03 setembro 2015

Moscou apresenta resposta russa ao Mistral

Marinha garante que projeto não irá copiar sistemas dos navios franceses.


ALEKSÊI TIMOFEITCHEV | GAZETA RUSSA

Após a recusa oficial da França em vender à Rússia dois navios do tipo Mistral, devolvendo o pagamento que já havia sido feito por Moscou, a Federação Russa apresentou dois projetos de embarcações que, segundo seus criadores e especialistas navais, podem se tornar bons substitutos dos equipamentos franceses.


Modelo de navio do projeto Priboi apresentado no fórum Ármia-2015. Foto:Aleksandr Vilf/RIA Nóvosti

Em meados de junho passado foi apresentado no fórum Ármia-2015 (Exército-2015, em tradução livre), na região de Moscou, a maquete de um navio de desembarque universal que faz parte do projeto Priboi (“ressaca marítima”, em russo). O navio foi apresentado por um representante da Marinha russa como “nossa resposta ao Mistral”.

Apesar dessa definição, a Marinha garante que o projeto do navio não irá copiar funções e sistemas técnicos dos navios franceses, e que todos os equipamentos e armamentos serão produzidos na Rússia. "Temos uma ideologia de trabalho das tropas de desembarque marítimo um pouco diferente. Por isso, simplesmente não vamos fazer uma cópia exata do Mistral", disse Oleg Botchkarev, vice-presidente do conselho do complexo militar-industrial da Marinha da Rússia.

Para o capitão e primeiro vice-presidente da Academia de Problemas Geopolíticos da Rússia, Konstantin Sivkov, as declarações proferidas são "um tributo ao momento político: já que não nos entregaram os Mistrais, nós mesmos os construiremos".

Segundo a ficha técnica, o Priboi é menor do que o Mistral: enquanto a embarcação francesa tem deslocamento de 21 toneladas e consegue levar a bordo 16 helicópteros, o navio russo terá deslocamento de 14 toneladas e terá capacidade para oito helicópteros. O projeto Priboi deverá terminar no final de 2016, quando então o governo russo irá tomar a decisão de encomendar ou não o navio. A Marinha russa já declarou que gostaria de adquirir quatro embarcações do tipo.

Lavina e Nossorog

O Priboi não é a única “resposta ao Mistral” que a Rússia está desenvolvendo. Poucos dias depois de sua apresentação, a mídia russa divulgou uma outra alternativa ao Mistral: o projeto Lavina (“avalanche”, em russo). Trata-se de um porta-helicópteros que, ao contrário do Priboi, é maior do que o Mistral, com um deslocamento de 24 toneladas e capacidade para transportar até 16 helicópteros.

Para, Andrêi Frolov, editor-chefe da revista sobre equipamentos militares “Eksport Voorujenii”, neste momento a Rússia está precisando de navios de desembarque de qualquer tipo, já que sua atual frota de desembarque está bastante envelhecida.

Assim como muitos analistas militares russos, Konstantin Sivkov argumenta que os Mistrais não farão falta ao país, uma vez que foram projetados para resolver problemas de desembarque a grandes distâncias da costa. Sivkov salienta que, nesse aspecto, o principal objetivo da Marinha russa "não é desembarcar homens no meio do Atlântico, mas assegurar a defesa de nossa costa e dar apoio à divisão marítima do exército".

Para isso são necessários outros navios, como aqueles construídos ainda durante a União Soviética e conservados até hoje no projeto Nossorog (“rinoceronte”, em russo), que, devido a suas características, lembra o Priboi. Com a desistência da compra dos Mistrais, a Marinha russa pode optar por fazer uso dos dois Nossorogs que ainda restam, enquanto não forem construídos substitutos para eles.

O valor do Mistral

Mas as tarefas que o Mistral consegue realizar não se limitam ao transporte de tropas por longas distâncias e à cobertura aérea das operações de desembarque. Para Andrêi Soiustov, doutor em História e especialista em história e problemas contemporâneos da Marinha, o aspecto mais importante para a Rússia existente nesses navios é o uso do sistema francês de monitoramento e controle. "Para nós os Mistrais eram vistos não como uma plataforma flutuante para helicópteros, mas como uma espécie de navio de comando para agrupamentos marinhos em partes remotas do oceano", definiu ele.

Mesmo tendo apresentado apenas projetos preliminares, especialistas acreditam que os construtores navais russos conseguirão dar conta do recado e fornecer à Marinha navios de desembarque de nova geração. Segundo Andrêi Frolov, podem surgir dificuldades, mas a construção dos navios é "uma questão de tempo e dinheiro".


Bombardeiro estratégico russo será modernizado e ganhará mísseis hipersônicos

O avião supersônico russo Tupolev Tu-160, que os pilotos chamam carinhosamente de White Swan (Cisne Branco), passará por uma ampla atualização, tendo 60% dos seus equipamentos substituídos por equivalentes de ponta, incluindo mísseis hipersônicos, aviônicos e eletrônicos modernos.


Sputnik

O bombardeiro estratégico pesado, segundo relatou o canal russo de TV Zvezda, será equipado com um novo sistema de navegação por satélite desenvolvido pelo projeto Kompas, com sede em Moscou, com um computador de bordo atualizado e um sistema de defesa de última geração.


Bombardeiro estratégico russo Tu-160.
Tupolev Tu-160 Blackjack © Sputnik/ Alexey Fedoseev

A aeronave, conhecida como o avião de combate mais pesado já construído, terá motores modernizados e com maior confiabilidade, que permitirão ao bombardeiro aumentar bastante a sua autonomia de voo. O Tu-160 atualizado também será equipado com novos mísseis. Porém, o Cisne Branco manterá sua marca registrada: asas de variável varredura, trem de pouso de três pontos e barbatana caudal, de acordo com o canal.

O Ministério da Defesa russo fez uma encomenda de 50 bombardeiros Tu-160 atualizados devido ao o aumento das capacidades de combate do avião. A modernização está prevista para ser concluída até 2021.

O Cisne Branco pode acelerar a uma velocidade máxima de 1.380 mph, o equivalente a 2.220 km/h, subir a uma altitude máxima de 49.235 pés, aproximadamente 15 mil metros, e tem um alcance de 7.643 milhas, cerca de 12,3 mil metros. Ele é capaz de transportar até 12 mísseis de cruzeiro Kh-55 e mísseis de curto alcance Kh-15. Ele também pode ser armado com bombas nucleares e regulares.

O Tu-160, projetado pela empresa aeroespacial e de defesa Tupolev, está em serviço desde 1987. O departamento do projeto também trabalha em um bombardeiro “invisível” de quinta geração de longo alcance apelidado de PAK DA. O avião subsônico, supostamente com base no Tu-160, é esperado para fazer seu voo inaugural no início de 2020.


Índia comprará 48 helicópteros russos de transporte militar

O Conselho de Aquisição de Defesa (DAC) da Índia aprovou a compra de 48 unidades dos Mi-17V-5, fabricados pela Russian Helicopters, pelo valor de US$ 1,1 bilhão, segundo noticiou nesta quarta-feira (2) a RIA Novosti. As aeronaves atenderão às necessidades das Forças Armadas do país.


Sputnik


A apresentação do helicóptero Mi-17 V-5
Mil Mi-17V-5 © Sputnik/ Maksim Bogodvid

“Para a Russian Helicopters, a Índia é um parceiro estratégico. Pela nossa parte, estamos prontos para oferecer aos clientes os novos helicópteros dentro do período de tempo necessário”, divulgou o serviço de imprensa da empresa.
Entre 2012 e 2015, a Rússia entregou 148 helicópteros de transporte militar para a Índia, disse a empresa na semana passada. Moscou espera enviar mais três aeronaves para o país asiático até o final do ano para cumprir o contrato assinado entre Moscou e Nova Délhi em 2008.

O Mi-17V-5 faz parte da família de helicópteros Mi-8/17, concebidos para o transporte de pessoal. Ele pode ser usado em operações de busca e salvamento e ser equipado com armas.



Novo chanceler georgiano anseia por aderir à OTAN

O novo ministro das Relações Exteriores planeja aderir à OTAN e manter a política pragmática em relação à Rússia.


Sputnik

"As prioridades da política externa da Geórgia, naturalmente, continuam as mesmas porque não são definidas pelo desejo de qualquer governo, mas pela vontade livre da população georgiana", disse o recém-nomeado chanceler Giorgi Kvirikashvili na quarta-feira (2).


US and Georgian servicemen, with Georgian and US flags in front, take part in the joint US-Georgia military exercise at the Vaziani base outside the Georgian capital, Tbilisi, Georgia, Thursday, May 21, 2015
© AP Photo/ Shakh Aivazov

Na segunda-feira (31), o primeiro-ministro georgiano, Irakli Garibashvili, substituiu a ministra das Relações Exteriores, Tamar Beruchashvili, com o ministro da Economia do país Kvirikashvili.

“A linha da política externa da Geórgia não será alterada, em particular, o país continuará o seu caminho de integração europeia e à OTAN, a política pragmática para com a Rússia”, afirmou Kvirikashvili na quarta-feira.

Na semana passada, um novo centro de treinamento da OTAN abriu na Geórgia, como parte das medidas para incentivar a Geórgia nos seus esforços para aderir à aliança, que foi aprovado na cúpula da OTAN no País de Gales, em setembro de 2014.

A cooperação institucional entre a Geórgia e a OTAN começou em 1994, quando a Geórgia se tornou membro do programa da OTAN Parceria para a Paz. A cooperação dos países com a organização se intensificou em 2004, após a Revolução Rosa que levou à demissão forçada do presidente Eduard Shevardnadze.

A Rússia expressou preocupação sobre da presença militar intensificada da OTAN na Europa de Leste, advertindo que possa ameaçar para a segurança regional. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores russo, a abertura do centro de treinamento da OTAN na Geórgia é uma provocação que visa ampliar a influência geopolítica da aliança.


Sérvia participa de manobras conjuntas com Rússia apesar de protestos da UE

Os exercícios internacionais Fraternidade Eslava com participação das forças aerotransportadas da Rússia, Bielorrússia e Sérvia se realizam desde 2 até 5 de setembro no polígono Raevsky perto de Novorossiysk.


Sputnik

Mas há quem não goste disso. Assim, os representantes da União Europeia estão contra a participação da Sérvia nas manobras, ressaltando "o destino europeu" do país. No entanto, ontem Ivica Dacic, ministro sérvio das Relações Exteriores, disse que ninguém na OTAN é contra a participação da Sérvia nos exercícios militares com a Rússia e, quanto à UE, esta não é uma organização militar e, por isso, não deve intervir.


Travessia do rio por um tanque T-72, dotado de equipamento para a condução subaquática (OPVT) durante exercícios táticos do Estado-Maior General das Forças Armadas russas. Os treinos decorreram  no campo de treinamento bielorrusso perto da cidade de Borisov.
Tanque T-72 © Sputnik/ Sergey Samokhin

"Temos o direito de cooperar com quem quisermos, esse é o nosso direito soberano. A Sérvia é um Estado independente," afirmou o chanceler sérvio.

Segundo ele, um conflito com amigos tradicionais da Sérvia por causa da adesão à UE ou a qualquer outra organização seria um "suicídio político".

Na entrevista à Sputnik Valery Vostrotin, coronel-general russo, chamou a reação da UE de "bastante previsível". Ele lembrou que Fraternidade Eslava são os segundos exercícios militares conjuntos entre a Rússia e a Sérvia. No final do ano passado, decorreram os exercícios Srem 2014.

O especialista militar Vladislav Shurygin considera que o objetivo dos exercícios é reação a desordens em massa — é muito atual porque nenhum país está garantido contra revoluções coloridas, especialmente se o país não é um aliado dos EUA.

Novas armas


No decorrer dos exercícios Fraternidade Eslava soldados usam 9M133 Kornet, mísseis antitanque, que ainda não são um armamento oficial das forças aerotransportadas russas.

"No decorrer dos exercícios o pelotão antitanque fará fogo usando mísseis antitanque Kornet que ainda não estão no serviço das forças armadas. Segundo a exigência do comandante, quando aparecem novos modelos dos armamentos, temos de os dominar na prática", disse o representante do serviço de imprensa do Ministério da Defesa russo Irina Kruglova.

Ela adicionou que Kornet tem o alcance de tiros elevado e o sistema de orientação avançado em comparação com o 9K111 Fagot que se usa agora.



01 setembro 2015

MORRE GENERAL BRASILEIRO COMANDANTE DA FORÇA DE PAZ NO HAITI

JABORANDY SOFREU ENFARTE EM VOO A CAMINHO DE MANAUS


Diário do Poder

O comandante da Força de Paz no Haiti, general José Luiz Jaborandy Júnior, de 57 anos, morreu após passar mal durante voo entre Miami (EUA) e Manaus na noite deste domingo, quando seguia para o Brasil para dias de descanso com a família. A provável causa da morte foi um enfarte.


GENERAL SOFREU UM INFARTO DENTRO DO AVIÃO QUE SAIU DE MIAMI À CAMINHO DE MANAUS FOTO: MARCELLO CASAL/ ABR

O general recebeu os primeiros atendimentos ainda a bordo, assim que começou a passar mal no avião, com menos de uma hora de voo. A aeronave retornou a Miami e ele seguiu para um hospital na cidade norte-americana, onde foi constatado o óbito.

O Exército confirmou a morte do general e informou que o corpo dele está sob jurisdição do IML americano. Ainda não há uma data definida para a sua liberação. O enterro do general Jaborandy será em Maceió, também sem data prevista para ser realizado.

O militar estava no comando da missão de paz no Haiti desde março do ano passado. Antes, ele ocupava o cargo de chefe do Estado Maior do Comando Militar da Amazônia. Quando estava deixando o posto de Manaus, para assumir a chefia da 8ª Região Militar, em Belém, seu nome foi escolhido para seguir para Porto Príncipe, capital do Haiti. Ele estava indo para Manaus, onde a família continua morando, para os dias de descanso da missão.

Este é o segundo general brasileiro que morre durante o período em que está à frente da missão de paz. As condições das mortes, no entanto, foram completamente diferentes e em nenhum dos dois casos têm relação com a situação do Haiti. Em janeiro de 2006, o general Urano Teixeira Bacelar foi encontrado morto no quarto do hotel em que morava em Porto Príncipe, com um tiro provocado pela sua própria arma de fogo. A morte do general Bacelar foi tratada como suicídio. (AE)

Rússia testa nova fragata de tecnologia avançada

A sofisticada fragata russa Admiral Grigorovich, construída especialmente para a Frota do Mar Negro, está atualmente passando por testes nas águas do mar Báltico.


Sputnik

A Frota do Mar Negro russa receberá em breve a sua fragata mais avançada neste momento, segundo o canal televisivo Zvezda.


A sofisticada fragata russa Admiral Grigorovich, construída especialmente para a Frota do Mar Negro, está atualmente passando por testes no mar nas águas do mar Báltico.
Admiral Grigorovich © Foto: topwar.ru

A tripulação está empenhada em testar os sistemas de suporte de vida do navio, que está equipado com armamentos sem análogos em toda a Marinha russa.

Os testes incluem o disparo de mísseis, exercícios de artilharia e torpedos.

Entre as funções primárias do navio de 125 metros estão a defesa aérea, escolta e a defesa antissubmarino.

A fragata é dotada de dois mísseis de cruzeiro supersônicos verticais Kalibr SS-N-27, localizados abaixo dos RBU-6000 lançadores de torpedos de 213 milímetros, que estão na frente da ponte.

O navio também é equipado com avançados sistemas de guerra eletrônica, incluindo radares de busca aérea e de superfície, assim como um radar de controle de fogo.

No início de julho, o Admiral Grigorovich participou da 7ª Exposição Internacional de Defesa Marítima em São Petersburgo.


OTAN ativa seu potencial nuclear em manobras junto às fronteiras com a Rússia

Foram apenas recém concluídas na Romênia as manobras mais significativas da OTAN desde o fim da Guerra Fria, e a aliança já organiza novos exercícios militares na região próxima às fronteiras com a Rússia, segundo afirma a mídia do país.


Sputnik

Tratam-se das manobras "Brisa Marinha", as quais terão início oficialmente nesta segunda-feira (31), não sendo em princípio muito grandes numericamente, (envolvendo cerca de 2.500 soldados, dos quais 1.000 são norte-americanos e por volta de igual número seria de marinheiros ucranianos), no entanto, constituindo uma série de exercícios extremamente abrangente do ponto de vista do alcance territorial.

USS Donald Cook
USS Donald Cook © U.S. Navy / wikipedia.org

No que diz respeito ao território da Crimeia, cerca de 400 km de comprimento cujas manobras devem abarcar, não será esperado nenhum perigo ou incidente, contudo, a mídia ressaltou com preocupação o destino da Transnístria, na região.

Sabe-se que tomará parte nos exercícios o destróier Donald Cook, embarcação capaz de interceptar qualquer míssil balístico e transportar mísseis de cruzeiro Tomahawk, os quais às vezes são equipados com ogivas nucleares.

O Donald Cook será acompanhado de vários aviões Lockheed P-3 Orion-C, projetados especificamente para operações de inteligência, podendo também transportar bombas com ogivas nucleares.

Em ambos os casos, são equipamentos considerados "suficientemente" ameaçadores, especialmente para uma região que já sofreu mais de uma tentativa de bloqueio da porção de seu território que faz fronteira com a Rússia, cujo elemento causador, infelizmente, foi a própria Ucrânia.

A Transnístria, região onde pessoas de etnia russa e ucraniana representam cerca de 60 porcento da população, tentou se separar da Moldávia durante os últimos anos de existência da União Soviética, temendo que ânimos nacionalistas empurrassem Chisinau para participar da Romênia.

A Moldávia perdeu o controle sobre o território a leste do rio Dniester em 1992, após uma tentativa frustrada de resolver a questão pela força.

Atualmente a Transnístria representa um território fora do controle de Chisinau, com todos os atributos de um Estado, incluindo a sua própria moeda. A língua oficial da República, onde cerca de 200.000 cidadãos russos vivem, é o russo.

Em 2006 a Transnístria realizou um referendo no qual 97,2 porcento dos eleitores posicionaram-se a favor da união com a Federação Russa.


Egito acerta a compra de helicópteros de ataque russo Ka-52 Alligator

A delegação egípcia que participou do Salão Aeroespacial Internacional de Moscou (MAKS) 2015, encerrado no domingo (30), acertou a compra de helicópteros Ka-52 fabricados pela Rússia, segundo informou uma fonte militar russa. O prazo de entrega, o valor e a quantidade de aeronaves, porém, foram mantidas em sigilo.


Sputnik

No último final de semana, o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, esteve em Moscou neste final de semana e se reuniu com o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, eles conversaram sobre a extensão do fornecimento de grãos da Rússia para o Egito e também sobre o uso do rublo como moeda nas transações de turismo entre o país. A convite do ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, o líder africano visitou o Centro Nacional de Gestão de Defesa.


Um helicóptero Ka-52 durante o show aéreo no fórum internacional Army 2015
Kamov Ka-52 Alligator © Sputnik/ Alexander Vilf

O helicóptero de ataque Ka-52 foi projetado para destruir alvos sob quaisquer condições meteorológicas de dia ou de noite. O Alligator, como foi batizado, possui um sistema de rotor coaxial que permite alta manobrabilidade. A máquina é capaz de voar para trás a uma velocidade de 130 km/h e lateralmente a uma velocidade de 100 km/h, bem como executar acrobacias.

O Ka-52 Alligator leva uma arma automática de 30 mm e o míssil guiado Vikhr. Este helicóptero está em serviço nas Forças Armadas russas desde 2011. Mais de 70 máquinas foram produzidas.


Líder alemã classifica relações OTAN-Rússia como insatisfatórias

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, declarou nesta segunda-feira (31) que a Rússia e a OTAN visam estabelecer relações construtivas, mas atualmente os laços estão a um nível insatisfatório.


Sputnik

"Tudo o que fizemos na cimeira da OTAN no País de Gales, tudo o que os países do Leste e do Centro da Europa declaram é baseado no fato de que nós tentámos e continuamos tentando alcançar relações construtivas entre a OTAN e a Rússia, que ainda estão a um nível insatisfatório."


Chanceler da Alemanha Angela Merkel
© AP Photo/ Markus Schreiber

As relações entre as partes deterioraram-se muito devido à situação na Ucrânia, que desde 2014 vive a grave crise política. Os EUA e os seus aliados acusam a Rússia de participar no conflito, enquanto Moscou refuta tais acusações, afirmando possuir interesse numa resolução rápida e pacífica da situação no país vizinho.

Ao mesmo tempo, a OTAN aumentou a sua presença militar na Europa, especialmente nos países que fazem fronteira com a Rússia. O chanceler russo, Sergei Lavrov, tem declarado que o surgimento de estruturas adicionais da OTAN perto das fronteiras russas não corresponde aos acordos entre a Rússia e a aliança.


Míssil soviético destrói tanque M1 Abrams americano (Vídeo)

A operação terrestre no Iêmen liderada pela Arábia Saudita com uso de tanques M1 Abrams produzidos nos EUA resultou imediatamente em perdas de material blindado.


Sputnik

O vídeo mostra os supostos rebeldes houthis no Iêmen usando o antigo complexo antitanque soviético telecomandado Fagot para destruir um tanque de combate M1 Abrams produzido nos EUA e operado por militares da Arábia Saudita. 


Tanque americano Abrams em chamas
© AP Photo/ Hadi Mizban

O choque direto do míssil Fagot contra a torre do M1 fez detonar as munições do tanque armazenados na parte traseira da torre.

Esta é a parte mais vulnerável do tanque de combate americano que deixa a tripulação praticamente sem chance de sobreviver.

OTAN se prepara para guerras do passado

Enquanto a OTAN se prepara para os maiores exercícios da década, vejamos qual é o seu objetivo e contra quem são dirigidos na realidade.


Sputnik

Os exercícios Trident Juncture 2015 serão realizados de 28 de setembro a 16 de outubro na Espanha, Portugal, Itália, no mar Mediterrâneo e oceano Atlântico. Com a participação 36 mil militares de 27 países, será treinado um cenário de guerra híbrida, que a OTAN considera um novo tipo de guerra alegadamente travada pela Rússia. 


As forças militares da OTAN
© US Army photo by Master Sgt. Donald Sparks

Os exercícios supostamente devem lidar com tais questões como a atual crise migratória e o conflito em Donbass (Ucrânia), no qual a Aliança assume que a Rússia participa. Além disso, a questão da Crimeia também faz parte do cenário, porque a OTAN acusa o lado russo de ter enviado forças especiais para ocupar a península antes da realização do referendo sobre a independência, enquanto o lado russo declara que o envio de tropas foi uma medida forçada para prevenir a violência na Crimeia.

O general da Força Aérea da França, Jean-Paul Palomeros, citado pelo site DefenseOne, disse:

"Em termos de intensidade, estes exercícios são os maiores de todos os que a OTAN já realizou, talvez desde o fim da Guerra Fria."

Enquanto isso, vários analistas duvidam da existência de guerras híbridas, porque todas as descrições delas são baseadas em conflitos do passado.

Granada é lançada durante confrontos em Kiev

Violentos confrontos entre manifestantes e polícia tiveram lugar em Kiev logo após a aprovação no Parlamento de alterações constitucionais que preveem descentralização do poder no país.


Sputnik

Um grupo de manifestantes descontentes com as alterações tentaram assaltar o edifício da Suprema Rada nesta segunda-feira (31). A polícia parou os radicais com uso de gás lacrimogêneo. 


Confrontos entre radicais e polícia em Kiev em 31 de agosto
© REUTERS/ Valentin Ogirenko

Durante os confrontos foi ouvida uma explosão após uma série de tiros, relata o canal televisivo 112 Ukraina.

Segundo o assessor do ministro do Interior ucraniano, Anton Gerashchenko, uma granada foi lançada contra os policiais, o que foi considerado uma provocação.

“Mais de 50 combatentes da Guarda Nacional foram feridos! Alguns militares da Guarda Nacional sofreram graves lesões. A vida deles está sob ameaça… Quatro combatentes estão entre a vida e a morte”, escreveu Gerashchenko no seu Facebook.

Geraschenko acabou de divulgar a informação que um dos combatentes da Guarda Nacional morreu na sequência de ferimento no peito causado por um fragmento da granada.

Rússia moderniza frota de helicópteros paquistanesa

O Paquistão vai adquirir os helicópteros russos Mi-35M e, provavelmente, os Mi-28N conhecidos como “Caçador Noturno”. Isto permitirá ao país aumentar significativamente o seu potencial aéreo e, assim, trará dificuldades aos agrupamentos terroristas islâmicos, incluindo o Estado Islâmico, segundo a revista russa Voenno-Promyshlennyi Kurier.


Sputnik

O journalista da Sputnik Dari Pyotr Goncharov faz notar que ao escolher o fornecedor de helicópteros, qualquer país da região, seja o Paquistão, seja a Índia, tem em conta dois fatores. O primeiro são as possibilidades técnicas do helicóptero de transportar pessoal e equipamentos militares, de evacuação, se for necessário. O segundo é a possibilidade de dar apoio aéreo à suas tropas durante as ações militares.

Mil Mi 35M

Atualmente a frota de helicópteros paquistanesa se tornou antiquada: mesmo a versão modernizada de 35 helicópteros norte-americanos AH-1F “Cobra” não pode responder às exigências contemporâneas. A fuselagem é frágil, só resistindo a balas até 7,62 milímetros; o canhão é de 20 milímetros.

“Com tais helicópteros não é possível efetuar operação de desembarque, nem de evacuação. E é impossível falar sobre o seu comportamento em combate. Quanto ao Mi-35M, é evidente que este é preferível aos ‘Cobra’ norte-americanos”.

O Mi-35M é eficaz porque é dotado de equipamentos avançados, incluindo sistemas de visão noturna, mísseis antitanque, o sistema de navegação GLONASS/GPS, equipamentos de comunicação resistente a interferências.

ONU rejeita reclamação do Japão contra visita de Ban Ki-moon à China

A Organização das Nações Unidas desconsiderou nesta segunda-feira as reclamações do Japão sobre a visita planejada do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, à China, no próximo dia 3, para participar da parada militar em comemoração aos 70 anos da derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial.


Sputnik

Segundo a ONU, o evento em Pequim, na quinta-feira, será uma grande oportunidade para refletir sobre o passado. 


Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon
© REUTERS/ Jorge Cabrera

Nos últimos dias, Tóquio se queixou com as Nações Unidas sobre a presença de Ban Ki-moon nessa grande parada militar, alegando que o secretário-geral estaria saindo da sua posição de neutralidade ao participar de um evento que celebra a vitória de um país sobre outro. Entretanto, o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, lembrou hoje que Ban esteve presente em outros eventos semelhantes a esse ao longo do ano, na Polônia, na Ucrânia e na Rússia, onde também foram comemoradas as vitórias desses países na Segunda Guerra Mundial.

"Ban espera que todos os países possam usar esse tempo para refletir sobre o passado e, obviamente, olhar para o futuro", afirmou Dujarric.

De acordo com as autoridades chinesas, cerca de 12 mil soldados e mais de 500 equipamentos militares estarão presentes na parada, na Praça da Paz Celestial, na próxima quinta-feira.


Espanha ‘aplicou golpe baixo’ na OTAN

Políticos britânicos estão indignados com a decisão da Espanha de deixar ao submarino russo Novorossisk entrar no porto de Ceuta, situado na costa de Marrocos, para se reabastecer de combustível, comunica The Independent.


Sputnik

Deputados britânicos e peritos militares condenaram o governo espanhol pela “provocação evidente” contra Gibraltar, território britânico ultramarino localizado no extremo sul da Península Ibérica. A Espanha continua reivindicando a posse de Gibraltar. Segundo os deputados, a Espanha autorizou a entrada do navio russo para intimidar a população do enclave britânico. 


Bandeira da OTAN é queimada durante protestos na Rússia
© AFP 2015/ MAXIM AVDEYEV

Segundo Konstantin Sivkov, doutor em ciências militares e presidente da União de Analistas Geopolíticos, as ações da tripulação do submarino não contradizem o direito internacional.

O especialista considera que a afirmação de Londres é somente uma manobra diplomática do Ministério das Relações Exteriores:

“O principal é outra coisa, é o ‘golpe baixo’ na OTAN. Porque a Espanha é membro da OTAN, o país foi um dos primeiros a autorizar bases dos navios norte-americanos de defesa antimíssil. E de repente a Espanha – membro fiel da OTAN, que representa a OTAN como uma potência marítima (tem costa no Atlântico e é responsável pela defesa antissubmarino da aliança) – acolhe um submarino contra o qual, em princípio, deve lutar”.

De acordo com Konstantin Sivkov, a Espanha, embora seja membro da aliança, está preparada para cooperar com a Rússia:

Confira os principais destaques do salão aeroespacial Maks

Evento encerrado no dia 30 de agosto teve participação de 30 países.


VIKENTI VEKCHIN | GAZETA RUSSA

O Salão Internacional Aeroespacial Maks 2015, realizado na cidade de Jukovski, na região de Moscou, foi encerrado no dia 30 de agosto. A Gazeta Russa listou seis pontos que tiveram destaque durante o evento.



Apesar das sanções impostas entre a Rússia e o Ocidente, 156 participantes estrangeiros de 30 países estiveram no Maks 2015. Foto:Vladímir Astapkovitch/Ria Nóvosti


1. Grande número de participantes

Apesar das sanções impostas entre a Rússia e o Ocidente, 156 participantes estrangeiros de 30 países estiveram no Maks 2015. Os Estados Unidos levaram representantes de 24 empresas, a França, de seis, e o número de empresas chinesas triplicou em comparação com a última edição do evento. Em sua última edição, em 2013 (o Maks é um evento bienal) participaram do salão aeroespacial 287 empresas estrangeiras de 44 países.

2. Foco no Oriente Médio

Chamou atenção no evento o número elevado de convidados de altos cargos do Oriente Médio. O Irã já manifestou interesse na compra de aviões Sukhoi Superjet e o Egito comprará o helicóptero de ataque Ka-52. Além disso, foi divulgado que a França estaria em negociações com o Egito quanto à venda de um navio Mistral, que deve funcionar como base para aeronaves do tipo Ka-52K.

3. Cooperação com a Europa

Apesar da crise política e das sanções feitas às empresas russas da indústria militar, a cooperação entre países europeus e a Rússia ficou clara durante o salão aeroespacial. A Airbus trouxe ao Maks 2015 o avião de passageiros de fuselagem larga A-350 e o helicóptero multiuso H225M.

Já holding russa Technodinamika, fabricante de componentes de aeronaves, e a francesa Microturbo (parte da Safran) assinaram, no âmbito do Maks 2015, um acordo de produção conjunta de uma unidade auxiliar de energia para uso civil.

4. Parceria com a Bielorrússia

A Bielorrússia foi quem assinou o maior número de contratos durante o evento. Ela anunciou a compra de cinco unidades do sistema de mísseis antiaéreos de curto alcance Tor-M2E, que consegue combater simultaneamente quatro alvos aéreos a uma distância de até 15 km, e também assinou um contrato para a compra de quatro caças Yak-130 para treinamento de combate.

5. Substituição das importações por produção nacional

Representantes da empresa russa United Engine Corporation anunciaram durante o salão que, a partir de agora, o motor AI-222-25 para o caça Yak-130 passa a ser integralmente produzido na Rússia e não usará mais componentes ucranianos.

Também já está resolvida a questão do fornecimento de motores para o novo helicóptero multiuso Mi-38. Agora, o grupo motopropulsor do helicóptero terá motor de fabricação russa e não canadense. A certificação no Maks 2015 do motor de turbina nacional TV7-117V da fábrica Klimov permitirá fornecer os primeiros helicópteros em série Mi-38 totalmente russos no primeiro semestre de 2016. Por enquanto, se prevê a utilização do Mi-38 para operações no Ártico.

6. Drones em foco

Este ano o estande da Rostec apresentou um exemplar do veículo aéreo não tripulado multiuso Tchirok em tamanho natural. A empresa Zala Aero, que faz parte do consórcio Kalashnikov, apresentou um novo conjunto tático-operacional de reconhecimento aéreo com voo de longa duração, enquanto a empresa Kret apresentou o projeto de um drone de ataque.

As empresas privadas também trouxeram criações interessantes. O grupo Kronstadt apresentou o veículo aéreo não tripulado de alta velocidade Fregat (Fragata), cuja principal característica são os motores rotativos, que permitem que o aparelho decole e pouse verticalmente em praticamente qualquer superfície sem necessidade de preparação.



Memórias de um piloto invencível

Autobiografia de Kojedub, que abateu 64 aviões e nunca foi atingido, ganha edição brasileira. Para o historiador Aleksandr Korolkov, destino de piloto "cativa mais que qualquer filme policial ou de suspense".


ALEKSANDR KOROLKOV | GAZETA RUSSA

Se listássemos os nomes ligados à aviação de guerra mundial, na primeira linha, certamente estaria o nome do mais eficiente piloto de caça da aviação dos Aliados, Ivan Kojedub.

Seu currículo é impressionante: ele realizou 330 voos de combate, durante os quais conduziu 120 batalhas aéreas e abateu 64 aviões inimigos. No entanto, nunca foi abatido.




O destino do homem soviético comum, que completara apenas 21 anos quando a Segunda Guerra Mundial se iniciou, cativa mais que qualquer filme policial ou de suspense.

“Lealdade à Pátria”: era exatamente assim que se chamava a primeira edição do livro de memórias de Ivan Kojedub, que saiu em 1969 com uma tiragem de 100 mil exemplares.

A obra é uma reinterpretação da experiência de guerra pelo homem já adulto, tenente-general da aviação, ilustre herói e chefe. A obra já era a segunda de Kojedub, após o lançamento das memórias “Sirvo à Pátria”, em 1949.

Um piloto reservado, Kojedub gostava de escrever, mas seus colegas nunca notaram que ele carregava um diário e nele anotava os acontecimentos mais importantes junto a desenhos de acrobacias aéreas e esquemas táticos de guerra.

Ele levava a caderneta de aviação consigo a cada missão, como uma espécie de talismã. Foram justamente essas anotações que se tornaram a base de suas memórias, às quais, 20 anos depois da edição do primeiro livro, ele acrescentou materiais de arquivos que reuniu cuidadosamente dentre seus camaradas de regimento.

Conjuntura e táticas

No segundo livro, o autor lança um olhar mais amplo sobre os acontecimentos, esforçando-se não apenas para transmitir os acontecimentos e suas reflexões à época, mas também para esclarecer a conjuntura do fronte onde combatia e revelar as táticas da guerra aérea, empregando para isso um vasto e autêntico material histórico.

A história de vida do mais ilustre ás da aviação soviética é prosaica e tem destino semelhante ao de muitos de seus contemporâneos.

31 agosto 2015

Líderes da Europa e Rússia querem cessar-fogo na Ucrânia

Correio do Brasil, com Sputnik Brasil – de Paris

Os líderes da França, Alemanha e Rússia apelam ao estabelecimento do cessar-fogo em Donbass a partir de 1 de Setembro e ressaltam a importância de retirar as armas pesadas de calibre de 100 milímetros ao longo da linha de contato, disse o serviço de imprensa do Palácio do Eliseu no comunicado neste sábado.


Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente da França, François Hollande e o presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, em Minsk
Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente da França, François Hollande e o presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, em Minsk

O presidente russo Vladimir Putin discutiu com o presidente francês François Hollande e a chanceler alemã Angela Merkel os trabalhos no chamado formato da Normandia para a reconciliação da Ucrânia, incluindo a preparação de novas conversações de alto nível, diz o serviço de imprensa do Kremlin no comunicado.

O quarteto da Normandia inclui a Rússia, a Ucrânia, a França e a Alemanha.

“Eles apelaram fortemente para o cessar-fogo completo a partir de 1 de setembro devido ao início de um novo ano escolar… Eles ressaltaram a importância do cessar-fogo contínuo, se referindo à situação dos civis no leste da Ucrânia”, diz o comunicado.

Os líderes dos três países também destacaram as próximas eleições locais na Ucrânia em 25 de outubro, que consideraram “um passo importante para a implementação dos Acordos de Minsk”, segundo o comunicado.

Presidente ucraniano não conseguiu formar aliança contra a Rússia. Desde meados de abril de 2013 a Ucrânia começou a realizar uma operação militar para atacar as forças independentistas no leste da Ucrânia, em particular as autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk. Estas não reconhecem a legitimidade das novas autoridades ucranianas que chegaram ao poder após um golpe de Estado em Kiev.

A operação militar continua apesar dos Acordos de Minsk alcançados entre as partes, que preveem a retirada de tropas, o cessar-fogo e a descentralização do poder. Segundo os últimos dados da ONU, mais de sete mil civis já foram vítimas mortais deste conflito.



27 agosto 2015

Aeroclube de Pirassununga recebe demonstração da Esquadrilha da Fumaça

Portal Porto Ferreira Hoje

No próximo sábado, dia 29 de agosto, a Esquadrilha da Fumaça fará uma nova demonstração aérea em Pirassununga, no Aeroclube da cidade. O evento faz alusão aos aniversários de 73 anos do Aeroclube, comemorado no dia 22 de setembro; e de Pirassununga, no dia 6 de agosto. A apresentação do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) irá ocorrer a partir das 16h. A entrada é franca.



Para um dos diretores do Aeroclube, Thiago Sabino, “a confirmação da Fumaça em nosso aniversário é sensacional. É um prestígio muito grande da Força Aérea Brasileira para nosso Aeroclube, uma vez que esta ainda será uma das primeiras apresentações do Esquadrão com as novas aeronaves A-29 Super Tucano”. O evento, que se inicia às 9h, terá outras atrações, como sobrevoo de aeronaves T-27 Tucano da Academia da Força Aérea, exposição de carros de combate do 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado do Exército e exibição de carros e aeronaves antigas.

'Matador de porta-aviões': China revela seus mísseis mais mortíferos

As novas armas da China, incluindo os mais mortíferos mísseis balísticos intercontinentais e o “matador de porta-aviões” podem ser vistos pela primeira vez durante o próximo ensaio da parada militar que comemora 70º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial.


Sputnik

Os observadores do poder militar chinês poderão ficar surpreendidos. Parece que Pequim irá demostrar uma das suas tecnologias de mísseis mais impressionantes, que consegue inclusive fazer frente à Marinha dos EUA em caso de conflito militar entre os dois países. Se tudo der certo, vamos dar uma olhada no futuro, diz o analista militar Harry Kazianis.


Caminhão com míssil de médio alcance DF-21D “matador de porta-aviões”
© AP Photo/ Elizabeth Dalziel, File

O grande espetáculo militar terá lugar em 3 de setembro e vai mostrar as armas mais modernas, incluindo vários mísseis. No total deverão ser exibidos sete tipos de mísseis, entre os quais os mísseis balísticos intercontinentais DF-5, DF-26, mísseis de médio alcance DF-21D. Os mísseis balísticos capazes de destruir porta-aviões são os que suscitam maior interesse.

Os DF-5, também conhecidos como Dongfeng 5, têm um alcance de cerca de 15.000 km. Eles são utilizados desde os anos 1980 e em 2015 foram modernizados para transportar mísseis de reentrada múltipla independentemente direcionados (MIRV).

Mas Harry Kazianis chama a atenção para os DF-21D supersónicos, conhecidos como "matadores de porta-aviões".

"Os DF-21D atacam o alvo, um navio ou porta-aviões, à velocidade de 10 a 12 Mach. A maioria das fontes afirma que os mísseis podem atacar navios à distância de cerca de 1.600 km, superando o raio de ataque das aeronaves norte-americanas ao bordo dos porta-aviões existentes", diz o investigador no seu artigo intitulado "Exibição: O plano da China de afundar a Marinha dos EUA".

Os mísseis DF-26, versão modernizada dos DF-21, alegadamente são capazes de atingir o território da ilha norte-americana de Guam, onde se localizam algumas bases militares dos EUA.

Pequim abandona a tradição de não exibir as suas melhores armas. Até agora, a China não demonstrava o que a mídia chinesa chamava de "armas sensacionais". Este passo significa que "a China tem mais confiança no seu poder militar e [cria uma imagem de] potência mundial responsável", disse o oficial superior Shao Yongling ao Global Times.


Moscou agradece à China pela compreensão da posição russa sobre Ucrânia

A Rússia agradeceu à China pela compreensão da posição russa sobre o problema ucraniano e aprecia o fato que Pequim não apoiou as sanções antirrussas, disse nesta quinta-feira (27) o embaixador da Rússia na China Andrei Denisov durante uma coletiva de imprensa.


Sputnik

“A cooperação dos nossos países na arena internacional já tornou-se um poderoso fator estabilizador de garantia de paz e segurança”, sublinhou o embaixador comentando a viagem do presidente da Rússia Vladimir Putin à China em 2-3 de setembro. 


Bandeiras da Rússia e da China
© flickr.com/ Mark Turner

Anteriormente foi divulgado que Putin irá visitar a China em 2-3 de setembro. Em resultado da visita está prevista a assinatura de documentos bilaterais. Pressupõe-se que os líderes dos dois países irão discutir as questões de desenvolvimento dos laços bilaterais, sobretudo do ponto de vista da realização de acordos alcançados no quadro da visita do líder chinês Xi Jinping à Rússia em maio deste ano do encontro no quadro da cúpula dos BRICS e SCO em Ufá em julho deste ano. Os líderes também poderão trocar opiniões sobre os atuais problemas regionais e mundiais.

Vale lembrar que no dia 3 de setembro, a China vai celebrar 70 anos desde a rendição japonesa na Segunda Guerra Mundial. O país realizará um grande desfile militar na praça central de Pequim, Tiananmen. A situação foi comentada pelo vice-ministro do Exterior da China Cheng Guoping:

“A participação do presidente Putin da comemoração do aniversário será já o terceiro encontro entre o presidente da República Popular da China Xi Jinping e presidente da Federação Russa Putin… Esta visita fará uma grande contribuição para a garantia de estabilidade, prosperidade e paz em todo o mundo”.

O encontro entre os líderes dos dois Estados contribuirá para o futuro fortalecimento das relações bilaterais e cooperação em diversas áreas, construção da economia da Rota da Seda, assim como para o desenvolvimento da cooperação euroasiática. Putin e Xi Jinping irão defender os resultados da vitória na Segunda Guerra Mundial e justiça internacional, acrescentou Cheng Guoping.

Abordando a história da vitória na Segunda Guerra Mundial, o vice-chanceler chinês disse o seguinte:

“A China não poderia ganhar na luta contra o militarismo japonês sem ajuda da URSS… Os dois povos lutando lado ao lado ficaram ligados por uma amizade forte e profunda…”.


As sete armas potencialmente mais perigosas da Rússia

O site norte-americano We Are The Mighty, especializado em assuntos militares, publicou a lista das novas armas russas que estão sendo desenvolvidas.


Sputnik

O autor do artigo David Nye escreve que a Rússia está modernizando o seu armamento de forma muito rápida:

“Enquanto o exército russo está lutando contra muitas dificuldades, o Kremlin está trabalhando duro para o fortalecer”.

Agora a Rússia produz submarinos nucleares de quarta geração mas já tem projetos de quinta geração, a ser equipados com novos reatores nucleares.

Quanto ao programa de mísseis hipersônicos da Rússia, o autor diz que ele “tem potencial”:

“O Yu-71 será capaz de atingir alvos em velocidades de 7.000 milhas por hora e destruir defesas aéreas. Embora os EUA também tenham um programa hipersônico, os mísseis americanos são projetados para ogivas convencionais, enquanto as da Rússia são nucleares.”


Míssil hipersônico Yu-71

A Rússia também está construindo um novo bombardeiro estratégico com grande capacidade de carga, o Sukhoi PAK DA, dotado de eficazes tecnologias furtivas e que poderá usar mísseis de cruzeiro de longa distância contra porta-aviões e outros alvos.

“Enquanto os mísseis da defesa aérea S-300 estão sendo discutidos nas notícias agora (parece que o autor tem em vista o acordo com o Irã), o S-500 está duas gerações à frente. Se espera que os novos mísseis de defesa aérea S-500 serão capazes de carregar cinco-dez mísseis balísticos de uma só vez e até de abater satélites de baixa órbita,” escreve David Nye.

Entre outras armas “mais perigosas” da Rússia, o autor destaca o sistema de combate eletrônico, que é capaz de neutralizar os sistemas da defesa dos inimigos, e o programa de lasers, que é confidencial.

O especialista duvida que os porta-aviões russos tenham boas perspectivas mas nota que se eles forem lançados, serão muito melhores do que o porta-aviões Almirante Kuznetsov.



Aliados russos podem criar Força Aérea coletiva

O vice-secretário-geral da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), Vitaly Semerikov, anunciou a criação de uma Força Aérea coletiva da OTSC durante a cerimônia de início dos exercícios da organização Interação 2015.


Sputnik

A nova força irá assegurar o transporte de contingentes da organização para qualquer região onde sejam necessários.


Bombardeiros estratégicos Tu-95 da Força Aérea russa ensaiam a parada militar dedicada aos 70 anos da vitória na Segunda Guerra Mundial
Tupolev Tu-95 Bear © Sputnik/ Viktor Tolochko

A OTSC é uma aliança militar intergovernamental criada em 15 de maio de 1992. Os membros da organização são a Armênia, a Bielorrússia, o Cazaquistão, o Quirguistão, a Rússia e o Tadjiquistão. Todos os países participam dos exercícios.

Os exercícios conjuntos Interação 2015 se realizam todos os anos desde 2009 no território de um dos países da OTSC e visam melhorar a cooperação entre os integrantes da organização.

Segundo a carta de intenções da OTSC, todos os Estados participantes devem se abster da utilização ou da ameaça do uso da força.


Milícias: Kiev concentra material bélico na linha de contato sob pretexto de treinos

Kiev, sob pretexto de exercícios militares perto de Mariupol está concentrando ativamente armas e efetivos perto da linha de contato em Donbass, disse nesta quinta-feira (27) um representante da Milícia Popular da autoproclamada República Popular de Lugansk (RPL).


Sputnik

“Em conformidade com os dados de reconhecimento, Kiev sob pretexto de realização de treinamentos conjuntos do regimento Azov e fuzileiros navais perto de Mariupol está concentrando as armas e material bélico proibido pelos Acordos de Minsk perto da linha de contato”, divulgou à RIA Novosti uma fonte na Milícia Popular.


Militares ucranianos retiram material blindado na região de Gorlovka
© REUTERS/ Gleb Garanich

Segundo as palavras do interlocutor da agência, nos treinamentos dos militares foram organizados três linhas de tiro cuja direção coincidiu com a direção para os povoados Novolaspa e Starognatovka da autoproclamada República Popular de Donetsk.

“Foram recentemente registrados bombardeamentos com uso de morteiros de calibro de 120 milímetros, obuseiros de 122 milímetros e Rapiras [Artilharia antitanque – 100 milímetros] contra estes povoados”, disse a fonte na Milícia Popular de Lugansk.

O interlocutor disse que segundo o objetivo de treinamentos, o inimigo convencional ocupou a cota e estava se preparando para uma ofensiva contra posições dos militares ucranianos.

“O objetivo é simples – destruir o inimigo convencional e neste caso foi a população civil dos mencionado povoados da República Popular de Donetsk”, disse a fonte.

Kiev está realizando, desde meados de abril, uma operação militar para esmagar os independentistas no leste da Ucrânia, que não reconhecem a legitimidade das novas autoridades ucranianas, chegadas ao poder em resultado do golpe de Estado que teve lugar em fevereiro de 2014 em Kiev.

Desde 9 de janeiro, a intensidade dos bombardeios na região aumentou, bem como o número de vítimas do conflito. Isto fez regressar ambas as partes às negociações. O novo acordo de paz, firmado em Minsk entre os líderes da Rússia, da Ucrânia, da França e da Alemanha inclui um cessar-fogo global no leste da Ucrânia, retirada das armas pesadas da linha de contato entre os dois lados, assim como uma reforma constitucional com a entrada em vigor até o final do ano de 2015 de uma nova Constituição, com a descentralização como elemento-chave.

Apesar da trégua, confrontos locais, inclusive com uso de armas pesadas proibidas pelos acordos, continuam. Um Grupo de Contato trilateral (Rússia, Ucrânia e OSCE) está encarregado de buscar uma solução para a crise.


Novo MiG-35 pode substituir antigos caças do Vietnã

A Rússia pode vender novos caças MiG-35 ao Vietnã, não obstante outros países do Sudeste Asiático terem bastante interesse por estes aviões.


Sputnik

O caça MiG-35 pode substituir os caças de terceira geração MiG-21 que já têm bastante tempo de serviço, declarou o chefe da empresa MiG, Sergei Korotkov, à agência noticiosa russa RIA Novosti.


Artyom Mikoyan: o pai do MIG
© Sputnik/ Grigoriy Sisoev

O novo caça multiuso tem sistemas de localização e de informação de quinta geração.

Segundo Korotkov, o Sudeste Asiático é uma "região interessante" para o fabricante de aeronaves tendo em conta vendas futuras:

"De acordo com nossas avaliações, existem perspectivas definidas para o MiG-35 no Vietnã, onde a expetativa de vida dos caças MiG-21 está chegando ao fim".

Korotkov notou também que o interesse pelos caças MiG-35 está aumentando por parte da Índia, em parte por causa das limitações de fornecimento dos caças franceses Rafale. Os novos caças russos poderiam substituir a antiga frota aérea indiana e a questão já está sendo discutida nos círculos profissionais indianos, disse o chefe da empresa russa.

"Ao contrário dos MiG-29 'clássicos', do qual o MiG-35 herdou os conceitos aerodinâmicos, a nova máquina é multifuncional. Pode utilizar armamento de alta precisão contra alvos no ar, terra ou mar. Pode mesmo efetuar várias funções que anteriormente só eram confiadas a aviões de reconhecimento."

Atualmente o fabricante de aeronaves MiG está modernizando os aviões indianos MiG-29, em colaboração com empresas indianas, no âmbito do contrato assinado em 2010, no valor de $1,2 bilhões. A empresa também fornece caças MiG-29K à Índia.


Caça russo T-50 confirma expectativas e apresenta excelentes resultados em voos de teste

O comandante das Forças Aéreas e Espaciais da Rússia, General Viktor Bondarev, afirmou nesta quarta-feira (26) que o caça russo de quinta geração T-50, criado pelo Ministério da Defesa do país, apresentou excelentes resultados durante os voos de teste para confirmar as suas características avançadas.


Sputnik

O oficial exaltou as qualidades do caça russo durante o Salão Aeroespacial de Moscou (MAKS) 2015. A exposição está acontecendo em Zhukhovsky, nos arredores da capital da Rússia, até o domingo (30).


Caças de quinta geração T-50
© Sputnik/ Grigori Sysoev

“Os testes estão em pleno andamento. Foram voos para teste de lançamento de mísseis em combate. O caça mostrou excelentes resultados. Pretendemos comprar a primeira produção em série do T-50 já no próximo ano”, disse Bondarev, observando que o caça também conhecido como PAK FA mostrou alta qualidade de voo durante a demonstração de terça-feira (25) em Zhukovsky.


Ele falou apenas alguns dias depois de relatos de que o T-50 está equipado com um sistema de orientação de arma sofisticado, oferecendo ao piloto a capacidade de atingir um alvo mesmo quando já não esteja em seu campo de visão. O vice-chefe da Kret (empresa que desenvolveu 70% dos aviônicos do PAK FA), Vladimir Mikheyev, elogiou a aeronave classificando-a como um “robô voador”.

O T-50, ou PAK FA, é um caça bimotor de assento único desenhado pelo Sukhoi Design Bureau. Suas características o tornam o melhor de sua classe, comparando-se com outros similares no mundo. É a primeira aeronave operacional no serviço russo a usar a tecnologia stealth, de invisibilidade.

Especialistas afirmam que o T-50 será capaz de superar os caças de quinta geração F-22 e F-35 da Força Aérea dos EUA. A aeronave russa substituirá o avião de combate de quarta-geração Sukhoi Su-27, que entrou em serviço na Força Aérea Soviética em 1985, e os Mig-29, que estão em serviço desde 1983.

Rússia receberá em breve os helicópteros de ataque Ka-52k

O CEO da companhia Russian Helicopters, Alexander Mikheev, anunciou nesta terça-feira (25) que em breve a empresa começará a entregar para as Forças Armadas da Rússia as aeronaves de ataque Ka-52k, que iriam se basear nos porta-helicópteros da classe Mistral.


Sputnik

“Num futuro próximo, vamos entregar os helicópteros Ka-52K e Mi-28nm para o Ministério da Defesa, com melhores capacidades técnica e táticas e armamentos”, disse Mikheev durante o Salão Aeroespacial de Moscou MAKS-2015.


Helicóptero Ka-52 Alligator
© Sputnik/ Vitaliy Ankov

O Kamov Ka-52 Alligator é uma modificação do helicóptero de ataque Ka-50 Black Shark. Projetada para detectar e localizar alvos em movimento e estáticos em terra e destruir arsenais inimigos, helicópteros e aviões voando baixo, esta versão foi construída para ficar baseadas em navios. Possui um duplo rotor de pás e asas dobráveis que permitem que a máquina seja colocada nos porta-helicópteros da classe Mistral.

Em 2011, as corporações DCNS, da França, e Rosoboronexport, da Rússia, assinaram um contrato de € 1,2 bilhão para a entrega dois navios de guerra da classe Mistral. Segundo o documento, Paris deveria entregar o primeiro navio em 2014. Em novembro passado, porém, o fornecimento foi suspenso, sob a alegação de uma suposta participação de Moscou no conflito ucraniano. O Kremlin tem repetidamente negado as acusações. Os EUA também se opuseram fortemente ao envio das embarcações.

Este mês, o presidente russo, Vladimir Putin, e seu colega francês, François Hollande, concordaram sobre a rescisão do contrato. A França já transferiu a compensação para a Rússia. A soma da indenização não foi tornada pública.


Submarinos russos poderão ter sistema de comunicação que impede erro humano

A corporação russa OPK está trabalhando em um sistema de comunicação para submarinos de quinta geração, disse à RIA Novosti o CEO da empresa, Alexander Yakunin, nesta quarta-feira (26).


Sputnik


Submarino nuclear Alexander Nevsky.
Submarino nuclear Alexander Nevsky © Sputnik/ Sergey Mamontov

Segundo ele, o equipamento é único no mundo e seu alto nível de automação praticamente torna impossível o erro humano. Yakunin afirmou que a capacidade do sistema ultrapassa os dispositivos desenvolvidos anteriormente, o que permite aumentar o alcance e a estabilidade de comunicação.

Rússia trabalha atualmente na construção de submarinos de quinta geração, tanto diesel quanto nuclear. Anteriormente, um alto comandante da Marinha russa foi além, afirmando que os estaleiros do país começariam a construir, em 2020, o submarino nuclear Kalina, de quinta geração e de propulsão anaeróbica (que dispensa o ar).


Frota do Norte russa está pronta para defender facilidades econômicas no Ártico

Exercícios dos diferentes componentes da Frota do Norte russa foram importantes para dar avaliações das capacidades do equipamento novo que se usa nas condições da Ártica em terreno desconhecido.


Sputnik

As manobras demonstraram uma prontidão das unidades árticas para defender as facilidades econômicas da Rússia, afirmou na quinta-feira (27) o comandante da frota, almirante Vladimir Korolev.


Porta-aviões da Marinha da Rússia, cruzador de mísseis pesado, Almirante da Frota da União Soviética Kuznetsov, no Mar de Barents, na Rússia.
Porta-aviões Kuznetsov © AP Photo/ File

Os exercícios dos diferentes componentes da Frota do Norte russa e das unidades das tropas aerotransportadas começaram na península de Taimir (Norte da Rússia) na segunda-feira (24). No total nos exercícios participaram mais de um mil militares das forças armadas da Rússia, 14 aparelhos voadores, 34 unidades da técnica especial e de combate.

"O pessoal da brigada da infantaria mecanizada e das unidades móveis das tropas aerotransportadas que participa nos exercícios provou com as suas ações práticas uma prontidão para defender as facilidades econômicas na zona ártica da Rússia", disse Korolev.

Acrescentou que durante os exercícios foi obtida uma grande experiência de organizar as ações conjuntas dos diferentes componentes das tropas que será usado no processo de preparação das unidades destinadas a realizar operações militares no terreno desconhecido.

No âmbito dos exercícios pela primeira vez nesta região foram aperfeiçoadas ações práticas da infantaria mecanizada e das tropas aerotransportadas para defender uma facilidade industrial. Uns dos episódios principais dos exercícios foram o desembarque das unidades da brigada da infantaria mecanizada no porto de Dudinka das grandes lanchas de desembarque da Frota do Norte russa, deslocação das unidades das tropas aerotransportadas nos aviões Il-76 e imitação prática da defesa de uma facilidade industrial com uso de armas de fogo.


China mostrará novas armas na parada militar

A Força chinesa de Mísseis Estratégicos, o Segundo Corpo de Artilharia (SAC) irá apresentar sete tipos de mísseis na parada militar em 3 de setembro. Hoje se realizou o ensaio final do desfile militar em homenagem ao 70º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial.


Sputnik

Organizado em seis formações militares, os armamentos incluem mísseis de longo alcance, de médio e curto alcance, bem como mísseis convencionais e nucleares, disse uma fonte militar à Xinhua.


Parada militar na China
© REUTERS/ Damir Sagolj

"Nosso armamento de mísseis tem avançado muito, em termos de alcance, de métodos de ataque, precisão e mobilidade", disse a fonte.

Foi anteriormente relatado que o desfile militar incluirá 12.000 soldados, 500 equipamentos, e cerca de 200 aeronaves, conforme disse Qu Rui, vice-diretor da equipa responsável pelo desfile e vice-chefe do Departamento de Operações do Estado-Maior.

Alegadamente, 84 por cento dos armamentos a serem exibidos no desfile militar nunca foram vistos pelo público antes.

A fim de marcar o 70º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a a agressão japonesa na Segunda Guerra Mundial, 50 formações irão desfilar através da Praça Tiananmen, incluindo 11 formações de infantaria, duas formações de veteranos em veículos, 27 formações de artilharia e 10 escalões de aviação.

Exibir novos sistemas de armas em desfiles militares é uma prática internacional.

"O desfile se destina a comemorar a História, a valorizar a memória dos nossos soldados que morreram pela revolução, defender a paz e o futuro, sem apontar a arma a outros países", disse Qu.

A Rússia também foi convidada para participar do desfile militar na China. 76 militares do Regimento Preobrazhensky vão fechar a parada.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assistirá à parada militar em Pequim no dia 3 de setembro.



Rússia e Egito aspiram a formar coalizão com Síria contra Estado Islâmico

A Rússia e o Egito apoiam a ideia de criar uma vasta coalizão antiterrorista que incluía a Síria para lutar contra o Estado Islâmico, disse o presidente russo Vladimir Putin durante a entrevista coletiva juntamente com o seu homólogo egípcio Abdel Fattah al-Sisi.


Sputnik

"Frisamos a importância fundamental de formar uma vasta frente antiterrorista que incluiría os principais atores internacionais e potências regionais incluindo a Síria", disse Putin na quarta-feira.


Vladimir Putin e Abdel Fattah al-Sisi
© AP Photo/ Mikhail Klementyev

"Temos uma visão comum da necessidade de intensificar a luta contra o terrorismo internacional que é muito relevante tendo em conta as ambições agressivas das estruturas radicais e o Estado Islâmico em particular", disse o presidente russo.

"Quando realizamos os nossos encontros, o povo egípcio está à espera do melhoramento na cooperação entre o Egito e a Rússia em várias áreas incluindo economia, e da luta contra terrorismo na região que é prejudicada pelo terrorismo", disse o presidente egípcio durante a conferência de imprensa.

"Isso afeta a nossa estabilidade e segurança regionais. Não só em alguns países mas em toda a região e possivelmente em todo o mundo", frisou.

Durante a visita do presidente egípcio a Moscou os chefes dos dois países discutiram um leque de assuntos, inclusive a situação no Oriente Médio e na África do Norte e a cooperação econômica.

Durante o seu terceiro encontro no ano em curso, o presidente Putin reiterou a sua promessa de incluir o Egito na zona de comércio livre da União Econômica Euroasiática (UEE) liderada pela Rússia. Reiterou que os dois países tencionaram excluir o dólar americano e fazer o comércio bilateral em moedas nacionais.

"Concordamos estimular esforços para diminuir a influência dos fatores externos e fazer que o comércio bilateral aumente de forma sustentável. A realizável criação de zona de comércio livre entre a UEE e o Egito, moedas nacionais nas contas bilaterais, promoção da cooperação na esfera dos investimentos são uns dos passos específicos para incentivar a economia," disse Putin.

Putin acrescentou que o Egito tem a oportunidade de exportar produtos alimentícios à Rússia desde o momento em que Moscou introduziu as sanções contra alguns países em relação aos produtos alimentícios no ano passado. Os fornecimentos do Egito à Rússia aumentaram significativamente na primeira metade de 2015, disse.


Também anunciou os planos de aumentar exportações dos cereais ao Egito. Os planos russos de participar no desenvolvimento da infraestrutura egípcia de cereais também foram discutidos na reunião dos chefes dos dois países.

As exportações russas dos cereais ao Egito eram equivalentes a 4 milhões de toneladas em 2014 que é 40% de toda a procura do Egito, afirmou Putin. Em 2014 o comércio bilateral aumentou a 86% comparando com 2013 atingindo 5,5 bilhões de dólares.

Os dois líderes também discutiram a construção conjunta da usina nuclear no Egito usando tecnologias russas, disse Putin.

"Um dos projetos bilaterais mais importantes é a construção da usina nuclear no Egito usando tecnologias russas. Os peritos dos dois países estão a completar o trabalho sobre os aspetos da construção da usina", disse Putin.

Em fevereiro Putin e Sisi assinaram alguns acordos segundo os quais a Rússia se obrigou prestar apoio ao Egito na construção de uma nova usina nuclear.
Na quarta-feira Putin fez alusões de que a Rússia pode fornecer o Egito com os aviões Sukhoi Superjet 100.

"O assunto de fornecimentos dos aviões Sukhoi Superjet 100 para as linhas aéreas do Egito está no processo de elaboração", Putin afirmou.

Há de notar que os EUA não consideram possível a participação do presidente sírio na coalizão contra terrorismo internacional. Em 24 de agosto os EUA e a Turquia afirmaram que vão realizar uma operação militar contra o Estado Islâmico. Segundo o ministro das Relações Exteriores da Turquia Mevlut Cavusoglu, os países regionais como a Arábia Saudita, o Catar e a Jordânia e os aliados europeus como o Reino Unido e a França também vão participar da operação.

Moscou considera abertura do Centro de Treinamento da OTAN na Geórgia uma provocação

A abertura do Centro de Treinamento da OTAN é a continuação da política provocativa da aliança, que pretende expandir sua influência, declarou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.


Sputnik

"Vemos este passo como uma continuação da política provocativa da aliança, que pretende expandir sua influência geopolítica, muitas vezes usando os recursos dos seus países parceiros", disse a porta-voz do ministério Maria Zakharova.


Militares georgianos participam dos exercícios conjuntos da OTAN
© AFP 2015/ VANO SHLAMOV

Ela observou que hoje a Geórgia, "a julgar pelas declarações de alguns políticos, não se resignou com as consequências das aventuras de 2008" e ainda almeja os territórios dos países vizinhos, bem como "persistentemente se desvia da assinatura de documentos sobre a não agressão contra eles".

"Aqueles que continuam puxando ativamente Tbilisi à OTAN devem tomar consciência da sua responsabilidade, tendo em conta aquela experiência triste, que ocorreu na região em 2008", disse Maria Zakharova.

Em agosto de 2008, a Geórgia, apoiada pelos EUA, atacou a Ossétia do Sul. A agressão não conseguiu avançar, mas o conflito, cuja parte armada durou cinco dias, deixou centenas de mortes.

A diplomata sublinhou que a Rússia nessa situação vai continuar a cumprir as suas obrigações para garantir a segurança dos seus aliados.

A abertura, na quinta-feira, do Centro de Treinamento da OTAN na Geórgia é uma parte de medidas mais amplas para ajudar a Geórgia nos seus esforços para aderir se à OTAN, cuja proposta integração foi previamente aprovada na cimeira da aliança no País de Gales, em setembro de 2014.

A OTAN continua a reforçar a sua presença militar na Europa Oriental desde a eclosão do conflito no sudeste da Ucrânia, em abril de 2014.

Moscou tem negado repetidamente a sua suposta participação do conflito interino ucraniano. E muitas vezes tem avisado que a expansão militar da OTAN em direção a fronteira ocidental do país é uma ameaça para a segurança global e regional.


EUA planejam mais exercícios anti-China na região Ásia-Pacífico

Os Estados Unidos aumentarão o número de exercícios militares conduzidos na região Ásia-Pacífico como parte de sua estratégia para responder à expansão China no Mar da China Meridional, revelou nesta quarta-feira o departamento militar das Filipinas.


Sputnik

O almirante Harry Harris, chefe do Comando do Pacífico dos EUA, discutiu a recém delineada Estratégia de Segurança Marítima da Ásia-Pacífico com seu correspondente filipino, o general Hernando Iriberri, durante uma visita a Manila.


Veículos de assalto anfíbios com tropas americanas e filipinas em exercício militar no Mar da China Meridional
© AP Photo/ Bullit Marquez

Segundo o coronel Restituto Padilla, porta-voz militar das Filipinas, as conversas delinearam as ações de Washington no disputado Mar da China Meridional e no Mar da China Oriental, que serão concentradas na proteção da "liberdade nos mares", em evitar conflito e coerção, e na aplicação da lei internacional.

A China alega ter direito à maior parte do Mar da China Meridional. Fliipinas, Vietnã, Malásia, Taiwan e Brunei também afirmam terem direito a partes daquelas águas.


Uma fonte militar que estava no encontro entre Harris e Iriberri disse à agência de notícias Reuters que EUA e Filipinas esperam aumentar o tamanho, a frequência e a sofisticação dos exercícios na região.

Pequim pede seguidamente que Washington não tome lados na disputa pela região. Em julho, o Ministério da Defesa chinês acusou os EUA de "militarizarem" o Mar da China Meridional praticando exercícios militares na região.