22 agosto 2014

Caminhões russos com ajuda humanitária entram na Ucrânia

Cerca de 70 veículos atravessaram a fronteira sem a Cruz Vermelha.
Governo de Kiev disse que entrada é 'invasão'.


Do G1, em São Paulo

Os primeiros caminhões do comboio humanitário russo atravessaram nesta sexta-feira (22) a fronteira ucraniana e alcançaram a zona de trânsito alfandegária. Cerca de 70 caminhões já entraram no país, informou a Reuters.

Os primeiros 20 caminhões a atravessarem a fronteira foram acompanhados de rebeldes pró-Rússia.

Guarda de fronteira russo abre portão nesta sexta-feira (22) para entrada na Ucrânia dos primeiros caminhões com ajuda humanitária enviados pela Rússia (Foto: Sergei Grits/AP)Guarda de fronteira russo abre portão nesta sexta-feira (22) para entrada na Ucrânia dos primeiros caminhões com ajuda humanitária enviados pela Rússia (Foto: Sergei Grits/AP)

Moscou havia anunciado alguns minutos a decisão de enviar para Lugansk, leste da Ucrânia, o comboio, que estava estacionado perto da fronteira há mais de uma semana, por considerar que todos os "pretextos" para novos adiamentos haviam se esgotado.

"Todos os pretextos destinados a retardar a entrega de ajuda às zonas em situação de catástrofe humanitária se esgotaram. A Rússia decidiu agir. Nosso comboio com ajuda humanitária está seguindo para Lugansk", afirma um comunicado do ministério das Relações Exteriores, segundo a France Presse.

'Invasão'

Autoridades ucranianas disseram nesta sexta que o fato representa uma "invasão direta" pela Rússia.

"Eles entraram na Ucrânia sem autorização ou participação da Cruz Vermelha Internacional ou dos guardas de fronteira (ucranianos)", disse o porta-voz militar Andriy Lysenko a jornalistas.

"Consideramos isso uma invasão direta da Ucrânia pela Rússia", disse o chefe de segurança nacional ucraniano, Valentyn Nalivaychenko, em uma declaração separada a jornalistas.

Apesar disso, Nalivaychenko disse que a Ucrânia quer evitar qualquer "provocação" e não atacará o comboio.

"A Ucrânia vai coordenador com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha para que nós, Ucrânia, não estejamos envolvidos em (acusações de) provocações de que nós estamos impedindo ou usando força contra os veículos da chamada ajuda", disse.

Questionado se a Ucrânia poderia usar ataques aéreos contra o comboio de caminhões que está dentro de território ucraniano controlado pelos rebeldes separatistas, Nalivaychenko disse: "Contra eles, não".

Cruz Vermelha

Os primeiros caminhões do comboio foram inspecionados na quinta-feira (21) pelos guardas de fronteira e agentes ucranianos da alfândega, um procedimento indispensável para que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) possa distribuir a ajuda à população.

Entretanto, o CICV afirmou nesta sexta que seus representantes não estão acompanhando o comboio humanitário russo que entrou no leste da Ucrânia, pois não receberam "garantias de segurança suficientes".

"Não fazemos parte do comboio de nenhuma maneira", disse à AFP a porta-voz do CICV Victoria Zotikova em Moscou, depois que uma pequena equipe de dirigentes do Comitê informou sobre intensos bombardeios durante a noite no reduto rebelde de Luhansk, leste da Ucrânia e para onde segue o comboio.

As autoridades ucranianas temem desde o início que o comboio, de quase 300 veículos, seja atacado pelos insurgentes e sirva de pretexto para uma intervenção russa. Kiev advertiu que a entrega da ajuda só aconteceria com "garantias".

Moscou respondeu que "todas as garantias indispensáveis foram apresentadas" e que o itinerário previsto do comboio foi verificado pelo CICV.


Guerra na Síria já provocou mais de 191 mil mortes, diz ONU

Organização condenou paralisia internacional que estimula os 'assassinos'.
Número dobrou nos últimos 12 meses.


France Presse

Mais de 191 mil pessoas morreram desde o início da guerra na Síria, em 2011, o que significa mais que o dobro do número divulgado há um ano, anunciou a ONU, que condenou a "paralisa internacional" que estimula os "assassinos".

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos registrou 191.369 casos documentados de pessoas que morreram na Síria entre março de 2011 e o fim de abril de 2014, mais que o dobro dos 93 mil casos registrados há 12 meses.

De acordo com a ONU, não há dúvida de que o cálculo de mais de 191 mil mortes é uma estimativa em baixa a respeito do número real de vítimas fatais.

A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, considerou "escandaloso que, apesar dos enormes sofrimentos, a difícil situação dos feridos, deslocados, detidos e famílias de pessoas assassinadas ou desaparecidas não gere mais atenção".

Em dezembro de 2011, o Alto Comissariado havia registrado mais de 5 mil mortes. Em janeiro de 2013, o balanço já estava em 60 mil óbitos.

O maior número de mortes documentadas pela ONU foi registrado na periferia rural de Damasco (39.393), seguida de Aleppo (31.932), Homs (28.186), Idleb (20.040), Daraa (18.539) e Hama (14.690).

Entre as pessoas mortas, mais de 85% eram homens. Como em balanços anteriores, a ONU não tem condições de estabelecer uma distinção entre combatentes e não combatentes.

De acordo com as Nações Unidas, 8.803 menores de idade morreram na guerra, sendo 2.165 crianças com menos de 10 anos, mas o número real provavelmente é maior, pois na grande maioria dos casos a idade das vítimas não está documentada.

O terceiro balanço do Alto Comissariado foi elaborado com uma lista combinada de 318.910 mortes documentadas e das quais foram identificadas tanto o nome da vítima como o local e a data da morte.

As fontes utilizadas foram o governo sírio (até março de 2012), o Observatório Sírio dos Direito Humanos (até abril de 2013), o Centro Sírio para as Estatísticas e a Pesquisa, a Rede Síria dos Direitos Humanos e o Centro de Documentação e Violações.


Análise: Hesitação dos EUA na Síria abriu caminho para extremistas

Falta de ação do Ocidente no conflito Síria pode ter alimentado avanço de militantes extremistas e atual crise no Iraque, analisa correspondente de Defesa da BBC.


BBC

Desde que os EUA desistiram de realizar ataques aéreos na Síria, um ano atrás, na sequência de um ataque com gás sarin contra civis atribuído ao governo do presidente Bashar al Assad, o número de mortos no conflito dobrou, superando 191 mil.

Além do assustador custo humano, muitos acreditam que a relutância naquela ocasião teve também consequências geopolíticas para a região, permitindo o fortalecimento de grupos radicais que hoje desembocaram no autodenominado Estado Islâmico (EI).

Hoje, os EUA usam seu poderio aéreo para tentar mudar o equilíbrio de forças na região - mas não na Síria, e sim no Iraque, considerado um Estado que se desmorona diante da ameaça dos grupos radicais islâmicos.

Uma das questões que se destacam é se a falta de ação militar na Síria, um ano atrás, fomentou o caos regional a que assistimos hoje.

Hesitação na Síria

Um ano atrás os eventos na Síria ainda eram vistos como uma extensão da Primavera Árabe. Em outros países, líderes que ocupavam o poder havia anos tinham sido derrubados pela pressão popular. Na Síria, o presidente Bashar al-Assad estava determinado a manter sua posição.

As divisões na oposição síria jogaram a favor de Assad e complicaram as dimensões regionais do conflito. Países sunitas, como a Arábia Saudita, apoiaram várias facções opositoras, enquanto o Irã apoiou o regime de Assad.

O Ocidente flertou com grupos opositores, mas a desunião deles e a falta de resolução das nações ocidentais impediram uma decisão sobre fornecer ou não armas a esses grupos.

Foi então que Assad aparentemente usou armas químicas contra seu próprio povo. Diferentemente de outras ocasiões, as provas deste ataque eram claras e exigiam uma reação. O presidente americano, Barack Obama, estava sob pressão para responder ao desrespeito de uma "linha vermelha" que ele próprio estabelecera: o uso de armas químicas por parte do governo sírio contra sua população civil.

Como se sabe, o ataque americano nunca ocorreu. O Parlamento britânico se opôs a uma ação conjunta com os EUA e enfraqueceu uma autorização semelhante que buscasse aprovação do Congresso americano para uma ação militar.

A alternativa diplomática, costurada entre Washington e Moscou com apoio da comunidade internacional, foi elaborar um plano conjunto para destruir os estoques de armamentos químicos do governo sírio.

Foi um capítulo memorável na história do controle de armas. Mas não interrompeu o derramamento de sangue no país.

A remoção do estoque de armas químicas da Síria foi, de certa maneira, uma distração: agora, as atenções estavam voltadas unicamente para a questão das armas químicas.

Enquanto isso, grupos considerados pelo Ocidente como uma "oposição moderada" foram acossados por um novo e perigoso inimigo.

Jihadistas

Extremistas islâmicos ligados a um ramo da al-Qaeda tinham sido, por muito tempo, uma fonte de preocupação no Ocidente.

A capacidade deles de cooptar islâmicos moderados e enfrentar combatentes apoiados pelo Ocidente foi um dos motivos citados para justificar a relutância em fornecer armamento ocidental a combatentes da oposição. Afinal, nas mãos de quem esse armamento poderia acabar?

Os críticos de Obama - alguns dos quais defendiam o uso de ataques aéreos não apenas para punir, mas derrubar o regime de Assad – acreditavam que a Casa Branca tinha perdido uma oportunidade para mudar o equilíbrio militar na Síria de uma vez por todas.

Em vez de fortalecer a oposição moderada, eles argumentam, houve espaço para que os elementos mais radicais da oposição - os jihadistas - prosperassem. Esses grupos se expandiram e desembocaram no autoproclamado Estado Islâmico, que agora controla uma faixa de território na Síria e no Iraque.

Muitos se perguntam por que os EUA atacam o Iraque e não atacaram a Síria. Para alguns, a resposta é fácil: petróleo.

É verdade que o Iraque, por muitas razões, é visto como um país com uma maior importância estratégica. Além disso, os EUA herdaram uma responsabilidade no país que invadiram em 2003.

Os EUA são um aliado de longa data dos curdos e receberam um pedido explícito para a intervenção do governo em Bagdá. A opinião em Washington é a de que não há uma ordem constitucional no Iraque.

É difícil prever o que teria acontecido na Síria se Obama tivesse mantido sua promessa de realizar ataques aéreos. Mas ficou claro que, sem impedir a desintegração da Síria, chegou-se a uma situação em que a integridade do Iraque também está sob ameaça.

O Estado extremista que hoje controla territórios nos dois países pode um dia exportar sua violência para locais ainda mais distantes.

21 agosto 2014

Israel recruta mais 10 mil reservistas para operações na Faixa de Gaza

O Exército de Israel recebeu permissão para recrutar mais 10 mil reservistas para a operação militar na Faixa de Gaza, que foi retomada esta semana após um longo cessar-fogo, anunciou uma fonte do comando militar.


Voz da Rússia

Segundo a fonte, sem novo recrutamento permanecem de 20 a 25 mil reservistas dos mais de 80 mil mobilizados no meio da operação. Os restantes foram enviados a suas casas após a retirada das tropas da Faixa de Gaza.

A operação Margem Protetora continua há 45 dias. Durante este tempo, mais de dois mil palestinos, 66 israelenses e um trabalhador da Tailândia morreram.

A atual fase dos combates, que começou na terça-feira após uma violação do armistício, se limita à troca de ataques remotos, mas o ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, não descartou, na véspera, a entrada de tropas terrestres na Faixa de Gaza.



Caças japoneses colocados em estado de alerta devido a dois aviões russos

Os caças das Forças de Autodefesa do Japão foram colocados em alerta devido à aproximação de dois bombardeiros russos Tu-95, afirma um comunicado do Estado-Maior Conjunto das Forças de Autodefesa.


Voz da Rússia

De acordo com os mapas de voo apresentados, sua rota passava sobre as águas do mar do Japão de norte a sul até a fronteira do mar da China Oriental, e depois sobre o oceano Pacífico ao longo da costa leste do arquipélago japonês. Depois disso, as aeronaves partiram em direção a Sacalina (Rússia).

As violações do espaço aéreo do Japão não foram registradas. Por enquanto, não foi divulgado qualquer comentário oficial do Ministério das Relações Exteriores do Japão.

O Ministério da Defesa da Rússia tem afirmado repetidamente que durante os voos planejados sobre as águas neutras do mar do Japão e do Pacífico, os aviões da Força Aérea da Rússia e da aviação naval não violam o espaço aéreo do Japão.


EUA não conseguiram resgatar reféns do Estado Islâmico

O Pentágono confirmou nesta quinta-feira (21) que o exército dos EUA tentou há dois meses resgatar reféns americanos que estavam em poder do Estado Islâmico na Síria, informação inicialmente divulgada pelo jornal The New York Times.


Voz da Rússia

A operação é revelada dois dias após a facção divulgar em vídeo a morte do jornalista James Foley, sequestrado em 2012 e decapitado por um militante nas imagens, e ameaça matar outro repórter, Steven Sotloff.

À publicação, militares disseram que 24 integrantes da Força Delta, grupo de elite do exército, chegaram de helicóptero a uma localidade do norte sírio e tentaram invadir uma refinaria, onde estariam os reféns.

Quando eles chegaram, no entanto, os sequestrados já não estavam mais no local. Nem eles nem o Pentágono confirmam quantos e quais reféns eles pretendiam resgatar no local.

Ao tentar sair, os soldados foram cercados por um grupo de extremistas do Estado Islâmico, com quem trocaram tiros. O confronto durou alguns minutos até que os helicópteros que os trouxeram puderam resgatá-los.

Um dos militares americanos ficou ferido no enfrentamento e um helicóptero esteve no alvo dos militantes, mas todos os soldados foram resgatados em segurança. Os membros do governo americano dizem que alguns extremistas foram mortos.

Esta é a primeira vez que os Estados Unidos reconhecem ter entrado na Síria desde o início da guerra civil, em 2011. O secretário de Justiça americano, Eric Holder, confirmou que uma investigação foi aberta sobre a morte de James Foley.



Força Aérea dos EUA realiza mais seis ataques contra Estado Islâmico

A Força Aérea dos EUA (USAF, na sigla em inglês) realizou mais seis ataques aéreos contra as posições do grupo Estado Islâmico, perto de cidade de Mosul, no Iraque, anunciou o comando central dos EUA.


Voz da Rússia

Os ataques aéreos de caças e bombardeiros destruíram ou danificaram quatro veículos e inúmeros locais de armazenamento de explosivos improvisados.

De acordo com o comando, todos os caças norte-americanos deixaram com sucesso a zona da operação. Um dia antes, os Estados Unidos informaram sobre a realização de 14 ataques aéreos contra jihadistas no Iraque.


Lavrov e Steinmeier discutem medidas para cessar-fogo na Ucrânia

O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, discutiu durante uma conversa telefônica com seu homólogo alemão, Frank-Walter Steinmeier, os passos para alcançar um cessar-fogo sustentável na Ucrânia, bem como o início de um diálogo nacional.


Voz da Rússia

"Os ministros continuaram a discutir a situação na Ucrânia, prestando atenção especial aos problemas práticos da passagem do comboio de ajuda humanitária da Rússia", afirma um comunicado divulgado esta quinta-feira no site do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

Os lados também discutiram "os esforços conjuntos para acordar medidas que promovam um cessar-fogo sustentável e o início de um diálogo nacional na Ucrânia em conexão com o desenvolvimento das negociações realizadas durante a reunião de ministros das Relações Exteriores da Rússia, Alemanha, França e Ucrânia em Berlim em 17 de agosto" de 2014.



Fogo de artilharia em Donetsk, cidade fica sem eletricidade

No centro de Donetsk, ouvem-se novamente os disparos de artilharia, a cidade ficou sem eletricidade, relata a RIA Novosti.


Voz da Rússia

Em particular, não há eletricidade no centro de Donetsk.

Os bombardeios de Donetsk têm sido constantes nos últimos dias. Como informou anteriormente a prefeitura, os ataques realizados esta quinta-feira feriram três civis.

De acordo com o gabinete do prefeito, na cidade, devido aos combates, 378 subestações transformadoras ficaram inoperacionais. Nos bairros onde não há bombardeios, os eletricistas continuam a restabelecer o fornecimento de energia, afirmam as autoridades de Donetsk.



Poroshenko afirma que vai a Minsk "negociar a paz" em Donbass

O presidente da Ucrânia, Piotr Poroshenko, chegará, em 26 de agosto, a Minsk (Bielorrússia) para "negociar a paz" no Sudeste do país, informou esta quarta-feira o serviço de imprensa do presidente ucraniano.


Voz da Rússia

Mais cedo, o serviço de imprensa do Kremlin informou que, em 26 de agosto, o presidente russo, Vladimir Putin, visitará Minsk, onde participará de uma reunião de líderes dos países da União Aduaneira com o presidente da Ucrânia, Piotr Poroshenko. O evento também contará com a participação de representantes da Comissão Europeia.

"A Ucrânia quer a paz", declarou o presidente durante a sua viagem de trabalho à cidade de Nikolaev. Em 26 de agosto, ele informou que irá a Minsk com um "time forte", composto por três altos representantes da União Europeia, para "negociar a paz".


Provedor da Ucrânia: haverá informações sobre Stenin não antes de segunda-feira

A polícia ucraniana se comprometeu a dar informações sobre o destino do repórter fotográfico da agência Rossiya Segodnya, Andrei Stenin, ao provedor de direitos humanos na próxima segunda-feira, informou o chefe do serviço de imprensa do provedor, Mikhail Chaplyga.


Voz da Rússia

Mais cedo, a comissária para os Direitos Humanos na Ucrânia, Valeria Lutkovskaya, havia enviado pedidos às autoridades competentes do país para ajudarem na investigação do desaparecimento de Stenin.

"Tentei obter (resposta da polícia - ed.), mas, por enquanto, eles ainda não fizeram um projeto de carta. Eles pedem pelo menos dez dias. A partir dai, dez dias terminam na próxima segunda-feira. Normalmente isso demora 30 dias, mas eles prometeram fazer tudo de acordo com o procedimento de investigação acelerado. Dizem que têm uma imensa quantidade de trabalho e, além disso, são obrigados a escrever algumas cartas", disse Chaplyga.



Poroshenko reconheceu ineficácia da guerra

O presidente da Ucrânia, Piotr Poroshenko, começa reconhecendo sua derrota. Numa reunião em Kiev com o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos Jeffrey Feltman ele reconheceu que a situação no leste não poderá ser resolvida apenas por meios militares. Anteriormente Poroshenko tinha referido a ineficácia do anterior plano militar e anunciou a preparação de um novo.


Nina Antakolskaya | Voz da Rússia

Os militares ucranianos receberam ordens para alterar a tática da operação militar no leste do país. As ações anteriores custaram um preço elevado, reconheceu o presidente Poroshenko. Por isso o exército recebeu indicações para se reagrupar, dividir os milicianos em várias partes e continuar a ofensiva. Essencialmente não há nada de novo. Apenas o reconhecimento que o caminho escolhido não permitiu atingir o objetivo. Mas Poroshenko não tenciona reconhecer a essência de seu erro, considera o perito do Instituto de Estudos Estratégicos Russo Azhdar Kurtov:

“O presidente da Ucrânia se agita, está constantemente alterando sua tática e estratégia. Também há muitas baixas tanto entre a população civil, como entre os militares das forças armadas ucranianas. Tudo isso indica que a tentativa artificial de resolver a situação sem recorrer ao caminho mais viável em caso de qualquer conflito, ou seja as negociações com a parte adversária, as tentativas de perceber o que é que essas pessoas querem, a aposta exclusivamente na força não se justifica”.

Por isso começam se ouvindo conversas sobre a impossibilidade de resolver a situação no leste exclusivamente por métodos militares. Piotr Poroshenko falou disso, nomeadamente, ao representante do secretário-geral da ONU, Jeffrey Feltman. São palavras muito certas. Só que elas podem esconder uma artimanha, avisa o perito Azhdar Kurtov:

“Isso pode subentender objetivos completamente diferentes. Por um lado, o fato de Poroshenko querer realmente negociar, cessando entretanto as hostilidades. Ou então será uma coisa completamente diferente se ele, por impossibilidade de vencer por meios militares e necessidade do uso de meios políticos subentender o uso de pressões por parte dos países ocidentais sobre os milicianos e sobre a Rússia”.

No dia 26 de agosto Piotr Poroshenko irá viajar para Minsk, capital da Bielorrússia, para a cúpula dos líderes da União Aduaneira: Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão. Esta será praticamente sua primeira reunião com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, se não tivermos em conta a curta conversa tida nas comemorações da Normandia no início do verão. Por isso, Poroshenko não virá sozinho, mas com um grupo de apoio da União Europeia: a chefe da diplomacia europeia Catherine Ashton e três comissários europeus.

Esse encontro é necessário, nem que seja porque a Ucrânia se considera ameaçada pelo perigo russo e por essa razão está sempre pedindo ajuda financeira, militar e política ao Ocidente. Os políticos terão mais facilidade em se entenderem se se olharem nos olhos. Contudo, não devemos depositar demasiadas esperanças nesse encontro, sublinha o perito Vladimir Bruter:

“Se dissermos que Poroshenko tem seu próprio ponto de vista sobre o problema seria um exagero muito otimista. Suas opiniões possuem um caráter conjuntural. Se lhe dizem que ele pode obter uma vitória militar, ele avança. Se lhe parece que agora isso é pouco provável, ele para e diz que o Ocidente o deve ajudar com armamento para obter essa vitória militar. A posição de Poroshenko ainda irá mudar muitas vezes. Nós podemos recordar que o poder na Ucrânia já prometeu uma descentralização, mais direitos para as regiões, uma nova constituição e eleições depois da aprovação dessa nova constituição. Onde estão agora todas essas promessas?”

Mas o diálogo tem de ser estabelecido. Tanto com Poroshenko, o qual, autonomamente ou controlado, representa a Ucrânia, como com a União Europeia, que se enredou no conflito ucraniano. Kiev e Bruxelas são obrigadas a reconhecer que suas intenções de vencer rapidamente a resistência no sudeste não obtiveram resultado e que a continuação dos combates resultará em novas vítimas pelas quais, tarde ou cedo, alguém será responsabilizado.

Mas como convencê-los de que o novo plano não deve ser militar, mas um plano de paz?


Hamas diz ter lançado foguetes em poço de gás de Israel

Poço fica a cerca de 30 quilômetros da costa de Gaza.
Se confirmado, ataque será o primeiro do gênero.


Reuters

O grupo militante palestino Hamas afirmou ter disparado dois foguetes contra um poço de gás israelense a cerca de 30 quilômetros da costa de Gaza nesta quarta-feira (20), aparentemente em seu primeiro ataque do gênero.

Os militares de Israel disseram que nenhum míssil atingiu alguma plataforma de gás no mar.

O braço armado do Hamas, envolvido em uma guerra de seis semanas com Israel, declarou em seu site ter lançado dois foguetes contra o poço de gás Noa, de propriedade da Nobel Energy e da Delek .

O poço Noa localiza-se em Yam Tethys, campo de gás quase esgotado a noroeste da Faixa de Gaza. “O gás está bombeando, está tudo normal”, disse um porta-voz da Nobel em um comunicado por email. A Delek não comentou de imediato.

Embora o Noa esteja tecnicamente dentro do alcance dos projéteis do Hamas, as armas não têm precisão e as chances de atingirem uma plataforma relativamente pequena no mar são extremamente baixas.

Por outro lado, as reservas israelenses de gás em alto mar têm atraído grande investimento estrangeiro, e acredita-se que a Marinha proporciona uma proteção robusta à indústria.

Durante conflito recente, estilhaços de um foguete do Hamas caíram perto do Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, levando companhias aéreas dos Estados Unidos e da Europa a suspender voos – um golpe na economia e na reputação de Israel.

Um cessar-fogo entre Israel e os militantes do Hamas, que controlam Gaza, terminou na terça-feira, sem sinal de qualquer acordo de paz duradouro em vista.


20 agosto 2014

Avião militar venezuelano chega com ajuda humanitária à Gaza

Correio do Brasil
Por Redação, com Vermelho - de Gaza

Após cinco dias de trajeto, o avião militar venezuelano, que leva 12 toneladas de ajuda humanitária para os palestinos, chegou nesta segunda-feira ao seu destino: a cidade egípcia de Ismalia, de onde os mantimentos devem ser transferidos por via terrestre para a Faixa de Gaza, conforme combinado anteriormente.

A aeronave, que saiu do Aeroporto Internacional Simón Bolívar no último dia 12 de agosto, está identificada com um emblema da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba). A carga do avião Hércules C130 da Aviação Militar Venezuela é formada por medicamentos, alimentos não perecíveis, roupas, brinquedos artesanais e outros artigos. A tripulação fez paradas no Brasil, Senegal, Argélia e Malta antes de chegar ao destino final.

Segundo o embaixador da Venezuela no Egito, Juan Antonio Hernández, “este envio tem um grande significado, porque resulta de uma coleta nacional realizada com ajuda dos camponeses, operários e dos mais diversos setores populares do país”, publicou a Prensa Latina.

Hernández disse ainda que esta é uma primeira carga urgente. “No Egito realizamos todos os contatos possíveis para que possamos enviar outra carga da Venezuela, em um voo comercial com destino ao Cairo”, afirmou.

O governo da Venezuela deve enviar ainda nesta segunda-feira outras 60 toneladas de ajuda humanitária ao povo da Palestina, de acordo com informações publicadas pela AVN. Na sexta-feira, o ministro venezuelano de Relações Exteriores, Elias Jaua, informou que com este novo lote serão enviados também pontos elétricos, camas, medicamentos, equipamentos médicos e cirúrgicos, entre outros produtos, “a fim de apoiar a reconstrução de 17 hospitais que foram destruídos pelo exército israelense na Palestina”.

O recente conflito Israel-Palestina já provocou mais de 2 mil mortos na Faixa de Gaza, conforme dados atualizados do Ministério da Saúde. O número de mortos, que estava fixado em 1.980, subiu para 2.016 depois que várias pessoas feridas vieram a óbito em hospitais de Gaza, no Cairo e em Jerusalém, locais para onde foram levadas para receber tratamento médico.

Abrigo para crianças palestinas na Venezuela

Os ataques realizados pelo exército israelense deixaram também centenas de crianças sem famílias. Por esta razão, o governo venezuelano, presidido por Nicolás Maduro, anunciou a criação de casas de abrigo para receber essas crianças que devem chegar ao país nos próximos dias.

- Só estamos esperando a resposta do Estado da Palestina sobre a autorização do número de crianças que serão enviadas”, disse o chanceler Jaua, após participar do fórum “Palestina resiste, que o mundo se levanta – realizado sexta-feira passada no Centro Sírio do estado de Anzoátegui.



EUA confirmam confrontos aéreos perto da represa de Mossul

Correio do Brasil
Por Redação, com DW - de Washington, EUA

O Pentágono confirmou a utilização de caças e aeronaves não tripuladas (drones) durante a ofensiva para retomar a represa de Mossul das mãos dos combatentes do “Estado islâmico” (EI), em conjunto com tropas curdas, que avançam por terra.


Na maior ofensiva contra o "Estado Islâmico", caças e drones norte-americanos atuaram em conjunto com tropas curdasNa maior ofensiva contra o “Estado Islâmico”, caças e drones norte-americanos atuaram em conjunto com tropas curdas

No total foram nove ataques aéreos perto da principal represa do país, que destruíram ou danificaram quatro veículos blindados de transporte de tropas, sete viaturas armadas, dois veículos Humvee e um carro blindado, detalhou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), que cobre as regiões do Oriente Médio e da Ásia Central.

Os ataques foram conduzidos no intuito de “apoiar os esforços humanitários no Iraque e proteger instalações e pessoal americanos”. O Centcom afirmou que todas as aeronaves deixaram a zona de ataque em segurança.

De acordo com testemunhas, os ataques aéreos foram iniciados na manhã deste sábado, seguidos de combates por terra durante a tarde. A primeira fase da ofensiva dos combatentes curdos peshmerga, com apoio aéreo americano, concentrou-se em quatro áreas próximas à represa, assim como nas localidades de Mahmuda, Telskuf, Zumar e Tilke.

Essa foi a maior ofensiva conjunta realizada até agora contra as milícias do EI. Tropas curdas afirmam que ao menos 20 jihadistas teriam sido mortos e 11 feridos em consequência dos ataques.

Importância estratégica

As forças curdas perderam o controle da represa no dia 7 de agosto, durante uma ofensiva do EI na qual os extremistas islamistas conquistaram diversos vilarejos e outros pontos importantes da infraestrutura local, como poços de petróleo.

A represa no rio Tigre, localizada a cerca de 50 quilômetros ao norte de Mossul e próxima à capital curda Erbil, fornece energia elétrica para boa parte da região e é fundamental para a irrigação em grandes áreas da província de Nineveh. Havia temores que a barragem de Mossul pudesse ser utilizada como arma pelos jihadistas, para inundar a região.

19 agosto 2014

Hamas faz tour em túnel para 'provar' que Israel não eliminou passagens

Desde o ínício do conflito, 2.016 palestinos e 67 israelenses morreram.
Nesta terça, trégua foi quebrada por foguetes lançados a partir de Gaza.


Reuters

O braço armado do grupo palestino Hamas convidou repórteres e cinegrafistas da agência Reuters para um "tour" por um túnel construído na Faixa de Gaza, após a operação militar de Israel ter afirmado que eliminou as passagens.

O cessar-fogo terminou com o lançamento de três foguetes de Gaza sobre Israel nesta terça-feira (19), e os ataques voltaram na região palestina. Desde o ínício do conflito, 2.016 palestinos e 67 israelenses morreram.

Militantes palestinos das brigadas al-Qassam, braço armado do Hamas, mostram túneis a fotógrafos da Reuters, nesta terça-feira (19) (Foto: Mohammed Salem/Reuters)Militantes palestinos das brigadas al-Qassam, braço armado do Hamas, mostram túneis a fotógrafos da Reuters, nesta terça-feira (19) (Foto: Mohammed Salem/Reuters)
18/8 - Palestinos das Brigadas de Izz el-Deen al-Qassam, braço armado do grupo Hamas, fazem tour por um túnel em Gaza com jornalistas da Reuters, após Israel afirmar que havia destruído todos os túneis de infiltração ao país escavados a partir de Gaza (Foto: Mohammed Salem/Reuters)Jornalistas da agência Reuters acompanharam militantes de braço armado do Hamas em visita a túnel sob Gaza (Foto: Mohammed Salem/Reuters)

Palestinos alertam sobre risco em Gaza sem trégua duradoura

Chefe da delegação palestina alertou que violência pode voltar na região.
Cessar-fogo ampliado por 24 horas termina na noite desta terça.


Reuters

O chefe da delegação palestina nas conversas de paz com Israel alertou, nesta terça-feira, que a violência em Gaza pode irromper novamente a menos que ocorra progresso para um acordo duradouro antes do prazo final de meia-noite para as negociações mediadas pelo Egito. 

Palestinos caminham em meio a ruínas de casas em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, nesta segunda-feira (18) (Foto: Ibraheem Abu Mustafa/Reuters)Palestinos caminham em meio a ruínas de casas em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, nesta segunda-feira (18) (Foto: Ibraheem Abu Mustafa/Reuters)

Após um acordo de última hora para estender o prazo em 24 horas, a fim de buscar uma trégua, Azzam al-Ahmad, importante líder do movimento Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, disse que não houve “nenhum progresso sobre nenhum ponto” nas conversas para resolver o conflito em Gaza.

“Esperamos que cada minuto nas próximas 24 horas sejam utilizados para chegar a um acordo, e caso não aconteça, o círculo de violência continuará”, disse Ahmad.

Ele acusou Israel de “manobrar e estagnar” o processo, à medida que diferenças em alguns pontos principais continuaram a conter os esforços para se chegar a um acordo de longo prazo entre Israel e grupos militantes na Faixa de Gaza, dominada pelo Hamas. Tal acordo ajudaria a entrada de ajuda de reconstrução, muito necessária após cinco semanas de combate.

Um representante do governo israelense disse que os delegados de Israel ainda estavam no Cairo, trabalhando nos detalhes de um possível acordo, embora os lados ainda não tenham concordado em uma versão preliminar.

“A delegação israelense foi instruída a insistir nas exigências de segurança. No momento que houver um acordo, o gabinete será convocado para discussões”, disse um representante, que pediu para não ter o nome divulgado.

Moussa Abu Marzouk, representante do Hamas, acusou Israel de prejudicar as conversas e insistiu, em uma publicação no Twitter, que seu grupo “nunca cederá” na demanda por um acordo amplo.

Um representante palestino em Gaza disse que os pontos principais para um acordo são as demandas do Hamas para construir um porto marítimo e um aeroporto, propostas que Israel quer discutir em propostas posteriores.

Israel, que lançou uma ofensiva em 8 de julho após um surto nos lançamentos de foguetes do Hamas contra o Estado judaico, tem mostrado pouco interesse em fazer grandes concessões, e pediu pelo desarmamento de grupos militantes no enclave de 1,8 milhão de pessoas.

Mas o Hamas reiterou que deixar para trás suas armas não é uma opção.

O Ministério da Saúde palestino disse que número de mortos no conflito é de 2.016, a maioria de civis. No lado israelense, 64 soldados e três civis perderam a vida.

A trégua mais recente é a terceira em 10 dias, quando os combates foram paralisados.


Armas químicas sírias foram destruídas, anuncia Pentágono

Elementos foram neutralizados a bordo do navio militar Cape Ray.
Material incluía elementos para produzir gás mostarda e sarin.


France Presse

Todos os elementos suscetíveis de serem usados para fabricar armas químicas entregues pelo regime de Bashar Al-Assad foram "neutralizados" a bordo do navio militar "Cape Ray", anunciou o Pentágono nesta segunda-feira (18).

MV Cape Ray (T-AKR-9679)

Depois de um telefonema ao capitão do "Cape Ray", o secretário americano da Defesa, Chuck Hagel, confirmou a "neutralização, no mar, dos elementos químicos mais perigosos que a Síria armazenava" e que incluíam material para produzir gás mostarda, além do gás sarin.

Hagel qualificou a destruição como "uma contribuição à segurança do planeta".

O pentágono já havia anunciado, no dia 12 de agosto, que todos os elementos de gás sarin haviam sido neutralizados.

O presidente americano, Barack Obama, comemorou a destruição das armas e advertiu que os Estados Unidos "vão garantir que a Síria mantenha seu compromisso de destruir as instalações que faltam, destinadas a produzir suas armas químicas".

Obama manifestou sua preocupação com as "divergências" e "omissões" nas declarações que a Síria realizou à Organização Internacional para as Armas Químicas (OIAC) e com os relatórios que apontam que armas químicas "ainda são utilizadas" pelo regime sírio contra a rebelião armada".

Após a neutralização, os produtos serão entregues a empresas especializadas no tratamento de resíduos industriais, bem como outros produtos químicos sírios.

Pressionado pela comunidade internacional depois de ataques químicos nos subúrbios de Damasco, o regime sírio do presidente Bashar al-Assad aceitou um plano internacional para destruir seu arsenal de armas químicas.

Em agosto de 2013, ataque com armas químicas atribuído ao governo sírio matou 1.400 pessoas.


18 agosto 2014

Ataques de militantes na Nigéria matam 10 pessoas

Voz da Rússia

Pelo menos dez pessoas morreram na sequência de um ataque de homens armados contra uma série de aldeias no estado nigeriano de Borno, informa esta segunda-feira o portal norte-americano Global Post, citando testemunhas oculares.

Presumivelmente, o ataque foi realizado por militantes do grupo islâmico radical Boko Haram.

Testemunhas afirmam que os moradores da aldeia de Krenuwa foram obrigados a escapar de militantes nos assentamentos próximos, perto da fronteira com o Chade. No entanto, os extremistas conseguiram apanhar os fugitivos e matá-los.



Autoridades da Ucrânia não controlam forças ultranacionalistas

O governo ucraniano não controla o Setor de Direita, de ânimos ultranacionalistas. A sua última “demarche” empreendida contra o Ministério do Interior (MI), comprova este fato consumado, anunciou hoje o chanceler russo, Serguei Lavrov. Pouco antes, o líder do Setor de Direita, Dmitry Yarosh, tinha avançado um ultimato, apontando a “necessidade de purgas no meio do MI” e ameaçando com uma eventual marcha de seus combatentes em direção a Kiev.


Igor Siletsky | Voz da Rússia

Todavia, a marcha foi cancelada. O líder de ultranacionalistas disse que os poderes tinham cumprido algumas reivindicações – puseram em liberdade alguns militantes, designados por Yarosh de “irmãos”. Por isso, muitos membros do Setor de Direita continuam combatendo no leste da Ucrânia. Mais um ponto do ultimato - a demissão do primeiro vice-ministro do Interior - está sendo examinado. Deste modo, o Setor de Direita mantém suas posições, ainda por cima se gabando dessa pequena “vitória”.

O chefe do Ministério do Interior, Arsen Avakov, qualificou a demarche de Yarosh de “um ato de pompa”, acentuando que a alegada demissão de um dos seus “vices” se examina há já duas semanas. As declarações “hostis” do chefe do Setor de Direita se devem à aproximação das legislativas. Nas eleições presidenciais, Yarosh nem sequer ganhou 1% dos votos. Agora, para ser eleito à Suprema Rada, deverá contar com apoio de 5% dos eleitores. Em geral, o Setor de Direita ainda “não cresceu tanto para colocar ultimatos perante aos poderes legítimos”, realçou o conselheiro do ministro do Interior, Anton Geraschenko.

A história com o ultimato ilustra muito bem até ponto tem sido efêmero a influência de Kiev sobre destacamentos paramilitares, frisou em relação com isso, o chanceler russo, Serguei Lavrov:

“Claro que as autoridades de Kiev não controlam múltiplos grupos armados, incluindo o Setor de Direita que constitui o grosso da Guarda Nacional. O governo da Ucrânia não controla os batalhões criados por oligarcas, tais como Azov, Dnepr e outros tantos. É por isso que a Rússia insiste em que os poderes de Kiev iniciem um diálogo com todas as forças regionais, demonstrando assim ao Sudeste o seu interesse em reconciliação nacional”.

Mas os dirigentes ucranianos não reagem aos apelos de bom senso. Parece que não tem tempo para isso, visto que a luta pelo poder está em fase inicial, considera Kira Sazonova, professora associada da Academia Nacional de Serviços Públicos:

“É uma situação absolutamente esperada. Claro que o Setor de Direita, graças ao qual o atual governo chegou ao poder, é uma organização “explosiva” que poderá provocar consequências desagradáveis aos atuais governadores. Sem dúvida, a luta pelo poder continua”.

Ao passo que as eleições para Suprema Rada vão se aproximando, essa luta se torna cada vez mais dura. Para já, não há premissas para que a situação na Ucrânia se melhore em breve, acentua Vitali Zhuravlev, perito do Instituto de Comunidades Russas no Exterior:

“A situação irá agudizar-se mediante falsificações informativas, mentiras e calúnias. Nesse sentido, o quadro político nas vésperas das eleições, não será estável perante o agravamento da situação político-social - a crise de gás, o próximo inverno frio, problemas com o pagamento de salários e aposentadorias. O período de outono e inverno será muito complicado”.

A luta será travada não apenas no campo informativo. Poroshenko, Yatsenyuk e Avakov, bem como os governadores locais, têm demonstrado que seus fins políticos justificam os meios. Não lhes custou nada reduzir em ruínas um terço do seu país. Eles irão afastar seus correligionários “oportunistas” sem pensar em consequências – basta recordar o assassínio de um dos adjuntos de Yarosh, Alexander Muzychko (Sashko Bily).

Por isso, o líder do Setor de Direita tem de tomar cuidado para que as “purgas” exigidas por ele no Ministério do Interior não afetem, de forma radical, a sua “diocese”.


Militares ucranianos anunciam que irão cercar Lugansk

Voz da Rússia

Os militares ucranianos afirmam que, dentro de 24 horas, irão cercar completamente Lugansk, que está atualmente sob o controle da milícia, informou esta segunda-feira o Ukrainskaya Pravda, referindo-se ao centro de imprensa do Comando Operacional "Norte" das Forças Armadas da Ucrânia.

"Lá ainda existe uma única brecha através da qual os insurgentes podem sair de Lugansk. Mas, dentro de 24 horas, esta lacuna será fechada. Lugansk será completamente cercada por nossas tropas", divulgou o centro de imprensa.

Os militares também afirmaram ter tomado o controle, esta segunda-feira, da aldeia Stanitsa Luganskaya, localizada a cerca de 20 quilômetros da cidade.



CICV: questão da segurança da ajuda humanitária russa não é resolvida

A questão da segurança dos funcionários da Cruz Vermelha durante a entrada do comboio humanitário russo no território da Ucrânia ainda não foi resolvida, divulgou a porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Galina Balzamova.


Voz da Rússia

"Agora, terminaram as negociações de todas as partes interessadas, incluindo o CICV, os lados chegaram a um acordo sobre todos os detalhes práticos do cruzamento da fronteira. A única questão, que permanece em aberto, é a questão da segurança dos funcionários da Cruz Vermelha", disse Balzamova.

Segundo ela, o debate sobre esta questão se realiza com todas as partes em conflito, de forma confidencial. "Se conseguirmos chegar a um acordo em relação a todas as questões, obviamente, o comboio irá cruzar a fronteira por partes, para não causar desconforto", concluiu a representante da Cruz Vermelha.



Posição do Ocidente no conflito sírio provocou a atual crise no Iraque

Pelo visto, o Iraque está atravessando uma trágica etapa da sua história. O Estado corre o risco de se desintegrar. O Ocidente fica apreensivo sem poder, contudo, fazer algo para remediar a situação resultante de uma tentativa dos EUA de transformar a região à sua imagem e à semelhança.


Serguei Duz | Voz da Rússia

Os destacamentos do Estado Islâmico que formaram o grosso das forças antigovernamentais na Síria, desde o início do ano estabeleceram controle sobre um terço do território iraquiano sem enfrentar alguma resistência séria do exército regular, preparado e armado pelos EUA.

Os jihadistas capturaram também largos arsenais de equipamentos militares, armas e munições. Deste modo, se pode dizer que eles estão tão bem armados como as tropas governamentais que defendem Bagdã e mais bem armados do que as milícias curdas, no norte do país.

Enquanto isso, os EUA e a Europa têm motivos de pânico: em comparação com fundamentalistas do Estado Islâmico até os talibãs parecem pessoas civilizadas. Nas últimas duas semanas, os combatentes do Estado Islâmico decapitaram cerca de 700 pessoas. Um agente dos serviços especiais dos EUA disse que o Estado Islâmico representa agora a maior força militar no meio dos grupos terroristas existentes no mundo.

Bagdã não poderá inverter a situação. Por isso, o Ocidente faz aposta em curdos, capazes de opor a resistência mais ou menos eficiente. Há dias, por esforços titânicos, eles expulsaram os terroristas do maior dique na região de Mossul. Mas fizeram-no depois de ataques aéreos dos EUA. Claro que sem o apoio de aviões norte-americanos, a batalha poderia ter tido resultados diferentes.

Obama não pode deixar à sua sorte tanto os curdos, como os restos do exército iraquiano. Tal significaria um falhanço total da política de Washington nessa vertente. Nestas condições, o presidente dos EUA procura minimizar os danos causados à sua reputação. Os curdos constituem a sua última esperança. E a última esperança para a Europa também, constata a propósito o chanceler da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier:

“Os curdos esperam nós façamos três coisas. A primeira é a ajuda humanitária urgente aos refugiados nas zonas montanhosas que carecem de água potável e alimentos. Nós já canalizamos para o efeito 4,5 milhões de euros. Podemos gastar mais 20 milhões. O segundo objectivo é fazer com que as pessoas possam regressar aos seus lares, recuperar o sistema de saúde pública e a infraestrutura logística. A terceira meta passa pela luta contra o Estado Islâmico. Os curdos necessitam de armas e equipamentos militares para poderem resistir aos extremistas”.

Os europeus acordaram o fornecimento de armas aos curdos iraquianos. Mas tal tipo de assistência não poderá inverter a marcha da guerra. O Ocidente não se dará ao luxo de intervir directamente como, por exemplo, o Irã, reputa o presidente do Instituto do Oriente Médio, Evgueni Satanovsky:

“Cerca de 10 divisões iranianas estão prontas a atravessar a fronteira no caso de desintegração do Iraque. E tal seria uma ajuda real ao contrário de tentativa dos EUA de prestar a ajuda formal aos curdos para afastar acusações lançadas no Congresso a Obama pelo “descalabro do projecto iraquiano perante as eleições de novembro”.

Há três anos, altura em que o Ocidente se cismou no presidente Assad, ninguém dava ouvidos aos peritos que viram na Síria um posto avançado na guerra de larga escala pela propagação do jihadismo belicoso. Hoje, estamos colhendo frutos de erros sistémicos na avaliação da situação no Oriente Médio e na África Setentrional.

A julgar por tudo, se exclui uma intervenção ocidental no Iraque. Aposta nos poderes oficiais não deu certo. O apoio de curdos levará ao desmembramento do Iraque, à desintegração e à desestabilização regional.

Tal será o preço a pagar por ambições desenfreadas dos EUA que praticam ações insensatas no afã de preservar um papel exclusivo na arena geopolítica mundial.


Reino Unido não irá combater no Iraque, mas pode ajudar com armas

O Reino Unido não tem intenção de enviar tropas para o Iraque, mas está pronto para ajudar os curdos com armas, declarou a jornalistas esta segunda-feira o primeiro-ministro do país, David Cameron.


Voz da Rússia

Ele sublinhou que o Reino Unido está envolvido apenas na operação humanitária, cujo objetivo é ajudar os yazidis que foram forçados a se esconder dos militantes do grupo Estado Islâmico, nas montanhas no norte do país.

"Nós ajudamos os curdos, estamos trabalhando com o governo iraquiano para que ele represente mais os interesses de todo o país. E, claro, estamos cooperando com os vizinhos e aliados para oferecer a pressão máxima sobre o Estado Islâmico. Se os curdos desejarem obter as nossas armas, nós estamos prontos para considerar esta possibilidade de uma forma positiva", disse Cameron.



Insurgentes refutam acusações de Kiev de ataque contra comboio de refugiados

A milícia ucraniana negou as acusações de Kiev de ataque contra um comboio de refugiados, perto de Lugansk. O vice-primeiro-ministro da autoproclamada República Popular de Donetsk, Andrei Purgin, declarou que as milícias não têm os poderes e recursos necessários para realizar tal operação.


Voz da Rússia

O Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia afirma que esta segunda-feira, às 09h40 (hora local), na rodovia entre Khryaschevaty e Novosvetlovka, foi bombardeada com sistema Grad e morteiros de milícias uma coluna de civis que tentou fugir da zona de guerra.

"Os próprios ucranianos realizam constantemente os ataques aéreos contra a estrada, usando sistemas Grad. Nós não somos capazes de enviar os sistemas a este território", disse Purgin à Reuters.


8 projéteis ucranianos explodem na região de Rostov

Oito projéteis ucranianos explodiram no distrito de Matveevo-Kurgan, na região de Rostov, a 500 metros de uma aldeia, declarou à RIA Novosti o porta-voz do Comando da Guarda de Fronteiras do Serviço Federal de Segurança da região, Nikolai Sinitsyn.


Voz da Rússia

"Hoje, os guardas de fronteira russos encontraram, perto da aldeia de Ekaterinovka, oito projéteis lançadas do lado ucraniano", afirmou o interlocutor da agência.

Ele esclareceu que, desta vez, os projéteis sobrevoaram a fronteira russo-ucraniana em três quilômetros e explodiram a apenas 500 metros da aldeia. O incidente não provocou mortos. As informações correspondentes foram enviadas aos colegas da polícia.



Exército ucraniano reinicia bombardeio de Donetsk

Segunda-feira, de manhã, o Exército ucraniano reiniciou o bombardeio da cidade de Donetsk, informa o correspondente da agência RIA Novosti que se encontra no local.


Voz da Rússia

Explosões ouvem-se no sul da cidade, assim como na cidade de Yasinovataya, um dos arrabaldes de Donetsk, situado mais ao norte.

Hoje em dia os milicianos continuam a controlar Yasinovataya, enquanto as forças armadas ucranianas fazem tentativas de tomar esta cidade. Os habitantes locais informam que na cidade não funciona a telefonia celular, em alguns bairros falta a luz elétrica.

Antes disso, o presidente da Ucrânia, Piotr Poroshenko, declarou no seu Twitter que a cidade de Yasinovataya tinha sido tomada pelas tropas ucranianas, mas por enquanto nenhum militar ucraniano penetrou nesta cidade.


Rússia apoia equipamento de OSCE com drones para controle de fronteiras

Voz da Rússia

Moscou apoia a ideia de equipar a missão da OSCE de drones para aumentar o controle da situação na fronteira da Rússia e Ucrânia, declarou Serguei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, ao fazer um balanço das conversações quadrilaterais sobre a crise no sudeste da Ucrânia.

“Em conformidade com o mandato, a Missão (da OSCE), tem o direito de equipar-se com o equipamento necessário. Hoje, trata-se de que a missão receba drones para controlar a fronteira da parte ucraniana, a partir do espaço aéreo ucraniano. Nós apoiamos essa abordagem”, declarou Lavrov.

Segundo o ministro, “quanto mais eficaz for o trabalho da missão, melhor será”.



Turchinov pede para ajudar Ucrânia com equipamento militar

Voz da Rússia

A Ucrânia gostaria de obter ajuda em forma de equipamento militar, declarou em uma entrevista com a agência de notícias BNS o presidente da Suprema Rada, Alexander Turchinov, que chegou à Lituânia para participar de uma reunião dos presidentes de parlamentos dos países bálticos e nórdicos.


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Respondendo a uma questão sobre a assistência, em que Kiev está interessada, ele disse que a Ucrânia "precisa de ajuda real, incluindo o fornecimento de equipamentos militares".

"Precisamos de armas modernas, aviões, sistemas de defesa aérea", afirmou Turchinov.



Missão russa da UNESCO conclama a salvar Andrei Stenin

A missão permanente da Federação Russa na UNESCO conclama a comunidade internacional a prestar especial atenção ao desaparecimento do fotojornalista da agência internacional de notícias Rossiya Segodnya, Andrei Stenin, e apoiar apelos a sua libertação imediata, afirma o site da organização.


Voz da Rússia

"Pedimos à UNESCO e comunidade internacional para prestar especial atenção ao incidente com esperança de que isso contribua para a rápida libertação de Andrei. Precisamos de sua ajuda! Nós conclamamos fortemente a divulgar hashtags #freeAndrew", afirma um comunicado da missão permanente.


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"Nosso objetivo comum é transmitir essas informações para o público e os meios de comunicação, apoiar a pessoa que está em perigo. Esperamos muito por sua ajuda", declarou a missão permanente.


Negociações em Berlim: Lavrov tenta reavivar memória de parceiros

Em cinco horas da “reunião ucraniana” em Berlim dos ministros de Relações Exteriores da Rússia, Alemanha, França e Ucrânia não houve milagres, mas já o simples fato de que as negociações aconteceram, dá esperança. Segundo disse o chanceler russo, Serguei Lavrov, isso mostra que a UE e a Rússia estão dispostos a buscar maneiras de acabar com a guerra civil no coração da Europa. Washington não está oficialmente participando no formato quadripartite, embora por trás das condições inaceitáveis que Kiev impõe constantemente em tais reuniões, sentem-se claramente “dicas” dos Estados Unidos.


Andrei Fedyashin | Voz da Rússia

Os rumores sobre a possibilidade de uma próxima reunião de alto nível entre os presidentes da Rússia e da Ucrânia, e até mesmo dos líderes da França e da Alemanha, como seria de esperar, foram um grande exagero. Os participantes das consultas de Berlim, nos próximos dois dias, tentarão “elaborar formulações mutuamente aceitáveis” e passá-las aos líderes dos estados. Só depois disso será decidido o formato provável das negociações seguintes. O respectivo anúncio foi feito após a reunião quadripartida de domingo em Berlim pelo chanceler russo, Serguei Lavrov.

O ministro russo, aliás, foi o único dos participantes da reunião que deu, depois dela, uma extensa conferência de imprensa:

“É importante o próprio facto de que ninguém na reunião se opôs a confirmar a Declaração de Genebra. Isto é, em si, uma conquista. É triste, claro, que temos que considerar uma conquista a confirmação de um consenso que foi registrado ainda vários meses atrás. Mas na verdade isso já é positivo. Porque até recentemente, na Europa já nem sequer queriam mencionar a Declaração de Genebra”.

A Declaração de Genebra de 17 de abril foi adotada pela Rússia, os EUA, a UE e a Ucrânia. Ela era um “roteiro” da resolução e previa o desarmamento de todos os grupos armados ilegais, uma anistia, e a libertação dos edifícios ocupados. E, o mais importante, “o início imediato de um abrangente diálogo nacional, que tivesse em conta os interesses de todas as regiões e formações políticas da Ucrânia”.

Em vez disso, Kiev, por iniciativa dos Estados Unidos, propôs um “plano de paz de Poroshenko”. Era um ultimato exigindo a rendição imediata de membros de milícias no Sudeste, o que teria causado uma carnificina nas regiões de Donbass e Lugansk. Nas cidades e vilas dessas regiões controladas pela Guarda Nacional da Ucrânia já começaram operações de “limpeza” e “filtragem” semelhantes às que realizavam nos territórios ocupados da União Soviética os punidores nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

O ministro russo lembrou que Kiev e seus patrocinadores ocidentais ou têm uma memória muito curta ou longas lacunas nela. Os mesmos princípios que em Genebra foram registrados ainda na declaração de Kiev de 21 de fevereiro, assinada por ministros de Relações Exteriores da França, Alemanha e Polônia, disse Lavrov:

“O conceito de unidade nacional é a base de tudo o resto. Este é o primeiro parágrafo daquele acordo de Kiev. Todos partiam justamente disso. De que haveria um governo de unidade nacional. Um governo transitório, mas de unidade nacional. Dois dias depois do acordo ter sido assinado, ele foi quebrado. Teve lugar um golpe, e foi anunciado que em Kiev se instalou o “governo dos vencedores”. Sinta a diferença: por um lado, a unidade nacional, por outro, os vencedores e os perdedores. É aí que está o problema, que hoje está levando a novas e novas tragédias na Ucrânia”.

A principal evolução positiva na reunião em Berlim foi o consenso sobre o fornecimento da ajuda humanitária da Rússia aos habitantes do sudeste da Ucrânia, disse Serguei Lavrov. Foram removidas “todas as questões que tinham sido postas em grande parte artificialmente pela Ucrânia e o Ocidente”.

Infelizmente, acrescentou Lavrov, nada parecido aconteceu na abordagem ao cessar-fogo e ao início de um processo político de resolução:

“O cessar-fogo é a tarefa mais urgente, porque estão morrendo pessoas e está sendo destruída a infraestrutura civil. Nós reafirmamos a nossa posição que é, como já o dissemos várias vezes, que o cessar-fogo deve ser incondicional. Nossos colegas ucranianos, infelizmente, continuam apresentando várias condições. E bastante vagas, incluindo a garantia, como eles dizem, de “impenetrabilida de de fronteiras”.

Lavrov lembrou que a Rússia já admitiu em seu território observadores da OSCE e eles ainda nunca registaram quaisquer “movimentos ilegais” na fronteira com a Ucrânia.

Ele chamou de desinformação as declarações de Kiev de que suas forças de segurança supostamente destruíram há dias um “comboio de automóveis russo” que tinha secretamente cruzado a fronteira. Enquanto que a destruição pelas milícias de um comboio ucraniano, que tentou cercar Lugansk, realmente teve lugar, disse Serguei Lavrov.



Gripen movimenta indústria de defesa

Diário do Grande ABC

Parceiro da multinacional Saab na construção de fábrica em São Bernardo para montagem de estruturas do caça Gripen NG, encomendado pela FAB (Força Aérea Brasileira), o grupo Inbra vem discutindo com a companhia sueca os detalhes do que sairá dessa unidade fabril a partir de 2017, e há perspectiva de incorporar produção nacional de parte significativa desses itens. Entre as peças que devem ser fabricadas na região com ajuda de fornecedores brasileiros, estão a tampa do trem de pouso e parte traseira, mas há chances de se fazer também as partes central e intermediária da fuselagem, incluindo as asas.

Segundo o presidente da Inbra, Jairo Candido, as discussões estão caminhando bem, dentro de target (meta) preestabelecido de ter até 80% da estrutura (de fuselagem e materiais compostos) produzida na unidade fabril. Já o restante, incluindo sistemas elétricos, hidráulicos, armamentos, motor, comunicação, radar, tudo isso será montado pela Embraer, na unidade de Gavião Peixoto (interior de São Paulo).

Candido assinala que, nas conversas para agregar novos itens à fábrica de São Bernardo, pesam a favor a rede de suprimentos nacional. Ele destaca que, ao tomarem conhecimento da cadeia de fornecimento existente no País, os executivos da Saab ficaram favoravelmente surpresos, pela competência existente no desenvolvimento dos componentes para a integração com a aeroestrutura. Ele destaca que se começou a perceber oportunidades de fabricação local. Segundo ele, não faria sentido importar peça de usinagem já que o País tem fornecedores habilitados nessa área.

Fator decisivo para a decisão do governo federal de fechar contrato com a Saab, para a aquisição de 36 aeronaves, por cerca de US$ 4,5 bilhões, a transferência de tecnologia, com a possibilidade de se produzir caça supersônico no País deve beneficiar, dessa forma, as indústrias nacionais. “Acho que ficará aqui no Brasil, com produção e mão de obra brasileira, parte bastante significativa desses US$ 4,5 bilhões”, diz Candido.

O benefício não ficará apenas na compra da FAB. Isso porque há o compromisso de que, em qualquer outro contrato de aquisições do Gripen NG pelo mundo, a fábrica da Inbra em conjunto com a Saab – que terá aporte de US$ 150 milhões da companhia sueca, receberá o nome de SBTA e contará com 60% de participação da mauaense e 40% da sueca – será a única fornecedora da estrutura para esse modelo.

EMPREGOS - A nova unidade fabril deverá abrigar as atuais operações da Inbra Aerospace, braço do grupo que existe há 14 anos, conta hoje com 150 funcionários, e que tem know how na produção de peças (por exemplo, portas de aeronaves) para a Embraer. E a nova fábrica, cujas obras devem começar em 2015, iniciar fase de testes, com 500 funcionários em 2016, e chegar à plena carga, em 2017, com 1.000 empregos.

SELEÇÃO - A Inbra fará, a partir de outubro, processo seletivo para a contratação de profissionais para diversas funções, desde montadores, operadores até engenheiros. Segundo o presidente da empresa, Jairo Cândido, o alvo serão pessoas com potencial de aprendizado, com qualificação e que falem inglês.

Segundo o executivo, a empresa se prepara para dar um salto tecnológico, com a produção para a indústria aeronáutica. De fornecedor de níveis 2 e 3 (provedores de insumos e pequenas partes), passará a nível 1 (suprindo com peças estruturais da aeronave), destaca.

Cândido assinala ainda que, apesar da experiência de muitas empresas no ramo, “ninguém no Brasil faz nada para supersônico. Esse salto é gigantesco”, diz. Para conseguir isso, a companhia já está fazendo intercâmbio, com o treinamento de funcinários na Suécia e a visita de técnicos de lá para conhecer o parque fabril brasileiro. Atualmente, há cerca de 18 pessoas nessa “ponte aérea” entre o Brasil e a cidade de Linköping, onde fica a fábrica da Saab na Suécia.



Domingo Aéreo 2014 na Academia da Força Aérea em Pirassununga atrai milhares de pessoas

Porto Ferreira Hoje

Aconteceu na Academia da Força Aérea (AFA) hoje (17) "Domingo Aéreo 2104" com a presença de milhares de pessoas, que vieram de muitas localidades do estado e de outros estados da federação. Até esta publicação não temos a informação oficial da quantidade de pessoas que compareceram ao "Ninho das Águias".

As demonstrações aéreas aconteceram na maior parte do período com o tempo nublado. Embora a previsão do tempo era de alguma chuva na cidade, ela não veio no recinto da AFA. A imprensa local, regional e especializada registrou belas imagens que serão oportunamente divulgadas.

Logo pela manhã o Policiamento Rodoviário esteve presente nas vias de acesso às instalações da AFA.

Como sempre, a cordial recepção ocorreu num ambiente ordeiro e disciplinado, característico da instituição militar.

Os organizadores ofereceram uma ampla área de estacionamento, gratuito.
Os hangares e outras instalações foram destinadas para exposições, onde o público pode se aproximar das aeronaves, observar as exposições e utilizar a praça de alimentação.

Uma programação divulgada no site do evento facilitou o acompanhamento das demonstrações aéreas, que aconteciam simultaneamente com as atrações culturais e exposições estáticas.

Assim as expectativas foram atendidas. As demonstrações aéreas das aeronaves militares (T-25, T-27- A29, F-5, A-1, F-4 e helicópteros), como as acrobacias dos aviões civis, planadores, paraquedismo e as exibições de aeromodelismo, agradaram muito o público.

Conforme divulgado antecipadamente, a Esquadrilha da Fumaça, sempre aguardada com muita expectativa, realizou dois sobrevoos durante o dia, com suas sete aeronaves. O locutor Vadico anunciou que quando a Fumaça voltar a realizar exibições ao público, o fato será amplamente divulgado para a população.


Inpa capacita aviadores da FAB em curso de sobrevivência na selva

Recém-chegados de outros estados à Amazônia, 27 aviadores fizeram parte do curso de adaptação básica ao ambiente de Selva no Bosque da Ciência, em Manaus


A Crítica

Repassar conhecimento sobre a fauna e a flora da região aos aviadores da Força Aérea Brasileira (FAB). Este foi o objetivo do Curso de Adaptação Básica ao Ambiente de Selva (Cabas) que a FAB realizou, na última sexta-feira (15), no Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI). A parte teórica foi ministrada pelo pesquisador e coordenador de Extensão do Instituto, Carlos Bueno.

O curso, que já está na sua 21ª edição, foi organizado pelo 7º Esquadrão do Transporte Aéreo (ETA), do 8º Grupo de Aviação, sediado em Manaus. Participaram do curso 27 tripulantes, entre pilotos e mecânicos, recém-chegados à Amazônia, que realizam voo na região.

O pesquisador Carlos Bueno mostrou aos militares um pouco da diversidade biológica amazônica existente no Bosque da Ciência, como os insetos aquáticos e frutos da Amazônia. O pesquisador também falou sobre a missão e a produção científica e tecnológica do Instituto. “A missão do Inpa prevê que se realize pesquisa sobre a Amazônia, forme pessoal especializado sobre a região e se faça a disseminação dos conhecimentos gerados pelo instituto”, diz.

De acordo com o suboficial Mauri, um dos instrutores do curso, o Cabas é voltado para a formação de oficiais aviadores, que vieram de outros estados para compor a tripulação de aeronaves que sobrevoam a região amazônica, com o intuito de conhecer informações sobre os aspectos de adaptação na selva.

Ele explica que o Comando da Aeronáutica (Comaer) percebeu a necessidade dos militares adquirirem mais conhecimento sobre a região em que estão operando. Para isso, o Comar busca parceria com órgãos que tenham conhecimento tanto empírico como científico. “Por isso, procuramos parcerias com o Inpa e outras instituições nesse sentido para que os nossos militares tenham capacidade ao final do curso de compreender o caboclo e o cientista”, explica Mauri.

De acordo com o suboficial Mauri, as informações repassadas pelo pesquisador do Inpa ajudarão a melhorar a visão dos tripulantes somado ao conhecimento científico, melhorando o senso de brasilidade em relação à Amazônia. “Essas informações repassado aqui no Inpa são importantes e vão nos ajudar a aplicar esses conhecimentos teóricos em alguma situação real”, comenta.

Para o major Jailson, coordenador do Cabas, a parceira entre o Inpa e a FAB para a formação dos tripulantes que sobrevoam a região amazônica é importante, porque como os alunos são militares de outros estados, eles não têm informações sobre a região. “E o Inpa possui especialistas da região com conhecimento para nos repassar para que possamos ter condições de sobrevida para esperar um resgate no caso de algum acidente”, disse.

O major conta que o curso era destinado para aqueles que iniciavam suas atividades na região Amazônica e, inicialmente, o curso foi criado para atender somente aos militares do 7º ETA. Posteriormente, as unidades co-irmãs, sediadas na Base Aérea de Manaus, começaram, também, a realizar o curso. “Como a Amazônia tomou uma dimensão nacional de grande importância, outras unidades do Brasil que voavam nesta região se interessaram em fazer o curso e, hoje, agrega militares de várias unidades”, explica.

Para o tenente-coronel Alexandre Ricardo, um dos participantes do curso, e recém-chegado na Amazônia, a grande impressão de quem passa a servir nesta região é que existem pessoas com muito conhecimento a respeito da floresta e com comportamento ecológico de explorá-la sem desmatá-la.

“Isso traz esperança de que gerações futuras poderão ver a floresta como nós a vemos hoje podendo até aprimorá-la, visto que algumas tecnologias poderão ser agregadas para conservação do meio ambiente”, diz.



Palestinos mortos durante ofensiva em Gaza são mais de 2 mil, diz Hamas

Segundo o movimento radical, 2.016 morreram e 10.196 ficaram feridos.
Confrontos com Israel na Faixa de Gaza começaram em 8 de julho.


France Presse

O balanço de mortos palestinos na Faixa de Gaza em mais de um mês de campanha militar israelense superou a barreira de 2 mil, anunciou o ministério da Saúde do movimento radical Hamas.

De acordo com o ministério, várias pessoas feridas nos bombardeios faleceram.

Segundo um comunicado, 2.016 pessoas morreram vítimas da campanha israelense iniciada em 8 de julho e 10.196 ficaram feridas.

Entre as vítimas fatais estão 541 crianças, 250 mulheres e 95 idosos, segundo a nota.

O balanço anterior registrava 1.980 mortos. O número atualizado inclui pessoas feridas nos bombardeios que faleceram em hospitais de Gaza, mas também no Cairo e em Jerusalém.

O exército israelense confirmou que cinco dos 64 soldados mortos em combate foram vítimas de "fogo amigo". As autoridades militares não divulgaram detalhes sobre as circunstâncias das mortes.

O governo da Noruega informou nesta segunda-feira (18) que os doadores internacionais para os palestinos se reunirão no Cairo para financiar a reconstrução da Faixa de Gaza assim que for alcançado um acordo para uma trégua duradoura.

Os recursos obtidos na reunião, mediada por Egito e Noruega, serão repassados ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, afirmou o chefe da diplomacia norueguesa, Boerge Brende, cujo país preside o Comitê de Coordenação de Ajuda Internacional aos Palestinos.


Rússia diz que chegou a acordo com Ucrânia sobre ajuda humanitária

Segundo Moscou, não houve acordo sobre um cessar-fogo.
Ucrânia e Rússia têm debatido sobre comboio de 280 caminhões russos.


Reuters

A Rússia disse nesta segunda-feira (18) que todas as objeções ao envio de um comboio de ajuda humanitária à Ucrânia foram resolvidos, mas afirmou que não houve progresso nas conversas em Berlim em busca de um cessar-fogo entre forças do governo ucraniano e rebeldes no leste do país.

Após as conversações entre Rússia, Alemanha, França e Ucrânia no domingo (17), o chanceler russo, Sergei Lavrov, disse que "finalmente, foram resolvidas todas as questões... relacionadas com a iniciativa russa de enviar 300 caminhões com ajuda humanitária" para o leste da Ucrânia.

"Tudo foi acertado com a Ucrânia e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha", disse o chanceler em entrevista coletiva em Berlim.

Ucrânia e Rússia têm debatido sobre um comboio de 280 caminhões russos transportando água, alimentos e medicamentos.

Os veículos estão estacionados há dias na Rússia perto da fronteira com a Ucrânia. Kiev suspeita que o comboio possa ser um Cavalo de Tróia para a Rússia entregar armas aos rebeldes -- acusação que Moscou classificou como absurda.

Lavrov descreveu a situação no leste da Ucrânia como uma "catástrofe humanitária", e disse que é necessário um cessar-fogo uma vez que civis estão sob bombardeio diante do avanço ucraniano.

"Não estamos em condições de informar sobre resultados positivos em alcançar um cessar-fogo e o início do processo político (para resolver o conflito)", disse ele a jornalistas.

O conflito de quatro meses no leste da Ucrânia atingiu uma fase crítica, com Kiev e governos ocidentais observando com atenção se a Rússia vai utilizar soldados concentrados na fronteira para intervir em apoio aos rebeldes pró-russos, cada vez mais sitiados.