30 julho 2014

Morre último tripulante do avião que lançou 1ª bomba atômica no Japão

Theodore Van Kirk vivia na Geórgia, no sul dos EUA, e tinha 93 anos.
Conhecido como 'Dutch', ele era o navegador do Enola Gay em 1945.


France Presse

O último sobrevivente da tripulação do Enola Gay, o avião que lançou a primeira bomba atômica sobre o Japão, no final da Segunda Guerra Mundial, morreu na Geórgia, no sul dos Estados Unidos, informou a imprensa americana nesta terça-feira (28).

Theodore Van Kirk, também conhecido como 'Dutch', morreu na segunda-feira, aos 93 anos, de causas naturais no Retiro Park Springs, em Stone Mountain, segundo a rede de televisão NBC.

Na época com 24 anos, Van Kirk era o navegador do Enola Gay, o bombardeiro B-29 que lançou a 'Little Boy' sobre Hiroshima, às 8h15 do dia 6 de agosto de 1945, provocando a morte de 140 mil pessoas.

Três dias após o primeiro ataque nuclear da história, os EUA lançaram outra bomba atômica, matando 80 mil pessoas em Nagasaki.

No dia 15 de agosto de 1945, o Japão se rendeu e a Segunda Guerra Mundial teve fim.

Van Kirk será enterrado no dia 5 de agosto, em sua cidade natal, Northumberland, na Pensilvânia, em cerimônia privada, segundo a rede CBS.

Israel intensifica bombardeios à Faixa de Gaza nesta terça-feira (29)

Pelas contas das autoridades palestinas foram, no mínimo, 110 mortes. 
Hamas divulgou imagens em que militantes usaram túnel para invadir Israel.


Jornal Nacional

Israel intensificou, nesta terça-feira (29), os bombardeios à Faixa de Gaza deixando o território palestino às escuras. Mais de 100 pessoas morreram.

As bombas vieram dos aviões, dos tanques e dos navios. E fizeram da terça-feira (29) um dos dias mais violentos da guerra. Pelas contas das autoridades palestinas foram, no mínimo, 110 mortes.



Ainda exaltado, o médico Ahmed Matar contou que oito integrantes da mesma família tinham abandonado a casa, e quando voltaram para buscar roupas, foram todos mortos.

Vídeo mostra possíveis integrantes do Hamas supreendendo soldados israelenses

O Hamas divulgou imagens de um ataque em que militantes usaram um túnel para invadir Israel. O vídeo mostra o que seriam integrantes do grupo surpreendendo os soldados e abrindo fogo contra eles. A autenticidade das imagens não pode ser comprovada.

Mas Israel informou que cinco soldados morreram na segunda-feira em uma situação parecida, aumentando para dez o número de militares mortos na segunda-feira.

Nesta terça, Israel atacou a casa do número dois do Hamas, Ismail Haniyeh. Destruiu o prédio onde funcionava o departamento financeiro do grupo. Bombardeou também a TV e a rádio oficiais.

Mas o maior estrago foi quando uma bomba atingiu em cheio o tanque principal da usina elétrica de Gaza, queimando milhões de litros de combustível.

Maioria dos palestinos de gaza estão completamente às escuras

Durante todo o dia deu para ver da fronteira a coluna de fumaça que vem do incêndio na usina, que era a única que existia em Gaza. Há muito tempo os palestinos se acostumaram a conviver com racionamentos de 12, 13, 14, 15 horas. Mas nesta terça só quem tem gerador e combustível consegue manter alguns eletrodomésticos acesos. Na maioria dos casos os palestinos de Gaza estão completamente às escuras.

A casa onde vive o brasileiro Yusif el-Shawwa, já tinha sido atingida parcialmente por uma bomba, raramente tinha energia, e agora apagou de vez. "Ó como é que está a minha cozinha. A geladeira nem funciona. Há oito dias sem energia aproximadamente. Sem nada. Depósito. A geladeira é apenas depósito, ó. Não tem nada”, afirma.

Brasileiro conta o que viu durante o bombardeio

Yusif contou que a noite passada foi uma das piores: “Tanto bombardeio, caça e tanque. Foi demais, demais, demais. Meu prédio, que é de três andares, tremeu. Pra lá, pra cá, pra lá. Eu não dormi, eu não dormi”.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 215 mil palestinos abandonaram suas casas - 12% da população da Faixa de Gaza.

Em 22 dias de guerra, Israel perdeu 53 soldados e três civis. Entre os palestinos, foram 1.191 mortes. E por enquanto, os dois lados continuam muito longe de um acordo. "Triste, triste, triste. E não tem solução, ninguém sabe quando vai parar isso”, diz o brasileiro Yusif el-Shawwa.

Os governos do Peru e do Chile convocaram, nesta terça-feira (29), seus embaixadores em Israel para consulta. Equador e Brasil fizeram o mesmo na semana passada. No mundo da diplomacia, esse é um sinal de descontentamento.


Ataque de Israel mata palestinos em escola da ONU

Ao menos 20 refugiados morreram, segundo serviços de emergência.
Apenas nesta quarta (30), 67 palestinos morreram em ataques.


Do G1, em São Paulo

Um ataque israelense matou ao menos 20 palestinos refugiados na manhã desta quarta-feira (30) em uma escola da ONU no norte da Faixa de Gaza, informaram os serviços de emergência. Um disparo de tanque atingiu em cheio duas salas de aula da escola da UNRWA, a agência da ONU para os refugiados palestinos, no campo de Jabaliya, revelaram os serviços de emergência.

Na noite de terça-feira (29), outros 13 palestinos morreram atingidos por disparos de tanques israelenses no campo de Jabalyia, de acordo com o chefe dos serviços de emergência da Faixa de Gaza, Ashraf al-Qudra.

Muitos civis palestinos se refugiaram nas escolas da UNRWA, especialmente em Jabaliya, após a advertência do Exército hebreu sobre a possibilidade de bombardeios em massa contra seus bairros. No total, cerca de 180 mil habitantes do território palestino estão refugiados, em condições muito precárias, nas 83 escolas geridas pela UNRWA.

A agência da ONU acusou o Exército de Israel de "grave violação do direito internacional" depois do ataque.

"Condeno da forma mais firme esta violação do direito internacional por parte das forças israelenses", declarou no comunicado Pierre Krahenbühl, chefe de UNWRA. "Peço à comunidade internacional que inicie uma ação política decidida para por fim de imediato ao massacre em andamento".

"Não há palavras para expressar minha cólera e indignação. É a sexta vez que uma de nossas escolas sofre um ataque", afirmou no Twitter.

O Exército israelense disse, após o ataque, que militantes palestinos haviam disparado bombas de perto da escola, e que Israel respondeu aos ataques. “Mais cedo, militantes dispararam morteiros contra soldados israelenses da vizinhança da escola da ONU em Jabaliya. Em resposta, os soldados dispararam contra a origem do fogo, e ainda estamos revisando o incidente”, informou um porta-voz militar.

No dia 24 de julho, um disparo de artilharia atingiu outra escola da ONU na Faixa de Gaza, em Beit Hanun, matando cerca de 15 palestinos. O Exército israelense negou sua responsabilidade no incidente.

Outros ataques

Na madrugada desta quarta, a aviação de Israel matou sete palestinos de uma mesma família na cidade de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, informaram os serviços de emergência.

"Sete membros da família Abu Amer morreram nos intensos disparos de tanques contra sua casa, no leste de Khan Yunes. Os cadáveres foram retirados dos escombros e levados ao hospital Nasser de Khan Yunes", declarou Ashraf al-Qudra, porta-voz dos serviços de emergência da Faixa de Gaza.


Mesquita foi destruída por bombardeio em Gaza nesta quarta-feira (30) (Foto: Mahmud Hams/AFP)Mesquita foi destruída por bombardeio em Gaza nesta quarta-feira (30) (Foto: Mahmud Hams/AFP)

Os ataques aéreos de Israel também atingiram três mesquitas, na cidade de Gaza, no campo de refugiados de Shati e em Rafah na madrugada desta quarta, segundo os serviços palestinos de segurança.

Durante a manhã, seis palestinos, entre eles três crianças, morreram em um ataque de tanques israelenses em Tuffah, um bairro do nordeste da cidade de Gaza, indicaram os serviços de emergência.

Com estas novas vítimas o número de mortos em Gaza nesta quarta já alcançou 67, elevando o número de vítimas desde o início da ofensiva, em 8 de julho, a 1.296 palestinos mortos e 7.200 feridos. Já Israel contabilizou 56 mortos, sendo 53 soldados e três civis.

Segundo comunicado das Forças de Defesa de Israel, foram realizados ataques contra 75 posições em Gaza nas últimas 24 horas, e três túneis entre o território palestino e Israel foram destruídos. Durante a noite, as forças também atacaram cinco mesquitas que eram utilizadas com “propósitos de terrorismo”, como “esconder armas e acesso a túneis”.

Na terça-feira (29), os bombardeios de Israel foram os mais violentos em dias, matando cerca de 100 pessoas, especialmente na Cidade de Gaza, no campo de Bureij (centro), em Jabaliya (norte) e na região de Rafah (sul).

Foguetes em escola

A agência da Organização das Nações Unidas (ONU) que cuida de refugiados palestinos disse nesta terça-feira (29) que encontrou um esconderijo de foguetes em uma de suas escolas na Faixa de Gaza e deplorou aqueles que colocaram o material no local.

O porta-voz da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina, Chris Gunness, condenou os responsáveis ​​por colocar civis em perigo armazenando os foguetes na escola, mas não culpou especificamente ninguém em particular.

"Condenamos o grupo ou grupos que colocaram civis em perigo, escondendo essas munições em nossa escola. Esta é mais uma flagrante violação da neutralidade de nossas instalações. Apelamos a todas as partes em conflito que respeitem a inviolabilidade da propriedade da ONU", disse Gunness em um comunicado.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou indignação na semana passada com a descoberta de 20 foguetes em uma escola vazia da agência e em outra escola uma semana antes.

Gunness disse que a organização convocou um especialista em munições para eliminar os foguetes e garantir a segurança da escola, mas acrescentou que ele não pode acessar o local devido aos combates na área.

Exército israelense anuncia trégua humanitária de 4 horas em Gaza

Cessar-fogo provisório vale a partir das 15h locais (9h de Brasília).
Ataques já deixaram mais de 60 palestinos mortos nesta quarta (30).


France Presse

O Exército israelense anunciou nesta quarta-feira (30) uma trégua humanitária de quatro horas em Gaza, válida a partir das 15h locais (9h de Brasília). O comunicado foi feito por um porta-voz das Forças Armadas de Israel.

“O Exército autorizou uma trégua temporária na Faixa de Gaza. Essa trégua se aplicará das 15h às 19h (hora local) e não se aplicará nas zonas onde os soldados estão realizando operações”, disse um comunicado.

O Exército também pede que "os habitantes não voltem às zonas em que há uma ordem de evacuação" e adverte que responderá a "qualquer tentativa de atentar contra soldados ou civis israelenses".

O anúncio ocorre em um dia de fortes combates e muitas mortes de palestinos na Faixa de Gaza. O ataque mais grave ocorreu em uma escola da ONU em Jabaliya, com pelo menos 20 mortos.

Muitos civis palestinos se refugiaram nas escolas da UNRWA, a agência da ONU para os refugiados palestinos, especialmente em Jabaliya, após a advertência do Exército hebreu sobre a possibilidade de bombardeios em massa contra seus bairros. No total, cerca de 180 mil habitantes do território palestino estão refugiados, em condições muito precárias, nas 83 escolas geridas pela UNRWA.


Palestinos inspecionam estragos causados por ataque contra escola da ONU em Gaza; 20 pessoas morreram (Foto: Mahmud Hams/AFP)Palestinos inspecionam estragos causados por ataque contra escola da ONU em Gaza; 20 pessoas morreram (Foto: Mahmud Hams/AFP)

A agência da ONU acusou o Exército de Israel de "grave violação do direito internacional" depois do ataque.

"Condeno da forma mais firme esta violação do direito internacional por parte das forças israelenses", declarou no comunicado Pierre Krahenbühl, chefe de UNWRA. "Peço à comunidade internacional que inicie uma ação política decidida para por fim de imediato ao massacre em andamento".

O Exército israelense disse, após o ataque, que militantes palestinos haviam disparado bombas de perto da escola, e que Israel respondeu aos ataques. “Mais cedo, militantes dispararam morteiros contra soldados israelenses da vizinhança da escola da ONU em Jabaliya. Em resposta, os soldados dispararam contra a origem do fogo, e ainda estamos revisando o incidente”, informou um porta-voz militar.

Segundo comunicado das Forças de Defesa de Israel, foram realizados ataques contra 75 posições em Gaza nas últimas 24 horas, e três túneis entre o território palestino e Israel foram destruídos. Durante a noite, as forças também atacaram cinco mesquitas que eram utilizadas com “propósitos de terrorismo”, como “esconder armas e acesso a túneis”.

Com estas novas vítimas o número de mortos em Gaza nesta quarta já alcançou 67, elevando o número de vítimas desde o início da ofensiva, em 8 de julho, a 1.296 palestinos mortos e 7.200 feridos. Já Israel contabilizou 56 mortos, sendo 53 soldados e três civis.


29 julho 2014

‘Não se pode fazer paz com metade dos palestinos’, diz ex-parlamentar

Uri Avnery, de 90 anos, defende que Israel não tem opção a não ser negociar com o Hamas


POR DANIELA KRESCH / ESPECIAL PARA O GLOBO

TEL AVIV — O jornalista, escritor, ativista político e ex-parlamentar Uri Avnery, de 90 anos, defende, que Israel não tem opção a não ser negociar com o Hamas. Para Avnery, se Israel acabar com o Hamas, outro grupo, ainda mais radical, tomará seu lugar.

O senhor acredita que Israel deveria negociar com o Hamas?

Claro que sim. Já falei isso há dez anos. Até imprimimos adesivos com a frase “Falar com o Hamas”. Sempre disse que é impossível ignorá-los, que eles estavam presentes em todos os lugares, que não se pode fazer a paz apenas com metade do povo palestino.

Israel deveria negociar com o Hamas caso o grupo conseguisse sequestrar um soldado israelense em Gaza?

Se houver um novo sequestro, é preciso negociar para libertá-lo, exatamente como fizemos com o Gilad Shalit.

Mas o Hamas, um grupo fundamentalista islâmico, estaria interessado em falar com o “inimigo sionista”?

Ele já falou com Israel e nós já falamos com ele mais de uma vez! Durante toda a negociação para a liberação de Shalit,por exemplo. E a mais recente trégua, negociada em 2012. Se pudéssemos expulsar toda essa turba de moderadores, egípcios, turcos, do Qatar, Kerry, todo esse grupo de estranhos, poderíamos conversar diretamente com o Hamas sem ninguém se intrometer. Seria muito melhor e simples.

O senhor acredita que o Hamas pode se tornar mais moderado e reconhecer Israel?

A linha oficial do Hamas é a de que, se Mahmoud Abbas conseguir paz com Israel, e esse acordo for aprovado num referendo pelo povo palestino, vai aceitá-lo.

Há quem diga que se Israel conseguir expulsar o Hamas de Gaza, grupos ainda mais radicais o substituiriam...

Enquanto o problema básico dessa região não for resolvido, outras facções ou movimentos vão aparecer. Gaza tem 1,6 milhão de pessoas num espaço de terra pequeno, sem ligação com o mundo, isolado por mar, terra e ar, abandonado totalmente pelo governo militar nojento do Egito e a guerra da ocupação de Israel. Nessas condições, outros movimentos jihadistas, al-Qaeda, Isis, tomariam o lugar do Hamas.

O senhor acha que essa operação militar israelense em Gaza é necessária?

Não, acho que se trata de uma guerra desnecessária que não vai levar a nada, só a uma situação igual à de antes. Não haverá solução para Gaza enquanto houver bloqueio econômico, enquanto houver ocupação israelense. A raiz é que Gaza é uma prisão aberta, fechada por Israel e Egito. Não é quem atira em quem.

Há cada vez mais manifestações contra a operação militar israelense em Gaza. O que o senhor acha disso?

Há coisas que são permitidas em guerras, mas há outras que são proibidas. Essa operação militar viola muitas leis de guerra. Claro que isso é verdade também do outro lado, mas Israel está protegido pelo sistema antiaéreo Domo de Ferro. Há falta de equilíbrio quando de um lado morrem mais de 800, a maioria civis, e do outro, só 30 soldados.

MARINHA NÃO PODE CASSAR MEDALHA DE GENOINO

MESMO CONDENADO, LEI NÃO PREVÊ CASSAÇÃO DE TAMANDARÉ DE GENOINO


DIÁRIO DO PODER

O mensaleiro condenado José Genoino deve ter medalhas cassadas pelas Forças Armadas assim que os comandantes decidirem cumprir o previsto em regulamento. Exceção feita à Medalha do Mérito Tamandaré, pois a insígnia conferida pela Marinha foi criada pelo decreto 42.111 de agosto de 1957 e não há previsão de revogação da honraria, mesmo que o agraciado cometa crimes contra a ordem, erário e sociedade brasileira.

Ao ser questionado sobre agraciar ex-guerrilheiro, Mauro César Pereira, o ministro da Marinha à época disse: “bobagens todo mundo comete”.

Em 1997, além do petista Genoino, a Marinha condecorou Aldo Rebelo e se tornou a primeira Força a entregar comendas a políticos de esquerda.

Genoino recebeu também honrarias da Aeronáutica e do Exército, bem como a Medalha da Vitória, entregue pelo Ministério da Defesa em 2011.



Número de palestinos mortos em Gaza nesta terça chega a 100

Segundo fontes médicas, 26 pessoas morreram em ataque contra 4 casas.
OLP anunciou possível trégua humanitária de 24 horas.


Do G1, em São Paulo
Pelo menos 100 palestinos morreram nesta terça-feira (29) em bombardeios de Israel contra a Faixa de Gaza, em um dia violento no qual o Exército israelense intensificou sua campanha contra símbolos do Hamas no enclave palestino.

29/7 - Veículo da ONU destruído foi fotografado em Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, após ataques militares israelenses, segundo agência AFP (Foto: Mohammed Abed/AFP)Veículo da ONU destruído foi fotografado em Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, após ataques militares israelenses, segundo agência AFP (Foto: Mohammed Abed/AFP)

Segundo a Associated Press, entre os mortos estão 26 pessoas atingidas por bombardeios e disparos de tanques em quatro casas de Gaza, informaram fontes médicas palestinas.

Os números elevam as vítimas fatais do conflito a 1.156 palestinos, segundo o porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Ashraf al-Kidra.

Desde 8 de julho, quando a ofensiva começou, Israel contabilizou 56 mortos – 53 soldados e três civis.

Nesta terça, uma autoridade da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) anunciou que os movimentos palestinos - incluindo o Hamas - estão prontos para uma trégua humanitária de 24 horas.

Segundo informou a AP, Yasser Abed Rabbo, secretário-geral da OLP, disse que Israel deve aguentar as consequências caso rejeite o chamado.

"A Autoridade Palestina, o Hamas e a Jihad estão dispostos a uma trégua humanitária de 24 horas e examinam com espírito positivo uma proposta da ONU para um cessar-fogo de três dias no conflito com Israel", disse ele.

"Em caso de negativa, consideraremos Israel plenamente responsável pelas consequências", enfatizou. "A ONU sugeriu estender esta trégua para 72 horas. Estudamos esta sugestão com espírito positivo."

O porta-voz do governo israelense Mark Regev disse que a proposta "não é séria" até que seja dita diretamente pelo Hamas.

Após o anúncio, um porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abu Zuhri, negou que haja um acordo. “As declarações do senhor Abed Rabbo não são verdadeiras e não têm nada a ver com as posições da facção neste momento”, afirmou.

Não ficou claro se a declaração do porta-voz reflete o posicionamento da liderança do Hamas no exílio.


Hamas rejeita trégua enquanto bloqueio de Israel continuar

Gravação com fala de chefe militar foi divulgada nesta terça-feira (29).
Não haverá cessar-fogo até que demandas sejam atendidas, diz líder.


Do G1, em São Paulo

O Hamas, grupo islâmico que governa a Faixa de Gaza, rejeita um período de trégua nas hostilidades com Israel enquanto os ataques e o bloqueio promovidos por Israel continuarem, disse o chefe militar da organização, Mohammed Deif, em gravação de áudio divulgada nesta terça-feira (29).

"Não haverá um cessar-fogo enquanto as demandas do nosso povo não forem atendidas", diz Deif, chefe das Brigadas Ezzedine al-Qassam, em gravação transmitida pela emissora do Hamas, a Al-Aqsa. O movimento islamita palestino não vai aceitar um "cessar-fogo sem o fim da agressão e a retirada do cerco", indicou o líder, segundo informam agências de notícias internacionais e a rede de TV CNN.

O grupo pede que Israel e o Egito levantem um bloqueio de fronteira que impuseram em Gaza depois que o Hamas ocupou o território, em 2007.

A voz de Deif é reconhecível no comunicado em áudio, segundo a Associated Press.

O líder sobreviveu a uma série de ataques e há anos comando o grupo na clandestinidade.

A Al-Aqsa também transmitiu o que diz ser uma infiltração por túnel de combatentes do Hamas em Israel na última segunda-feira.

Desde o início dos conflitos, no dia 8 de julho, 1.156 palestinos morreram, a maioria civis. Israel contabilizou 56 mortos, sendo 53 soldados e três civis.

A rejeição ao cessar-fogo foi anunciada antes de uma importante viagem ao Cairo de uma delegação reunindo representantes dos principais movimentos políticos palestinos, incluindo o Hamas, anunciada pela Organização pela Libertação da Palestina (OLP). As autoridades palestinas devem se reunir na capital egípcia com dirigentes locais, que normalmente são os intermediários nas negociações entre israelenses e palestinos.

O secretário-geral da OLP, Yasser Abed Rabbo, havia afirmado nesta terça à tarde que o Hamas e seus aliados da Jihad Islâmica estavam preparados para uma trégua humanitária de 24 horas. Mas o Hamas mantém suas exigências pelo fim da operação militar israelense em curso e pela suspensão do bloqueio a Gaza imposto por Israel em 2006.

As autoridades israelenses não se manifestaram a respeito de uma eventual trégua.

Mortes

Ao menos 100 palestinos morreram nesta terça em Gaza, segundo a agência Associated Press. Mais cedo, a única central elétrica da Faixa de Gaza ficou fora de funcionamento após os bombardeios do exército israelense, disse o diretor-adjunto da autoridade de Energia do reduto palestino, interrompendo o suprimento de eletricidade para a Cidade de Gaza e várias outras partes do enclave palestino de 1,8 milhão de habitantes.

"A única central elétrica de Gaza ficou fora de funcionamento após um bombardeio israelense na noite passada, que danificou o gerador de vapor, antes de atingir as reservas de combustível que se incendiaram", declarou Fathi al-Sheikh Jalil, segundo a France Presse.

Foram declarados grandes incêndios no setor da central (no centro do território palestino), impedindo o acesso dos veículos de auxílio, constatou um jornalista da AFP.

Esta usina fornece cerca de 30% do consumo de eletricidade de Gaza, de acordo com a agência France Presse. Já a Reuters afirma que a instalação fornece energia para dois terços do enclave palestino.

Além disso, segundo Fathi al-Sheikh Jalil, "cinco das dez linhas elétricas provenientes de Israel para abastecer a Faixa de Gaza foram atingidas pelos bombardeios israelenses, e os serviços de manutenção não conseguem ter acesso à zona para consertá-las".

Além da falta crônica de água, o reduto palestino, submetido desde 2006 ao bloqueio imposto por Israel, sofre grandes problemas de fornecimento de eletricidade.

A usina já havia sido atingida na semana passada e operava com cerca de 20% de sua capacidade, o que garantia apenas algumas horas por dia de eletricidade para os moradores de Gaza.

Míssil atinge campo de refugiados em Gaza e causa morte de crianças

Ao menos dez mortes ocorreram no campo Al-Shati; oito eram crianças.
Maior hospital de Gaza também foi atingido, mas não houve vítimas.


Do G1, em São Paulo

A queda de um míssil em um campo de refugiados de Gaza matou ao menos dez pessoas, entre elas oito crianças, e deixou 40 feridos, de acordo com a agência de notícias Reuters.

O ataque, que aconteceu nesta segunda-feira (28), foi no campo de refugiados de Al-Shati. A informação foi confirmada por médicos que atendem na região.

Os moradores atribuíram a explosão a um ataque aéreo israelense, mas Israel negou responsabilidade e afirmou que se tratou de uma falha num foguete lançado pelos militantes do grupo Hamas.


Jovem palestino anota nome de criança morta durante conflito entre forças israelenses e do Hamas (Foto: Musa Al Shaer/AFP)Jovem palestino anota nome de criança morta durante conflito entre forças israelenses e do Hamas. Lista foi feita no campo de refugiados Aida (Foto: Musa Al Shaer/AFP)

"Nós saíamos da mesquita quando vimos as crianças brincando com seus brinquedos. Segundos depois, o foguete caiu", disse Munther Al-Derbi, morador do campo.

Ainda nesta segunda, um outro míssil caiu no hospital Shifa, em Gaza, o maior do enclave palestino atingido até o momento. Segundo a agência France Presse e fontes médicas, não houve vítimas.

Ainda de acordo com a France Presse, o exército de Israel atribuiu os bombardeios a "terroristas da Faixa de Gaza". "O hospital Shifa e o campo de refugiados de Shati foram atingidos por ataques fracassados de terroristas de Gaza", informaram as Forças Armadas israelenses em um comunicado.

Mais tarde, um ataque com morteiros matou ao menos quatro pessoas no Sul de Israel, conforme informações da agência de notícias Reuters, que cita autoridades médicas do país.

Israel e os militantes palestinos em Gaza estão há três semanas envolvidos em confrontos nos quais 1.049 pessoas morreram em Gaza, a maioria civis, atingidos por bombardeios israelenses. Morreram também 43 soldados e três civis israelenses atingidos por foguetes e projéteis de morteiro disparados pelo Hamas.

A explosão desta segunda-feira ocorreu durante uma relativa trégua nos combates, com os dois lados baixando a temperatura durante o feriado religioso muçulmano do Eid al-Fitr.

Festa deu lugar ao luto

Um dos dias mais alegres do calendário muçulmano, o feriado de Eid al-Fitr, foi marcado nesta segunda por lágrimas e luto na Faixa de Gaza, após três semanas de um impiedoso confronto entre Israel e militantes do Hamas.

O feriado marca o fim do mês sagrado do Ramadã e normalmente é uma época de banquetes e diversão, presentes e festas, mesmo neste empobrecido e isolado enclave palestino. Mas estes não são tempos normais em Gaza.

Em um Eid normal, as ruas de Gaza estariam cheias de crianças em suas roupas novas e recebendo doces de adultos. Fogos de artifício comemorativos estourariam no ar. Mas nesta segunda as vias estavam relativamente vazias e os nervos, acirrados.

No maior hospital de Gaza, um grupo de jovens distribuiu doces para crianças feridas. “Como uma mãe se sente ao abrir seus olhos neste dia de Eid e não ver seu filho perto dela?”, disse Abir Shammaly, que perdeu um filho durante bombardeio de Israel no distrito de Shejaia na semana passada.

Em vez de celebrar com os vivos, Shammaly sentou-se perto da recém-cavada cova, acompanhando muitos outros moradores de Gaza que mostravam seu respeito às mais de mil pessoas mortas no confronto, muitas delas civis. Sua filha a acompanhava e, silenciosamente, colocou flores rosas e brancas no monte de terra.

“O mundo está nos vendo, mas não nos sente. Por que eles desperdiçam as vidas de palestinos? Por que fazem isso conosco?”, disse Shammaly, que também perdeu sua casa no bombardeio de Shejaia, área que, segundo Israel, é o bastião do Hamas.

Trégua

Após três semanas de combates, muitas armas foram colocadas de lado nesta segunda-feira, com o Hamas anunciando uma trégua de 24 horas para coincidir com o Eid. Israel disse que atiraria apenas se sofresse ataques.

O Estado judaico lançou sua ofensiva contra Gaza em 8 de julho com o objetivo de deter os disparos de foguetes feitos por militantes palestinos e de destruir uma rede secreta de túneis construída pelo Hamas nas áreas de fronteira.

O Hamas exige o fim de um longo bloqueio egípcio-israelense a Gaza, que trouxe dificuldades econômicas para o território de 1,8 milhão de habitantes, para interromper o lançamento de foguetes contra Israel.


Palestino de 4 anos morre em disparo de tanque israelense

Criança é a primeira vítima desde trégua humanitária no domingo.
Disparo atingiu casa do menino em Jabaliya.


France Presse

Um menino palestino de 4 anos morreu nesta segunda-feira na Faixa de Gaza atingido pelo disparo de um tanque israelense e esta é a primeira vítima fatal desde que Israel e o movimento palestino Hamas iniciaram uma trégua humanitária na noite de domingo (27).

O menino morreu quando um disparo atingiu sua casa no leste de Jabaliya, onde explodiram confrontos entre as tropas israelenses e os milicianos do Hamas, de acordo com o porta-voz dos serviços de emergência, Ashraf al Qudra.

Além do menino, Samih Ijneid, outras três pessoas morreram durante a noite após o bombardeio.

Com estas novas vítimas, o número de palestinos mortos chega a 1.036, a maioria civis, desde o início da ofensiva militar israelense em 8 de julho.

O Conselho de Segurança da ONU formalizou um pedido de "cessar-fogo humanitário imediato e incondicional" entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza após uma reunião de emergência realizada em Nova York no início da madrugada desta segunda (28).

Em uma declaração aprovada por todos os 15 membros, o órgão também pediu uma trégua "duradoura" baseada em uma iniciativa do Egito, segundo a qual o fim das hostilidades abre o caminho para negociações sobre o futuro de Gaza, incluindo a abertura das fronteiras do território. O pedido solicita ainda que a pausa nos combates ocorra em função do feriado muçulmano de Eid al-Fitr, que deve começar nos próximos dias, e se estenda depois disso.

Morteiros caem no sul de Israel e causam mortes de quatro soldados

Quatro soldados israelenses morreram no ataque.
Um quinto soldado foi morto dentro da Faixa de Gaza.


Do G1, em São Paulo

Um ataque com morteiros nesta segunda-feira (28) matou quatro soldados israelenses na região de Eshkol, sul de Israel, ao longo da fronteira com a Faixa de Gaza, segundo anunciou o Exército israelense.

Anteriormente, a imprensa israelense havia afirmado que os mortos eram civis do kibutz Be'eri, de acordo com a agência France Presse. E as agências de notícias haviam reportado as mortes sem especificar se eram civis ou militares.

Em entrevista à rádio do Exército, o chefe do serviço de ambulâncias, Magen David Adom, disse que outras pessoas ficaram feridas no ataque e foram levadas para hospitais.

O Hamas reivindicou o atentado, segundo a France Presse.

De acordo com a EFE, ao menos seis pessoas ficaram feridas, algumas em estado crítico. Já a France Presse citou que pelo menos outras oito pessoas foram hospitalizadas após o golpe, que seria o mais duro desde o início da guerra contra o Hamas, no dia 8 de julho.

Além disso, o Exército de Israel anunciou que um quinto soldado morreu nesta segunda, dentro da Faixa de Gaza.

Com isso, desde o início da operação "Barreira Protetora" em 8 de julho, o registro de perdas militares do lado israelense sobe para 48 mortos e o de civis se mantém em três mortos - dois israelenses e um trabalhador agrícola tailandês atingidos por foguetes. No mesmo período, 1.060 pessoas morreram em Gaza, na maioria civis.

Trata-se do registro mais pesado para o Exército israelense desde a guerra contra o Hezbollah libanês em 2006, de acordo com a France Presse.

Ainda nesta segunda, dez pessoas, entre elas oito crianças, morreram em Gaza após um ataque ao campo de refugiados Al-Shati. O maior hospital de Gaza também foi atingido por outro ataque.

Segundo o exército de Israel, esses bombardeios são de responsabilidade de "terroristas da Faixa de Gaza". "O hospital Shifa e o campo de refugiados de Shati foram atingidos por ataques fracassados de terroristas de Gaza", informaram as Forças Armadas israelenses em um comunicado.


Número de palestinos mortos em Gaza nesta terça chega a 100

Segundo fontes médicas, 26 pessoas morreram em ataque contra 4 casas.
OLP anunciou possível trégua humanitária de 24 horas.


Do G1, em São Paulo

Pelo menos 100 palestinos morreram nesta terça-feira (29) em bombardeios de Israel contra a Faixa de Gaza, em um dia violento no qual o Exército israelense intensificou sua campanha contra símbolos do Hamas no enclave palestino.

29/7 - Explosão de ataque israelense é vista de longe em Gaza (Foto: Hatem Moussa/Reuters)Explosão de ataque israelense é vista de longe em Gaza nesta terça-feira (29) (Foto: Hatem Moussa/Reuters)


Segundo a Associated Press, entre os mortos estão 26 pessoas atingidas por bombardeios e disparos de tanques em quatro casas de Gaza, informaram fontes médicas palestinas.

Os números elevam as vítimas fatais do conflito a 1.156 palestinos, segundo o porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Ashraf al-Kidra.

Desde 8 de julho, quando a ofensiva começou, Israel contabilizou 56 mortos – 53 soldados e três civis.

Nesta terça, uma autoridade da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) anunciou que os movimentos palestinos - incluindo o Hamas - estão prontos para uma trégua humanitária de 24 horas.

Segundo informou a AP, Yasser Abed Rabbo, secretário-geral da OLP, disse que Israel deve aguentar as consequências caso rejeite o chamado.

"A Autoridade Palestina, o Hamas e a Jihad estão dispostos a uma trégua humanitária de 24 horas e examinam com espírito positivo uma proposta da ONU para um cessar-fogo de três dias no conflito com Israel", disse ele.

"Em caso de negativa, consideraremos Israel plenamente responsável pelas consequências", enfatizou. "A ONU sugeriu estender esta trégua para 72 horas. Estudamos esta sugestão com espírito positivo."

O porta-voz do governo israelense Mark Regev disse que a proposta "não é séria" até que seja dita diretamente pelo Hamas.

Após o anúncio, um porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abu Zuhri, negou que haja um acordo. “As declarações do senhor Abed Rabbo não são verdadeiras e não têm nada a ver com as posições da facção neste momento”, afirmou.

Não ficou claro se a declaração do porta-voz reflete o posicionamento da liderança do Hamas no exílio.

Israel amplia ataques contra Faixa de Gaza

Número de palestinos mortos passa de 1.100.
Israel alertou a população civil a abandonar a periferia da cidade de Gaza.


France Presse

Os ataques de Israel contra a Faixa de Gaza mataram 26 palestinos nas primeiras horas desta terça-feira (29), incluindo nove mulheres e quatro crianças, após uma segunda-feira (28) particularmente sangrenta no conflito com o movimento islâmico Hamas.

Em 21 dias, a ofensiva de Israel matou 1.113 palestinos - 70% civis - e deixou cerca de 6.200 feridos.

Equipes de resgate palestinas procuram vítimas em um prédio destruído por um ataque aéreo israelense em Rafah. (Foto: Said Khatib / AFP Photo)Equipes de resgate palestinas procuram vítimas em um prédio destruído por um ataque aéreo israelense em Rafah. (Foto: Said Khatib / AFP Photo)

A aviação israelense também bombardeou na manhã desta terça a casa de Ismail Haniyeh, líder do Hamas na Faixa de Gaza, situada no campo de refugiados de Shatti, no noroeste do território palestino, informou a família do dirigente.

Entre os mortos nesta madrugada, estão "sete pessoas, sendo cinco mulheres e uma criança, foram mortas em um bombardeio que destruiu um prédio de três andares em Rafah", no sul da Faixa de Gaza, informou nesta terça Ashraf al-Qudra, porta-voz dos serviços de emergência.

No campo de refugiados de Bureij, no centro da Faixa de Gaza, disparos da artilharia de Israel mataram mais 11 palestinos, "incluindo três crianças e duas mulheres, e outras 15 pessoas ficaram feridas" na manhã desta terça.

Segundo al-Qudra, que não precisou onde ocorreram as mortes, 26 palestinos, incluindo nove mulheres e quatro crianças, morreram vítimas dos disparos de artilharia contra Rafah e dos ataques aéreos contra Bureij.

"O inimigo israelense bombardeou nossa casa em dois ataques", disse Abed Salam Haniyeh, filho do dirigente do Hamas.

Segunda-feira sangrenta


Israel e o Hamas retomaram os combates na segunda-feira, quando 47 corpos deram entrada nos necrotérios da Faixa de Gaza: 31 palestinos mortos nos bombardeios e 12 retirados de escombros. Outros quatro palestinos morreram no hospital após seu resgate de escombros.

No início da noite de segunda, cinco combatentes palestinos, que tinham se infiltrado no sul de Israel, foram mortos nas imediações do kibutz de Nahal Oz, perto da fronteira. O Hamas reivindicou a autoria de uma operação na área afirmando ter matado "mais de dez soldados".

Nesta terça, o Exército hebreu admitiu a morte de cinco soldados em combates com um comando palestino que tentava se infiltrar em Israel por um túnel, na zona de fronteira com a Faixa de Gaza.

"Os soldados de infantaria Daniel Kedmi, 18 anos, Barkey Ishai Shor, 21, Sagi Erez, 19, e Dor Dery, 18, foram mortos nesta tentativa de ataque", informou o Exército, acrescentando que um quinto militar também morreu na ação.

Na noite de segunda, um oficial hebreu informou a morte de quatro militares tripulantes de tanque, atingidos por um tiro de morteiro ao longo da fronteira com o enclave palestino, e de um quinto soldado, que caiu nos combates em Gaza.

No total, o Exército hebreu já perdeu 53 soldados, o maior número de baixas desde a guerra contra o Hezbollah libanês, em 2006.

Três civis israelenses foram mortos por disparos de foguetes da Faixa de Gaza.

Ainda na segunda, oito crianças e dois adultos morreram no campo de refugiados de Shatti. Ambos os lados do conflito trocam acusações, mais uma vez, sobre a responsabilidade no episódio.

Segundo testemunhas, caças israelenses F-16 lançaram cinco mísseis sobre um grupo de crianças. Já o Exército de Israel garante que se trata de disparos de foguetes lançados pelo Hamas.

Israel também intensificou seus ataques contra a cidade de Gaza, especialmente sobre o bairro da Universidade Islâmica, constatou a AFP.

Por volta das 19H15 (13H15 Brasília), Israel conclamou a população civil a abandonar a periferia da cidade de Gaza "imediatamente", antecipando os bombardeios. O hospital Shifa - o maior do enclave palestino e que vinha sendo poupado da violência - foi sacudido por uma explosão, mas ninguém ficou ferido.

Cinco pessoas, entre elas três crianças, morreram atingidas por disparos de artilharia que destruíram uma casa em Jabaliya (norte); e outra criança, de 4 anos, morreu ao ser atingida por um disparo de tanque na mesma cidade. Além disso, outro palestino perdeu a vida no centro do enclave e outros quatro, em Khan Yunis (sul).

'Longa campanha'

Em um discurso transmitido pela televisão nesta segunda, o premier-israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu compatriotas que se preparem para "uma longa campanha".

A calmaria de domingo não durou muito. Com a retomada das hostilidades a celebração do Fitr, que marca o fim do Ramadã, foi trágica para os 1,8 milhão de habitantes da Faixa de Gaza.

"É o Eid de sangue", resumiu Abir Chamali, passando a mão sobre a terra que acabava de ser depositada sobre o corpo de seu filho de 16 anos, morto na quinta-feira (24) perto da Cidade de Gaza.

Em três semanas, de acordo com os serviços de emergência locais, a ofensiva israelense deixou 1.104 mortos palestinos -- mais de 70% civis, segundo a ONU -- e por volta de 6.200 feridos na Faixa de Gaza.

Em Nova York, os 15 países-membros do Conselho de Segurança da ONU, reunidos com urgência, manifestaram em uma declaração unânime seu "forte apoio a um cessar-fogo humanitário imediato e incondicional" exigido por Barack Obama.

O representante palestino na ONU, Ryad Mansur, lamentou que o Conselho não tenha exigido a retirada do bloqueio imposto desde 2006 a Gaza, enquanto Israel considerou que a decisão não havia levado em consideração as necessidades de segurança de Israel.

Com base no forte apoio de sua opinião pública, Israel alega querer concluir seu plano de neutralizar os túneis em Gaza usados para a passagem de armas e combatentes, antes de qualquer trégua.

O Hamas exige uma retirada israelense de Gaza e o fim do bloqueio no território controlado pelo movimento desde 2007 para discutir um cessar-fogo.



Única central elétrica de Gaza para de funcionar após bombardeio

Ataque danificou equipamento e atingiu reservas de combustível.
Maior parte da cidade de Gaza ficou sem energia.


Do G1, em São Paulo

A única central elétrica da Faixa de Gaza ficou fora de funcionamento após os bombardeios do exército israelense, anunciou nesta terça-feira (29) o diretor-adjunto da autoridade de Energia do reduto palestino, interrompendo o suprimento de eletricidade para a Cidade de Gaza e várias outras partes do enclave palestino de 1,8 milhão de habitantes.

Bombeiro palestino tenta conter fogo em incêndio na única central elétrica de Gaza, atingida por um bombardeio de Israel nesta terça-feira (29) (Foto: Ahmed Zakot/Reuters)Bombeiro palestino tenta conter fogo em incêndio na única central elétrica de Gaza, atingida por um bombardeio de Israel nesta terça-feira (29) (Foto: Ahmed Zakot/Reuters)

"A única central elétrica de Gaza ficou fora de funcionamento após um bombardeio israelense na noite passada, que danificou o gerador de vapor, antes de atingir as reservas de combustível que se incendiaram", declarou Fathi al-Sheikh Jalil, segundo a France Presse.

Foram declarados grandes incêndios no setor da central (no centro do território palestino), impedindo o acesso dos veículos de auxílio, constatou um jornalista da AFP.

Esta usina fornece cerca de 30% do consumo de eletricidade de Gaza, de acordo com a AFP. Já a Reuters afirma que a instalação fornece energia para dois terços do enclave palestino.

Além disso, segundo Fathi al-Sheikh Jalil, "cinco das dez linhas elétricas provenientes de Israel para abastecer a Faixa de Gaza foram atingidas pelos bombardeios israelenses, e os serviços de manutenção não conseguem ter acesso à zona para consertá-las".

Além da falta crônica de água, o reduto palestino, submetido desde 2006 a um bloqueio imposto por Israel, sofre grandes problemas de fornecimento de eletricidade.

A usina já havia sido atingida na semana passada e operava com cerca de 20% de sua capacidade, o que garantia apenas algumas horas por dia de eletricidade para os moradores de Gaza.

Mortes

Bombardeios israelenses mataram nesta terça dezenas de palestinos na Faixa de Gaza, após um dia sombrio também para o exército israelense, no início da quarta semana de confrontos que nenhuma iniciativa diplomática parece capaz de deter.

A ofensiva israelense, lançada no dia 8 de julho em resposta a disparos de foguetes do movimento islamita Hamas de Gaza, já matou mais de 1.100 palestinos, em sua grande maioria civis, incluindo 230 crianças, segundo a Unicef.

Do lado israelense, três civis e 53 soldados morreram nas três semanas de confrontos, o número de baixas militares mais alto desde a guerra contra o Líbano de 2006.

No campo de refugiados de Shati, a casa vazia do chefe do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, foi atingida por bombardeios, segundo sua família, assim como a televisão e a rádio do Hamas, que seguiam, no entanto, em funcionamento.


Soldados israelenses são mortos em túnel na fronteira com a Faixa de Gaza

Pelo menos cinco soldados foram mortos ao tentar se infiltrar na região.
Ao todo, dez militares israelenses morreram em combates nesta segunda.


France Presse

Cinco soldados israelenses foram mortos na segunda-feira (28) em combates com um comando palestino que tentava se infiltrar em Israel por um túnel, na zona de fronteira com a Faixa de Gaza, informou o Exército hebreu nesta terça.

Canhão israelense dispara contra alvos na Faixa de Gaza perto da fronteira nesta terça-feira (29) (Foto: David Buimovitch/AFP)Canhão israelense dispara contra alvos na Faixa de Gaza perto da fronteira nesta terça-feira (29) (Foto: David Buimovitch/AFP)

"Os soldados de infantaria Daniel Kedmi, 18 anos, Barkey Ishai Shor, 21, Sagi Erez, 19, e Dor Dery, 18, foram mortos nesta tentativa de ataque", revelou o Exército, acrescentando que um quinto militar também faleceu na ação.

Segundo o Exército, dez militares israelenses morreram nesta segunda em combates contra as forças do Hamas.

Mais cedo, um oficial hebreu informou a morte de quatro militares tripulantes de tanque, atingidos por um tiro de morteiro ao longo da fronteira com o enclave palestino, e de um quinto soldado, que caiu nos combates em Gaza.

O movimento radical palestino comunicou a morte de 10 soldados israelenses na segunda em uma operação na zona do kibbutz de Nahal Oz, próxima a fronteira com a Faixa de Gaza.

O Exército informou a morte de um palestino membro de um comando que se infiltrou na mesma região.

Baixas palestinas

Por outro lado, os ataques de Israel contra a Faixa de Gaza mataram 17 palestinos nas primeiras horas desta terça-feira (29), incluindo oito mulheres e quatro crianças, após uma segunda particularmente sangrenta no conflito com o movimento islâmico Hamas.

Em 21 dias, a ofensiva de Israel matou 1.104 palestinos - mais de 70% civis - e deixou cerca de 6.200 feridos.

"Sete pessoas, sendo cinco mulheres e uma criança, foram mortas em um bombardeio que destruiu um prédio de três andares em Rafah", no sul da Faixa de Gaza, informou nesta terça-feira Ashraf al-Qudra, porta-voz dos serviços de emergência.

No campo de refugiados de Bureij, no centro da Faixa de Gaza, disparos da artilharia de Israel mataram mais seis palestinos, "incluindo três crianças e duas mulheres, e outras 15 pessoas ficaram feridas" na manhã de terça.

Segundo Al-Qudra, que não precisou onde ocorreram quatro mortes, 17 palestinos, incluindo oito mulheres e quatro crianças, faleceram vítimas dos disparos de artilharia contra Rafah e dos ataques aéreos contra Bureij.

A aviação israelense também bombardeou na manhã desta terça a casa de Ismail Haniyeh, líder do Hamas na Faixa de Gaza, situada no campo de refugiados de Shatti, no noroeste do território palestino, informou a família do dirigente.


Jovem palestina de 16 anos relata no Twitter conflito em Gaza

Farah Baker mora em frente ao Hospital Al-Shifa, na cidade de Gaza.
'Já sobrevivi a três guerras e acho que é o suficiente', disse jovem.


Do G1, em São Paulo

Uma jovem palestina de apenas 16 anos passou a documentar o mais recente conflito entre palestinos e israelenses na Faixa de Gaza por meio de mensagens, vídeos e fotos publicados em sua conta no Twitter.


‘Sou Farah Baker Gazan, 16 anos. Desde que nasci eu sobrevive a três guerras e acho que é o suficiente’, disse jovem palestina no Twitter (Foto: Reprodução/Twitter/Farah_Gazan)‘Sou Farah Baker, uma garota de Gaza, 16 anos. Desde que nasci eu sobrevivi a três guerras e acho que é o suficiente’, disse jovem palestina no Twitter (Foto: Reprodução/Twitter/Farah_Gazan)

Farah Baker mora em frente ao Hospital Al-Shifa, na cidade de Gaza, e convive diariamente com os barulhos de bombas e outros ataques e o medo de ser atingida, segundo o jornal "Daily Mail".

Nesta segunda-feira (28), uma bomba atingiu um campo de refugiados ao lado do hospital, matando dez palestinos, entre eles oito crianças. “Isso foi na minha área. Não posso parar de chorar. Eu posso morrer esta noite”, escreveu a jovem.

Em outra publicação, a adolescente colocou uma foto de sua irmã, ao lado da frase “Minha irmã de 6 anos já testemunhou três guerras!”. “Toda vez que minha irmã ouve um foguete caindo ela cobre seus ouvidos e começa a gritar enquanto chora para não ouvir a bomba”, disse em outro tuíte.

Farah publicou nos últimos dias diversos vídeos que mostram bombardeios na região, e relata como é sua rotina, com cortes de energia.

A adolescente também publica muitas fotos de vítimas. Em uma delas, mostra o que seria o fragmento do cérebro de uma criança de 9 anos vítima dos combates, nas mãos de seu pai, que ela diz ser neurocirurgião.

Durante o breve cessar-fogo do último sábado (25), a jovem demonstrou sua alegria ao poder sair de casa com menos risco de ser atingida por um bombardeio. “Vou andar até eu ficar exausta e sentir falta de casa”, escreveu.

Vídeo feito pelo Estado Islâmico tenta aterrorizar soldados iraquianos

Gravação dá indicações sobre táticas usadas pelo Estado Islâmico.
Prisioneiros do Exército iraquiano aparecem sendo mortos.


Reuters

O Estado Islâmico, cisão da Al-Qaeda que tomou o controle de grandes partes do Iraque no mês passado quase sem oposição, divulgou um vídeo alertando soldados iraquianos que ainda tenham vontade de lutar que eles correm o risco de serem executados em massa.

O Exército iraquiano baixou a guarda quando insurgentes sunitas realizaram um rápido avanço sobre cidades no norte do país, adicionando essas regiões a territórios que seus camaradas haviam tomado antes no oeste do Iraque, um grande exportador de petróleo.

Milhares de soldados fugiram, levando o mais alto clérigo do Iraque a convocar compatriotas às armas contra a facção radical que declarou um califado ao estilo medieval em partes do Iraque e da Síria e busca marchar para a capital Bagdá.

O vídeo de 30 minutos, circulado durante o feriado que marca o fim das celebrações do fim do mês de Ramadã, dá indicações sobre quais táticas o Estado Islâmico deve empregar em sua campanha.

Após tomar uma cidade em um avanço rápido, os militantes são filmados pisando em dezenas de soldados aterrorizados e algemados.

Um combatente tira sarro de um soldado por utilizar roupas civis sobre seu uniforme, por medo de ser identificado e morto. Ele pede por misericórdia, em vão.

Então, dezenas de soldados são levados para uma vala no deserto e executados um a um com tiros da cabeça de fuzis AK-47.

Não satisfeitos que todos estão mortos, um combatente faz uma última ronda, abrindo fogo novamente, um a um.

Outros soldados são levados para a barranca de um rio. Cada um então leva um tiro na cabeça de pistola e então é empurrado para a água, com seu executor pisando em uma poça de sangue.

Os vídeos mostram sequências de visão noturna e também combatentes entrando em uma cidade em caminhões e veículos militares fabricados nos Estados Unidos, capturados durante o avanço do mês passado.

Os comboios do Estado Islâmico incluem pequenos tanques e metralhadoras de calibres pesados.

O vídeo ilustra o pensamento do Estado Islâmico, que busca redesenhar o mapa do Oriente Médio, após aparentemente ter parado sua ofensiva por territórios para consolidar os ganhos recentes ao norte da cidade de Samarra.

O levante repentino do grupo aumentou as tensões sectárias entre sunitas e xiitas no Iraque, acirrando os medos de que o país cairá sobre os sombrios dias de guerra civil vistos em 2006-2007.


Israelitas destroem com fogo de artilharia casa do líder do Hamas

A agência AFP informa que a casa de Ismail Haniya, um dos líderes da Hamas, situada na Faixa de Gaza, foi submetida ao fogo de artilharia do Exército da Defesa de Israel na noite da segunda para terça-feira.


Voz da Rússia

O filho de Haniya também confirmou que o prédio tinha sido bombardeado e acrescentou que no momento do ataque ninguém estava em casa e ninguém foi afetado.

As forças armadas israelitas que continuam a operação terrestre nos territórios palestinos, submeteram durante a noite a Faixa de Gaza ao mais potente ataque de artilharia nas três semanas da confrontação entre Israel e Hamas.

De acordo com as estimativas de médicos, o número de palestinos mortos até o presente momento chegou a 1.100.


Líder espiritual do Irã exorta mundo islâmico a armar palestinos

Voz da Rússia

O líder espiritual do Irã aiatolá Ali Khamenei exortou terça-feira todo o mundo islâmico a armar os palestinos. A AFP informa que ao intervir numa emissora de rádio por ocasião da festa muçulmana de Eid ul-Fitr Khamenei qualificou as ações de Israel na faixa de Gaza de genocídio e de catástrofe histórica.

“Todo o mundo, especialmente o mundo islâmico, deve fazer o possível a fim de armar a nação palestina”, apontou Khamenei.

Durante as três semanas, que decorreram desde o início da operação militar “Margem Protetora”, o número de mortos neste enclave já ultrapassou 1,1 mil e mais de 6,5 mil pessoas foram feridas. De acordo com os médicos da faixa de Gaza, somente na véspera morreram 53 pessoas.



Confronto prolongado entre EUA e Rússia será um pesadelo para a Europa

Os EUA e a Rússia encaram uma dura e longa luta pela influência internacional, o que complicará substancialmente a vida da Europa, escreve a revista The National Interest.


Voz da Rússia

No entanto, a situação atual, segundo a publicação, não é similar à do início da Guerra Fria, que teve como pano de fundo um medo generalizado face ao comunismo. Agora muitos países europeus não veem a Rússia como uma ameaça. Além disso, eles ainda são dependentes do gás russo e das suas próprias vendas para o mercado russo.

A revista acredita que a Rússia vai tentar salvar a maioria das suas relações econômicas com a UE. A este respeito, Moscou vai se concentrar na Alemanha, Itália, França e Espanha, assim como numa série de países menores, como Finlândia, Áustria e Grécia, entre outros.

The National Interest destaca que idealmente a Rússia quer que a Europa se torne, do ponto de vista estratégico, mais independente em relação aos EUA. Contudo, no futuro próximo, a Rússia terá que se conformar com uma Europa hostil e por enquanto favorável às iniciativas dos Estados Unidos.



Avião militar líbio cai em Benghazi

Voz da Rússia

Um avião da Força Aérea da Líbia, que participava nos combates com a guerrilha, caiu, hoje, na cidade de Benghazi, informa a AFP, citando representantes do comando militar.

O piloto conseguiu ejetar, “saiu ileso e sem ferimentos”, declarou à agência um oficial que responde pela realização das operações da Força Aérea leal ao general Khalifa Hafter. Em maio, o general na reserva anunciou o início de uma operação de grande envergadura, cujo objetivo é liquidar os grupos islamitas radicais que atuam no território do país.

Testemunhas afirmam que o avião que caiu explodiu quando colidiu com o solo.



Rússia é vítima involuntária de ambições imperiais alheias

Primeiros disparos da Grande Guerra foram dados há 100 anos, mas seu eco é ouvido ainda hoje. A guerra remodelou o mapa da Europa, destruiu todos os impérios continentais e deu início a novas contradições. Ninguém dos iniciadores esperava que a guerra continuasse vários anos e tivesse tais consequências destrutivas.


Maria Balyabina | Voz da Rússia

A Primeira Guerra Mundial apanhou a Rússia no período de modernização não concluída e de passagem da sociedade agrária para a industrial. Os ritmos de desenvolvimento econômico e de rearmamento do Exército foram altos, mas insuficientes para entrar numa guerra prolongada. O primeiro-ministro Piotr Stolypin dizia: “Precisamos de paz: uma guerra nos próximos anos, sobretudo sob um pretexto confuso para o povo, será mortal para a Rússia e a dinastia. Pelo contrário, cada ano de paz está reforçando a Rússia não apenas do ponto e vista militar e marítimo, mas também financeira e economicamente”.

De fato, todos compreendiam que a Rússia não precisava de guerra, mas o país não podia simplesmente ficar de lado, considera Konstantin Pakhalyuk, membro da Associação de Historiadores da Primeira Guerra Mundial da Rússia:

“Na situação que formou o desenvolvimento bem-sucedido da Rússia dependia em primeiro lugar do seu estatuto de grande potência. Ela não podia não entrar naquela guerra que lhe foi imposta. A Rússia fazia o possível para preveni-la. Testemunham isso as cartas de Nicolau II ao Guilherme II, as tentativas de localizar a crise dos Balcãs e de submete-la à discussão internacional”.

Contudo, já foi impossível deter os acontecimentos trágicos: a Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia. Em resultado, a Rússia deparou com uma opção difícil: renunciar à proteção de seus interesses nos Balcãs ou entrar na guerra.

Havia muitos receios quanto ao possível resultado trágico, mas não se podia fazer concessões, sustenta Olga Porshneva, uma historiadora:

“A Rússia não estava interessada na guerra, como outros participantes. Mas ela defendia o princípio de lealdade às relações aliadas com a França e de apoio à Sérvia. Por outro lado, foi comum a opinião de que se a Rússia não interviesse no conflito, ela perderia o estatuto de grande potência, tornando-se vassalo da Alemanha”.

Em resultado da guerra a Rússia perdeu o estatuto de império. E não apenas a Rússia – foram demolidos todos os impérios continentais. A Primeira Guerra Mundial fez um resumo do século XIX, das ideias do progresso e do desenvolvimento pacífico. Incentivou contradições internas e provocou cataclismos sociais em diferentes países. Em geral, a guerra alterou a mundividência, diz Konstantin Pakhalyuk:

“Podemos falar de tal fenômeno, caraterístico exclusivamente para o século XX, com a “massa”, de destruição de antigas estruturas sociais e de aparecimento de amplas comunidades marginalizadas. Foram essas massas que se transformaram numa base social que deu origem a movimentos totalitários: nazistas na Alemanha e bolcheviques na Rússia. Se não fosse a guerra, se não fosse interrompido o movimento progressivo da nossa sociedade, é pouco provável que tais ditaduras pudessem surgir”.

Este primeiro conflito militar de escala mundial terminou com a vitória da Tríplice Entente. Para a Alemanha, a guerra terminou com o Tratado de Versalhes e a obrigação de indenizar os prejuízos causados aos países em resultado de ações militares. Além disso, foram anexados consideráveis territórios da Alemanha. Tudo isso, em conjunto com a limitação das forças armadas e reparações, causou a crescente popularidade das ideias do nacional-socialismo, considera Olga Porshneva:

“Ânimos revanchistas começaram a crescer na Alemanha em resultado de sentimentos de humilhação experimentados pela população por causa das condições do Tratado de Versalhes. No período entre guerras, a Alemanha tentou novamente apostar na hegemonia na Europa e até no mundo. A catástrofe da Segunda Guerra Mundial levou a consequência de longo alcance. A Primeira Guerra Mundial determinou o desenvolvimento do mundo no século XX, alterando a psicologia dos povos”.

Desde então, essas mudanças impelem a humanidade a novas guerras. A crise na Síria poderia levar a um conflito militar de envergadura, mas desta vez a direção russa conseguiu transferir o problema para a esfera diplomática e não admitir o derramamento de sangue. Agora, o conflito na Ucrânia é acompanhado de numerosas provocações em relação à Rússia. Mas o país que tirou lições das antigas guerras mundiais não deixará ser envolvido numa nova e desnecessária confrontação.


EUA agradecem ao Japão sanções complementares contra Rússia

O secretário de Estado norte-americano John Kerry agradeceu ao ministro das Relações Exteriores do Japão Fumio Kishida o pacote de sanções complementares contra a Rússia.


Voz da Rússia

“Ao se referir à situação na Ucrânia, o secretário de Estado Kerry manifestou gratidão pelas sanções complementares contra a Rússia, anunciadas pelo Japão. O ministro das Relações Exteriores Kishida respondeu a isso que o Japão tinha anunciado sanções complementares por considerar muito importante a solidariedade com os países-membros do grupo G7 e pretende continuar a tomar medidas no tocante a esta questão em contato estreito com os países do grupo G7”, diz-se na declaração do Ministério das Relações Exteriores do Japão.

O governo do Japão publicou segunda-feira novas sanções contra a Rússia, relacionadas à situação na Ucrânia, que impõem o congelamento dos ativos, existentes no Japão, de personalidades e organizações “implicadas diretamente na incorporação da Crimeia à Rússia e na desestabilização da situação no leste da Ucrânia”.



MRE da Rússia: novas sanções do Japão fazem retroceder relações bilaterais

O Japão deve se conscientizar de que a introdução de sanções complementares contra a Rússia irá prejudicar inevitavelmente todo o complexo de relações bilaterais e fazê-las retroceder, diz-se no comentário do Ministério das Relações Exteriores, publicado terça-feira.


Voz da Rússia

“Qualificamos a imposição pelo Japão em 28 de julho de chamadas (sanções complementares) em relação à Rússia como um passo hostil e míope, que se baseia no conceito profundamente errôneo das causas reais dos atuais eventos na Ucrânia”, diz-se no documento.

O Ministério das Relações Exteriores da Federação da Rússia qualifica também de “descabida a interligação de medidas, acima citadas, com o desastre do avião malásio sobre o território da Ucrânia”.



EUA acusam Rússia da violação do Tratado sobre liquidação de mísseis

As autoridades dos EUA afirmam que a Rússia viola o Tratado de liquidação de mísseis de raio médio e pequeno de ação. Um representante da administração americana deu esta informação segunda-feira à agência Itar-Tass.


Voz da Rússia

“Os EUA chegaram à conclusão de que a Federação Russa viola os seus compromissos assumidos no quadro do Tratado sobre a liquidação de mísseis de raio médio e pequeno de ação”, disse ele.

De acordo com as estimativas de Washington, trata-se da violação dos “compromissos de não ter, nem produzir ou testar o míssil de cruzeiro de estacionamento terrestre com raio de ação de 500 a 5,5, mil quilômetros ou não possuir, nem produzir rampas de lançamento para este míssil”, explicou o representante do governo dos EUA.

O interlocutor da agência afirmou que a parte americana encara esta questão como “muito séria”.



Avakov: 20 mil policiais desertaram ou desacreditaram-se

O ministro do Interior da Ucrânia Arsen Avakov declara que este Ministério deve encontrar cerca de 20 mil pessoas para substituir os “desertores” ou policiais “que se desacreditaram”.


Voz da Rússia

“Como encontrar quase 20 mil pessoas, pois de acordo com as nossas estimativas é precisamente este o número de policiais que desertaram ou desacreditaram-se, para substitui-los? Como reagir aos índices berrantes dos testes no polígrafo das pessoas que tinham posto o uniforme da polícia depois de três meses de pausa na região de Donbass?”, escreveu ele na sua página em Facebook.

A partir de abril as autoridades de Kiev realizam no leste da Ucrânia uma operação militar orientada contra os habitantes desta região, descontentes com o golpe de Estado de fevereiro. Moscou qualifica esta operação, que já tinha acarretado um grande número de vítimas, de punitiva e exorta Kiev a cessá-la imediatamente.


Militares ucranianos dispararam contra refugiados, uma criança morreu

Voz da Rússia

Automóveis com refugiados foram atacados a tiros por tropas ucranianas durante a noite, tendo os ataques provocado vítimas fatais, declararam representantes das tropas da República Popular de Donetsk.

“Hoje, cerca da uma da noite, nos arredores de Shakhtersk, ucranianos dispararam contra automóveis com refugiados de Donetsk e Gorlovka, cerca de 35 pessoas estavam nos veículos”, informa a agência Novorossiya, citando um representante dos milicianos.

“11 pessoas ficaram feridas, uma mulher ficou sem uma perna, o seu filho pequeno morreu”, disse ele.



Diplomacia russa considera relatório da ONU sobre a Ucrânia hipócrita

O relatório publicado pela Direção do Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos não é objetivo e é hipócrita, declarou Alexander Lukashevich, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia.


Voz da Rússia

“A principal conclusão é que o relatório não é objetivo e até é hipócrita. O que vale premissa fulcral de que o governo da Ucrânia pode legitimamente empregar força com vista a restabelecer a legalidade e a ordem no leste do país? Desse modo, justifica-se a operação dos punidores ucranianos”, lê-se num comentário de Lukashevich publicado hoje na página do MRE.

Segundo Lukashevich, os fatos são distorcidos no relatório: “Por exemplo, afirma-se que Kiev deu início uma campanha militar em resposta às ações dos milicianos. Gostaria de recordar que a população local pegou em armas para se defender e defender às suas famílias dos ultranacionalistas e neonazistas, incluindo mercenários”, declarou ele.



Militares da Ucrânia recebem 430 toneladas de bens blindados

Mais de 430 toneladas de equipamentos e peças sobressalentes para blindados foram enviadas desde o início da operação especial para o exército ucraniano para a zona de ações militares a partir de Carcóvia, informa-se, hoje, na página do Ministério da Defesa da Ucrânia.


Voz da Rússia


“Para as unidades de paraquedistas, mecanizadas e outras foram enviados cerca de 200 caminhões com bens blindados, o que, no total, dá mais de 430 toneladas”, afirmou o tenente-coronel Vassili Buryak, chefe do Centro de Manutenção de bens blindados, citado por essa página.

Segundo ele, para o leste da Ucrânia são transportados, dia e noite, diferentes equipamentos e sistemas para os blindados: desde tubos de borracha até motores de tanque de tonelada e meia.

“Para melhorar o controle dos valores materiais, na região da operação antiterrorista foram instalados depósitos de bens blindados. Militares do Centro de Manutenção dos bens blindados guardam e entregam nos locais valores materiais”, precisou Buryak.


Kiev impede investigação objetiva à queda do Boeing

Os atos de Kiev não permitem que os peritos internacionais tenham possibilidades de realizar uma investigação objetiva das causas da queda do Boeing da Malaysia Airlines.


Natalia Kovalenko | Voz da Rússia

A operação militar dos militares ucranianos na zona da tragédia contraria o disposto na resolução da ONU de 21 de julho. Já a “fuga” da informação sobre a descodificação prévia das caixas-pretas prejudica claramente a investigação.

Desde o momento da queda do Boeing malaio na Ucrânia já passaram quase duas semanas, mas os peritos internacionais ainda não têm um panorama completo do local dos acontecimentos. Os especialistas da Holanda, da Austrália e da OSCE, que trabalham na Ucrânia, partem diariamente para a zona da queda dos destroços do avião, mas regressam frequentemente sem resultados. Eles simplesmente não conseguem aceder ao local da tragédia porque o exército ucraniano está aí realizando operações militares.

Apesar das promessas do presidente Piotr Poroshenko de cessar as hostilidades num raio de 40 km e de permitir um trabalho sem obstáculos dos peritos, os militares decidiram de forma diferente. Os militares ucranianos declararam a intenção de tomar sob seu controle a zona da queda do Boeing, para o que estão usando artilharia pesada. Isso é uma violação direta da resolução 2166 da ONU.

Assim, os procedimentos de investigação não apenas se atrasam, muitos detalhes, já para não falar dos restos mortais das vítimas, são cada vez mais difíceis de descobrir e identificar.

Aliás, Kiev nem está interessado na realização de uma investigação objetiva. Até este momento ainda não foram divulgados (nem foram entregues aos peritos!) os dados dos meios de controle objetivo ucranianos. São mantidas em segredo as gravações das comunicações entre o controlador aéreo ucraniano e os pilotos do avião.

Os EUA também não se apressam a entregar à mídia ou aos especialistas internacionais a informação proveniente de seus satélites, referiu o chefe da diplomacia russa Serguei Lavrov:

“Logo que foram decifrados os dados dos meios de vigilância objetiva da Rússia, referentes ao dia em que ocorreu a catástrofe, nós tornámo-los públicos, os materiais correspondentes foram divulgados na qualidade de documentos oficiais na ONU e na OSCE. Nós não compreendemos porque é que os norte-americanos, que dizem ter umas provas irrefutáveis da sua versão, não as apresentam. Uma investigação para ser objetiva deve ser honesta e baseada em fatos. Devem ser apresentadas as gravações das comunicações entre os serviços do controle aéreo ucraniano com o Boeing e com outros aviões que sobrevoassem a área nesse momento. Mas esses controladores estão neste momento proibidos de falar seja com quem for, Tudo isso levanta uma grande quantidade de questões e de dúvidas.”

Mas não perder a iniciativa informativa, Kiev partilha com a imprensa dados confidenciais sobre o decorrer da investigação das caixas-pretas do avião sinistrado. Isso viola os princípios fundamentais do relacionamento entre as partes durante as investigações de incidentes aéreos e não ajuda ao inquérito, sublinham os holandeses.

Contudo, isso distrai as atenções da opinião pública das questões que foram colocadas a Kiev e que Kiev não se apressa a responder. Por que alterou o Boeing sua rota, velocidade e altitude pouco antes da queda? Por que ía ele escoltado por um caça ucraniano? Com que objetivo foi transferida para essa região uma bateria antiaérea ucraniana, se o inimigo do exército ucraniano não possui aviação?

Aliás, o fato de as guarnições das baterias antiaéreas ucranianas na bacia do Don terem sido repentinamente colocadas de prevenção pode ter sido a causa da tragédia. O perito militar Viktor Baranets não exclui o lançamento de um míssil por engano:

“Depois de, em 2001, um sistema ucraniano de mísseis antiaéreos S-200 ter abatido um avião de passageiros Tu-154 no mar Negro, um decreto presidencial e uma ordem do ministro da Defesa da Ucrânia suspenderam todos os treinamentos com lançamentos de mísseis antiaéreos. Imagine, ao longo de 13 anos não foi efetuado um único lançamento, nem sequer de treinamento. De que profissionalismo podemos falar, se a defesa antiaérea ucraniana não funciona há 13 anos? Mas eis que surge uma situação de combate e muitos oficiais são mobilizados da situação de reserva. Eles tiveram de conhecer apressadamente, em poucos dias, um material no qual se descobriram muitas avarias. A essa pressa se juntou o pânico. É por isso que eu admito essa hipótese.”

Kiev não tenciona reconhecer sua culpa, mesmo que isso se deva a um acaso fatal. Isso também é complicado para Washington, que apoiou desde o primeiro minuto a versão dos acontecimentos apresenta pelas autoridades ucranianas. Por isso a investigação é prejudicada a todos os níveis.

É evidente que a comissão de investigação internacional há de acabar por descobrir a verdade. Mas quanto mais tarde isso acontecer, menor será o impacto na opinião pública. Ou então irá acontecer mais alguma coisa que atraia as atenções do mundo. Parece que é mesmo isso que esperam Kiev e seus apoiantes.



Piloto ucraniano afirma ter derrubado Boeing malaio

Um piloto ucraniano, que tripula o avião de ataque Su-25, assumiu a responsabilidade, numa entrevista à edição alemã Wahrheit fuer Deutschland, pela queda do avião da Malaysia Airlines.


Voz da Rússia


Ucrânia, boeing, acidente, Su-25

O piloto contou que disparou contra o Boeing 777 de um canhão instalado a bordo do Su-25 e que foi precisamente o seu avião de ataque que alegadamente aparece nas fotos de satélite apresentadas pelo Ministério da Defesa da Rússia. Segundo o piloto, o Su-25 estava equipado não só com mísseis, mas com um canhão de dois canos de 30 milímetros, do qual ele afirma ter partido o disparo. A edição não revela o nome e o apelido do piloto que fez essas revelações.

Anteriormente, o Ministério da Defesa da Rússia informou que um avião de combate ucraniano seguia por um corredor civil ao mesmo tempo que um avião de passageiros e que os meios russos de controle detectaram o Su-25.