24 novembro 2014

EUA ampliam papel de tropas no Afeganistão em 2015

Segundo o jornal The New York Times, mudança na estratégia responde às pressões do Pentágono para completar com sucesso a missão no país


Veja

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou recentemente uma 'ordem secreta' autorizando a ampliação do papel as tropas americanas no Afeganistão em 2015. A partir do ano que vem, elas terão "um papel direto no combate", segundo informa com exclusividade o jornal americano The New York Times (NYT).


Tropas americanas terão "um papel direto no combate" no Afeganistão a partir do ano que vem
Tropas americanas terão "um papel direto no combate" no Afeganistão a partir do ano que vem (Wakil Kohsar/AFP)
Segundo o NYT, a mudança na estratégia responde às pressões do Pentágono para completar com sucesso a missão no Afeganistão, a guerra mais longa da história dos EUA, e permitiria às forças americanas executar missões contra os talibãs e outros grupos que sejam uma ameaça para elas ou para o governo afegão. Os acordos entre Washington e o governo do Afeganistão preveem a presença no país de 9.800 soldados americanos até o final de 2015.

A ordem presidencial autoriza sob determinadas circunstâncias os bombardeios americanos para apoiar as operações militares afegãs, assim como o desdobramento de tropas terrestres para ajudar em operações contra os talibãs. Além disso, prevê o uso de bombardeiros e drones (aviões não tripulados) para apoiar as tropas afegãs nas missões de combate.

De acordo com o jornal, a decisão de Obama veio após uma longa discussão entre seus assessores, divididos entre os que defendiam não pôr em risco mais vidas americanas e os que exigiam assegurar a missão tendo em vista os avanços jihadistas do Estado Islâmico (EI) no Iraque.

(Com agência Efe)


20 novembro 2014

Conheça a 'versão personalizada' do caça sueco que o Brasil comprou

Segundo Saab, adaptações fizeram Gripen ficar quase US$ 1 bi mais caro.
FAB adquiriu 36 caças com tela panorâmica que suecos 'não confiam'.


Tahiane Stochero
Do G1, na Suécia - A repórter viajou a convite da Saab

"Secreto". Esta é a palavra que mais se ouve dos executivos da indústria sueca Saab quando o assunto são os detalhes do contrato assinado pela Força Aérea Brasileira (FAB) para a compra de 36 caças Gripen NG (New Generation), por US$ 5,4 bilhões (R$ 13,9 bilhões). Mesmo assim, muitos detalhes sobre o jato que só serão entregues a partir de 2019 começam a ser revelados.


Assista aqui ao vídeo

Segundo o CEO e presidente da Saab, Hakan Buskne, "basicamente [o preço subiu] devido aos pedidos do cliente. Nós oferecemos algo e eles fizeram novos pedidos, como o Wide Area Display [WAD, um display panorâmico]", disse ele a jornalistas brasileiros na capital sueca na última semana. O display não existe em nenhuma das versões do jato que a companhia desenvolve desde 1980.

As mudanças são a justificativa para a elevação em US$ 900 milhões do valor da compra, em relação à proposta final apresentada em 2009 durante a concorrência da qual participaram também o F-18, da norte-americana Boeing, e o Rafale, da francesa Dassault.

No display estarão reunidos todos os dados captados pelos sensores em uma única tela grande e central na cabine, permitindo que o piloto tome a decisão de forma mais rápida ao obter diretamente todas as informações. O modelo atual do Gripen possui três visores, que fornecem informações diferenciadas.

Para ter uma ideia do que o display panorâmico representa, apenas um avião de combate no mundo, o norte-americano F-35 Lightning II, possui uma tela como a exigida pelo Brasil, e que será desenvolvida pela empresa AEL, do Rio Grande do Sul.

Segundo Bjorn Johansson, engenheiro-chefe do novo caça, outros diferenciais da versão brasileira do Gripen serão:

- um novo sistema de comunicação com encriptação e rádios duplos

- especificações na pressão interna do cockpit, buscando permitir à aeronave operar em altitudes elevadas por muito tempo sem causar mal estar ao piloto pela descompressão.

- rede avançada de guerra eletrônica: ações e sensores que podem identificar, interceptar ou destruir mensagens de interferência

- sensores de infravermelho de busca e salvamento

- sistema resistente a interferências, além da ligação por datalink (transmite informações de dados e voz) que fará a comunicação entre caças e também com torres de controle em terra e outros tipos de aviões militares brasileiros.

- a capacidade de integrar armas produzidas nacionalmente

- o Helmet Mounted (HMD), um óculos acoplado ao capacete que serve também como monitor e a partir do qual o piloto pode atacar e reconhecer alvos

- e uma saída para minimizar a "assinatura radar" do avião, que impeça a identificação pelos inimigos.

"Introduzir o display panorâmico pedido pela FAB irá requerer mudanças na fuselagem e adaptações no sistema aviônico do avião e na interface entre o homem e a máquina. Nós não achamos que isso será difícil de resolver, mas irá solicitar mais trabalho do que se tívessemos o mesmo modelo de display nas versões do Gripen suecas e brasileiras", afirma o engenheiro da Saab em entrevista exclusiva ao G1.

A decisão de incluir o display panorâmico no novo avião ocorreu com o objetivo de promover o desenvolvimento da indústria nacional de defesa, "favorecendo a manutenção do ciclo de vida" do avião, informou a FAB, acrescentando que a Saab não relutou em aceitar a mudança com medo de atrasar o projeto. Segundo a Força Aérea Brasileira, o aumento do valor do contrato também se deve, além dos novos requisitos, à atualização de valores da proposta após cinco anos de tramitação.

O trabalho geral de produção dos caças no Brasil será coordenado pela Embraer, e a montagem dos aviões, realizada na fábrica da empresa em Gavião Peixoto (SP). A Saab comprou 15% da empresa de engenharia Akaer, que receberá parte da transferência da tecnologia exigida pela FAB e investiu outros US$ 150 milhões em uma fábrica em parceria com o Grupo Inbra, em São Bernardo do Campo, onde serão produzidas pequenas peças metálicas e aeroestruturas.

Em uma conferência em Londres nesta semana, o brigadeiro José Augusto Crepaldi Affonso, presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac), afirmou que a FAB estuda adquirir um total de 108 caças para substituir a frota atual de aviões de combate.

A Suécia é o maior operador do Gripen no mundo, possuindo atualmente 100 unidades do modelo C (um posto) e D (dois postos, para treinamento), que serão trocadas por 60 aeronaves do modelo E, nenhum com o display panorâmico, afirma Bydén. Pilotos suecos ouvidos pelo G1 dizem que não confiam em um display único para voar e que, por isso, a decisão é manter o projeto antigo.

"Estamos acostumados com três visores. Se eu perder um, tenho os demais de backup. Eu não confiaria em um só", diz o coronel Lundquist, que realizou missões com o Gripen no Mali e na Líbia.

"É um costume, vemos com mais naturalidade comandar o avião em três displays. Historicamente, pilotamos o Gripen assim e os pilotos, em geral, são resistentes a mudanças", acredita o chefe dos pilotos de teste do Gripen, Richard Ljunberg.

Jonas Jakobsson, outro piloto de teste da Saab, tem a mesma visão. "Acredito que seja questão de tradição. A Força Aérea sueca voa em Gripen com três displays desde 1997", acrescenta.

No Gripen atual e na versão do Gipen E da Suécia, o piloto tem na tela principal, ao meio, o mapa da região que sobrevoa, explica Ljunberg. Nela estão dados do GPS, altitude e também a localização de aeronaves amigas e inimigas. No monitor à esquerda, estão as informações dos sistemas de combate, eletrônicos e de auto-defesa. No da direita, são visíveis os dados recebidos pelos radares e sensores, como localização de aviões inimigos e aviões, dentre outros. Se o piloto perde um dos visores, ele pode pedir ao software que apresente os dados nos demais, afirma.

O engenheiro da Saab Bjorn Johansson, que já atuou como piloto de teste do Gripen, afirma, contudo, que os brasileiros não precisam ter medo de perder as informações. Segundo ele, o próprio painel WAD terá uma divisão interna que, caso metade dele se apague, a outra será mantida. "Eu acredito que, quando o wide display estiver pronto, os suecos também vão querer para seus caças. É como um brinquedo novo", brinca.

A escolha da gaúcha AEL para a produção do WAD ocorreu após uma concorrência da qual participou também uma companhia norte-americana, diz o diretor da Saab no Brasil, Bengt Jáner. "A Saab recomendou a escolha da AEL, por trazer junto outras capacidades desejadas, mas a escolha final foi da FAB”, afirma.

O cockpit exclusivo do Gripen do Brasil, com um display panorâmico e mudanças internas pedidas pela FAB (Foto: Saab)Projeto do cockpit exclusivo do Gripen a pedido do Brasil, com um display panorâmico (Foto: Saab)

Contrato

O contrato da FAB com a Saab prevê a compra de 28 Gripens do modelo E (com um assento) e 8 Gripen F (com dois assentos), que ainda são projetos e serão construídos de forma conjunta entre os dois países. A versão biposto será desenvolvida em parceria com a Embraer, pois o contrato exige transferência de tecnologia para que o Brasil possa aprender a fazer um avião. O primeiro avião só deve chegar ao Brasil em 2019, e o último, em 2024.

A Saab também atualizou o custo da hora de voo do Gripen do Brasil, antes estimado em US$ 4,7 mil e agora corrigido para "cerca de US$ 5 mil", segundo Bengt Jáner, diretor da Saab no Brasil. Na Suécia, a hora de voo da versão C, sem armamento, para a aula dos pilotos, é de cerca de 3,5 mil euros (US$ 4,4 mil), segundo o coronel Michael Lundquist, comandante da escola sueca de formação dos pilotos de caça.

Já no operacional, o valor da hora de voo de um Gripen hoje chega a 50 mil coroas suecas (US$ 6.745), afirma o comandante da Força Aérea sueca, o major-general Micael Bydén. Cada unidade do Gripen, conforme o vice-presidente de Parcerias Industriais da Saab Aeronáutica, Jan Germundsson, custa cerca de US$ 100 milhões.

Desde 1970, voavam nos céus brasileiros os caças franceses Mirage, cujo projeto é da década de 60 e podia atingir até 2.2 vezes a velocidade do som. As últimas unidades foram aposentadas em dezembro de 2013 e substituídas por F-5, que foram modernizados pela Embraer, mas possuem menor capacidade de reação que o antigo Mirage.

O novo Gripen terá ainda uma capacidade de armazenar combustível 50% superior à versão atual do jato com a mudança da posição do trem de pouso principal, o que permitirá alcançar distâncias de até 1.300 km, além de sistemas de alerta de aproximação de mísseis e um radar com antena de varredura eletrônica ativa (com procura automática em todos os ângulos).

Outro fator que interferiu na escolha do sueco em comparação com os demais concorrentes no processo FX-2, segundo a Aeronáutica, foi a facilidade de manutenção.

O contrato logístico assinado com a Saab terá duração de 5 anos, a partir do início da entrega da primeira aeronave operacional, e prevê suporte em todos os sistemas. O Brasil, de acordo com a FAB, também comprou "todas as peças necessárias para operação por 5 anos", além de dois simuladores completos, que serão instalados na base de Anápolis (Goiás), que formará um esquadrão para receber o avião.

arte gripe 620 COM FONTE MAIOR VALE ESTA 2 (Foto: Editoria de Arte/G1)

19 novembro 2014

Sisfron já está em teste na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e a Bolívia

Portal Aquidauana News

O Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) já está operando em fase de testes na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia e o Paraguai. O lançamento oficial do sistema aconteceu nesta quinta-feira (13), na 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Dourados, com uma demonstração do funcionamento e capacidade de operação do sensoriamento que tem por objetivo fechar o cerco contra o crime organizado.

Moderno, ágil e muito eficiente o Sisfron foi concebido pelo Ministério da Defesa por iniciativa do Exército Brasileiro, com foco na inteligência e otimização de esforços, através da integração das forças armadas com a Polícia Civil, Polícia Militar e DOF (Departamento de Operações de Fronteira) de Mato Grosso do Sul e com a Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, com propósito de fortalecimento da presença da segurança na fronteira e melhoria na capacidade de ação do Estado.

De acordo com o comandante do Comando Militar do Oeste (CMO), general de exército Juarez Aparecido de Paula Cunha, com R$ 1,3 bilhão em investimentos em equipamentos de alta tecnologia, o Sisfron irá abranger inicialmente 1.128 quilômetros de fronteira, na divisa de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e 1.375 entre o Estado e a Bolívia, onde serão montados postos de fiscalização, com o emprego de um contingente de mais de 15 mil homens.

“A base do Sisfron piloto é Dourados, mas vai incorporar novos equipamentos também nas fronteiras do vizinho Mato Grosso, buscando a integração com todos os órgãos de segurança e estamos convictos que o resultado de um trabalho que une forças e esforços terá um resultado potencializado”, explicou o comandante do CMO.

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini lembra que Mato Grosso do Sul saiu na frente por ter sido escolhido como base e piloto para o Sisfron, e também, por ter incorporado bem antes a integração proposta no projeto. “Faz tempo que estamos integrados e no início do mês realizamos a octogésima terceira operação envolvendo as polícias de Mato Grosso do Sul, as forças armadas, Receita Federal, Iagro e outros órgãos, que foi a Brasil Integrado Fronteira coordenada pelo Ministério da Justiça, que envolveu 20 estados brasileiros, sendo 11 localizados na fronteira e entre eles está Mato Grosso do Sul”, explicou o secretário.

Para Jacini o maior problema é que Mato Grosso do Sul tem fronteiras secas com o Paraguai, na região de Ponta Porã, por onde entra quase que totalidade da droga apreendida no país e com a Bolívia na região de Corumbá que serve de corredor para a distribuição de cocaína e derivados no Brasil e diversos outros países. “Os maiores impactos da segurança pública resultam do tráfico de drogas e crimes conexos, como homicídios, roubos e furtos, por exemplo, e com a soma de mais essa ferramenta haverá substancial redução da criminalidade”, acredita o secretário de Justiça e Segurança Pública do Estado.

Tecnologia

Com investimento inicial de R$ 1,3 bilhão da União em equipamentos para patrulhar a fronteira de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o Sisfron conta com patrulha mecanizada, patrulha aérea, instrumentos óticos de última geração, como binóculos e óculos de visão noturna, radares com capacidade de localizar e identificar alvos a uma distância de mais de 20 quilômetros, câmeras “olho de águia” que foram instaladas em helicópteros esquilos do Exército, através das quais é possível ter nítida visão de placas de veículos a uma distância de 10 quilômetros.

Quase totalidade dos equipamentos advém de tecnologia nacional de ponta. “Aprimoramos o que tínhamos e buscamos inovações em outros países, como softwares, sensores, meios de transmissão satelital, sensoriamento, transmissão de dados, que permitem a tomada de decisão e a difusão das ordens para a atuação”, explica Marcos Tolendal, que representa a empresa Savis, pertencente a Embraer, que venceu a licitação para implantar todos os sistemas do Sisfron.

Com a implantação em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o Sisfron deve receber alguns ajustes, para então ser levado para a totalidade dos 16.886 quilômetros de fronteiras brasileiras, que abrangem 588 municípios e 11 estados, fechando assim o cerco ao crime organizado empregando as forças de segurança com inteligência, através do uso da tecnologia, que irá custar ao país em torno de R$ 12 bilhões em investimentos na segurança pública.

Participaram do lançamento do Sisfron em Dourados, o secretário Wantuir Jacini, o secretário executivo do Gabinete de Gestão Integrada de Fronteira (GGI-FRON), coronel Mário Martins Ferreira, o secretário executivo adjunto, tenente-coronel Alexandre Rosa Ferreira, o Delegado-Geral da Polícia Civil, Jorge Razanauskas Neto, o diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), delegado Ivan Barreira, o delegado regional da Polícia Civil de Dourados, Antônio Carlos Videira, o comandante da Polícia Militar em Dourados, tenente-coronel Ary Carlos Barbosa, promotores, juízes, a cúpula do Exército Brasileiro, da Marinha e da Aeronáutica, jornalistas e representantes da sociedade civil.



Pilotos brasileiros fazem hoje primeiro voo no caça Gripen

Após testes intensos, dois pilotos da FAB serão os primeiros a voar caça sueco comprado pelo Brasil


Shelia Faria | O Vale

Hoje é o Dia D para os brasileiros Gustavo de Oliveira Pascotto e Ramon Santos Fórneas, ambos com 32 anos. Eles são pilotos e voam hoje pela primeira vez o caça supersônico Gripen C/D na base aérea de Satenäs, conhecida como F-7 escola de pilotos da Suécia.



A data foi confirmada ontem à tarde pela FAB (Força Aérea Brasileira). "É a data prevista", informou. Não há detalhes sobre o horário do voo, que ocorre após intensa programação de treinamentos em simuladores e em centrífuga.

Pascotto e Fórneas chegaram à Suécia em 3 de novembro após passarem por uma seleção entre mais de 240 pilotos, de 12 esquadrões de caça. Quando pilotarem o Gripen hoje, eles iniciam a missão para o qual estão sendo preparados -- serem os primeiros pilotos a desvendar o caça sueco, que vai originar a versão NG, comprada pelo Brasil.

Eles serão os responsáveis por trazer esse conhecimento para o Brasil. O governo brasileiro comprou 36 Gripen NG, que serão desenvolvidos pela empresa sueca Saab em parceria com a Embraer, no Brasil. O acordo, de US$ 5,4 bilhões, inclui transferência de tecnologia para capacitar o Brasil a produzir os caças.

O Gripen NG só estará no Brasil a partir de 2019. Ele é considerado o mais moderno caça multimissão, com 10 anos de tecnologia à frente dos rivais. A versão NG será desenvolvida a partir das versões C e D, que os dois brasileiros vão pilotar a partir de hoje.

Eles ficam na Suécia até 2015 quando devem ser considerados aptos para transmitir conhecimentos sobre o Gripen para pilotos brasileiros.

"O treinamento aqui é intenso, mas o Gripen é um avião fácil de usar", disse o coronel Michael Cherinet, comandante da Base de Satenäs, a maior das cindo da Suécia para treinamento de pilotos. A Força Aérea da Suécia treina uma média de 30 pilotos por ano, em ritmo considerado puxado.

Testes

Pascotto e Fórneas enfrentaram muitas horas nos simuladores e provas específicas. Uma semana após chegarem à Base de Satenäs, os dois passaram pelo teste da centrífuga e foram aprovados. Os pilotos brasileiros tiveram que ficar 15 segundos em uma centrífuga que projeta nove vezes a força da gravidade para adaptar o corpo dos pilotos a uma aeronave de alta tecnologia como o Gripen, capaz de voar duas vezes a velocidade do som.

A centrífuga seria semelhante a um cockpit (cabine de pilotagem) de um avião. A meta é que o treinamento possa medir os impactos do voo no corpo humano e avaliar reações indesejadas, como desmaios, além de preparar os pilotos para uma adaptação a essas condições.

As reações dos pilotos são monitoradas do lado de fora do aparelho, por médicos e engenheiros. Não há equipamento semelhante no Brasil.

Quando a força da gravidade aumenta há risco de o piloto perder a percepção das cores ou perder a visão ou a consciência durante o voo.

Fórneas é piloto do caça F-5 da Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Ele é natural de Ipatinga (MG).

Pascotto é de São Bernardo e também é piloto de F-5, da Base Aérea de Anápolis (GO).

Segundo ele, ser piloto é o sonho de muita gente. "A motivação maior é guardar e defender o país", disse. A preparação de um piloto de caça chega a oito anos.

Série mostra pendências do F-X2

As pendências do programa F-X2, entre elas o possível empréstimo de caças Gripen da Suécia para o Brasil, e o potencial mercado da nova aeronave são temas de amanhã da série especial Programa F-X2, que O VALE publica desde o ultimo domingo. A série mostra detalhes da compra de 36 caças da Saab, com transferência de tecnologia.

Sheila Faria viajou à Suécia a convite da Saab parcerias Embraer lidera transferência O programa F-X2 prevê que a empresa sueca Saab repasse tecnologia para capacitar o Brasil a produzir o caça Gripen NG. A Embraer, de São José, é a lider do processo e será co-responsável pelo desenvolvimento completo da versão de dois lugares do caça (biposto). A Embraer também vai coordenar as atividades de produção no Brasil em nome da Saab.

8 anos foi o tempo de preparação dos pilotos brasileiros para se tornarem aptos a pilotar caças supersônicos.


AVALIAÇÃO - Especialistas dizem que caça Gripen NG será de 6ª geração

Shelia Faria | O Vale
Enviada Especial à Suécia

O Gripen NG, que vai ser desenvolvido pela Suécia em parceria com transferência de tecnologia para o Brasil, é considerado o caça mais avançado. A Saab evita confirmar, mas indica especialistas internacionais que afirmam que o Gripen NG será o primeiro caça de 6ª geração do planeta.

No Brasil, fontes classificam o caça como intermediária entre a 4ª e a 5ª geração. A classificação indica o nível de tecnologias usadas. Quanto maior a capacidade de não ser detectado por radar (ser invisível) maior é a geração do caça.

Independente da geração, o Gripen NG já é considerado acima da média dos caças.

Avaliação - "Um grande salto tecnológico que aconteceu na história recente da aviação de caça foi o das aeronaves F-5E para os F-5 modernizados. Apesar de alguns novos conceitos já terem sido experimentados pela aeronave AMX, os novos sistemas de armamento e gerência do cenário de combate que as aviônicas modernas desses aviões permitem faz toda a diferença porque mantêm um alto nível de consciência do ambiente de combate, que é riquíssimo de informações a serem interpretadas. O Gripen certamente faz isso tudo e muito mais", disse a O VALE, em Linköping, o piloto Bruno Pedra, major da FAB.

Segundo ele, além dessas vantagens, o Gripen NG vai incorporar performance de última geração. "Muitas outras características tecnológicas estarão presentes na nova aeronave, lembrando que o Brasil, dessa vez, é co-desenvolvedor numa parceria que está só começando", disse o major.

"O diferencial que pude constatar na fabricação sueca é a mentalidade sobre a gerência das informações. Em conversa com um dos pilotos de teste do Gripen, houve a explicação de que somente aquilo que realmente interessa ao piloto, deve ser disponibilizado", afirmou.

SIMULADOR - Aterrissagem é o diferencial



"Entre a decolagem e o pouso, pude experimentar a altíssima capacidade de manobra e trocas de energia (sobe muito e muito rápido) do Gripen. Mas o pouso foi o diferencial, uma vez que os auxílios tecnológicos facilitam a pilotagem e a aterrissagem ocorre por completo em menos de 1.000 metros", disse o piloto Bruno Pedra, na Suécia, após experiência no simulador do caça.

Sheila Faria viajou à Suécia à convite da Saab.

Saab investe US$ 9 bi na produção do Gripen NG

Investimento será para os próximos 30 anos e inclui também treinamento de pilotos


Shelia Faria | O Vale 

Enviada Especial à Suécia

A empresa sueca Saab vai investir US$ 9 bilhões nos próximos 30 anos no desenvolvimento do caça supersônico Gripen NG (New Generation), ou Gripen E, como é conhecido na Suécia.

O alto investimento será aplicado no desenvolvimento do novo modelo, produção, operação, manutenção e treinamento de pilotos, segundo informou o CEO e presidente da Saab, Häkan Buskle, em entrevista em Estocolmo.



Queridinho dos especialistas e técnicos ligados à aviação de caça, o Gripen é o avião escolhido pela FAB (Força Aérea Brasileira) para substituir os F-5. O Brasil assinou contrato para comprar 36 Gripen NG, que serão feitos pela Saab e Embraer, com transferência de tecnologia. O valor do contrato é US$ 5,4 bilhões.

O Gripen também era o preferido da Aeronáutica quando a Presidência da República ai nda não tinha se definido por ele, entre os concorrentes F-18 (Boeing, EUA) e Rafale (Dassault, França). Hoje o modelo também é apontado como o sendo de melhor custo de aquisição, operação e suporte.

Vantagem - Para o Brasil, a vantagem é que o avião escolhido é um modelo em desenvolvimento de caças já existentes -- Gripen C e Gripen D. Isso dará ao Brasil, autonomia para produção de caças de última geração, por meio da parceria.

Segundo a Saab, a Embraer tem total condição de absorver e desenvolver excelência em tecnologia para ser fabricante da nova aeronave. O Gripen NG é considerado o mais moderno caça multimissão do mundo, com 10 anos de tecnologia à frente dos rivais.

Segundo a Saab, o custo por hora de vôo do Gripen é o menor entre os concorrentes. "Nossos engenheiros tiveram que maximizar o desempenho sem modificar custos", disse Ulf Nilsson, chefe do Gripen na Área Aeronáutica.

Outra vantagem apontada pela Saab para o Gripen NG é a capacidade de encontrar e explorar informações. Sensores avançados fazem a comunicação e detecção de todos os alvos e fornecem dados de rastreamento para os pilotos.

Compra prevê 36 unidades do caça

O contrato assinado entre o Brasil e a Suécia prevê a compra de 36 aviões Gripen NG, 28 de um lugar e 8 de dois lugares (biposto), que podem ser produzidos no Brasil. A Embraer é a principal parceira do programa e assumirá a liderança no processo de transferência de tecnologia. Contrato dessa etapa está previsto para ser assinado em março de 2015.


Brasil pode comprar mais de 108 jatos Gripen da Saab

Diário de Pernambuco

O acordo da sueca Saab para vender jatos Gripen para o Brasil pode triplicar para eventualmente incluir a compra de mais de 100 aeronaves, afirmou o brigadeiro José Augusto Crepaldi Affonso, presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) da Força Aérea Brasileira.




O Brasil planeja receber "pelo menos" 108 caças Gripen para torná-lo o único jato de combate da Força Aérea, segundo o brigadeiro. No mês passado a Saab fechou um acordo de US$ 5,4 bilhões com o Brasil por 36 jatos iniciais, depois de ter deixado para trás aviões de combate concorrentes da norte-americana Boeing e da francesa Dassault Aviation.


Cooperação em defesa é pauta de evento internacional

Encontro do Grupo de Trabalho formado por Índia, Brasil e África do Sul debate cooperação em ciência, tecnologia e engenharia


Portal Brasil

Cooperação nas áreas de ciência, tecnologia e engenharia militar estão na pauta de discussões do 6° Encontro do Grupo de Trabalho Conjunto de Defesa do IBAS, grupo trilateral formado por Índia, Brasil e África do Sul.

Representantes militares e civis dos três países estarão reunidos na Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro, até a próxima quarta-feira (19).

De acordo com o diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Industrial do Ministério da Defesa (MD), general Aderico Mattioli, o objetivo do evento é “encontrar pontos comuns ainda não explorados”.

Segundo o general, os assuntos tratados no encontro já estão em debate há alguns anos entre os três países.

Para o diretor do Departamento de Produtos de Defesa do MD, brigadeiro José Euclides, Índia, Brasil e África do Sul têm níveis de desenvolvimento tecnológico muito parecidos.

Nesse sentido, destacou que alguns projetos são desenvolvidos em conjunto com as Forças Armadas dos três países e que “a 6ª reunião é uma oportunidade para ampliar essas parcerias e negócios futuros.”

Programa Espacial

O Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) foi tema de uma das apresentações do dia. Os estrangeiros conheceram a estrutura organizacional do setor.

“Temos cooperação com a Telebras e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais [INPE]”, explicou o coronel Paulo Vasconcellos, do Estado-Maior da Aeronáutica.

O PESE foi criado para atender necessidades estratégicas das Forças Armadas e da sociedade brasileira. A responsabilidade pelo projeto é do Ministério da Defesa, por meio da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE).

Uma das missões do programa é prover infraestrutura espacial para ser usada no Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAZ), no Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), no Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Sisdabra), no Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), entre outros.

O coronel Vasconcellos enfatizou a importância da iniciativa, citando como exemplo a possibilidade de incrementar a capacidade de comunicações por satélite “no meio da selva”.

Gripen NG

A exposição sobre o programa FX-2, que resultou na assinatura para aquisição de 36 aeronaves suecas Gripen NG, ficou a cargo do gerente-adjunto do projeto, coronel Antonio Luiz Godoy Soares Mioni Rodrigues.

Ele destacou a enormidade do espaço aéreo a ser controlado e defendido: 22 milhões de km². Em seguida, esmiuçou os critérios adotados para a escolha pelos caças suecos.

De acordo com o oficial, foram levados em conta cinco aspectos: operacional (performance, durabilidade), logística (suporte a armamento e simuladores da aeronave), industrial (certificado e plano de produção), comercial (ciclo de vida, custo da aquisição) e risco (offset e contratos).

Entre as expectativas com o projeto, a palestra trouxe tópicos como participação nas exportações, crescimento das companhias brasileiras do setor ao longo do programa e possibilidade de desenvolvimento de aeronaves construídas por engenheiros brasileiros e suecos.

KC-390

Sobre os cargueiros KC-390 – maiores já produzidos no Brasil –, o gerente-adjunto do projeto KC, tenente-coronel Carlos Eduardo de Almeida Coelho, mostrou algumas especificidades do contrato e as fases do programa.




Atualmente, a iniciativa encontra-se na etapa de detalhamento do design. A previsão é que a entrega das primeiras unidades aconteça em 2016.

Coelho mostrou aos participantes as principais vantagens deste tipo de avião, que foi desenvolvido para operar em cenários robustos, tem flexibilidade na capacidade de tropa a bordo, é ajustável para variadas missões, possui proteção balística e equipamento que reduz a vibração e o barulho na cabine e comporta mais tempo de voo, além de demandar menos manutenção.

Neste ano, em outubro, a Força Aérea Brasileira realizou a apresentação oficial do protótipo do KC-390, em cerimônia realizada na fábrica da Embraer, em Gavião Peixoto (SP).

“O KC-390 vai redefinir as capacidades de transporte aéreo e recursos para a Aeronáutica brasileira”, salientou o tenente-coronel Coelho.



6º Encontro IBAS: sistemas de vigilância terrestre e marítimo são apresentados à comitiva estrangeira

Felipe Barra | Ministério da Defesa

Durante a apresentação que detalhou como será o funcionamento desses sistemas, foi destacada a possibilidade de cooperação com os dois países estrangeiros, que demonstraram interesse em se tornarem parceiros das indústrias brasileiras na execução dos projetos.

Na apresentação sobre o Sistema de Gerenciamento da Amazônia (Sisgaaz), o comandante Marcus Vinícius da Silva, da Diretoria de Gestão de Programas Estratégicos da Marinha, explicou que o projeto tem como missão monitorar e integrar todas as regiões do país. O acompanhamento será feito a partir da detecção de sinais eletromagnéticos no oceano, costa e áreas ribeirinhas.

Em concepção desde 2011, o sistema atualmente está em fase de contratação até 2016. As companhias interessadas em participar da concorrência já se candidataram em março deste ano. No ano que vem, serão recebidas as propostas para selecionar o contrato em 2016. Todas as fases beneficiaram a participação de empresas estratégicas de defesa, já que esta foi uma determinação do edital. O comandante destacou, no entanto, que o Sisgaaz está aberto para a cooperação com Índia e África do Sul, e lembrou que a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) pode auxiliar os países interessados com informações adicionais.

“Existe uma associação de defesa no Brasil que é a ABIMDE. Essa organização tem os contatos para que qualquer empresa do mundo obtenha informações de como ser parceira nos programas brasileiros”, disse.

Os representantes da delegação indiana afirmaram que este tipo de contrato é “um desafio” para eles. A comitiva manifestou interesse em conhecer melhor as responsabilidades e regras do certame.

Sisfron

A exposição sobre o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) ficou a cargo do major José Luis, do Centro de Guerra Eletrônica do Exército. De acordo com ele, o Sisfron surgiu da necessidade de fortalecer a capacidade de ação da Força Terrestre na faixa de fronteira. Ele explicou que, ao todo, são 16,8 mil quilômetros de faixa de fronteira que passarão a contar com monitoramento feito a partir de equipamentos com tecnologia de ponta, que darão apoio às ações das forças policiais no combate a ilícitos. “O objetivo do sistema não é fechar a fronteira, mas limitar o excesso que existe”, falou.

A tecnologia funciona por meio de sensores que captam informações até o mais alto nível de controle. Esses dados chegam até Brasília (DF), no Centro de Operações Terrestres (Coter). “Temos interação com os órgãos governamentais, municipais e federais. O Sisfron não pode funcionar sozinho, até pelo uso dual (militar e civil) que possui”, detalhou o major. José Luiz também destacou em sua fala a possibilidade de participação de empresas estrangeiras no projeto. “Temos, por exemplo, uma empresa da África do Sul que está fornecendo as antenas do projeto”, exemplificou.

O 6° Encontro do Grupo de Trabalho Conjunto de Defesa do IBAS segue até esta quarta-feira (19) na Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro.


Reformado, avião de 66 anos voa pelos céus de Pirassununga, SP

PT-19 foi fabricado em 1948 e utilizado pela FAB até o início dos anos 60. Piloto investiu R$ 12 mil para que aeronave pudesse voltar a decolar.


Do G1 São Carlos e Araraquara

Um avião utilizado para treinamento pela Força Área Brasileira (FAB) continua voando pelos céus de Pirassununga (SP) mais de 60 anos após sua fabricação. O modelo, um Fairchild PT-19, foi fabricado no Brasil em 1948 e utilizado pela FAB até 1961. Depois de ser usado pelos militares, o avião voou até 2004 e passou anos parado. Mas a história do sexagenário ainda não havia chegado ao fim.




Ele passou por um processo de restauração de dois anos - no qual a fuselagem foi reconfigurada, recebendo uma proteção especial para diminuir a penetração do ar e da água - e voltou a decolar.

Segundo o piloto Thiago Sabino, foram gastos R$ 12 mil com a restauração, e coube a Carlos Cesar Lindman "dar a partida" após o processo.

Voluntário do aeroclube da cidade, ele nunca pilotou uma aeronave, mas conhece bem a máquina, que possui autonomia para quatro horas de voo, asas de madeira e precisa que seja dada corda em uma manivela para decolar. “O avião normal é acionado por um botão na cabine. Nesse é pelo lado de fora, como fosse dar corda em um relógio”, contou. E de tempo o avião entende.

O PT-19 integrava um grupo de 232 aviões fabricados no país para servir à FAB, de acordo com Sabino. “Dessas aeronaves só restou essa em condições de voo. Ela foi usada na Força Aérea Brasileira, em alguns aeroclubes e está conosco até hoje”, contou o piloto, que tem o seu modelo como um xodó.

“Costumo dizer que é um filho único de mãe solteira. É uma joia única que a gente tem de cuidar, vale o carinho que a gente dá para ela, toda a nossa atenção. Ela vai voar por muito tempo”, completou.


Taiwan prepara-se contra a China

Corvetas catamarã, transportarão mísseis supersónicos


Área Militar

Chama-se Tuo River, começou a ser testado operacionalmente e é o primeiro navio do que se prevê venha a ser uma série de doze corvetas com casco Catamarã, equipadas para garantir a Taiwan a disputa pelo controlo do estreito do mesmo nome.


A corveta-Catamarã, tem naturalmente dois cascos e um motor a turbina, que permite atingir a velocidade máxima de 38 nós. O navio mede 60.4m de comprimento e 14m de largura máxima deslocando 500t. A autonomia é de 3600km. Um hangar e pista de pouso para um helicóptero médio, permitem ainda a este pequeno navio, participar em operações de luta anti-submarina.



Embora a alta velocidade dos navios seja um fator extremamente importante na sua sobrevivência, o seu principal argumento são os mísseis anti-navio supersónicos Hsiung-Feng III, que com uma velocidade máxima de 2300 km/h têm um alcance de 130 km, bem como os mais antigos Hsiung Feng II, que sendo mais lentos, possuem um alcance de 180 km. Cada corveta transporta até 16 mísseis. Além dos mísseis, o navio está equipado com uma peça de 76mm e com metralhadoras e canhões ligeiros. Um sistema de proteção anti-míssil está em estudo, embora não haja certezas sobre se chegará a ser instalado.

Cento e trinta quilometros era o objetivo dos estrategas de Taiwan, pois é a largura do estreito de Taiwan entre a China e a ilha Formosa, na sua zona mais estreita. O governo de Pequim considera Taiwan um território rebelde.

Sempre que as tensões entre a China e Taiwan aumentam, tem sido a esquadra americana a patrulhar aquelas águas, para desincentivar qualquer iniciativa guerreira por parte do governo comunista chinês.

Porém nos últimos anos, À medida que aumenta a capacidade militar mas acima de tudo a importância económica da China, vários políticos em Taiwan têm afirmado que não é garantido o apoio dos Estados Unidos no futuro e que o país têm que se preparar para garantir sozinho se necessário a sua própria segurança.

A China tem aumentado exponencialmente a sua capacidade anfíbia e colocou mesmo ao serviço um porta-aviões, com o qual poderá apoiar operações militares contra a ilha, caso o governo de Pequim assim o decida.

As novas corvetas-catamarã são designadas como «Carrier Killers» ou assassinos de porta-aviões. Os pequenos navios, armados com mísseis modernos, poderiam com alguma facilidade e num ataque de saturação coordenado, atingir praticamente qualquer navio que se atreva a atravessar o estreito.

Carrier Killer

Há no entanto dúvidas sobre a designação de assassino de porta-aviões. Vários estrategas consideram que, caso a China consiga criar um grupo de batalha com base no seu porta-aviões de construção ucraniana (Liaoning, antigo Varyag soviético), poderia utilizar o navio na costa oeste de Taiwan, já que não teria necessidade de arriscar uma unidade de tão grandes dimensões num estreito apertado, onde estaria à mercê de aviões com base em terra.

Desta forma, os novos navios rápidos de Taiwan, garantiriam alguma capacidade para controlar o estreito e atacar qualquer força de desembarque que tentasse invadir Taiwan. Tal força, à velocidade de 20 nós precisaria de seis horas para atingir a ilha.

Capacidade de retaliação

Este programa naval de Taiwan, complementa outros programas, nomeadamente o de mísseis, de entre os quais se destaca o Hsiung Feng IIE, que ainda que permaneça secreto, aparenta segundo observadores e especialistas internacionais, uma versão fabricada em Taiwan do míssil Tomahawk, que dá a Taiwan a capacidade para em retaliação contra um ataque chinês, atacar cidades como Shanghai, Cantão e até mesmo Pequim.


Russos reforçam presença militar global

Russos enviam navios para Austrália e reforçam presença militar global


Deutsch Welle

Pouco antes da cúpula do G20, navios russos partem em direção à costa australiana. Ministro da Defesa também anuncia que Moscou enviará bombardeiros estratégicos em patrulhas aéreas regulares por todo o planeta.

De acordo com o Exército da Austrália, pouco antes do início da cúpula do G20 em Brisbane, quatro navios da Marinha russa partiram em direção ao país, cruzando águas internacionais nesta quinta-feira (13/11).

Enquanto especialistas advertem contra "demonstração de poder" do presidente russo, Vladimir Putin, o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, apontou que Moscou costuma posicionar navios da Marinha nas proximidades de encontros de cúpula.

O Ministério da Defesa em Camberra ressaltou que "o deslocamento desses navios está absolutamente em conformidade com as diretrizes das leis internacionais, segundo as quais navios de guerra podem circular livremente em águas internacionais".

Controvérsia sobre voo MH17

Os navios partiram já em outubro de Vladivostok, no extremo norte da Rússia. Entre eles, estão o cruzador lança-mísseis Varyag e o torpedeiro antissubmarino Marechal Shaposhnikov. De acordo com a mídia russa, a tarefa da Marinha seria "mostrar bandeira".

Marechal Shaposhnikov

O aparecimento dos navios ocorre pouco antes da chegada de Putin a Brisbane para a cúpula do grupo das 20 maiores economias industrializadas e emergentes, a se realizar neste fim de semana. A participação do presidente russo foi colocada em questão pela anfitriã Austrália, mas acabou sendo sancionada pelo grupo por unanimidade.

O motivo da resistência australiana é a queda do avião de passageiros da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia, em 17 de julho, entre cujas 298 vítimas encontravam-se 38 australianos. Tanto países ocidentais como o governo em Kiev responsabilizam os rebeldes separatistas apoiados por Moscou pelo acidente do voo MH17. O premiê Abbott anunciou a intenção de "confrontar" Putin sobre o assunto em Brisbane.

Patrulhas do Ártico ao Golfo do México

Além dos navios enviados para a costa australiana, a Rússia também mobilizará aviões bombardeiros de longo alcance para patrulhas regulares sobre o planeta, do Oceano Ártico ao Golfo do México. "Na situação atual, temos que manter presença militar no oeste do Atlântico e no leste do Pacífico, como também no Caribe e no Golfo do México", justificou o ministro russo da Defesa, Serguei Shoigu, nesta quarta-feira.

O chefe de pasta não especificou a frequência das patrulhas aéreas, mas acrescentou que os aviões de longo alcance também vão conduzir "missões de reconhecimento para monitorar atividades militares de potências estrangeiras e comunicações marítimas".

O anúncio de Shoigu coincidiu com as acusações do secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, de que a Rússia estaria enviando mais soldados e tanques de combate para o leste ucraniano, classificando a situação como "séria ameaça ao cessar-fogo". O Kremlin refutou as acusações como infundadas.

Por outro lado, o ministro russo da Defesa declarou que as tensões com o Ocidente em torno da Ucrânia levarão a um reforço do contingente russo na península da Crimeia, anexada por Moscou em março deste ano. Sob pedido de anonimato, um alto oficial militar americano observou que nem mesmo na Guerra Fria os russos enviaram bombardeiros em patrulha aérea sobre o Golfo do México.

O porta-voz do Pentágono, coronel Steve Warren, recusou-se a classificar o fato como uma provocação. Segundo ele, como qualquer outra nação, a Rússia tem o direito de operar no espaço aéreo e nas águas internacionais. O importante é que tais exercícios se realizem em segurança e de acordo com padrões internacionais, sublinhou.

Principal tarefa da Ucrânia é montar exército para deter a Rússia, diz Premiê

Rússia alerta Kiev que novo conflito seria catastrófico para a Ucrânia


Reuters

A prioridade máxima da Ucrânia é construir um Exército forte o bastante para deter a agressão militar russa, disse o primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, nesta sexta-feira, depois que as Forças Armadas do país relataram mais mortes em um conflito separatista.

A Ucrânia acusa a Rússia de enviar soldados e armas para ajudar os rebeldes pró-Moscou do leste a lançar uma nova ofensiva, em um conflito que já matou mais de 4.000 pessoas.

"Construir um Exército, que seja capaz de parar a agressão da Rússia, é a tarefa número um", disse Yatseniuk em entrevista coletiva transmitida pela televisão.

O aumento da violência, desrespeitos ao cessar-fogo e relatos de comboios armados sem identificação que entram na Ucrânia a partir da direção da fronteira russa têm despertado temores de que a frágil trégua firmada em 5 de setembro possa entrar em colapso.

Um porta-voz militar ucraniano disse que bombardeios entre as forças governamentais e os rebeldes continuaram nas últimas 24 horas nas regiões de Donetsk e Luhansk, resultando na morte de um soldado e de uma criança de cinco anos em ataques diferentes.

A perspectiva de uma guerra no leste da Ucrânia aumentou a pressão sobre a economia em dificuldades do país, levando a moeda local, grívnia, a desabar e a uma alta expressiva nos custos de empréstimos.

Yatseniuk disse que não espera que a economia cresça antes de 2016, e sugeriu o atual vice-ministro das Finanças, Vitaly Lisovenko, para o cargo de ministro das Finanças em um novo governo de coalizão.

ALERTA RUSSO

Moscou e Kiev trocaram acusações de descumprimento do cessar-fogo nesta quinta-feira, e a Rússia alertou que uma retomada das hostilidades contra separatistas pró-Rússia no leste seria catastrófico para a Ucrânia.

A Ucrânia acusou a Rússia de enviar soldados e armas para ajudar os rebeldes a lançarem uma nova ofensiva no conflito, que já matou mais de 4 mil pessoas.

A violência crescente, as violações do cessar-fogo e os relatos de comboios armados não identificados vindos da fronteira russa aumentaram os temores de que a frágil trégua firmada em 5 de setembro desmorone.

Moscou nega as acusações de envio de tropas e tanques nos últimos dias e diz que o cessar-fogo, tal como delineado no protocolo de Minsk, é a única solução para o conflito.

“(O fracasso do cessar-fogo) não deve ser permitido… seria catastrófico para a situação na Ucrânia”, afirmou o porta-voz do Ministério russo das Relações Exteriores, Alexander Lukashevich.

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que monitora a trégua, relatou haver várias colunas de soldados e tanques sem identificação se distanciando da divisa com a Rússia.

Um repórter da Reuters viu uma coluna de 50 veículos viajando rumo ao bastião rebelde de Donetsk, no leste ucraniano, na terça-feira, armados com lançadores de foguetes e peças de artilharia.

Novos bombardeios sacudiram Donetsk, embora não tenha ficado claro quem disparava nem se os disparos partiam do aeroporto da cidade, onde tropas ucranianas e rebeldes disputam o controle das instalações, apesar da trégua.

Kiev, que fortaleceu suas defesas no leste da Ucrânia em caso de uma nova ofensiva, afirma que os relatos sobre as colunas confirmam suas acusações de que a Rússia está encaminhando reforços para os rebeldes. Um porta-voz militar disse que quatro efetivos ucranianos foram mortos nas últimas 24 horas.

Zoryan Shkiryak, assessor do Ministério do Interior da Ucrânia, alertou em um informe à imprensa em Kiev: “A probabilidade de outra possível invasão de tropas russas em território ucraniano é alta… pode acontecer a qualquer momento.”

Em comentários publicados nesta quinta-feira, o representante da Ucrânia na OSCE declarou a um jornal austríaco que agora é praticamente impossível falar em um cessar-fogo, citando supostas 2.400 violações dos rebeldes.

Exército brasileiro mais à vontade para se equipar nos EUA

Boeing confirma “conversações preliminares” com a Força Terrestre sobre helicópteros pesados Chinook, que a DefesaNet Agência noticiou, com exclusividade, seis meses atrás


Roberto Lopes
Exclusivo para DefesaNet

Os indícios cada vez mais robustos colhidos pelas pesquisas de intenção de voto, sobre uma possível troca de governo nas eleições presidenciais não mexem só com o mercado de ações no Brasil, com a oscilação do dólar ou o grau de apreensão do governo venezuelano, que tem em Brasília um parceiro normalmente solícito – e já não esconde o horror de ver o PSDB assumir o controle da maior economia da América do Sul.

Na capital brasileira, alguns militares lotados no Ministério da Defesa suspiram (discretamente) aliviados com a perspectiva do fim da Era Petista.

E isso não corresponde apenas à sensação de desconforto que experimentam atualmente, servindo a um governo que apoiou decididamente a instalação da Comissão Nacional da Verdade.

Caso venha a se confirmar – dentro de parcos 70 dias –, a substituição do PT pelo PSDB no comando do país poderá mudar o comportamento de algumas autoridades militares de ter que continuar dispensando atenção especial e mesuras aos representantes da indústria bélica da Rússia – país associado ao Brasil no Grupo dos BRICS.

Em uma demonstração de que possuem boas alternativas à indústria bélica russa, os oficiais brasileiros iniciaram entendimentos para adquirir um pequeno lote de helicópteros pesados CH-47 Chinook, que virão dos estoques de aeronaves usadas do Exército americano.


CH-47 Chinook

Na quarta-feira, 15OUT14, uma inconfidência de Scott Day, porta-voz da companhia estadunidense Boeing (a mesma que a presidenta Dilma desprezou, ao desistir, em dezembro passado, da compra de caças-bombardeiros F-18 Hornet), para a repórter Andrea Shalal, da agência de notícias Reuters, permitiu confirmar: a Força Terrestre abriu “conversações preliminares” (early discussions) sobre a compra dos Chinooks.

A oferta das aeronaves foi noticiada com exclusividade no Brasil, em abril passado, por DefesaNet Agência. Trata-se de seis aparelhos que ainda possuem vida útil de, pelo menos, 200 horas de vôo, antes de precisarem ser groundeados – deixados no solo para serem submetidos a uma revisão geral.

A Rosoboronexport já ofereceu por diversas vezes ao Exército brasileiro o helicóptero russo Mi-17, que em sua versão “E” pode transportar cinco toneladas de carga ou até 37 combatentes completamente equipados. O Chinook carrega 50.

Aliás, a negociação da Força Terrestre brasileira com a Boeing acontece no momento de que os generais também encomendaram à filial americana da empresa britânica BAE Systems, 40 kits de modernização do obuseiro autopropulsado de 155mm M-109A5.

Caso venham a ser mesmo adquiridos, os Chinook vão atender as unidades da Força Terrestre que empregam material bélico mais pesado, no sul do país. É aí, aliás, que estão quase todos os principais carros de combate da corporação.

Obstinada, a Rosoboronexport também não perdeu a esperança de vender a Brasília o seu novo tanque T-90.

O modelo é uma evolução do conhecido tanque T-72, usado no Biatlo de Tanques russo. Exibindo uma estratégia ousada, Moscou vem ofertando o T-90 a países que são tradicionais aliados dos Estados Unidos e das potências militares ocidentais, como a Arábia Saudita e o Peru.

No final de 2013, uma investigação realizada por funcionários da agência de armamentos da Rússia concluiu: na América do Sul, apenas Brasil, Peru e Venezuela teriam condições de incorporar os T-90 às suas formações blindadas.

A Colômbia foi identificada como país que já negocia tanques pesados com a indústria alemã; Argentina, Uruguai e Bolívia parecem não dispor de recursos para uma compra desse porte. Restaria o Equador, mas o governo bolivariano de Rafael Correa firmou um acordo com Santiago, que prevê para 2015 o início do recebimento de 135 velhos tanques Leopard A1, de origem alemã (e tecnologia da década de 1970), disponíveis nos quartéis do norte do Chile. Preço total da transação: 160 milhões de dólares – cada exemplar saindo, portanto, a 1,18 milhão de dólares.

Apenas como elemento de comparação: o T-90 custa entre 2,80 milhões e 4,20 milhões de dólares. Em 2011, a Rosoboronexport estimou que um lote de 120 tanques sairia, para o governo amigo da Argélia – antigo parceiro da indústria russa –, a bagatela de 470 milhões de dólares – isto é, cerca de 3,91 milhões a unidade (com suprimentos, documentação técnica e treinamento).

No Brasil, o Exército é a melhor porta de entrada para os armamentos russos. A Marinha vem excluindo a indústria naval russa, sistematicamente, de todos os seus programas de expansão. Fez isso, recentemente, ao realizar uma primeira investigação sobre escritórios de projetos navais que poderiam assistir a indústria naval brasileira na construção de um navio-aeródromo.

Na Força Aérea, a postura dos brigadeiros em relação a Moscou é mais generosa, mas o histórico não ajuda.

A FAB está há quase cinco anos (!) tentando receber um lote de 12 helicópteros de ataque Mi-35M (no Brasil, AH-2 Sabre). A negociação com a Rosoboronexport acerca dessa importação começou em 2007... 


As relações militares do Brasil com os Estados Unidos, apesar de marcadas por desencontros que obedecem a visões políticas distintas e desconfianças um tanto antiquadas, têm se revelado, nos últimos anos, mais confiáveis. Afinal, depois que a Argentina adotou um discurso francamente hostil em relação aos americanos, o Brasil é o parceiro militar que restou a Washington no grande corredor aquático do Atlântico Sul.

Cinco meses atrás, o governo estadunidense anunciou sua concordância com uma solicitação formal, apresentada pela Força Aérea Brasileira, para a compra, na Boeing, de 16 mísseis ar-superfície AGM-84 Harpoon Block II – modelo também conhecido como AGM-84L. Essas armas serão integrados à aviônica das aeronaves P-3 Orion, que compõem a dotação do componente de patrulha marítima da Aeronáutica.

O Harpoon é um vetor de 3,84m e diâmetro de 343mm capaz de atingir alvos marítimos a uma distância de até 280 km, e alvos terrestres a uma distância de até 50 km.

A encomenda dos brigadeiros brasileiros, de 169 milhões de dólares, inclui quatro exemplares do míssil para treinamento, contêineres, suprimentos, peças de reposição, documentação técnica e adestramento de pessoal no equipamento.


Odebrecht e Avibrás: a fumaça e o fogo

Intensa onda de rumores da provável aquisção de AVIBRAS Aeroespacial pela ODEBRECHT Defesa e Tecnologia


Nelson Düring
Editor-Chefe DefesaNet

Na semana que passou (3-7 Nov) teve um forte rumor, que agitou os meios industriais, governo e militares. Muita fumaça e com ninguém localizando o fogo.

Após a reunião de empresários de defesa, que ocorre tradicionalmente na primeira segunda-feira do mês, na FIESP, começou a circular a informação.

Tratava-se da aquisição da AVIBRAS Aeroespacial, empresa de Jacareí (SP) pela ODEBRECHT Defesa e Tecnologia (ODT).

Uma notícia recorrente desde a formação da ODEBRECHT Defesa e Tecnologia (ODT), em 2011, consolidação dos negócios na área de Defesa do Grupo Odebrecht. As duas atividades mais conhecidas são a participação no Programa de Obtenção de Submarino (PROSUB), em parceria com a francesa DCNS. E a aquisição da “Missil House” Brasileira, a MECTRON, empresa de São José dos Campos (SP).

A sinergia entre os inúmeros trabalhos realizados entre a MECTRON e a AVIBRAS tem gerado recorrentes expectativas no mercado de que a ODEBRECHT Defesa e Tecnologia adquiri o controle acionário da AVIBRAS Aeroespacial.

Os projetos mais conhecidos em que envolvem as duas empresas:

- Míssil Ar-Ar A-DARTER;
- Remotorização do míssil EXOCET;
- Desenvolvimento do Míssil Antinavio de Superfície (MAN-SUP), e,
- Sistema AAe Pantsir 2 (caso seja adquirido pelo MD).

A AVIBRAS empresa que entrou em recuperação judicial em 2008, e foi uma das cerca de 10% que conseguiram sair da recuperação judicial, dentre o universo de empresas que procuraram este recurso administrativo.

Com mais de 50 anos de existência a empresa foi criada e moldada pelo mítico Engenheiro João Verdi de Carvalho Leite. Falecido em acidente aeronáutico, em 24 JAN 2009.

Embora os grandes resultados nos anos 70 e em especial nos 80, com o desenvolvimento do ASTROS II (Artillery SaturaTion ROcket System), a empresa entrou em crise com o brutal desaquecimento do setor nos anos 90.
Mesmo assim conseguiu manter os clientes do ASTROS II (excetuando o Iraque), em especial a Arábia Saudita.

A empresa tem ressentindo-se em especial de capital de giro. Também da inação da burocracia do Ministério da Defesa e área econômica do governo na emissão de garantias de exportação requeridas pelos clientes.

Em grande vendas é normal a empresa e o governo oferecerem garantia para a conclusão dos negócios nas áreas de defesa . Como exemplo na venda para a Malásia foi fundamental uma carta pessoal do então presidente Fernando Henrique Cardoso ao governo Malaio.

O Boato

DefesaNet contatou o presidente da própria ODEBRECHT Defesa e Tecnologia, André Amaro, que além de ficar surpresos contatou o próprio presidente da AVIBRAS Aeroespacial, Sami Hassuani, para clarear o assunto,na quinta-feira.

A resposta que DefesaNet obteve é de que não há negociações para a aquisição da AVIBRAS pela ODEBRECHT Defesa e Tecnologia. O que tem são os inúmero projetos nos quais as duas empresas participam associadas.

O presidente da ODT, André Amaro, detalha que no momento a empresa procura consolidar seus projetos na Defesa e preparar-se para a participação no Programa Gripen NG.

O principal acionista da AVIBRAS, João Brasil, filho de João Verdi, não tem detalhado o que planeja para a empresa.

A empresa atualmente tem o Projeto Estratégico de Defesa ASTROS 2020, um dos sete que constam do PAC.

A empresa MECTRON, integrante do grupo ODT, e a AVIBRAS Aeroespacial são Empresas Estratégicas de Defesa.


MBDA e Avibrás anunciam projeto de defesa antiaérea de média altura

Nelson During
Editor-chefe DefesaNet

O consórcio europeu MBDA e a brasileira AVIBRAS Aeroespacial anunciam desenvolvimento conjunto na área de defesa antiaérea de média altura. As duas empresas, com vários desenvolvimentos em conjunto, anunciam pela primeira vez a solução desenvolvida em conjunto para o projeto de defesa antiaérea de média altura: a adaptação do sistema CAMM (Common Anti-Air Modular Missile), produto de última geração da MBDA, para emprego pelas Forças Armadas Brasileiras.




O conceito apresentado envolve o desenvolvimento de um míssil brasileiro a partir do sistema CAMM – inicialmente chamado de AV-MMA, e o aproveitamento de todas as tecnologias e veículos já desenvolvidos para o Sistema ASTROS 2020, um dos produtos mais bem-sucedidos da AVIBRAS. O projeto conta com cerca de 70% de conteúdo nacional.

O CAMM representa a nova geração de sistemas de mísseis para defesa antiaérea da MBDA, oferecendo proteção completa contra todos os alvos aéreos conhecidos ou previstos. É chamado de modular por conta da possibilidade de utilização do mesmo sistema pelas três Forças, o que reduz custos de desenvolvimento, manutenção, suporte e logística.

“Esta é mais uma ação de fortalecimento da indústria brasileira de Defesa que a MBDA promove em parceria com a AVIBRAS, por meio da qual proporcionamos o desenvolvimento de tecnologias nacionais a partir de sistemas de alta tecnologia”, diz Ricardo Mantovani, executivo regional de Vendas da MBDA.

O sistema CAMM já foi contratado pela Real Marinha Britânica e pela Marinha Real Neozelandesa, e está atualmente em análise por outros países também para utilização naval. Suas versões para Terra e Ar estarão disponíveis a partir de 2016.

Performance do CAMM

O CAMM é um projeto de defesa antiaérea de média altura multiplataforma.Tanto para emprego Naval como Terrestre. Substituirá o míssil Rapier (terrestre) e o Sea Wolf (Naval).

O modo de lançamento é vertical o que o torna habilitado para emprego em plataformas navais.

Alcance Máximo + 25 km
Alcance Mínimo < 1km
Velocidade > Mach 2,5
Terrestre - Veículo 4 t capacidade
Naval - Módulos único ou quadruplo

O Projeto AV-MMA

A decisão das duas empresas em apresentar o que seria o AV-MMA (Míssil Média Altura) está no sentimento de que o projeto PANTSIR-S1 não sair do status de projeto.

A sempre negada, mas com rumores crescentes, da associação ou compra da AVIBRAS pela Odebrecht Defesa e Tecnologia leva a que o atual projeto do CAMM / AV-MMA seja adotado pelas Forças Armadas brasileiras.

Em um canto discreto de seu chalé, na LAAD 2013, a AVIBRAS tinha já o estudo conceitual do AV-MMA. Longe dos olhos da imprensa e só para convidados a Diretoria da empresa, liderada por Sami Hassuani, apresentava o projeto para os comandantes militares e o ministro da Defesa.

Neste artigo são publicadas fotos exclusivas tiradas quando da visita do Ministro da Defesa ao chalé da AVIBRAS. Observar que o perfil do míssil lembra muito o do MBDA MICA VL. Então uma possibilidade de o míssil MBDA BVR MICA ser escolhido como míssil BVR caso no Programa F-X2 o Brasil optasse pelo caça Rafale.

O conceito da AVIBRAS ainda está em desenvolvimento incluindo a parte de canhões da Rheinmetall (sucessora do grupo suíço de canhões Oerlikon)

Todos os sistema serão montados em plataformas do ASTROS 2020. Atualmente está em uso o chassi da empresa Tcheca TATRA. Há opções para trocar por outra plataforma, mas a experiência negativa com o boicote da Mercedes-Benz, na venda à Malásia tem impedido a opção pela também alemã MAN e a sua associação com aRheinmetall, criando a RMMV.

Informalmente as empresas MBDA e AVIBRAS Aeroespacial anunciaram o projeto durante evento em Brasília sobre segurança de grandes eventos, em outubro passado.



17 novembro 2014

Em Defesa, governo alterna licitações com escolhas diretas

Sergio Barreto Motta | Monitor Digital

No setor bélico – ou, como se diz, na área de “Defesa” – as declarações são poucas, mas os comentários de pé de ouvido são muitos. Recentemente, Paris recebeu a Euronaval, feira de armamento onde os brasileiros participaram através da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa (Abimde). E não faltaram comentários de gente ligada à Base Industrial de Defesa (BID). No estande da BAe Systems, a Marinha do Brasil anunciou que suas futuras corvetas terão radares desse grupo inglês, em associação com a brasileira Bradar – de propriedade da Embraer e que foi contratada para produzir o radar Saber, desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército para uso em instalações terrestres e detecção de alvos aéreos a curta distância.

Muita gente ficou perplexa ao saber que a Marinha não fez processos de seleção, seja para a escolha da fornecedora estrangeira, nem para a escolha da parceira nacional. Os críticos dizem que há alemães, australianos, franceses, italianos, suecos, israelenses e russos produzindo equipamentos similares ou até mesmo de tecnologia mais recente. E, por aqui, teriam condições de disputar o negócio brasileiras como Iacit, Mectron, Atmos, Omnisys e Avibras.

Uma fonte confidencia à coluna: “Um processo formal de seleção seria importante para não deixar qualquer tipo de dúvida quanto às escolhidas BAe e Bradar serem as que melhor atenderão às necessidades da Marinha do Brasil em termos de tecnologia de ponta, de condições de fornecimento, de transferência de conhecimento, de conteúdo local e de preço”. Para essa fonte, o fato de a Bradar ser uma Empresa Estratégica de Defesa (EED) jamais poderia ser fator determinante, pois há outras nacionais que também são EED.

Em outro fórum – o Seminário de Proteção de Grandes Eventos, organizado pelo Exército brasileiro e pela Embaixada britânica – foi divulgado que o míssil de defesa antiaérea a ser colocado nas novas corvetas será fornecido pela Avibras em parceria com a gigante européia MBDA, que também tem a inglesa BAe Systems como uma de suas proprietárias majoritárias. O míssil Sea Ceptor, selecionado pelo Brasil, é o mesmo que foi recentemente adotado pela Marinha inglesa. Esta decisão também teria sido tomada sem que fosse conduzido processo formal de seleção.

CAMM Sea Ceptor
Abrindo nova frente, a Marinha brasileira acaba de publicar contrato para a compra de outros tipos de mísseis da MBDA por 131 milhões de euros. Foi comentado com esta coluna: “Uma contradição estaria no fato de a Força Aérea Brasileira ter investido muito dinheiro, durante anos, na brasileira Mectron, para a produção de mísseis genuinamente nacionais. Além disso, continua gastando muito no desenvolvimento conjunto de moderno míssil ar-ar com a Denel, empresa sul-africana capacitada e experiente neste tipo de artefato. O investimento que já foi feito e o trabalho que vem sendo realizado por Mectron e Denel poderiam ser expandidos para resultar em míssil antiaéreo perfeitamente adequado às necessidades das novas corvetas e, posteriormente, aperfeiçoados para instalação nas futuras fragatas de grande porte. A vantagem em não adicionar novo míssil estaria na propriedade intelectual e no menor preço decorrente da evolução de tecnologias já transferidas e existentes no país. A Avibrás poderia continuar dedicada à sua comprovada vocação para desenvolver e fabricar os artefatos disparados através do Sistema Astros e destinados a ações contra alvos na superfície”.

Há que se elogiar que o governo brasileiro vem dando destaque ao rearmamento nacional, mas mantém uma política estranha, em que tanto abre licitações democráticas, como privilegia certas empresas nacionais e alguns gigantes estrangeiros sem maiores explicações, o que ocorreria se houvesse melhor diálogo com a elite empresarial nacional.

A400M francês estreia na Operação Sangaris, na África

Poder Aéreo

Na quinta-feira, 13 de novembro, o Ministério da Defesa da França divulgou nota sobre o primeiro pouso no aeroporto de Bangui, na República Centro-Africana, realizado por um avião de transporte Airbus A400M Atlas do Esquadrão 1/61 Touraine da Força Aérea Francesa. Foi uma missão de ressuprimento técnico em que o avião desembarcou 7,4 toneladas de equipamento de apoio para a Operação Sangaris, realizada pelas Forças Armadas Francesas na região. 


A400M na Operação Sangaris - foto 2 Min Def França

O voo foi realizado a partir da Base Aérea 123 de Orleans, na França, e teve uma escala em N’Djamena, no Chade. Segundo a nota do ministério, o A400M se adequa às necessidades estratégicas francesas de transporte para a operação, podendo transportar entre 20 e 30 toneladas e economizando meios e tempo em relação a aeronaves utilizadas anteriormente.

A Operação Sangaris envolve 2000 tropas francesas, juntamente com 6.700 homens da MINUSCA (Multidimensional Integrated Stabilization Mission in the Central African Republic) da Organização das Nações Unidas (ONU), tendo sido lançada em dezembro de 2013 pelo presidente da República Francesa com o objetivo de restaurar a segurança na República Centro-Africana.



Especialista taiwanês diz que radar chinês consegue detectar caça ‘invisível’ F-22

EFE

Taipé, 16 nov (EFE).- Um novo radar chinês, apresentado na Exposição de Aviação e Aeroespacial Internacional da China, que terminou neste domingo em Zhuhai, pode localizar os supostamente indetectáveis caças F-22 dos Estados Unidos, afirmou um especialista taiwanês.


JY-26-radar

Su Guan-chiun, editor da revista militar taiwanesa Internacional de Defesa, disse em artigo publicado hoje que as informações disponíveis apontam que o novo radar pode detectar caças americanos furtivos da quinta geração, como o F-22.


Os novos sistemas de radar desenvolvidos pela China ajudarão a resistir ao crescente uso de aviões furtivos de outros países e permitir à potência asiática fortalecer suas defesas.

O novo radar, com o código JY-26 (foto acima), foi apresentado junto com outros quatro sistemas de detecção chineses com os códigos CJL-20, CJL-2V, CJL-8B e JY -27A, e foi especialmente projetado para localizar caças furtivos da quinta geração.

O JY-26 dispõe de grande precisão em suas detecções e monitoramentos de alvos e tem um alcance operacional de 500 quilômetros, segundo dados do fabricante.


A imprensa chinesa, por sua vez, disse que o radar JY-26 tinha detectado um caça F-22 quando voava sobre a Coreia do Sul durante um recente exercício militar.


Braço da Odebrecht cria sistema de orientação de caças para a FAB

Empresa tem também diversos contratos com Exército e Marinha


Maurício Tuffani | Folha de SP

Um caminhão fortemente armado ataca um posto militar. Um soldado avisa sobre a situação com um tablet. A centenas de quilômetros dali, os dados são processados em um centro de controle que envia para o avião de combate mais próximo do ataque orientações para localizar e destruir o veículo agressor.

No avião, o piloto recebe numa tela essas informações, confirma a operação, desliga o radar para não ser localizado por outra aeronave e segue guiado pelo centro de controle. Minutos depois, ele comprova visualmente a situação, recebe autorização para destruir o veículo agressor e dispara um míssil ar-terra.

Na verdade, tudo isso aconteceu apenas virtualmente. O "piloto" era o próprio repórter da Folha e o "soldado" que inseriu os dados no tablet era o engenheiro André Brummer, diretor de contratos da Mectron, em São José dos Campos (SP), divisão da Odebrecht Defesa e Tecnologia.

A Mectron está testando a forma final do LinkBR2, um sistema que a empresa desenvolve para a FAB para integrar e processar em tempo real informações entre aeronaves e centros de controle.

Assinado em dezembro de 2012, o contrato no valor de R$ 193 milhões, com dispensa de licitação, prevê até julho de 2017 a conclusão do sistema, desenvolvido por 91 técnicos sob o comando de Brumer, que estima haver pouco mais de cinco países que utilizem essa tecnologia.

"O projeto envolve o desenvolvimento integral no Brasil. É uma oportunidade para a indústria nacional adquirir novas tecnologias", defende o brigadeiro-do-ar José Augusto Crepaldi Affonso, presidente da Copac (Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate).

Segundo ele, o LinkBR2 será instalado inicialmente em quatro caças supersônicos F-5M, quatro turbohélices nacionais Supertucano A-29, dois aviões-radar Embraer E-99M e em estações de solo.

A Mectron também produz mísseis de diversos tipos para o Exército, a Marinha e a FAB, além de radares de bordo para aviões e sistemas de eletrônica embarcada para foguetes do programa espacial brasileiro e dos satélites Cbers, feitos em parceria com a China.

Fundada em 1991, a empresa teve seu controle acionário adquirido em 2011 pela Odebrecht Defesa e tecnologia.

A empresa também participa de programas da Marinha, como o Prosub, de fabricação de quatro submarinos de propulsão convencional em parceria com a empresa francesa DCNS e do primeiro de propulsão nuclear brasileiro.



16 novembro 2014

Estado Islâmico diz ter executado refém norte-americano

Vídeo sobre suposta decapitação foi divulgado pelo grupo neste domingo.
Extremistas reivindicam também decapitação de 20 soldados sírios.


Do G1, com agências internacionais

O Estado Islâmico (EI) informou ter executado o refém americano Peter Kassig, sequestrado na Síria por esse grupo jihadista, em um vídeo divulgado neste domingo (16) na internet no qual também é mostrada a decapitação de cerca de 20 soldados sírios, informaram as agências de notícias AFP, EFE e BBC.

Em vídeo divulgado na internet, IS diz ter executado refém norte-americano Rahman Kassig (Foto: AFP Photo-Kassig Family)Em vídeo divulgado na internet, IS diz ter executado refém norte-americano Rahman Kassig (foto acima), sequestrado quando atuava como agente humanitário na Síria (Foto: AFP Photo-Kassig Family)

No final de uma gravação de 15 minutos, um extremista do EI aponta para uma cabeça ensanguentada colocada a seus pés e declara que ela era a de Kassig, que tinha fundado uma organização humanitária após combater pelo exército americano no Iraque.

O jovem havia se convertido ao islamismo e fazia trabalho humanitário na Síria quando foi capturado, em 2013.

Agências internacionais afirmam que não foi possível, até o momento, confirmar a autenticidade das imagens.

No último dia 14, o grupo jihadista executou um de seus dirigentes acusado de malversação de fundos e de roubo - informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) "O EI executou um de seus altos dirigentes, de nacionalidade síria, decapitando-o e crucificando-o" na província de Deir Ezzor, anunciou o Observatório. Segundo essa fonte, ele era acusado de "pegar dinheiro de muçulmanos (...) e de desviar fundos do Estado Islâmico".

Com frequência, os jihadistas executam indivíduos acusados de crimes diversos, como roubo e o descumprimento de sua interpretação radical da lei islâmica.

Em um relatório divulgado na sexta-feira em Genebra, a ONU acusou o EI de cometer crimes contra a humanidade e crimes de guerra na Síria, onde o grupo controla várias áreas, entre elas a maior parte de Deir Ezzor, província petroleira do leste do país.

A comissão que investigou os ataques estabeleceu uma longa lista de crimes, documentados por cerca de 300 depoimentos de vítimas e testemunhas, com assassinatos em massa contra grupos étnicos e religiosos, decapitações, escravidão sexual e gravidez forçada.


13 novembro 2014

Navios russos são destaque em exposição na França

A exposição do Escritório Central de Design Naval Almaz tornou-se uma verdadeira sensação. Submarinos também ganharam destaque.


Serguêi Ptítchkin, especial para Gazeta Russa

Na Exposição Internacional de Tecnologia e Armamento Militar Naval Euronaval 2014, que ocorreu entre 27 a 31 de outubro em Paris, a Rosoboronexport (empresa estatal russa responsável pela exportação de equipamento militar) expôs pela primeira vez no exterior navios de superfície e submarinos que não deixam nada a desejar aos concorrentes ocidentais.

A exposição do Escritório Central de Design Naval Almaz tornou-se uma verdadeira sensação.

“Realmente, aquilo que estamos fazendo hoje não possui análogos no mundo. Havia muitos navios de alta velocidade com pequeno deslocamento. Mas é preciso destacar que quanto maior a velocidade da embarcação, mais complexa é a sua manutenção, incluindo a manutenção dos sistemas de combate”, disse o diretor e designer geral da empresa, Aleksandr Shliakhtenko.

Em altas velocidades surge o efeito "tábua de lavar roupa" – é como se o navio estivesse se locomovendo sobre rochas, e aguentar isso durante um tempo prolongado é difícil tanto para as pessoas quanto para os mecanismos.

“Nós criamos um fundo mecanizado utilizando tecnologias da aviação. A nossa lancha de patrulha interceptora Sobol tem hoje uma velocidade de 52 nós, não teme as ondas e está equipada com poderoso armamento. Em grande velocidade e na presença de ondas, ela se move como um carro na autoestrada. O seu raio de ação é de 700 milhas e a autonomia é de cinco dias. Ela é o nosso orgulho. Não existe nada parecido nem no Ocidente, nem no Oriente”, completou Shliakhtenko.


Project 12200 Sobol
A exposição Euronaval-2014 confirma isso. A Marinha e o Serviço Federal de Segurança encomendam grandes quantidades dessas lanchas para a Guarda Costeira. Elas também possuem grande potencial de exportação.

“Outo motivo de orgulho para nós é a corveta Tigre, do projeto 20382. Ela reconhecidamente ocupa o terceiro lugar no ranking das melhores corvetas do século 21. O projeto Tigre, sem qualquer dúvida, é um navio inovador. Ele tem um poderoso e equilibrado armamento, condições suficientemente confortáveis de acomodação da tripulação e excelente navegabilidade.”

Project 20382 Tigre
Segundo Shliakhtenko, a era da construção de uma nova geração de navios teve início na Rússia a partir desse projeto.

“O mais importante é que, em primeiro lugar, a Marinha da Rússia foi equipada com as melhores corvetas do mundo. Quatro navios já passaram a integrar a frota do Báltico. Agora estamos oferecendo as corvetas Tigres para exportação. O interesse em relação a elas está crescendo no mundo. Esses navios levam a bordo 8 mísseis de cruzeiro Uran e 8 mísseis de cruzeiro Kalibr ou Iakhont."

A defesa contra ataques aéreos é composta pelos sistemas de mísseis e artilharia antiaérea Kashtan e pelos lança-foguetes Palma, Igla e Rif. O armamento de artilharia é constituído por um canhão de disparo rápido de 100 mm e por armas automáticas AK-630M de seis de canos 30 mm. As corvetas também estão equipadas com sistemas de torpedos e de defesa antitorpedos.

Existe até um lançador de foguetes contra sabotagem DP-64. O navio pode transportar a bordo um helicóptero antissubmarino Ka-28 ou um helicóptero de alerta precoce Ka-31.

Submarinos

Os submarinos do Escritório de Design Malaquita de São Petersburgo constituíram outra sensação do salão Euronaval-2014. Existem apenas dois deles, mas desde o primeiro dia da exposição eles estiveram no centro das atenções.

Os pequenos submarinos que levavam o nome de Piranha passaram a integrar a frota do Báltico no final da década de 1980 e imediatamente se tornaram uma dor de cabeça para as forças navais da OTAN. No entanto, na década seguinte, eles foram excluídos da frota e, posteriormente, completamente descartados.

Project 865 Piranha
Agora, vários tipos de Piranhas foram projetados simultaneamente no Escritório de Design Malaquite em um novo patamar tecnológico. São submarinos de sabotagem destinados às forças especiais da Marinha e submarinos de combate completos, denominados de Piranhas-T. Eles foram projetados para navegar em locais rasos e são automatizados ao máximo. A tripulação do submarino Piranha é de três pessoas e a do Piranha-T, de cinco.

De acordo com o designer-chefe, Igor Karavaev, o Piranha T pode ser controlado por apenas uma pessoa, tão alto é o seu nível de automação. Além disso, esses submarinos apresentam um nível de ruído muito baixo.

O armamento do Piranha-T consiste de dois tubos de torpedos de 533 mm, dentro dos quais também podem ser dispostos mísseis de cruzeiro. Também há lançadores de popa para torpedos de calibre 324 mm – há seis unidades deles. Além disso, o submarino transporta oito minas.

De modo geral, o salão militar naval Euronaval-2014 foi mais modesto do que a exposição realizada em 2012. Mas, ainda assim, havia novidades interessantes. Principalmente projetos conceituais para os navios de um futuro próximo, bem como numerosos veículos subaquáticos automatizados não tripulados. Manteve-se a tendência de projetar navios com uma superfície reflexiva mínima.