcão, protótipo da Harpia Sistemas
Falcão, protótipo da Harpia Sistemas (VEJA.com/Divulgação)

A Harpia atuava em linha com a Estratégia Nacional de Defesa (END), tendo sido reconhecida pelo Ministério da Defesa como empresa estratégica, e tinha projeto para desenvolver um Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (SARP) nacional. A companhia tinha sido criada em 2011.

"Devido ao fator estratégico do projeto para concepção de um SARP nacional, as empresas continuarão a desenvolver as tecnologias para atendimento futuro das demandas das Forças Armadas brasileiras e do mercado civil em um novo formato, podendo inclusive atuar em conjunto no futuro", disse a Embraer em comunicado.

A Embraer detinha 51% da joint venture, a AEL Sistemas 40% e a Avibras os 9% restantes. A Embraer detém também 25% do capital da AEL Sistemas, subsidiária da empresa israelense Elbit Systems. Procurada, a Embraer não informou quanto já tinha investido na empresa.

Os ramos de negócio da Harpia incluíam, além de aeronaves remotamente pilotadas, simuladores de voo, modernização de aviônicos e soluções de integração de sensores optrônicos, para atividades de monitoramento e vigilância.

Com a entrada da Avibras no capital da empresa, em 2013, a Harpia passou a contar com o projeto Falcão, drone desenvolvido pela Avibras para uso das Forças Armadas.

06 janeiro 2016

Marinha dos EUA admite que capacidade defensiva russa cresce devido a mísseis Kalibr

Os novos mísseis Kalibr da Marinha russa levam aos novos patamares a capacidade de Moscou de deter e destruir os alvos dos adversários, dizem analistas estadunidenses.


Sputnik

O último relatório da inteligência da Marinha dos EUA revela que os mísseis de cruzeiro Kalibr fornecem capacidades defensivas expandidas à marinha russa.




“A nova marinha russa tecnologicamente avançada, crescentemente armada com a família de armas Kalibr, será capaz de defender mais habilmente as aproximações marítimas da Federação da Rússia e esperar por influência significante em mares adjacentes”, diz o relatório, publicado em dezembro.

O relatório alegou um oficial de alta escalão da indústria defensiva russa que supostamente disse em 2011 que a família de Kalibr “fornece até às plataformas modestas, como as corvetas, capacidade ofensiva significante”.

Na semana passada vice-ministro da Defesa Yury Borisov revelou os planos de equipar duas corvetas da próxima geração com os novos sistemas Kalibr. Os navios de mísseis Uragan e Taifun devem ser entregues a marinha russa em 2017-2018.

Os especialistas avaliam que o Kalibr pode ser usado junto com outros mísseis de cruzeiro para efetuar missões semelhantes ao programa de Ataque Global Imediato (Prompt Global Strike, em inglês) desenhado para efetuar ataques precisos em qualquer lugar do mundo dentro de uma hora.

O sistema Kalibr que inclui mísseis de cruzeiro anti-navio, anti-submarino e contra alvos terrestres com alcance operacional mais de 2.000 quilômetros foi recentemente usado contra alvos terroristas na Síria no início de dezembro.

A Rússia está realizando um programa de rearmamento US$ 325 bilhões para a modernização de 70% de sua força militar em 2020.


Pilotos russos realizam mais de 4.000 voos a bordo de novo Su-30SM em 2015

Segundo o Distrito Militar do Leste, os seus pilotos realizaram mais de 4.000 voos a bordo de novos aviões de combate Sukhoi Su-30SM em 2015.


Sputnik

A informação foi divulgada pelo chefe do serviço de imprensa do Distrito, coronel Aleksandr Gordeev, nesta quinta-feira (31). 


Caça russo Su-30SM
© Sputnik/ Valery Melnikov

“As tripulações pela primeira vez praticaram tarefas de reabastecimento em voo, manobras avançadas em altitudes baixas e sobre água, no lago Baikal, e faziam voos de grande distância com escalas em aeroportos desconhecidos”, disse.


O coronel Gordeev também manifestou que os treinamentos incluíam não só voos, mas também lançamento de mísseis e bombas em um polígono especial na Buryátia.

Entre os destaques do ano foi a participação do regimento em voo de demonstração no âmbito das comemorações da vitória na Segunda Guerra Mundial na cidade de Chita no sudeste da Rússia e adesão ao grupo aéreo acrobático Sokoly Rossii (Falcões da Rússia) no show aéreo, acrescentou.

O Su-30SM, comissionado ao exército em 2013-2014 é um caça capaz de efetuar missões ar-terra e ar-ar com uma ampla variedade de munições guiadas. É um sucessor do lendário caça Su-27.