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No Dia da Amazônia Azul, Marinha troca celebrações por combate ao óleo no litoral

Comemoração, realizada todos os anos no dia 16 de novembro, deu lugar à busca e contenção da substância que chegou a dez estados brasileiros.
Por Pedro Alves e Beatriz Castro | G1 PE e TV Globo

Em 2019, o Dia Nacional da Amazônia Azul é celebrado neste domingo (16). Anualmente, desde 2015, a Marinha do Brasil realiza uma comemoração para lembrar da importância do mar brasileiro. Neste ano, porém, diante do desastre ambiental causado pelas manchas de óleo no litoral, os esforços são concentrados no combate à substância, em uma ação chamada "Operação Amazônia Azul, Mar limpo é Vida!".

A Amazônia Azul é uma zona econômica marítima exclusiva do Brasil. O país tem o direito de explorar cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados de oceano, o que equivale a, aproximadamente, metade da massa continental brasileira.

Essa área passou a ser chamada de Amazônia Azul justamente para indicar à sociedade a importância dessa faixa do oceano, já que é dela que saem cerca de 85% do petróleo, 7…

China, e não o Irã, seria a real razão dos EUA estarem no Iraque, diz especialista

Comentando a crescente cooperação entre Iraque e China, Daniel J. Samet, especialista em Oriente Médio, escreveu um artigo para The Diplomat sobre as razões da presença dos EUA no Iraque.


Sputnik

Há décadas que as relações entre Washington e Teerã são ricas em suspeitas, tensões e acusações. Tendo isto como fundo, os EUA têm justificado sua presença militar em países do Oriente Médio, como na Arábia Saudita.


Líder chinês Xi Jinping (à direita) e premiê iraquiano Adel Abdul Mahdi (à esquerda) em Pequim
Adel Abdul Mahdi e Xi Jinping © AP Photo / Lintao Zhang

Além disso, apesar da insatisfação de Bagdá, o governo americano mantém tropas no Iraque alegando o combate a grupos terroristas.

Em artigo próprio escrito no portal The Diplomat, Daniel J. Samet analisa o que seria, segundo sua visão, a verdadeira razão de os EUA não se retirarem do Iraque, mesmo com a derrubada da família Hussein e o notável enfraquecimento do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países).

"Enquanto os EUA põem em foco as ambições iranianas, uma potência muito mais formidável entrou em cena. Em setembro, o premiê iraquiano, Adel Abdul Mahdi, disse que seu país estava se inserindo no projeto Nova Rota da Seda da China", escreveu Samet.

Desde então, segundo o especialista, as relações bilaterais entre o Iraque e a China têm experimentando um aprofundamento, processo que tem sido marcado há tempo com o Iraque se tornando o terceiro maior fornecedor de petróleo à China e um grande comprador de produtos de defesa do gigante asiático.

Nova Rota da Seda

As boas relações são fundamentais para o estabelecimento da Nova Rota da Seda, os corredores econômicos que ligam a China e seus parceiros.

Ainda segundo o especialista, as relações se tornaram tão próximas que após a China ser acusada de reprimir violentamente sua minoria muçulmana uigur, o Iraque não fez nenhuma nota de protesto, diferentemente de países do Ocidente.

"Para apaziguar o violador de direitos humanos em série, o Iraque foi um dos 50 países que elogiaram as políticas chinesas em Xinjiang [cidade uigur] após uma carta do Conselho de Direitos Humanos da ONU criticar a China pelo seu tratamento da minoria muçulmana uigur", disse o especialista.

Desta forma, apesar da presença americana no Iraque não ter resolvido os problemas de segurança do país e Washington continuar uma guerra contra o terrorismo que parece não ter fim, a crescente influência da China no Iraque seria o suficiente para Washington se manter no país árabe, segundo Daniel Samet.

"Os americanos devem estar bem cansados dos anos seguidos de cobertura alarmista sobre Saddam Hussein, a violência sectária e o Daesh. No entanto, agora não é hora de sair do país ou da região por esta razão. Onde os EUA pensam recuar, Xi [líder da China] e seu regime estão prontos para preencher o espaço vazio", escreveu Samet.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik


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