31 agosto 2016

Rússia abre caminho para cooperação militar com Uruguai

O governo russo aprovou um projeto de cooperação militar com o Uruguai e solicitou ao Ministério da Defesa da Federação Russa para manter conversações com o lado uruguaio para promover a assinatura do documento. 


Sputnik

"De acordo com <…> a Lei Federal <…>, deverá ser aprovado o acordo do Ministério da Defesa russo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros para elaborar um projeto de acordo entre a Federação Russa e o Governo da República Oriental do Uruguai para a cooperação no domínio da defesa", divulga o documento.

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Segundo o decreto, o Ministério da Defesa russo tem que manter conversações com seus congêneres uruguaios e assinar um acordo de cooperação em nome do governo russo.

Entre as áreas de cooperação entre Moscou e Montevidéu, consagradas no projeto de acordo, são destacadas a intensificação da luta contra o terrorismo, o intercâmbio de informação, a medicina militar e as atividades de busca e salvamento no mar.

O acordo entra em vigor 30 dias após as autoridades dos dois países cumprirem todas as obrigações necessárias para aprovar este documento.


Sem consenso, Moscou retira aviões de base iraniana

Bombardeiros Tu-22M3 e Su-34 russos não utilizarão mais a base aérea de Hamadan, no Irã, para realizar missões de combate na Síria. Segundo especialistas, primeira experiência de cooperação militar falhou por uma série de erros diplomáticos e técnicos por Moscou.


Nikolai Litôvkin | Gazeta Russa

Os aviões de combate russos não usarão mais a base aérea de Hamadan, no Irã, para promover ataques aos militantes do Estado Islâmico (EI) na Síria. O anúncio foi feito na segunda-feira (22) pelo porta-voz do Ministério da Defesa russo, major-general Ígor Konachenkov. 


Bombardeiro Tu-22M3 russo em base iraniana Foto:AP

“Todas as tarefas definidas para os bombardeiros de longo alcance Tu-22M3 e de ataque Su-34 aviões foram realizada”, declarou o porta-voz, acrescentando que as aeronaves utilizadas nas missões a partir de Hamadan já retornaram à Rússia.

Segundo Konachenkov, a base aérea iraniana poderá vir a ser usada novamente, dependendo da situação na Síria.

A notícia de que aeronaves russas haviam sido implantadas no Irã veio a público no último dia 16 de agosto.

Primeiro erro

“Os russos estão interessados ​​em mostrar que são uma superpotência para garantir sua participação no futuro político da Síria e, claro, percebe-se uma espécie de exibicionismo e indelicadeza nesse aspecto”, disse o ministro da Defesa iraniano, Hossein Dehghan, em uma entrevista à Associated Press.

Os comentários de Dehghan foram feitos após Moscou anunciar que aviões Tu-22M3 russos haviam começado a usar a base aérea de Hamadan para missões de combate.

Teerã teria se oposto ao fato de que os líderes políticos russos não foram capazes de alinhar suas declarações públicas com o lado iraniano, acredita o vice-chefe do Instituto da CEI (Comunidade dos Estados Independentes), Vladímir Ievseiev.

“O Irã é um parceiro muito complicado, e as informações para a mídia devem ser repassadas em conjunto. Eles deveriam ter organizado uma aparição pública do embaixador iraniano em Moscou, Mehdi Sanayee, e do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguêi Lavrov, com uma declaração conjunta sobre o uso da base aérea. Em vez disso, o que fizemos foi liberar unilateralmente as informações para os meios de comunicação por meio dos militares”, diz o observador.

Além disso, segundo especialistas russos, há uma série de razões políticas para retornar os bombardeiros Tu-22M3 e Su-34 à Rússia.

A Rússia também precisa discutir a questão síria com a Arábia Saudita, avalia Ievseiev, já que para os saudistas implantar tropas russas no território de seu principal rival regional [o Irã] é “como um pano vermelho em frente a um touro”.

“Durante Genebra-3, a Rússia terá de manter conversações com todos os participantes no conflito, tanto com parceiros ocidentais como com a oposição síria. Para todas elas, o uso da base aérea iraniana pela Rússia é motivo de ‘irritação’”, acrescenta.

Problemas técnicos


A Rússia já usou a base de Hamadan para reabastecimento durante o transporte de seu contingente militar para a base aérea de Hmeimim, na Síria, antes mesmo do início da campanha russa, em setembro de 2015.

“Originalmente, a base era utilizada como um campo de pouso para reabastecer nossas aeronaves. O mesmo aconteceu [recentemente] no caso do Tu-22M3, que fez uma escala ali para realizar trabalhos técnicos e depois partiu para missões de combate”, disse à Gazeta Russa a chefe do departamento sobre Irã no Instituto de Estudos Orientais da Academia Russa de Ciências”, Nina Mamedova.

Segundo os especialistas, depois dos dois primeiros dias de saídas em agosto de 2016, surgiu uma série de problemas técnicos.

Para garantir operação plena da aviação russa, seria necessária a criação de um posto de comando no Irã, com respectivos canais de comunicação. Além disso, era preciso também construir um hangar para armazenar munição para o Tu-22M3 (cada modelo carrega até 20 toneladas), que, por sua vez, deveria ser reparado e guardado no local.

“O status dos militares russos em serviço no Irã continua a ser um grande problema. No caso de qualquer incidente, haveria sérios problemas. Eles não têm imunidade diplomática como têm os nossos soldados na Síria”, diz Ievseiev.

Para alugar e utilizar a base aérea, os parlamentos de ambos os países devem adotar um tratado que especifique todos os aspectos técnicos e diplomáticos da presença de militares da Rússia no Irã.

Futuro da cooperação militar


Apesar do cenário pouco favorável, os analistas entrevistados pela Gazeta Russa veem a retirada do contingente russo como uma medida temporária.

“A aviação russa fornece, talvez, a única cobertura que soldados iranianos têm na Síria. Pelos números mais recentes, mais de 400 soldados iranianos foram mortos em combate na Síria. São perdas muito grandes”, afirma Ievseiev.

É necessário agora um trabalho mais minucioso acerca do uso da base aérea de Hamadan pela aviação de combate russa, concordam os especialistas. No entanto, acredita-se que, se a crise se agravar, aeronaves serão reimplantadas de imediato.



Prontos para competir : Será que Bavar-373 é concorrente do S-300 russo?

No domingo (21) o presidente iraniano Hassan Rouhani apresentou o sistema de defesa antiaérea Bavar-373 que é capaz de atingir alvos a altitudes elevadas e é semelhante ao S-300 russo.


Sputnik

A produção do sistema de defesa antiaérea começou depois de o contrato de fornecimento de S-300 por Moscou a Teerã ter sido posto em questão em 2010. 

Sistema da defesa antiaérea iraniano Bavar-373
Bavar 373 © Foto: Iran Military Warfareknow facebook


Entretanto, altos funcionários do Irã declararam repetidamente que o sistema produzido por eles é um análogo completo do S-300 russo, ou pode ser mesmo um sistema mais potente.

Hoje em dia o Irã tem à sua disposição ambos os sistemas, o Bavar-373 e o S-300. Será que eles vão ser concorrentes?

"Do ponto de vista técnico é difícil hoje avaliar como estes dois sistemas de defesa antiaérea se distinguem ou em que são semelhantes, se podem ser usados ao mesmo tempo contra alvos iguais ou não. Mas outra coisa é evidente, a política do setor da Defesa do Irã se destina à satisfazer suas próprias necessidades militares, nomeadamente cumprir objetivos estratégicos, o principal dos quais é a defesa das suas fronteiras", disse à Sputnik o especialista iraniano Mahmuud Shoori. Ao mesmo tempo, segundo ele, o Irã precisa de um afluxo de ideias e tecnologias do estrangeiro. É por isso que foi assinado o contrato de fornecimento do S-300.

"Pessoalmente não vejo problemas em o Irã continuar comprando sistemas S-300 russos no âmbito do contrato e ao mesmo tempo apresentar a produção de sua indústria militar", acrescentou ele.

Segundo o analista, apesar das diferenças na qualidade e funcionalidade destes dois sistemas, eles podem se completar um a outro.

Além disso, o analista acrescentou que, em sua opinião, a cooperação técnica militar entre a Rússia e o Irã será continuada.

"Pessoalmente acredito que a cooperação técnica militar entre os nossos países será continuada. O objeto de acordos futuros vai depender de muitos fatores, nomeadamente, do desenvolvimento das relações bilaterais entre a Rússia e o Irã", acrescentou ele.

Os S-300, análogos aos mísseis Patriot dos Estados Unidos, têm alcance de até 200 quilômetros, o que permitirá ao Irã contar em breve com um escudo antimísseis considerado invulnerável.

​O contrato de fornecimento dos S-300 ao Irã foi assinado em 2007. No entanto, a sua realização foi suspensa em 9 de junho de 2010 devido à resolução do Conselho de Segurança da ONU que proibiu a entrega ao Irã de armas avançadas, incluindo mísseis e sistemas de mísseis. Em abril do ano passado, o presidente russo Vladimir Putin revogou a proibição de fornecimento de S-300 ao Irã.


EB proíbe militares de jogar Pokémon Go em quartéis

Para jogar Pokémon Go, faz-se necessário dar permissão ao aplicativo para usar a câmera, GPS, microfone e até dispositivos USB que estiverem conectados ao aparelho 


Por Correio do Brasi, com Aloísio Morais (Jornalistas Livres) – do Rio de Janeiro

Por medida de segurança, o Exército está proibindo o Pokémon Go em suas organizações militares, confirmando as informações de que o brinquedo espiona por meio de fotos os locais onde se instala. Conforme especialistas, o aplicativo funciona como uma verdadeira máquina de coleta de dados ao armazenar informações “exatas e detalhadas” sobre cada movimento do usuário.


O Pokémon Go usa dados de GPS e câmara dos celulares
O Pokémon Go usa dados de GPS e câmara dos celulares

Semana passada, por exemplo, o chefe do 1º Depósito de Suprimento do Quartel em Triagem, Zona Norte do Rio de Janeiro, tenente coronel Allan Ares Pedrosa Pinto, baixou ordem de serviço sobre “Aplicativos para Smartphone”, proibindo, “terminantemente”, qualquer indivíduo de utilizar seu smartphone para jogos de entretenimento no interior da organização militar. “A guarnição de serviço deve estar permanentemente atenta em função dos riscos decorrentes do emprego destes aplicativos no interior do 1º DSup”, alertou.

“Atenção especial deve ser dada a um jogo recentemente lançado com o nome de Pokémon Go” observou. “Para jogar Pokémon Go, faz-se necessário dar permissão ao aplicativo para usar a câmera, GPS, microfone e até dispositivos USB que estiverem conectados ao aparelho. Ao aceitar a permissão, o celular encontra três pokemons de imediato. Em seguida, o aplicativo tira uma foto do local, incluindo as coordenadas e ângulo do smartphone, registrando o ambiente onde se encontra o usuário. Desta forma, pontos sensíveis da organização militar (OM) serão revelados, num flagrante atentado à segurança”, finalizou o militar. 


Pokémon espião

O Pokémon Go foi criado pelo norte-americano John Hanke, fundador da empresa Keyhole, Inc, um projeto de mapeamento de superfícies comprado pelo Google e usado para fazer o Google Maps/Earth e Street View. Hanke é o responsável pela equipe que dirigiu o maior escândalo de privacidade na Internet, em que carros do Google, no percurso realizado para fotografar ruas para o Street View dos mapas online da empresa, copiou secretamente os tráficos de internet de redes domésticas, coletando senhas, mensagens de e-mail, prontuários médicos, informações financeiras, além de arquivos de áudio e vídeo.

A Keyhole foi patrocinada pela empresa In-Q-Tel, fundada pela CIA em 1999, conforme pode ser comprovado no site da empresa. Desta forma, indiretamente, a CIA poderia ter acesso a todos os mapas mas não conseguia entrar dentro das casas. Então surgiu o Pokemon Go, que, para jogar, é necessário dar permissão para o aplicativo usar câmera, GPS, microfone e até os dispositivos USB que estiverem conectados ao smartphone. Ao dar permissão, o celular acha três pokemons por perto de imediato, e, ao procurar pokemons dentro de casa, permite que o aplicativo faça uma foto da sala de casa, por exemplo, incluindo as coordenadas e o ângulo do celular do usuário. Desta forma, são registradas fotos do ambiente onde o dono do celular mora, dando acesso ao aplicativo.

Geralmente, ninguém lê os termos de aceitação para usar o jogo, e lá está bem claro: “Nós cooperamos com agências do governo e companhias privadas. Podemos revelar qualquer informação a seu respeito ou dos seus filhos…” E o parágrafo 6 não deixa dúvidas sobre a espionagem: “Nosso programa não permite a opção “Do not track” (Não me espie”) do seu navegador. Portanto, está aberto um campo fértil para qualquer paranoia. 


Risco evidente

Não é à toa que a comissária para a privacidade no estado alemão de Schleswig-Holstein, Marit Hansen, lançou um alerta sobre o Pokémon Go. Em entrevista ao jornal alemão Handelsblatt, publicada no último dia 5, ela afirmou que o jogo armazena dados “exatos e detalhados” de cada movimento dos usuários pelas ruas. “É uma máquina gigante de coleta de dados”, afirmou, observando que o aplicativo de realidade aumentada, além de espionar, também pode condicionar o comportamento do consumidor.

A Niantic, empresa da Califórnia que ajudou a desenvolver o jogo, colocou à disposição uma ferramenta de marketing para “deliberadamente orientar ” os usuários do jogo aos chamados ‘Pokestops’ em estabelecimentos comerciais. “O Pokémon Go é o ponto de partida para uma nova era de controle total”, afirmou o editor-adjunto do Handeslblatt, Thomas Tuma. “Os monstrinhos são os cavalos de Troia com os quais a indústria da internet abre o caminho para nossas cabeças e nossas carteiras”, acrescentou.

Por essas e outras, o governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, determinou que o departamento correcional proibisse que os cerca de 3 mil criminosos sexuais do estado usem o Pokémon Go. O site da Niantic alerta que os usuários do Pokémon Go não podem ter menos de 13 anos para jogar.



Comandante da FAB admite cortes de horas de voos e treinamento de pilotos

Nivaldo Luiz Rossato acredita que será preciso uma ginástica financeira para minimizar o impacto em serviços essenciais como o transporte de passageiros e de órgãos


Ivan Iunes e Leonardo Cavalcanti | Correio Braziliense


Até o fim deste ano, a Força Aérea Brasileira (FAB) terá voado um terço a menos do que em 2014. Na melhor das hipóteses. O comandante da Aeronáutica, Nivaldo Luiz Rossato, acredita que será preciso uma ginástica financeira para minimizar o impacto em serviços essenciais como o transporte de passageiros e de órgãos; o treinamento de pilotos; e as operações na fronteira. Os prejuízos, no entanto, já são contabilizados. O desenvolvimento do cargueiro KC-390, por exemplo, teve o cronograma atrasado em um ano.


Yasuyoshi Chiba/AFP
Comandante Nivaldo Rossato | Foto Yasuyoshi Chiba - AFP

“Começamos o ano com baixíssimo orçamento e não podemos voar, nem fazer contratos se não tivermos o recurso”, disse Rossato, em entrevista ao Correio na última quinta. Gaúcho, filho de agricultores, o tenente-brigadeiro do ar comanda a Aeronáutica desde a saída de Juniti Saito, no ano passado. E, apesar das dificuldades, se diz otimista ao considerar que consegue manter missões dentro do limite do suportável, e garante o desenvolvimento dos caças Gripen NG segue.

A respeito da polêmica envolvendo a continência prestada por atletas militares em pódios da Olimpíada do Rio de Janeiro, Rossato garante que o gesto não é obrigatório, mas natural de quem passa pelas fileiras das Forças Armadas.

A Aeronáutica tem um plano de redução das bases e do pessoal para aumentar a eficiência. Como isso funciona?

 
Estamos concentrando nossas bases aéreas em um número menor. A base é muito cara, e o essencial são as unidades onde estão os nossos aviões. Das 22 bases, reduzimos algumas, como Fortaleza, Florianópolis, São Paulo, Santos e outras que faremos mais à frente. Mas não estamos fechando, estamos reduzindo. Em vez de termos uma base com mil pessoas, teremos uma com 200, ou menos. E essa base terá infraestrutura pronta para uso em desdobramento, os aviões decolam de uma base, pousam em outro local e operam daquele lugar. A Força Aérea em todo mundo faz isso. Na Amazônia, as bases fundamentais são Manaus, Porto Velho e Boa Vista, mas temos uma série de campos de pouso, como Vilhena, São Gabriel da Cachoeira, que são bases prontas para colocar os esquadrões lá dentro e operar. Mas não precisamos ficar vivendo no meio da Amazônia.

Mas o pessoal vai para onde?

 
Vai se concentrar em um número menor de bases, e essas bases ficarão prontas para os desdobramentos. Inclusive, as do litoral, como vai ser a do Recife e a de Fortaleza.

Mas há um plano de redução de pessoal nas Forças Armadas, sim?

 
Temos uma previsão de redução do efetivo em 20 anos. Fizemos uma concepção estratégica que chamamos de Força Aérea 100, que será quando a Força Aérea completará 100 anos, em 2041.

De quanto será essa redução de pessoal?

 
Temos 75,4 mil militares hoje, e vamos reduzir em torno de 25% do efetivo. Estamos trocando muita gente de carreira por temporários. Todos entram como temporários para permanecer até oito anos nas Forças Armadas. O custo é muito menor, eles ganham salário, experiência. Quando eles saem das Forças Armadas, cessa o nosso compromisso. Existem certas carreiras em que as pessoas não precisam ficar sete anos estudando em nossas academias. É o caso do relações públicas, do dentista, do farmacêutico, dos auxiliares de enfermagem, dos músicos, uma infinidade.

Atletas também?

 
Também. Temos em nossa organização atletas de alto padrão que recebem ensino, alimentação, educação em geral, tudo isso dentro das nossas organizações. Tudo isso vem de recursos de outros ministérios.

Há resistências internas em relação ao projeto de atletas militares?
Não. Porque esses gastos são do interesse do governo. E o atleta aproveita a nossa infraestrutura e nossas edificações, e é pago por outros órgãos de fora. Da mesma forma, os atletas de alto rendimento utilizam os ginásios que temos, as pistas, o hotel de trânsito onde eles podem ficar. Além disso, têm apoio de saúde e o salário de sargento. No mais, nossos atletas têm dificuldade para conseguir patrocínio.

Uma das polêmicas recentes foi a continência dada pelos atletas militares...


Qualquer militar tem orgulho de ser militar. Essa rapaziada de alto desempenho que entrou nessa parte das Forças Armadas gosta disso e declara isso publicamente. Eles têm apoio, que é muito bom. Eu não vejo nenhum militar dentro das nossas Forças Armadas que não tenha orgulho de fazer parte dela. Ao entrar, a primeira coisa que aprende é o Hino Nacional. Ele considera Brasil acima de tudo, é a expressão, o hino e a bandeira. E uma maneira de mostrar isso é colocar a mão no peito ou fazer a continência. Depois de fazer um estágio de um mês, ele não resiste, vê a bandeira e tem que fazer a continência. É um processo natural, não é forçar nada aquele processo, não seria natural não fazer a continência. No mundo inteiro, o pessoal tem orgulho dos seus militares e a gente vê que aqui dentro também, é só ver as pesquisas. E essa gurizada, para mim, vai ser mantida. O programa começou em 2011, estamos no sexto ano.

Qual é o impacto dos cortes orçamentários na Força Aérea?

 
Temos um planejamento estratégico com determinado volume de recursos. Os projetos estratégicos que estão no PAC são dois: o Gripen e o KC-390. São projetos de um valor elevado. O projeto Gripen é superior a US$ 5 bilhões, e o KC-390, só a parte de desenvolvimento custa mais de R$ 4 bilhões. Só que o KC-390 tem uma perspectiva de venda de US$ 1,5 a US$ 2 bilhões por ano. No ano passado, perdemos uma licitação com o Canadá porque o projeto ficou atrasado. O governo tem plena consciência desse problema e que temos essa necessidade de recursos. Quando eles não vêm no volume que nós queremos, isso atrasa o projeto.

E o Canadá comprou de quem?

 
Eles ainda estão na licitação, mas ficamos de fora. Um outro exemplo: teve uma empresa nacional que acabou de comprar 10 aviões C-130, que é justamente o concorrente, é um modelo americano. Então, esses projetos estratégicos são fundamentais não só para a Força Aérea, até porque o KC-390 atenderá a Força Aérea, o Exército, a Marinha e todos os interesses do governo dentro dessa área. Quando mandarmos gente para o Haiti e para o Líbano, o avião de transporte será ele. A indústria nacional também se beneficia. Um projeto desse tem em torno de 7 mil empregos diretos e indiretos no desenvolvimento, 1,5 mil só dentro da Embraer na área técnica e de engenharia. No Gripen, já temos quase 100 engenheiros da Embraer e da AEL trabalhando na SAAB (Suécia). E, quando o caça chegar aqui, vai dar uma tecnologia inimaginável para a nossa indústria aeronáutica. Ninguém quer ensinar ninguém, tem um preço por isso. São coisas que nós temos que adquirir dessa forma. Se quisermos começar do zero, nós não vamos fazer. Então, o recurso é fundamental para os nossos projetos estratégicos e para o nosso dia a dia, manutenção da nossa base aérea, das escolas, dos Cindactas, dos radares, todos esses recursos são impactados pela redução orçamentária.

Hoje, deixamos de voar por falta de recursos?

 
Claro. Voávamos em torno de 150 mil horas. No ano passado, baixamos para 130 mil horas, e, neste ano, estamos buscando a meta de chegar até 100 mil. Nós começamos o ano com baixíssimo orçamento e não podemos voar, nem fazer contratos se não tivermos o recurso por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal, que nos obriga a fazer isso. Ao longo do ano, fomos recebendo mais recursos e, ainda assim, continuamos pendentes.

No que essa redução de horas de voo impacta?

 
Principalmente no treinamento do piloto. Isso é fundamental. Nós começamos o ano com cerca de 200 pilotos fora de voos, hoje todos já estão voltando para a atividade aérea. O piloto menos treinado é um risco maior na segurança de voo. Não poderíamos diluir as horas de voo entre os pilotos, mas, se ele voa abaixo do nível crítico, ele passa a ser um risco de segurança de voo. Então, tiramos eles dos voos para manter o nível de treinamento. O segundo impacto é que podemos estar canibalizando a frota. A nossa opção foi manter a frota, porque, se canibalizarmos isso, gera um custo altíssimo. Por exemplo, esses aviões que atendem ministros, esses que ficam em Brasília, nossa frota está reduzida pela metade, mas tomamos alguns cuidados. Fizemos uma estocagem do avião, é um trabalho de retirada do sistema hidráulico, motores, todas essas peças, para facilitar a manutenção. Então, a redução impacta nas horas de voo e no atendimento das missões, e nós estamos recuperando isso pela necessidade crítica que nós temos. Quem dá o suporte para o Exército na Amazônia é a Força Aérea e nós estamos atendendo, mas no limite do suportável, eles precisariam de muito mais do que nós estamos dando.

Transporte de órgãos também?

 
Também. Quando tínhamos mais horas de voo, os comandantes tinham um número maior de pilotos treinando, que também aproveitavam essas horas de treinamento transportando órgãos para lá e para cá, porque atendia a necessidade do Ministério da Saúde. Com o orçamento mais restrito, isso impactou no treinamento dos nossos pilotos. Eles não poderiam criar missões se não tivessem horas de voo. Nós temos aviões de alerta da Amazônia ao Rio Grande do Sul. Tanto aviões quanto tripulações sempre prontos. Com essa revisão orçamentária, nós temos um avião simples que pode voar 600 horas por ano e está voando 150 horas por ano. Um C-130 — cuja carga econômica dele é 800 horas — está voando 300 horas. Agora tivemos uma reunião com o Ministério da Saúde, que concordou em custear o transporte dos órgãos.

Quanto custa esse transporte?

 
Varia de acordo com as missões realizadas, mas é muito mais barato que seja feito pela Força Aérea do que pagar um avião de fora. Nosso custo é, mais ou menos, a metade do custo de externo. O nosso custo de hora de voo é somente logístico e combustível.

Mas continuamos com uma redução de 25% em horas de voo?

 
No início do ano, nós tivemos muito mais, começamos com potencial para voar 60 mil horas apenas. Redução de mais de 50% em relação a 2014. Por que nós começamos a aumentar a hora de voo? Tínhamos 60 mil horas e estamos vendo se chegamos a 100 mil horas. Foi sendo descontingenciado, com solicitações, por meio também de créditos, por exemplo. É o caso do acordo com o Ministério da Saúde no transporte de órgãos. Trouxemos de São Paulo para o Rio milhares de militares da Força Nacional com o dinheiro que nós recebemos do Ministério da Justiça. Então, vai se recompondo, mas o ideal é receber o dinheiro antes do Ministério do Planejamento. O impacto é muito grande na manutenção das unidades, nós reduzimos expediente, vamos fazendo nosso dever de casa de acordo com os recursos que o governo dá. O que impacta nessas questões de orçamento sempre? Trabalhamos em cima de capacidades. À medida que nós não temos aquele dinheiro, a nossa capacidade vai sendo reduzida, nossa capacidade de defesa aérea, de controle marítimo, de transporte.



E as mudanças no Ministério da Defesa por circunstâncias políticas? A gente teve em um curto espaço de tempo uma troca grande de ministros.

As trocas não são boas, assim como nós, dentro dos nossos comandos, temos de ficar mudando os nossos comandantes. Claro que, no Ministério da Defesa, é melhor que tenha uma continuidade. Mas eu posso dizer pelo período que eu estou aqui, um ano e meio, que nós não tivemos problema nenhum, nenhum dos três comandantes, de relacionamento ou de quebra, de sequenciamento de projetos, porque os projetos das Forças permaneceram os mesmos com cada um dos ministros.

 
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Aeronáutica confirma reestruturação

Poder Aéreo

Prezado jornalista,
Segue abaixo texto original do documento enviado pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, ao efetivo do Comando da Aeronáutica no dia 26 de agosto.
Atenciosamente,
Centro de Comunicação Social da Aeronáutica 



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Reestruturação da FAB

“A Força Aérea Brasileira dará nos próximos meses relevantes passos rumo a sua profunda mudança estrutural.

Neste momento, serão necessários o entendimento e o compromisso plenos das senhoras e dos senhores, de todos os postos e graduações, para tornar possível a execução das modificações, necessárias para capacitar a nossa Força Aérea para os desafios do futuro.

Daqui a 25 anos, a FAB completará 100 anos de existência e, longe de ser uma data longínqua, trata-se de um marco que precisa ser alcançado com ações desenvolvidas desde já. É responsabilidade de todos nós, hoje, pavimentar um futuro do qual todos iremos nos orgulhar.

Os estudos para a reestruturação foram iniciados em 2015, por um grupo por mim indicado. Em uma segunda fase, a equipe foi ampliada com a participação de representantes de todos os Órgãos de Direção Setorial, convivendo com a realidade da Força, resultando em um estudo preliminar. Então, em uma terceira fase, foram pesquisadas, estudadas e identificadas soluções para detalhar os conceitos propostos e consolidar o programa de reestruturação.

Agora, é chegada a quarta fase.

É o momento de iniciarmos a execução das ações identificadas no programa de reestruturação. As lideranças, em todos os níveis, devem ter um alto comprometimento em atuar diretamente nessas tarefas, além de instruir e motivar seus subordinados. Cabe a cada segmento de nossa Força Aérea, agora, a viabilização da referida proposta, no que concerne a sua área de atuação e à apresentação de possíveis adequações na estrutura do seu órgão.

As mudanças, que serão explicadas adiante, envolverão parte significativa do efetivo. Porém, desde já, é relevante ressaltar que tudo ocorrerá de forma gradual.

Assim, dirijo-me às senhoras e aos senhores com o propósito de tornar claro os próximos passos, no que tange a extinções, desativações, criações, transferências e subordinações de organizações.

EXTINÇÕES E CRIAÇÕES DE ORGANIZAÇÕES A SEREM EFETIVADAS ATÉ 31 DEZ 16

a) O COMGAR e o COMDABRA se tornarão, respectivamente, o Comando de Preparo (COMPREP) e o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), ambos comandados por Tenentes-Brigadeiros.
b) A SEFA passará a ter suas responsabilidades ampliadas, incluindo atividades administrativas.
c) A DIRINT se tornará a Diretoria de Administração (DIRAD), subordinada à SEFA.
d) As ALA 1 (AN), ALA 2 (NT), ALA 3 (GL), ALA 4 (CG), ALA 5 (CO), e ALA 7 (MN) serão criadas, todas comandadas por Oficial-General, mantendo sob sua subordinação as Unidades Aéreas e de Aeronáutica sediadas.
e) Os GAP tipos A, B e C serão criados.
f) Os V COMAR, VI COMAR e VII COMAR serão extintos, tendo suas atribuições e responsabilidades redistribuídas para outras organizações.
g) As I FAE, II FAE, III FAE e V FAE serão extintas e suas atribuições serão absorvidas pelo COMPREP e pelas ALAS.

Obs. 1: Os I COMAR, II COMAR, III COMAR e IV COMAR serão mantidos até 31 dez 2017, quando serão extintos. Neste período, as BABE, BAFZ, BARF, BASV, BASP e BAST mantêm as suas subordinações aos respectivos COMAR.

Obs. 2: Os comandantes, ainda em comando, serão designados para outros cargos.

DESATIVAÇÕES DE OM A SEREM EFETIVADAS ATÉ 31 DEZ 16


a) As BAAN, BANT, BAGL, BACG, BACO e BAMN serão desativadas e substituídas pelas respectivas ALAS.

b) O 1º/16º GAv será desativado. Futuramente, será reativado em Anápolis, operando a aeronave F-39 Gripen.

Obs.: Os comandantes, ainda em comando, serão designados para outros cargos.

TRANSFERÊNCIAS DE UAé A SEREM EFETIVADAS ATÉ 31 DEZ 16

a) Transferência do 2º/7º GAv de Florianópolis para Canoas.

b) Transferência do 1º/6º GAv de Recife para Anápolis.

c) Transferência do 3º/8º GAv da BAAF para BASC.

Obs.: Quanto ao 3º ETA e ao 4º ETA está em curso um estudo relacionado a um melhor aproveitamento operacional, levando em conta a junção de ambas as unidades aéreas.

SUBORDINAÇÕES DE OM A SEREM EFETIVADAS ATÉ 31 DEZ 16

Além da subordinação das Unidades Aéreas e de Aeronáutica sediadas nas ALAS, há que se considerar ainda:

Fica subordinado à ALA 1
CPBV.

Ficam subordinados à ALA 2
ETA 2; e 1º/8º GAv.

Ficam subordinados à ALA 3
BASC e suas UAé;

BAAF;
1º/7º GAv; e ETA 4.

Ficam subordinados à ALA 5
BASM e suas UAé; e
BAFL.

Ficam subordinados à ALA 7
BAPV e suas UAé;
BABV e suas UAé;
ETA 1; e
3º/7º GAv.

Fica subordinada ao GABAER
a) BABR e suas UAé.

Fica subordinado à BABR
a) BINFAE-BR.

As BAFL e BAFZ terão seus efetivos reduzidos, adequando-se à nova realidade.

A cidade de Anápolis assistirá, ainda, à formação de um grupo de extrema relevância estratégica para a FAB: o Grupo F, que será criado ainda em 2016, atuando na implantação dos caças F-39 Gripen.

Tais medidas foram profundamente estudadas por um grupo de oficiais-generais e são consideradas cruciais para as ações de reorganização, padronização e melhoramento dos processos administrativos e operacionais da Força. O objetivo é simplificar e modernizar a estrutura organizacional, administrativa e operacional, além de aperfeiçoar a gestão dos efetivos.

Os objetivos, metodologias e passos foram fundamentados em estudos completos. Não tratamos de gerenciamentos personalistas ou com foco em interesses individuais.

É importante, neste momento, que todos percebamos a natureza institucional de cada decisão, com vistas, unicamente, ao futuro da Força Aérea Brasileira. Nossas ações, hoje, terão seus positivos efeitos, ainda mais expressivos, para aqueles que haverão de nos suceder. A reestruturação visa contribuir para o cumprimento da missão em sua plenitude.

A FAB deve construir suas capacidades no longo prazo, com o propósito de superar seus desafios no futuro. E, para tanto, as senhoras e os senhores são fundamentais para tornar possível o sonho de, em 2041, chegarmos aos nossos 100 anos de existência como exemplo de uma força operacional, profissional e de extrema eficiência e eficácia no cumprimento de suas missões”.

Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato



27 agosto 2016

Filipinas ameaçam 'confronto sangrento' com Pequim no Mar do Sul da China

O bombástico presidente filipino Rodrigo Duterte aumentou as tensões no Mar do Sul da China, sabendo que os EUA têm a obrigação estabelecida por um tratado de defender as Filipinas em caso de guerra com a China.


Sputnik


Duterte, conhecido como o "Donald Trump do Pacífico", acirrou o tom da retórica esta semana, ameaçando acender um fósforo sobre o barril de pólvora do Mar do Sul da China com uma "confrontação sangrenta" contra qualquer país que viole a soberania de Manila e sugerindo que ele "surraria alegremente" qualquer parte que tente assumir o controle do disputado recife de Huangyan (Scarborough, em inglês). 


Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte
Presidente das Filipinas Rodrigo Duterte © REUTERS/ Romeo Ranoco


As ameaças do líder filipino se acrescentam a outras declarações polêmicas feitas no início desta semana sobre o país sair da Organização das Nações Unidas, caso a comunidade internacional continue a reclamar sobre sua agressiva "guerra às drogas", que já deixou mais de 1.900 mortos nos últimos 8 semanas. 

Duterte também se referiu ao secretário de Estado dos EUA, John Kerry, como "louco", enquanto ria dizendo que deveria ter insultado mais o chefe da diplomacia norte-americana para que os EUA dessem ainda mais dinheiro para seu país. 

"Eu garanto (para a China), se vocês entrarem aqui, será sangrento, e nós não vamos ceder a eles facilmente. Serão os ossos de nossos soldados, e você pode incluir os meu", disse Duterte à Associated Press, acrescentando que as Filipinas não admitiriam “serem enganadas” por nenhum país. 

As tensões no Mar da China Meridional foram desencadeadas quando as Filipinas unilateralmente apresentaram sua reivindicação às águas e territórios disputados na região perante o tribunal de arbitragem de Haia, a mando dos EUA. 

Em sua decisão, o tribunal invalidou a antiga reivindicação da China pelas águas, através das quais passa cerca de 40% do tráfego mundial de navios de comércio a cada dia, e sobre os territórios locais que servem a um imperativo militar crítico para Pequim. 


A China detém superioridade militar clara sobre as Filipinas, ostentando o maior exército permanente do mundo, com 2,3 milhões de soldados ativos, uma frota naval altamente modernizada, e alguns dos aviões de combate mais sofisticados do mundo. No entanto, as Filipinas têm uma aliança militar de longa data com os EUA, e as tropas americanas são obrigadas a vir em auxílio de seus colegas filipinos caso o país seja atacado pela China, segundo os termos do Tratado de Defesa Mútua assinado em 30 de agosto de 1951. 

A retórica belicosa do líder filipino, portanto, deve manter as autoridades de defesa norte-americanas alertas ao longo dos próximos meses, particularmente com a China já sinalizando a possibilidade de reivindicar o recife de Huangyan nas próximas semanas, a fim de contrariar a decisão desfavorável de Haia. 

Tem sido relatado que o raciocínio entre os altos oficiais militares de Pequim é de que os EUA estarão muito distraídos com a política interna e ficarão reticentes para protestar de forma muito agressiva caso a China se movimente em seus interesses nacionais.

Ataque de caminhão-bomba em Cizre matou 118 policiais turcos, segundo curdos do PKK

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) disse neste sábado (26) que 118 policiais turcos foram mortos ontem (25) por um caminhão-bomba na cidade de Cizre, no sudeste do país.


Sputnik


A alegação foi feita por meio de um comunicado emitido pelo PKK. 


Polícia e bombeiros turcos após ataque do PKK em Cizre, sudeste da Turquia
© AFP 2016/ STR / DOGAN NEWS AGENCY


Ancara, por sua vez, declarou que 11 policiais foram mortos após o ataque terrorista na sexta-feira, e que 78 pessoas estariam feridas. 

"O combatente Mustafa Aslan realizou o ataque usando grande quantidade de explosivos… 60 veículos armados foram danificados… 118 policiais turcos morreram, 152 ficaram feridos", disse o PKK, acrescentando que o caminhão teve por alvo o distrito onde fica o quartel-general da polícia e do exército na cidade. 

Confrontos armados entre o PKK e as forças turcas ocorrem regularmente na província de Sirnak, no sudeste do país, especialmente desde julho de 2015, com o colapso de um cessar-fogo.


Paraguai: Oito soldados mortos em uma emboscada atribuída aos guerrilheiros do EPP

Oito soldados paraguaios foram mortos neste sábado (26) em um atentado atribuído à guerrilha do Exército do Povo Paraguaio (EPP) no leste do país, segundo informou o ministro do Interior do Paraguai, Francisco de Vargas. 


Sputnik

"Eles colocaram explosivos na passagem usada pela patrulha. O método utilizado sugere que se trata do grupo criminoso EPP", disse o ministro em entrevista coletiva.

Guerrilha das FARC em frente a um cartaz criticando o Plano Colômbia
© AFP 2016/ Luis Acosta


De acordo com o jornal ABC, o ataque aconteceu enquanto os soldados estavam em patrulha em uma estrada rural perto da aldeia de Arroyito, 500 km a nordeste da capital Assunção. 


Segundo a polícia, os guerrilheiros do EPP, que ainda tem cerca de vinte membros ativos e ao qual a polícia atribui mais de 50 assassinatos desde 2007, foram treinados pelos guerrilheiros das FARC colombianas, que recentemente assinaram um acordo de paz com as autoridades de Bogotá após mais de 50 anos de conflito.

Exército sírio retoma controle total sobre Daraya após quatro anos de cerco

As forças do governo sírio retomaram neste sábado o controle sobre Daraya, nos arredores da capital Damasco, após milhares de rebeldes e civis terem sido evacuados da cidade, que há quatro anos estava sob um cerco do regime. A vitória foi relatada por uma fonte militar da Síria à AFP. 


Sputnik

"O exército sírio controla completamente Daraya e entrou em toda a cidade. Não há um único homem armado lá", disse a fonte a respeito dos insurgentes, falando sob condição de anonimato.

Daraya, um subúrbio de Damasco, durante combates entre o Exército Árabe sírio e terroristas
Daraya, Síria © Sputnik/ Mikhail Alaeddin

De acordo com a televisão estatal síria, “o arquivo Daraya está agora encerrado após a evacuação de todos os civis, homens armados e suas famílias no âmbito do acordo" alcançado na quinta-feira (27) entre o regime e os rebeldes. 


A emissora transmitiu imagens de veículos do exército sírio fazendo uma varredura das ruas da cidade, que foi uma das primeiras a se levantar contra o governo na guerra civil que já dura mais de cinco anos. 

"O segundo e último comboio de rebeldes e civis saíram de Daraya hoje", confirmou o chefe do Observatório Sírio de Direitos Humanos, Rami Abdel Rahman.



100º Sukhoi Su-34

Poder Aéreo

MOSCOU – A fábrica de aeronaves Novosibirsk Aircraft Production (NAZ) deverá em breve entregar o 100º caça-bombardeiro tático Sukhoi Su-34 (NATO: Fullback) desde que o programa de produção foi lançado, informou um funcionário da NAZ à agência russa de notícias TASS. 


100º Sukhoi Su-34
 

O programa de desenvolvimento e produção do Su-34 incluiu a fabricação de 10 protótipos, dos quais oito foram destinados a testes de voo e dois para testes estáticos. A primeira unidade de produção do Su-34, cuja construção a NAZ começou em 2005, foi recebida pela Força Aérea Russa em dezembro de 2006. Foi o nono Su-34 construído pela fábrica.

A Força Aeroespacial Russa prevê a entrega de 150 a 200 aeronaves do tipo.

O bombardeiro tático Su-34 é projetado para atacar alvos de superfície, incluindo alvos móveis, por meio de uma grande variedade de armas, incluindo munições guiadas de precisão. A aeronave pode lidar com ameaças aéreas também e pode operar em qualquer tempo. Realizou seu voo inaugural em 1990 e entrou em serviço em 2014.

A velocidade máxima de alta altitude do Su-34 é de 1.900 km/h, e alcance ferry é de 4.000 km. A aeronave é capaz de reabastecimento em voo e é propulsada por um par de turbofans AL-31F, cada um produzindo o empuxo de 12.500 kgf em pós-combustão. O avião é tripulado por dois pilotos em cockpit com configuração lado a lado.


A-29 Super Tucano e A-10 Thunderbolt II voam juntos no Green Flag East

Poder Aéreo

Quatro aviões A-29B Super Tucano da Força Aérea Colombiana participam do Exercício Green Flag East de 15 a 29 de agosto, na Barksdale Air Force Base, Louisiana. 


Pássaros de mesma plumagem se reúnem: A-10 Thunderbolt II e A-29B Super Tucano voando juntos na mesma missão
 

O contingente colombiano, apoiado por 45 militares colombianos, chegou à base dos famosos bombardeiros estratégicos B-52 em 13 de agosto e imediatamente começaram a se envolver com os seus homólogos da Força Aérea dos Estados Unidos, a fim de se preparar para o exercício de duas semanas.

O Green Flag East é um dos exercícios de apoio aéreo aproximado do Air Combat Command, que ensaia táticas de apoio aéreo, reforçando simultaneamente a interoperabilidade com unidades da Força Aérea e do Exército: durante o exercício os pilotos treinam em um ambiente simulado, de alto risco, enquanto o pessoal de manutenção e suporte recebe um aumento do ritmo de missões de combate.

Além das aeronaves da Colômbia, participam os A-10 da USAF da Moody AFB, Ga.; F-16 da Guarda Aérea Nacional do Texas; KC-135 da McConnell AFB, Kans.; E-3 da Tinker AFB, Oklahoma; e E-8 da Robins AFB, Ga.

Como parte do Green Flag East, dois A-10 Thunderbolt II pertencentes ao 75th FS da Moody AFB voaram uma missão de apoio aéreo simulado com dois A-29B Super Tucano colombianos.

Curiosamente, o Embraer A-29 Super Tucano é uma das plataformas mais bem sucedidas em CAS (Close Air Support) em todo o mundo e considerado entre os candidatos para substituir o A-10 Thunderbolt na USAF no papel de apoiar as tropas em contato com as forças inimigas. Já em serviço com 10 Forças Aéreas ao redor do mundo, o avião turboélice tem a capacidade de transportar uma grande variedade de armas; dado o plano da Força Aérea dos EUA para aposentar sua frota A-10 em 2022, o Super Tucano tem sido cogitado muitas vezes para ser um possível substituto do A-10 na missão.

Pilotos instrutores americanos do 81th FS da Moody AFB já voam as aeronaves A-29B da Força Aérea Afegã entregues no início deste ano como parte do TAAC-Air (Train, Advice, Assist Command-Air): eles aconselham e treinam pilotos afegãos para operar o altamente manobrável sistema de armas de quarta geração durante o desenvolvimento do apoio aéreo aproximado, escolta aérea, reconhecimento armado e interdição aérea.



Irã revela sistema antiaéreo de longo alcance Bavar-373

Forças Terrestres

No dia 21 de agosto, em uma cerimônia com a presença do presidente iraniano Hassan Rohani e o ministro da Defesa Brigadeiro General Hossein Dehqan, foi revelado o Bavar-373, sistema de defesa antiaérea de longo alcance. 


Bavar-373 - 3

Até agora nenhuma informação tinha sido publicada sobre o sistema, mas em fóruns na Internet diz-se que o Bavar-373 emprega mísseis Sayyad-4 e é composto de diferentes radares. O posto de comando usa caminhões Zafar 8×8, enquanto o lançador Bavar TEL usa o caminhão Zoljanah 10×10.

O chefe do comando iraniano de defesa aérea anunciou pela primeira vez que o Bavar-373 estava sendo desenvolvido em setembro de 2011, pouco mais de um ano após a Rússia cancelar um contrato para fornecer ao Irã sistemas de defesa aérea S-300 de longo alcance. A Rússia reverteu essa decisão em 2015 e entregou os primeiros S-300 no início deste ano.

As fotos do sistema iraniano indicam grandes investimentos na capacidade de desenvolver radares phased array.

O lançador usa um casulo com uma seção quadrada similar ao do míssil Patriot americano, em vez de casulos arredondados vistos em sistemas de defesa aérea de longo alcance da Rússia.

Especialistas no Ocidente costumam desconfiar das apresentações de novas armas do Irã, pois muitas delas claramente são apenas propaganda para dissuasão.

Resta agora aguardar a divulgação dos primeiros testes de tiro real do Bavar-373 para saber se o sistema funciona de verdade.



CFN quer modernizar tanques leves e comprar veículos sobre rodas

Forças Terrestres

O Jane’s noticiou que o Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil está considerando upgrades para seus tanques leves SK-105A2S Kürassier, e a compra de veículos blindados 4×4 e 6×6. 


CFN - 3
SK-105 Kurassier

Projetos de modernização dos tanques e a obtenção de veículos blindados sobre rodas estão atualmente passando por uma fase de estudo e uma análise do conceito e do orçamento de viabilidade, disse um porta-voz da Marinha.

Estes projetos integram o Programa de Consolidação da Brigada Anfíbia no Rio de Janeiro (PROBANF), que visa aumentar o poder de fogo, a capacidade expedicionária, mobilidade e de proteção dos fuzileiros.

Dezessete tanques e um veículo de recuperação 4KH7FA Greif foram recebidas da Steyr-Daimler-Puch Spezialfahrzeug (agora parte da General Dynamics European Land Systems) em 2001, após a aquisição, em 1998.



Artilharia do Pantanal testa a busca a alvos com drone Horus FT-100

Forças Terrestres

Nioaque (MS) – Durante os dias 18 e 19 de agosto, a Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Exército (AD/5) esteve no 9º Grupo de Artilharia de Campanha (9º GAC) a fim de realizar o acompanhamento da experimentação doutrinária da Bateria de Busca de Alvos e, também, verificar o estágio da preparação dos subsistemas para o adestramento anual. 


Artilharia Horus FT-100 - 3
 

A experimentação doutrinária da Bateria de Busca de Alvos, que ocorre desde 2014 e se encerrará em 2017, vem se baseando no teste das possibilidades oferecidas pelo Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (SARP) que usa o Horus FT-100. O Comandante da AD/5, General de Brigada Aléssio Oliveira da Silva, pôde assistir ao lançamento e acompanhar o sobrevoo da aeronave e a qualidade das imagens produzidas pelo Grupo de Trabalho do 9º GAC. Foi possível observar, também, as novas tecnologias aportadas ao quartel pelo SISFRON, particularmente, os modernos e fartos meios de comunicações, que podem vir a ter emprego dual, com fácil integração aos demais meios da organização militar.

Primeiro tiro na eficácia com grande rapidez

Em seguida, a AD/5 verificou o desdobramento no terreno da linha de fogo de uma bateria de obuses, bem como dos subsistemas de comunicações, direção de tiro e topografia. Foi possível, então, identificar o uso de novas tecnologias para os cálculos topográficos, fato bastante estimulado pelo Gen Aléssio, que destacou ao Comandante do Grupo a importância da incorporação desses recursos para a obtenção do primeiro tiro na eficácia, haja vista a demanda do combate moderno. 


Artilharia Horus FT-100 - 1
 

A AD/5 percebeu que a capacidade de transmissão de dados da organização militar está muito beneficiada pelos meios existentes e, mesmo sem a sistematização industrial já oferecida pelo mercado, pode-se treinar a abertura de fogo com tempos comparáveis aos do Exército dos Estados Unidos, bastando uma dedicação adicional ao esforço de transmissão de dados e do emprego do equipamento Atlas Gun Laying System (AGLS), previsto para chegar brevemente ao 9º GAC.

A AD/5 ofereceu ao 9º GAC a oportunidade de participação em suas atividades e operações de adestramento, especialmente a Operação Sisson, que visa, justamente, nivelar o conhecimento e o emprego das novas tecnologias; e na Operação Salomão da Rocha, um exercício de coordenação de fogos com a manobra das Brigadas. 


Artilharia Horus FT-100 - 4
 

As visitas da AD/5 às organizações militares do Pantanal serão mais comuns a partir de agora, devido ao estímulo e entendimento do Exército de que as Unidades de artilharia das Brigadas estejam vinculadas tecnicamente a uma Artilharia Divisionária, em benefício do adestramento e do foco na atividade-fim.

Marinha esclarece posição sobre submarino ‘Scorpene’

Poder Naval

A Marinha do Brasil afirma que documentos vazados sobre o submarino “Scorpène” não afetam projeto brasileiro. “A Força afirmou e reitera que a partir das notícias divulgadas, o possível vazamento não está relacionado ao programa de obtenção dos submarinos da classe “Scorpène” em construção no Brasil (S-BR), em parceria com a DCNS. Os submarinos brasileiros foram projetados atendendo a especificações estabelecidas pela Marinha do Brasil, o que indica haver diferenças entre nosso submarino e os de outros países”, esclarece o contra-almirante Flávio Augusto Rocha. 


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De acordo com o contra-almirante, “a Marinha do Brasil, em princípio, não vislumbra impacto no programa de construção dos S-BR em andamento no Brasil e acompanha, atenta, os desdobramentos do fato ocorrido”.

Em nota enviada ao site Indústria de Defesa & Segurança, o contra-almirante afirma que a força está atenta às investigações sobre os documentos do submarino. “A Marinha do Brasil esclarece que, em momento algum, afirmou estar despreocupada com o suposto vazamento de informações relacionadas aos submarinos da classe ‘Scorpène’”.

O submarino “Scorpène” faz parte do PROSUB da Marinha do Brasil. Mais de 22 mil páginas do documento sobre o submarino vazaram no estaleiro da francesa DCNS, responsável pelo projeto. O temor é que essas páginas contenham detalhes sobre a capacidade de combate do submarino. Além do Brasil, Índia, Malásia, Austrália e Chile compraram o submarino da DCNS e investigam o vazamento.

LEIA NA ÍNTEGRA A RESPOSTA DA MARINHA


Senhora jornalista,
Em relação à matéria publicada ontem (25) no site Defesa e Segurança, intitulada “Brasil desconsidera vazamento do ‘Scorpène’, Austrália e Índia investigam”, a Marinha do Brasil esclarece que, em momento algum, afirmou estar despreocupada com o suposto vazamento de informações relacionadas aos submarinos da classe “Scorpène”.

A Força afirmou e reitera que a partir das notícias divulgadas, o possível vazamento não está relacionado ao programa de obtenção dos submarinos da classe “Scorpène” em construção no Brasil (S-BR), em parceria com a DCNS. Os submarinos brasileiros foram projetados atendendo a especificações estabelecidas pela Marinha do Brasil, o que indica haver diferenças entre nosso submarino e os de outros países.

Portanto, a Marinha do Brasil, em princípio, não vislumbra impacto no programa de construção dos S-BR em andamento no Brasil e acompanha, atenta, os desdobramentos do fato ocorrido.

Atenciosamente,
FLÁVIO AUGUSTO VIANA ROCHA
Contra-Almirante
Diretor



Austrália adverte DCNS após vazamento maciço de segurança

Construtor naval francês DCNS foi convidado a reforçar a sua segurança após o vazamento de documentos ultra-secretos sobre submarinos Scorpene


Por Franz-Stefan Gady | thediplomat.com | Poder Naval

Um alto funcionário da defesa australiano solicitou ao construtor naval francês Direction des Constructions Navales Services (DCNS) a intensificar a segurança após o vazamento de documentos que detalham as capacidades de combate ultra-secretas dos submarinos diesel-elétricos de ataque classe “Scorpene” da Marinha indiana (classe “Kalvari”). 


Shortfin Barracuda Block 1A
Shortfin Barracuda Block 1A

O funcionário da Defesa, agindo em nome do ministro da Indústria de Defesa da Austrália Christopher Pyne, também transmitiu profunda preocupação do governo sobre as implicações dos vazamentos para a Marinha Real da Austrália (RAN) no chamado Programa de Submarinos do Futuro SEA 1000, de acordo com a agência Reuters.

A DCNS está envolvida em negociações exclusivas para a construção de 12 submarinos Shortfin Barracuda BlocK 1A para a RAN, um derivado diesel-elétrico da classe “Barracuda” de submarinos nucleares de ataque da DCNS. O primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull anunciou em abril que a DCNS venceu o processo de avaliação competitiva para a concepção e construção de submarinos de última geração da RAN. O custo estimado para nova frota de submarinos da Austrália é de AS$ 50 bilhões (US$ 38,13 milhões), o maior acordo de defesa do país na história.

O vazamento vem em um momento crítico, quando a Austrália e a França estão trabalhando nos detalhes do acordo, incluindo cronogramas de construção e contratos de transferência de tecnologia. A DCNS disse no início da semana que o vazamento poderia ter sido executado por um dos dois competidores frustrados na oferta, Mitsubishi Heavy Industries (MHI)/Kawasaki Shipbuilding Corporation (KSC), e a empresa alemã ThyssenKrupp AG (TKMS).

A DCNS acusou os seus concorrentes de guerra econômica. “É evidente que houve um vazamento maciço. E os franceses colocarem a culpa nos japoneses ou alemães sob alguma bandeira da “guerra econômica” é histérico”, disse uma fonte da indústria à Reuters.

O Departamento de Defesa australiano também disse à DCNS que espera o mesmo nível de segurança que as empresas de defesa dos EUA estão fornecendo para obter informações sobre submarinos da Austrália, dado que submarinos da classe Collins da RAN estão equipados com um sistema de combate feito nos EUA.

A DCNS Austrália anunciou em 26 de agosto que vai estabelecer um Comitê de Segurança operacional até ao final de 2016. “Esta comissão é parte dos arranjos que entregam a soberania para a Austrália em matéria de submarinos e regerão as medidas que DCNS desenvolve para entregar ao governo australiano rigorosos requisitos de segurança para o programa de submarinos do futuro”, disse Sean Costello, diretor executivo da DCNS Austrália.

A DCNS vem construindo a nova classe de submarinos de ataque da Índia, em cooperação com o estaleiro estatal Magazon Limited (MDL) em Mumbai durante a última década. “O vazamento das 22.400 páginas inclui documentos altamente secretos marcados como “Restricted Scorpene India” detalhando os submarinos da classe Scorpene como profundidades de mergulho, alcance e autonomia, dados magnéticos, eletromagnéticos e infravermelhos, e detalhes do sistema de combate do submarino, incluindo o sistema de lançamento de torpedos”.


25 agosto 2016

Síria: chega a 471 o total de assentamentos que adotaram o cessar-fogo

O número de assentamentos que se juntaram ao regime de cessar-fogo na Síria chegou a 471, segundo informou o Ministério de Defesa da Rússia nesta quinta-feira, 25.


Sputnik

"Nas últimas 24 horas, acordos de trégua foram alcançados com representantes de 14 assentamentos nas províncias de Latakia, Homs e As-Suwayda, elevando o número total de assentamentos que se juntaram ao cessar-fogo para 471", diz o boletim do centro russo para a reconciliação síria. 



Latakia, Síria
Latakia, Síria © Sputnik/ Dmitriy Vinogradov

De acordo com o documento, negociações de adoção do regime de trégua seguem em curso com comandantes de grupos armados da oposição nas províncias de Hama, Homs e Latakia.


Por que Alemanha retira soldados da base turca de Incirlik?

Autoridades alemãs estão considerando a retirada de cerca de 250 soldados e equipamento militar instalados em base aérea da OTAN na Turquia, informa edição Spiegel Online.


Sputnik


O Ministério da Defesa alemão afirmou que está disposto a continuar a missão a partir da Turquia, mas sublinhou que "há alternativas à base de Incirlik". 

Resultado de imagem para alemanha base aerea incirlik
Tornados alemães na base aérea de Incirlik


De acordo com a edição, a Alemanha poderia, em alternativa, implantar o seu contingente em bases na Jordânia e Chipre. No entanto, a reafetação das aeronaves Tornado vai interromper os voos de reconhecimento sobre a Síria e o Iraque pelo menos durante dois meses. 

Além disso, a manutenção das aeronaves e do contingente na Jordânia ou no Chipre será mais cara e tecnicamente mais complexa do que na Turquia, escreve a Spiegel. A decisão pode estar relacionada com a recente deterioração das relações entre Bruxelas e Ancara.

Em junho, a Turquia retirou seu embaixador da Alemanha após o Bundestag (parlamento alemão) aprovar uma resolução que reconhece o genocídio armênio. As autoridades turcas também proibiram a delegação alemã de legisladores de visitar a base aérea de Incirlik, de acordo com a mídia alemã.


As tensões entre a Turquia e a UE aumentaram ainda mais após a falhada tentativa de golpe na Turquia, a qual o presidente Erdogan considera ter sido promovida pelos EUA e pelo clérigo de 75 anos Fethullah Gulen.


'Operação em Jarablus é contra curdos, não contra Daesh'

Em entrevista à Sputnik Turquia, o vice-presidente do Partido Democrático dos Povos (HDP) disse que a operação na fronteira turco-síria tem como objetivo atacar curdos. 


Sputnik

O político curdo, Idris Baluken, acredita que a luta contra o grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia) seria somente um pretexto usado pelo governo turco para justificar suas ações para a comunidade internacional.

Material bélico turco nas proximidades de Jarablus, no norte da Síria
Tropas turcas na Síria © Sputnik/ Hikmet Durgun


"As ações das tropas turcas são destinadas para ganhar tempo e oferecer a possibilidade aos grupos terroristas na Síria, especialmente ao Daesh enfraquecido, de ganharem forças," disse.

A Turquia nega tais declarações, reforçando que a operação busca somente acabar com atividades terroristas no território sírio, tendo os curdos como uma das "ameaças", declarou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, sobre a operação. 


"Com o início da operação em Jarablus a Turquia de fato assumiu uma posição na guerra síria. Erdogan e o AKP [Partido turco da Justiça e Desenvolvimento] puseram, de forma premeditada, a Turquia no inferno da guerra devastadora na região do Oriente Médio", acrescentou Baluken à Sputnik. 

O especialista e político sublinhou também que a questão do possível início da operação nunca foi discutida pelo Parlamento, já que ele atualmente está em recesso. Balunken acha que "o partido no poder [da Turquia] aproveitou esse momento para enviar tropas à Síria".

As autoridades da Turquia informaram que a saída do território sírio ainda é incerta: as unidades turcas vão permanecer na Síria até que as forças do Exército Livre da Síria tomem o controle da situação. 


De acordo com o entrevistado, a violação da soberania de um país e a entrada de tropas estrangeiras são medidas que acarretam em consequências graves se for levado em consideração o direito internacional. 

"As consequências pelo passo dado pela Turquia podem ser muito graves", sublinhou. 

O político curdo espera que a Turquia mude sua posição "antes que seja tarde demais".

Navio americano fez disparos de advertência contra embarcação do Irã

Navio iraniano se aproximou a menos de 200 metros do americano.
Incidente aconteceu nesta quarta-feira.


France Presse

Um navio de guerra dos Estados Unidos que patrulhava o Golfo Pérsico fez três disparos de advertência após um navio iraniano se aproximar a menos de 200 metros de distância, informou um porta-voz militar nesta quinta-feira (25).


File:The patrol coastal ship USS Squall (PC 7) transits the Persian Gulf during exercise Spartan Kopis Dec. 9, 2013 131209-N-OU681-1798.jpg
USS Squall

Durante o incidente, que aconteceu na quarta-feira, o USS Squall "recorreu ao disparo de três tiros de advertência de sua metralhadora calibre 50, o que fez com que o navio iraniano se retirasse da área", indicou o porta-voz da Marinha, o comandante Bill Urban, à AFP.



Acordo permite evacuar rebeldes e civis da cidade síria de Daraya

4 mil homens, mulheres e crianças serão levados a arredores de Damasco.
Acordo diz ainda que 700 rebeldes podem seguir com suas armas até Idleb.


France Presse

Milhares de rebeldes e de civis serão evacuados de Daraya, cidade próxima de Damasco e sitiada desde 2012, segundo um acordo alcançado nesta quinta-feira (25), anunciou a agência oficial síria, Sana.


Daraya, subúrbio de Damasco e palco de combates entre o Exército Árabe Sírio e terroristas
Daraya © Sputnik/ Mikhail Alaeddin

"Segundo o acordo, 700 homens com suas armas individuais sairão de Daraya rumo à cidade de Idleb (noroeste) enquanto 4 mil homens, mulheres e crianças serão levados para centros de alojamento", acrescentou a agência.

Uma fonte militar afirmou à AFP que "a etapa seguinte será a entrada do exército no local".

Um líder rebelde na cidade confirmou que havia um acordo "para esvaziar a cidade fazendo sair os civis e os combatentes a partir de sexta-feira".

"Os civis irão para regiões sob controle do regime (de Bashar al-Assad) nos arredores de Damasco enquanto os rebeldes deverão ir a Idleb ou regularizarem sua situação com o regime", acrescentou a fonte.

Daraya, um reduto rebelde com muito simbolismo, foi uma das primeiras cidades que se rebelou contra o governo em 2012 e também uma das primeiras a ser sitiada.

O governo de Damasco sempre negou o acesso de ajuda a Daraya, apesar de ter autorizado em muitas outras localidades. A cidade está localizada muito perto da base aérea de Maze, sede do Serviço de Inteligência da força aérea e que serve também como prisão.


Santos ordena cessar-fogo definitivo com as Farc para a próxima semana

Acordo definitivo de paz foi assinado nesta quarta.
Início de cessar-fogo foi ordenado para a próxima segunda-feira. 


Do G1, em São Paulo

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ordenou nesta quinta-feira (25) que o cessar-fogo definitivo das forças militares da Colômbia com os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) comece no próximo dia 29. O anúncio é feito um dia depois de o governo e a guerrilha assinaram, em Havana, o histórico acordo de paz definitivo no país. O cessar-fogo foi um dos pontos acordados, mas ainda não tinha data definida para começar.


O comandante das Farc Iván Marquéz (esquerda) e o chefe da delegação de paz colombiana Humberto de la Calle (direita) apertam as mãos nesta quarta-feira (24) em Havana, Cuba, após assinarem o acordo definitivo de paz na Colômbia (Foto: YAMIL LAGE / AFP)
O comandante das Farc Iván Marquéz (esquerda) e o chefe da delegação de paz colombiana Humberto de la Calle (direita) apertam as mãos nesta quarta-feira (24) em Havana, Cuba, após assinarem o acordo definitivo de paz na Colômbia (Foto: YAMIL LAGE / AFP)

"Como chefe de Estado e como comandante em chefe das nossas forças militares ordenei o cessar-fogo definitivo com as Farc a partir das 0h da próxima segunda-feira, 29 de agosto. Assim chega ao fim o conflito armado com as Farc", anunciou o presidente.

O anúncio foi feito em uma praça no centro de Bogotá, logo após o presidente entregar o texto do acordo definitivo ao Congresso colombiano, para que inicie os trâmites de convocação do plebiscito que visa a referendar o que foi negociado. O documento considera a desmobilização dos guerrilheiros, o abandono das armas e a transformação das Farc em um movimento político, entre outros pontos.

Durante as negociações de paz, que começaram em 2012, as Farc realizaram várias tréguas unilaterais como demonstração de seu compromisso com os diálogos: nas festas de Natal e nas eleições-gerais de 2014, entre 20 de dezembro de 2014 e 23 de maio de 2015; e entre 20 de julho de 2015 até agora.

O governo respondeu a este gesto da guerrilha marxista com a suspensão dos bombardeios aéreos a acampamentos rebeldes, mas mantendo sua função constitucional de combater grupos armados ilegais como as Farc.

Acordo histórico

 
Depois de quase quatro anos de diálogos em Cuba, as Farc e o governo da Colômbia anunciaram nesta quarta que chegaram a um acordo de paz definitivo para o conflito armado de mais de 50 anos no país.

O acordo com as Farc, grupo armado desde 1964 e maior guerrilha da Colômbia, permitirá superar em grande parte um confronto que já deixou 260 mil mortos, quase 7 milhões de deslocados e 45 mil desaparecidos.

O acordo é histórico porque desde 1983 o país fracassou em três tentativas de negociar a paz, como informa o jornal "El Tiempo". Essas tentativas ocorreram durante os governos de Belisario Betancur, César Gaviria e de Andrés Pastrana.

Plebiscito

 
O acordo deve ser aprovado pela população colombiana, que votará em plebiscito no dia 2 de outubro, segundo anunciou o presidente Juan Manuel Santos em pronunciamento na televisão. “Hoje começa o fim do sofrimento, da dor e da tragédia da guerra. A esperança nacional virou realidade. Alcançamos um acordo final para pôr fim ao conflito”, disse o presidente durante seu discurso.

Se o acordo passar na prova das urnas (para o qual requer ao menos 4,4 milhões de votos afirmativos), será possível dizer que o último conflito armado na América está em vias de ser extinto.

Pontos acordados em Havana

 
Na última semana, as equipes negociadoras das Farc e do governo trabalharam de forma ininterrupta para terminar o acordo.

Os assuntos que ainda estavam sendo discutidos eram o alcance da anistia para as Farc (que exclui os responsáveis por crimes como sequestro, deslocamento e violência sexual) e a participação política dos rebeldes.

O pacto da Havana prevê acordos e compromissos em seis pontos: reforma rural, participação política dos ex-combatentes da guerrilha, cessar-fogo bilateral e definitivo, solução ao problema das drogas ilícitas, ressarcimento das vítimas e Mecanismos de implementação e verificação.

O compromisso alcançado em Cuba estabelece que quem confessar seus crimes diante de um tribunal especial poderá evitar a prisão e receber penas alternativas. Se não for feito dessa forma e forem declarados culpados, serão condenados a penas de 8 a 20 anos de prisão.

Além disso, espera-se que as Farc iniciem seu desarme uma vez que sejam referendados os acordos em um prazo de seis meses contados a partir de sua concentração em 23 áreas e oito acampamentos na Colômbia.

Observadores desarmados da ONU, delegados das Farc e o governo verificarão o processo de abandono das armas, com as quais serão levantados três monumentos.

Paz é mais barata

 
Os negociadores de paz do governo da Colômbia reagiram nesta quinta aos críticos do acordo dizendo que o custo de acolher os combatentes rebeldes na sociedade é muito menor do que os gastos do conflito.

Os opositores do acordo, liderados pelo ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, afirmam que o pacto anistia os rebeldes de crimes demais e é injusto com os cidadãos cumpridores da lei porque pede subsídios para os combatentes que deixam seus esconderijos nas florestas e montanhas enquanto procuram trabalho.

A equipe que passou quase quatro anos negociando com as Farc em Havana realizou uma coletiva de imprensa para defender o pacto, dizendo que o governo e a sociedade precisam ajudar a integrar os combatentes, alguns dos quais passaram décadas em campos.

"Isto é pela Colômbia, para que o que aconteceu na América Central não aconteça aqui – nós os abandonarmos depois de eles deporem as armas e eles terminarem em grupos criminosos ou pegarem em armas novamente", disse o senador Roy Barreras, um dos negociadores.




Juiz Sérgio Moro recebe medalha de condecoração do Exército

Medalha do Pacificador é a mais alta honraria do Exército


Elijonas Maia | Diário do Poder

O juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato em primeira instância, recebeu na manhã desta quinta-feira (25) a Medalha do Pacificador em solenidade do Dia do Ssoldado, realizada no Quartel General do Exército, em Brasília. 


Moro disse, na homenagem, que é uma honra receber o reconhecimento do Exército.

A honraria, recebida por Moro, é dada pelo Exército às pessoas que a instituição entende que prestou serviços relevantes ao país. Além de Moro, outras 300 pessoas foram condecoradas.

Moro disse, na homenagem, que é uma honra receber o reconhecimento do Exército. Na solenidade, o juiz foi atração entre o público e também entre outros homenageados, que cercaram o juiz para tirar fotos e parabenizá-lo pela Lava Jato.

Essa medalha é a mesma que, em outubro de 2015, foram retiradas dos mensaleiros José Genoino (PT), Roberto Jefferson (PTB) e Valdemar Costa Neto (PR), após os políticos serem condenados no Mensalão. O ato foi do general Vilas Boas, o atual comandante.