08 fevereiro 2016

Forças sírias libertam várias vilas nos subúrbios de Aleppo

O Exército sírio e as Forças da Defesa Nacional alcançaram mais algumas vitórias sobre os islamistas em várias províncias, inclusive Latakia e Aleppo, nas últimas 24 horas, informou a mídia.


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Na terça-feira (2), as tropas sírias conseguiram tomar duas vilas estratégicas – Doweir al-Zaytun e Tell JaLibin perto de cidade de Paschkoa, na província de Aleppo, enquanto outras unidades do Exército retomaram montanhas-chave na região de Latakia, que faz fronteira com a Turquia. 


Forças governamentais sírias tomam a posição na vila de Ain al-Beida na província síria de Aleppo, Síria, 13 de janeiro de 2016
Tropas sírias recuperam vila próxima a Aleppo © AFP 2016/ GEORGE OURFALIAN

“O objetivo principal desta fase [da luta] consiste em bloquear a parte noroeste da província de Latakia e criar a linha de frente na cidade estratégica de Jisr al-Shughour”, informou a agência noticiosa iraniana FARS, citando fontes militares.

Em Aleppo o Exército cortou duas rotas de abastecimento do Daesh.

Para além disso, na terça-feira (2), o Exército sírio continuou a sua ofensiva contra militantes em várias províncias sírias, inclusive Damasco, Homs, Deir ez-Zor e Quneitra, onde dezenas de terroristas foram mortos e muitos ficaram feridos.

Na província meridional de Sweida, caças sírios apoiados pela Força Aeroespacial russa, bombardearam uma coluna de caminhões-tanque de petróleo na parte sudeste da vila de Shaef, disse a fonte, acrescentando que a maioria de caminhões-tanque foi destruída, tendo os militantes do Daesh que acompanhavam a coluna sido eliminados.

Desde 30 de setembro, a Rússia, por solicitação do presidente Bashar Assad, iniciou ataques aéreos pontuais às instalações do Estado Islâmico na síria, utilizando caças-bombardeiros Su-25, bombardeiros Su-24M e Su-34. Em suas missões, essas aeronaves recebem a cobertura de caças do tipo Su-30SM. Em meados de novembro, a Rússia enviou para a região a sua aviação estratégica, cujos expoentes são as aeronaves Tu-160, Tu95MS e Tu-22M3.

Em 1 de fevereiro, o Ministério da Defesa russo afirmou que dos combates na Síria começaram a participar os novíssimos caças polivalentes Su-35S.


Ataques sírios destroem rotas de abastecimento dos terroristas entre Aleppo e Turquia

Algumas rotas de abastecimento do grupo terrorista Frente al-Nusra foram destruídas pelo Exército sírio na província de Aleppo que tem a fronteira com a Turquia.


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O Exército sírio e as Forças de Defesa Nacional (FDN) conseguiram cortar algumas principais rotas de abastecimento dos militantes da Frente al-Nusra na cidade de Mayer que fica entre a cidade de Aleppo e a fronteira turca, segundo a mídia. 


Sírios celebram a quebra do cerco da cidade de Zahraa, Aleppo, Síria, 4 de fevereiro de 2016
Sírios celebram a quebra do cerco da cidade de Zahraa © AFP 2016/ Stringer

Para além disso, as tropas sírias capturaram pelo menos três terroristas perto de cidade de Maarasta al-Khan, na província de Aleppo.

Isso aconteceu depois de o Exército ter quebrado o cerco das cidades de Nubel e al-Zuhra, são povoadas principalmente por xiitas. As cidades foram cercadas em 2012, a aviação síria tem prestado munições e ajuda humanitária aos habitantes durante todo o assédio.

Na quinta-feira (4), dezenas de militantes do Daesh foram mortos e ainda mais ficaram feridos depois de as tropas sírias e as FDN terem atacado as fortificações dos terroristas na vila de Jab al-Kol na zona sudeste da cidade de Tal Maksour, em Aleppo.

De acordo com várias fontes, a operação militar nos subúrbios leste de Aleppo ainda não está terminada. A missão que o Exército está realizando é a de libertar a área de militantes.

A Rússia realiza desde 30 de setembro de 2015, a pedido do presidente sírio Bashar Assad, uma campanha militar para ajudar o governo da Síria a combater os avanços de grupos terroristas atuantes no país, incluindo o Daesh e a Frente al-Nusra.

Na quarta-feira (3), o chanceler russo Sergei Lavrov, afirmou que a Rússia lutará na Síria “até o último terrorista” e afirmou que ainda não vê razões para terminar a operação aérea russa.


Exército da Síria destrói principal campo de treinamento do Daesh em Raqqa

A Força Aérea da Síria destruiu o principal edifício de treinamento usado pelo Daesh na “capital” terrorista de Raqqa, informou a agência noticiosa iraniana FARS citando fontes militares no domingo (7).

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Segundo a agência, mais de 30 terroristas foram mortos e dezenas ficaram feridos em resultado do ataque aéreo contra a cidade central dos territórios controlados pelo Daesh na Síria.


Exército sírio durante a ofensiva perto de povoação Osman na província de Daraa, janeiro de 2016
Soldados sírios na ofensiva sobre Osman © Sputnik/ Mikhail Allayeddin

Na semana passada o Exército sírio, em cooperação com a milícia local, cortou as rotas de abastecimento dos terroristas no norte de Aleppo no âmbito de uma ofensiva perto de fronteira turca.

Dezenas de militantes foram mortos e muitos outros ficaram feridos depois de as tropas sírias terem assumido o controlo da estrada Maarasta-Masqan, no norte da província, onde o Exército rompeu o cerco de 4 anos de duas cidades, informaram fontes.

Um grande número de militantes está em fuga enquanto as forças governamentais tomam o controlo de mais e mais cidades e vilas na região.



Damasco: Operação terrestre na Síria sem consenso do governo é ‘agressão’

O ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Muallem, disse neste sábado (6) que qualquer operação terrestre na Síria sem a aprovação de Damasco é um "ato de agressão".


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Na quinta-feira (4), o Ministério da Defesa da Arábia Saudita anunciou estar preparado para implantar tropas terrestres para a Síria para combater ao Daesh. Na sexta-feira, a Casa Branca saudou a decisão de Riad.

Tropas sírias comemoram reconquista de bairro de Homs


"Qualquer intervenção na terra síria sem o consenso do governo sírio é um ato de agressão… lamentamos que aqueles [que invadem] venham a regressar aos seus países em caixões," citou a Reuters o ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Muallem.

O chanceler sírio também disse durante uma conferência de imprensa em Damasco que a delegação da oposição síria formada por Riad suspendeu as negociações de paz de Genebra após avanços do exército sírio:

"A delegação da oposição decidiu abandonar o diálogo depois de ouvir sobre os avanços feitos pelo exército sírio".

O grupo de oposição apoiado pela Arábia Saudita saiu das negociações em Genebra na quarta-feira (3), após o que o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, anunciou que as negociações sírias seriam suspensas por três semanas.

As autoridades sírias pediram às Nações Unidas para apresentar uma lista de pessoas que irão representar a oposição nas negociações de Genebra.

"Exigimos ao enviado especial da ONU para a Síria para nos dar a lista de pessoas com quem vamos negociar, uma vez que não temos a intenção de falar com fantasmas".

Walid Muallem disse também que o cessar-fogo na Síria não pode ser alcançado até as fronteiras do país com a Turquia e Jordânia serem tomadas sob controle.


EAU estão prontos a enviar tropas terrestres à Síria

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos (EAU) afirmaram no domingo (7) que estão prontas a enviar as suas forças terrestres para a Síria para participar do combate à organização terrorista Estado Islâmico (Daesh).


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"A nossa postura é que a campanha atual precisa de forças terrestres", cita a agência Reuters as palavras do chanceler do país, Anwar Qarqash, "Falamos de forças militares que vão liderar o avanço no terreno e daqueles que as vão apoiar".


No entanto, o ministro notou que "não se trata dos milhares de militares" e que o acordo dos EUA é uma condição necessária para as ações por parte dos Emirados Árabes Unidos.

Na quinta-feira (4) o conselheiro do Ministério da Defesa saudita, Ahmed Asseri, disse que a Arábia Saudita expressou a sua vontade de enviar tropas à Síria com a condição de a missão ser coordenada com a coalizão liderada pelos EUA. Mais tarde, o canal televisivo CNN comunicou que Riad e os seus aliados já estão preparando até 150 mil militares para uma possível operação na Síria.


'Estas vitórias são uma prova do bom trabalho conjunto com a Rússia'

O governador da província síria de Latakia - a que sedia a base aérea de Hmeymim, casa temporária dos aviões russos participantes da campanha antiterrorista - falou perante os soldados novatos.


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O governador, que se chama Ibrahim Khodr al-Salem, destacou o papel da Força Aeroespacial da Federação da Rússia, que ajuda o exército sírio a combater os grupos terroristas Daesh (também conhecido como "Estado Islâmico") e Frente al-Nusra. A aviação russa chegou lá em 30 de setembro, após Damasco (capital) pedir ajuda neste combate. 


Combatentes da milícia armada síria depois de uma missão no norte de Latakia, Síria
Soldados sírios em Latakia © Sputnik/ Mikhail Alayeddin

Al-Salem fez o seu discurso na presença de mais de 500 soldados que iam prestar juramento.

O exército sírio tem mostrado importantes êxitos no início do ano em curso. Desde o início da operação conjunta, a mídia local e várias testemunhas informam da libertação de várias cidades e regiões que tinham permanecido nas mãos dos terroristas.

Entre elas, há a província de Deir ez-Zor, parcialmente ocupada pelos terroristas. Em finais de janeiro, o exército lançou uma ofensiva para libertar esta cidade, conseguindo afugentar os terroristas do aeroporto e de várias zonas da capital homônima.

"Estas vitórias são uma prova do bom trabalho conjunto do exército da Síria e do grupo da Força Aeroespacial da Rússia. Elas demonstram que o nosso povo sustém firme a sua terra e nunca a dará para os terroristas a destruírem", frisou al-Salem.

As Forças Armadas do governo cooperam com as forças de autodefesa, que se formam em cada província do país. Os soldados recém recrutados, voluntários, irão prestar juramento e depois começar a sua tarefa principal — guardar os municípios libertados de novos ataques.

"Estas forças adicionais irão agir em coordenação com o nosso exército. Elas não irão estar na linha da frente, mas se for necessário, elas também serão deslocadas para a frente de batalha", disse o governador al-Salem, assegurando que os voluntários terão conservados os seus cargos de trabalho da vida civil com cerca da metade do salário e pagamentos regulares às suas famílias.

A Síria está em estado de guerra civil desde 2011. Em 2014, o grupo terrorista Daesh proclamou, desde a cidade de Raqqa, um "califado mundial", agravando ainda a situação.



Daesh e Frente al-Nusra lutam perto da fronteira com o Líbano

Militantes dos grupos terroristas Daesh e da Frente al-Nusra envolveram-se em batalhas violentas na fronteira sírio-libanesa e sofrem baixas, disse à RIA Novosti uma fonte ligada ao movimento Hezbollah na segunda-feira (8).


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“Foram reiniciados combates violentos entre o Daesh e al-Nusra no vale de ad-Deb na região montanhosa de Arsal. Há mortos e feridos de ambas as partes”, disse a fonte.


Militantes do Estado Islâmico lançam um míssil antitanque em Hassakeh, no nordeste da Síria, 26 de junho de 2015
Militantes do Estado Islâmico lançam míssil anti-tanque © AP Photo/ Militant website via AP

No fim de Janeiro, na região de Arsal os terroristas do Daesh tomaram o controle do campo militar da Frente al-Nusra e capturaram seis militantes.

Segundo a fonte, no subúrbio de Damasco, o Exército sírio e as unidades de milícia popular combatem contra grupos armados no subúrbio leste de Damasco de Marge. A luta se reiniciou também no norte da província de Aleppo, a norte da cidade de az-Zahra. Ali, o Exército repeliu um ataque dos terroristas da al-Nusra usando fogo de artilharia.

A Síria está mergulhada na guerra civil desde 2011. O governo do país luta contra um número de fações de oposição e contra grupos islamistas radicais como o Daesh (também conhecido como “Estado Islâmico”) e a Frente al-Nusra.


EUA forneceram treinamento e equipamentos militares à Ucrânia no valor de $266 milhões

Os Estados Unidos, ao longo dos últimos dois anos, forneceram à Ucrânia equipamentos militares e treinamento no valor de 266 milhões de dólares. A informação é do embaixador dos EUA na Ucrânia, Geoffrey R. Pyatt.


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“Desde 2014 nós fornecemos equipamentos e treinamento para as forças armadas no valor superior a 266 milhões de dólares para ajudar as forças ucranianas a melhorar o controle e a segurança das suas fronteiras, mais eficiente e segura para operar e defender a soberania ea integridade territorial do país", escreveu Pyatt em seu blog no site ‘Verdade Ucraniana’. 


Exposição militar na Ucrânia
© AFP 2016/ GENYA SAVILOV

Anteriormente, a Casa Branca havia informado que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou o orçamento de defesa aprovado pelo Congresso em 2016. Ele fornece autorização para os gastos com "assistência adequada no domínio dos serviços de segurança e inteligência" da Ucrânia no valor de 300 milhões de dólares, caso a Administração dos EUA considere necessário.

Posteriormente, a embaixada da Ucrânia nos EUA informou que Washington aumentou o valor do orçamento da assistência financeira à Ucrânia, prevendo o fornecimento de 658,1 milhões de dólares em 2016, incluindo a possibilidade de fornecer armas letais de caráter defensivo. No entanto, de acordo com Pyatt, os Estados Unidos não planejam enviar armas letais à Ucrânia.


Fatos indicam que Kiev tentará resolver conflito em Donbass pela força, diz Lugansk

Kiev planeja resolver o conflito em Donbass pela força. Tal é evidenciado pelos preparativos para a sétima onda de mobilização, pelo aumento de efetivos do exército e pela realização de cursos de treinamento militar com o apoio de parceiros ocidentais, disse o vice-chefe do Estado-Maior da Milícia da República Popular de Lugansk, Igor Yaschenko.


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Ele ressaltou que a liderança política e militar da Ucrânia continua efetuando uma propaganda ativa do serviço militar profissional. 


Soldado ucraniano guarda veículos armados na vila de Fedorivka, no leste da Ucrânia, em 27 de fevereiro de 2015
Tropas ucranianas © AP Photo/ Evgeniy Maloletka

"De acordo com o chefe do Estado-Maior General da Ucrânia, o governo está planejando decidir até final de março o número de homens a serem mobilizados no âmbito da sétima onda de mobilização", disse Yaschenko aos jornalistas.

Tornou-se também público que o pessoal da trigésima brigada mecanizada está se preparando para cursos de treinamento de instrutores no Centro Internacional para a Paz e Segurança", localizado na aldeia de Starishi, região de Lvov, disse Yaschenko.

"Entre 15 a 23 de fevereiro, instrutores das Forças Armadas Britânicas deverão realizar um curso de três semanas para oficiais subalternos da trigésima sexta brigada de fuzileiros navais da Marinha ucraniana", — acrescentou ele.

De acordo com o vice-chefe do Estado-Maior, esses fatos mostram que Kiev continua planejando resolver a situação em Donbass pela força.

"Desta forma, o governo ucraniano, com o apoio de seus patronos ocidentais, não tem intenção de desistir da força para resolver o conflito", — disse Yaschenko.

Os destacamentos da Milícia Popular, por sua vez, estão prontos para qualquer desenvolvimento da situação.

“Eu asseguro aos habitantes da República Popular de Lugansk que, presentemente, a Milícia está pronta para qualquer desenvolvimento da situação. Continuamos a buscar e a apelar ao lado ucraniano para uma resolução pacífica do conflito em Donbass. Estamos convencidos de que somente a implementação do Acordo de Minsk por ambas as partes permitirá atingir este objetivo", frisou Yaschenko.

Em abril de 2014, Kiev iniciou uma operação militar nas províncias de Donetsk e Lugansk para apagar focos de insatisfação com a mudança violenta de poder no país ocorrida em fevereiro do mesmo ano.

As hostilidades deixaram mais de nove mil mortos e 20.700 feridos, segundo números da ONU.

Atualmente, está em vigor na região um cessar-fogo acordado pelo Grupo de Contato Trilateral (Rússia, Ucrânia e OSCE) com o objetivo de solucionar a crise, mas os dois lados do conflito denunciam violações regularmente.



Lugansk: Militantes do Setor de Direita entram em combate com soldados ucranianos

A inteligência da autoproclamada da República Popular de Lugansk informou sobre um confronto militar entre soldados das Forças Armadas da Ucrânia e organização nacionalista Setor de Direita, proibida na Rússia.


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Esta informação foi divulgada pelo vice-chefe do Estado-Maior da Milícia da República, Igor Yaschenko. 


Homens vestindo uniforme militar com distintivos do Setor de Direita
Homens vestindo uniformes com distintivos do Setor de Direita © Sputnik/ Aleksei Vovk

“Assim, segundo os dados da nossa inteligência, na área da povoação Rassvet, em 6 de Fevereiro, teve lugar um confronto entre unidades do Setor de Direita e as Forças Armadas da Ucrânia”, declarou.

Segundo Yaschenko, este não é o primeiro caso de tais confrontos.

“Este incidente confirma mais uma vez que o Setor de Direita visa romper as relações com Kiev e derrubar as autoridades atuais”, pressupôs Yaschenko.

Em abril de 2014, Kiev iniciou uma operação militar nas províncias de Donetsk e Lugansk para apagar os focos de insatisfação com a mudança violenta de poder no país, ocorrida em fevereiro do mesmo ano.

As hostilidades deixaram mais de nove mil mortos e 20.700 feridos, segundo números da ONU.

Atualmente, está em vigor na região um cessar-fogo acordado pelo Grupo de Contato Trilateral (Rússia, Ucrânia e OSCE) com o objetivo de solucionar a crise, mas os dois lados do conflito denunciam violações regularmente.

O Setor de Direita é um movimento que reúne uma série de organizações radicais nacionalistas na Ucrânia. Em janeiro e fevereiro de 2014, membros do grupo participaram dos confrontos com a polícia, bem como da invasão de diversos prédios administrativos do país, e desde abril do ano passado, promovem a repressão de rebelião independentista no Sudeste ucraniano.

07 fevereiro 2016

Coreia do Norte lança foguete e países condenam "violação de resolução" da ONU

RFI

A Coreia do Norte anunciou ter realizado na manhã deste domingo (7) o lançamento de um foguete de longa distância. Oficialmente, o regime de Pyongyang indica que o objetivo foi de colocar em órbita um satélite de observação terrestre pacífico. A operação, que viola resoluções da ONU, foi fortemente condenada pela comunidade internacional e uma reunião de emergência deve ser realizada em Nova York com as grandes potências do Conselho de Segurança da ONU. 


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Imagens do lançamento do foguete pela Coreia do Norte neste domingo, 7 de janeiro de 2016. 
REUTERS/Kim Hong-Ji

A televisão pública norte-coreana informou que o lançamento do foguete, ordenado pessoalmente pelo dirigente Kim Jong-Un, permitiu "colocar com sucesso em órbita nosso satélite de observação da Terra Kwangmyong 4".

A Coreia do Norte apenas exerce seu direito legítimo de utilização "pacífica e independente" do espaço, afirmou a apresentadora de televisão.

Mas os países vizinhos da Coreia do Norte suspeitam que o lançamento é uma fachada par um teste de míssil e de tecnologia balística visando desenvolver um sistema de armamento para conseguir atingir o território americano.

O departamento de defesa dos Estados Unidos garante que um míssil entrou no espaço e Seul confirmou a entrada em órbita de um objeto, contrariando notícias da rede de tevê japonesa NHK de que o lançamento havia fracassado.

Condenações imediatas contra violação


As condenações da comunidade internacional foram imediatas. Pequim, aliado de Pyongyang, lamentou o lançamento e pediu calma para não alimentar as tensões na região. Tóquio considerou o lançamento "absolutamente intolerável".

Moscou condenou a operação e a considera "prejudicial à segurança". O governo francês afirma que se trata uma "provocação insensata", uma "violação flagrante" das resoluções da ONU e pede um reação rápida e firme a partir de hoje.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, também denunciou uma "violação flagrante" das resoluções da ONU. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon julgou o anúncio "profundamente deplorável". A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-Huye, reclama "medidas punitivas fortes" do Conselho de Segurança da ONU

Dirigentes da Coreia do Sul e dos Estados Unidos anunciaram a abertura oficial de discussões para instalar na península coreana um sistema de defesa antimíssil americano.

O último lançamento de foguete da Coreia do Norte foi feito em dezembro de 2012. Os serviços de informações internacionais suspeitam que o satélite colocado em órbita na ocasião nunca tenha funcionado corretamente. A hipótese reforça a convicção dos que acreditam que o objetivo científico da operação tenha sido apenas uma fachada para o desenvolvimento de tecnologia militar balística. 


06 fevereiro 2016

Rússia pretende testar na Síria novo caça Su-35S

A Rússia planeja pela primeira vez testar em condições de combate na Síria um novo caça polivalente Su-35S, informou o jornal russo Kommersant na segunda-feira (1). 


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Segundo o Kommersant, o Estado-Maior russo tomou a decisão de testar pela primeira vez em condições de combate novíssimos caças Su-35S. 


Caça polivalente russo Su-35S
Sukhoi Su-35

“De acordo com as informações não oficiais, trata-se de quatro aviões que foram prestados em outubro-novembro do ano passado à Forças Aeroespacial russa pela empresa de Komsomolsk-na-Amure”, disse o Kommersant.

Estes aviões primeiramente posicionavam no Distrito Militar Oriental da Rússia e depois foram deslocados para Astrakhan. Entretanto, alguns dias atrás partiram de Astrakhan e passando através o mar Cáspio e espaço aéreo do Irã e Iraque atingiram a província síria de Latakia. Segundo um oficial do Estado-Maior russo, agora o grupo aéreo russo na base de Hmeymim na Síria inclui mais de 70 aviões e helicópteros.

O Su-35S é o caça de um tripulante de geração 4++ que é uma versão modernizada do caça polivalente Su-27. A Rússia visa modernizar o seu equipamento militar até 2020.




Rússia envia caças Su-35S para a Síria

A Rússia deslocou uma esquadrilha de seus novos caças Su-35S (Flanker-E) da última geração 4++, de acordo com a agência Voyennyy Informator. 



Poder Aéreo

O envio dos Su-35S ocorreu depois da Turquia acusar a Rússia de novas violações do seu espaço aéreo. Os caças Su-35 incluem as aeronaves com as matrículas 03, 04, 05 (RF-95815) e 06 (RF-95816). Os dois primeiros foram entregues às Forças Aeroespaciais Russas em outubro de 2015 e os dois últimos em novembro. 


Su-35S en route to Sirya - 1
Sukhoi Su-35

Pilotos e engenheiros russos realizaram todos os testes necessários na nova aeronave. Diferentemente do seu antecessor, o Su-35S tem inúmeras vantagens sobre os caças de geração 4+. Ele é um dos caças mais rápidos do mundo, com velocidade de 2.400km/h, dotado de uma fuselagem mais resistente e aerodinâmica melhorada.


Rússia envia mais de 600 toneladas de ajuda humanitária para Síria

A Rússia enviou à Síria e aos países fronteiriços mais de 600 toneladas de ajuda humanitária. A informação é do embaixador russo no Reino Unido, Alexander Yakovenko.


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“Foram enviadas mais de 600 toneladas de ajuda humanitária para a população síria na Síria e outros países vizinhos”, disse o diplomata que lidera a delegação russa na conferência de doadores para a Síria, que está sendo realizada em Londres. 

Pessoas descarregando avião russo EMERCOM com ajuda humanitária que chegou ao aeroporto de Latakis na Síria
Descarregamento de avião russo EMERCON em Latakia © Sputnik/ Andrey Stenin

O embaixador russo disse que, em setembro 2015, foram fornecidas à Síria 100 toneladas de trigo. Ele também revelou que não só as agências governamentais que estão envolvidas na campanha para ajudar os sírios.

Yakovenko observou que a Rússia vai continuar a enviar ajuda humanitária para a Síria, tanto por meio de organizações internacionais, como através das agências da ONU e da Cruz Vermelha, com base em acordos bilaterais.


Coalizão enfraquece, e EUA ameaçam usar força na Síria

O Pentágono está “claramente frustrado com a falta de apoio de seus aliados do Ocidente”, e o governo americano ameaça resolver a crise síria militarmente, escreve o jornal alemão Deutsche Wirtschafts Nachrichten (DWN).


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Anteriormente, o secretário de Defesa, Ashton Carter, pediu maior envolvimento dos países da coalizão internacional que combate os terroristas do Daesh, escreve o DWN, citando a entrevista de Carter à CNBC. 


Joe Biden © Sputnik/ Mikhail Fomichev

De acordo com o secretário, muitos países da coalizão mostram comprometimento insuficiente na luta contra o terrorismo na Síria. Os EUA poderiam fazer muito sozinhos, mas também esperam que outros países entre os 65 da coalizão façam “sua parte”.

Normalmente, os EUA se referem à coalizão como um exemplo de determinação na luta contra os jihadistas. Ultimamente, porém, Washington vem se frustrando com os esforços insuficientes da Turquia para melhorar seu controle fronteiriço, assim como a omissão de vários países árabes que, embora integrantes da coalizão, em nada contribuem para as atividades na Síria. “Os Estados Unidos estão claramente descontentes com a Turquia e a coalizão”, escreve o DWN.

Segundo o vice-presidente americano, Joe Biden, uma solução política para o conflito na Síria seria melhor, mas caso não funcione, os EUA estão preparados para resolve a crise usando meios militares.

O primeiro passo planejado pelos americanos é estabelecer uma base no nordeste da Síria. Forças especiais dos EUA e especialistas expandiriam um aeroporto agrícola na cidade de Rmeilan, na província de Hasakeh, para que seja possível pousar com helicópteros e aviões de carga. Assim, entregariam equipamentos e munição aos curdos, informou uma fonte do exército sírio à AFP no último sábado.

A medida, se não for autorizada pelo governo sírio, pode constituir uma clara violação das leis internacionais, escreve o DWN. Segundo o jornal, toda a operação militar da coalizão não foi aprovada pelas autoridades da Síria e pode ser considerada uma violação da soberania do país.

“Entretanto, o principal motivo para o nervosismo de Washington está mais no sucesso da Rússia na região de Latakia do que na omissão dos parceiros ocidentais dos EUA. Os russos estabeleceram uma aliança eficiente com Síria, Irã e Iraque. Em particular, conseguiram devolver ao exército sírio o seu poder”, conclui o jornal alemão.



Arábia Saudita declara que forças terrestres estão prontas para invadir a Síria

Um porta-voz militar saudita confirmou que Riad está preparada para se se juntar a quaisquer operações terrestres lideradas pelos EUA para combater o Daesh, também conhecido como Estado Islâmico, na Síria, se tais operações forem aprovadas pela coalizão internacional. 


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"O reino está pronto para participar de quaisquer operações terrestres que a coalizão (contra o Daesh) possa decidir realizar na Síria", disse à TV al-Arabiya o brigadeiro-general Ahmed Asseri, que também é o porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen.



Questionado sobre a declaração, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, John Kirby, disse durante um briefing que a coalizão geralmente acolhe bem as iniciativas de seus parceiros para aumentar o apoio na luta contra o Daesh, mas afirmou que não poderia comentar especificamente os comentários de Asseri.

"Eu gostaria de não comentar especificamente sobre isso até que nós tenhamos a chance de avaliar", disse Kirby.

A coalizão liderada pelos EUA tem realizado ataques aéreos contra o Daesh desde setembro de 2014, mas a campanha tem feito pouco para bloquear a influência do grupo terrorista.

O Presidente Barack Obama tem afirmado repetidamente que não pretende enviar mais tropas terrestres para o Oriente Médio, mas recentemente o secretário de Defesa norte-americano, Ashton Carter, indicou que o Pentágono pode estar reconsiderando essa política.


Quem vai apoiar as tropas sauditas na Síria?

Os EUA e a Arábia Saudita discutem uma possível operação no terreno contra o Daesh, também conhecido como Estado Islâmico, na Síria, disse o representante oficial do Departamento do Estado, John Kirby.


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Na quinta-feira (4) a Arábia Saudita expressou a sua vontade de dirigir à Síria as suas tropas com a condição de a missão ser coordenada com a coalizão liderada pelos EUA, disse conselheiro do Ministério da Defesa saudita, Ahmed Asseri. 


Soldados sauditas no sudoeste da Arábia Saudita, 13 de abril de 2015
Soldados sauditas no sudeste da Arábia Saudita © AFP 2016/ FAYEZ NURELDINE

“Temos de saber mais sobre esta proposta… Estamos discutindo com os sauditas quais são os seus parâmetros e intenções”, afirmou o ministro

Além disso, o canal norte-americano CNN citou hoje fontes que afirmam que Riad e os seus aliados estão preparando até 150 mil militares para uma possível operação na Síria. Esta operação incluiria ainda militares egípcios, sudaneses e jordanos.

No entanto, o chefe do departamento de relações internacionais do Ministério do Ensino Superior sírio, Akil Mahfoud, disse à RIA Novosti que Riad irá de fato ajudar os grupos terroristas no país árabe devastado pela guerra.

O reino do petróleo "irá fornecer grande apoio para a Frente al-Nusra, Ahrar al-Sham e outros grupos similares, sob o pretexto de combater o Daesh", disse ele. "Qualquer intervenção na Síria será realizada, sem dúvida, para mudar o curso da guerra no país. Ela irá dificultar o sucesso do Exército Árabe da Síria. E aqueles que virão não combaterão contra o Daesh independentemente do que a Turquia e a Arábia Saudita dizem».

O cientista político afirma que Riad terá decidido enviar o seu exército para a Síria porque as forças lideradas por Damasco, auxiliadas por aviões de guerra russos e combatentes do Hezbollah, têm ultimamente avançado, enquanto os grupos terroristas estão recuando. O exército sírio teve recentemente grandes vitórias nas províncias de Aleppo, Latakia e Daraa.


Exército turco combate no centro da ‘capital’ curda

Confrontos intensos com o uso das metralhadoras e artilharia estão em curso no centro da cidade turca de Diyarbakir, considerada a «capital» dos curdos turcos, comunica o correspondente da RIA Novosti no sábado (6).


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Várias ambulâncias chegaram ao local para recolher os feridos.

O centro histórico, Sur, é famoso pelos seus monumentos, construídos em 400 a.C. 


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Mais cedo, o prefeito da cidade dissera à RIA Novosti que, dos 70 mil residentes de Sur, 50 mil tinham deixado suas casas.

Em dezembro, as autoridades turcas declararam o toque de recolher em várias regiões do sudeste do país, onde continuam confrontos armados entre as forças de Ancara e combatentes do PKK [Partido de Trabalhadores do Curdistão].

As tensões na Turquia intensificaram-se em julho de 2015, depois de 33 ativistas curdos serem mortos em um ataque suicida na cidade de Suruc e dois policiais turcos serem posteriormente assassinados pelo PKK, o que levou à campanha militar de Ancara contra o grupo.

Os curdos, a maior minoria étnica da Turquia, estão se esforçando por criar seu próprio Estado independente. O PKK foi fundado em final de 1970 para promover a autodeterminação para a comunidade curda.



04 fevereiro 2016

Operação ASPIRANTEX 2016

Mais de 200 Aspirantes da Marinha do Brasil participam da operação no litoral sudeste e sul do país, até o dia 28 de janeiro, com exercícios de trânsito sob ameaça, manobras táticas e tiro real 

 
Poder Naval

O dia estava claro e a luz do sol refletia no mar o azul do céu, assim começou o quarto dia da “Operação ASPIRANTEX 2016”. Durante a manhã, os aspirantes se posicionaram no convés principal do navio para receberem instruções sobre artefatos pirotécnicos e fumígenos, de uso noturno e diurno. 


Aspirantex 2016 - 1

Em seguida, o Comandante-em-Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior, realizou uma palestra para os alunos sobre a vida no mar com relatos de sua experiência profissional.

No início da tarde, as atenções estavam voltadas para o exercício de Trânsito Sob Ameaça Aérea, com a participação de duas aeronaves A-1 e P-95, da Força Aérea Brasileira, que atuaram como figurativos inimigos.

Dando continuidade à Operação, foi feito um exercício de homem ao mar utilizando um boneco figurativo (OSCAR). A atividade, a bordo do Navio de Desembarque de Carros de Combate Garcia D’Avila, consistia em identificar a queda de um homem no mar e sinalizar para os demais navios o ocorrido. O resgate foi feito pela Fragata “Greenhalgh”, conforme determinado.

Ao entardecer, era possível ver, perfeitamente, as mudanças de posição e alinhamento dos navios. Essa movimentação recebe o nome de manobras táticas que, segundo o Oficial de Logística da 2a Divisão da Esquadra, Capitão-de-Corveta Rafael Zeque Monteiro, “são posicionamentos dos navios em formaturas específicas para cada ameaça ou ataque”. Após esse exercício, os navios assumiram uma cobertura para o registro de fotos aéreas, a FOTEX. Ao pôr do sol, houve o Cerimonial à Bandeira com uma formatura de todos os navios da Operação.

No último dia do evento foi realizado o exercício de Tiro Antiaéreo Sobre Granada Iluminativa, lançada como alvo aéreo. A partir desse momento, os navios do Grupo-Tarefa abriram fogo sobre o alvo utilizando canhões de 40 mm e metralhadoras de 20 mm. Dessa forma, os aspirantes conheceram mais uma atividade desempenhada a bordo e receberam instruções de como atuar diante de ameaças aéreas no período noturno.


Navio-patrulha oceânico francês L’Adroit visita o Rio de Janeiro

Poder Naval

O navio-patrulha oceânico (OPV) francês L’Adroit visitou o Rio de Janeiro, de 28 de janeiro a 2 de fevereiro de 2016. 


OPV GOWIND Adroit, 27 novembre 2011

Na segunda-feira houve uma coletiva de imprensa com o comandante do navio, o capitão de fragata Nicolas Guiraud e o Embaixador da França, Sr. Laurent Bili.

Fruto de uma colaboração inovadora, iniciada em 2011, entre a Marinha nacional francesa e a DCNS, o navio-patrulha oceânico L’Adroit, construído com capital próprio da DCNS, foi colocado à disposição da Marinha nacional francesa por um período inicial de três anos. O acordo entre a DCNS e a Marinha nacional francesa foi reconduzida por duas vezes por uma duração de 1 ano cada, levando ao final a disponibilização em proveito da Marinha para o dia 31 de julho de 2016.

O navio-patrulha oceânico L’Adroit tem capacidade de cumprir todas as missões de um navio-patrulha: vigilância marítima, proteção da ZEE, luta contra a imigração clandestina, policiamento da pesca, luta contra os tráficos ilícitos e contra a pirataria, emprego de forças especiais (locais específicos e alojamentos disponíveis para até 27 passageiros), remoção de nacionais.

O navio é inovador em numerosas áreas de atuação (sistema de lançamento na água das embarcações, convés 360°, mastro fixo único, tripulação reduzida (32 tripulantes).

Único navio da Marinha nacional francesa atualmente apto a operar o drone S-100 (Schiebel), o L’Adroit permitiu experimentar o SERVAL cujo objetivo era definir as características do futuro sistema de drone tático da Marinha nacional francesa e elaborar seu conceito de emprego.

Camcopter S-100 no LAdroit
Camcopter S-100 no L’Adroit

O L’Adroit navegou além do estreito de Malaca, no mar da Chinaou e no Golfo da Guiné. Totalizando 530 dias de missões, foi integrado na CTF150, na missão contra pirataria ATALANTA e ainda em missões de vigilância marítima e de policiamento de pesca no canal do Moçambique e no mar Mediterrâneo (missão Thon Rouge – Atum vermelho). Ao final de quatro anos de utilização pela Marinha nacional francesa, o navio está presente como “combat proven”, apresentando-se como vitrine da DCNS voltada para a exportação das corvetas do tipo “Gowind” para as quais contratos já foram efetivados com o Egito e em particular com a Malásia, após a visita do navio-patrulha.


Dimensões


Comprimento : 87 m
Boca: 11,7 m
Deslocamento: 1.500 toneladas
Calado: 3,2 m


Raio de ação


 Velocidade  Alcance  Autonomia
 Velocidade máxima  21 nós  4.500 milhas  9 dias
 Velocidade de patrulha  12 nós  7.500 milhas  27 dias
 Velocidade econômica  10 nós  9.200 milhas  39 dias

Área coberta em 24 horas com velocidade de patrulhamento: 8000 nq².

Meios de coleta de dados/informação: 

  • Radar de vigilância combinada ar/superfície: SCANTER 4102
  • Radar de vigilância superfície SCANTER 6002
  • Dois radares de navegação THEMYS
  • Guerra eletrônica THALES (interceptor rádio, possibilidade interceptor radar)
  • Vigilância ótica/infravermelha : EOMS NG e FLIR
  • Sistema de combate POLARIS / ligação de dados táticos (L11) / ADS-B / warship AIS
  • Capacidade de recepção de uma célula de reforço SIC (testada e validada em operações)
Meios de comunicação: 
  • Satélite : Inmarsat, Syracuse III
  • Acesso às redes IP : Internet, Intradef, Intraced (SIC 21)
  • Rádio : 1 V/UHF, 2 UHF, 2 HF, 2 VHF Marine, 1 VHF AERO, 1 PR4G, L11.
Meios de ação
  • Zodiac 90CV – 8 lugares
 

Militares do CAvEx visitam sede da General Atomics na Califórnia

Forças Terrestres

Taubaté (SP) – Nos dias 14 e 15 de dezembro, a convite da General Atomics Aeronautical Systems Inc., uma comitiva de cinco militares do Comando de Aviação do Exército (CAvEx) visitou a sede da empresa, em San Diego (Califórnia/EUA), onde foram recebidos pelo presidente da empresa, Sr. Frank Pace, e pelo CEO, Sr. Linden Blue. Acompanharam a visita João de Souza Dantas e o Coronel R1 João Luiz de Negreiros Guerra, ambos executivos da Powerpack, representante da General Atomics no Brasil. 




Durante a visita, os oficiais receberam uma detalhada apresentação sobre os Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP) da General Atomics e visitaram a linha de produção da família Predator® e Gray Eagle, empregados pelas Forças Armadas dos Estados Unidos da América (EUA) e de outros países. Além disso, foram transportados até uma base de testes da empresa em Castle Dome (Arizona/EUA), onde puderam acompanhar o voo e a operação do Predator XP a partir de sua Estação de Controle de Solo. Também tiveram a oportunidade de verificar a infraestrutura de apoio necessária à operação nesse nível de complexidade dos SARP, bem como observar sua manutenção.

As aplicações típicas previstas para emprego dos SARP no Exército Brasileiro estão, entre outras, relacionadas a obtenção de informações, comando e controle, vigilância da faixa de fronteira, proteção de estruturas estratégicas e ações interagências. De acordo com a doutrina do Exército, o CAvEx é o responsável pela capacitação dos operadores, pela condução das operações e pela gestão do apoio logístico de SARP enquadrados nas categorias 3 e superiores.

Em setembro de 2015, no Centro de Instrução de Aviação do Exército, a General Atomics proferiu uma palestra sobre o desenvolvimento e a aplicação de SARP, dirigida a operadores de diversas organizações militares e oficiais do CAvEx e do Comando de Operações Terrestres, além de engenheiros do Instituto de Estudos Avançados e do Instituto de Aeronáutica e Espaço da Força Aérea Brasileira.

O que é o SARP Predador XP


O Predator XP é a mais recente de uma extensa linha de SARP que leva o nome Predator, começando com o bem-sucedido Predator RQ-1, voado pela Força Aérea dos Estados Unidos pela primeira vez em 1995.

Desde então, o Predator acumulou mais de 3,5 milhões de horas de voo e foi apontado pela revista Air & Space Smithsonian como uma das dez aeronaves que mudaram o mundo. Oferecendo confiabilidade sem precedentes, a aeronave tem a maior taxa de prontidão operacional na Força Aérea dos Estados Unidos. Os SARP da família Predator são também operados pelas demais Forças Armadas Americanas, Homeland Security, NASA e várias Forças internacionais.


Exército Brasileiro quer aeronaves de asa fixa

Forças Terrestres

Connecticut (EUA) – A Empresa Sikorsky Aircraft recebeu, no dia 16 de dezembro de 2015, a visita de uma comitiva de cinco militares do Comando de Aviação do Exército (CAvEx), que visitou a sede da empresa, em Stratford (Connecticut). Os visitantes foram recebidos pela Sra Kate Grammer, Business Acquisition Manager, e pelo Sr Vaugham Askue, Project Engineer. A visita foi acompanhada por João de Souza Dantas e pelo Coronel R1 João Luiz de Negreiros Guerra, ambos executivos da Powerpack, representante da Sikorsky no Brasil. 


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PZL Mielec M-28

Durante a visita, os oficiais puderam conhecer as linhas de produção dos helicópteros Black Hawk UH-60M, destinados ao Exército, à Força Aérea e aos Fuzileiros Navais dos Estados Unidos da América. O Sr Stephen Owen, Chief Engineer – International Programs, realizou uma apresentação sobre o Black Hawk S-70i, a moderna versão tipo exportação do consagrado helicóptero militar. A comitiva visitante teve, também, a oportunidade de se familiarizar com o avião bimotor M-28, produzido pela PZL Mielec, subsidiária da Sikorsky na Polônia.

Por sua versatilidade, capacidade de carga e rusticidade, o M-28 pode atender ao projeto de aquisição de aeronaves de asa fixa para o Exército, uma vez que requer pistas curtas para pouso e decolagem. O Exército Brasileiro opera quatro helicópteros Black Hawk S-70A desde 1998, quando foram empregados na missão de paz na fronteira entre Peru e Equador. Encerrada essa operação, as aeronaves foram incorporadas ao 4º BAvEx, em Manaus (AM), onde permanecem, assegurando confiabilidade e operacionalidade às missões na Amazônia. A Força Aérea Brasileira possui uma frota de 16 helicópteros Black Hawk UH-60L.

A Sikorsky Aircraft Corporation é uma empresa de aviação líder no fornecimento de soluções inovadoras no projeto, fabricação e serviço de helicópteros militares e comerciais. Fundada em 1923, a Sikorsky Aircraft mantém-se fiel ao legado de Igor Sikorsky, com constantes iniciativas de desenvolvimento de tecnologia que estão mudando a cara da indústria. Com programas de desenvolvimento incluindo o demonstrador da tecnologia X2™, os helicópteros S-70i™ Black Hawk, o CH-53K de carga pesada e o S-76D™, a Sikorsky Aircraft continua a explorar e apresentar tecnologia de ponta para os mercados comercial e militar.

A Sikorsky foi adquirida recentemente pela Lockheed-Martin, uma das maiores empresas globais nos setores aeroespacial, de defesa, de segurança e de tecnologia.


Embraer KC-390 voa em São José dos Campos pela primeira vez

O Vale

O cargueiro K C-390, produzido pela Embraer, sobrevoou ontem São José dos Campos e aterrissou na pista do aeroporto da cidade. Esta foi a primeira vez que o modelo, que está sendo fabricado em Gavião Peixoto (SP), esteve na RMVale. De acordo com a Embraer, os voos de teste do protótipo estão sendo realizados desde outubro último.

O jato de transporte militar tem mais de 100 horas de voo e os ensaios estão previstos para durar entre 18 e 24 meses. Essa é a maior aeronave produzida no Brasil, de acordo com a Embraer. 




Atração no ar


Para iniciar a produção do modelo em série, a Embraer espera receber a certificação do jato KC-390 até o final de 2017. As primeiras entregas da aeronave estão previstas para o primeiro semestre de 2018. O voo sobre São José dos Campos ontem à tarde despertou a curiosidade de trabalhadores da Embraer e moradores de São José.

Perfil


O avião cargueiro é capaz de transportar até 26 toneladas a uma velocidade de 470 nós (870 km/h), com capacidade de operar em pistas austeras, inclusive não pavimentadas, ou danificadas.

Diferentes tipos de cargas podem ser transportados pelo KC-390, como pallets, veículos, helicópteros e tropas de até 80 soldados equipados. A Embraer e o Comando da Aeronáutica assinaram contrato para produção seriada de 28 aeronaves. Além da encomenda da FAB (Força Aérea Brasileira), existem intenções de compra outros países, totalizando 32 aeronaves.



Jato Phenom 100 da Embraer vai treinar pilotos das forças armadas do Reino Unido

Poder Aéreo

Bristol, Reino Unido, 3 de fevereiro de 2016 – O jato executivo Phenom 100, da Embraer, foi selecionado para realizar o treinamento dos pilotos das forças armadas do Reino Unido em aeronaves multimotor. O contrato assinado com a Affinity Flight Training Services prevê a aquisição de cinco aeronaves para o programa Military Flight Training System (MFTS), do Ministério da Defesa do Reino Unido. O contrato também inclui um pacote de serviços e opções para aeronaves adicionais. 



O programa destina-se a substituir o modelo de treinamento inicial, básico e multimotor, que atualmente é realizado em aeronaves mais antigas, por uma nova solução totalmente integrada, que fornece aeronaves de treinamento mais modernas, dispositivos de treinamento no solo e material didático. A solução é derivada do modelo de formação desenvolvido pela Ascent Flight Training, empresa responsável pelos serviços de treinamento do programa MFTS no Reino Unido. Em 2014, a Affinity foi selecionada pela Ascent Flight Training para fornecer e operar as aeronaves selecionadas para o programa MFTS.

“Estamos muito orgulhosos por termos sido selecionados em um programa tão importante para o Ministério da Defesa do Reino Unido”, disse Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “O Phenom 100 é uma aeronave muito confiável, com boa relação custo-benefício, fácil de operar e que também já foi selecionada para realizar o treinamento de tripulantes de importantes companhias aéreas internacionais.”

O programa MFTS do Reino Unido é voltado para a formação de pilotos das forças armadas desde a fase inicial até o treinamento em voo elementar, básico e avançado, preparando-os para atuar em suas unidades operacionais designadas. O sistema é operado pela Ascent Flight Training, consórcio formado pela Lockheed Martin e pela Babcock International, por meio de uma parceria público-privada firmada com o Ministério da Defesa do Reino Unido.


Brasil recebe da Rússia sistemas portáteis de defesa antiaérea Igla-S

Sputnik

O material foi recebido no Rio de Janeiro pela Divisão de Importação e Exportação de Material do Exército Brasileiro (DIEMEx), através de contratos previamente assinados com a Rússia. Os armamentos deverão ser entregues para unidades de artilharia antiaérea que empregam esse tipo de armamento em todo o Brasil.

Sistema portátil de lançamento de mísseis terra-ar Igla-S
Igla S © Sputnik/ Ivan Rudnev

Os sistemas russos Igla-S, de baixa altura, vêm demonstrando bons resultados tanto em espaços urbanos, quanto em terrenos desabitados, como na selva amazônica, principalmente quando usados em conjuntos com radares SABER M-60 da BRADAR, integrados com Artilharia Antiaérea (COAAe).

As conversas entre Brasil e Rússia sobre aquisição dos sistemas de defesa antiaérea ganharam força com a visita da Presidenta Dilma Rousseff a Moscou, em dezembro de 2012, e quando, logo após, em janeiro de 2013, uma delegação brasileira chefiada pelo comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, General José Carlos de Nardi, esteve em Moscou e conversou com autoridades militares russas e com os fabricantes desses equipamentos.

A decisão da compra desses equipamentos da Rússia foi tomada em meados de 2015. Previamente, em fevereiro de 2013, havia sido assinada a Declaração de Intenções entre o Ministério da Defesa da República Federativa do Brasil e o Serviço de Cooperação Técnico-Militar da Federação Russa, relativa à cooperação em Defesa Antiaérea, ressaltando o compromisso de transferência tecnológica “sem restrições”.


01 fevereiro 2016

Incidente em avião de Dilma causa apreensão na equipe presidencial

Avião perde sustentação, despenca e pessoas batem cabeça no teto


Diário do Poder

No retorno ao Brasil do Equador, na divisa entre o Amazonas e o Acre, o avião presidencial de Dilma perdeu sustentação e sofreu uma queda de cem metros de altura. Houve pessoas sem cinto que bateram com a cabeça no teto. O aspone para assuntos internacionais aleatórios, Marco Aurélio “Top top” Garcia, ficou coberto do vinho que degustava na hora do incidente. Procurada, a Presidência se recusou a comentar. 


Airbus A-319

O Grupo de Transportes Especiais da Força Aérea Brasileira, que cuida dos aviões que servem às autoridades, também não comentou o caso.

A Força Aérea passou a bola para a Presidência da República. O Ministério da Defesa também não quis explicar o que aconteceu. O luxuoso jato Airbus A319 de Dilma, comprado por Lula por R$ 156 milhões, é considerado um dos mais seguros do mercado da aviação.


EUA protestam contra interceptação ‘agressiva’ sobre o Mar Negro

Giordani | Cavok

Um RC-135U da Força Aérea dos foi interceptado por um Su-27 da Rússia sobre o Mar Negro. Durante a interceptação, o Su-27 realizou manobras agressivas, que “perturbou a controlabilidade” do RC-135.





O Su-27 chegou a menos de 6 m do avião de reconhecimento dos EUA em mais uma provocação militar de Moscou envolvendo perigosos encontros aéreos.

“Em 25 de janeiro uma aeronave RC-135 voando numa rota em espaço aéreo internacional sobre o Mar Negro foi interceptado por um Su-27 russo de forma insegura e pouco profissional“, disse o capitão da Marinha Daniel Hernandez, porta-voz-chefe do Comando Europeu dos EUA.

Autoridades da Defesa disseram que o Su-27 se posicionou ao lado do RC-135, uma aeronave de coleta de inteligência eletrônica, e, em seguida, realizou uma manobra agressiva ao manobrar para se afastar, claramente com a intenção de interferir na controlabilidade do RC-135.

“O impulso do Su-27 perturbou o fluxo de ar, atingindo diretamente a controlabilidade do RC-135”, disse um oficial.

Outro oficial relatou que o avião de reconhecimento estava voando a 30 milhas (48 km) da costa russa, dentro do espaço aéreo internacional.

O encontro do Mar Negro foi o último de uma série de agressivas atividades militares que visam coagir ou assediar navios e aviões militares dos EUA, tanto na Europa quanto na Ásia.

As provocações não estão limitadas a forças dos EUA. Na terça-feira (26), o Ministério da Defesa do Japão, revelou que enviou interceptadores para perseguir dois bombardeiros russos Tu-95 que voavam no extremo norte do Japão, na borda do espaço aéreo do país.

“Muito do que a Rússia está fazendo hoje é destinado à gerar medo do poder militar russo“, disse o ex-especialista do Pentágono sobre a Rússia, Mark Schneider.

“A Rússia também tende a ser paranóica a respeito de espionagem estrangeira e à proteção dos segredos de Estado“.



Drone de vigilância iraniano sobrevoou porta-aviões americano no Golfo Pérsico (vídeo)

LaMarca | Cavok

Uma aeronave não tripulada de vigilância pertencente ao Irã sobrevoou um porta-aviões pertencente à Marinha dos EUA (US Navy) nas águas do Golfo Pérsico. 


IMAGEM: IRINN via Associated Press

As imagens do evento foram exibidas pela emissora de TV estatal iraniana IRINN e, segundo o comandante da Marinha do Irã, foram captadas durante um exercício militar de seu país.

Os EUA admitiram que um de seus porta-aviões de propulsão nuclear, USS Harry S. Truman (CVN-75), foi sobrevoado recentemente por uma aeronave não tripulada pertencente ao Irã, sem ter confirmado entretanto se tratava-se do mesmo evento exibido pela emissora de TV iraniana.

De acordo com a agência de notícias Reuters, Nicole Schwegman, porta-voz da US Navy, teria confirmado o evento, caracterizando o mesmo como sendo “anormal e pouco profissional”, salientando, entretanto que o incidente não representou qualquer tipo de risco para a embarcação. Ainda segundo as informações esse evento teria ocorrido no último dia 12 de janeiro, que é o mesmo mesmo dia o Irã deteve brevemente 10 marinheiros norte-americanos que tinham entrado nas águas territoriais iranianas por engano.


Quem luta contra quem na guerra da Síria?

Desde 2011 uma sangrenta guerra civil toma conta da Síria. Está programada a participação de diversos partidos em conflito nas negociações de paz em Genebra. Quem são eles e quais suas posições?


Greta Hamann | Deutsch Welle

Bashar al-Assad e aliados

Em 2011, dezenas de milhares de sírios foram às ruas protestar contra o governo de Bashar al-Assad. O presidente reagiu com violência extrema, mandando atirar nos manifestantes, mobilizando, assim, as Forças Armadas nacionais contra a própria população. Durante um bom período os protestos permaneceram pacíficos, até uma parte dos ativistas se armar e formar milícias.


Soldado do Exército nacional ostenta retrato de Assad no uniforme

À medida que o conflito escalava, muitos soldados desertaram ou se uniram aos grupos rebeldes. Em 2009, as forças sírias contavam cerca de 325 mil homens; em 2013 o contingente estava reduzido à metade. Atualmente o governo Assad depende de apoio externo, embora seja o único dos protagonistas do conflito a dispor de uma Força Aérea.

O Irã apoia o regime Assad desde o início dos levantes, em 2011. O país vizinho envia milhares de homens para os combates, sobretudo brigadas revolucionárias e mercenários. O enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, calcula que Teerã invista 6 bilhões de dólares por ano no auxílio militar a Assad. Outros especialistas estimam um total de até 20 bilhões de dólares por ano.

O Hisbolá, a milita xiita do Líbano com laços estreitos e financiamento a partir do Irã, também combate ao lado de Assad, como segundo maior grupo pró-Damasco.

A Rússia é outro aliado importante do regime sírio. Desde o fim de 2015, o país realiza ataques aéreos na Síria – oficialmente, contra a organização jihadista "Estado Islâmico". Entretanto observadores criticam os russos por também bombardearem territórios controlados pelos rebeldes do Exército Livre da Síria, causando mortes frequentes de civis.

Participação nas negociações de paz:


O governo de Bashar al-Assad subordina a decisão final sobre sua presença nas negociações em Genebra à lista dos grupos de oposição participantes.

Adversários de Assad

O Exército Livre da Síria se compôs originalmente a partir dos grupos oposicionistas democráticos, com o fim de proteger a população. Não se trata de um exército propriamente dito e não há uma liderança central. Seus grupos controlam amplas regiões, no noroeste e no sul do país, cujos habitantes tentam constituir uma sociedade civil, apesar das bombas de barril que o regime Assad lança diariamente contra áreas residenciais e a infraestrutura local. 


Combatente do Exército Livre da Síria

Como o Exército Livre conta com quase nenhum apoio internacional, muitos de seus homens desertaram. Em contrapartida, o número dos patrocinadores fundamentalistas islâmicos é grande, por isso muitos combatentes passaram para o lado dos grupos islamistas, parte dos quais luta agora contra o regime.

A Jaish Al-Fatah (Exército de Conquista) conta entre as alianças de maior porte. Trata-se de uma associação de grupos moderados e extremistas, entre os quais a radical Frente Al Nusra, braço sírio da Al Qaeda, e a milícia islamista mais moderada Ahrar Al Sham. Em vários desses grupos lutam há anos também jihadistas da Jordânia, Argélia, Afeganistão, Tchetchênia e outros países.

Participação nas negociações de paz:


É grande a insegurança quanto a quais opositores de Damasco tomarão parte das negociações de paz. Enquanto a Arábia Saudita deseja que também sejam ouvidas as milícias radicais como o Ahrar Al Sham, Moscou insiste na presença dos grupos mais moderados, tolerados por Damasco.

"Estado Islâmico" (EI)

A organização terrorista "Estado Islâmico" (EI) formou-se em seguida à retirada militar dos Estados Unidos do Iraque. Após o início das revoltas populares na Síria, o EI aproveitou-se do caos da guerra civil para ocupar vastas regiões do país. Os jihadistas controlam territórios importantes, sobretudo nas cercanias da cidade de Rakka, no nordeste sírio. Sua meta é a instituição de um califado. 


Jihadistas do "Estado Islâmico" querem fundar califado na região

O EI se financia, em grande parte, através da venda de petróleo, também à Turquia, entre outros países. Contudo as ofensivas aéreas das Forças Armadas russas e da aliança militar liderada pelos EUA destruíram numerosos campos de extração e vias para transporte do combustível, colocando os terroristas sob pressão financeira.

Participação nas negociações de paz:


Todos os partidos com presença prevista nas conversas em Genebra descartam a participação do EI.

Unidades Curdas de Defesa Popular

Também as tropas curdas são protagonistas importantes na Síria, com papel vital no combate ao EI. Às Unidades de Defesa Popular (YPG, em idioma curdo) pertencem cerca de 50 mil combatentes de ambos os sexos. Ela é o braço armado do principal grupo curdo da Síria, o PYD, por sua vez ramo sírio do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Sediado na Turquia, este é classificado pelos Estados Unidos e a União Europeia como organização terrorista. 

YPG curdas: valorizadas pelos Ocidente, demonizadas por Ancara

As YPG colaboram, em parte, com o regime sírio, mas também com os adversários deste. Recentemente, porém, elas entraram em choque com grupos rebeldes na cidade de Aleppo, no norte da Síria.

Participação nas negociações de paz:


Ancara rejeita a participação das milícias curdas, enquanto o Ocidente as considera um aliado importante na luta contra os jihadistas do EI.

Aliança militar liderada pelos EUA

Sob a liderança dos Estados Unidos, desde 2014 uma coligação internacional realiza ofensivas aéreas contra o EI. À aliança pertence um total de 60 nações, entre as quais a Alemanha, Arábia Saudita, França, Reino Unido e Turquia. Nem todas participam dos ataques aéreos, contudo: a Alemanha, por exemplo, só assumiu operações de reconhecimento aéreo, além de ajudar no treinamento de combatentes curdos no Iraque.


29 janeiro 2016

Na guerra tudo vale? CIA falsifica vistos para terroristas de Al-Qaeda

A cooperação entre a Arábia Saudita e os EUA, inclusive a datada por 2013 e autorizada pelo presidente Barack Obama, provou-se pouco inocente.


Sputnik

A parceria duradoura entre a Agência Central de Inteligência (CIA na sigla em inglês) com a Arábia Saudita, o exemplo mais recente da que é um programa para armar rebeldes sírios autorizado pelo presidente Obama no início de 2013. No âmbito do programa "Timber Sycamore" (Madeira Sicômoro em português) os sauditas financiam e compram armas para os rebeldes sírios, enquanto a CIA treina-los em campos secretos na Jordânia. 


A placa da CIA
© flickr.com/ Erik bij de Vaate

A revelação respectiva foi feita pelo jornal norte-americano The New York Times e a Sputnik conseguiu obter declarações exclusivas de um dos ex-chefes da CIA que pessoalmente emitiu os vistos.


Cabe mencionar que a cooperação respetiva já dura por muitos anos e envolve também o serviço secreto britânico. Durante a época da presidência nos Estados Unidos de Ronald Reagan os sauditas financiaram generosamente, transferindo todo o dinheiro recebido dos EUA aos mujahidins no Afeganistão para que eles combaterem forças da União Soviética.

“Os requerentes de vistos eram recrutas para a guerra no Afeganistão contra as forças armadas da União Soviética. Além disso, com o passar do tempo os combatentes treinados nos Estados Unidos, passaram a outros campos de batalha: a Iugoslávia, Iraque, Líbia e Síria, divulgou à Sputnik ex-chefe do departamento de vistos dos EUA na Arábia Saudita.

Segundo o artigo em NYT, o financiamento de mujahidins foi realizado por via de contas bancárias na Suíça administradas pela CIA. As contas foram uma parte do programa Al-Yamamah criada em 1985 que previa o contrato de permuta de petróleo por armas entre britânicos e sauditas e visava criar "contas negras" grandes em offshores, inclusive nas Ilhas Cayman. Estas contas, de acordo com os dados recém-revelados, foram usadas como a principal fonte de financiamento de vários insurgentes, inclusive durante a guerra no Afeganistão contra militares soviéticos.

Mike Springmann: “Eu sei. Estive lá. Emiti os vistos”

Em entrevista exclusiva à Sputnik, Mike Springmann, que trabalhou entre 1987 e 1989 como o chefe do departamento de visas dos EUA em Jeddah (Arábia Saudita) partilhou da sua experiência de emissão de vistos norte-americanos a pessoas que tinham se tornado terroristas mais cedo.

No livro que ele escreveu, diz:

“Durante os anos 1980, a CIA recrutou e treinou agentes muçulmanos para lutar contra a invasão soviética do Afeganistão. Mais tarde, a CIA transferia os agentes do Afeganistão para os Balcãs, e depois para o Iraque, Líbia e Síria, viajando usando vistos ilegais dos Estados Unidos. Estes combatentes apoiados pelos EUA e treinados depois se transformaram em uma organização que é sinônima de terrorismo jihadista: al-Qaeda.”

Ao chegar ao aeroporto de Jeddah, Springmann descobriu que, como um agente consular, ele era esperado para processar mais de cem aplicações por dia, separando-os em categorias diferentes: "emissões", "recusa", e o que ele mais tarde denominou como "passagens gratuitas para agentes da CIA".

Na entrevista à Sputnik Springmann divulgou sobre batalhas quase diárias com vários oficiais e funcionários do departamento, que todo o tempo exigiram emitir visas para pessoas às quais a lei e regulamentos previam recusar.

Segundo ele divulgou na entrevista, eventualmente ele veio a perceber que seu dever de trabalho em Jeddah foi principalmente para garantir vistos para agentes da CIA, ou seja, estrangeiros recrutados pelos funcionários norte-americanos.

Springmann tentou protestar contra as práticas ilegais de emissão de vistos nos mais altos níveis do governo há mais de 20 anos, mas foi repetidamente atacado.