05 março 2015

Contrato de venda de mísseis Pantsir ao Brasil deverá ser assinado este ano

Segundo o vice-chefe da empresa russa Rosoboronexport, Sergei Goreslavskiy, o sistema de mísseis antiaéreos Pantsir que a Rússia está promovendo no mercado mundial é um armamento inovador.


Sputnik

O contrato de fornecimento do sistema Pantsir ao Brasil pode ser assinado no ano corrente, declarou Goreslavskiy.


Pantsir S
© Sputnik/ Sergei Mamontov
Ele sublinou que os lados brasileiro e russo estão a negociar ativamente o fornecimento do sistema de defesa Pantsir S1.

“Esperamos assinar este ano o contrato”, disse ele à rádio russa Ekho Moskvy.

Segundo ele, o complexo de defesa antiaérea é um produto novo que a Rosoboronexport está promovendo no mercado global. Na base do sistema está o complexo usado para garantir a segurança durante os Jogos Olímpicos em Sochi, que inclui sistemas de defesa antimíssil (DAM) e sistemas “cidade segura”.

"Estamos trabalhando ativamente com o Brasil sobre a questão", disse ele, lembrando que Brasil vai sediar os Jogos Olímpicos de Verão de 2016. "Um protótipo do caça de quinta geração russo-indiano FGFA (Fifth Generation Aircraft Fighter) aparecerá em 2018", disse ainda Goreslavsky.

"Está previsto apresentar o protótipo em 2018, se o processo de negociação decorrer a bom ritmo", disse ele à Ekho Moskvy.

Goreslavskiy explicou que o protótipo será capaz de levitar e declarou que em 2015 a Rússia e a Índia começarão o trabalho de desenvolvimento da documentação do projeto. Ele também lembrou que a Rússia está a negociar a preparação para construção do helicóptero Ka-226 na Índia.


03 março 2015

Coreia do Norte lança dois mísseis ao mar, Japão protesta

A Coreia do Norte lançou esta segunda-feira dois mísseis de curto alcance com destino ao mar de Japão em resposta aos exercícios militares dos EUA e a Coreia do Sul que começam hoje, relata a Reuters.


Sputnik

Conforme a mídia, os mísseis, com raio de ação de 490 quilômetros, foram disparados entre as 6h30 e 6h41, hora local (18h30 e 18h41 de Brasília) da cidade portuária de Nampo.


Coreia do Norte lança dois mísseis
© AP Photo/ Lee Jin-man
Anteriormente a Coreia do Norte tinha informado que introduzia uma moratória para testes nucleares caso os EUA e a Coreia do Sul tivessem desistido das manobras militares.

Os exercícios americano-sul-coreanos de grande escala Key Resolve terminarão em meados de março, enquanto os Foal Eagle durarão até o fim de abril.

O governo do Japão já manifestou seu protesto por este lançamento de mísseis, informa a agência Kyodo.



China reforça posições no mercado mundial de armas

A Turquia irá implementar seu próprio sistema de defesa antiaérea e antimísseis baseado no sistema antimísseis chinês HQ-9 (Hongqi-9).


Vasily Kashin | Sputnik

Esta decisão foi definitivamente confirmada há alguns dias pelo ministro da Defesa da Turquia, Ismet Yilmaz. O fornecimento do HQ-9 à Turquia vai ter efeitos de longo alcance para as posições da China no mercado mundial de armas. Com isso, as exportações chinesas saem mais para lá dos limites estreitos dos mercados de armas que já são tradicionais para Pequim, como os do Paquistão, Sudão e Bangladesh.

HQ-9
Hongqi HQ-9 © Foto: Wikipedia
Esta é a primeira vez que a China entra no mercado de um país grande e relativamente desenvolvido, fornecendo um sistema de armas tão complexo e caro como é o sistema de mísseis antiaéreos de médio alcance. A Turquia tem estreitos laços de cooperação técnica militar com o Ocidente. É um Estado influente, com um impacto particularmente importante nos países do mundo muçulmano. O contrato para fornecer uma dúzia de divisões do HQ-9, no valor estimado de 3,6 bilhões de dólares, vai alterar a atitude de políticos de muitos países para com as armas chinesas em geral.

O atual sucesso só é parcialmente explicado pelas realizações dos fabricantes chineses de sistemas de defesa antiaérea. Os fatores técnico-militares têm desempenhado no contrato em questão, bem como em muitas outras transações da mesma índole, um papel secundário em relação aos fatores políticos. Dificilmente se pode imaginar que as prestações do HQ-9 superem as prestações dos sistemas propostos pelos EUA, Europa ou Rússia.

A Turquia é um novo líder regional, um país que procura aplicar uma política independente, mesmo apesar de continuar sendo membro da OTAN e ter assinado o Acordo de Associação com a União Europeia. A liderança turca segue políticas internas que provocam o desagrado do Ocidente.

Em meio da crise ucraniana, a Turquia não só não aderiu às sanções contra a Rússia, como também fechou um acordo estratégico com Moscou nos setores do gás natural e da energia nuclear. Para a Turquia, a China é mais um parceiro estratégico. E um parceiro estratégico, provavelmente, não menos importante do que a Rússia. A cooperação com a China e a Rússia assegurará à Turquia uma sustentabilidade frente à crescente pressão do Ocidente.

A cooperação técnico-militar entre a Turquia e a China já conta com uma longa história. A China se tem mostrado altamente propensa a transferir à Turquia não apenas armas prontas para operar, mas precisamente as tecnologias. A Turquia tem recebido licenças chinesas para fabricar sistemas pesados de ​​lançadores múltiplos de foguetes, mísseis balísticos de curto alcance e alguns tipos de armamento para aeronaves.

Enquanto isso, a Rússia desde o princípio não estava pronta para pôr à disposição da Turquia grandes volumes de tecnologias relacionadas com sistemas de defesa antiaérea devido, obviamente, ao fato de a Turquia continuar sendo membro da OTAN. Por outro lado, os EUA e os países da UE, apesar das inúmeras promessas, não puderam, afinal das contas, satisfazer as demandas de seus parceiros turcos quanto à transferência de tecnologias.

Não há dúvida de que a decisão da Turquia para comprar o sistema chinês irá causar uma reação negativa dos EUA. Não obstante, a Turquia já foi capaz de decidir soberanamente sobre a compra de gás russo e, neste caso, também não deverá haver grandes problemas. O fornecimento do HQ-9 à Turquia torna-se em uma importante lição da história: a China começa se transformando em uma superpotência moderna e um polo de atração para os países em desenvolvimento de menor porte. Isso acontece simplesmente por causa da envergadura da economia chinesa e da dimensão do Estado chinês que, além disso, está em condições de prosseguir uma política externa soberana e independente.


EUA vão enviar este ano 300 militares para a Ucrânia

Os EUA planejam enviar para a Ucrânia no período de março-outubro de 2015 pelo menos 300 militares para cooperar com o exército ucraniano, se diz num documento publicado no site dos contratos públicos.


Sputnik

Os militares norte-americanos ficarão instalados no Centro Internacional de Paz e Segurança (International Peacekeeping and Security Center), no campo de treinamento de Yavorov, na região de Lvov (oeste da Ucrânia). Anteriormente, lá já tinham sido realizados exercícios conjuntos entre as tropas ucranianas e estrangeiras. De acordo com o documento, esta missão militar vai durar de 5 de março até 31 outubro de 2015.

O governo dos EUA também anunciou um concurso para assegurar a deslocação dos militares na Ucrânia.

“O contratante deve fornecer todos os equipamentos, veículos e pessoal necessário para prestar serviços de transporte de acordo com os termos do contrato”, diz o documento.

Em particular, os veículos deverão ser equipados com “ar condicionado e aquecimento capazes de manter uma temperatura constante entre 20 e 24 graus”. Além disso, devem ter cortinas opacas, necessárias para segurança.

Página do documento publicado no site dos contratos públicos

Policial de UPP e sargento da Marinha são presos suspeitos de roubar moto e manter vítimas reféns

Ana Carolina Torres e Diana Figueiredo | Extra

O soldado Felipe Fernandes Serralha, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Favela do Batan, o sargento da Marinha Douglas Santos Costa, de 24 anos, e outros dois cúmplices foram presos, na madrugada desta segunda-feira, suspeitos de roubar uma moto, manter as vítimas reféns, ameaçá-las de morte e agredi-las. Os quatro foram detidos por policiais militares do 18º BPM (Jacarepaguá) e levados para a 32ª DP (Jacarepaguá).

O assalto foi na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, na noite desta segunda. Os dois rapazes ocupantes de uma motocicleta Yamaha foram rendidos e colocados dentro de um Vectra prata, onde estavam os quatro suspeitos. O PM seguiu na moto. Os outros três permaneceram no carro com as vítimas e seguiram até o Recreio dos Bandeirantes, também na Zona Oeste.

Durante todo o percurso, que durou cerca de 40 minutos, segundo relato das vítimas, os suspeitos ameaçaram matá-las caso dessem queixa do roubo. Os rapazes foram deixados num matagal e, de lá, seguiram para a 42ª DP (Recreio), onde registraram o assalto.

Durante a madrugada desta segunda, uma equipe do 18º BPM localizou a moto roubada em Curicica, também na Zona Oeste, graças ao rastreador do veículo. A moto estava parada em frente à casa de Serralho, na Rua Pirilampo. Levado para a delegacia, o PM foi reconhecido pelas vítimas como um dos homens que as assaltaram. De acordo com informações da polícia, Serralha forneceu os endereços de seus cúmplices, que foram presos em casa. Com eles, a PM apreendeu uma pistola de brinquedo.

- É lamentável vermos que a pessoa que deve dar segurança à população vai para a rua assaltar. Não sei onde vamos parar. Meu sentimento é de incredulidade - disse um motoboy de 29 anos, primo do rapaz que pilotava a moto no momento do assalto.

Segundo ele, que é dono do veículo e o havia emprestado, o primo está muito abalado:

- Ele passou por momentos de puro terror. Ficou dentro de um carro, sendo ameaçado de morte e levando coronhadas na cabeça. E, quando soube que um dos assaltantes era um policial, ficou pasmo.



02 março 2015

O Destino de Changri-lá: resgatando uma história da Segunda Guerra

Na segunda matéria da série, conheça a história completa do barco cabista.
Filme vai relembrar a maior tragédia da pesca no litoral do estado.


Rebeca Nascimento e Anna Paula Di Cicco
Do G1 Região dos Lagos

Um caso recontado após 72 anos. Mais do que a produção de um longa, o documentário ficcional "O Destino de Changri-lá", é a reconstituição de um fato que marcou a população de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio. Na segunda matéria da série de cinco publicações do G1 que leva o nome do filme, vamos abordar o resgate da história do barco pesqueiro, afundado durante a Segunda Guerra. Um trabalho não tão simples, já que os registros eram imprecisos.

Flávio Cândido, cineasta que idealizou o projeto do longa, explica que as informações mais acessíveis estavam na internet mas que a história dos pescadores e de seus descendentes estava em Arraial do Cabo. Logo no início do projeto, ele encontrou Paulo Silva e Elísio Gomes. Paulo liderou a recuperação dos fatos. "Sem o Paulo Silva, que esteve junto ao projeto todo esse tempo, esse filme não exisitiria. Ele me inundou de documentos e de vontade", conta Flávio. O outro contato foi Elísio Gomes, historiador que desvendou o mistério do naufrágio e pediu a reabertura do processo junto à Marinha.

Registro mostra idade de um dos pescadores mortos: apenas 16 anos (Foto: Alessandra Rezende)Registro mostra idade de um dos pescadores mortos: apenas 16 anos (Foto: Alessandra Rezende)

Histórias cruzadas

O resgate da história começou quando, há alguns anos, um historiador encontrou informações que se completaram e pediu a reabertura do caso de um pequeno barco desaparecido no litoral fluminense. Elísio Gomes, especialista em naufrágios, descobriu o caso nos anos 1990. Na época, quando ainda era pesquisador autodidata, ele também tinha conhecimento de um submarino que havia afundado uma pequena embarcação não identificada no litoral.

"Pesquisando sobre os anuários do tribunal marítimo achei o processo de Changri-lá, arquivado por falta de provas. Eu cruzei as informações com a história do submarino U-199 e constatei que era a mesma história", conta o pesquisador. Ele explica o possível motivo do caso não ter seguido. "Acredito que, como era uma embarcação pequena, faltou um pouco de interesse do tribunal da Marinha na época. Mas foi feito um inquérito e existiam provas que poderiam ter dado continuidade".

O inquérito pós-guerra dos tripulantes do submarino alemão revelou as provas que faltavam para a conclusão do caso, incerto aos olhos da Marinha. Após ser abatido, 12 homens sobreviveram. Em depoimento eles confessaram o abatimento de "uma embarcação pequena e de carga". "O capitão comandava o maior submarino enviado, de 1.200 toneladas. Eram homens ávidos por fazerem o maior número de vítimas. Não havia nenhuma necessidade de ataque de um barco pesqueiro", explica Elísio Gomes. "Eles assassinaram, foi um crime". O U-199 nunca foi encontrado após seu abatimento.

A família Changri-lá

Descendente dos primeiros portugueses que viveram em Arraial e filho de uma das "viúvas de Changri-lá", Paulo Silva conta com pesar o que foi um fator para desencadear o acidente: um decreto que fez dos pescadores auxiliares das forças navais. O grupo deveria registrar e notificar sobre tudo que acontecesse no litoral. "Eles circulavam livremente no período de guerra e, de acordo com o decreto, deviam ajudar na defesa das águas brasileiras. Mas com o que? Remos?", ele questiona, indignado. Paulo explica que houve uma grande proximidade entre o barco e o submarino. "Foram rajadas de metralhadoras e cinco tiros de canhões (que abateram o barco)".

Silva, que tinha contato íntimo com as famílias, foi quem apresentou a a história em detalhes para o cineasta. "Levei o Flávio para conhecer filhos de pescadores, que atestaram que os pais pescaram lado a lado com os submarinos a vista". Ele fala também da situação das famílias das vítimas. "Foram seis famílias cabistas afetadas. A esposa e mãe de duas vítimas morreu em estado vegetativo, ficou louca após saber do que tinha acontecido". O filho tinha apenas 16 anos na época.

Sem comunicações, o destino do barco não podia ser conhecido. Sem notícias de Changri-lá, o dono da embarcação começou a ficar preocupado. "Ele ia todos os dias saber sobre a volta. Outros barcos retornaram e os familiares ficaram apreensivos". Foi ele que fez o boletim de ocorrência que originou o registro do caso na justiça, até mesmo porque apenas poucos deles tinham documentos de nascimento", explica Paulo. "Minha mãe foi consultar uma vidente, que disse que ela e todas as outras esposas podiam vestir luto". Em menos de 15 dias depois um pedaço do barco chegou à orla", conta.

O senhor de 64 anos conta com pesar que todas as viúvas, exceto sua mãe, morreram antes de saber o que realmente havia acontecido com seus esposos, já que o processo só foi reativado em 2001. "Em 2004 a Marinha fez uma grande homenagem e elevou os pescadores a título de heróis de guerra", ele conta. Mesmo com esse reconhecimento, ainda existe luta para que os descendentes recebam algum tipo de indenização.

O Destino de Changri-lá: o filme que vai contar o passado de Arraial do Cabo (RJ)

Filme relembra a maior tragédia da pesca no litoral do estado.
Moradores participam do relato do acidente que aconteceu em 1943.


Rebeca Nascimento
Do G1 Região dos Lagos

Um cineasta alemão que se apaixona por uma pesquisadora local ao chegar a Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio, onde quer desvendar e documentar o mistério de um barco pesqueiro afundado em 1943, por submarinos, na Segunda Guerra. A ficção se mistura com a realidade no documentário "O Destino de Changri-lá", do cineasta niteroiense Flávio Cândido.

O documentário ficcional, ou doc-fic, como é chamado pelo cineasta, conta, em meio ao romance, depoimentos reais da história que matou dez pescadores da Região dos Lagos. A produção, que reúne formatos distintos de roteiro, é o toque inovador de Flávio Cândido. Uma ousadia formal, segundo ele. Entre atores e figurantes, diversos moradores da cidade, pescadores, pesquisadores e descendentes das vítimas do acidente, contribuem para o resgate da história.

A história de Changri-lá

A curiosidade e inspiração surgiram para Flávio em 2001, quando após 58 anos, o Tribunal Marítimo Brasileiro reabriu o caso e oficializou o naufrágio da embarcação como resultado do ataque do submarino alemão U-199, durante a Segunda Guerra Mundial. Changri-lá é, até hoje, a maior tragédia da pesca no litoral do estado.

Apenas em 2001 o naufrágio do barco pelo submarino alemão foi confirmado (Foto: Divulgação)Apenas em 2001 o naufrágio do barco pelo submarino alemão foi confirmado (Foto: Divulgação)

Desde aquela época, o cineasta e produtor cultural trabalha no projeto, buscando por pessoas, informações e, principalmente, apoio financeiro. "Venho buscando apoio para gravar de forma decente. Já perdi personagens pela demora de poder gravar", conta ele, que viu o falecimento de pessoas que poderiam contribuir para o projeto.

Quem conta a história

Em meio a mais de 60 figurantes locais e uma paisagem deslumbrante, o carinho de Flávio Cândido pela cidade cresceu. "Eu já tinha uma relação antiga com Arraial, mas apenas com o caso (do naufrágio). Depois de um tempo passei a me envolver também com a cultura local. O meio ambiente do local misturado com a cultura: isso faz parte da história de Changri-lá".

Para chegar aos personagens que iriam ajudá-lo a contar sua história, Flávio recebeu o apoio da prefeitura da cidade e de instituições locais, como o Ponto de Cultura Artesão, que contribuiu com indicações de elenco de apoio, além da produção de cenografia e figurino. Coordenadora do Ponto de Cultura, Rose Cintra, comentou o envolvimento da população local no projeto. "Foi uma história muito marcante para a cidade, que na época tinha pouquíssimos habitantes. Hoje a população está bem favorável pelo êxito do filme porque muita gente tem parentesco com aqueles pescadores", explica.

Em meio às indicações recebidas para a participação no filme, surgiu o nome do pintor Paulo Franco. Ele teve a oportunidade de retratar o Changri-lá no telefilme, interagindo com os descendentes das vítimas. "Conheci os descendentes das vítimas do Changri-lá. Eles me passaram os detalhes do barco. Foram três ou quatro quadros e a finalização foi gravada no momento em que o nome do barco é assinado", ele conta.

De acordo com Cândido, o telefilme deve ser lançado em abril, mas até o momento ele ainda não tem contrato de exibição. Atualmente o processo é de edição mas o cineasta ainda deve voltar à Arraial para últimas imagens. Ele explica a demora para a conclusão do filme. "Eu poderia ter feito rápido, mas queria que a história fosse contada e sentida".

Esta reportagem faz parte de uma série de cinco publicações que serão disponibilizadas pelo G1 todos os finais de semana, até o final de fevereiro.


Marinha argentina planeja ter navio de assalto anfíbio de 15.000 toneladas

Poder Naval

O Estado-Maior da Armada argentina tem prontas, para serem apresentadas em 2016 ao governo que sucederá o de Cristina Kirchner, algumas solicitações para o reforço, a médio prazo, de sua Frota de Mar (esquadra).

A principal delas, um LHD (navio de assalto anfíbio multipropósito) capaz de cumprir, prioritariamente, missões de controle de área e de projeção de poder (fuzileiros navais) do mar para a terra; e, secundariamente, apoio a missões de Paz e de socorro a vítimas de desastres naturais.

Há quase seis anos o governo de Buenos Aires tem a oferta, da indústria naval francesa, da construção, em estaleiro argentino, de um navio tipo BPC-140, de 21.000 toneladas (carregado) – na Marinha francesa batizado de classe Mistral.

Atualmente os argentinos vêm examinando uma série de modelos de navios de comando e controle dotados de compartimento alagável, para o desembarque de lanchões transportadores de viaturas blindadas, veículos utilitários e pessoal.

Nessa lista estão, entre outros, os programas Makassar sul-coreano, de 10.300 toneladas (a plena carga) – adquirido, em 2013, pela Marinha peruana –; Enforcer, hispano-holandês, e, até mesmo, um LPD Type 71, de desenho chinês e deslocamento em torno das 20.000 toneladas.


Type 071 YUZHAO Jinggang Shan井冈 999 Kunlun Shan昆仑山 998 Amphibious Transport Dock LPD amphibious warfare ships of the People's Republic of China's People's Liberation Army Navy chinese (2)Navio-doca Type 71 Yuzhao, da Marinha chinesa, modelo que vem sendo estudado pelos chefes navais argentinos

Baby carrier - Alguns chefes navais argentinos imaginam que, a longo prazo – dentro de 15 ou 20 anos –, tendo a indústria naval argentina consolidado tecnologia e experiência na construção de navios militares modernos, talvez fosse possível pensar na construção de um porta-aviões ligeiro, na faixa das 30.000 toneladas (que, na oficialidade, vem sendo tratado, informalmente, de General Belgrano, nome do cruzador argentino que os ingleses afundaram durante a Guerra das Malvinas).

Na metade inicial dos anos de 1990, a estatal espanhola Izar, da área de construção naval (atual Navantia), projetou, seguindo especificações fornecidas pelos chefes navais argentinos, um baby carrier de 27.000 toneladas que, naquela época, seria batizado com o nome de 9 de Julio.

O navio teria sua “ilha” recuada no convés de voo e, apesar de pequeno, seria dotado de duas catapultas e dois elevadores – o que o capacitaria a operar 25 aeronaves de asa fixa. O desenho ficou conhecido como Projeto BSAC 220, mas nunca saiu do papel.

Os espanhóis também ofereceram o Projeto 220 à Marinha do Brasil, como forma de substituir o veteraníssimo navio-aeródromo “Minas Gerais”, mas os almirantes brasileiros optaram por comprar o porta-aviões médio “Foch”, mais tarde rebatizado como São Paulo.

Deficiências - Ocorre que, para que tudo isso possa, um dia, virar realidade, o Ministério da Defesa precisaria autorizar uma ampla recuperação das capacidades da Marinha de seu país.

Isso significa dizer: (1) a modernização das fragatas MEKO 360, de origem alemã – na Argentina reclassificadas como destructores –, (2) a reforma das corvetas Meko 140 construídas em território argentino sob planos alemães, (3) a incorporação de três a cinco navios-patrulha oceânicos chineses tipo P-18N com capacidade de guerra antissubmarina, (4) a atualização dos sistemas de navegação e de combate dos três submarinos (das classes TR-1700 e IKL-209), e – sobretudo – (5) a restauração dos préstimos do Comando Aeronaval (COAN).

A situação da aviação naval argentina é péssima.

Todos os seus três bimotores Trackers, de exploração e luta antissubmarino, estão inoperantes; de toda a frota de caças-bombardeiros Super Etendards, apenas um ou dois são mantidos em operação, e, assim mesmo, sob restrições operacionais; parte da frota de aeronaves antissubmarino P-3A Orion é usada para transporte de passageiros (!); e as aeronaves de asas rotativas são antiquadas e de pouco valor combativo.

Nos últimos dez anos, todas essas limitações vêm acarretando uma impossibilidade de se manter em dia o adestramento dos pilotos navais argentinos – mesmo com a ajuda de corporações estrangeiras, como as Marinhas do Brasil, do Uruguai, do Chile e do Peru.

Os meios da Infantaria de Marinha da Argentina também requerem providências urgentes. Os veículos anfíbios de maior porte, tipo LVTP-7, devem ser submetidos a reformas em seu sistema de tração. As viaturas de reconhecimento ERC-90 F-1 (canhão de 90 mm) estão no limite de sua vida útil.

Os fuzileiros argentinos também estão deficientes em meios de defesa antitanque, antiaérea, e em radares e equipamentos de comunicação criptografados.



Força de superfície da Marinha Indiana começará, este ano, a receber mísseis Barak-8

Poder Naval

O destróier porta-mísseis INS Kolkata, navio de 7.500 toneladas construído pela indústria naval indiana com tecnologia stealth (furtiva), sob os planos do Projeto 15-A, receberá, no último trimestre deste ano, os novos mísseis de defesa aérea Barak-8, com alcance de 70 km.



O destróier “INS Kolkata” foi comissionado em julho de 2014

A informação foi dada por fonte da Marinha Indiana, que acrescentou: depois do Kolkata (comissionado em julho de 2014), será a vez de os destróieres INS Kochi e INS Chennai, do Projeto 15-B – que usarão o mesmo casco do primeiro, mas terão a superestrutura redesenhada de forma a acentuar a característica de furtividade –, receberem o mesmo armamento.

A instalação do Barak-8 nessas unidades acontece em decorrência de o vetor ter cumprido satisfatoriamente os seus primeiros testes de voo, realizados há pouco mais de três meses em Israel.

O Barak-8 é um míssil de 4,5 m de comprimento e dois estágios, que pesa 275 kg e voa à velocidade de Mach 2 (620 m por segundo), transportando uma “cabeça de guerra” de 60 kg detonada por espoleta de proximidade.

barak-8-air-missile-defenseO Barak-8 mede 4,5 m de comprimento

Ele vem sendo desenvolvido desde 2006, por meio de um esforço conjunto das empresas Rafael Defense Systems e IAI (Israel Aerospace Industries), israelenses, com a Organização de Desenvolvimento e Pesquisa para a Defesa da Índia.

Estatal - A produção em série do míssil para a Marinha Indiana ficará a cargo da estatal local Bharat Dynamics Limited – já incumbida de, inicialmente, fabricar o lote de 32 Barak-8 que serão instalados no Kolkata. Atualmente o navio dispõe do míssil antiaéreo Barak-1.

A família de mísseis Barak começou a ser desenvolvida na década de 1990, como uma alternativa dos engenheiros e projetistas militares de Israel ao sistema CIWS Phalanx – arma para defesa antiaérea a curta distância de altíssima cadência de fogo.

A Marinha chilena adotou o Barak-1. Nos últimos anos, mísseis da família Barak têm sido insistentemente oferecidos pela indústria israelense (sem sucesso) à Marinha do Brasil, como forma de incrementar o poder de fogo dos navios de guerra que estão sendo desenhados e fabricados em território nacional.

26 fevereiro 2015

Marinha do Brasil diz que vai apurar quem são os militares envolvidos em fotos de sexo dentro de unidade no Rio

Thiago de Araújo | Brasil Post

A Marinha do Brasil informou que vai apurar quem são os militares envolvidos em fotos de atos sexuais que estão circulando nas redes sociais nos últimos dias. A denúncia, feita pelo jornal Extra, fez com que o Comando do 1º Distrito Naval abrisse um processo administrativo que vai apurar detalhes de quando, como e envolvendo quem se deram as relações sexuais.


SEXO MARINHA

Segundo o jornal, as fotos teria como protagonistas um sargento e uma enfermeira do Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW), que fica na Ilha das Enxadas, na Baía de Guanabara, próximo à Ponte Rio-Niterói, que separa os dois municípios. As imagens mostram o que parece ser a academia do centro.

Os registros teriam sido feitos no fim de 2014, mas ganharam repercussão somente nos últimos dias.

De acordo com a Marinha, se forem confirmadas as identidades e as transgressões dentro de uma unidade militar, os envolvidos serão tratados “com todo o rigor que o caso requer”.


Incorporação da corveta ‘Tamandaré’ pela Esquadra ficou para 2021

Roberto Lopes
Editor de Opinião da Revista Forças de Defesa

O sonho de muitos militares da Marinha – e de muitos civis entusiastas da Força Naval – de ver a força de superfície da Esquadra reforçada pela chegada da corveta “Tamandaré”, primeira das quatro unidades classe “Barroso modificada” (também conhecida como CV 03), precisará ser adiado.


CV03-02
Maquete 3D da CV 03 “Tamandaré” de acordo com o projeto original, que agora está sendo refeito

Segundo o Poder Naval pode apurar, o reprojeto dessa categoria de embarcações, ordenado pelo Comando da Marinha, no segundo semestre do ano passado, ao Centro de Projetos da Marinha e a outras organizações militares, só redundará num planejamento definitivo em junho de 2015.

Em função disso, o corte da primeira chapa do navio ficou para o fim deste ano, e sua entrega ao setor operativo da Esquadra para o ano de 2021.

As outras três unidades dessa classe serão entregues até 2024, à razão de uma por ano. De acordo com as mesmas informações, cada corveta será prontificada no período de cinco anos – o que pode ser considerado um período relativamente longo.

É a segunda notícia de adiamento da entrega de um navio novo da Marinha que o Poder Navalé forçado a dar, no espaço de apenas uma semana.

A 14 de fevereiro, informamos com exclusividade aos internautas e aos leitores da Revista Forças de Defesa, que a entrega do submarino “Riachuelo” (S40) passou da metade final de 2017 para o segundo trimestre de 2018.

Pelo cronograma original, em vigor até 2013, o corte da primeira chapa da corveta “Tamandaré” aconteceria em dezembro de 2014. Isso permitiria que o barco fosse aprontado em 2019. Mas o programa atrasou. E a verdade é que algumas organizações militares tinham esse prognóstico já no primeiro semestre do ano passado.

MAGE – Ainda na metade inicial de 2014, a Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha orientou o Grupo de Sistemas de Guerra Eletrônica do Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM) a se preparar para fazer a entrega do primeiro equipamento do novo sistema de Medidas de Apoio a Guerra Eletrônica – denominado MAGE Defensor Mk3 –, que irá a bordo da “Tamandaré”, somente a partir de 2021.

Agora, o ritmo de entrega dessa aparelhagem é o seguinte: o primeiro em 2021, o segundo em 2022 e os dois últimos em 2023.

Dentre as tecnologias e funcionalidades que o MAGE Defensor Mk3 irá absorver destacam‐se: ampliação da faixa de frequência instantânea de detecção de sinais radar, aumento da sensibilidade da antena, capacidade de detecção de sinais com agilidade em frequência, capacidade de acompanhamento do dobro de emissores em relação ao Defensor, recursos para realizar geolocalização, um Front‐end (interface entre os diversos componentes do sistema) totalmente nacional, e o emprego de arquitetura híbrida (receptor tradicional mais receptor digital).

Em junho de 2014, o Grupo de Sistemas de Guerra Eletrônica do IPqM entregou ao Centro de Manutenção de Sistemas da Marinha as duas Jigas de Teste do MAGE Defensor.

A Jiga da Unidade de Antena do MAGE é um equipamento que permite identificar avarias nos componentes, sem a necessidade de retirá‐la do mastro do navio ou em ambiente laboratorial.

A Jiga da Unidade de Processamento é um aparelho que permite avaliar isoladamente todos os módulos de processamento, sem que se necessite recorrer à instrumentação laboratorial especializada.



Marinha já tem defensores do desmembramento do PROSUPER

Roberto Lopes
Editor de Opinião da Revista Forças de Defesa

A falta de uma perspectiva concreta para a definição, pela Presidência da República, da empresa que fornecerá os 11 navios do Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER) da Marinha, e a grande preocupação dos chefes navais com o desgaste acentuado de 12 dos 13 escoltas da Esquadra – que até 2026 precisarão ser retirados do serviço ativo –, está levando parte dos oficiais com responsabilidades na renovação da força de superfície da Esquadra a uma mudança de comportamento.

Eles já começam a manifestar, aos seus superiores, a opinião de que o PROSUPER – iniciativa de custo elevado, estimado entre 6 e 8 bilhões de dólares – talvez devesse ser desmembrado, no sentido de facilitar a encomenda das cinco fragatas de 6.000 toneladas previstas no programa (ideia que, no atual cenário de indefinição, tem frequentado, até mesmo, o debate de comentaristas do Poder Naval).

Na Marinha, os defensores do desmembramento argumentam, inclusive, que talvez pudesse ser examinada a conveniência de a primeira fragata ser parcial ou totalmente construída no exterior.

O objetivo de todas essas considerações é só um: garantir que o grupamento de escoltas comece a ser modernizado antes que seja necessário desincorporar os navios mais antigos em ritmo acelerado.

O estaleiro espanhol Navantia apresentou uma proposta de remotorização das corvetas classe Inhaúma e das fragatas Niterói. A oferta foi aceita no caso de uma Inhaúma, mas não há previsão de que esse serviço seja estendido às outras unidades.

Prazos - A cúpula da Marinha do Brasil considera que a Esquadra deve possuir, no mínimo, 18 escoltas.

Caso seja mantido o plano de se obter todos os cinco escoltas do PROSUPER e mais as quatro corvetas tipo “Tamandaré” (classe Barroso modificada) – que não estão sob o guarda-chuva do PROSUPER – por meio de construções em território nacional, a conclusão dessa renovação poderá consumir mais de duas décadas.

Explica-se: segundo pudemos apurar, a primeira fragata do PROSUPER demorará sete anos para ser prontificada. E as demais unidades, 5 anos cada uma.

O início da construção ocorrerá um ano após a celebração do contrato, o que implica dizer que o escolta cabeça-de-série do PROSUPER só será entregue ao setor operativo da Esquadra oito anos (!) após a assinatura do contrato. O motivo desse prazo longo é a necessidade de se fazer a adequação tecnológica do estaleiro escolhido para construir as embarcações.

Também é preciso levar em conta que cada corveta Barroso modificada levará cinco anos sendo construída, e que, conforme o Poder Naval informou com exclusividade aos internautas no último dia 21 de fevereiro, a primeira só será entregue à Esquadra em 2021.

No atual quadro de incertezas, a maior parte dos almirantes só evita admitir a opção representada por fragatas usadas.

Eles acham que a admissão dessa hipótese abriria a porta para o sepultamento do PROSUPER da maneira como ele foi concebido: o estímulo a um salto tecnológico na construção naval militar brasileira.

Ainda não há planejamento para a importação de fragatas usadas por meio das chamadas “compras de oportunidade”, mas a verdade é que essa possibilidade não pode ser descartada. Em 2013, uma reportagem do grupo britânico Jane’s, especializado em assuntos militares, mencionou os navios italianos classe “Maestrale” como unidades que poderiam ser avaliadas pelos chefes navais brasileiros.

China - Seis grandes corporações estrangeiras – da Espanha, Alemanha, França, Coreia do Sul, Holanda e Itália – disputam o PROSUPER, que, além das fragatas, também estabelece a aquisição de cinco navios-patrulha e de um navio de apoio logístico de porte em torno das 20.000 toneladas.

Conforme o Poder Naval noticiou, a 2 de fevereiro, as propostas que, nesse momento, parecem reunir as preferências do oficialato, são as do grupo espanhol Navantia e a da corporação alemã TKMS (Thyssen Krupp Marine System).

Em 2014 a Marinha abriu à indústria naval da China a oportunidade de participar do certame. Os chineses ainda não propuseram o fornecimento de navios (como fizeram os demais competidores), mas, recentemente, realizaram sondagens sobre os planos da Esquadra em relação à renovação de sua flotilha de escoltas.

Como se sabe, um estaleiro da China construiu o navio hidroceanográfico “Vital de Oliveira” para a Marinha (que se encontra em provas de mar), e, há pouco tempo, os chineses começaram a entregar os dez catamarãs encomendados pelo governo do Rio de Janeiro – sete deles com capacidade de transportar 2.000 passageiros.

Contudo, a presença da China no PROSUPER desperta uma expectativa apenas moderada, porque – premida pela necessidade de gerar postos de trabalho – a indústria naval chinesa não tem a reputação de construir navios militares fora de seus estaleiros.

Arsenal e “Siroco” – Na verdade, a paralisia no PROSUPER, que já dura mais de um ano e meio, não é a única questão prioritária com que se defronta, hoje, a alta administração naval.


Foudre
Siroco L9012
O novo comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Eduardo Leal Ferreira, deseja, no menor prazo possível, deflagrar um processo de revitalização do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Essa providência passa pela modernização do Arsenal – o que, obviamente, implica em custos –, e tem como objetivo eliminar a capacidade ociosa dessa organização militar.

Dentro de uma visão mais ampla, os almirantes que compõem a cúpula da Marinha estão inquietos com o noticiário sobre as perspectivas pouco animadoras da maior parte dos estaleiros nacionais, em função da grave crise na Petrobras.

Outro assunto que concentra as atenções nesses primeiros 30 dias da administração Leal Ferreira é a chance que a Marinha tem de incorporar o navio de assalto anfíbio francês “Siroco”, por meio de uma “compra de oportunidade”.

Segundo o Poder Naval pode apurar, no preço de 80 milhões de euros pedido pela Marinha da França para ceder o navio, não estão incluídos os custos dos serviços de revisão e manutenção que o grupo empresarial DCNS precisará fazer, em território francês, pelo espaço de, aproximadamente, 90 dias, para que a embarcação possa chegar ao Brasil em condições de operar.

Mas isso ainda não quer dizer que a Marinha desistiu do navio.

A informação que obtivemos dá conta de que os almirantes vêm mobilizando recursos para tentar fechar com a DCNS – parceira estratégica da Força Naval brasileira nos programas de submarinos atualmente em curso – o pacote de reparos no “Siroco”.


Empresas brasileiras também estão na IDEX 2015, nos Emirados Árabes Unidos

Poder Naval

A empresa brasileira LOGSUB e outras que compõem a ABIMDE – Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa, estão na feira de defesa IDEX 2015 em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, a procura de novos negócios. 


O diretor da LOGSUB, Armando Repinaldo, acabou de nos enviar as fotos que mostram os equipamentos expostos e diversas empresas que disputam o mercado de defesa daquela região.

Condor na IDEX 2015

IVECO na IDEX 2015

Embraer na IDEX 2015


Unidade de combate da aviação nicaraguense ficará aos cuidados dos russos

Poder Aéreo

A Força Aérea do Exército da Nicarágua vai criar uma unidade de defesa aérea dotada de aeronaves russas no aeroporto de Punta Huete – 50 km a nordeste de Manágua –, mas a formação dos pilotos será integralmente feita na Rússia, e o governo de Moscou ainda precisará montar duas equipes de especialistas em território nicaraguense: uma de manutenção (semelhante à que funciona na Venezuela, para assistir a conservação dos caças SU-30 Mk2) e outra, menor, de assistência às operações aéreas.

As informações foram recolhidas pela Inteligência Militar da Colômbia e compartilhadas com o Comando Sul do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, sediado em Miami.

Os colombianos, que receberão, este ano, apenas 117 milhões de dólares de ajuda militar americana (24 milhões de dólares a menos do que em 2014), admitem que os russos possam pensar duas vezes antes de confirmar a entrega do caça-bombardeiro MiG-29 aos nicaraguenses, conforme foi noticiado no fim do ano passado.

A cessão dos MiGs representaria um completo desbalanceamento do atual equilíbrio militar na região do Caribe, e causaria um desconforto diplomático para a Rússia na comunidade das nações caribenhas.

Assim, pelo menos a princípio, é possível que o governo do presidente Vladimir Putin equipe a nova unidade da aviação militar do presidente Daniel Ortega com um pequeno lote de jatos Yak-130, de treinamento avançado para pilotos de combate. Esse modelo possui uma versão monoplace, de ataque ao solo, capaz de realizar a interceptação de aeronaves desarmadas.


Yak-130 - 3
O Yak-130 russo tem uma versão monoplace

Panchito – Na primeira metade dos anos de 1980, os jovens aviadores da Nicarágua selecionados para serem adestrados na pilotagem de caças-bombardeiros MiG-21 cursaram a Escola Politécnica de Aviação da República do Quirguistão, e estagiaram na base aérea de Tokmok, a 3.035 km de Moscou. Mas os MiGs nunca foram entregues à administração Sandinista.

O aeródromo de Punta Huete – el Panchito, como é conhecido entre os nicaraguenses –, construído na costa norte do lago de Managua para receber aeronaves de carga e servir como alternativa ao Aeroporto Internacional Augusto César Sandino, da capital do país, teve sua torre de controle reformada e já colocada sob custódia militar.

Punta Huete possui uma pista de 3.200 m de comprimento por 60 m de largura, e está apta a receber as maiores aeronaves de carga do mundo, como o Antonov An-124, principal avião de transporte da aviação militar russa – que, mesmo carregado, necessita de só 2.520m de pista para alçar voo.


Índia aprova plano de US$ 8 bilhões para submarinos nucleares e fragatas stealth

Nova Deli vai modernizar e nacionalizar projetos e construções de meios navais


Ankit Panda | The Diplomat
Nicholle Murmel | DefesaNet
- Tradução adaptação e edição

O governo indiano deu sinal verde para o desenvolvimento e construção de meios navais importantes, incluindo seis submarinos de propulsão nuclear e sete fragatas stealth.

Segundo fontes citadas em veículos de comunicação tanto nacionais quanto estrangeiros, a decisão foi tomada recentemente pelo Comitê de Segurança do governo. O custo total das iniciativas é estimado em 8 bilhões de dólares.

Incorporar essas embarcações à Marinha indiana vai ampliar as opções de Nova Deli em termos de estratégia no Oceano Índico. Além disso, os projetos ajudarão a concretizar os planos do primeiro ministro, Narendra Modi, de nacionalizar a produção e ao mesmo tempo modernizar a capacidade militar do país.

Como parte dessa campanha “Made in India”, o governo está empenhado em estabelecer um complexo industrial-militar e, por outro lado, diminuir a importação de produtos de defesa.

A Índia é atualmente o maior importador de armamentos, e depende em grande parte da Rússia e dos Estados Unidos para atender às demandas. Nos últimos anos, Nova Deli desenvolveu competência considerável na produção nacional como por exemplo o INS Arihant, primeiro submarino de propulsão nuclear projetado no país, e que no momento está em fase de testes no mar.




Não é surpresa que a decisão do governo enfatize os meios navais. Apesar de enfrentar ameaças convencionais em terra vindas do Paquistão e da China, a Índia vem se concentrando em modernizar sua Marinha, em uma aposta para ter mais acesso e controle sobre o Oceano Índico.

O interesse de Nova Deli no reaparelhamento naval se intensificou também pela percepção de uma China cada vez mais assertiva que também vem avançando na região.

“Nossos desafios na área de segurança são bem conhecidos. Nossas responsabilidades internacionais são evidentes”, enfatizou Modi durante uma exposição do setor de defesa na última quarta-feira (18). O primeiro ministro apontou que o país precisa incrementar sua “prontidão para defesa”.

Após assumir o poder em maio do ano passado, o governo de Modi aumentou os limites para investimento estrangeiro direto no setor de defesa indiano, permitindo controle de até 49% das ações para parceiros não-indianos em projetos. Além disso, os gastos da Índia com defesa devem crescer mais nos próximos anos para atender às demandas.

O plano de adquirir seis submarinos nucleares é uma alteração na decisão original, tomada no segundo semestre de 2014, pelo Conselho de Aquisições (DAC), que havia aprovado a construção de seis unidades convencionais diesel-elétricas. “O governo alterou o projeto segundo o qual o Comitê de Segurança decidiu que os próximos seis submarinos seriam de propulsão nuclear, e não convencionais como previsto anteriormente”, disse um representante do governo à imprensa.

Tanto a iniciativa dos navios convencionais quanto a dos atômicos fazem parte de um plano mais amplo de construção e modernização de uma força indiana de submarinos que deve se estender por 30 anos. O programa foi aprovado por Nova Deli m 1999.

Outras iniciativas, incluindo o desenvolvimento de seis navios convencionais da classe Scorpene e a reforma e atualização dos submarinos das classes Sishumar e Sindhughosh também fazem parte desse esforço de longo prazo.

Atualmente a frota da Índia é composta por embarcações obsoletas e com capacidade limitada – ao todo o país opera apenas 13 submarinos convencionais.



Fuzileiros navais americanos testam 'bola de combate'

O futuro dos assaltos anfíbios se parece muito com uma espécie de bóia redonda


Por Patrick Tucker – Texto do Defense One
Tradução, Adaptação e edição – Nicholle Murmel | DefesaNet

Conseguir abrir uma cabeça de praia em território inimigo é historicamente uma das operações mais difíceis em uma guerra – basta perguntar a Aquiles. Mas a era da robótica pode tornar essa empreitada menos penosa.


O GuardBot foi desenvolvido, a princípio, para vigilância e inspeção
Uma equipe de pesquisa de Stamford, no estado americano de Connecticut, desenvolveu um drone anfíbio atualmente em teste junto ao Corpo de Fuzileiros Navais. O chamado GuardBot é um robô esférico que nada a cerca de 4 milhas por hora e em seguida se movimenta rolando pela praia a uma inclinação de 30 graus e velocidade de 20 milhas por hora.

A máquina usa um sistema de propulsão “pendular” de nove eixos, que a move adiante deslocando seu centro de gravidade para frente e para trás, além de uma variedade de algorítimos de direção e manobragem.

O criador do GuardBot, Peter Muhlrad, levou cerca de sete anos para desenvolver o projeto. Ele diz que o modelo agora pode ser rapidamente produzido em vários tamanhos – relatórios da empresa sugerem que as unidades podem variar de 10 centímetros até aproximadamente 2,7 metros de diâmtro. A companhia planeja desenvolver um protótipo com 1,80m de diâmetro.

A empresa de Muhlrad, a GuardBot Inc. tem um acordo de pesquisa e desenvolvimento colaborativos (CRADA) com a Marinha americana. A CRADA é uma estrutura legal que permite que empresas privadas ou pesquisadores usem instalações do governo, pesquisas e recursos para construir equipamentos que beneficiem ambas as partes.

A informação descoberta pelo pesquisador é protegida por até cinco anos. Sob vários acordos desse tipo, o pesquisador não recebe verba estatal, mas tem o direito de comercializar qualquer produto resultante do trabalho sob contrato. E o governo detém uma licença de uso dese produto.

Em janeiro de 2014, o drone foi testado na Naval Amphibious Base, em Little Creek, no estado da Virginia, onde o GuardBot conseguiu, com sucesso, desembarcar e retornar a um navio. Atualmente, a máquina é operada remotamente via um datalink de 2-8 GHz.

Mas Muhlrad e sua equipe estão trabalhando em um novo software que incorpora dados de sistema geográfico de ingormação (GIS) que permitirão ao drone mais autonomia. Basta escolher um ponto no mapa, e a “bola de combate” chega lá. “Caso sejamos financiados, poderíamos desenvolver isso em oito ou dez meses”, disse Muhlrad ao Defense One.

O chefe da GuardBot Inc. projetou o sistema principalmente para vigilância e inspeção de objetos. O robô é capaz de giros de 360 graus, o que o torna mais manobrável do que outras máquinas terrestres. Em testes de espectroscopia laser raman feitos pela Smith Detection com carga útil exposta às duas pequenas esferas transparentes na lateral do drone foi possível detectar explosívos químicos a uma distância de cerca de cinco centímetros.

Diferente do modelo PackBot de um braço, este robô não vai desarmar bombas. E não vai substituir equipes de operações especiais, mas poderia acompanhá-las em missões perigosas. Quando o Defense One perguntou se o GuardBot poderia transportar explosivos em vez de equipamentos de detecção e câmeras, a resposta de Muhlrad foi simples: “sim”.


RAF ministra treinamento para militares da FAB

Foco é o desenvolvimento de doutrinas de proteção de Bases Aéreas



Agência Força Aérea

A Força Aérea Brasileira e a Royal Air Force (RAF), do Reino Unido, iniciaram nesta semana um intercâmbio sobre "Comando e Controle e Proteção da Força". O encontro acontece no Centro Militar de Convenções e Hospedagens da Aeronáutica, em Salvador (BA), e vai até o próximo dia 6 de março. O objetivo é capacitar oficiais da Infantaria da Aeronáutica para a defesa terrestre de Bases Aéreas.



"Os meios aéreos custam uma fortuna, podem decidir o curso de uma guerra e, entretanto, quando em solo, são tão indefesos quanto uma criança", explica o Tenente-Coronel Piers Holland, da RAF. "Esse é o valor que a autodefesa de base tem", completa.

Com a participação de oficiais dos Batalhões de Infantaria de Aeronáutica Especial (BINFAE) e de Batalhões de Infantaria (BINFA), além de militares da Academia da Força Aérea (AFA) e da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), o intercâmbio é focado na experiência de combate dos militares ingleses com histórico de participação em operações reais em países como Afeganistão, Bósnia, Kosovo e Kuwait.

"Assim como a defesa antiaérea e as operações especiais, a defesa de base é um dos pilares necessários para apoiar e garantir o emprego do poder aéreo", explica o Coronel de Infantaria Luiz Cláudio Topan, chefe da Seção de Preparo Operacional do Comando Geral de Operações Aéreas (COMGAR) e coordenador do evento.

A próxima fase após o término do curso é o desenvolvimento de doutrina própria à Infantaria de Aeronáutica. "Estamos em fase de aprendizado e experimentação para, posteriormente, formularmos nosso material", disse o Coronel Topan. "Seja em apoio às missões das Nações Unidas, para assegurar um aeródromo ou atuar na defesa da pátria, os conhecimentos repassados pelos militares ingleses são de fundamental importância para o aprimoramento e capacitação da Infantaria da Aeronáutica", finalizou o Coronel.


Novo sistema de radar Nebo-M poderá ter base no Ártico

Tropas de Defesa Aeroespacial receberam o mais moderno sistema de radar Nebo-M (Céu-M, em português), que foi concebido para dar suporte a missões militares de defesa aérea e garantir cobertura de radar às forças antiaéreas. Sistema é capaz de identificar alvos hipersônicos.


Tatiana Russakova | Gazeta Russa

Ainda não foi divulgado onde serão instalados os novos sistemas de radar Nebo-M, mas alguns observadores especulam que sua base pode ser futuramente instalada no Ártico. Segundo o diretor-geral do Centro de Avaliações e Previsões Estratégicas, Serguêi Griniáiev, qualquer confronto militar na região representa uma nova ameaça à segurança da Rússia.


O Nebo-M é totalmente automatizado, e o processamento de dados é feito digitalmente Foto: Viltáli Kuzmin/Wikipedia

“Uma das opções estratégicas mais perigosas que existe para uma defesa confiável da Rússia é a opção relacionada com as latitudes polares. Além disso, a camada de gelo permite encobrir a movimentação de submarinos com mísseis nucleares na faixa limite do seu uso”, disse o especialista à Gazeta Russa.

Além disso, a instalação de radares no Ártico está em plena consonância com as novas metas e objetivos da nova doutrina militar russa. “A Rússia não pretende diminuir a sua presença nessa região, e o componente da defesa está longe de ser o último a ser levado em consideração ali.”

O país já iniciou o envio de tropas de Defesa Aeroespacial para o Ártico, assim como a construção de uma estação de radar (RLS) de alerta precoce em Vorkuta, no Extremo Norte. Há pouco tempo foram instaladas no Ártico as novas estações de radares Podsolnukh (Girassol).

Peneirando os céus

O sistema móvel Nebo-M, que externamente mais se parece com uma semeadeira, opera sob qualquer interferência e em diversas bandas de vigilância. O sistema usa meios de detecção de alvos pequenos e pouco perceptíveis – nomeadamente hipersônicos –, e construídos segundo tecnologia stealth.

O Nebo-M é totalmente automatizado, e o processamento de dados é feito digitalmente. Ao detectar um alvo, o sistema consegue classificá-lo, identificando se se trata de um avião ou de um míssil. Em seguida, transmite a informação referente ao tipo de alvo à equipe de plantão ou aos sistemas de defesa aérea implementados e para os quais o Nebo-M pode servir de indicador.

O sistema Nebo-M é composto por:

- RLM-M: radar que opera na banda métrica e vem instalado no chassi do BAZ-6909-015;

- RLM-D: radar que opera na banda decimétrica e vem instalado no chassi do BAZ-6909-015;

- RLM-S: radar que opera na banda centimétrica e também vem instalado no chassi do BAZ-6909-015

- KU RLK: cabine de comando do sistema, com módulo incorporado de radar secundário (KVRL), instalado no chassi do BAZ-6909-015.



Nova arma chinesa irá “cegar” equipamentos do inimigo

A China está desafiando seriamente os interesses estratégicos dos EUA na região. Nos últimos tempos, tem aumentado a quantidade de notícias na imprensa chinesa e estrangeira sobre os êxitos da China no desenvolvimento de armas EMP (armas baseadas no uso do efeito do pulso eletromagnético).


Vasily Kashin | Sputnik

Tendo em consideração a tendência geral do programa militar chinês, podemos supor que as armas EMP sejam uma das áreas prioritárias dos projetos militares.

Armas magnéticas
© AP Photo/ U.S. Air Force, James M. Bowman
O pensamento militar chinês parte do princípio que um provável confronto militar do futuro irá decorrer com grande recurso a tecnologias de informação. Entretanto, o potencial adversário provavelmente terá, por um lado, uma supremacia informativa sobre o exército chinês, mas, por outro, irá depender mais que os chineses das tecnologias de informação.

Os esforços da China visam sobretudo retirar ao inimigo essa supremacia informativa logo no estágio inicial do conflito. Para atingir esse objetivo, estão sendo realizados vários programas em grande escala e muito dispendiosos.

A China possui o maior programa do mundo para criação de armas antissatélite. Está sendo desenvolvida a teoria e criadas as capacidades técnicas para a execução de ataques informáticos contra redes informáticas inimigas. Uma grande atenção é dedicada ao aprimoramento dos meios de guerra radioeletrônica. O sucesso na criação de uma arma EMP será mais um elemento importante na guerra de informação.

A Rússia também dedica uma grande atenção ao desenvolvimento de armas EMP, contudo, não há muitas publicações sobre essa temática. Alguma mídia se referiu ao sistema Alabuta, que é um gerador de pulsos eletromagnéticos transportado até ao alvo por um míssil. Ao ser acionado sobre o alvo, a uma altitude de 300 metros, ele avaria os sistemas eletrônicos em um raio de 3,5 quilômetros.

No caso da China, é provável que os portadores dos geradores de pulsos eletromagnéticos sejam igualmente mísseis balísticos de médio alcance. A importância desses sistemas está aumentando, agora que os elementos do sistema norte-americano de defesa antimísseis estão se aproximando das fronteiras chinesas.

Os prováveis alvos prioritários da utilização de armas EMP serão os centros de comando dos sistemas de defesa antiaérea e antimísseis do Japão e de Taiwan. Sua neutralização permitirá ao exército chinês usar com a máxima eficácia seu considerável arsenal de mísseis balísticos e de cruzeiro convencionais de alta precisão para atingir objetivos vitais da infraestrutura de transportes, aeródromos e baterias antiaéreas.

O resultado poderá ser a conquista da supremacia aérea por parte dos chineses na fase inicial do conflito, assim como o impedimento da deslocação de forças militares adicionais dos EUA para a região do Pacífico ocidental.

Em caso da instalação pela China de sistemas funcionais de armas EMP, a capacidade de reação rápida dos EUA a crises na Ásia Oriental será posta em questão. Na prática, para manter suas posições na região, os EUA terão de aumentar consideravelmente sua presença militar permanente e investir meios consideráveis na criação de uma infraestrutura protegida que possa garantir a eficiência de suas tropas.

Como os EUA mantêm forças e recursos consideráveis na Europa Oriental e no Oriente Médio, Washington terá dificuldades em disponibilizar meios para alcançar esses objetivos.

Ucrânia firma acordo de compra de armamentos com os Emirados Árabes

O Presidente da Ucrânia Pyotr Poroshenko anunciou nesta terça-feira ter firmado acordos de compra de armamentos com as autoridades dos Emirados Árabes Unidos. Os acordos, que nas suas palavras deverão reforçar o exército ucraniano, foram alcançados durante a visita de Poroshenko à exposição de armamentos IDEX 2015.


Sputnik

A informação também foi publicada no Facebook pelo assessor do chefe do Ministério do Interior da Ucrânia, o deputado Anton Geraschenko. Segundo ele, os acordos foram alcançados durante o encontro de Poroshenko com Mohammed Al Nahyan, príncipe herdeiro e comandante supremo das forças armadas de Abu Dhabi, que é ao mesmo tempo a capital e o maior dos 7 emirados que formam o país árabe.


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Lamentando não ser possível apresentar os números do acordo através do Facebook, Geraschenko destacou que, “diferente dos europeus e dos norte-americanos, os árabes não têm medo das ameaças de Putin de que o fornecimento de armas e equipamentos militares para a Ucrânia pode provocar o início de uma 3ª guerra mundial”. O deputado ucraniano escreveu ainda que, levando em conta o fato de os Emirados Árabes culparem a Rússia pela queda dos preços de petróleo, o acordo de armas com a Ucrânia “será a pequena vingança dos árabes contra Moscou”.

O tema do acordo foi abordado pela Sputnik com o analista geopolítico Dr. Theodore Karasik, residente em Dubai. Nas suas palavras, “os contornos desse acordo de segurança ainda não estão muito claros, mas existe uma questão que interessa muito aos Emirados e que, obviamente, tem a ver com a Síria”.

“Acredito que eles [Emirados Árabes] enxergam a Rússia como demasiado próxima ao presidente Assad, tendo em vista que essa relação já tenha ido longe demais. Tentar alcançar um equilíbrio em termos de relações é muito típico para as políticas externa e de segurança dos Emirados Árabes, e eu acredito que é exatamente isso que estamos presenciando no momento”, disse Karasik.

Na segunda-feira, o Presidente da Rússia Vladimir Putin criticou as tentativas de políticos ucranianos em exagerar o conflito entre a Ucrânia e a Rússia, justificando dessa forma a derrota de Kiev no oeste da Ucrânia e culpando Moscou por isso. Em entrevista ao canal de TV russo Rossiya 1, Putin destacou que "ninguém quer um conflito na periferia da Europa, e muito menos um conflito armado".

“Eu acho que esse cenário apocalíptico é pouco possível e espero que isso nunca aconteça”, frisou Putin.



Rússia fornecerá nova torre de artilharia automática aos EAU

Os Emirados mostraram muito interesse em comprar o novo dispositivo bélico.


Sputnik

Um acordo assinado pela empresa russa Rosoboronexportprom e a árabe Emirates Defense Technology estabelece uma parceria entre a Rússia e os Emirados Árabes Unidos (EAU). A nova torre de artilharia automática russa AU-220M será combinada com um veículo blindado fabricado pelos Emirados, provavelmente o veículo blindado modular de combate Enigma.


AU-220M
AU-220M | © Foto: Uralvagonzavod Press Service
O acordo foi assinado nesta quarta-feira (25) durante a exposição de material defensivo International Defense Exibition (IDEX 2015), que tem lugar em Abu Dhabi.

A AU-220M foi apresentada no domingo, primeiro dia da exposição, e foi imediatamente um sucesso.

O módulo é destinado para veículos blindados novos e modernizados. Foi elaborado por construtores do Instituto de Pesquisa Burevestnik, da cidade russa de Nizhny Novgorod, e apresentada pela empresa Uralvagonzavod, da qual o Burevestnik faz parte. A versão naval do canhão é capaz de atingir alvos na superfície, no ar e no mar, com alcance horizontal de 12 km e vertical, de 8 km.


África do Sul pede a Israel para devolver desenhos de mísseis

Quando a África do Sul descobriu que Israel tinha obtido a tecnologia de mísseis antitanque, roubada em 2010, os sul-africanos pediram educadamente seus desenhos de volta, se diz num documento do serviço israelense Mossad.


Sputnik

De acordo com o documento secreto, que vazou para Al-Jazeera, para não sofrer constrangimento no palco global ou ser rotulada com fofoqueira, a África do Sul sofreu em silêncio e encobriu o roubo.


África do Sul pede a Israel para devolver desenhos de mísseis
© flickr.com/ Daniel Foster
Em 2010, a África do Sul prendeu dois homens por roubo dos planos do míssil ar-terra Mokopa, junto com outra tecnologia de armas secretas, e tentativa de venda à polícia de inteligência, se fazendo passar por compradores russos.

Os promotores, no entanto, optaram por não divulgar plenamente o caso, no qual um empresário israelense estava envolvido.

Os jornalistas foram alimentados com falsos eventos e relataram que os israelenses tinham recebido os materiais, mas "não estavam interessados". Na realidade, o empresário israelense estava muito interessado e, provavelmente comprou os documentos antes de passá-los ao Mossad, informou Al-Jazeera, citando uma fonte israelense ultrassecreta.

Contatado pela África do Sul, Israel disse que não tinha vontade de vasculhar ações sujas de seus cidadãos e se recusou a investigar como o homem veio a possuir os planos roubados.

Então, no momento oportuno a África do Sul solicitou a devolução dos documentos, à qual Israel acedeu com uma condição: não guardar rancor.

A África do Sul, aparentemente concordou com esses termos, porque nenhum israelense esteve diretamente envolvido em questões jurídicas desde então.



Pesquisa: fornecimento de armas pelos EUA à Ucrânia poderá levar a guerra mundial

De acordo com o Centro de Pesquisa de Opinião Pública, 42% dos cidadãos russos estão convencidos de que, se os Estados Unidos começarem a fornecer armas à Ucrânia, começará uma terceira guerra mundial.


Sputnik

Segundo a pesquisa, o conflito ucraniano levou ao retorno do medo da guerra nuclear. A pesquisa foi realizada entre 1,6 mil pessoas em 46 regiões da Rússia. 


Soldado em Debaltsevo
© Sputnik/ Mikhail Voskresenski
Cerca de 35% dos russos acreditam que o motivo secreto dos Estados Unidos ao fornecerem armas a Kiev é o desejo de começar uma guerra. Alguns inquiridos viram outras razões: 6% estão convencidos de que as armas podem ser entregues à Ucrânia a fim de manter a instabilidade no país, 5% acreditam que o objetivo dos EUA é enfraquecer a Rússia. Outros 5% dizem que os EUA querem trazer as tropas da OTAN para a fronteira com a Rússia, e o mesmo número acredita que Washington tenta aumentar a sua influência na Europa.

Cerca de 4% dos entrevistados consideram que o objetivo do Ocidente é conquistar o território da Ucrânia e os seus recursos naturais.

O presidente da Ucrânia Pyotr Poroshenko anunciou nesta terça-feira ter firmado acordos de compra de armamentos com as autoridades dos Emirados Árabes Unidos. O chefe do Ministério do Interior da Ucrânia, o deputado Anton Geraschenko, escreveu no Facebook que, “diferente dos europeus e dos norte-americanos, os árabes não têm medo das ameaças de Putin de que o fornecimento de armas e equipamentos militares para a Ucrânia possa provocar o início de uma 3ª guerra mundial”.


N.E.: Por favor, me esclareçam quais são as fábricas de armamentos existentes nos Emirados Árabes Unidos. Que eu saiba, eles utilizam armamentos dos EUA e europeus. Não produzem armas. Então estão, simplesmente, repassando as armas dos EUA à Ucrânia. Não parece óbvio?

Putin: “Cortar o gás a Donbass cheira a genocídio"

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira que a cessação do fornecimento de gás por parte de Kiev para o Donbass "cheira a genocídio".


Sputnik

“Além de haver lá (em Donetsk, Lugansk) fome, de a OSCE afirmar que há uma catástrofe humanitária, ainda por cima desligam o fornecimento de gás! Como se chama isto? Isto já cheira a genocídio”, disse Putin numa conferência de imprensa após reunião com o seu homólogo cipriota, Nicos Anastasiades.


Vladimir Putin
© Sputnik/ Aleksei Druzhinin
“Aparentemente, há alguns líderes ucranianos que não compreendem as questões humanitárias. O próprio conceito, na minha opinião, é esquecido”, acrescentou.

Putin disse que quando ele discute essas questões com a liderança ucraniana, ouve em resposta: "eles mesmos estão combatendo, não vamos pagar nada a eles".


Base da Marinha prevê gasto de R$ 62 milhões com comida

Bebibas alcoólicas somam quase R$ 400 mil na conta: preço de muitos produtos é o dobro do normal


Jornal da Band


Uma base da Marinha em Duque de Caxias deve gastar R$ 62 milhões para abastecer a despensa com toneladas de lasanha, empadão de frango e panqueca. A adega vai receber cachaça, uísque, vodca, conhaque, vinho, licor e cerveja. Alguns produtos, inclusive, são cotados pelo dobro do que é cobrado no supermercado.




O pregão eletrônico aberto, nesta segunda-feira (23), prevê a compra por meio de licitação pública de 474 itens. Além da base, o destino das compras será o Centro de Instrução Almirante Sílvio de Camargo, na Ilha do Governador, e o Hospital Central do Exército, na zona Norte do Rio.

O Jornal da Band teve acesso exclusivo ao edital de licitação, que pede 90 toneladas de lasanha congelada, a um preço de mais de R$ 18 a porção, que serve uma pessoa - no supermercado, o produto pode ser encontrado R$ 9.

Além de 64 mil latas de cerveja, há cachaça, vodca e licor na lista também. Além disso, são pelo menos 170 litros de uísque 12 anos, também muito caro, a R$ 262 o litro, quando no supermercado o maior preço entre os destilados desta idade é R$ 189.

O gasto total estimado só com bebidas alcoólicas é de R$ 390 mil. Além disso, estão cotadas 31 toneladas de azeitona e 900 quilos de queijo grana padano, sofisticado, que custaria R$ 31 mil.

Em setembro do ano passado, a base naval de São Pedro da Aldeia, na região dos Lagos, comprou 140 mil latas de cerveja, dizendo que a bebida seria servida em eventos institucionais. Em abril do mesmo ano, a Marinha cancelou um pregão eletrônico para a compra de 180 mil garrafas de bebidas alcoólicas para o Centro de Instrução Almirante Alexandrino, na capital fluminense.

Desta vez, a Polícia Federal analisa os itens e os valores contidos no edital de licitação e deve instaurar inquérito policial.



Síria mata 132 combatentes do Estado Islâmico, diz grupo

Reuters

Beirute - Ao menos 132 combatentes do Estado Islâmico foram mortos desde sábado em confrontos com uma milícia curda apoiada por ataques aéreos de forças norte-americanas na província de Hasaka, no nordeste da Síria, disse um grupo que monitora o conflito.


REUTERS/Osman Orsal
Militante do Estado Islâmico, na Síria: nordeste do país é importante estrategicamente no combate contra o Estado Islâmico porque faz fronteira com o território controlado pelo grupo no Iraque.

As forças curdas YPG que atacaram o Estado Islâmico em Kobani no mês passado, com ajuda das operações de ataque aéreo dos Estados Unidos, tomaram 70 vilarejos na ofensiva, disse o Observatório Sírio para Direitos Humanos.

O nordeste da Síria é importante estrategicamente no combate contra o Estado Islâmico porque faz fronteira com o território controlado pelo grupo no Iraque.


24 fevereiro 2015

Soldados do Chade matam 207 membros do Boko Haram

Confronto aconteceu em Gamboru, próximo à fronteira com Camarões


O Globo
com agências internacionais

N’DJAMENA — Soldados do Chade mataram 207 militantes do Boko Haram em combate nesta terça-feira perto de uma cidade da Nigéria, próxima à fronteira com Camarões, afirmou o exército chadiano em um comunicado.


Soldados chadianos durante exercício militar. Forças armadas do Chade mataram centenas de membros do Boko Haram nesta terça-feira Foto: STRINGER / REUTERSSoldados chadianos durante exercício militar. Forças armadas do Chade mataram centenas de membros do Boko Haram nesta terça-feira - STRINGER / REUTERS

Um soldado do Chade foi morto e outros nove ficaram feridos nos confrontos nos arredores de Garambu, palco de ataques regulares por parte do grupo islamista nigeriano nos últimos meses. Não houve verificação independente imediata do anúncio do Exército chadiano.

As forças armadas do Chade também alegam ter apreendido grandes quantidades de pequenas armas e munições, além de duas picapes.

Níger, Camarões e Chade lançaram uma campanha militar regional para ajudar a Nigéria a derrotar os insurgentes do Boko Haram, que tenta criar um emirado islâmico no nordeste do país.

O Chade enviou tropas no mês passado em apoio a esforços camaroneses para parar os ataques na fronteira por parte dos islamistas, cujas operações cada vez mais ameaçam os países vizinhos da Nigéria.

No mês passado, a União Africana autorizou a criação da força regional, que incluirá também Benin, e está pressionando por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU para a operação.


Moscou quer fornecer mísseis ao Irã apesar de embargo da ONU

Ambos os países estão sob sanções ocidentais, e transação é parte de plano conjunto de fazer frente a "interferência" americana. Segundo governo, sanções até impulsionaram a indústria armamentista russa.


Deutsch Welle

A Rússia ofereceu-se para fornecer ao Irã mísseis antiaéreos, apesar do embargo armamentista imposto pelas Nações Unidas. A notícia foi divulgada numa conferência em Abu Dhabi nesta segunda-feira (23/02), por Serguei Chemezov, presidente da companhia estatal Rostec, que gere o setor de defesa russo. Segundo ele, Teerã está considerando a proposta.



Mísseis antiaéreos Antey-2500

Os mísseis Antey-2500 são uma versão modernizada do sistema de defesa aérea S-300, que, num contrato de 2007, Moscou se comprometera a vender ao Irã por 800 milhões de dólares. A transação foi severamente criticada por Estados Unidos e Israel.

Uma resolução da ONU adotada em 2010 interdita o fornecimento, venda ou transferência de mísseis ou sistemas aéreos para Teerã. A própria Rússia está também sujeita a sanções do Ocidente, devido à controversa anexação da Crimeia e a sua participação na crise separatista do leste da Ucrânia.

Apesar de tais impedimentos, durante uma visita a Teerã do ministro russo da Defesa, Serguei Shoygu, em janeiro, os dois países assinaram um acordo de cooperação militar, numa resposta conjunta ao que classificaram como "interferência" dos EUA.

Sanções "impulsionam" indústria armamentista russa

Também em janeiro, o ministro das Finanças Anton Siluanov anunciou um corte de 10% nos gastos públicos de Moscou. A medida se deve às dificuldades originadas pela queda dos preços do petróleo e pelas sanções ocidentais. Os cortes afetariam todos os setores, exceto o de defesa.

No entanto, nesta segunda-feira, em coletiva de imprensa paralela a uma conferência de defesa nos Emirados Árabes Unidos, Serguei Chemezov atualizou as informações, declarando que os cortes poderiam também afetar o setor militar.

"Ele pode diminuir um pouco, por volta de 10%. Mas uma decisão ainda não foi tomada", comentou. O presidente da Rostec é um dos principais aliados do chefe de Estado russo, Vladimir Putin, tendo sido pessoalmente afetado pelas sanções ocidentais relativas ao conflito na Ucrânia.

"As sanções nos deram um impulso para produzir nosso próprio equipamento", disse Chemezov em Abu Dhabi. "Antes das sanções, nós importávamos da Ucrânia, que tem muitas instalações e fábricas de defesa. Até 2017, nós planejamos ter substituído todas as nossas importações."

Segundo Chemezov, a Rússia já recebeu encomendas de armas para os próximos três ou quatro anos no valor de 40 bilhões de dólares. Os maiores compradores viriam da Índia, China, Oriente Médio e América Latina.