16 abril 2014

Denuncia: Governo dos EUA enviou armas químicas para terroristas na Síria

Armas químicas usadas na Síria foram produzidas pelos Estados Unidos e transferidas através do território turco


Pravda

Armas químicas usadas na Síria foram produzidas pelos Estados Unidos e transferidas através do território turco, de acordo com o jornalista norte americano, Jeffrey Silverman, Durante uma entrevista com 'Veterans Today', emitido no sábado, o repórter americano garantiu o envolvimento dos EUA no uso de gás sarin na Síria e ataques químicos realizados por grupos armados."

Os EUA estão por trás de tudo isso. O ex-senador Richard Lugar é a pessoa cuja cooperação tornou possível o transporte de armas desde a Geórgia, através da Turquia para a Síria com o apoio dos EUA e do governo turco", disse Silverman. Segundo este relatório, o Exército turco tinha a responsabilidade de entregar a carga de gás sarin aos terroristas na fronteira com a Síria e o processo foi facilitado por parte dos EUA.

Segundo Jeffrey Silverman, o gás tóxico foi fabricado em laboratório "Central Reference" na capital Geórgiana, Tiflis, que é um projeto conjunto entre a Geórgia e os EUA.

Esta produção dos EUA foi utilizada em diferentes ataques contra civis por homens armados na Síria, que provocou críticas de vários países e organizações internacionais.

O pior ataque com este material ocorreu em agosto passado, na província de Aleppo, em uma tentativa dos terroristas em incriminar o governo de Bachar al Asad, em que morreram centenas de civis sírios. O incidente forçou as Nações Unidas (ONU) enviar um grupo de especialistas para investigar.

As mortes eram para serem creditadas ao governo de Assad

Da redação do Irã News, com informações do Hispan TV


Otan reforça presença no Leste Europeu diante da crise na Ucrânia

Aliança Atlântica afirma que objetivo é garantir a segurança de seus membros e não ameaçar a Rússia. 

No Leste da Ucrânia, "operação antiterrorista" de Kiev registra derrotas humilhantes diante de pró-russos.


Deutsch Welle

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) vai mobilizar mais aviões, navios e soldados para seus países-membros no Leste Europeu, declarou nesta quarta-feira (16/04), em Bruxelas, o secretário-geral da aliança militar, Anders Fogh Rasmussen. A medida é uma resposta ao acirramento da crise na Ucrânia.

Segundo o comandante supremo da Otan na Europa, general Philip Breedlove, as medidas valerão, no mínimo, até 31 de dezembro, e iniciativas para além dessa data serão consideradas. Ele não excluiu a possibilidade de que se mobilizem também forças terrestres.

"Essas medidas não são uma ameaça à Rússia. Elas são de natureza defensiva e destinadas a assegurar aos nossos aliados no Leste o nosso compromisso inabalável com nossas responsabilidades coletivas de defesa", esclareceu o militar.

Rasmussen confirmou que os embaixadores dos 28 membros da Aliança Atlântica concordaram em intensificar uma missão de policiamento aéreo sobre os Estados Bálticos (Estônia, Letônia, Lituânia) e enviar navios para o Mar Báltico e o leste do Mediterrâneo, além de disponibilizar militares para a região em questão.

O político dinamarquês ressaltou que sua organização ainda torce para que se encontre uma solução política para a crise, apontando para as negociações programadas para esta quinta-feira, em Genebra, de que participam os Estados Unidos e a União Europeia, além dos dois países protagonistas da crise.

Humilhação militar para Kiev

Desde que Moscou anexou a península da Crimeia (até então, território ucraniano) – num processo severamente criticado pela comunidade internacional e que envolveu intimidação armada –, os Estados da Otan mais ao leste se sentem ameaçados pela Rússia.

Assim como diversas nações ocidentais, o governo em Kiev segue acusando o Kremlin de exercer pressão militar sobre a Ucrânia e de instigar os protestos no leste do país, fornecendo pessoal militar e armas aos separatistas.

"A Rússia não exporta só petróleo e gás para a Ucrânia, mas também terrorismo", declarou o primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, instando Moscou a retirar seus "grupos de espionagem e sabotagem".

Na terça-feira, o presidente interino da Ucrânia, Olexandr Turtchinov, lançou uma assim chamada "operação antiterrorismo", visando coibir o avanço das forças separatistas pró-russas no leste do país. Na interpretação de Moscou, essa medida seria uma ameaça às futuras negociações multilaterais em Genebra.

Até o momento, a missão militar apresenta resultados mistos. Em seu primeiro dia, os militares ucranianos conseguiram retomar o aeroporto militar de Kramatorsk, no distrito de Donetsk, numa operação que custou quatro vidas.

Esta quarta-feira, contudo, foi marcada por humilhações para as forças governamentais. Seis de seus tanques blindados adentraram a cidade de Slaviansk, atualmente sob o controle dos separatistas, portando a bandeira russa. O comboio foi saudado pela multidão com brados de "Rússia! Rússia!". Não está claro se os veículos foram capturados por militantes pró-Kremlin ou entregues a estes por desertores ucranianos.

Em Kramatorsk, outros 15 tanques blindados, transportando numerosos paraquedistas, foram cercados e interceptados por uma multidão pró-russa, que só liberou os militares depois que estes entregaram a munição de seus rifles a um comandante rebelde.

Na capital regional Donetsk, cerca de 20 ativistas pró-russos assumiram o controle da câmara municipal.

Versões contraditórias

As relações de força indefinidas no leste ucraniano têm dado margem a versões contraditórias dos fatos, pelos russos e ucranianos. Um vídeo postado no site ucraniano Espreso.tv mostra uma formação do Exército nacional, incluindo pelo menos dez tanques blindados, atravessar a cidade de Kramatorsk, no leste da Ucrânia, portando bandeiras russas.

Segundo o Ministério da Defesa em Kiev, "comandos terroristas" russos e extremistas locais teriam capturado um grupo de paraquedistas militares ucranianos, naquela cidade do distrito de Donetsk. Os veículos blindados foram vistos mais tarde no centro da vizinha Slaviansk, acompanhados por homens armados "que não têm nada a ver com as Forças Armadas ucranianas", explicou o órgão ucraniano.

A TV estatal russa, contudo, afirmou que o vídeo mostraria como a unidade ucraniana passa para o lado dos separatistas, e noticiou incidentes semelhantes na cidade vizinha de Slaviansk. Miroslav Rudenko, um dos líderes do movimento pró-Rússia, comentou que "agora a 'República Popular' de Donetsk tem seu próprio Exército e os seus próprios paraquedistas".



Rebeldes sírios recebem mísseis americanos Tow

Voz da Rússia

Os rebeldes sírios já têm ao seu dispor mísseis anti-tanque Tow, de fabrico norte-americano, informa o periódico The Washington Post, realçando ser “essa a primeira vez em que as forças de oposição poderão usar tal tipo de armas”.

Entretanto, a Casa Branca se esquiva à discussão desta questão, não tendo desmentido, contudo, a notícia.

Ainda de acordo com a mesma fonte, os EUA já tinham fornecido essa arma à Turquia. Para além disso, em dezembro, o Pentágono anuiu em vender 15.000 destes mísseis à Arábia Saudita.


72% das armas químicas foram aniquiladas ou retiradas da Síria

Voz da Rússia

Cerca de 72% das armas químicas já foram eliminadas ou retiradas da Síria, informou a chefe da missão conjunta da ONU e da Organização de Proibição das Armas Químicas (OPAQ), Sigrid Kaag, no seu Twitter.

Na passada segunda-feira, a fonte deu conta do 13º lote das armas a chegar ao porto de Lataquia. Nesse dia, 65% dos arsenais químicos da Síria já tinham sido retirados do país.

Como se sabe, em finais de fevereiro, as autoridades daquele país apresentaram um plano de retirada das armas químicas até 27 de abril de 2014.



Militares ucranianos detêm jornalistas russos do canal Rossiya

Voz da Rússia

Um grupo de jornalistas do canal televisivo Rossiya foi detido, esta quarta-feira, no sudeste da Ucrânia, onde se realiza uma operação militar especial, transmite o canal de TV Rossiya 24.

Segundo dados preliminares, três jornalistas estão sendo retidos por militares ucranianos. A última reportagem foi transmitida da região de Carcóvia. Às 18h37 eles enviaram uma SMS informando sobre a detenção. Depois disso, os celulares de três jornalistas foram desligados.


Soldados ucranianos abrem fogo contra militantes de autodefesa em Kramatorsk

Voz da Rússia

Um blindado ucraniano abriu fogo contra militantes de autodefesa em Kramatorsk, região de Donetsk, informa a agência RIA Novosti.

Segundo um representante da autodefesa, três pessoas ficaram feridas.

De acordo com a mesma fonte, os militantes tentaram romper a coluna de blindados do Exército ucraniano que se dirigiu ao aeródromo, controlado por militares.

Rompendo a coluna, eles bloquearam o caminho a um blindado que abriu o fogo. Um militante recebeu a lesão no ombro, dois outros ficaram feridos em pernas. O carro militar continuou seu caminho ao aeródromo. Os feridos já receberam assistência médica.

Enquanto isso, conforme relata a Interfax, em Slavyansk as forças de autodefesa detiveram soldados ucranianos que abriram fogo contra civis. Informam de cerca de 17 detidos.



Rússia condena entrega de mísseis anti-tanque aos rebeldes sírios

Voz da Rússia

A entrega de armas modernas aos rebeldes sírios, incluindo mísseis anti-tanque, vem desestabilizando a situação e não contribui para a regularização do conflito por via política, refere uma nota do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, emitida por motivo do fornecimento de complexos de mísseis BGM-71 Tow à oposição síria.

Um dos grupos oposicionistas “moderados” passou a contar com 20 sistemas do género. Os extremistas foram especialmente treinados para manejar esse tipo de arma.


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Foto: en.wikipedia.org/U.S. Army photo by SGT Amber Robinson

Situação continua tensa no leste da Ucrânia

Duas colunas de veículos blindados entraram em Kramatorsk, uma das cidades da região de Donetsk, no leste da Ucrânia, onde os partidários da federalização do país continuam protestos.


Voz da Rússia


Cerca de 60 militares, membros das tripulações de veículos blindados, enviados a Kramatorsk para esmagar a resistência popular ao regime de Kiev, tomaram partido dos manifestantes, anunciou uma fonte do quartel-general de milícias.

Os militares tinham tirado bandeiras ucranianas e transportaram suas viaturas a Slavyansk. “Vimos com nossos próprios olhos que os habitantes locais não são terroristas, nem separatistas. Não vamos lutar contra eles”, disse um soldado. Os manifestantes estão conversando com os tripulantes, tirando fotos dos seus blindados.

No entanto, em Kramatorsk ficaram algumas unidades, inclusive tanques e blindados, leais às autoridades de Kiev.

Segundo revelou o deputado do parlamento ucraniano, Serguei Sobolev, as bandeiras russas colocadas nos blindados do Exército ucraniano que entraram em Slavianovsk “foram uma mera artimanha para penetrar, dessa maneira, nas regiões do leste controladas por partidários de federalização”.

De acordo com informações anteriores, recebidas de Kramatorsk e Slavyanvsk, as tropas ucranianas tinham passado para o lado de milícias populares, tendo içado bandeiras russas em cima de viaturas.

“Foi assim que os nossos destacamentos armados utilizaram com êxito métodos de guerrilha”, transmite a agência noticiosa Unian, citando o deputado.

A Suprema Rada da Ucrânia apoiou a atuação das forças de segurança e de aplicação da lei no leste da Ucrânia, disse o primeiro vice-premiê, Vitali Yarema, depois de uma sessão parlamentar à porta fechada, na qual foram ouvidos relatórios dos chefes das agências de segurança e de aplicação da lei.

"A Suprema Rada aprovou uma resolução de apoio às ações que estão sendo realizadas no leste da Ucrânia pelas agências de aplicação da lei, pelo Ministério da Defesa e todas as agências de segurança", especificou ele.

Além disso, o funcionário comunicou que o ministro da Defesa, Mikhail Koval, se deslocou para o leste do país, onde está decorrendo uma operação especial.

Os soldados do exército ucraniano, que entraram na cidade de Slavyansk, ergueram a bandeira tricolor russa, dando assim a entender que eles passam para o lado dos partidários da federalização.

"Eles não foram capturados pelas forças de autodefesa. Os militares ucranianos vieram cá, é de ressaltar especialmente, sob a bandeira russa. Assim, eles passaram para o lado do povo", noticia correspondente do canal de televisão Rossiya 24.

Falando sobre a situação na vizinha Kramatorsk, o repórter destaca que uma coluna de veículos que chegou à cidade no início da manhã, foi bloqueda por moradores locais que impediram seu avanço.

Os membros da tripulação dos seis veículos de combate de infantaria, enviados pelas autoridades ucranianas à cidade de Kramatorsk, passaram para o lado dos milicianos, segundo relatam testemunhas oculares.

"Uma multidão de mulheres rodeou eles, começamos a dizer-lhes que somos os moradores pacíficos, que apenas estamos lutando pelos nossos direitos. Que aqui não há terroristas. Eles (disseram que) não vão atirar em nós. Uma bandeira russa foi colocada no veículo principal, e junto com nossos milicianos eles partiram em direção a Slavyansk", referiu uma testemunha ocular.

Desde março, o Sudeste da Ucrânia é o palco de comícios realizados por partidários da federalização. Mais cedo, as autoridades ucranianas anunciaram o início de uma operação especial em grande escala envolvendo o exército.

"Há duas colunas, de tanques e veículos de combate de infantaria, que acabaram de entrar (em Kramatorsk). A primeira coluna parou. Os tanques, entrementes, seguem adentrando na cidade", relata um representante das forças de autodefesa.

Enquanto isso, uma fonte das forças de autodefesa de Slavyansk informa que a coluna de veículos blindados, vinda do lado de Kramatorsk, tenta entrar na cidade. "Nossos milicianos estão procurando negociar com os militares, mas eles alertaram que têm ordens para atirar na pernas de todos quantos tratem de impedir o avanço da coluna", detalhou ele.








Morre construtor dos mísseis Iglá e Totchka-U

Serguêi Nepobedími tinha 93 anos e era autor de 28 sistemas antimísseis russos, entre eles o Iglá, adquirido pelo Brasil.


RIA Nóvosti

O Gabinete de Projetos de Construção de Máquinas da cidade de Kolomna anunciou que morreu nesta sexta-feira (11), aos 93 anos, o construtor Serguêi Nepobedimi, autor de 28 sistemas antimísseis russos.


Morre construtor dos mísseis Iglá e Totchka-U
Graças a ele, surgiu na União Soviética um novo ramo científico ligado à defesa ativa dos blindados e outros dispositivos militares Foto: RIA Nóvosti
Foi graças a Nepobedími que surgiu na União Soviética um novo ramo científico ligado à defesa ativa de blindados e outros dispositivos militares. A construção do SMA Khrizantemi-C, o único capaz de atingir um alvo na ausência de visão ótica, foi feita sob sua supervisão.

Entre suas criações mais conhecidas, figuram o primeiro sistema antitanque do Exército Soviético, o Chmel, o SMA Maliutka, os sistemas de mísseis antiaéreos Strelá e Iglá, assim como conjuntos de mísseis táticos de alta precisão denominados Tochka, entre outros.

O Brasil continua a comprar da Rússia os sistemas Iglá.



Novo bombardeiro PAK-DA entrará em serviço em 2025

Escritório de projetos Tupolev, que faz parte da United Aircraft Corporation (UAC), concluiu o esboço preliminar do PAK-DA, que irá substituir os atuais bombardeiros operacionais Tu-95MS, Tu-160 e Tu-22-3M.


Gazeta Russa

Apesar da aeronave PAK-DA estar pronta no papel, ninguém sabe exatamente como será o futuro da aviação estratégica. Quando os trabalhos preliminares do programa PAK-DA começaram em 1999, os projetistas tiveram que responder a uma pergunta difícil: a Força Área nacional precisa de um bombardeiro subsônico ou supersônico?

Aeronaves em velocidade supersônica podem superar os meios de defesa antiaérea, mas, por causa de suas características aerodinâmicas, tornam-se visíveis para os inimigos – a não ser que seja empregada uma forma evasiva de fuselagem. Bombardeiros supersônicos consomem uma grande quantidade de combustível, o que os impede de levar uma carga considerada por muito tempo no ar sem reabastecimento.

Os projetistas russos optaram, portanto, pela criação de um bombardeiro subsônico. De acordo com o comandante Victor Bondar, a diferença entre o PAK-DA e o Tu-160 é que o primeiro leva mais carga e o seu armamento é mais poderoso. O peso total do bombardeiro será de 120 toneladas, das quais pelo menos um quarto será de carga útil (combustível, tripulação e armamento).

A nova aeronave será construída em forma de “asa voadora”. Esse tipo de veículo não possui cauda, e a fuselagem será achatada e reduzida verticalmente de modo que toda ela possuirá função de asa; dentro dela ficarão alojados a tripulação e o armamento. A tecnologia “stealth” também será amplamente utilizada na construção da máquina. O novo bombardeiro possuirá formas angulares com linhas irregulares para dissipar os sinais de detecção dos radares inimigos.

O voo do primeiro protótipo do PAK-DA está planejado para 2017. Dois anos depois, serão conduzidos voos de testes e, em 2025, o avião entrará em serviço operacional. A data de entrada em serviço da nova aeronave está determinada pela retirada dos bombardeiros Tu- 160 e Tu- 95, que agora constituem a espinha dorsal da aviação estratégica russa.

Atualmente, o sector de aviação de longo alcance da Rússia detém um número modesto de aviões: 32 bombardeiros estratégicos Tu-95MS e 16 supersônicos Tu-160, estacionados na cidade de Engels.


Novo bombardeiro PAK-DA entrará em serviço em 2025
Tu-95 (em cima) e Tu-160 (em baixo) Foto: ITAR-TASS

Caça em ação

Também continuam os testes do caça de quinta geração T-50 PAK-FA, que já possui seis protótipos finalizados. Mais dois participarão dos testes de voo em 2015. Há previsão de, em 2016, iniciar sua produção em pequena escala. Esse avião deve permanecer em serviço na Força Aérea da Rússia para além de 2050, segundo o presidente a UAC, Mikhail Pogosian.

A capacidade de produção do PAK-FA já foi estabelecida. No entanto, o T-50 não será capaz de substituir prontamente todos os Su-27 e Su-30 em serviço, de modo que, nos próximos 10 anos, está prevista a utilização de dois tipos de aeronaves: o T-50 e o Su-35C.

Separatistas pró-Rússia tomam veículos militares na Ucrânia

Pelo menos seis veículos foram dominados, segundo defesa ucraniana.
De acordo com Kiev, agentes russos ajudaram na operação.


Reuters

Ativistas pró-Rússia tomaram o controle de pelo menos seis veículos blindados das Forças Armadas da Ucrânia com a ajuda de agentes russos, informou o Ministério da Defesa ucraniano nesta quarta-feira (16).

“Um comboio foi bloqueado por uma multidão de locais em Kramatorsk, com membros de grupos terroristas russos entre eles”, diz o comunicado. “Como resultado do bloqueio, os extremistas dominaram o equipamento”.

Pessoas tentam bloquear blindado ucraniano que se dirigia a Kramatorsk; veículo acabou sendo dominado por ativistas pró-Rússia (Foto: Evgeniy Maloletka/AP)Pessoas tentam bloquear blindado ucraniano que se dirigia a Kramatorsk; veículo acabou sendo dominado por ativistas pró-Rússia (Foto: Evgeniy Maloletka/AP)


Segundo o texto, os veículos estão agora em Slaviansk, sob poder de pessoas uniformizadas que não tem relação com as Forças Armadas ucranianas.

Os separatistas pró-russos do leste da Ucrânia ergueram a bandeira da Rússia sobre blindados do Exército ucraniano zombando das tentativas de retomada do controle por parte do governo pró-ocidental de Kiev, na véspera de uma importante reunião em Genebra sobre o futuro do país.

Em meio a uma escalda retórica entre Moscou e Kiev, o incidente ressalta a persistência dos separatistas russos, apesar da ofensiva policial-militar do governo contra os rebeldes armados que capturaram prédios administrativos em dez cidades do leste.

No começo da manhã, blindados com a bandeira ucraniana entraram na localidade de Kramatorsk, cujo aeroporto já havia sido ocupado pelas forças governamentais na véspera, levando o presidente russo, Vladimir Putin, a alertar para o risco de uma guerra civil.

Vários desses mesmos veículos mais tarde entraram em Slaviansk, que fica a 15 quilômetros. Mas nesse momento os blindados já ostentavam bandeiras da separatista República Popular de Donetsk e da Rússia, e sobre eles havia homens armados em fardas improvisadas, que pararam em frente à prefeitura, ocupada pelos separatistas.

"Muito bem, rapazes!", exclamavam algumas pessoas aos rebeldes que passavam. "Rússia, Rússia!", gritavam outros.

Um soldado que vigiava um dos seis blindados agora sob controle dos rebeldes contou à Reuters que integra a 25ª divisão de paraquedistas da Ucrânia, com sede em Dnipropetrovsk.

"Todos os soldados e oficiais estão aqui. Somos todos rapazes que não iremos atirar no nosso próprio povo", disse ele, acrescentando que seus homens passaram quatro dias sem comida, até receberem mantimentos de moradores locais.

Um porta-voz dos separatistas e uma testemunha em Kramatorsk disseram que os soldados ucranianos cederam seus veículos aos rebeldes após uma negociação.

Enquanto isso, um caça ucraniano realizou durante vários minutos manobras acrobáticas sobre a principal praça da cidade, numa demonstração de força do governo central. Uma fonte oficial disse que o ministro ucraniano da Defesa está viajando a Kramatorsk para tentar esclarecer a situação.

Essa exibição e a retórica inflamada contribuem com os temores de violência, depois que homens armados apoiados por Moscou ocuparam prédios administrativos em dez cidades do leste ucraniano na última semana.

O governo provisório de Kiev tenta reassumir o controle sem violência, à espera da reunião de quinta-feira em Genebra, onde os chanceleres da Rússia e da Ucrânia devem se reunir pela primeira vez desde o agravamento da crise, na presença de representantes dos EUA e União Europeia.

A crise ucraniana teve início em fevereiro, quando o então presidente pró-russo, Viktor Yanukovich, rejeitou um acordo de associação com a UE, preferindo estreitar laços com Moscou.

Intensos protestos se seguiram em Kiev, levando à queda de Yanuokovich em fevereiro, com a nomeação de um governo pró-ocidental. Então, a península da Crimeia, onde a etnia russa é majoritária, decidiu em referendo se desligar da Ucrânia e aderir a Moscou. Outras regiões do leste ucraniano, também com expressiva população russófona, se dispõem a seguir o mesmo caminho desde então.

Em telefonema na noite de quarta-feira à chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, Putin disse que o governo ucraniano "embarcou em um rumo anticonstitucional" ao usar o Exército contra os rebeldes.

"A aguda escalada do conflito coloca o país, na prática, à beira de uma guerra civil", disse ele, segundo nota do Kremlin.

O primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, reagiu acusando Moscou de "exportar terrorismo para a Ucrânia".


Família denuncia negligência após morte de soldado do Exército em PE

Jovem não foi socorrido após queda em treinamento, dizem parentes.
Morte foi registrada na Delegacia da Várzea, que vai investigar o caso.


Do G1 PE

A família de um soldado de 19 anos da Companhia de Comando da 7ª Região Militar, no Recife, que morreu após um treinamento do Exército, denunciou, nesta terça (15), que não houve atendimento adequado por parte da corporação e do Hospital Militar de Área do Recife, para onde o jovem foi levado. O rapaz faleceu na segunda (14) após sofrer uma queda durante o treinamento, de acordo com os parentes. Ele teria caído de altura entre quatro e seis metros. Depois do acidente, ele ainda procurou o Hospital Militar outras duas vezes e foi transferido para uma unidade de saúde particular, onde acabou falecendo. A família prestou queixa na Delegacia da Várzea, que vai investigar o caso.

O rapaz estava no Exército há dois meses e, segundo a família, foi obrigado a participar de uma marcha depois de sofrer a queda, o que o fez desmaiar duas vezes. Ele procurou o Hospital Militar no domingo (13) sentindo dores na barriga, nas pernas e porque estava com falta de ar. A família conta que ele foi medicado com relaxante muscular e recebeu alta. O jovem ainda teria voltado duas vezes para a unidade de saúde e, posteriormente, foi transferido para o Hospital Esperança, na Ilha do Leite, área central da capital.

“Ele continuou sentindo dor. Eles disseram ‘de novo por aqui? Tá de brincadeira’. Mas quem é que vai brincar com a saúde, meu Deus?”, relatou a mãe do soldado. Um dos amigos do jovem, que preferiu não se identificar, contou que não houve assistência médica correta no momento do acidente. “Existiu uma queda de uma altura grande e a assistência que era pra ter sido oferecida não foi dada. Era para ter parado na hora, era para ter uma assistência médica no local, com técnicos de enfermagem. Mas pelo visto não foi dado esse serviço”, disse.

Em nota, a assessoria de comunicação do Comando Militar do Nordeste (CMNE) confirmou que o soldado deu entrada na emergência do Hospital Militar com queixas de falta de ar e dores musculares no domingo (13), mas não deu detalhes sobre o quadro clínico do jovem. A corporação lamentou o caso e afirma estar prestando apoio à família do soldado. Procurada pelo G1, a assessoria do Hospital Esperança ainda não se pronunciou sobre o caso.

O rapaz foi sepultado no fim da tarde desta terça, no Hospital Memorial Guararapes, em Jaboatão.

Confira a nota do CMNE na íntegra:

“A Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Nordeste (CMNE) vem a público informar o que se segue: No dia 13 de abril, o soldado da Companhia de Comando da 7ª Região Militar deu entrada na Emergência do Hospital Militar de Área do Recife (HMAR), apresentando queixa de falta de ar e de fortes dores musculares nos membros inferiores. Diante do quadro, o soldado foi submetido a exames de Raio-X de tórax e abdômen, eletrocardiograma e exames laboratoriais.

O soldado apresentou piora em seu quadro geral e foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Após estabilização do quadro, o soldado foi transferido para o Hospital Esperança. Por volta das 10 horas e 30 minutos do dia 14 de abril, lamentavelmente, o soldado veio a falecer. O Comando Militar do Nordeste lamenta o ocorrido e está prestando todo o apoio à família do Soldado e instaurou procedimento administrativo para apurar o caso.”

15 abril 2014

Pentágono protesta contra ação provocativa de jato russo sobre navio dos EUA

Rasante de Su-24 próximo de navio da USN no Mar Negro


Poder Naval

Enquanto as tensões entre o Ocidente e a Rússia aumentam, um avião de ataque russo realizou um ato “provocativo” no último sábado contra o contratorpedeiro USS Donald Cook, em águas internacionais, informou o Pentágono na segunda-feira (14/4).

Por cerca de 90 minutos, um jato de combate russo SU-24 fez doze passagens baixas próximas ao navio norte-americano enquanto o mesmo se encontrava em águas internacionais no Mar Negro ocidental perto a Romênia, informou o porta-voz do Pentágono, coronel Steve Warren.

Warren não disse o quão perto o avião russo chegou do Cook. Mas um oficial da Marinha dos EUA, falando sob condição de anonimato, disse ao Stars and Stripes que em certo momento o jato estava a menos de mil jardas (algo como mil metros) do navio, a uma altitude de apenas 500 pés.

O jato não sobrevoou o navio diretamente, de acordo com Warren.

Warren disse que a aeronave não respondeu a várias consultas e avisos feitos pelo Cook. Não foram disparados tiros e o avião parecia estar desarmado com base em observações visuais feitas por pessoas a bordo do Cook, disse Warren.

Outro SU-24 também estava voando na área, mas não tão perto do Cook como o outro, de acordo com Warren.

”O evento terminou sem incidentes”, disse Warren.

Warren disse que o navio dos EUA nunca esteve em perigo grave, especialmente quando confrontados com duas aeronaves aparentemente desarmadas.

“O Donald Cook é mais do que capaz de se defender contra dois SU-24″.

Mas o Pentágono ainda está perturbado pelo incidente.

“Esta provocante e pouco profissional ação russa é inconsistente com os protocolos e acordos internacionais anteriores sobre a interação profissional entre os nossos militares”, disse Warren.

Warren disse que não houve comunicação entre o Pentágono e o ministério russo da Defesa desde o incidente.

O Cook chegou ao Mar Negro na quinta-feira como parte do processo dos militares dos EUA em tentar tranquilizar aliados na região, na sequência da anexação da Crimeia pela Rússia no mês passado e uma grande escalada militar russa na fronteira oriental da Ucrânia. O navio estava realizando “patrulhas de rotina” no momento do incidente e está agora no porto, na Roménia, de acordo com Warren.

Warren foi perguntado por um repórter se as ações da Rússia poderiam ter sido apenas o resultado de pilotos russos atuando de forma excessivamente agressiva por sua própria vontade.

“Eu teria dificuldade em acreditar que dois pilotos russos tomariam tal atitude por sua conta e risco”, disse ele .

O Pentágono considera este o mais recente incidente no contexto da recente anexação da região Crimeia pela Rússia e o acúmulo de dezenas de milhares de tropas russas na fronteira oriental do país.

“Nós vimos que os russos se comportando de forma não profissional e em violação das normas internacionais na Ucrânia agora por vários meses, e … estes continuados atos de provocação e de falta de profissionalismo não fazem nada para ajudar a situação na Ucrânia, que é o que nós temos pedido aos russos”, disse Warren.

O general Philip Breedlove, o comandante das forças dos EUA e da OTAN na Europa, deverá fornecer aos aliados da OTAN opções para aumentar a defesa da aliança contra a Rússia na terça-feira, incluindo a possibilidade de envio de tropas adicionais dos EUA e da realização de exercícios mais militares na região .

FONTE: Star&Stripes (tradução e edição do Poder Aéreo a partir do original em inglês)

Dinamarca encaminha pedido de informação para quatro fabricantes de caças

A Dinamarca deu o pontapé inicial para a concorrência internacional que escolherá o futuro avião de caça do país com o envio de pedidos de informação para quatro fabricantes.


Poder Aéreo

Funcionários do Programa da Nova Aeronave de Combate enviaram o que eles chamam de pedidos de informação de propostas (RBI – Requests for Binding Information) à Boeing para o F/A-18F Super Hornet, ao consórcio Eurofighter para o Typhoon, à Lockheed Martin para o F- 35A e à Saab para a Gripen E com o propósito de substituir sua frota de caças F-16 Fighting Falcon. A Dassault e seu Rafale não foi convidada.

Os candidatos devem retornar as informações em julho e a seleção da aeronave deve ocorrer em meados de 2015 com base na capacidade da plataforma a ser atualizada durante a sua vida útil, os custos de operação e manutenção, e também uma vontade por parte das empresas para desenvolver relações industriais com a indústria dinamarquesa.

As novas aeronaves são susceptíveis de entrar em serviço entre 2020 e 2024, época em que os F-16 dinamarqueses terão 45 anos em média.

Copenhague anunciou em março do ano passado que, como parte de seu plano de defesa 2013-2017, ele iria em busca de um novo avião de caça, uma iniciativa que originalmente começou em 2005, mas que foi arquivada em 2010 [nota do editor].

A Dinamarca já é participante Nível 3 do programa Joint Strike Fighter, tendo assinado em 2002. Na verdade, um de seus F- 16BS está estacionado em Edwards AFB, Califórnia, para apoiar o programa de teste de voo da aeronave. Mas ser um signatário do programa não o obriga a comprar a aeronave, e a indústria dinamarquesa já teria expressado desapontamento sobre a quantidade de negócios que ganhou com o programa F-35.

Enquanto isso , a Boeing está planejando enviar o Super Hornet para airshow da Força Aérea Dinamarquesa em Karup, que acontecerá no dia 22 de junho.

FONTE: Aviation Week (tradução e adaptação do Poder Aéreo a partir do original em inglês)



Nota da Marinha sobre matéria publicada no jornal O Dia

Senhor Editor-Chefe,

Em relação à matéria intitulada “Luxo e viagem dão indício de improbidade”, que acompanhou a matéria de capa com o título “Compra de imóvel de luxo leva MP a investigar Comandante da Marinha”, publicada no jornal “O Dia”, em 13 de abril de 2014, a Marinha do Brasil (MB) repudia, veementemente, as falsas, levianas e malignas notícias veiculadas, bem como qualquer ilação contida na reportagem que faça referência a aquisições imobiliárias do Comandante da Marinha vinculadas à compra de submarinos franceses pelo Brasil, não aceitando acusações de prática de corrupção, improbidade, desvio de caráter e de ética, decorrente de uma denúncia anônima, que não apresenta qualquer elemento de prova.

Reforça-se, conforme trecho da nota já encaminhada no dia 11 de abril à repórter HILKA TELLES e não publicada por esse jornal, que: “Em face da citada denúncia, o Comandante da Marinha enviou, oficialmente, um relatório pormenorizado ao [Ministério da Defesa] MD sobre a compra do imóvel, abordando detalhadamente: a sua situação legal à época; os compradores; o seu valor; os impostos e taxas; e a origem dos recursos financeiros. Finalmente, o MD, após analisá-lo, expediu ofício à CGU informando que considerava o assunto encerrado e que arquivaria o referido processo naquele Ministério”. Essas informações são coerentes com a Declaração de Ajuste Anual de Imposto de Renda do Comandante da Marinha.

Em relação às suas viagens ao exterior, reitera-se que “elas foram realizadas visando a participação em seminários, conferências e reuniões com outras Forças Navais, além de compor comitiva do MD, cabendo ressaltar que as mesmas foram oficiais, tendo sido realizadas a serviço, devidamente autorizadas pelo Ministro da Defesa através de Portarias publicadas no Diário Oficial da União”.

Em referência à designação de Oficiais para servir no exterior, cumpre mais uma vez esclarecer que “compete ao Comandante da Marinha, por delegação do Presidente da República, previsto em diploma legal, a nomeação e exoneração de militares para cargos e comissões no exterior”.

Cabe aqui destacar, que a informação apresentada relativa ao parentesco do Capitão-de-Mar-e-Guerra FERNANDO AUGUSTO TEIXEIRA DE PINHO, como primo da esposa do Comandante da Marinha, é falsa, pois o oficial não tem nenhum grau de parentesco com ela ou com o próprio Comandante da Marinha.

Ressalta-se, ainda, que a Marinha do Brasil não recebeu, até a presente data, qualquer documento do Ministério Público Federal (MPF) que trate de investigação sobre o tema, tendo tomado conhecimento do assunto por meio de demanda de imprensa, contendo cópia de uma Portaria do citado órgão. Outrossim, caso seja oficialmente instado a se manifestar, o Comandante da Marinha prestará todas as informações necessárias à confirmação da legalidade e legitimidade dos atos praticados.


Por fim, a Marinha do Brasil julga importante que as fundamentações supracitadas sejam divulgadas aos leitores desse jornal, de forma a dirimir qualquer margem de interpretação dúbia ou errônea que, porventura, possa ser originada por tais omissões.

Atenciosamente,

JOSÉ ROBERTO BUENO JUNIOR
Contra-Almirante
Diretor


Senhora Jornalista,

Em atenção à sua solicitação, baseada em investigação da Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF), a Marinha do Brasil (MB) esclarece que:
- Não foi recebido, até o momento, qualquer documento da PRDF que trate de investigação sobre o tema.

- A suposta irregularidade no processo de aquisição do imóvel no qual o Comandante da Marinha atualmente reside, decorre de uma denúncia anônima, também protocolada na Controladoria-Geral da União (CGU), na qual lhe imputa, em termos falaciosos, levianos e desrespeitosos, supostos desvios de conduta, dentre os quais, aquele considerado o mais grave, pois ao caluniá-lo, atacando diretamente a sua honra com a acusação de enriquecimento ilícito, coloca sob suspeição a honestidade e, por conseguinte, a probidade no desempenho do cargo que ocupa. A denúncia tramitou, por ofício, da CGU ao Ministério da Defesa (MD) que, por sua vez, oficiou à Marinha do Brasil.

Em face da citada denúncia, o Comandante da Marinha enviou, oficialmente, um relatório pormenorizado ao MD sobre a compra do imóvel, abordando detalhadamente: a sua situação legal à época; os compradores; o seu valor; os impostos e taxas; e a origem dos recursos financeiros. Finalmente, o MD, após analisá-lo, expediu ofício à CGU informando que considerava o assunto encerrado e que arquivaria o referido processo naquele Ministério.

- No que concerne às viagens do Comandante da Marinha ao exterior, elas foram realizadas visando a participação em seminários, conferências e reuniões com outras Forças Navais, além de compor comitiva do MD, cabendo ressaltar que as mesmas foram oficiais, tendo sido realizadas a serviço, devidamente autorizadas pelo Ministro da Defesa através de Portarias publicadas no Diário Oficial da União.

- Em referência à designação de Oficial para servir na Organização Marítima Internacional (IMO), compete ao Comandante da Marinha, por delegação do Presidente da República, previsto em diploma legal, a nomeação e exoneração de militares para cargos e comissões no exterior. Além disso, norma interna estabelece que o interesse maior do serviço será sempre o fator preponderante na fase de decisão.

É oportuno salientar ainda que, devido à necessidade de conhecimentos específicos para a seleção de um integrante da Representação Permanente do Brasil junto a Organização Marítima Internacional (RPB-IMO), a Administração Naval procura, sempre que possível, selecionar Oficiais que sirvam no Estado-Maior da Armada (EMA), onde são tratados e acompanhados os assuntos mais sensíveis relacionados com o uso do mar, tendo sido essa a situação do referido Oficial por ocasião da designação.

Atenciosamente,
JOSÉ ROBERTO BUENO JUNIOR
Contra-Almirante
Diretor

Suécia deverá emprestar dez caças ao Brasil até chegada dos novos Gripen NG

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


Estolcomo, 03/04/2014 – A Suécia deverá emprestar ao Brasil dez caças Gripen modelo C/D até que as primeiras unidades da versão mais nova do avião comecem a ser entregues pela fabricante da aeronave (Saab) à Força Aérea Brasileira (FAB).

As tratativas relativas ao empréstimo estão em estágio avançado e envolvem não somente o envio dos aviões ao Brasil, mas também o treinamento de pilotos e de equipes de solo, além de apoio logístico.

O assunto foi objeto de conversas realizadas hoje entre o comandante da FAB, brigadeiro Juniti Saito, e oficiais do alto comando da Força Aérea da Suécia.

Saito integra a comitiva brasileira chefiada pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, que realiza visita oficial à Suécia. Amorim assinou hoje com a ministra da Defesa do país escandinavo acordo-quadro de cooperação que dá seguimento às negociações para a produção conjunta no Brasil e aquisição da versão mais moderna do Gripen, a New Generation (NG). (Leia aqui release sobre o encontro ministerial).

Segundo o comandante da FAB, os detalhes do empréstimo deverão ser finalizados até maio deste ano. A ideia inicial é a de que o Brasil arcará somente com os chamados custos operacionais das aeronaves.

Até o momento, a expectativa é a de que os seis primeiros Gripen C/D cheguem ao Brasil no primeiro trimestre de 2016, podendo, portanto, ser utilizados, por exemplo, para a proteção do espaço aéreo brasileiro durante as Olimpíadas, no Rio de Janeiro. O segundo lote, de quatro aeronaves, deverá ser incorporado à FAB no primeiro trimestre de 2017.

O empréstimo dos dez aviões está sendo observado pelos governos do Brasil e da Suécia como uma solução temporária, de transição, cujo objetivo é auxiliar o país sul-americano a fortalecer sua defesa aérea até a chegada dos primeiros Gripen NG que equiparão, em caráter definitivo, a Aeronáutica. Atualmente, a defesa do espaço aéreo brasileiro está sendo realizada, sobretudo, por caças F5 modernizados pela Embraer.

No entanto, como observa Saito, o empréstimos dos Gripen modelo C/D trará outros benefícios para a FAB, que poderá antecipar, por exemplo, o treinamento de pilotos e equipes técnicas de solo e de apoio, familiarizando-os com um equipamento que, embora mais antigo, guarda várias similaridades com sua versão mais nova.

No decorrer das tratativas acerca dos novos caças, foi definido que dois pilotos da Aeronáutica serão enviados em maio próximo para a Suécia a fim de iniciar o processo de adaptação e conhecimento das características operacionais da aeronave. A formação dos demais pilotos e do corpo técnico que irão operar os caças deverá ser iniciada, entretanto, somente em 2015, após a assinatura do contrato de aquisição do equipamento.

O empréstimo dos caças Gripen C/D foi mencionado durante o encontro de hoje entre os ministros da Defesa do Brasil e da Suécia. Em entrevista à imprensa após o encontro, ambos confirmaram a disposição recíproca em concretizar o acordo que permitirá o que chamaram de “solução intermediária”.

Segundo a ministra sueca, o empréstimo dos modelos C/D deverá favorecer a FAB, uma vez que os pilotos poderão “aprender antecipadamente” sobre os sistemas do avião, que, segundo ela, guardam muitas semelhanças com a versão NG.



Brasil diminui gastos militares e cai em ranking

De 2012 a 2013, país reduz em 3,9% os investimentos em defesa e deixa de figurar entre os dez que mais gastam com armas. No mundo, recuo é de 1,9%, puxado pelos EUA.


Deutsch Welle

O Brasil reduziu seus gastos militares em 3,9% de 2012 para 2013, segundo o relatório divulgado nesta segunda-feira (14/04) pelo Instituto Internacional de Estudos da Paz de Estocolmo (Sipri), e deixou de figurar no ranking dos dez maiores compradores de armas.

Com despesas militares de 31,5 bilhões de dólares em 2013, o Brasil ocupa agora a 12ª colocação, atrás de potências como Estados Unidos (640 bilhões de dólares), China (valor estimado de 188 bilhões), Rússia (valor estimado de 87,8 bilhões), Arábia Saudita (67 bilhões) e França (61,2 bilhões). A Alemanha ficou na sétima posição, com um gasto de 48,8 bilhões de dólares.

Para Carina Solmirano, especialista para a América Latina do Sipri, os motivos da redução dos gastos brasileiros estão relacionados com a tentativa do país de alcançar superávit fiscal em 2013. Em maio daquele ano, o governo federal anunciou um corte de cerca de 3,7 bilhões de reais no orçamento do Ministério da Defesa.

"Os cortes atingiram 4,1 bilhões de reais em julho de 2013, sendo que, assim, o recuo das despesas militares pode ser ainda maior", afirmou Solmirano em entrevista à DW Brasil. "A principal razão para os cortes está relacionada com o desenvolvimento econômico do país", disse.

Mesmo com novos cortes no orçamento do Ministério da Defesa em 2014 – passando de 14,79 bilhões para 11,29 bilhões de reais –, a compra de 36 jatos supersônicos do modelo sueco Gripen NG, anunciada no final de 2013, não deve ser afetada. De acordo com o Ministério da Defesa, o contrato de compra será assinado somente no fim do ano e não há previsão do início do pagamento ainda neste ano.

Em contraste com a diminuição dos gastos brasileiros, outros países americanos, como Paraguai (33%), Honduras (22%), Nicarágua (18%) e Colômbia (13%), registraram os maiores aumentos em gastos militares comparando-se os anos de 2013 e 2012. No mesmo período, as maiores reduções foram da Jamaica (9%), Estados Unidos (7,8%), El Salvador (4,5%) e Brasil (3,9%).

Rápido crescimento na década de 2000

A redução brasileira contrasta com o rápido aumento dos gastos militares do país – em torno de 7% – entre os anos de 2003 e 2010, com pico em 2010. Para o Sipri, as despesas do Brasil e dos outros países do Brics – Rússia, Índia, China e África do Sul – subiram em linha com o rápido crescimento econômico dessas nações.

Mas, no caso do Brasil, os aumentos dos últimos anos estavam relacionados com a introdução de uma nova estratégia de segurança, na qual o país busca a modernização por meio da aquisição de novos equipamentos militares para proteger a região amazônica e as reservas de petróleo do pré-sal.

"Inclui-se aí também a tentativa do país de desenvolver sua própria indústria de armas, com a Embraer no topo desses esforços", comentou Solmirano. "Podemos também dizer que o Brasil, como potência regional emergente, está buscando um papel maior na política internacional e, a fim de fazê-lo, precisa de força militar."

Em contraste com os anos anteriores, o aumento dos gastos militares dos países da América do Sul desacelerou principalmente por causa da queda do investimento do Brasil, que é o maior investidor da região em valor absoluto, afirma o relatório. Enquanto os países da região registraram um aumento de 58% no período de 2004 a 2013, o crescimento de 2012 e 2013 foi de 1,6%.

Gastos mundiais caíram 1,9%

Os gastos militares globais diminuíram 1,9% entre 2012 e 2013, somando 1,75 trilhão de dólares em 2013, em grande parte por causa do recuo nos gastos dos Estados Unidos, que caíram 7,8% e alcançaram a cifra de 640 bilhões de dólares. A diminuição pode ser atribuída pela redução das missões militares em países como Afeganistão e Iraque.

Ainda de acordo com o relatório, 2013 foi o segundo ano consecutivo em que os gastos globais diminuíram. Porém, enquanto eles decresceram no Ocidente – América do Norte (queda de 7,8%), Europa Ocidental e Central (2,4%) e Oceania (3,2%) –, aumentaram em regiões como Ásia, África e leste da Europa.

Os gastos da China cresceram 7,4% e representam uma política de longo prazo de elevação dos gastos militares, em linha com o alto crescimento econômico do país. A Rússia, por sua vez, também aumentou em 4,8% sua verba destinada aos militares e ultrapassou, pela primeira vez desde 2003, os EUA nas despesas em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB).

O relatório sublinha ainda que 23 países mais que dobraram os seus gastos militares entre 2004 e 2013 – entre eles estão a China, a Rússia e a Arábia Saudita.


Jornalista norte-americano afirma que crise na Ucrânia leva a assinatura da CIA

George Mapp destacou experiência da agência dos Estados Unidos em tramar golpes de estado


Diário da Rússia

O jornalista norte-americano George Mapp, especializado em investigar atividades de serviços especiais e questões de segurança, acredita ser totalmente lógica a visita do diretor da CIA John Brennan à Ucrânia no contexto do jogo geopolítico que tem se desdobrado em torno deste país.

A mídia internacional e fontes da imprensa russa no parlamento ucraniano publicaram que Brennan teria visitado Kiev, no sábado, 12, para se reunir secretamente com os responsáveis pelos ministérios e serviços de segurança da Ucrânia. O encontro teria deflagrado uma operação militar de repressão a manifestantes pró-federalização no sudeste do país.

Em entrevista à agência de notícias RIA Novosti, Mapp descreveu a situação em torno da Ucrânia como “uma partida de xadrez extremamente importante e delicada, disputada por todos os países envolvidos”. Segundo ele, um dos objetivos dos Estados Unidos trata de desviar a atenção da Rússia da questão síria, enquanto Moscou neste embate com o Ocidente pode mostrar ao mundo, e antes de tudo aos países do BRICS, a sua capacidade de prejudicar a economia e a moeda norte-americanas.

Mapp disse que por essas e outras razões o resultado dessa partida terá importância e consequências enormes. Na sua opinião, apesar de não dispor de confirmações concretas do ocorrido, a visita do diretor da CIA John Brennan à Kiev é totalmente lógica e real.

Segundo o jornalista, existe grande possibilidade de que a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos não estivesse apenas envolvida, mas fosse a organizadora e controladora dos protestos na Ucrânia. “O cenário ucraniano que vem se desdobrando no decorrer dos últimos meses leva a marca registrada da CIA.”

George Mapp destacou que a agência norte-americana tem grande experiência na organização de golpes de Estado, inclusive na própria Ucrânia, a exemplo da “Revolução Laranja”, em 2004.


Varsóvia investiga denúncia sobre preparação de ativistas na Polônia

Voz da Rússia

A procuradoria do bairro de Mokotow, em Varsóvia, está verificando a denúncia de que ativistas do movimento pró-europeu Maidan haviam sido preparados em território da Polônia, avançou esta terça-feira o porta-voz do escritório do procurador distrital de Varsóvia, Przemyslaw Nowak.

"Temos 30 dias para tomar decisão", disse ele, sem dar o nome do autor da denúncia.

No início de março, o vice-presidente do Conselho da Federação (câmara alta do parlamento russo), Yuri Vorobiev, acusou os EUA de terem financiado o treinamento de combatentes do Maidan. "Nós sabemos que os combatentes do Maidan que atuaram em Kiev, foram preparados com o vosso dinheiro (dos EUA) na Lituânia e Polônia", especificou ele então.



Força Aérea Russa irá receber 16 novos MiG-29 SMT

Voz da Rússia

O Ministério da Defesa da Federação Russa e a Corporação Russa de Construção Aeronáutica MiG selaram um contrato de fornecimento de 16 caças multipropósito MiG-29 SMT, que serão construídos e entregues à Força Aérea até ao final de 2016.




"O valor do contrato, incluindo os meios de apoio terrestre e equipamentos de verificação e teste, ascende para mais de 17 bilhões de rublos", diz-se em um comunicado de imprensa emitido pela Corporação MiG.


Ucrânia está à beira da guerra civil, diz Medvedev

A Ucrânia está à beira de uma guerra civil, disse o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev.


Voz da Rússia

O premiê manifestou a esperança de que as pessoas "de quem depende atualmente a tomada de decisões tenham o suficiente bom senso para não levar o país a tais terríveis abalos ". Medvedev especificou estar falando "no poder que se instalou de fato na Ucrânia, que assumiu o governo do país através de um golpe de Estado".

Segundo Medvedev, a única via de salvar a Ucrânia e acalmar a situação passa pela "criação de condições normais para o desenvolvimento do país, por um diálogo com os seus cidadãos, com o seu povo, e respeito pelos interesses de todos os grupos étnicos".



Parlamento ucraniano proclama Crimeia "território ocupado"

Voz da Rússia

A Suprema Rada da Ucrânia aprovou uma lei na qual a Crimeia e a cidade de Sevastopol são proclamadas "território temporariamente ocupado".

Apoiada por 228 deputados, sendo o mínimo exigido de 226 votos, a lei deverá ser agora assinada pelo presidente interino da Ucrânia, Alexander Turchinov.

De acordo com a lei, o referido território é parte integrante e inalienável da Ucrânia e está sujeito à legislação ucraniana, mas a responsabilidade pela violação dos direitos humanos nele é atribuída à Rússia.


Tropas ucranianas entram em Slavyansk

Voz da Rússia

Tropas ucranianas entraram na cidade de Slavyansk, região de Donetsk, e estão se preparando para um ataque, disse um representante da Milícia Popular de Donbass, Serguei Tsyplakov.

"Um forte assalto à cidade de Slavyansk está agora em andamento, os veículos blindados entram na cidade, há muitas tropas. Os nossos companheiros estão se preparando para a defesa", relata o ativista.

Para além disso, o exército ucraniano começou há pouco um assalto ao aeródromo em Kramatorsk, também no Leste da Ucrânia. Entre os milicianos há feridos.



Tropas ucranianas tomam de assalto aeródromo de Kramatorsk, há mortos

Voz da Rússia

Um representante das milícias informa que o exército ucraniano tomou o controle do aeródromo de Kramatorsk. Durante a operação, quatro milicianos foram mortos e outros dois feridos.

Anteriormente, Alexander Turchinov, presidente em exercício da Ucrânia, nomeado para o cargo de chefe de Estado pelo Parlamento, havia decretado o início de uma operação especial em grande escala no Leste do país com envolvimento das forças armadas.


14 abril 2014

O submarino nuclear russo

O desmonte dessa magnífica arma de guerra


National Geographic




Imóvel de comandante da Marinha facilita naturalização de jordaniano

Almirante deixou inquilino morar em apartamento comprado por ele. MPF investiga comandante por improbidade


Adriana Cruz e Hilka Telles | O Dia

Rio - O endereço nobre do apartamento comprado pelo comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, na Avenida Atlântica, no Leme, foi crucial para que um jordaniano conseguisse naturalizar-se brasileiro. Osamah Salim Albakhit Alibrahim era inquilino do imóvel quando o almirante Moura Neto o adquiriu, em setembro de 2009. Em um gesto de boa vontade, o oficial autorizou, por escrito, o jordaniano a permanecer no apartamento por seis meses — o prazo terminaria entre março e abril de 2010.

Mas, um ano depois de o imóvel ter sido adquirido por Moura Neto, Osamah Salim Albakhit Alibrahim continuava afirmando morar naquele endereço, como consta em documentos enviados por ele ao Ministério da Justiça. No prédio, ninguém informa a data em que o comandante Moura Neto e sua mulher se mudaram para o apartamento.

Como inquilino, Osamah Salim Albakhit Alibrahim seria o comprador preferencial. A lei estabelece que o proprietário é obrigado a comunicar ao morador sua intenção da venda, informando o valor, para saber se ele tem intenção de comprá-lo.

Essa comunicação tem que ser feita de maneira inequívoca e geralmente se realiza por meio de documento firmado em cartório. O inquilino tem que responder também em documento oficial. Isso é importante para que, posteriormente, o morador não conteste a negociação.

Estranhamente, não há registro do documento oferecendo o imóvel ao jordaniano. Existe apenas uma declaração de Osamah abrindo mão do apartamento. “Não tenho interesse em adquirir o imóvel pertencente a Dalete Barros dos Santos, podendo a mesma permutar ou alienar de qualquer forma pelo preço e condição que lhe convier”, declarou na época.

A naturalização foi concedida em 20 de setembro de 2010. No documento, a funcionária pública Izaura M. S. Miranda afirma que o jordaniano ainda morava na Avenida Atlântica 270, apartamento 703 — onde o comandante Julio Soares de Moura Neto e sua mulher já deveriam estar residindo.

O processo de naturalização de Osamah já tinha sido arquivado anteriormente por ele não ter comunicado à Polícia Federal quando se mudou da Rua Garcia D’Ávila, em Ipanema — como exige a Lei do Estrangeiro. O Ministério da Justiça mandou correspondência ao jordaniano, que foi devolvida pelos Correios.

Valor declarado foi metade de avaliação da prefeitura

Em setembro de 2009, a Prefeitura do Rio de Janeiro avaliou em R$ 2.286.144,98 o apartamento que o comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, comprou na Avenida Atlântica, no Leme. O valor é quase o dobro da quantia pela qual o almirante negociou a compra do imóvel (R$1.180.000).

Se o imposto tivesse sido cobrado de acordo com a avaliação da prefeitura, o almirante Moura Neto teria que ter desembolsado nada menos que R$ 45.720 de Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Com a redução do valor, economizou R$ 22.120, quase a mesma quantia que pagou de imposto pelo apartamento (R$ 23.600).

A avaliação da prefeitura consta de documento oficial: o processo administrativo instaurado pelo próprio comandante da Marinha, pedindo que o valor do ITBI fosse diminuído — a porcentagem é 2% do valor declarado pelo dono do imóvel comprado.

Não é comum tanta rapidez, mas a tramitação do processo ocorreu em tempo recorde. O início foi em 11 de setembro e, quatro dias depois, o pedido já estava aprovado.

Em 27 de outubro a prefeitura acusou o recebimento da taxa de R$ 23.600 e arquivou o processo no mesmo dia.


MPF apura denúncia que ligaria Comandante da Marinha do Brasil à compra irregular de submarinos

Luxo e viagem dão indício de improbidade. Marinha não explica


Adriana Cruz e Hilka Telles | O Dia

RIo - Num inquérito civil público aberto há um ano e que estava guardado a sete chaves, o comandante da Marinha do Brasil, almirante Julio Soares de Moura Neto, é alvo de investigação da Procuradoria da República no Distrito Federal por improbidade administrativa. O Ministério Público Federal apura três denúncias feitas por um advogado, cujo nome está sendo mantido em sigilo. A principal delas, segundo o documento, é a aquisição de imóvel de luxo na Avenida Atlântica, no Leme, “que seria incompatível com sua renda e que estaria vinculada, de forma ilícita, à compra de submarinos franceses pelo Brasil”.

Na quinta-feira, o inquérito foi redistribuído e agora está nas mãos do procurador da República Anselmo Henrique Lopes, do Núcleo de Combate à Corrupção. O prazo de apuração se expira no próximo mês, mas pode ser prorrogado até maio do ano que vem.

As viagens para o exterior feitas pelo comandante da Marinha, ‘em tese, desnecessárias e em número excessivo’ —, também serão apuradas. Só em 2012 foram 64 dias fora do país. A última investigação é sobre a nomeação de um capitão-de-mar-e-guerra, que seria primo de sua mulher, para servir na Organização Marítima Internacional (IMO), sediada em Londres. Esse mesmo oficial deixou de ser promovido algumas vezes porque a Comissão de Promoção de Oficiais (CPO) o considerara inabilitado para comandar navios ou organizações militares, segundo fontes da Marinha.

Em dezembro de 2008, o Brasil anunciou a compra de submarinos franceses, mas os contratos foram assinados no primeiro semestre de 2009. Naquela ocasião, o comandante da Marinha e sua mulher, Sheila Royo Soares de Moura, residiam num modesto apartamento de fundos comprado em 1977 na Rua General Ribeiro da Costa, no Leme.

Em fevereiro de 2009, a família concretizou a primeira transação imobiliária: Sheila adquiriu em seu nome um outro apartamento no prédio onde morava, por R$ 280 mil. Em junho, o almirante e sua mulher venderam por R$ 730 mil o imóvel no qual residiam, mas continuaram no mesmo edifício da Rua General Ribeiro da Costa, no imóvel comprado.

A diferença de valor entre os dois apartamentos no mesmo prédio, negociados com apenas quatro meses de intervalo, foi de R$ 450 mil. Em setembro, compraram um apartamento num prédio que é considerado um dos dez melhores edifícios do Rio de Janeiro, segundo avaliação no site ‘Skyscrapercity’. O endereço é nobre: Avenida Atlântica 270, no Leme, de frente para o mar.

O valor de compra do imóvel não reflete a realidade do mercado na época: na escritura, consta que o almirante Moura Neto adquiriu o apartamento por apenas R$ 1.180.000. Imobiliárias garantem que, na ocasião, um imóvel naquele prédio custava, no mínimo, o dobro.



A Marinha enviou nota, mas não respondeu aos questionamentos do DIA.

Imóvel no Leme pertencia à mulher de empresário do Sul

A única pessoa que poderia explicar por que o imóvel da Avenida Atlântica foi vendido a um preço irrisório, considerando-se o mercado na época, morreu ao cair da sacada de seu apartamento em Curitiba (PR): seria a ex-proprietária, Dalete Barros dos Santos, antes conhecida como Lisa Grendene, ex-socialite e ex-esposa do magnata do ramo calçadista Alexandre Grendene Bartelle.

Conforme O DIA apurou, o apartamento no bairro do Leme, de frente para o mar, tem duas suítes, mais dois quartos, um lavabo, living, cozinha, dependências de empregada e quatro vagas para automóveis na garagem.

O edifício é revestido com granito branco e sua fachada é cercada por coqueiros, refletindo o luxo dos apartamentos que abriga. O valor do condomínio é um segredo no prédio: nenhum morador indagado quis revelar quanto desembolsa.

Pedido de arquivamento de procurador foi rejeitado

Para investigar as denúncias contra o comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, o Ministro Público Federal (MPF) solicitou informações à Controladoria Geral da União e ao 5º Registro Geral de Imóveis do Rio de Janeiro, mas ainda não obteve respostas dos órgãos.

Antes de ir para o Núcleo de Combate à Corrupção, trabalharam no caso os procuradores da República Peterson Pereira e Luciana Loureiro Oliveira. Embora as denúncias tenham começado a ser apuradas no MPF do Rio em Janeiro em 2013, pelo fato de o almirante exercer cargo em Brasília, acabaram encaminhadas ao Distrito Federal.

Em 24 de abril de 2013, o procurador da República Helio Ferreira Heringer Júnior pediu o arquivamento do caso, sob alegação de que não havia indícios suficientes para abertura de inquérito civil público. Mas o pedido foi rejeitado pela 5ª Câmara de Coordenação e Revisão, do MPF. Em 31 de maio do ano passado, o inquérito foi instaurado, mas a chancela do órgão ocorreu no fim de outubro, quando pelo menos um autor das denúncias se identificou.

Marinha envia nota sem respostas ao DIA

A Marinha recebeu e-mail do DIA na quarta-feira, contendo 15 perguntas diretas sobre o assunto. Na sexta-feira, 48 horas depois, enviou nota sem responder a qualquer uma das indagações. Afirmou apenas que a suposta irregularidade do processo da compra do imóvel na Avenida Atlântica decorre de denúncia anônima — já se sabe que um advogado é o autor das denúncias.

Segundo a Marinha, a mesma denúncia foi enviada à Corregedoria Geral da União (CGU). E acentua que a imputação de crime de enriquecimento ilícito contra o comandante, ‘atacando diretamente a sua honra, coloca sob suspeição a honestidade e a probidade no desempenho do cargo que ocupa’.

De acordo com a nota, Moura Neto enviou relatório ao Ministério da Defesa com dados sobre a compra do apartamento na Avenida Atlântica, incluindo os recursos financeiros utilizados para a negociação. 


Sobre as viagens, relatou apenas que foram para participação em seminários, conferências e reuniões com outras forças navais. Quanto ao suposto grau de parentesco do oficial Pinho com a mulher de Moura Neto, nem uma palavra foi dita. A Marinha limitou-se a dizer que sua designação para a Organização Marítima Internacional é prerrogativa do comandante.



Indicados são mal vistos

A indicação de dois oficiais para trabalhar em postos no exterior, feita pelo comandante da Marinha do Brasil, almirante Julio Soares de Moura Neto, causou mal-estar na Força Armada. O primeiro, que é objeto de investigação do inquérito civil, é o capitão-de-mar-e-guerra Fernando Augusto Teixeira de Pinho, que seria primo da mulher do comandante. Pinho foi designado para atuar na Organização Marítima Internacional (IMO), ligada à Organização nas Nações Unidas (ONU).

Segundo fontes na Marinha, Pinho foi reprovado algumas vezes pela Comissão de Promoção de Oficiais (CPO) para comandar navios e outras organizações militares, e teria sido promovido a capitão-de-mar-e-guerra não por merecimento, mas por antiguidade. Depois que o almirante Moura Neto assumiu o comando da Marinha, Pinho foi transferido para o Estado-Maior.

O outro oficial é o capitão-de-fragata Alexandre Calmon de Britto Campos Reis. De acordo com fontes, Calmon teria deixado de fazer um curso obrigatório de carreira, mas não se sabe o motivo, e por isso não foi promovido a capitão-de-mar-e-guerra. O oficial era lotado no gabinete do comandante da Marinha e pessoa muito próxima a ele, segundo informações de fontes.

Em novembro do ano passado, Calmon foi indicado para trabalhar como chefe na Junta Interamericana de Defesa, em Washington, capital dos Estados Unidos.

Mãe de militar, dona de 50% do imóvel, fez doação a filho e nora

Na escritura de compra e venda do imóvel da Avenida Atlântica, no Leme, a mãe do comandante da Marinha, Lourença Soares de Moura, aparece como a compradora de 50% do apartamento.

Os outros 50% são adquiridos por Julio Soares de Moura Neto e sua mulher, Sheila Royo Soares de Moura. No entanto, no mesmo documento, a mãe faz uma doação da parte dela para o filho e a nora, em regime de usufruto — na morte dela, os outros 50% do imóvel passam para o casal.

Mas não foi apenas Lourença quem resolveu fazer doações de bens na família. O apartamento 303, da Rua General Ribeiro da Costa 190, comprado em fevereiro de 2009, ficou na posse total da mulher do comandante da Marinha até a data de 5 de abril de 2013, quando ela doou a metade do imóvel para a cunhada, Janete Ferreira de Andrade, irmã do marido.

Coincidentemente, na véspera, o dia 4 de abril, o jornalista Cláudio Humberto publicou nota em seu site intitulada “Poder, política e bastidores”, dizendo que o comandante poderia aproveitar a aposentadoria num belíssimo apartamento, na cobiçada Avenida Atlântica, avaliado em R$ 5 milhões (valor é referente àquela ocasião).

Segundo Marinha, militar fez viagens oficiais por 64 dias em 2012

De acordo com documentos a que O DIA teve acesso, somente em 2012 o comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, viajou por um período total de 64 dias para a Antártica, o Reino Unido, a República de Cabo Verde, o Chile, a Namíbia e Angola (duas vezes). E ainda para países México, Estados Unidos e Peru. Mas há informações de que ele também teria ido à Líbia.

Um ano antes, Moura Neto visitou duas vezes os Estados Unidos (em setembro e outubro), num total de 13 dias.

No ano passado, o militar foi à Argentina e à Holanda (12 dias). E, apenas em fevereiro e março de 2014, ele esteve na Inglaterra, na França e no Uruguai (17 dias).

O comandante da Marinha fez 16 viagens a 14 países entre setembro de 2011 e março de 2014. A única informação dada pela Marinha é que foram viagens oficiais.


12 abril 2014

Uruguai analisa opções para eventual compra do Yak-130

Infodefensa

Montevideo - O ministro da Defesa, Eleuterio Fernández Huidobro, recebeu uma delegação oficial russa, com a qual foram analisadas várias opções financeiras para adquirir o treinador avançado Yak -130.

Na reunião, além de reafirmar o interesse da Força Aérea do Uruguai para a compra da aeronave, foram analisadas as capacidades técnicas do Yak -130 e concordaram em continuar a discutir várias opções para incorporar o vetor à FAU.

A FAU está atualmente em um processo (que começou décadas atrás) de substituição de seus meios de caça, que são resumidas no avião de ataque Cessna A37B Dragonfly e, em breve, vai resolver a saída de operação de seu avião de ataque, o FMA IA -58 Pucará, uma vez que está se tornando mais difícil manter esses aviões voando. 

Para este segundo caso, as opções analisadas são o Embraer Tucano ou Super Tucano e, também, concentrar o grupo No. 1 de ataque e o No. 2 de caça, em um só grupo de caça/ataque.


11 abril 2014

Jimmy Carter: mundo considera EUA como principal belicista

Voz da Rússia

O mundo considera a América como o "principal instigador de guerras", declarou o ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, em uma entrevista ao Salon.

Segundo ele, as pessoas no mundo acreditam que os norte-americanos "desencadeiam conflitos armados sob qualquer pretexto".

Carter lembrou um recente discurso do secretário de Estado, John Kerry, que afirmou que, no século XXI, não se pode mais invadir outros países. "Isso parece exatamente o mesmo que fizemos no Iraque no século XXI", disse um jornalista. "É isso mesmo. Fizemos. E continuamos a fazer. Assim é Washington. Infelizmente. E isso dura há muitos anos", afirmou Carter.



Os reforços militares russos na defesa da Crimeia

Plano do Ministério da Defesa é estacionar equipamentos militares na península compostos por armamentos e outros dispositivos modernos. Saiba quais são eles.


Viktória Tchernitcheva | Rossiyskaya Gazeta

Dentro de dois anos, a Marinha de Guerra na Crimeia receberá seis novas fragatas Projeto 11356.



Project 11356 Krivak III
São navios polivalentes para operações de combate, tanto contra outros meios de superfície ou submarinos, e que podem repelir ataques aéreos independentemente ou em conjunto com outros navios.

Na sua construção, foram empregados métodos de tecnologia “stealth” para maior proteção.

As novas fragatas estão substancialmente melhor armadas. O armamento principal é o míssil Calibr-HK (3M-54 Klub), projetado para combater outros navios de superfície, submarinos e alvos localizados em terra. O sistema é composto por oito mísseis de cruzeiro com alcance entre 10 km a 300 km. Não há análogos ao 3M-54 Klub entre os mísseis estrangeiros, levando em consideração alguns parâmetros.

Os navios ainda são equipados com um hangar e uma pista de pouso para helicópteros antissubmarinos Ka-27 (ou Ka-31).

Submarinos Projeto 636



Project 636 Improved Kilo
Supõe-se que até o fim do ano dois novos submarinos deverão ser adicionados ao dispositivo da Frota do Mar Negro, outros dois em 2015 e o resto em 2016. São submarinos Projeto 636 diesel-elétricos da classe Kilo –um modelo melhorado de baixo ruído dos submarinos 877 EKM (versão modernizada de exportação).

A principal tarefa do submarino é a proteção de bases navais e da costa russa, combatendo submarinos e meios de superfície inimigos, bem como a realização de reconhecimento e outras tarefas. O Projeto 636 possui uma grande capacidade de navegação e empuxo, é mais rápido, poderoso e silencioso. Possui um alcance mais longo, maior poder de fogo e uma acústica reforçada.

O armamento do submarino é composto por seis tubos lança-torpedos de 533 mm e uma dotação de 18 torpedos, que podem ser substituídos por 24 minas. Compõe o sistema de defesa aérea oito MANPADS Strela-3 ou Igla. O submarino deverá receber ainda mísseis antinavio do tipo Club-S e novos equipamentos eletrônicos.

Caças Su-27



Sukhoi Su-27
Até agora, foram deslocados para os aeródromos militares da Crimeia de Gvardeisk e Kutch bombardeiros táticos e de reconhecimento Su-24, aviões anfíbios Be-12 e helicópteros de ataque e transporte. Há informações de que na península poderão ser utilizados caças multifunção Su-27 de quarta geração e altamente manobráveis. Esta aeronave (que recebeu da Otan a designação Flanker, “que penetra pelos flancos”) foi desenhada como um interceptador, em resposta ao desenvolvimento pelos Estados Unidos do caça F-15. A especialidade do Su-27 é a superioridade aérea.

O armamento do Su-27 é composto por um canhão de 30 mm com 150 cartuchos, seis mísseis ar-ar de médio alcance e quatro para combate aproximado. Hoje, o Su-27, juntamente com o Mig-29, é o principal vetor da Força Aérea Russa, reconhecidamente como uns dos mais eficientes do mundo.

Aviões de patrulha marítima

A Rússia irá ainda fortalecer suas defesas na Crimeia com aviões antissubmarinos (ASW) Tu-142 e Il-38.



Tupolev Tu-142 Bear
A aeronave ASW Tu-142 está preparada para enfrentar os submarinos nucleares americanos armados com mísseis balísticos da classe Polaris. Ela foi construída com base nos Tu-95 RTs. Os projetistas realizaram uma série de alterações que melhoraram a aerodinâmica que aumentaram a eficiência do controle do avião.

O Tu-142 possui dois canhões de 23 mm, mísseis antinavio, torpedos antissubmarino e cargas de profundidade. O avião tem uma velocidade máxima de 800 km/h e é capaz de levar uma carga de combate de 8.845 kg. A tripulação é composta por dez tripulantes.

Já o Il-38 foi construído com base no avião de passageiros Il-18V.

O armamento da aeronave é composto por dois torpedos antissubmarino, minas navais e sonoboias (que orientam as cargas de profundidade). O reconhecimento marítimo é feito pelo sistema Berkut e sua tripulação é composta por sete pessoas.

Helicópteros Ka-27 e Ka-29

Depois da modernização dos aeródromos na Crimeia, eles serão capazes de receber helicópteros Ka-27 e Ka-29. O primeiro é o desenvolvimento do helicóptero antissubmarino Ka-25 e possui o mesmo sistema de rotores axiais contrarrotativos. O Ka-27 pode ser baseado em navios e suas principais tarefas são reconhecimento, detecção e combate a submarinos. Ele também pode participar de operações de busca e salvamento e transporte de cargas em condições extremas.

O Ka-27 leva como armamento torpedos guiados, torpedos-foguete, até dez cargas de profundidade ou duas cargas de profundidade guiadas.



Kamov Ka-27
O helicóptero militar de transporte Ka-29 foi projetado com base no Ka-27. Possui a finalidade de aumentar a mobilidade e a eficiência em operações anfíbias, bem como no combate a alvos de superfície, blindados e terrestres. A aeronave pode transportar cargas e fuzileiros da praia para o navio e vice-versa. A variante de ataque do Ka-29 é armada com mísseis, canhões, foguetes e outros armamentos para bombardeio.

10 abril 2014

Nova viatura blindada cancelada

ATOM pretendia ser sustitudo do BTR-80


Área Militar

A invasão russa da Crimeia e a ocupação daquele território por parte do exército russo, fizeram uma primeira vítima clara, com a suspensão por tempo indeterminado do desenvolvimento de uma viatura blindada de combate, em que participavam o grupo sueco Volvo camiões pesados e a empresa russa UVZ (Ural Vagon Zavod) um dos principais fabricantes russos de viaturas militares, cujos projetos ainda datam da era soviética.

A viatura blindada na configuração 8x8 era inspirada no AMV Pátria, mas incluia várias modificações para facilitar a sua construção na Rússia. O projeto que foi apresentado em 2013 pretendia ser um substituto da viatura BTR-80 profusamente utilizada pelo exército russo e por inumeras forças militares de outros países do mundo.

Os russos desenvolveram uma versão modernizada do BTR-80, que foi designada BTR-90, mas as prestações não são muito melhores e o veículo não conseguiu encomendas.


ATOM
Já o novo ATOM, como seria conhecida a viatura, também possuia uma configuração 8x8, mas era muito mais moderno, mais sofisticas, melhor blindado, mais potênte e teria um custo relativamente reduzido, equipado com um motor RENAULT com uma potência de 600cv.
A medida foi anunciada pela VOLVO, atravez da porta voz Karin Wielk, que afirmou que a empresa teme que o piorar de relações entre a Rússia e os países democráticos levasse a uma proibição por parte do governo da Suécia de qualquer investimento ou transferência de tecnologia para a fábrica russa, que ainda produz o tanque T-72, desenvolvido na URSS na era Brejnev.

A mesma fonte avisou que o projeto se encontrava suspenso e não havia qualquer informação sobre a possibilidade de ser retomado.

A Suécia não é membro da NATO, mas tem sido dos páises mais críticos das atuações russas na Ucrânia, da ocupação de território ucrâniano e da ameaça velada contra o resto do território da Ucrânia.

Os países da NATO ainda não decidiram sobre que futuro tomar relativamente à cooperação militar com a Rússia embora tenham já decidido suspender toda a cooperação entre a aliança e o regime moscovita, liderado por Vladimir Putin.


Forças de paz russas não entrarão na Ucrânia sem resolução da ONU

Ministério dos Negócios Estrangeiros russo alertou Kiev sobre perigo de recorrer à força para conter os protestos nas regiões orientais da Ucrânia. Notícia de que mercenários de empresa militar privada norte-americana podem vir a ser usados para dispersar os manifestantes é motivo de preocupação em Moscou.


Oleg Fómitchev, especial para Gazeta Russa

“As forças de paz russas não podem entrar na região ucraniana de Donetsk sem uma resolução do Conselho de Segurança da ONU”, declarou o chefe do comitê de defesa e segurança do Conselho da Federação (câmara alta do Parlamento russo), Viktor Ozerov. “Tivemos casos de entrada de forças de manutenção da paz no território da Ossétia do Sul e da Abecásia, mas isso foi no âmbito da CEI [Comunidade dos Estados Independentes].”

Ozerov aproveitou para lembrar que, em reunião extraordinária em maio passado, o Conselho da Federação autorizou o presidente russo Vladímir Pútin a usar as Forças Armadas na Ucrânia. “Aquilo se deveu à situação na Crimeia, mas agimos com base em acordos no âmbito da Frota do Mar Negro e apenas reforçamos a proteção de nossas bases”, explicou o senador.

A situação nas regiões orientais da Ucrânia, onde ativistas pró-Rússia se manifestaram a favor de um referendo sobre a separação do país, vem se agravando nos últimos dias. “A Rússia está interessada na estabilização da Ucrânia, mas a opinião pública deve ser levada em conta, e o referendo é a forma mais democrática para tal”, acrescentou Ozerov.

Moscou deve reconsiderar a sua posição somente em caso de derramamento de sangue e início de limpeza étnica no leste da Ucrânia, garantiu o senador. No entanto, os oficiais do Ministério dos Negócios Estrangeiros Exteriores demonstraram descontentamento ao encontrar mercenários americanos no país vizinho e pediram às autoridades de Kiev para cessarem quaisquer preparativos militares que possam desencadear uma guerra civil.

“De acordo com as informações disponíveis, nas regiões do sudeste da Ucrânia, nomeadamente em Donetsk, estão se reunindo unidades das forças internas e da guarda nacional da Ucrânia com a participação de militantes da formação armada ilegal Setor de Direita”, diz um comunicado publicado na página oficial do ministério no Facebook.

O órgão ressaltou ainda o perigo da presença de 150 especialistas americanos da organização militar privada Greystone, vestidos com o uniforme dos soldados da unidade Sokol. A missão dessas forças seria repimir os protestos dos moradores do sudeste do país contra a política atual de Kiev.

“Os organizadores e participantes dessa provocação estão assumindo uma grande responsabilidade pela ameaça aos direitos, liberdade e vidas dos cidadãos pacíficos da Ucrânia e à estabilidade do Estado ucraniano”, advertiu o russo.

O envio de uma grupo especial para o leste e sul da Ucrânia foi mais tarde confirmado pelo ministro do Interior recém-nomeado pelo Parlamento ucraniano, Arsen Avakov. “Essas forças especiais estão prontas para resolver problemas operacionais sem considerar nuances locais”, disse Avakov, citado pela assessoria de imprensa do governo.

Com material das agências de notícias Interfax e Itar-Tass