29 dezembro 2010

Primeiro tiro de metralhadora 20mm a partir de uma aeronave AF-1

Poder Aéreo

De 16 a 26 de novembro, foi realizada, na Base Aérea de Santa Cruz (BASC), no Rio de Janeiro, a 1ª Campanha de Tiro de Metralhadora a partir de uma Aeronave AF-1. O intuito foi efetuar os ensaios de vibração na aeronave, em proveito do programa de modernização desenvolvido com a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) e verificar a qualidade dos procedimentos de harmonização realizados.

A campanha foi executada em duas fases, que consistiram na instrumentação do AF-1 no Hangar do 1º/16º GAv (Esquadrão Adelphi), a fim de registrar a sua vibração no momento dos disparos e na realização dos tiros a partir da aeronave, no solo, sobre alvo em caixa de areia.

O sucesso obtido nesta campanha, inédita na Marinha do Brasil (MB), foi fruto do trabalho de diversas Organizações da MB ao longo dos últimos três anos. São elas: Centro de Manutenção de Sistemas da Marinha (CMS), Centro de Apoio a Sistemas Operativos (CASOP), Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA) e o 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (EsqdVF-1).

Ao todo foram efetuados 519 tiros em diversas rajadas, a partir de duas armas, e no dia 26 de novembro, foi realizado o primeiro tiro de canhão em voo por uma Aeronave AF-1/1A, na Área Oceano (Área Marítima da restinga da Marambaia), no qual foram despendidos 63 tiros.

Tal feito elevou o 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque a um patamar operacional que permitirá o pleno emprego do meio para a obtenção das qualificações de seus pilotos e do pessoal de apoio, com ganhos significativos para o cumprimento das missões de apoio à Esquadra.

Queda de avião militar russo deixa 12 mortos

AFP

MOSCOU - Um avião Antonov An-22 do ministério russo da Defesa caiu na madrugada desta quarta-feira na região de Tula, ao sul de Moscou, e provocou 12 mortes.

As 12 vítimas são pilotos militares, segundo a agência Ria Novosti, que citou fontes oficiais.

O avião viajava entre as cidades russas de Voronej e Tver, quando desapareceu dos radares. As causas do acidente estão sendo investigadas.

Price Induction anuncia a abertura de uma filial no Brasil para o desenvolvimento de turboreatores aeronáuticos

DefesaNet

São José dos Campos - 22 de dezembro de 2010 – Com o apoio e a expertise tecnológica da Snecma (Grupo Safran), parceiro chave do GIE Rafale International, a empresa francesa Price Induction S.A, implantada na região Aquitaine em Anglet, abre a sua filial brasileira Price Induction Brasil em São José dos Campos para desenvolver e fabricar turboreatores aeronáuticos.

Considerando o dinamismo do mercado brasileiro e a existencia de uma indústria aeronáutica de qualidade, a Price Induction afirma assim a sua vondade de dar contuidade aos seus desenvolvimentos tecnológicos para co-desenvolver e fabricar produtos inéditos na sua categoria, apoiando-se sobre altas tecnologias desenvolvidas pela Snecma e a Turbomeca (Grupo Safran), fabricantes de motores de nível mundial.

Essa iniciativa, que se inscreve no contexto do programa de transferência de tecnologias proposta pela Rafale International em resposta as necessidades exprimidas pelo governo brasileiro para aquisição de aviões caças (Programa FX-2), vem reforçar a cooperação industrial e tecnológica já existentes entre a indústria brasileira e os parceiros do Consórcio. 

 Assim sendo, a Price Induction oferece ao Brasil a possibilidade de desenvolver turboreatores aptos a responder a necessidades fundamentais da vigilância aérea e transporte aéreo privado.

Sobre a  Price Induction S.A. : 

Empresa pioneira, a Price Induction desenvolve turboreatores destinados a motorização de PLJ (Personal Light Jet) e de VANT’s, bem como equipamentos de simulação e bancos de turboreatores para necessidades de formação e de pesquisa. A Price Induction tem hoje 40 funcionários, com mais de 30 engenheiros, principalmente estabelecidos em Anglet e Tarnos. PRICE abriu recentemente duas filiais, uma em Atlanta, Georgia, USA, e a outra em São José dos Campos, SP, Brasill.

25 dezembro 2010

A Holanda lançou mais uma corveta da Classe “Holland”: A “Zeeland”

Quintus


A Holanda lançou o terceiro navio da classe “Holland”. Este navio será seguido para o ano por mais uma corveta da mesma classe que irão assim substituir as 4 fragatas “Classe M” atualmente em serviço.

Estas corvetas foram concebidas para serem usadas em missões internacionais, a longas distâncias das suas bases, como aquelas que a Holanda cumpre atualmente nas perigosas águas da Somália. Estão equipadas com um largo espectro de sensores muito modernos, completamente integrados e automatizados permitindo que a tripulação não exceda os 50 elementos.

A corveta foi batizada como “Zeeland” e apenas não foi classificada como “fragata” porque apesar da sua panóplia de sensores sofisticados e dimensão não tem todo o armamento ao dispor de uma fragata típica. São também mais lentas (22 nós) ainda que durante algum tempo consigam manter uma “velocidade de intercepção” de 40 nós. Mas ao contrario de uma fragata o navio consegue operar em paragens remotas durante muito mais tempo devido à sua reduzida tripulação e ainda levar até 40 fuzileiros com um custo operacional relativamente baixo, duas vantagens importantes no contexto atual.

Wikileaks: Do péssimo desempenho das forças britânicas no Afeganistão

Quintus

Há uma crença generalizada de que as forças militares britânicas se contam entre as melhores do mundo. Ora essa crença recebeu um golpe violento com a divulgação pela Wikileaks da opinião de diplomatas norte-americanos segundo os quais os militares britânicos teriam tido uma “péssima prestação” no terreno de batalha, na província afegã de Helmand, entre 2007 e 2009.

Os diplomatas norte-americanos dizem que os britânicos não foram capaz de assegurar níveis mínimos na província e que “foram incapazes de se relacionarem com a população de Helmand”. A incapacidade britânica terá sido tal que o presidente Karzai “teria ficado contente ao saber que seriam substituídas pelos Marines dos EUA” e em janeiro de 2009, o governador provincial de Helmand, Gulab Mangal, declarou a Joe Biden que era urgente a chegada das forças americanas porque os britânicos “não garantiam a segurança de Sangin, nem sequer no principal bazar da cidade” acrescentando “Não tenho nada contra eles [britânicos] mas têm de sair das suas bases e contactar a população”.

Estas indicações são reflexo de uma percepção generalizada de que o Reino Unido não estava preparado para uma guerra de tão elevada intensidade, travada num cenário tão longínquo e adverso como o afegão. Depois de décadas de desinvestimento na Defesa e perante um desafio muito superior às suas capacidades o exército britânico nas soube estar à altura dos seus pergaminhos e deu esta triste figura de si.

A baixa moral das forças britânicas no Afeganistão já era comentada há muito nos meios da OTAN e o facto de as suas baixas sem mais altas, aqui, do que (proporcionalmente) as próprias baixas durante a Segunda Grande Guerra explicam as críticas afegãs quanto aos britânicos “não saírem dos quartéis”… embora o temperamento tradicional britânico – entre o reservado e o arrogante – tenha também dado a sua quota parte para esta avaliação.

Sukhoi Su-33

Canhão electromagnético testado com sucesso

Disparo atinge alvo a 200km de distância 
Área Militar

A marinha norte-americana divulgou que efectuou com sucesso um teste de um canhão electromagnético cujo projéctil atingiu um ponto a uma distância de aproximadamente 200km.

O canhão electromagnético, ou «rail gun» funciona segundo principios bastante diferentes dos convencionais e a prncipal diferença é a inexistência de uma carga explosiva que gera a energia necessária para impulsionar o projectil.


Ao contrário, o projectil é impulsionado através da manipulação de campos magnéticos, utilizando a corrente electrica disponível a partir dos próprios sistemas de produção de energia existentes a bordo de um navio.


Como é comum nestes casos, o conceito de canhão electromagnético não é novo, mas até ao momento a técnica e a ciência ainda não foram capazes de permitir a construção dos equiopamentos que permitam concretizar a ideia e faze-la passar da teoria à prática.


Qual é o objectivo?


A marinha norte-americana pretende reduzir custos até onde possível, uma tendência compreensível perante o galopante aumento dos custos de desenvolvimento e de produção de sistemas como os navios porta-avioes ou submarinos.

A capacidade de disparar projecteis a distâncias elevadas, permite reduzir de forma dramática os custos de um ataque. Os custos de um projectil disparado a partir de um destes sistemas, poderia caso se atinja o estágio de produção, custar pouco mais de 1% (um por cento) do custo de um míssil de cruzeiro de médio alcance.

O objectivo da marinha é dispor de navios equipados com canhões electromagnéticos com um alcance de mais de 200 milhas marítimas, o que permite antever canhões com capacidade para atingir alvos a 400km de distância.


Este tipo de armamento não se destina a atacar outros navios. Ao contrário, o seu objectivo principal é permitir à marinha apoiar forças em terra após um desembarque ou atacar posições costeiras a uma distância que torna impossível o contra-ataque utilizando baterias de mísseis costeiros.


A proliferação de sistemas de mísseis anti-navio com base em terra é vista como um potencial perigo para a marinha norte-americana, principalmente porque esses sistemas estão a ficar cada vez mais baratos e a sua utilização passou a ser comum.

Em 2006 até a organização extremista libanesa Hezbolla, utilizou um míssil anti-navio contra um navio de guerra da marinha de Israel.

Os Estados Unidos têm planos para construir contra-torpedeiros equipados com este tipo de sistema, mas os custos de desenvolvimento dos DDG1000 (ou projecto Zumwalt) são proibitivos. No projecto cada DDG-1000 possui um canhão convencional de calibre 155mm e um canhão electromagnético.


A possibilidade de sistemas deste tipo virem no futuro a ser incorporados nos navios da marinha norte-americana torna-se agora mais provável, embora vários analistas insistam que o sistema ainda está muito verde. Reconhecendo que o sistema passou de facto do papel para a prática demonstrada, ainda há um grande caminho a percorrer até que ele possa passar para as cobertas dos navios da US Navy.

Primeiro lançamento de uma catapulta electromagnética

Sistema começa a ser entregue em 2011 
Área Militar
 
Em Abril de 2009 vários analistas norte-americanos afirmaram que o sistema «EMALS» que permite o lançamento de aeronaves a partir de porta-aviões não estava suficientemente desenvolvido para estar pronto para instalação a bordo do primeiro porta-aviões da nova classe Gerald Ford.

No entanto, e contra as expectativas, foi anunciado nesta semana o primeiro lançamento de uma aeronave, utilizando uma catapulta electromagnética.


A aeronave lançada foi um F/A-18E «Super Hornet», que utilizou uma catapulta estacionária, instalada num centrou de testes em Lakehurst, na costa oeste dos Estados Unidos.


As aeronaves norte-americanas utilizam catapultas que são accionadas pelo vapor desde os anos 50. Este tipo de sistema de lançamento permite utilizar apenas uma pequena parcela da coberta de voo para lançar as aeronaves e dá a uma força naval uma capacidade de ataque e resposta muito maior.

Presentemente apenas a França possuiu um navio com esse tipo de sistema e o Brasil possui o outro, um ex porta-aviões francês do tipo Clemenceau.

Mas se os problemas técnicos que se colocavam inicialmente parecem ter sido resolvidos, dado o lançamento ter sido considerado um sucesso, o programa ainda não recebeu o OK definitivo por parte da marinha norte-americana.

O novo sistema é mais leve, ocupa menos espaço e é pelo menos tão potente quanto os sistemas convencionais, mas é aparentemente muito mais caro que um sistema tradicional movido a vapor.

Acredita-se que neste momento já não seria possível cancelar o desenvolvimento do sistema EMALS sem que isso provocasse demasiados prejuízos, pois o projecto do novo porta-aviões CVN-78 está já muito avançado para qualquer cancelamento, esperando-se a entrega dos primeiros componentes em 2011.

No entanto, os receios não foram completamente ultrapassados. Além dos problemas financeiros, ainda podem vir a ocorrer problemas com a integração deste sistema, que é absolutamente essencial para a operacionalidade de um porta-aviões.

Em caso de atraso, o sistema terá mesmo que ser instalado, mesmo que isso leve a um adiamento na entrega do porta-aviões. Caso o sistema não tenha sucesso, a marinha norte-americana tem planos para voltar a um sistema de propulsão convencional utilizando vapor nos navios seguintes.

Israel ataca Gaza após disparo de foguetes palestinos

AFP

JERUSALÉM, 25 dez 2010 (AFP) -A força aérea israelense bombardeou na manhã deste sábado quatro alvos na Faixa de Gaza, ferindo pelo menos duas pessoas, segundo testemunhas e autoridades palestinas. O ataque foi uma resposta ao lançamento de foguetes contra o sul de Israel na sexta-feira.

Um dos bombardeios provocou um apagão elétrico na Cidade de Gaza.

Outro atingiu um veículo perto de um campo utilizado pela ala militar do Hamas, ferindo dois militantes do grupo radical islâmico, que controla a Faixa de Gaza.

Os outros ataques, dirigidos contra túneis usados para o transporte de contrabando do Egito, não deixaram vítimas.

Na sexta-feira, morteiros e foguetes disparados por palestinos de Gaza caíram no território israelense, sem deixar vítimas, de acordo com o exército, que contabiliza o lançamento de 23 projéteis de morteiro e quatro foguetes contra Israel desde o último domingo

Um deles caiu perto do jardim de infância de um kibutz no sul de Israel, ferindo um adolescente.

24 dezembro 2010

WikiLeaks: telegrama confirma ataque de Israel a reator sírio

O Dia - EFE

Nova York (EUA) - Um telegrama que a ex-secretária de Estado americana Condoleezza Rice enviou a seus embaixadores no mundo em maio de 2008 confirma pela primeira vez, de forma oficial, que Washington estava a par do bombardeio israelense contra um suposto reator nuclear na Síria meses antes.

"Em 6 de setembro de 2007, Israel destruiu o reator nuclear que a Síria construía em Al-Kibar, aparentemente com ajuda da Coreia do Norte", diz o telegrama secreto da secretária de Estado, vazado pelo site WikiLeaks e divulgado nesta sexta-feira pelo diário israelense "Yedioth Ahronoth".

Condoleezza Rice acrescenta na nota que, até o momento do envio do telegrama, os EUA haviam preferido não compartilhar a informação com os embaixadores americanos para "tentar evitar um conflito".

É a primeira vez que um documento oficial constata que os Estados Unidos tinham conhecimento dos fatos sobre o bombardeio aéreo israelense, que destruiu "totalmente" a instalação síria, segundo o documento.

Israel nunca confirmou o ataque, mas, meses depois, o então chefe da oposição e atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, deixou claro, em declarações, o envolvimento de seu país no incidente.

No mês passado, em suas memórias, o ex-presidente americano George Bush também constatava que Israel tinha lhe pedido para atacar o reator sírio, mas que "atuou segundo achou conveniente" para os interesses dos EUA.

O vazamento WikiLeaks
 
No dia 28 de novembro, a organização WikiLeaks divulgou mais de 250 mil documentos secretos enviados de embaixadas americanas ao redor do mundo a Washington. A maior parte dos dados trata de assuntos diplomáticos - o que provocou a reação de diversos países e causou constrangimento ao governo dos Estados Unidos. Alguns documentos externam a posição dos EUA sobre líderes mundiais.

Em outros relatórios, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pede que os representantes atuem como espiões. Durante o ano, o WikiLeaks já havia divulgado outros documentos polêmicos sobre as guerras do Afeganistão e do Iraque, mas os dados sobre a diplomacia americana provocaram um escândalo maior. O fundador da organização, o australiano Julian Assange, foi preso no dia 7 de dezembro, em Londres, sob acusação emitida pela Suécia de crimes sexuais.

Uma marinha de guerra movida a energia verde

O custo de transportar petróleo através do Afeganistão já foi calculado em vidas humanas. Ao alimentar navios, aviões e bases a energia verde, a Marinha protege o planeta e evita guerras

The New York Time
Como já tenho dito, aquilo de que mais gosto na América é que há sempre alguém que não vai atrás da manada e se lembra de tomar uma atitude correcta ou de inventar qualquer coisa sem ter em conta o que está na moda política ou economicamente. Ora o que pode salvar o futuro energético da América - numa altura em que é desenvolvida uma campanha fraudulenta anticiência, em grande parte financiada pela indústria do petróleo e do carvão, que impediu que o Congresso aprovasse uma lei da energia verde - é a Marinha não ter ido com a maré.

Espicaçados por Ray Mabus, secretário para a Marinha do presidente Obama e ex-embaixador dos Estados Unidos na Arábia Saudita, a Marinha e os Marines estão a desenvolver uma estratégia para dominar a Al-Qaeda, os talibãs e os petroditadores do mundo inteiro com uma estratégia verde. Os seus esforços assentam em parte num estudo recente, de 2007, em que se concluiu que as forças armadas norte-americanas perdem um efectivo, por morte ou ferimentos, por cada 24 colunas de transporte de combustível no Afeganistão. Actualmente há centenas e centenas destas colunas a atravessar o país até aos lugares mais remotos - para fazer funcionar aparelhos de ar condicionado ou geradores a diesel.

O argumento de Mabus é que, se a Marinha conseguisse substituir esses geradores por fontes de energia renováveis e tornasse os edifícios mais eficientes do ponto de vista energético, mover os seus navios a energia nuclear ou biocombustíveis com motores híbridos, poderia contribuir para vencer os talibãs pelo poder da energia verde - a melhor maneira de evitar uma bomba improvisada à beira de uma estrada é não passar por essa estrada, aproveitando com isso para impedir os petroditadores de continuarem a dar ordens ao mundo inteiro.

Ao contrário do Congresso, que pode ser comprado pelo Grande Petróleo e pelo Grande Carvão, não é assim tão fácil dizer aos Marines que não podem usar energia solar para salvar as próprias vidas. Não faço ideia no que vai dar tudo isto no Iraque e no Afeganistão, mas se sairmos destas duas guerras com uma revolução verde dirigida pelo Pentágono nem tudo terá sido perdido. E se estas guerras iniciadas por força da nossa dependência do petróleo acabassem por pôr fim a essa dependência? Não seria interessante?

Jackalyne Pfannenstiel, secretária assistente da Marinha para a Energia, já dirigiu a Comissão para a Energia da Califórnia. Foi ela que me apresentou os seguintes desenvolvimentos recentes: a 22 de Abril, Dia da Terra, um caça a jacto F/A-18 Super Hornet da Marinha, com um motor alimentado por uma mistura em iguais proporções de combustível convencional para jactos e biocombustível produzido a partir de sementes de mostarda, começou por ser testado a Mach 1,2, mas actualmente os testes já vão em Mach 1,7 - sem um único sobressalto. Adorei uma afirmação de Scott Johnson, director da Sustainable Oils, que produzia a mistura feita de mostarda: "Foi fabuloso ver este combustível ultrapassar a barreira do som."

A Marinha vai usar apenas biocombustíveis de terceira geração. Isto deixa de lado o etanol feito de milho, por não ter a indispensável densidade energética. Apenas estão a ser testados combustíveis que não competem com alimentos, que têm ao longo de todo o processo de produção uma pegada ecológica menor que os combustíveis fósseis e são mais económicos. Em Outubro, a Marinha lançou o USS Makin Island, um navio de assalto anfíbio com um motor híbrido eléctrico e a gasolina. Na viagem inaugural, entre o Mississippi e San Diego, diz Mabus, foram poupados 1,5 milhões de dólares em combustível.

Além disso, a Marinha testou o navio de combate RCB-X e o helicóptero SH-60 com um combustível feito de uma mistura de algas e diesel. Entretanto, os Marines têm uma base operacional verde na província de Helmand, no Afeganistão, onde estão a ser testadas todo o tipo de engenhocas, de iluminação a LED para tendas a toldos solares e frigoríficos economizadores de energia, com a finalidade de de-senvolver a eficiência energética de edifícios em locais isolados sem recurso a combustíveis fósseis. Quando calculamos de forma realista os custos de transportar combustível em camiões para bases isoladas no Afeganistão - o que implica armazená- -lo e levá-lo a lugares remotos nas montanhas -, vemos que o preço de um galão (cerca de 3,5 litros) de gasolina pode chegar aos 400 dólares (cerca de 300 euros), diz Mabus.

Para 2012, a Marinha planeia lançar a "Grande Frota Verde", de 13 navios movidos ou com energia nuclear ou com misturas de combustível em que o biodiesel alcance pelo menos os 50% e aviões movidos com misturas do mesmo tipo.

Mabus estabeleceu ainda o objectivo de substituir 50% das fontes de energia de todos os navios e outros veículos, além do consumo energético de todas as suas bases costeiras, até 2020. Se a Marinha de facto fizer uso do seu poder de compra ao comprar energia, e se estabelecer novos padrões de eficiência energética para os seus edifícios, conseguirá por si só expandir o mercado da energia verde de maneira determinante.

Se, além disso, o Congresso simplesmente se limitar a não forçar a Marinha a usar etanol ou carvão - nenhum destes combustíveis é limpo nem eficiente do ponto de vista energético -, é possível que acabemos por assistir a uma revolução militar verde, algo que poderia poupar dinheiro, salvar o planeta e, com sorte, evitar a próxima guerra. Siga a Marinha!

Liberdade sob a farda

Barack Obama assina a lei que permite aos militares homossexuais falarem abertamente de sua opção sexual. Gays excluídos do serviço reivindicam a reintegração

Tatiana Sabadini - Correio Braziliense

Com a assinatura de Barack Obama, os anos de silêncio sobre homossexualidade dentro das Forças Armadas dos Estados Unidos terminaram. O presidente norte-americano fez valer a lei que permite os militares assumirem sua orientação sexual e acabou com a política batizada como Don’t ask, don’t tell (“não pergunte, não conte”). Durante uma cerimônia emocionante, o chefe de Estado foi ovacionado por ativistas gays e militares que gritavam agradecimentos e comemoraram a revogação da medida. 

“Dezenas de milhares de americanos fardados não serão mais obrigados a viver uma mentira, ou com medo de serem descobertos, para servirem ao país que amam”, discursou o governante. A mudança deve entrar em vigor dentro de 60 dias, mas acabar com o tabu e o preconceito deve ser um longo processo, na prática.

O oficial de infantaria do Exército Dan Choi, veterano da guerra do Iraque, foi dispensado no ano passado, depois de ter assumido sua homossexualidade em um programa de TV. A lei vigente não permitia que militares gays e lésbicas falassem abertamente sobre sua orientação sexual. Choi chegou a ser preso, em abril deste ano, e começou a lutar no Congresso para que a “lei do silêncio” fosse banida. Pelo menos 13 mil militares já foram excluídos com base no Don’t ask, don’t tell, em vigor desde 1993.

Durante a cerimônia de ontem, Choi estava na plateia e se emocionou com o discurso de Barack Obama. “É um momento histórico. Mas é necessariamente uma forma de integração, porque os soldados gays já estão presentes nas Forças Armadas e servindo com sucesso. Nós simplesmente queremos dizer a verdade sobre nossa identidade e nossos relacionamentos amorosos, ter nossa família reconhecida e apoiada, tudo isso com base na igualdade e na integridade”, disse ao Correio, por e-mail. Com a mudança, o oficial já entrou com um processo para ser reintegrado no Exército.

Batalha judicial

Políticos conservadores tentaram barrar a queda da “lei do silêncio” no Senado, que acabou por revogá-la no último fim de semana. A justificativa era de que a liberdade de expressão poderia afetar negativamente a unidade das tropas e a segurança do país em momento crucial, como a guerra do Afeganistão. A despeito das críticas, Obama classificou o momento como único, além de uma forma de fortalecer a segurança nacional e sustentar o moral das forças militares. “Não somos um país que diz ‘não pergunte, não conte’. Somos uma nação que diz: entre tantos, somos um”, declarou. “Como o almirante Mike Mullen (chefe do Estado-Maior Conjunto) disse uma vez: nosso povo sacrifica muito por seu país, incluindo a vida. Nenhum deles deveria ter de sacrificar sua integridade também”, reforçou.

O secretário de Defesa, Robert Gates, disse que o governo deve atuar com “precaução e método” para que a nova política seja aplicada com eficiência. A fim de preparar o contigente para a integração, o Pentágono anunciou em novembro passado uma revisão do código militar. Segundo uma pesquisa feita pelo governo, 70% dos soldados se disseram preparados para receber militares que se declarem abertamente homossexuais. Em algumas unidades, como a dos fuzileiros navais, o fim da política foi considerado negativo por 60% dos entrevistados.

De acordo com Steven Schlossman, professor da Universidade de Carnegie Mellon e pesquisador de políticas militares, a atuação de Obama, do secretário de Defesa e do chefe do Estado-Maior será essencial. “Se eles se certificarem de que a política será mesmo implementada, e com todos os lados caminhando na mesma direção, estou otimista de que a forte tradição dos militares de conseguirem ‘fazer tudo’ pode impulsionar o movimento e levar a um processo relativamente rápido”, sugere Schlossman.

Para Diane Mazur, professora de Direito da Universidade da Flórida, o fim da política do silêncio pode indicar um caminho para o reconhecimento dos direitos familiares dos homossexuais, não apenas no meio militar mas em toda a sociedade. “As Forças Armadas precisam seguir as leis do Estado, que não reconhecem o casamento gay. Até que essa lei mude, os militares não vão poder ter seus parceiros reconhecidos pela legilação. Mas esse já é um grande avanço para a igualdade de direitos. Com certeza, um momento histórico”, afirma a especialista.

Senado ratifica acordo

Em outra vitória política para o presidente Barack Obama, nos últimos dias de um ano marcado pela derrota sofrida por seu partido nas eleições para a renovação do Congresso, o Senado ratificou ontem um acordo firmado com a Rússia para a redução dos arsenais nucleares de ambas as potências. O Tratado sobre Redução de Armas Estratégicas (Start 2) representa um passo concreto para a erradicação progressiva dos artefatos atômicos, objetivo que o próprio Obama encampou durante conferência internacional realizada no primeiro semestre em Praga, na República Tcheca.

A ratificação, aprovada por 71 votos contra 26, salvou Obama de um embaraço diplomático e de uma negociação que se anunciava ainda mais difícil no próximo ano: a partir de janeiro, a bancada governista, embora ainda com estreita maioria, estará distante de contar com os 67 votos (dois terços do total de 100 senadores) exigidos para esse tipo de decisão. O resultado favorável se desenhava desde a noite de terça-feira, quando foi anunciado um acordo entre o democrata John Kerry e o republicano Richard Lugar, que lideram as respectivas bancadas nos temas de defesa e segurança.

O Start 2 tem como principal item a definição de um teto de 1.550 ogivas nucleares para cada um dos dois países, o que significa uma redução de 74% em relação aos totais previstos no acordo Start 1, negociado entre os EUA e a hoje extinta União Soviética no fim da década de 1980 e firmado em 1993 pelos presidentes Bill Clinton e Boris Yeltsin — este já em nome da Rússia, sucedânea da URSS. O texto limita em 800 o total de vetores (mísseis baseados em terra ou a bordo de submarinos e aviões) que as potências poderão ter em seus arsenais, e a 700 o total de vetores posicionados — com um alvo programado, portanto em condição de serem disparados.

Reaproximação

Produto de negociações iniciadas ainda com Vladimir Putin na Presidência da Rússia, o Start 2 foi concluído como parte de um esforço de Obama para promover reaproximação com o sucessor de Putin, Dmitri Medvedev. As relações entre EUA e Rússia foram abaladas pela decisão do antecessor imediato de Obama, o republicano George W. Bush, de instalar um escudo antimísseis na Europa Oriental, não muito distante da fronteira russa. Na interpretação norte-americana, o novo tratado não impede o desenvolvimento do escudo, embora o governo Obama tenha indicado que não pretende levar adiante o projeto, por ora.

A ratificação do Start 2 pelo Senado americano foi saudada pelo chanceler russo, Sergei Lavrov, como um passo positivo para a distensão nuclear. Lavrov observou, porém, que Moscou precisará de “mais algum tempo para examinar” o conteúdo dos documentos americanos antes de tomar decisão semelhante. O tratado entrará em vigor a partir da ratificação por ambas as partes.

Esquadrão HU-1 parte para a OPERANTAR

Poder Naval


No dia 24 de novembro, duas aeronaves UH-13 Esquilo decolaram do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-1) para compor o Destacamento Aéreo Embarcado (DAE) da XIX Operação Antártica.


Os Águias 62 e 68 operarão a partir do Navio Polar Almirante Maximiano (H-41) e do Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel (H-44), em proveito do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR).


Mais uma vez o TUDÃO se faz presente na Antártica, fazendo jus ao seu lema: “IN OMNIA PARATUS – PREPARADOS PARA TUDO”.

Combates no noroeste do Paquistão deixam 11 soldados e 24 rebeldes mortos

ISLAMABAD, 24 dez 2010 (AFP) -Pelo menos 11 soldados e 24 rebeldes morreram nesta sexta-feira em combates em uma zona tribal ao noroeste do Paquistão, depois do ataque de 150 insurgentes contra cinco postos de controle.

O balanço foi anunciado pelo chefe da administração de Mohmand, Amjad Ali Khan, durante uma entrevista coletiva em Ghalani, principal cidade do distrito semiautônomo na fronteira com o Afeganistão.


As zonas tribais do noroeste do Paquistão são o reduto dos rebeldes talibãs paquistaneses e um dos principais santuários de seus aliados da Al-Qaeda, assim como uma base de retaguarda dos talibãs afegãos na guerra contra as forças afegãs e da Otan do outro lado da fronteira.


A região abriga as bases sobretudo dos combatentes do Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP), que em meados de 2007 decretou a "guerra santa" (jihad) contra Islamabad por apoio à "guerra contra o terrorismo" de Washington.


O TTP e seus aliados são os principais responsáveis pela onde de mais de 420 atentados - a maioria suicidas - que provocaram 4.000 mortos em todo Paquistão nos últimos três anos.

23 dezembro 2010

Após Coreia do Sul realizar o maior exercício militar de sua história, Norte ameaça lançar "guerra santa"

Globo.com

POCHEON, Coreia do Sul - Horas após a Coreia do Sul realizar seu maior exercício militar com munição real, o ministro das Forças Armadas da Coreia do Norte, Kim Yong-chun, disse nesta quinta-feira que seu país está preparado para lançar uma "guerra santa" contra o vizinho usando seu poderio nuclear.

Kim classificou as manobras sul-coreanas como uma tentativa de iniciar o conflito. O governo do Sul diz que a ação é uma resposta ao ataque norte-coreano que, há um mês, matou quatro pessoas na ilha de Yeonpyeong - dois soldados e dois civis. 

Em uma demonstração de força, tanques da Coreia do Sul fizeram disparos de artilharia e jatos de combate lançaram bombas. Durante as manobras, realizadas em uma área de treinamento na região montanhosa de Pocheon, a 30 quilômetros da fronteira fortemente armada com o Norte, o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, visitou uma base militar. 

Criticado pela resposta aos disparos contra Yeonpyeong, ele defendeu uma reação forte a qualquer novo ataque. 

- Eu pensei que pudéssemos garantir a paz se tivéssemos paciência, mas não foi o caso - disse Lee para as tropas, de acordo com seu gabinete, acrescentando que reagirá se o país voltar a ser atacado. - Atacaremos sem piedade. 

Além de jatos F-15, helicópteros também foram usados nos exercícios aéreos. 

As manobras duraram cerca de 45 minutos e envolveram o maior número de armas mobilizadas na história do país. Outros 47 exercícios do tipo foram realizados esse ano, mas as manobras desta quinta foram realizadas em resposta ao ataque da Coreia do Norte, segundo oficiais.

China acelera projeto para ter porta-aviões em 2011

BENJAMIN KANG LIM
DA REUTERS, EM PEQUIM 

A China pretende lançar ao mar seu primeiro porta-aviões em 2011, antecipando-se em um ano às previsões de analistas militares dos Estados Unidos, disseram fontes militares e políticas de Pequim na quinta-feira. 
 
Analistas dizem que a China deverá usar o equipamento para dar segurança ao transporte de petróleo no oceano Índico e nos arredores das disputadas ilhas Spratly. Mas a operação com capacidade total ainda deve demorar alguns anos.


"O período em torno de 1º de julho do ano que vem, na celebração do aniversário do Partido [Comunista] é uma possibilidade [do lançamento]", disse à Reuters uma fonte próxima à liderança do país. O Ministério da Defesa não quis se pronunciar. 

 
O porta-aviões Varyag, que já pertenceu à União Soviética, deve ser usado inicialmente para treinamento e para testes tecnológicos, antecedendo à construção de um grupo de porta-aviões com capacidade operacional. 

 
O Departamento de Inteligência Naval dos EUA estimava que o Varyag só seria lançado como plataforma de treinamento em 2012, e que a China terá um porta-aviões operacional, de construção própria, após 2015. 

 
A China será o terceiro país asiático a ter um porta-aviões, depois da Índia e da Tailândia (sem contar a Rússia, que tem parte do território na Ásia). Pequim precisará adquirir equipamentos, softwares e treinamento para seus pilotos. 

 
"A aquisição de um porta-aviões não equivale à aquisição de uma capacidade, a capacidade de usá-lo efetivamente, o que (...) pode levar décadas", disse Robert Karniol, veterano analista de defesa radicado no Canadá. 

 
O Varyag, uma embarcação de mil pés (300 metros), está sendo reformado num estaleiro estatal em Dalian (nordeste da China), segundo fontes ouvidas pela Reuters. 

 
Os pilotos chineses ainda precisam dominar o processo de pouso e decolagem nos porta-aviões. Vários deles estão sendo treinados, mas ainda contam com menos horas de voo do que seus pares norte-americanos.

Jobim e Cabral assinam acordo para início da Força de Paz no Alemão

Comunidade terá delegacia instalada em base do Exército.
Tropas começaram a atuar no Alemão e na Penha na quarta-feira. 

Liana Leite - G1

O acordo para o início da atuação da Força de Pacificação, trabalho conjunto do Exército e polícias, nos conjunto de favelas do Alemão e da Penha foi assinado nesta quinta-feira (23) pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelo governador do Rio Sérgio Cabral. Apesar da solenidade ter acontecido no início da tarde, a tropa começou a atuar no dia anterior, segundo o Exército.

De acordo com o ministro, a ocupação se dará de forma diferente da ocorrida em 1994, quando militares foram processados por exercer função de polícia. “Esta ação que começamos a desenvolver quebra um discurso que dominou, por muito tempo, ações governamentais. Direitos humanos e ações de segurança podem e vão caminhar juntas “, afirmou o ministro.

A função legal durante a ocupação será exercida pelas polícias, que estarão junto com o exército, mas a solicitação será sempre dos militares, que estão a frente da operação. “Agora, aquele soldado que vai ser operacional sabe que tem o compromisso do governo estadual com o ministro da defesa para atuar. Se alguém errar, seremos nós que estamos dizendo a ele o que fazer”, explicou Jobim.

Alemão terá delegacia
 
Ainda de acordo com o ministro, as ações não tem tempo determinado para acabar. “Vou receber um relatório a cada 30 dias e avaliar novas estratégias”, disse. O Tribunal de Justiça do Rio e o Ministério Público vão dar o respaldo jurídico às ações de segurança no local.

 
O governador Sérgio Cabral afirmou que será uma ocupação de mais de seis meses e que a Unidade de Polícia Pacificadora virá a seu tempo. “Durante a ocupação do Exército uma delegacia, instalada na base militar no Alemão, vai legitimar o trabalho. Após a transição teremos a UPP”, garantiu Cabral, sem revelar a data da instalação.

 
Cabral lembrou ainda que no Alemão vivem cerca de 400 mil pessoas e se emocionou ao contar que uma diretora de escola o agradeceu por poder entrar na comunidade, pela primeira vez, sem medo.

FAB completa com sucesso voo inaugural de Bandeirante C-95 Modernizado

Poder Aéreo


Rio de Janeiro, 14/12/2010 – A Força Aérea Brasileira completou com sucesso, hoje pela manhã, terça-feira, o vôo inaugural de sua aeronave de Transporte de Pessoal e de Carga C-95 Bandeirante Modernizada no Parque de Material Aeronáutico dos Afonsos. A aeronave foi modernizada pela Aeroeletrônica Ltda – AEL e será certificada pelo DCTA, Departamentp de Ciência Aeroespacial.

O Programa, que irá modernizar tanto as aeronaves C-95 como P-95, inclui a integração de aviônicos de última geração, como Mapa Digital, “Displays” Digitais, Sistemas avançados de Navegação e Comunicação e Sistemas Adicionais que visam melhorar a performance da aeronave e o aumento da probabilidade de sobrevivência dos pilotos.

Esses novos Sistemas Aviônicos com tecnologia de ponta foram desenvolvidos atendendo aos mais altos padrões de aeronaves novas, com ênfase na Segurança de Vôo e no Cumprimento da Missão, mesmo nas mais adversas condições meteorológicas.

Nesse programa, como em outros já executados pela AEL, a empresa adquiriu “know-how” adicional e capacidades avançadas de fabricação graças ao suporte e a vasta experiência da Elbit Systems, que lhe permite participar também do desenvolvimento e fabricação de futuros programas de modernização.

Segundo Vítor Jaime Púglia Neves, Vice-Presidente de Operações da AEL, este vôo inaugural reforça a posição da empresa com clientes e com o mercado brasileiro. “Estamos orgulhosos desse programa desenvolvido com base na vasta experiência da Elbit Systems em modernizações de várias outras plataformas aeronáuticas” disse ele. “Acreditamos que outros clientes internacionais que planejam modernizações similares, se seguirão à Força Aérea Brasileira e irão escolher nossos sistemas para modernizar suas frotas”.

Israelenses vendem VANT para FAB

Poder Aéreo

A AEL-Aeroeletrônica, de Porto Alegre, venceu o processo de seleção da Força Aérea Brasileira (FAB), para a aquisição de dois veículos aéreos não tripulados, também conhecidos pela sigla VANT. A Aeroeletrônica é controlada pelo grupo israelense Elbit. O valor do contrato, segundo o diretor do Subdepartamento de Desenvolvimento e Programas da Aeronáutica, brigadeiro Carlos Augusto Amaral Oliveira, ainda não foi definido, pois a FAB está finalizando a negociação.

Além da Aeroeletrônica, também participaram do processo a BAE Systems, da Inglaterra; Sagem, do grupo francês Safran; e a IAI, de Israel, que entrou no processo junto com a brasileira Flight Solutions. Segundo a FAB, a IAI ficou em segundo lugar.

A Flight Solutions desenvolveu uma família de VANTs para o Exército brasileiro denominada VT-15. O mercado no Brasil, segundo o diretor da Flight, Nei Salis Brasil Neto, ainda está nascendo, mas o setor no mundo deve movimentar negócios da ordem de US$ 8 bilhões até 2016. A América do Sul responde por apenas 2% desse montante, mas Neto acredita que essa realidade tende a mudar com o fortalecimento da indústria de defesa local.

A aquisição dos novos veículos, de acordo com o brigadeiro Amaral, tem como objetivo a consolidação de uma doutrina de utilização de VANTs na FAB, mais adequada às necessidades do sistema de defesa nacional e que também sirva de base para a compra futura de nvos veículos.

O Brasil ainda não possui um produto desenvolvido e fabricado no país. O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, desenvolveu a parte eletrônica de um VANT nacional, envolvendo o seu sistema de navegação e controle. O projeto, que também envolve o Centro Tecnológico do Exército (CTEX), o Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM) e a Avibrás, entrou agora numa segunda fase, relacionada ao desenvolvimento do sistema de decolagem e pouso automático.

Para a primeira fase do projeto nacional, a Finep destinou R$ 9 milhões. “Estamos agora aguardando a liberação de uma verba de R$ 4,5 milhões para dar continuidade ao desenvolvimento”, disse o coordenador do projeto no DCTA, Flávio Araripe.

A Avibrás também partiu para o desenvolvimento de um VANT próprio, batizado de Falcão. O veículo foi financiado com recursos da Finep, que destinou R$ 19 milhões para o projeto. O primeiro protótipo, segundo o gerente do projeto na Avibrás, Renato Bastos Tovar, ficará pronto em abril e o primeiro voo está previsto para junho. “A fase de certificação e industrialização exigirá mais R$ 30 milhões em investimentos e temos a expectativa de que a FAB nos considere em um próximo processo de aquisição”, disse.

O modelo escolhido pela FAB, um Hermes 450, é fabricado pela Elbit. Duas unidades do Hermes 450 já estão sendo testadas, há um ano, pelas Forças Armadas brasileiras na Base Aérea de Santa Maria (RS), onde fica sediado o Esquadrão de VANT da Aeronáutica. Os VANTs foram cedidos pela Elbit sem custo e estão sendo avaliados em missões de reconhecimento tático e vigilância de fronteira.

Segundo o diretor-executivo da Aeroeletrônica, Vitor Jaime Neves, a empresa está criando um centro de excelência no Brasil e enviou técnicos brasileiros para participar de um programa de desenvolvimento de tecnologias associadas a VANTs nas instalações em Israel.

No contrato que negocia com a FAB, a Aeroeletrônica também terá de cumprir obrigações de offset (compensação) relacionadas à transferência de tecnologia. “Está prevista a transferência de tecnologias de partes das aeronaves para a indústria nacional, além de suporte e apoio técnico por parte da Aeroeletrônica/Elbit”, explica o diretor de programas e desenvolvimento da Aeronáutica.

A brasileira Inbra Aerospace, de acordo com Vitor Neves, já pode ser citada como um exemplo concreto de offset relacionado ao Hermes 450. A empresa, segundo ele, já está fabricando partes da asa do veículo em material composto.

O executivo da Aeroeletrônica também não descarta a possibilidade de futuras parcerias com a Embraer na área de VANTs. As duas empresas já trabalham juntas nos programas de modernização dos caças AMX e F-5 da FAB.

“A área de VANTs é um dos focos que estamos olhando dentro da nova estrutura de segurança e defesa criada pela Embraer, mas ainda não sabemos se faremos um produto em parceria com outra empresa ou se partiremos para um desenvolvimento próprio”, comenta o diretor-presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado.

Segundo Curado, a Embraer vem fazendo prospecções nessa área há algum tempo, mas qualquer decisão de parceria estratégica para atendimento das necessidades nacionais será feita em conjunto com o governo brasileiro.

FONTE: Exército Brasileiro / Valor Online

Esquadrão Orungan realiza primeiros voos no P-3AM

Poder Aéreo

Pela primeira vez, militares do Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1º/7º GAV- Esquadrão Orungan) da Força Aérea Brasileira puderam guarnecer e decolar na aeronave P-3 AM FAB 7201 – aeronave modernizada, destinada ao treinamento – dando início às atividades práticas de voo, nas instalações da empresa Airbus Military, em Getafe, na Espanha. Esta fase da instrução sucede as práticas de solo, que ocorreram entre os dia 15 e 19 de novembro, as quais visaram à adaptação aos novos sistemas que integram a nova aviônica de cabine. As aeronaves serão utilizadas para patrulhar a área do pré-sal.

O treinamento em execução, que se estenderá até 22 de dezembro, contempla manobras na área de instrução e no circuito de tráfego, de forma a permitir total adaptação dos militares do Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1º/7º GAV- Esquadrão Orungan) à nova plataforma, que se incorporará ao acervo da Força Aérea Brasileira num futuro bem próximo.

No início de 2011, a primeira aeronave operacional – FAB 7203 e a aeronave de treinamento serão trasladadas para o Brasil, permitindo ao Esquadrão Orungan e à Aviação de Patrulha operarem com sensores de grande tecnologia aeroembarcada.

FONTE: ESQUADRÃO ORUNGAN

WikiLeaks: Brasil aceitou inspeções para ter aval dos EUA à Lei do Abate

Em acerto secreto, Brasil se submeteu a inspeções de segurança aérea para receber aval dos EUA à Lei do Abate. 
Poder Aéreo
Rio – O Brasil se submete a inspeções de segurança aérea para receber certificação e uma assinatura presidencial dos Estados Unidos (chamada de PD) aprovando sua chamada Lei do Abate, a política de derrubada de aviões suspeitos de narcotráfico no espaço aéreo brasileiro. As negociações entre o Brasil e os Estados Unidos correram à margem do Congresso Nacional e consistem numa ampla gama de informações prestadas pelo Brasil às autoridades americanas, conforme sugere uma série de telegramas enviados pela Embaixada dos Estados Unidos ao Departamento de Estado americano, entre 2004, ano da aprovação da lei, e o ano passado. Os telegramas foram entregues ao GLOBO pelo WikiLeaks e estarão disponíveis, na íntegra, no site do grupo.

Em discussão desde o governo Fernando Henrique Cardoso, a Lei do Abate criou polêmica no Brasil, por ser vista como uma espécie de pena de morte para um país onde essa punição inexiste. Mas também criou mal-estar entre Brasília e Washington, que disse estar preocupada com sua aplicação indistinta, colocando em risco a vida de inocentes. A polêmica foi tornada pública, com declarações da embaixadora dos EUA na época, Donna Hrinak, mostrando preocupação com a aprovação da lei, em junho de 2004.

Meses antes, em março, ela já havia se encontrado com o general Jorge Félix, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, para apresentar o então chefe do Estado-Maior dos EUA, general Richard Myers. Myers chegara ao Brasil para conversar com as autoridades brasileiras sobre a lei em aprovação. Os EUA pressionavam economicamente os países que não se submetessem aos critérios de seu programa de controle aéreo para combate ao narcotráfico (ABD, Air Bridge Denial Program).

A Lei do Abate, ou Lei do Tiro de Destruição, existe desde 1986, mas foi reeditada num decreto presidencial de julho de 2004. Seu foco não é o terrorismo, mas o combate ao narcotráfico. Há uma série de etapas a serem seguidas até que a Força Aérea receba autorização para destruir uma aeronave hostil, o que nunca deve ocorrer em espaço urbano. O tiro de destruição só pode ser autorizado pelo presidente ou pela pessoa a quem ele outorgar tal responsabilidade. Antes, deve ser dado um tiro de advertência. O Brasil nunca derrubou um avião.

A legislação dos EUA, por sua vez, proíbe que americanos contribuam para a derrubada de aviões em outros países. Se o presidente dos EUA não aprovasse a Lei do Abate, as empresas americanas que fornecem equipamentos para a Força Aérea Brasileira (FAB) responderiam a um processo criminal. O Departamento de Estado chegou ainda a anunciar que suspenderiam a cooperação com o Brasil contra o tráfico de drogas se a lei não satisfizesse os requisitos legais do país.

Dúvidas sobre a defesa de Brasília

Foi nesse cenário que, no final de setembro de 2004, uma delegação do Departamento de Estado se reuniu com integrantes do Ministério da Defesa para discutir os mecanismos pelos quais os EUA teriam acesso às informações do programa. Segundo o telegrama de 2 de agosto de 2004, o então chefe de gabinete do Ministério da Defesa, Fernando Abreu, que liderava o grupo brasileiro, destacou a disposição de o Brasil “passar ampla informação em bases informais (ao governo americano)”, mas ressaltou que qualquer acordo que sugerisse a intrusão do governo americano na soberania brasileira seria um empecilho, “dada a potencial reação negativa do Congresso e da população”.

Pelo que ficou acertado na reunião, o documento seria um compromisso político do governo brasileiro, e não um “acordo vinculante internacional”, de forma a não passar pelo Congresso. “Para Abreu, o limite era qualquer linguagem que indicasse que a troca de notas diplomáticas seria um acordo internamente vinculante, o que necessitaria a aprovação do texto pelo Congresso brasileiro”, escreveu o embaixador John Danilovich.

Em telegrama de junho de 2008, o embaixador Clifford Sobel, que sucedeu Danilovich, afirma que a embaixada está envolvida “com o governo brasileiro para avaliar os procedimentos de segurança concernentes ao seu Air Bridge Denial (ABD) a fim de fazer a Determinação Presidencial (PD)”. O embaixador afirma que terá uma “base tão boa para a certificação” quanto em anos anteriores, mas lembra que não se pode subir a pressão sobre os brasileiros, para quem qualquer tentativa externa de “vigilância seria uma violação da soberania nacional”.

Segundo Sobel, existe uma “troca de notas” entre os dois países desde 2004 e o aumento dos critérios para a certificação seria uma punição que respingaria no ministro da Defesa, Nelson Jobim, “um dos maiores defensores de um melhor relacionamento com os EUA”, além de pôr em risco a cooperação com o Brasil no combate ao narcotráfico. Ao final do telegrama, o telegrama sugere o financiamento de viagens de intercâmbio aos controladores de voo brasileiros aos EUA como forma de argumentar ao Brasil para que abrisse mais suas instalações e para que os controladores, longe de casa, fossem questionados sobre os procedimentos de segurança aérea.

O avião monomotor roubado por Kleber Barbosa da Silva, em março do ano passado, em Luiziânia (GO), chamou a atenção de Sobel. Para o embaixador, o incidente mostra que um terrorista poderia atacar Brasília antes de ser detido. Silva roubou o monomotor, onde colocou a filha de 5 anos. Poucas horas depois, caiu com o avião no estacionamento de um shopping, em Goiânia, a 90 quilômetros de Brasília. A Força Aérea chegou a ativar os processos de abate, mas o avião caiu antes que fosse tomada a providência final, relata Sobel, com detalhes, mencionando os nomes das autoridades brasileiras, como o ministro Nelson Jobim, da Defesa, e o comandante da FAB, Juniti Saito, e afirmando que seguiram os procedimentos “previstos pela embaixada”.

Para Sobel, a escala de decisões ressalta “a vulnerabilidade diante de possíveis ações terroristas, dado que a decisão não teria sido tomada a tempo de deter o piloto caso ele tivesse como alvo outro prédio, incluindo Brasília.”

Diplomatas visitaram centros

Em setembro do ano passado, a ministra conselheira da embaixada Lisa Kubiske relatou que os diplomatas visitaram diversos centros de tráfego aéreo (Cindactas de Brasília, Recife e Manaus) e entrevistaram técnicos para prosseguir na certificação anual que ocorre desde 2004. Ela pede a renovação da PD, defendendo a segurança aérea brasileira. “A Missão está confiante que não houve deterioração nos padrões de segurança brasileiros e recomenda a renovação da PD”, escreve a diplomata. A FAB afirma que a Lei do Abate não necessita de aprovação americana. Mas há os acordos de cooperação entre os dois países.

FONTE: O Globo

Com Dilma, Airbus terá apenas mulheres

Poder Aéreo

A partir desta segunda-feira, a equipe de bordo do avião presidencial mudará de perfil: ficará um pouco mais feminina. Mesmo faltando três semanas para o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as comissárias de Dilma Rousseff já iniciarão o treinamento no Airbus A-319 – o Aerolula – que ficará à disposição da presidente eleita até a compra de uma nova aeronave.

Por exigência da presidente eleita, a tripulação do avião que a servirá será composta somente por mulheres. A sugestão de contratar comissárias  partiu do presidente Lula, a fim de atender a primeira dama Marisa Letícia nas viagens em que ela estava sem a companhia do marido. A eleição de Dilma foi oportuna para que a Força Aérea Brasileira (FAB) viabilizasse o pedido, reiterado pela presidente eleita.

Pilotos e comissários que atenderão os demais passageiros, no entanto, serão os mesmos do quadro atual. O grupo de transporte especial da Aeronáutica escolheu nove sargentos do sexo do feminino de todas as regiões do país – e elas servirão de forma exclusiva a presidente, em escala de revezamento. Conforme garantem os responsáveis pela escolha, são mulheres que atendem com rigor aos padrões militares, possuem qualidade profissional, são gentis e educadas.

E ainda preenchem os requisitos técnicos operacionais: dominam o inglês e têm boas condições de saúde. “A Força Aérea Brasileira selecionou e preparou esse grupo de militares para proporcionar o melhor atendimento possível para a primeira presidenta da República”, afirma Henry Munhoz, coronel da FAB.

No curso preparatório dentro da aeronave presidencial, as militares terão conhecimento de todos os detalhes do Airbus: da localização dos sistemas de segurança ao funcionamento do chuveiro da presidente. Antes desse treinamento, as militares tiveram aulas na Escola de Aviação Pro Flight, em Campinas. O curso de três semanas terminou na última quinta-feira e foi criado especialmente para atender à primeira mulher na Presidência.

Além das disciplinas de sobrevivência e primeiros socorros – igualmente estudadas por aeromoças de companhias civis -, o treinamento incluiu lições de atendimento de primeira classe. “É um enriquecimento curricular em cima do que já existe”, afirma o comandante Marcelo Penteado, diretor-geral da Pro Flight.

Além do conhecimento teórico, as comissárias vão dar um toque de beleza e elegância durante os voos da presidente. Estarão devidamente maquiadas, penteadas e bem vestidas. Para completar a aparência impecável típica de aeromoças, ganharão novo uniforme – confeccionado especialmente para o trabalho no futuro governo. Será preto e com o símbolo da Presidência.

Em contraste com o estilo de Dilma Rousseff, que prefere usar calças longas, as atendentes também vestirão saias. Pela primeira vez na história, a tripulação do avião presidencial usará esse tipo de traje a bordo. A seguir, os nomes das comissárias de Dilma: Adriana Barbosa Gonçalves, Angélica Correa Patriarca, Elisangela Telli dos Santos, Izabelle Rodrigues da Costa Haag, Jamille Paula dos Reis Leal, Jaqueline Alves Marques Gonçalves, Maria José de Sousa Medeiro, Tânia Gabriela da Borba Carvalho e Tatiane de Oliveira Machado.

FONTE: Veja

Brasil deve mandar fragata para o Líbano

Poder Naval

O Brasil planeja enviar no ano que vem navios militares para o Oriente Médio, uma das regiões mais tensas do planeta. Junto, embarcariam ao menos 200 militares.
 
Este é o plano da Marinha, segundo revelou à Folha o contra-almirante Luiz Henrique Caroli, 52, indicado pelo Brasil para chefiar a força naval da Unifil, missão de paz da ONU no sul do Líbano cujo objetivo é evitar conflitos entre Israel e a milícia xiita do Hizbollah.

A incursão será a mais importante missão militar do país no exterior depois do Haiti, onde o Brasil comanda a força de paz da ONU (Organização das Nações Unidas). É parte da estratégia do governo Lula de aumentar a projeção global do Brasil.

O plano deve continuar no governo Dilma Rousseff. Para o envio da tropa e dos navios, é preciso aprovação do Congresso. A Marinha está confiante de que não haverá problemas, dada a maioria folgada que a presidente terá no Legislativo.

Veja os principais trechos de sua entrevista.

Folha – Quando o sr. assumirá o comando da força?

Luiz Henrique Caroli – Faltam um decreto presidencial e uma portaria do Ministério da Defesa. Eu imagino que isso vá acontecer em janeiro do ano que vem.

O que essa força faz?

Cada navio vai para uma área de patrulha e, quando vê uma embarcação, se identifica como navio da ONU, pergunta se está indo para águas libanesas, a carga, o rumo, a velocidade, de onde veio e orienta uma rota para o porto. Quando há suspeita de que ele carrega armas, a Marinha libanesa é acionada para fazer uma inspeção.

Como foi a recepção dos governos libanês e israelense à participação do Brasil?

Nosso país tem tradição de tolerância e convivência pacífica. Todos viram de forma positiva. A Indonésia se candidatou a assumir a força, mas Israel não quis porque era um país muçulmano. O Itamaraty consultou o governo israelense, que se posicionou favoravelmente, e o governo libanês também.

A missão aumenta o prestígio do Brasil no Oriente Médio?

Acredito que sim. O Brasil não usa missão de paz para sustentar as Forças Armadas, usa como instrumento de política. O país quer se sentar à mesa que vai criar as normas para os outros. Para isso, tem que participar. E uma forma positiva de participação são as operações de paz. Nós, militares, vemos tudo isso de forma positiva, porque permite termos a experiência real que enriquece as pessoas e a instituição.

Inicialmente o Ministério da Defesa não autorizou o envio de um navio brasileiro para a missão, mas essa possibilidade ainda existe?

Existe sim, a gente fez um estudo que foi aprovado pelo comandante em chefe da esquadra, onde a Marinha está estudando a possibilidade de enviar um navio para compor a força marítima.

Qual seria a embarcação enviada?

Uma fragata, por ser um navio com mais capacidade de permanência. O comandante da Marinha vai decidir e vai conversar com o Ministério da Defesa. Sob as condições colocadas inicialmente pela ONU, de um longo tempo [de permanência], a gente achou que não daria para sustentar um navio lá, pela logística complicada de manter um navio no Oriente Médio. Mas, com a proposta do navio ficar menos tempo, a gente visualizou a possibilidade disso ocorrer.

Quanto tempo ele ficaria?

Dois a três meses e aí teria que ser substituído.

Mandariam um navio de cada vez para treinamento e depois o substituiriam?

Exato. Isso passa, antes da Marinha e da Defesa, pela aprovação do Congresso.

Quando isso aconteceria?
 
Eu diria que para o final do primeiro semestre de 2011. É bem exequível.

O Brasil não ficaria desguarnecido?

Não. Os distritos navais têm meios para fazer a patrulha do litoral. Um navio [a menos] não traria prejuízo.

FONTE: Folha de São Paulo

Coreia do Sul faz manobras militares perto da fronteira com a vizinha do Norte

Globo News

O governo da Coreia do Norte viu os exercícios militares como uma preparação para um conflito e prometeu usar seu poderio nuclear no que chamou de guerra santa. A Coreia do Sul promete contra-atacar.

22 dezembro 2010

Coreia do Sul anuncia nova série de exercícios militares

Manobras devem acontecer nesta quinta-feira.
País já fez simulação na segunda-feira, apesar das ameaças do Norte.

Da France Presse

A Coreia do Sul anunciou nesta quarta-feira (22) uma nova série de manobras militares, três dias depois de ter executado exercícios na ilha bombardeada por Pyongyang em novembro, ataque que deu início à tensão na península coreana.

O Exército anunciou manobras militares, terrestres e aéreas, com uso de munição real, para quinta-feira em uma área próxima da fronteira com a Coreia do Norte. As manobras, classificadas de 'importantes', acontecerão em Pocheon, que já foi cenário de vários exercícios militares, 20 km ao sul da fronteira entre as Coreias, segundo o Exército.

As manobras terão a participação de 800 soldados, além de helicópteros, seis aviões de combate, tanques, mísseis antitanque e lança-foguetes. O Exército também anunciou o início de manobras navais nesta quarta-feira na costa leste da península coreana, no Mar do Japão, em um exercício que deve durar quatro dias.

Os exercícios acontecem a quase 100 km da fronteira com a Coreia do Norte, com a presença de seis navios de guerra e helicópteros. O objetivo das manobras é treinar as tropas para uma resposta em caso de invasão de submarinos ou navios de patrulha da Coreia do Norte em águas sul-coreanas.

"Os exercícios demonstrarão a solidez de nossa preparação militar", declarou o comandante do I Batalhão Armado, Choo Eun-Sik.

"Vamos executar represálias severas caso o Norte se aventure em outro ato de provocação como o bombardeio de Yeonpyeong", acrescentou.

Na segunda-feira, Seul realizou breves exercícios militares com munição real na ilha de Yeonpyeong, apesar das ameaças de graves represálias feitas por Pyongyang. Mas a Coreia do Norte decidiu não responder às manobras.

Em 23 de novembro, a Coreia do Norte bombardeou Yeonpyeong, no primeiro ataque a uma zona habitada por civis desde o fim da Guerra da Coreia (1953). Quatro sul-coreanos morreram, o que gerou uma onda de protestos ao redor do mundo.

20 dezembro 2010

França reitera que fará transferência de tecnologia na venda do Rafale

Por Fernando Valduga - Cavok

A transferência de tecnologia incluída no pacote oferecido pela França para vender os caças Rafale ao Brasil inclui até a abertura dos códigos-fonte dos programas usados pelo avião, reiterou o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas francesas, Edouard Guillaud, em encontro com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, no fim da semana passada. Em entrevista exclusiva ao Valor, após o encontro, Guillaud disse estar “muito, muito confiante” de que será o Rafale o jato escolhido para reequipar as Forças Armadas brasileiras, no governo de Dilma Rousseff.
 
“Quem fixa a agenda e o calendário (para a compra) é a presidente, não a França”, ressalvou o almirante. “A presidente terá de analisar os documentos, e como nossa proposta é excepcional, devido ao desempenho, à transferência de tecnologia, estou muito confiante sobre a decisão final da presidente Dilma Rousseff”, comentou.

Guillaud lembrou que a França vem cumprindo os compromissos assumidos para transferência de tecnologia em submarinos, que incluiu intercâmbio de oficiais entre os dois países, admitiu que o preço do Rafale é maior que o dos concorrentes, mas argumentou que não se pode fazer essa comparação, porque a qualidade do avião e as condições da oferta francesa são melhores. É o que o leva a pensar que o Rafale não será abatido por cortes orçamentários. “Todos buscam o maior valor possível pelo dinheiro gasto”, disse, em inglês.

Ele confirmou o interesse das Forças Armadas no avião cargueiro projetado pela Embraer, o KC-390 – o presidente francês, Nicolas Sarkozy, chegou a anunciar, no ano passado, que poderia comprar dez dessas aeronaves, mas havia rumores de que os franceses teriam mudado de ideia. “A partir de 2016, vou precisar de novas unidades e o KC-390 atende às minhas necessidades, porque é complementar ao europeu A 400″, assegurou. A americana Lockheedconcorre com a brasileira pelo fornecimento do cargueiro de menor porte aos franceses. O avião não pode ser avaliado, porque a Embraer ainda não o produz, lembrou.

Em visita ao Brasil para reafirmar a “parceria estratégica” do país com a França, o almirante Guillaud, que até o ano passado, era o conselheiro militar do presidente Sarkozy, garantiu que o apoio francês a um assento permanente para o Brasil, no conselho de segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), não sofreu nenhum abalo com a decisão do governo brasileiro de votar contra a proposta de sanções ao Irã, por suspeitas de uso militar do programa nuclear iraniano. A votação, no Conselho de Segurança, onde o Brasil ocupa temporariamente uma cadeira, só teve dois votos contrários, o brasileiro e turco.

“O Brasil é a oitava potência mundial, um gigante na América do Sul; é anormal que não tenha assento permanente no Conselho de Segurança”, disse o almirante, minimizando as divergências em relação ao Irã, com o argumento de que os dois países condenam o uso bélico da energia nuclear pelos iranianos. “No Irã, estamos de acordo; sobre o método de obtê-lo é que há divergência, mas isso não é razão para que o Brasil não ocupe o assento a que tem direito.”

Os franceses, segundo o chefe das Forças Armadas da França, apoiam também a decisão brasileira de expandir, para as Forças da ONU no Líbano (Unifil), a participação do país em operações de paz. Há duas semanas, o Senado brasileiro aprovou, com apoio da oposição, o envio de um almirante e quatro oficiais para comandar a frota naval encarregada de patrulhar a chamada linha azul, onde se tenta evitar conflito entre integrantes do Hizbollah e Israel. Essa primeira missão pode se expandir para incluir até mais de uma centena de fuzileiros navais, e Guillaud ofereceu a Jobim treinamento e apoio francês aos brasileiros.

“Vamos trabalhar com o Brasil no Líbano”, confirmou o almirante, que vê a possibilidade de que a “parceria estratégica” se estenda a missões conjuntas em países africanos, com a troca de informações dos dois governos sobre as Áfricas lusófona e francófona. A parceria, que inclui acordos nas áreas de ciência, tecnologia, agricultura, economia e industrial, vem avançando como prometido no campo militar, com o treinamento de 30 engenheiros da Marinha para a construção do submarino nuclear brasileiro e com o intercâmbio de informações sobre os projetos dos Exércitos brasileiro e francês para o “Soldado do Futuro”.

Satisfeito com o que considera uma aproximação crescente entre os militares dos dois países, Guillaud, que se encontrou separadamente com comandantes das três Forças no Brasil, não chegou a conversar com Jobim sobre uma possível atuação conjunta na América do Sul. “Não conversamos sobre ação conjunta, a América do Sul felizmente é um continente calmo, embora haja personagens interessantes no continente”, gracejou o militar.

Fonte: Valor Econômico – Sergio Leo