27 maio 2015

Vice-premiê russo nega que Moscou tenha desistido dos Mistral

O vice-primeiro-ministro da Rússia Dmitry Rogozin criticou duramente nesta quarta-feira o vice-presidente do Complexo Industrial Militar russo Oleg Bochkaryov por suas declarações de que a Rússia teria alegadamente desistido da compra dos dois navios Mistral encomendados à França, informa o jornal Kommersant nesta quarta-feira (27).


Sputnik

O vice-presidente do Complexo Industrial Militar russo, Oleg Bochkaryov, afirmou nesta terça-feira (26) que Moscou desistiu de ficar com os porta-helicópteros franceses da classe Mistral e que os representantes franceses irão visitar Moscou em breve. Rússia e França agora estão discutindo somente o valor que Paris deve reembolsar o governo russo pelo não cumprimento do contrato.

Marinheiros russos em frente do navio de tipo Mistral em Saint-Nazaire, em França
© REUTERS/ Stephane Mahe

Porém, o vice-premiê russo negou estas declarações, frisando que “a Rússia nunca desistiu oficialmente dos navios, a visita dos representantes franceses não está prevista por Moscou e o senhor Bochkaryov nunca participou das negociações sobre os navios Mistral”.

Além disso, Rogozin anunciou planos de estabelecer regras de comunicação entre os seus subordinados e a imprensa.

A situação foi também comentada pelo porta-voz do presidente russo Dmitry Peskov:

“Quanto aos navios Mistral, não tenho nada a acrescentar ao que já disse”.

Anteriormente Peskov tinha declarado que, no caso dos Mistral, Moscou segue o princípio “mercadoria ou dinheiro” que foi ajustado durante o encontro do presidente russo Vladimir Putin com o seu homólogo francês François Hollande em Yerevan em 27 de abril.

"Nós queremos ou dinheiro ou os navios. Pelo menos os dois lados têm uma posição semelhante sobre isso", comentou.

Moscou e Paris assinaram um acordo de US$ 1,3 bilhões para dois porta-helicópteros da classe Mistral em 2011. A entrega do primeiro navio à Rússia estava prevista para novembro de 2014, mas nunca aconteceu. O presidente francês, François Hollande, colocou a entrega em espera devido a alegada interferência russa na crise ucraniana. O Kremlin negou veementemente as acusações e exortou Paris a cumprir as suas obrigações contratuais.

O primeiro navio de desembarque, Vladivostok, devia ter sido entregue pela França em 14 novembro de 2014. Já o segundo navio deveria ser entregue até o final de 2015.


Canadá se recusa a extraditar criminoso de guerra nazista para a Rússia

O Canadá se recusou a extraditar para a Rússia o criminoso de guerra Vladimir Katryuk, 94 anos, acusado de participar do massacre de civis na aldeia bielorrussa de Khatyn em 1943, segundo informou o vice-procurador-geral russo Alexander Zvyagintsev à Sputnik.


Sputnik

No início de maio, o Comitê de Investigações da Rússia abriu um processo criminal contra Katryuk, descendente de ucranianos e residente no Canadá desde 1951, acusando-o de cumplicidade com genocídio.




"Infelizmente, o Canadá, que deveria tê-lo trazido à responsabilidade, rejeitou nosso pedido para extraditar Katryuk", disse Zvyagintsev, acrescentando que "o Canadá retirou todas as acusações contra ele por certas razões desconhecidas".

De acordo com os investigadores russos, durante a Segunda Guerra Mundial Katryuk se juntou voluntariamente a um batalhão ucraniano da polícia nazista que, em 23 de março de 1943, participou do extermínio de todos os moradores do vilarejo bielorrusso de Khatyn, perto de Minsk.

Katryuk teria sido um dos homens que arrastaram as vítimas de suas casas, levando-as em seguida a um celeiro nos arredores da comunidade. Lá, segundo os registros históricos, elas foram trancadas e queimadas vivas. Todos os que tentaram escapar do incêndio foram baleados. No total, foram 149 civis mortos, incluindo 75 jovens e crianças. Além disso, todas as casas da aldeia foram destruídas.

Durante a ocupação nazista entre 1941 e 1944 – época em que a Bielorrússia era uma república constitutiva da União Soviética, cerca de 400.000 civis locais foram exterminados em prol da “limpeza étnica” promovida pela Alemanha de Hitler.

Na década de 1970, em um tribunal militar da Bielorrússia criado para investigar o massacre de Khatyn, dois cúmplices de Katryuk, Grigory Vasyura e Vasily Meleshko, foram considerados culpados de genocídio e condenados à morte. Ambos foram executados em 1975.

Em 1999, o Canadá destituiu Katryuk de sua cidadania após as autoridades nacionais terem descoberto que ele havia chegado ao país com documentos falsos, escondendo seu envolvimento com a polícia nazista. Na ocasião, as evidências de seus crimes de guerra chamaram a atenção pública, mas aparentemente não foram suficientes para determinar sua participação ativa nas atrocidades. Em 2007, o gabinete do premiê Stephen Harper decidiu restaurar seus direitos como cidadão canadense.

Em 2012, os chamados caçadores de nazistas da organização não-governamental Centro Simon Wiesenthal desenterraram documentos confirmando que Katryuk estava entre o grupo que atirou nos habitantes de Khatyn em 1943.

No entanto, segundo o diário The Globe and Mail, Ottawa se recusou a comentar a decisão de não extraditar o criminoso de guerra a pedido da Rússia. Quando questionado, o governo canadense simplesmente trocou o assunto para a questão da Crimeia.

"Enquanto eu não posso comentar sobre qualquer pedido de extradição específico, para ser clara, nós nunca vamos aceitar ou reconhecer a anexação russa da Crimeia ou a ocupação ilegal de qualquer território soberano ucraniano", disse Clarissa Lamb, secretária de imprensa do ministro da Justiça canadense, Peter MacKay.

O Canadá, que abriga uma grande comunidade de ucranianos e descendentes de ucranianos – os quais representam um lobby político bastante significativo no país –, é um dos Estados que, ao lado dos EUA e seus aliados, resolveu impor sanções à Federação Russa devido ao suposto envolvimento de Moscou na crise da Ucrânia – alegação constantemente negada pelo Kremlin. 


A acusação a respeito de uma “agressão” ou “anexação russa” da Crimeia, no entanto, ignora o amplo referendo democrático realizado na península, no qual a vasta maioria da população decidiu exercer o direito à autodeterminação e se separar da Ucrânia após o golpe de Estado ocorrido em Kiev em fevereiro do ano passado – golpe que, aliás, foi conduzido com o apoio explícito dos EUA e de seus aliados ocidentais.

Noruega nega que exercícios militares tenham a ver com a Rússia

Os exercícios militares Arctic Challenge Exercise (ACE) não têm relação com a Rússia nem com a tensa situação política no mundo, declarou o porta-voz da Força Aérea norueguesa, Stian Roen.


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"Arctic Challenge não tem a ver com a Rússia nem com a tensa situação política internacional. É um treinamento programado há anos", disse em entrevista à Sputnik.


Caça americano F-16CM no Aeroporto de Kallax, no norte da Suécia, em 26 de maio de 2015
© REUTERS/ TT News Agency/Susanne Lindholm

A simulação foi marcada para começar em 25 de maio e vai até 5 de junho, realizada em Suécia, Finlândia e Noruega com a participação de Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, Suíça, Alemanha e França.

De acordo com o roteiro dos exercícios, os militares desses países comprovarão sua coordenação e simularão uma operação de paz na região norte dos países.

Anteriormente, os exercícios foram motivo de críticas na Suécia. O ex-embaixador sueco na Rússia, Sven Hirdman, comentou que "em vez de estar entrando na guerra com a OTAN no norte da Europa, o governo deveria trabalhar para o alívio das tensões entre os blocos militares."


EUA e Coreia do Sul fazem exercícios navais com França e Turquia

As forças navais dos EUA e da Coreia do Sul participaram de exercícios trilaterais com as Marinhas francesa e turca para aumentar a interoperabilidade marítima, segundo afirma o comandante sul-coreano Jong-Sik Lee em um comunicado conjunto com a Marinha norte-americana nesta quarta-feira (27).


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As manobras, realizadas em 23 de maio com a fragata francesa FS Aconit e em 25 de maio com a fragata turca TCG Gediz, aconteceram nas águas internacionais ao redor da península coreana.


Exercícios navais conjuntos entre EUA e Coreia do Sul
© REUTERS/ Kim Hong-Ji

As partes exercitaram manobras táticas e treinaram comunicação de voz e de sinais, de acordo com o comunicado.

"França e Turquia são dois dos 17 países que reafirmaram o seu compromisso nacional como Estados Remetentes para o Comando das Nações Unidas, com a promessa de retornar à Coreia caso o acordo de armistício fracasse", afirma a nota conjunta.

Na terça-feira (26), o vice-comandante do Exército dos EUA no Pacífico, major general James Pasquarette, disse que as forças norte-americanas na Coreia do Sul estavam prontas para "lutar esta noite" para lidar com qualquer ameaça imprevisível da Coreia do Norte.

"Através do treinamento trilateral, as Marinhas participantes podem aumentar a proficiência operacional e a integração", disse, por sua vez, o comandante Jong-Sik Lee no comunicado de hoje.

Os EUA e a Coreia do Sul continuam a realizar regularmente extensos exercícios militares conjuntos, os quais a Coreia do Norte denuncia como provocações.



A convite da Estônia, EUA ampliam sua presença militar perto da Rússia

Os EUA agradecem a cooperação da Estônia na área militar, declarou o chefe de uma delegação do Senado norte-americano durante o encontro com o premiê deste país báltico.


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Taavi Roivas, o primeiro-ministro mais jovem do mundo (tem 36 anos), parece estar tentando manter um frágil equilíbrio. Na reunião com os representantes da Comissão para Forças Armadas do Senado dos EUA, que teve lugar na terça-feira (26), ele propôs ampliar a presença militar estadunidense no país.


Primeiro-ministro estoniano, Taavi Roivas (esquerda), e o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg (direita) após ter acordado a presença da Aliança Atlântica na base aérea de Amari, na Estônia, em novembro de 2014.
© AFP 2015/ RAIGO PAJULA

O chefe do governo da Estônia quer que o contingente das tropas dos EUA se mantenha entre 300 e um mil e quinhentos homens.

"A presença militar dos Estados Unidos e dos aliados europeus é vital para a segurança na região", disse Roivas aos senadores norte-americanos.

A delegação, por sua parte, agradeceu à Estônia pelos gastos do orçamento destinados ao setor militar, que levam mais de 2% do PIB nacional. Um montante adicional do PIB é ainda destinado à manutenção do contingente estadunidense.

Para 2016, os senadores norte-americanos prometeram à Estônia destinar verbas para a segurança da Europa de Leste. As verbas estadunidenses irão também para o fortalecimento da base de Amari.

A base Amari foi construída pela URSS em 1945 mas, desde finais de 2014, é usada pela Força Aérea da OTAN.

A Estônia faz parte do grupo dos países da Europa Oriental mais próximos dos EUA e OTAN. Declarando ter medo da "ameaça do Leste", isto é, da parte da Rússia, os países do Báltico convidam e saúdam as tropas ocidentais. 


Recentemente, uma coluna de material bélico da OTAN atravessou vários países da Europa Oriental para realizar exercícios e mostrar o seu potencial militar.

Outros países do Norte da Europa também usam o pretexto da "ameaça russa" para realizar exercícios militares no Báltico e no Ártico. No entanto, este último é manifestamente um território que não deveria ser militarizado.

Recentemente, os EUA aprovaram o envio de mais de 300 militares aos países da América Central, especialmente às Honduras, onde exercícios militares já foram anunciados.


China exige que EUA parem de sobrevoar suas ilhas artificiais

Pequim exigiu que os EUA acabem com os voos de reconhecimento sobre as ilhas artificiais que o país asiático está construindo no arquipélago de Spratly, após o tenso diálogo ocorrido na última quarta-feira (20) entre um avião norte-americano e um navio chinês.


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"Essas ações podem causar um acidente, elas são muito irresponsáveis e perigosas e prejudicam a paz e a estabilidade regionais", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hong Lei, em comunicado. 


Mar da China Meridional
© Sputnik/ Mikhail Fomichev

"Expressamos nossa forte insatisfação e exortamos os EUA a cumprirem com as leis e regras internacionais e se absterem de ações arriscadas e provocativas", continuou o funcionário.

Jornalistas da rede CNN embarcaram em um P8-A Poseidon, o mais avançado avião de reconhecimento dos EUA, e mostraram como um navio chinês pediu até oito vezes que o piloto da aeronave abandonasse a área "para evitar mal-entendidos", ouvindo como resposta que o voo estava sendo feito em espaço aéreo internacional.

A China reivindica a possessão da maior parte do Mar da China Meridional, em conflito com países como Malásia, Filipinas, Vietnã e Taiwan. Em relação às ilhas artificiais que estão sendo construídas por Pequim na região, Washington afirma que elas têm fins militares, embora a acusação seja negada pelas autoridades chinesas.

A mídia norte-americana vem anunciando este mês que os EUA estavam considerando enviar destroyers e outros navios de guerra, bem como aviões de reconhecimento, a uma distância de apenas doze milhas náuticas (cerca de 22km) das ilhas.

Washington não reconhece as reivindicações territoriais da China sobre as ilhas artificiais e já avisou que a aproximação a menos de 12 milhas náuticas (limite exterior do mar territorial fixado pela Convenção da ONU sobre o Direito do Mar) "pode ser o próximo passo", segundo as palavras do porta-voz do Pentágono, coronel Steven Warren.

O jornal Global Times acusou o exército dos EUA de "recorrer ao sensacionalismo" com o convite feito aos jornalistas da CNN e de "tentar pressionar a China".

"Washington está voluntariamente elevando a tensão com a China, o que criou um alto risco de confronto físico", assinala um editorial publicado pelo diário nesta sexta-feira (22).



Incidente no Mar do Sul da China pode desencadear conflito entre EUA e China

Na semana passada, um avião espião dos EUA sobrevoou o arquipélago de Spratly, alimentando a tensão na região e fazendo com que Pequim aumente sua presença militar no Mar do Sul. Especialistas acreditam que o incidente pode desencadear um conflito entre China e EUA.


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Em artigo publicado pelo jornal vietnamita "Thanh Nien", intitulado "Três situações que poderiam levar a uma guerra sino-americana no Mar do Sul da China", o especialista da AEI (American Enterprise Institute) para a segurança e política asiática, Michael Oslin, afirmou que nos últimos 20 anos os EUA e a China nunca estiveram tão perto de um conflito armado como agora, e existem três motivos para isto. 


Navios de guerra dos EUA no Mar do Sul da China
© Foto: US Navy / David Mercil

Michael Oslin diz que o que pode causar o confronto é o incidente aéreo entre aviões americanos e chineses. Após a conclusão da construção de pistas de pouso e aeroportos nas ilhas do Mar do Sul, Pequim poderá controlar grande parte do Mar do Sul da China e impedir os aviões americanos no espaço aéreo da região.

À medida que o poder militar da China pode decididamente exigir que os EUA deixem o sudeste da Ásia e se concentrem em resolver os problemas do Oriente Médio e da Europa, isto pode provocar uma oposição dos Estados Unidos e o desejo de resolver o conflito por vias militares.

Segundo Oslin, um conflito armado entre os EUA e a China também poderia levar países do Sudeste Asiático ao conflito com a China, o que levaria os Estados Unidos a agir em defesa de seus aliados na região, como as Filipinas ou os Estados que possuem laços de parceria com Washington.

Já o vice-diretor do Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências da Rússia, Dmitry Mosyakov, acredita que o mais provável é o primeiro cenário de conflito.

“A política dos EUA no Sudeste Asiático prioriza a liberdade de navegação no que se refere aos interesses dos Estados Unidos. Um quarto da passagem de cargas através do Estreito de Malacca acontece nos portos do Pacífico dos EUA. E parece-me que nem a proteção dos interesses dos países da região, nem as tentativas da China de expulsar os Estados Unidos do sudeste da Ásia têm tanta importância como assegurar a livre passagem de navios, incluindo, é claro, os militares”, considera o especialista.

Mosyakov ainda comentou que “tendo em vista a sua força, a China transformará em realidade as suas pretensões sobre as ilhas e boa parte das águas do Mar do Sul, que até então tinham um caráter formal”. Segundo ele, o período em que a China passa a considerar que estes territórios lhe pertencem, mas não tem a capacidade de protegê-los, está chegando ao fim.

“O aumento no número de navios e aeronaves de patrulha, a construção de bases — tudo está indo nessa direção. E pode chegar o momento em que a proibição para a circulação de navios e as aeronaves estrangeiras será real, e, em seguida, qualquer atividade ilegal do ponto de vista da China, poderá desencadear lançamentos de foguetes ou voos de aeronaves”, completa Mosyakov.


Taiwan propõe partilha do mar do Sul da China

O presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, propôs nesta terça-feira (26), durante o fórum de pesquisa da Ásia e Pacífico, que os recursos do mar do Sul da China sejam partilhados entre os países que reivindicam a região. O objetivo do líder taiwanês é acalmar as tensas relações pelas riquezas naturais da região.


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Ying-jeou afirmou que onde “a soberania não pode ser dividida, os recursos devem ser partilhados”. A ideia é que os países se unam para explorar conjuntamente o mar do Sul da China, uma região de 3,5 milhões de metros quadrados reivindicada por Taiwan, Brunei, Malásia, Vietnã, Filipinas e China.


Mar do Sul da China.
© REUTERS/ Ritchie B. Tongo

A proposta, porém, não deve conseguir apoio dos demais países, visto que Taiwan não é reconhecido como independente pela China e que não mantém relações diplomáticas com muitas nações.

As atividades chinesas no mar do Sul foram criticados recentemente por Washington. Pequim rechaçou as posições norte-americanas dizendo que os EUA não são parte nesta disputa. O ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, foi enfático na resposta. “Eu gostaria de reafirmar que a determinação da China para salvaguardar a sua integridade territorial e soberania é tão dura como uma rocha.”


Pequim protesta contra vigilância americana no Mar do Sul da China

A China protestou na segunda-feira sobre o que classificou como um "voo provocativo" feito por uma avião de reconhecimento americano sobre o Mar do Sul da China. Pequim pediu a Washington que consertasse o erro e continuasse "racional".


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A queixa oficial, feita por uma porta-voz do Ministério de Relações Exteriores veio depois que uma aeronave de reconhecimento americana P-8A Poseidon foi alertada oito vezes pela marinha chinesa de sua entrada na "zona de alerta militar" no dia 20 de maio.


Aeronave P-8 Poseidon, da Marinha americana
© AP Photo/ Rob Griffith

Após cada um dos alertas, os pilotos americanos respondiam que sua aeronave estava em espaço aéreo internacional.

Ao conversar com jornalistas na segunda-feira, a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores Hua Chunying acusou os Estados Unidos de "comportamento provocativo", informando ainda que o governo havia feito um protesto oficial a respeito do voo de reconhecimento americano sobre o Mar do Sul da China.

"Pedimos aos EUA que corrijam seus erros, continuem racionais e parem de usar palavras mal escolhidas e tomem atitudes mal pensadas", disse Hua Chunying. "Liberdade de navegação e voo não significa que navios e aviões estrangeiros podem ignorar os direitos legítimos de outros países, colocando em perigo viagens aéreas e marítimas", completou.

A China acredita que o propósito da missão do P-8A era adquirir inteligência sobre as atividades chinesas no Mar do Sul da China e, em particular, informação sobre a presença militar da China na região.

O Mar do Sul da China é objeto de várias disputas territoriais sobre uma área fértil para a pescaria e potencialmente rica em recursos naturais marítimos. Além de China, Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã alegam seu direito a partes do Mar do Sul da China.

Os Estados Unidos estão pedindo a todas as partes que busquem uma negociação e evitem tensões. Ao mesmo tempo, Washington tenta pavimentar sua própria aliança estratégica com potências regionais que possuem diferenças com a China. A preocupação com os esforços da China para aumentar sua presença na região, o governo americano esta preparado para retaliar.



26 maio 2015

Iraque rebate críticas dos Estados Unidos

France Presse

Bagdá, 25 Mai 2015 (AFP) - Bagdá rejeitou as críticas americanas sobre a "falta de vontade" do exército iraquiano de lutar contra os jihadistas, enquanto um general iraniano acusou Washington de "não fazer nada" para ajudar suas tropas em Ramadi, agora nas mãos dos jhadistas.




O secretário americano da Defesa, Ashton Carter, afirmou que a queda de Ramadi, em 17 de maio, a pior derrota sofrida pelo governo de Bagdá em cerca de um ano, poderia ter sido evitada.

"Temos um problema com a vontade dos iraquianos de lutar contra o EI e se defender", disse no domingo à CNN o funcionário americano.

As forças iraquianas não estavam em inferioridade numérica, pois "superavam amplamente as forças de seus inimigos", no entanto, "foram incapazes ao combater e se retiraram da região", disse o funcionário.

Washington foi um dos aliados-chave da guerra lançada pelas autoridades iraquianas no ano passado para recuperar os territórios conquistados pelo grupo jihadista EI, razão pela qual o premiê, Haider al Abadi, não quis criar polêmica.

"Fico surpreso de que tenha dito isso. Quero dizer, que ele foi um grande apoio para o Iraque. Estou certo de que contava com a informação imprecisa", disse Abadi à BBC.

O vice-presidente americano, Joe Biden, tentou nesta segunda-feira por um fim à incômoda situação provocada pelas declarações de Carter.

A Casa Branca informou que Biden convocou Abadi poucas horas depois. Biden "admitiu o enorme sacrifício e valentia das forças iraquianas nos últimos 18 meses em Ramadi e outros lugares", informou Washington.

Em alusão aos comentários de Carter, Biden reafirmou "o apoio dos Estados Unidos à luta do governo iraquiano contra" os jihadistas do EI.

Após meses de bombardeios e de mobilização de assessores para reformar e treinar as forças de segurança iraquianas, a estratégia parece ter fracassado diante das agressivas táticas do grupo.

"As declarações do secretário Carter são surpreendentes e provavelmente afetarão a moral das forças", disse o especialista iraquiano, Ahmed Ali, professor convidado do Centro de Educação para a Paz.

Para o porta-voz das Unidades de Mobilização Popular, que reúnem várias milícias xiitas, a reticência de Abadi de pedir sua participação influenciou na queda de Ramadi.

"Esta falta de vontade mencionada pelo secretário de Defesa americano é a forma que os inimigos do Iraque tiveram de representar as forças iraquianas", disse à AFP Ahmed al Asadi.

Dúvidas sobre a estratégia dos EUA

A queda de Ramadi, ponto chave da província de Al Anbar, situada uma centena de quilômetros a oeste de Bagdá, gera dúvidas, não apenas sobre a estratégia do governo de Abadi, mas também sobre o plano dos Estados Unidos.

O governo iraquiano admitiu que houve erros e prometeu investigar a caótica retirada de suas tropas.

Os mais de 3.000 bombardeios da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos tampouco impediram que o EI reforçasse sua presença na região entre o Iraque e a Síria, onde declarou um califado.

O influente general iraniano Ghassem Souleimani declarou que os Estados Unidos "não fizeram nada" para ajudar o exército iraquiano em Ramadi.

"Obama, qual é a distância entre Ramadi e a base Al-Assad, onde os aviões americanos estão estacionados? Como vocês podem se instalar neste local sob o pretexto de proteger os iraquianos e não fazer nada? Isso não me parece outra coisa a não ser um complô", declarou o chefe da força Qods, encarregada das operações externas do exército de elite do regime, em um discurso pronunciado domingo à noite.

Na Síria, os combates prosseguiam nesta segunda-feira nos arredores da cidade de Palmira, após sua conquista pelo grupo Estado Islâmico (EI), que executou mais de 200 soldados e civis no centro do país nos últimos dias, segundo uma ONG.

Segundo uma fonte militar, o exército atacou "mais de 160 alvos" dos jihadistas na localidade.

Os bombardeios não impediram, no entanto, o avanço do EI rumo a Damasco e a tomada pelo grupo radical das minas de fosfato de Khnaifess, as segundas mais importantes do país, 70 km ao sul de Palmira, informou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

O EI executou pelo menos 217 pessoas, inclusive civis, desde que há nove dias assumiu o controle de uma parte da província síria de Homs, incluindo Palmira, informou no domingo o OSDH.

Segundo esta ONG, os jihadistas executaram 67 civis, inclusive crianças, e 150 soldados sírios em vários enclaves da província de Homs desde 16 de maio.


Ataque da coalizão no Iraque mata 20 jihadistas do Estado Islâmico

EFE

Bagdá, 25 mai (EFE).- Pelo menos 20 jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) morreram nesta segunda-feira em um bombardeio da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos contra uma oficina onde os extremistas preparavam carros-bomba na cidade de Ramadi, capital da província ocidental de Al-Anbar, no Iraque.




Uma fonte de segurança disse à Agência Efe que o ataque também deixou dezenas de jihadistas feridos, que foram transferidos ao povoado de Hit, a 70 quilômetros ao noroeste de Ramadi. A oficina ficou completamente destruída.

O primeiro-ministro do Iraque, Haidar al Abadi, disse hoje à rede pública britânica "BBC" que Ramadi poderia ser recuperada "em dias" após ser tomada pelo EI no último dia 17, mas destacou a necessidade de apoio internacional.

Além disso, pelo menos outros 40 jihadistas morreram hoje em vários ataques aéreos contra concentrações de combatentes ou bases do agrupamento em Mossul e seus arredores, cidade que caiu nas mãos do EI no ano passado.

Com estes números sobre para 91 o número de jihadistas mortos nas últimas horas, depois que fontes de segurança curdas informaram que outros 31 integrantes do EI morreram nesta madrugada em bombardeios aéreos da coalizão internacional ao sul Mossul.



Imagens mostram o momento em que quadrilha invade o Complexo da Maré

RJ TV

Soldados da Força de Pacificação registraram, no início de 2015, o momento em que uma quadrilha tentou invadir o Complexo da Maré. Homens do Exército e da PM tentaram impedir a operação. O intenso tiroteio impressiona.


Clique na imagem para assistir a reportagem:




Militares das Forças Especiais são feridos no Rio

Unidade de elite foi atacada por traficantes no Complexo da Maré, que ainda feriram um terceiro soldado. Vídeo mostra ataque que deixou dois feridos


Leslie Leitão | Veja

Criado em 1983, em Goiás, o 1º Batalhão de Forças Especiais é considerado a unidade de elite do Exército Brasileiro. O treinamento, um dos mais difíceis do país, capacita o soldado que se aventura a quase todo o tipo de missão, desde o planejamento e execução de ações de contraterrorismo, contraguerrilha, fuga e evasão, resistência física e psicológica. Se o Brasil entrar em guerra com alguma outra nação do planeta, os FEs, como são conhecidos, serão os responsáveis pelos reconhecimentos estratégicos e os primeiros ataques ao inimigo. Esta apresentação dá uma dimensão do tamanho do problema em que a ocupação do Complexo da Maré se transformou, na porta de entrada do Rio de Janeiro. Na noite do último dia 17 de maio, dois desses "supersoldados" foram feridos em confrontos com traficantes que, após mais de um ano de ocupação, continuam a mandar no território.

Movimentação de policiais militares e de soldados do Exército em comunidades do Complexo da Maré, no Rio de JaneiroMovimentação de policiais militares e de soldados do Exército em comunidades do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro(Gustavo Oliveira/Folhapress)

De acordo com a assessoria da Força de Pacificação, além dos dois sargentos FEs, um terceiro militar de outra unidade do Exército também ficou ferido. "Foram ferimentos leves e receberam atendimento médico imediato", informam, sem detalhes mais aprofundados de cada caso. O fato é que desde 5 de abril de 2014, quando mais de 3 000 homens das Forças Armadas ocuparam a Maré - atendendo a um pedido de socorro do então governador Sérgio Cabral -, pelo menos 23 militares foram baleados e um deles, o cabo da Brigada Paraquedista, Michel Mikami, de 21 anos, morreu.

A pouco mais de um mês do término da missão, prevista para 30 de junho, os militares, informalmente, admitem o temor de que outras baixas possam arranhar ainda mais a imagem do Exército: "Se até a nossa tropa de elite é atacada desse jeito, está claro que muita coisa deu errado", afirma um oficial do Comando Militar do Leste, que pede para não ser identificado.

Um novo vídeo postado nas redes sociais também mostra um pouco mais da ousadia dos criminosos. No dia 21 de janeiro deste ano, um comboio com cerca de 40 homens percorria as ruas da Favela Vila dos Pinheiros, quando foi atacado. Na ocasião, dois militares se feriram. As imagens mostram um confronto de mais de dois minutos ininterruptos. Depois de tantos tiros de fuzil, um militar grita: "Para de atirar!", no que é prontamente atendido.

Os bandidos, no entanto, continuam a atacar. E os militares voltam a responder os tiros. E um deles diz: "Não queria ação? Taí ação".

No mês passado VEJA mostrou as relações promíscuas de alguns militares com traficantes, chegando a avisar os bandidos de uma operação que seria realizada pela Polícia Civil em junho do ano passado. Com o vazamento, os bandidos do Morro do Timbau retiraram todo o arsenal que estava escondido ali e levaram para outra parte da Maré. Essa relação, no entanto, não foi a tônica da ocupação: "Muita gente passou a se omitir mesmo para não morrer. Essa guerra não é nossa", diz um cabo, que foi atacado várias vezes. Numa única semana durante a missão, a Força de Pacificação chegou a se envolver em 80 confrontos diferentes.





25 maio 2015

Estão abertas as inscrições para o 11º Seminário de Metrologia Aeroespacial

O evento ocorre entre os dias 30 de junho e 02 de julho


ACS IFI

O Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), unidade subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), promove, entre os dias 30 de junho e 02 de julho, a 11ª edição do Seminário de Metrologia Aeroespacial (SEMETRA).




Os interessados podem fazer as inscrições gratuitamente pelo site www.semetra.ifi.cta.br até o dia 29 de junho. Posteriormente será enviado e-mail confirmando a inscrição. Algumas vagas estão restritas aos órgãos do Sistema de Metrologia da Aeronáutica (SISMETRA), do Comando da Aeronáutica (COMAER) e de instituições convidadas.

O SEMETRA, organizado a cada dois anos, tem o objetivo de criar intercâmbio de ideias, debates e contato entre a comunidade científica, industrial e empresarial do ramo da metrologia. Este ano as atividades ocorrerão no auditório B do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP).

A programação do seminário será composta de palestras e debates voltados a questões técnicas de especialistas das mais diversas organizações de ensino e pesquisa de todo o País. Paralelamente ao evento haverá exposição com a participação dos principais fornecedores e mantenedores de equipamentos e instrumentos de medição, além de prestadores de serviços em diferentes áreas da metrologia.

“A metrologia aeronáutica atua na aferição de instrumentos embarcados em aeronaves e também na calibração de equipamentos ligados ao controle de tráfego aéreo. Nesse sentido, esse seminário é importante para difundir a grande importância da padronização do sistema de metrologia, que tem um papel fundamental para a segurança de voo”, explica o Chefe da Divisão de Confiabilidade Metrológica Aeroespacial (CMA), Tenente-Coronel da reserva Jaime José Marques Corrêa.



Milícias xiitas e exército iraquiano avançam contra forças do EI

Correio do Brasil, com agências internacionais - de Beirute

Um comboio de milícias muçulmanas xiitas e tropas do exército iraquiano partiram de uma base perto de Ramadi neste sábado para avançar em direção a áreas controladas pelo Estado Islâmico (EI), disse um porta-voz xiita, lançando uma contra-ofensiva para reverter as impressionantes conquistas dos insurgentes da jihad.


O grupo extremista radical sunita declarou um califado islâmico no território que controla no Iraque e na Síria.O grupo extremista radical sunita declarou um califado islâmico no território que controla no Iraque e na Síria.

A queda de Ramadi, capital da província de Anbar, em 17 de maio, poderá ser um golpe devastador para o fraco governo central de Bagdá. Os jihadistas muçulmanos sunitas agora controlam grande parte de Anbar e podem ameaçar as aproximações do Ocidente sobre Bagdá, ou até mesmo, avançar pelo sul, rumo ao coração do reduto xiita do Iraque.

A perda de Ramadi é o mais grave revés para as tropas iraquianas em quase um ano e lançou dúvidas sobre a eficácia da estratégia dos Estados Unidos, de fazer ataques aéreos para ajudar Bagdá a parar o Estado Islâmico, que controla um terço do Iraque e da vizinha Síria.

Azzal Obaid, membro do Conselho Provincial de Anbar, disse que centenas de combatentes xiitas, que chegaram à base aérea de Habbaniya na semana passada, depois que o EI tomou Ramadi, se posicionaram em Khalidiya e estavam se aproximando de Siddiqiya e Madiq, cidades no território disputado perto de Ramadi.

Em desvantagem devido à moral e coesão baixas entre suas forças de segurança, o premiê iraquiano, Haider al-Abadi, um xiita, enviou grupos paramilitares xiitas para tentar retomar Ramadi, apesar do risco de aumentar a tensão com a população de Anbar, predominantemente sunita.

Jaffar Husseini, porta-voz do grupo paramilitar xiita Kataib Hezbollah, disse que enviou mais de 2 mil reforços que haviam conseguido proteger Khalidia e a estrada que a liga à Habbaniya.

– Hoje vamos testemunhar o lançamento de algumas operações táticas que preparam o terreno para uma eventual libertação de Ramadi – disse à agência inglesa de notícias Reuters, por telefone.

Bandeira desfraldada

Combatentes do Estado Islâmico desfraldaram sua bandeira sobre uma antiga cidadela na cidade histórica de Palmira, na Síria, de acordo com fotos postadas na Internet durante a noite por simpatizantes do grupo. Os militantes tomaram a cidade, também conhecida como Tadmur, na quarta-feira, depois de dias de violentos combates com o exército sírio.

“A cidadela de Tadmur está sob o controle do Califado”, dizia a legenda de uma das fotos postadas em sites de mídia social. Em outra, um combatente sorridente aparece de pé em cima de uma dos muros da cidadela, carregando a bandeira preta.

Não foi possível verificar a autenticidade das fotos.

O grupo extremista radical sunita declarou um califado islâmico no território que controla no Iraque e na Síria, realizou operações na Líbia e, na sexta-feira, assumiu a responsabilidade por um ataque suicida contra uma mesquita no leste da Arábia Saudita.

Eles destruíram monumentos históricos e antiguidades que veem como idólatras em outras cidades, e há temores que façam o mesmo agora em Palmira, lar de renomadas ruínas da era romana, incluindo templos bem preservados, colunatas e um teatro.

23 maio 2015

FAB terá míssil antinavio com 278 km de alcance

O míssil antinavio AGM-84 Harpoon será utilizado pelos aviões P-3AM


Poder Aéreo

O Brasil terá em breve uma capacidade militar inédita. Um lote de míssil antinavio AGM-84L Harpoon foi adquirido para ser utilizado pelos aviões de patrulha marítima P-3AM, da Força Aérea Brasileira (FAB). Com 278 km de alcance, o armamento permitirá a proteção do mar territorial brasileiro.




Esse será o primeiro míssil antinavio a ser operado por aviões no País. As oito aeronaves P-3AM, operadas a partir da Base Aérea de Salvador (BASV), têm capacidade de ir a mais de três mil quilômetros de distância, podendo atuar em todo o litoral.

“Esse é um armamento estratégico, de altíssimo poder dissuasório”, afirma o Brigadeiro do Ar Roberto Ferreira Pitrez, Comandante da Segunda Força Aérea (II FAE), unidade responsável pelos esquadrões de patrulha marítima da FAB.

Para se ter uma ideia do alcance da nova arma, seria como um avião lançar o míssil da cidade de Aracaju (SE) para atingir um alvo em Maceió (AL), por exemplo. Também é a mesma distância entre a cidade do Rio de Janeiro (RJ) e Ubatuba, no litoral de São Paulo.

Com 3,8 metros de comprimento e 519 kg, o Harpoon é movido por uma turbina e atinge 850 km/h. Somente a ogiva tem 221 kg de material explosivo, o suficiente para causar danos que levem um navio de guerra a afundar.

O míssil utiliza dados dos sistemas da aeronave lançadora para calcular a sua rota até o alvo e conta ainda com um radar próprio para corrigir a rota. Depois do lançamento, o Harpoon voa próximo ao mar para evitar ser detectado.



Iveco pode parar linha de blindados

Produção do modelo Guarani, após junho, depende de novas encomendas do Exército


Mara Bianchetti | Jornal do Comércio

Iveco Latin America, subsidiária da CNH Industrial, cogita agora paralisar as atividades na fábrica de veículos de defesa, localizada na mesma cidade. A suspensão das atividades poderá ocorrer já no mês que vem, caso a empresa não receba do Exército Brasileiro novas encomendas do blindado Guarani. A medida seria mais uma conseqüência do contingenciamento proposto pelo governo federal, em busca do ajuste fiscal.



Está previsto para hoje o anúncio dos cortes no Orçamento da União que, segundo estimativas do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deverá ficar entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões.

O contingenciamento está relacionado à necessidade do governo de promover o reequilíbio das contas públicas, de maneira a atingir a meta de superávit primário. Para 2015, o objetivo é poupar 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) para todo o setor público (governo, estados, municípios e estatais), o equivalente a R$ 66,3 bilhões.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Iveco informou que a paralisação da unidade não está confirmada, mas admitiu que talvez ela seja necessária. Isso porque o prazo limite para manutenção da linha de produção sem novas encomendas termina no mês que vem. Os trabalhos ficariam suspensos até a retomada dos investimentos por parte do Exército - único comprador do veículo.

No entanto, a montadora esclarece que a paralisação nada tem a ver com as operações da unidade de produção de veículos comerciais leves e pesados. A assessoria destaca que se trata de operações distintas e independentes, que seguem suas atividades normalmente até a definição do que será feito com a unidade de bindados.

Inauguração 

A fábrica de veículos de defesa da Iveco foi inaugurada em junho de 2013, mediante inversões de R$ 100 milhões, com o objetivo de atender a demanda do Exército Brasileiro. Desde então, 132 unidades do modelo Guarani foram entregues. A planta tem capacidade para a produção de 115 unidades anuais, podendo chegar a 200.

A montadora já foi procurada por países como Argentina, Chile, Colômbia e Angola, que se mostraram interessados na aquisição do modelo Guarani. No entanto, contrato fechado e em execução somente ocorreu com o Exército, que também tem interesse que haja a comercialização externa do blindado, uma vez que ele receberia royalties com a negociação.

Em 2007, a Iveco venceu a licitação para fornecer, até 2030, os blindados ao Exército. O modelo Guarani é da família de Veículos Blindados para o Transporte de Pessoal Médio sobre Rodas (VBTP-MR) e está substituindo os antigos modelos Urutu, atualmente em uso pelas Forças Armadas Brasileiras.

O conteúdo dos veículos é 90% nacional, com fornecedores de diversas regiões do Brasil. Hoje, a cadeia produtiva envolve cerca de 102 fornecedores e gera 300 empregos diretos e mil indiretos.

Investimentos 

Nesta semana, a montadora confirmou o aporte de R$ 650 milhões nas operações nacionais até 2016. A fábrica de Sete Lagoas já está recebendo grande parte dos recursos para aplicação em equipamentos de alta tecnologia; projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação; construção de um distrito industrial para fornecedores e de um campo de provas.

Somente as inversões em pesquisa, desenvolvimento e inovação somam algo em torno de R$ 240 milhões, enquanto o investimento total no campo de provas no município da região Central chega a R$ 24 milhões. Os outros R$ 386 milhões estão sendo divididos entre as demais operações da companhia no País.


Nota do Ministério da Defesa sobre o contingenciamento da LOA 2015

Nota do Ministério da Defesa sobre o contingenciamento da LOA 2015


DefesaNet

Brasília, 21/05/2015 – O Ministério da Defesa terá um orçamento de R$ 17,028 bilhões para 2015 em custeio e investimento. Esse volume de recursos representa contingenciamento de R$ 5,617 bilhões (24,8%) em relação ao fixado na Lei Orçamentária Anual (LOA) que era de R$ 22,645 bilhões.

Ciente de que o ajuste fiscal em 2015 é condição essencial para a estabilidade econômica, o Ministério da Defesa envidará os esforços para replanejar os seus gastos para o corrente exercício, com a finalidade de minimizar os impactos sobre as suas atividades.

Serão priorizados todos os contratos e compromissos já assumidos, bem como haverá a intensificação no processo de melhoria da gestão, com a busca constante de redução de custos. Caso necessário, também serão revisados os cronogramas de entregas de produtos de defesa, conforme frisou o ministro Jaques Wagner nas audiências ocorridas nesta semana na Câmara dos Deputados e no Senado. Os valores do contingenciamento dos projetos estratégicos ainda serão calculados a partir da divulgação do Decreto presidencial de hoje.

“Os nossos projetos estratégicos não vão sofrer descontinuidade. Podem até sofrer, vamos dizer assim, uma velocidade um pouco menor por conta do que a gente está atravessando, e eu reconheço a necessidade do ajuste. Agora não podemos descontinuar nenhum programa desses que são estratégicos na Defesa, seja da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, porque para você colocar em pé um projeto desse demora, mas para você descontinuar e acabar com ele é rápido”, afirmou.

Certos da correção da medida para a retomada do crescimento e da continuidade de atração de investimento para o país, o MD continuará a cumprir com excelência todas as atribuições institucionais para a Defesa do território nacional.

As Lâminas abaixo são da apresentação do Ministro Jaques Wagner na Comissão de Relações Esteriores e Defesa do Senado - 21 Maio 2015







Deputado: França impossibilita futuros contratos ao suspender entrega de navios Mistral

Para um deputado francês, Gilles Lebreton, as autoridades francesas estão causando danos à imagem internacional do seu país.


Sputnik

O deputado condena firmemente a postura da França em relação aos porta-helicópteros Mistral, encomendados pela Rússia à França.




"A França é um país renomado na área de produção de armamentos. Portanto, quando assina contratos com parceiros confiáveis, como é a Rússia, deve cumpri-los, e não bloquear — neste caso, o fornecimento dos dois Mistrais", disse Lebreton em uma entrevista exclusiva à Sputnik France.

Segundo ele, a decisão de suspender o fornecimento dos Mistrais à Rússia prejudica principalmente a França:

"Quanto ao nosso complexo militar-industrial, nós estragamos catastroficamente a nossa imagem frente aos futuros consumidores. Evidentemente, nós não conseguimos cumprir a palavra que tínhamos dado à Rússia".

"Se outros países quiserem assinar um contrato de construção de navios no estaleiro de Saint-Nazaire, amanhã vão pensar três vezes antes de o fazer. Ou até podem preferir outros fabricantes, por exemplo a Coreia, que é uma referência na área de construção naval", acrescentou o deputado.


Sem justificação

Para o deputado, não existe nenhuma justificação para suspender a entrega dos navios. Nisso, ele diverge da opinião oficial do Estado francês, que tem criticado a guerra na Ucrânia.

Lebreton destaca dois aspectos do conflito ucraniano que mais irritam o Ocidente: a reintegração da Crimeia à Rússia e o conflito no Leste da Ucrânia.

Quanto ao primeiro, o entrevistado deixou claro que, para ele, se trata do "direito de autodeterminação dos povos", portanto de uma decisão completamente legítima.

"Eu até acho que a União Europeia deveria ter participado da organização do referendo [na Crimeia em 16 de março de 2014], em vez de protestar", frisou.

Já o segundo aspecto, "um pouco mais delicado", não foi estudado pela União Europeia com a devida atenção, o que levou à escalada do conflito em Donbass, segundo Lebreton:

"A União Europeia, em vez de seguir e obedecer cegamente aos EUA, deveria ter lançado mão da sua posição e ajudar a Rússia e a Ucrânia na busca de uma solução. Isso não aconteceu, e como resultado nós vemos que dois países tiveram que interferir no assunto, no quadro dos Acordos de Minsk-2, ao passo que a UE esteve ausente".

"Resumindo, este pretexto não deveria ter sido usado para justificar a suspensão do fornecimento dos Mistrais", explicou o deputado.

Brasil ou terceira opção

As opções do futuro destino dos navios Mistral anunciadas pela França são duas: venda dos navios a um terceiro país (anteriormente, o conselheiro municipal de Saint-Nazaire, Gauthier Bouchet, não descartava a candidatura de Brasil como comprador) e o seu desmantelamento.

Há até quem afirme que era mais fácil e barato afundar os Mistrais.

Já Lebreton acredita que os navios poderiam ser entregues à Marinha francesa, se outras opções falharem. Afinal, perder anos de trabalho e enormes montantes de dinheiro gasto não é uma decisão racional.


Índia deseja produzir fragatas russas em seu território

A Índia manifestou o interesse de produzir em seu território conjuntamente com a Rússia a Fragata do projeto 11356, afirmou o diretor do Estaleiro Yantar, Oleg Shumakov, em entrevista à RIA Novosti.


Sputnik

De 2003 a 2013, a Rússia entregou à Índia seis fragatas de projetos 11356 construídas no Baltiysky Zavod, em São Petersburgo, e no estaleiro Yantar, em Kaliningrado. Os três primeiros navios foram equipados com mísseis de cruzeiro Klub-N. Os outros estavam armados com mísseis de cruzeiro BrahMos de produção russo-indiana.


INS Tarkash

“Depois que completou uma série de três encomendas indianas, esperávamos que a Índia continuasse a parceria. Além disso, o Ministério da Defesa indiano afirmou ao Conselho da Marinha que seriam necessários mais três ou quatro navios dessa classe. Atualmente, eles estão examinando a opção de produzir tais navios em casa, é claro, com a nossa participação e sob a nossa orientação”, disse Shumakov.

O diretor do estaleiro também observou que as fragatas planejadas para serem construídas na Índia serão equipadas com armas mais avançadas do que os navios iniciais do projeto. “De acordo com nosso plano, os navios serão da mesma classe, mas com armas diferentes. O armamento progride sem parar, por isso, penso eu, o novo navio será equipado com algo mais avançado. No entanto, para as suas capacidades de mar, será o mesmo. Agora estamos negociando com nossos colegas indianos todos os aspectos do projeto.”

Fragatas de 11356 projeto estão preparadas para lutar contra navios de guerra de superfície e submarinos, bem como para repelir ataques aéreos, tanto separadamente como em formação. Os navios estão equipados com mísseis versáteis, armas de artilharia e dispositivos técnico de radar avançados antissubmarino e de defesa antiaérea. As fragatas do projeto têm deslocamento de cerca de 4.000 toneladas, comprimento de 125 metros, velocidade de 30 nós (56 kmh) e tripulação máxima de 180 pessoas.



Novo super porta-aviões vai reformar Marinha russa

A Rússia está desenvolvendo um novo porta-aviões capaz de transportar 90 aeronaves diferentes para várias operações de combate.


Sputnik

O Centro de Pesquisa Estadual de Krylovsky (KRSC) apresentou o modelo de um novo porta-aviões conhecido como 23000 "Storm", publicou o jornal Rossiyskaya Gazeta.




Além de porta-aviões construídos para a Marinha da Rússia, os projetistas criaram uma versão para exportação do navio, que pode ser extremamente interessante para muitos compradores estrangeiros.

A usina de força do navio pode ser convencional ou nuclear, dependendo dos pedidos de compradores em potencial. O novo porta-aviões tem capacidade para carregar 100 mil toneladas, tem 330 metros de comprimento, 40 metros de largura e calado de 11 metros. O navio tem uma velocidade máxima de 30 nós.

O "Storm" pode transportar 90 aeronaves no deck para várias missões de combate. O porta-aviões tem duas rampas e duas catapultas eletromagnéticas para lançar aeronaves de seu pátio.

Para se defender de ataques aéreos, o porta-aviões tem sistemas de defesa antiaéreos e antitorpedos.


Implantação de sistema de defesa de mísseis dos EUA preocupa Rússia, China e Coreia do Sul

Rússia, China e Coreia do Sul continuam preocupadas como desejo dos EUA de implantar um sistema de defesa antimísseis em suas bases em território sul-coreano.


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O Pentágono manifestou a disponibilidade para implantar uma bateria do Terminal High Altitude Area Defesa (THAAD) na Península Coreana, onde há aproximadamente 28,5 mil soldados norte-americanos, para melhor lidar com as ameaças de mísseis nucleares da Coreia do Norte, informou a agência de notícias Yonhap.


Sistema de defesa de mísseis Terminal High Altitude Area Defense (THAAD).
© flickr.com/ U.S. Missile Defense Agency

Até agora, Seul insistiu que não houve consultas oficiais entre os aliados, nenhum pedido dos EUA e nenhuma decisão tomada sobre o assunto. O ministro da Defesa sul-coreano, Han Min-koo, disse que a nova arma aumentaria a segurança da península coreana, mas Seul não ter planos imediatos de adquirir o sistema.

Os críticos da possível instalação dos mísseis dos EUA citam preocupações levantadas pela China, alertando sobre possíveis efeitos secundários graves nas relações Seul-Pequim. Eles também acreditam que esta poderia ser parte de uma tentativa mais ampla norte-americana para levar o aliado asiático a participar de seu sistema de mísseis de defesa.

Em vez de aderir ao sistema norte-americano, entretanto, Seul tem desenvolvido sistema Korea Air Missele Defense (KAMD), um programa de defesa aérea projetado para lançar ataques logo após sinais serem detectados ameaças nucleares ou de mísseis iminentes ao país, relatou a Yonhap.



Pentágono aprova fornecimento de grande lote de armas a Israel e Arábia Saudita

O Pentágono pode vender armamentos estadunidenses a Israel no montante total de 1,87 bilhões de dólares. O objetivo é adequar as Forças Armadas do país judeu para que sejam mais compatíveis com os EUA.


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O acordo, aprovado pela autoridade da Defesa norte-americana na terça-feira, está sendo estudado pelo Congresso. Até agora, não há nenhum indício que o Congresso o proíba.


Bombas bunker buster (bombas penetrantes) armazenadas pelas Forças Armadas dos EUA no Iraque em 2003.
© AFP 2015/ FELIX GARZA JR. / NAVY VISUAL NEW

O fornecimento planejado inclui 750 bombas penetrantes (bunker busters, em inglês), 300 mísseis anticarro Hellfire, 250 mísseis ar-ar de médio alcance e 4.100 bombas planadoras.


Além disso, caso o acordo for aprovado pelo Congresso, Israel receberá 14.500 sistemas de navegação que permitirão converter mísseis comuns em mísseis guiados.


O Congresso tem 15 dias para bloquear o acordo. Mas o caso é muito infrequente.

Para o Pentágono, trata-se de um reforço à segurança de Israel. A Agência de Cooperação na Área de Segurança e Defesa estadunidense assegura que os lotes fornecidos só incluem armamentos já usados pelo exército de Israel.

No entanto, várias fontes na mídia israelita informam que mais um projeto de fornecimento de armamentos estaria sendo discutido por Jerusalém e Washington, que preveria a venda dos caças F-35. Com uma condição: que Israel não proteste contra o programa nuclear iraniano.

Arábia Saudita

Além de Israel, os EUA também estão armando a Arábia Saudita. O contrato de venda de 10 helicópteros Seahawk alcança quase 2 bilhões de dólares.

A Arábia Saudita lidera a intervenção militar no vizinho Iêmen, cujo ex-presidente, Abed Rabbo Mansour Hadi, está agora exilado nesse país. E também não gosta do processo de aliviamento das sanções contra o Irã.

A coalizão árabe tem reiteradamente rejeitado os planos de pacificação propostos pelo Irã, acusando este país de armar os rebeldes iemenitas houthis e de tentar, portanto, realizar uma "ingerência nos assuntos internos" do Iêmen.

No entanto, a Arábia Saudita justifica a sua própria operação no Iêmen alegando defesa do governo legítimo e proteção do povo iemenita.

Para os observadores, os fornecimentos de armas pelos EUA aos países do Oriente Médio servem para acalmar as autoridades dos países que mais criticam o programa nuclear iraniano. A possibilidade de estas armas serem usadas para intimidar o Irã, bem latente, parece estar no segundo plano.

EUA assumem responsabilidade por morte de crianças na Síria

Os Estados Unidos finalmente reconheceram que as Forças Armadas norte-americanas foram responsáveis pela morte de duas crianças em consequência de um bombardeio realizado na Síria em 2014.


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Essa é a primeira vez que Washington assume a responsabilidade pela morte de civis na Síria. O ataque em questão, segundo o exército dos EUA, teria ocorrido em novembro, na cidade de Harim, contra instalações do grupo Khorasan. Nesta operação, de acordo com a AFP, também teria sido morto o cidadão francês David Daoud Drugeon, um especialista em bombas ligado à organização extremista e que planejava atentados contra países ocidentais. 


General James Terry diz que os Estados Unidos lamentam por mortes não-intencionais provocadas por ataques norte-americanos na Síria
© REUTERS/ Amer Almohibany

"Nós lamentamos por essas mortes não-intencionais", declarou através de um comunicado o general americano James Terry, chefe do comando militar que lidera a coalizão para bombardear posições terroristas na Síria e no Iraque. O oficial garantiu que, antes dos bombardeios, o exército americano conduziu uma avaliação rigorosa dos alvos, concluindo que aquela área era utilizada unicamente para fins militares pelo Khorasan.

Nessa avaliação, "não havia indicação de que poderia haver crianças nas construções visadas", diz o comunicado, acrescentando que dois adultos não-combatentes também teriam se ferido no ataque, realizado em conformidade com as regras "humanitárias", de "proporcionalidade" e de "necessidade militar" das Forças Armadas americanas e internacionais.



Rússia incorpora três novos bombardeiros táticos

O regimento aéreo do Distrito Militar Sul da Rússia recebeu três novos caças bombardeiros táticos Su-34, informou nesta quinta-feira o serviço de imprensa do distrito.


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Anteriormente, a companhia Sukhoi informou haver entregue ao Ministério da Defesa o primeiro lote de bombardeiros Su-34 conforme o programa nacional de fabricação de armamentos.


Bombardeiros táticos Su-34
© Sputnik/ Host Photo Agency / Vladimir Vyatkin

"Um primeiro lote de três Su-34 foi entregue ao regimento aéreo do Distrito Militar Sul, localizado na província de Rostov", dizia a nota.

O serviço técnico do regimento comprovou o funcionamento de todos os sistemas dos novos Su-34, que é um bombardeiro da geração 4+, destinado a ataques de alta precisão contra alvos em terra e no mar, em quaisquer condições meteorológicas.

O avião combina as características de um caça pesado, um interceptador e um bombardeiro. Seus equipamentos eletrônicos permitem detectar alvos localizados a até 120 quilômetros, acompanhar dez deles ao mesmo tempo e atacar quatro simultaneamente.

É possível acoplar até oito toneladas de armamentos no Su-34, que tem um canhão de 30mm. Sua velocidade máxima alcança os 1.900 k/h e tem uma autonomia de voo de 4 mil quilômetros.


Rússia e Azerbaijão levarão 10 navios de guerra para manobras no Mar Cáspio

O Distrito Militar do Sul da Rússia divulgou um comunicado nesta sexta-feira (22) informando sobre a realização de um exercício naval conjunto com o Azerbaijão no Mar Cáspio.


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Segundo a nota, participarão dos exercícios 10 navios dos dois países. Os militares treinarão a infraestrutura de defesa marítima em manobras que acontecerão em setembro.


Exercise of Marine Corps battalion of Caspian Fleet
© Sputnik/ Grigoriy Sisoev

Também com 10 embarcações Rússia e China encerraram um exercício conjunto no Mar Mediterrâneo. Durante quatro dias, as marinhas dos dois países mostraram habilidade para reagir a novas ameaças, segundo afirmou o vice-comandante da Marinha russa, Almirante Alexander Fedontekov.


Bombardeiros americanos na Suécia mandam "mensagem de segurança" a Moscou

A Suécia vem fazendo o máximo para enviar a Moscou um "sinal político de segurança." As forças armadas do país estão se preparando para participar de dois exercícios militares da OTAN na próxima semana.


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Uma das manobras contará com dois bombardeiros americanos B-52, que voarão desde os Estados Unidos para simular o lançamento de minas navais na costa da Suécia, segundo informa Radio Sweden.


Bombardeiro estratégico americano B-52 Stratofortress
© flickr.com/ manhhai

Os exercícios, chamados Baltops, acontecerão entre os dias 5 e 20 de junho e envolverão 4.500 pessoas, 50 navios e mais de 50 aeronaves de combate. Os bombardeiros voarão sem escala, ida e volta, desde os Estados Unidos, lançando uma carga de minas simuladas na região de Ravlunda, no sul da Suécia, em 13 de junho. Será a primeira vez que B-52s realizarão exercícios sobre o país. O objetivo da operação é simular a defesa da costa de uma hipotética invasão naval russa.

Embora os exercícios encontrem certa resistência no parlamento sueco, o porta-voz militar Major General Karl Engelbrektson afirmou que além dos esforços para trabalhar em "capacidades operativas diferentes", as manobras também devem enviar "claros sinais políticos de segurança de que trabalhamos em conjunto." Engelbrektson enfatizou que "como a Rússia vai interpretar isso, eles podem decidir por conta própria."

Nesta semana, a imprensa sueca revelou que as forças armadas do país estão seriamente considerando minar a ilha de Gotlândia, localizada entre a Suécia continental e a Letônia no Mar Báltico, tendo como interesse principal afastar outra hipotética invasão russa.

Apesar de seu status formal de não membro, a Suécia coopera com a OTAN desde a década de 1960. A cooperação aumentou significativamente nos últimos meses, com a Suécia tomando parte de medidas anti-russas. A imprensa do país já reportou supostas presenças de submarinos russos na costa sueca, alegou que caças russos voaram de forma provocadora perto da fronteira e acusou Moscou de aumentar sua espionagem no país.


Destróier da Marinha dos EUA entrará no mar Negro em nome de ‘paz e estabilidade’

A 6ª frota norte-americana declarou que o seu destróier de mísseis guiados USS Ross (DDG 71) entrará no mar Negro neste sábado, 23 de maio, para “promover paz e estabilidade na região”.


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“A presença do USS Ross no mar Negro reafirmará a dedicação e determinação dos EUA para fortalecer a parceria e possibilidades conjuntas operacionais entre os parceiros da região e da OTAN”, lê-se no comunicado da Marinha dos EUA publicado no seu site oficial.


O destróier de mísseis guiados USS Ross (DDG 71)
© flickr.com/ CNE CNA C6F

O comandante do destróier, Tadd Gorman, disse:

“Vamos trabalhar juntamente com os nossos aliados e parceiros para melhorar a segurança naval, preparação e possibilidades navais bem como para promover paz e estabilidade na região. Somos empenhados para manter a defesa e segurança dos oceanos e das vias marítimas. Por meio de fortalecimento das relações no mar Negro podemos esperar o aumento na paz e prosperidade em toda a região.”

A Marinha norte-americana opera navios no mar Negro de forma coerente com a Convenção de Montreux e do direito Internacional.

De acordo com a convenção, “os navios de guerra que pertencem a forças fora do mar Negro não deverão permanecer no mar Negro por mais de 24 dias, qualquer que seja o objetivo da sua presença”.

O USS Ross (DDG 71) é um destróier da classe Arleigh Burke de mísseis guiados e é o segundo navio com este nome, o primeiro foi batizado em honra do Capitão Donald K. Ross (1910–1992).

Mais cedo em abril, o destróier de mísseis guiados USS Jason Dunham entrou no mar Negro com o mesmo alvo. Em janeiro, outro destróier de mísseis guiados USS Donald Cook tinha participado de exercícios militares no mar Negro junto com o navio da Marinha da Ucrânia UKRS Hetman Sahaidachny. Este destróier norte-americano deixou o mar Negro em 14 de janeiro de 2015.

Durante o ano passado os navios norte-americanos USS Mount Whitney, USS Taylor, USS Truxtun, USS Donald Cook, USS Vella Gulf, USS Ross, USS Gunston Hall e USS Cole participaram em missões no mar Negro.

Enquanto os EUA entram livremente no mar Negro, para “promover paz e estabilidade na região”, eles tentaram proibir o Irã de enviar ajuda humanitária para o Iêmen por via marítima, que está passando uma grave crise econômica, política e militar.

Na semana passada o Pentágono pediu a Teerã para distribuir a ajuda humanitária para o Iêmen sem que seus navios atraquem nos portos no país, utilizando, ao invés disso, o centro de distribuição da ONU situado na vizinha Djibouti.



Ocidente está assustado com o monstro que criou na Ucrânia

Os países ocidentais têm percebido que a crise na Ucrânia foi longe demais, e gostariam de melhorar as relações com a Rússia, mas a retórica belicosa de Kiev lhes dá grande preocupação. Quem afirma é o célebre jornalista britânico Neil Clark.


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Em entrevista ao canal televisivo RT, o jornalista britânico acredita que o Ocidente está cansado da Ucrânia, cujas ações se tornam para os países ocidentais cada vez mais difíceis de justificar. 

A bandeira nacional da Ucrânia na fronteira russo-ucraniana
© AP Photo/ Inna Varenytsia

“Os países que têm contribuído para a revolução na Ucrânia agora estão recuando de sua posição e começando a agir de uma forma mais pragmática”, disse Neil Clark. Segundo ele, isto se comprova na mudança de tom dos EUA, o que preocupa Kiev, cuja retórica tornou-se mais agressiva.

"Os principais países europeus são os que provavelmente menos querem uma guerra em grande escala, e o conflito se tornará mais provável se a Ucrânia se tornar membro da OTAN, especialmente com o atual governo da Ucrânia e com sua retórica extremamente belicosa", afirmou o jornalista.

Ele ainda observou que existem perigos reais na Europa, pois “eles criaram este monstro Frankeinstein e estão preocupados onde isso levará”. "Entende-se que tudo foi tão longe quanto possível. As pessoas mais realistas na Europa estão claramente dispostas a levantar as sanções contra a Rússia, porque elas são prejudiciais para as principais economias europeias, como a Alemanha e a França", completou Neil Clark.

Pentágono tenciona colocar radar do sistema antimísseis no Alasca

Os Estados Unidos anunciaram planos para implantar um radar de detecção de longo alcance do sistema de defesa antimísseis no Alasca, indica um comunicado da Secretaria da Defesa.


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De acordo com o Pentágono, o radar começará a funcionar em 2020.




"O novo radar de detecção de longo alcance será utilizado como um sensor intermédio para aumentar a possibilidade de reconhecimento de alvos por nosso sistema de defesa, aumentar a eficácia da resposta a possíveis contramedidas, reforçar a defesa terrestre no Alasca e na Califórnia", informa o comunicado do Pentágono.

Como especificado, é provável que a secretaria norte-americana escolha a base Clear Air Force Station para instalação do radar. A decisão final será tomada após a conclusão da análise do possível impacto sobre o meio ambiente.

Anteriormente a senadora do estado americano do Alasca havia observado que a Rússia está “claramente mais engajada e comprometida com o Ártico do que os Estados Unidos” e criticou a falta de compromisso dos EUA em sua presença no Ártico.

“Não quero que fiquemos sentados esperando até que um dia acordemos e percebamos que perdemos o Ártico”, disse.

A presença russa no Ártico envolve a realização de pesquisas científicas, a facilitação do comércio marítimo, a organização de missões de busca e resgate e a construção de novos postos militares. Das oito nações do Ártico, a Rússia tem a presença mais avançada na região, assim como a maior flotilha de navios quebra-gelo.



Alemanha e França planejam desenvolver novo tanque para competir com o Armata

A Alemanha e a França estão se preparando para desenvolver em conjunto um novo tanque de guerra, o Leopard 3, para substituir versão antiga Leopard 2 e competir com o novíssimo tanque russo Armata.


Sputnik

A razão principal da modernização é o fato de o Leopard 2 possuir um prazo de vida útil até 2030. A mídia alemã, no entanto, sugere que a verdadeira razão é a análise que foi recentemente apresentada pelo Serviço Federal de Inteligência da Alemanha (BND) sobre a força militar da Rússia e, em particular, o novo tanque T-14 Armata, que foi mostrado durante a última Parada da Vitória em Moscou.


T-14 Armata

A análise do BND sugere que, embora os veículos de combate apresentados no desfile ainda estejam na etapa de pré-produção, quando forem concluídos, serão os tanques com o nível de armamentos mais alto no mundo. De acordo com a Deutsche Welle, o fabricante do Leopard 2, a empresa Krauss-Maffei Wegmann, planeja se fundir com a francesa Sistemas Nexter durante este ano.

Isto levou a imprensa alemã a espalhar a opinião que a nova empresa franco-alemã, com mais de 6 mil funcionários e um volume de negócios combinado de cerca de 2 bilhões de euros, poderá ser um forte candidato a ganhar o contrato para desenvolver um novo tanque de guerra para a Bundeswehr.

Pouco antes da Parada da Vitória, a revista The National Interest informou por que razão os EUA realmente devem temer o novo Armata. A revista sugeriu que a Rússia irá ter em breve um tanque de grande velocidade, manobrabilidade, potência de fogo e capacidade de sobrevivência, muito superior a tudo o que tem sido produzido para os exércitos ocidentais.

A principal característica do Armata é a torre ser operada remotamente a partir de uma cápsula blindada e isolada. O tanque possui um sistema de radar único que pode rastrear, simultaneamente, até 40 alvos no solo e 25 no ar em um raio de 98 quilômetros.

O tanque já possui um canhão com calibre de 125 milímetros, opera com projéteis de mais diversos tipos e supera em potência um dos melhores tanques do mundo, o referido Leopard 2. O Armata também possuiu um canhão automático com calibre de 30 milímetros, que pode ser utilizado como elemento antiaéreo. Para combate com unidades menores, a torre está equipada com uma metralhadora com calibre de 12,7 milímetros.