31 maio 2015

Rússia aumentará poderio militar na Crimeia em resposta à OTAN

O embaixador russo na OTAN, Alexander Grushko, afirmou nesta sexta-feira (15) que a Rússia reforçará o seu agrupamento militar na Crimeia em resposta aos planos de alargamento da aliança para o Leste.


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Ele disse que não há proibição da colocação de sistemas de defesa na península. “Tudo o que fazemos na Crimeia é parte dos compromissos internacionais assumidos pela Rússia, não violam qualquer coisa.”


Manobras das Tropas do Interior na Crimeia
© Sputnik/ Sergey Pivovarov

Durante uma videoconferência Moscou-Bruxelas organizada pela agência Rossiya Segodnya, Grushko observou que “não existe qualquer proibição de colocar lá (na Crimeia) sistemas de defesa”. Ele explicou que a intenção de reforçar a presença militar na península russa é devido ao aumento da atividade dos países da OTAN.

Grushko advertiu que os planos de expansão da aliança para mais perto das fronteiras russas ameaçam desestabilizar a situação e levar a uma corrida armamentista.



Aumento do poder da OTAN perto da Rússia é uma ameaça

Washington e Bruxelas representam uma ameaça para a Rússia bem como para seus aliados, disse o secretário do Conselho de Segurança russo Nikolai Patrushev.


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As "ações indiretas" tornaram-se típicas na luta dos governos pelos seus interesses: trata-se da utilização do potencial de protesto da população e das organizações radicais e extremistas e de campanhas militares privadas. A agressão dos EUA e da OTAN em relação à Rússia está crescendo e seu potencial militar ofensivo também está crescendo precisamente junto das fronteiras russas, o que está criando ameaças não só para nós, mas para os nossos aliados", disse Patrushev na reunião do Conselho de Segurança da Rússia em 20 de maio.


Forças Aéreas da OTAN, pára-quedistas
© flickr.com/ Exército dos EUA

As relações entre a OTAN e Moscou pioraram após a reunificação da Crimeia com a Rússia e a escalada da crise ucraniana em 2014. Em abril de 2014, a aliança suspendeu toda a cooperação com a Rússia, acusando Moscou de alimentar o conflito na Ucrânia.

A Rússia negou várias vezes essas acusações e expressou preocupação com o aumento da presença militar da OTAN perto das suas fronteiras ocidentais.

Em 14 de maio, durante uma reunião dos ministros das Relações Exteriores da OTAN em Antalya, Turquia, o secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg disse que a aliança não pretende retomar as relações com a Rússia apesar das ameaças globais como o grupo terrorista Estado Islâmico. Em vez disso, ele afirmou que a OTAN vai desenvolver os laços estratégicos com a Europa Oriental.


OTAN anuncia oito novas unidades de comando no Leste Europeu

A OTAN vai se focar na melhoria de sua defesa coletiva por meio da criação de até oito novas unidades de comando e controle na parte oriental da aliança, disse o secretário geral da organização, Jens Stoltenberg, discursando no Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais nesta quarta-feira (27).


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"Estamos estabelecendo seis unidades de comando e controle nos três países bálticos [Letônia, Lituânia e Estônia] e na Polônia, Bulgária e Romênia. E, provavelmente, também [haverá] mais duas em mais dois países", anunciou.


Jens Stoltenberg
Jens Stoltenberg © REUTERS/ Francois Lenoir

De acordo com anúncios anteriores da OTAN, os seis centros de comando e controle se destinam a facilitar a mobilização da Força Tarefa Conjunta de Reação Rápida dos aliados, formada para fazer frente a uma suposta ameaça representada por "ações agressivas da Rússia", que voltou a ser acusada por Stoltenberg de fornecer armas, soldados e dinheiro para os movimentos de independência no leste da Ucrânia.

Moscou, porém, afirma frequentemente que não nutre qualquer ambição expansionista e ressalta que, de fato, é a OTAN quem está expandindo sua presença militar no Leste Europeu, cada vez mais perto das fronteiras russas.

Durante reuniões com o presidente norte-americano Barack Obama na terça-feira (26), Stoltenberg disse que os dois discutiram "a importância de reforçar a defesa coletiva", de acordo com o quadro estabelecido na cúpula da OTAN realizada em 2014 no País de Gales.

"A OTAN já aumentou sua presença militar na parte oriental da aliança com mais policiamento aéreo, com mais tropas fazendo exercícios, e também com mais navios no Mar Negro e no Mar Báltico", disse o secretário geral nesta quarta-feira. Stoltenberg se recusou, no entanto, a confirmar se a presença permanente da OTAN na Europa Oriental foi discutida com Obama.

As relações entre a OTAN e Moscou pioraram após a reunificação da Crimeia com a Rússia e a escalada da crise ucraniana em 2014. Em abril de 2014, a aliança suspendeu toda a cooperação com a Rússia, acusando Moscou de alimentar o conflito na Ucrânia.


OTAN: Rússia pode ocupar Kiev e países bálticos em quatro dias

O presidente do Comitê Militar da OTAN, o general tcheco Petr Pavel, considera que a Rússia precisaria só de dois dias para ocupar os países do báltico e outros dois dias para tomar Kiev, segundo informou a Radio Praga nesta quarta-feira.


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Pavel afirmou em uma conferência em Praga que a OTAN não é capaz de responder com a rapidez necessária em situações de emergência. Para ele, Moscou poderia decidir atacar os países bálticos em algumas horas, enquanto a OTAN, integrada por 28 países, gastaria muito tempo para entrar em acordo sobre uma posição única adotada por todos estados membros.

Símbolo da OTAN
© flickr.com/ Antonio C.

O ex-chefe do Estado Maior das Forças Armadas tchecas afirmou também que as medidas tomadas pela Europa diante da "ameaça russa" e do Estado Islâmico são pouco eficazes.

Um dia antes, o embaixador da Rússia para a Aliança, Aleksandr Grushko, ao comentar as declarações de políticos da organização sobre o suposto perigo de uma agressão russa contra os países do Báltico, declarou que as ações da OTAN na região não correspondem aos riscos existentes nem às necessidades de segurança.

"Devemos tomar todas as medidas imprescindíveis para fazer frente às ameaças da Rússia, e temos meios suficientes e recursos para fazê-lo", disse Grushko ao canal Rossiya24.

Ele declarou ainda que ao difundir o mito da existência de uma ameaça russa, os países do Báltico ocultam sua incapacidade de resolver de maneira independente seus próprios problemas nacionais.


Força Aérea russa receberá 50 novos bombardeiros estratégicos Tu-160

O Ministério da Defesa da Rússia irá comprar pelo menos 50 novos bombardeiros estratégicos pesados Tu-160 (Blackjack, na classificação da OTAN) quando a produção deles for renovada, disse nesta quinta-feira (28) o comandante da Força Aérea russa, coronel-general Viktor Bondarev.


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A produção destes aviões neste momento está sendo restabelecida.


Novo bombardeiro estratégico Tu-160 Blackjack
© Sputnik/ Maksim Bogodvid

“Daqui a algum tempo, compraremos pelo menos 50 aviões para cobrir todas as despesas da sua produção”, disse Bondarev não revelando a data exata do início da produção.

Anteriormente o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, havia declarado a necessidade de renovar a produção dos Tu-160.

De acordo com o fabricante do Tu-160, a Tupolev, o modelo é o maior jato bombardeiro supersônico do mundo, bem como a aeronave de combate mais pesada. A empresa já fabricou cerca de 35 aviões desse tipo.


Rússia e Egito perto de fechar maior encomenda de caças MiG-29 desde a URSS

A Rússia concordou em entregar 46 caças MiG-29 para o Egito e deve assinar em breve um acordo no valor de aproximadamente US$ 2 bilhões, o que pode representar a maior encomenda do país desde o fim da União Soviética, segundo relata o diário de negócios Vedomosti, citando uma fonte próxima à indústria da aviação.


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A Rússia concordou em fechar um contrato com o Egito para entregar 46 caças de superioridade aérea Mikoyan MiG-29 ("Fulcrum", na denominação da OTAN). Segundo a fonte do jornal, conversações entre as duas partes sobre o fornecimento dos aviões têm sido realizadas há bastante tempo.


Os caças MiG-29 do grupo de pilotagem Strizhi no céu do aeroporto militar de Kubinka.
© Sputnik/ Vladimir Astapkovich

Em fevereiro, Sergei Korotkov, diretor executivo da Corporação de Aeronaves Russas MiG, disse que sua companhia estava pronta para fornecer jatos MiG-35 para o Egito. O modelo, sucessor do MiG-29M/M2 e do MiG-29K/KUB, é o caça de última geração da Rússia.

De acordo com o Balanço Militar, avaliação anual feita pelo Instituto Internacional para Estudos Estratégicos a respeito das capacidades militares e economias de defesa de 171 países, o Egito conta atualmente com os caças norte-americanos F-16, os jatos franceses Mirage 2000 e os russos MiG-21, bem como com os chineses J-7, que são versões do MiG-21 produzidos sob licença pela China.

Desde que a Irmandade Muçulmana foi retirada do poder no Egito em 2013, os EUA suspenderam sua ajuda militar ao país. A partir de então, Cairo tem procurado novos parceiros para adquirir equipamentos militares.

Agora, é provável que os MiG-29 da Rússia substituam em breve a frota envelhecida dos MiG-21 e dos chineses J-7. O contrato seria a maior encomenda das aeronaves MiG-29 desde a queda da União Soviética.

Em fevereiro de 2014, o presidente russo Vladimir Putin se reuniu com a liderança egípcia. Após o encontro, diversos meios de comunicação informaram que a Rússia e o Egito haviam rubricado um contrato importante que pressupunha a entrega de produtos russos de alta tecnologia militar, incluindo caças MiG-29. Recentemente, os dois países têm reforçado a sua cooperação técnico-militar. Em março, a Rússia começou a enviar sistemas de defesa S-300VM "Antey-2500" para o Egito, no quadro de uma encomenda do Cairo em 2014.


MiG-31 abate míssil durante exercício militar na Rússia

O Ministério da Defesa da Rússia divulgou nesta quinta-feira (28) que um caça russo MiG-31 (Foxhound) interceptou com sucesso um míssil de cruzeiro que disparado por um bombardeiro estratégico Tu-95MS, na região noroeste do país, durante um exercício militar.


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As aeronaves estão participando de treinos de prontidão de combate na República de Komi. “O míssil de cruzeiro foi destruído a uma altitude de 300 metros a partir de uma distância de 10 quilômetros (6,2 milhas) do alvo”, relatou em comunicado o Ministério da Defesa.


MiG-31 Foxhound
© Sputnik/ Vitaliy Anko

O MiG-31 é considerado o caça lutador-inteceptador mais rápido do mundo. A aeronave é capaz de abater alvos a até 200 km, graças ao seu radar de longo ao alcance e aos modernos mísseis que transporta, em quaisquer condições meteorológicas.

A Rússia possui atualmente 120 aviões deste modelo em serviço. Estes caças ficarão em serviço até 2026, quando estarão plenamente substituídos por sua versão modernizada, a MiG-31BM.



Rússia participará de exercícios navais no mar do Sul da China

O ministro adjunto da Defesa russo, Anatoly Antonov, anunciou neste sábado (30), em uma cúpula do setor em Cingapura, que a Rússia participará de exercícios navais no mar do Sul da China em 2016, juntamente com os seus parceiros na região Ásia-Pacífico.


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Antonov afirmou que a Rússia está cada vez mais preocupada com a sua segurança, citando a implantação de escudos antimísseis norte-americanos, o terrorismo e as “revoluções coloridas”. A defesa russa também realizará no próximo ano seu primeiro exercício com Brunei. Ele ressaltou que as políticas dos EUA na região são cada vez mais dirigida contra seu país a China e que a presença de destróieres norte-americanos constituem uma ameaça para a estabilidade na região.


Navio de guerra cruzador Moskva
Moskva © Sputnik/ Vasily Batanov

“Apesar de nossas preocupações sobre a arquitetura de defesa antimísseis global dos EUA, eles continuam uma política de perturbar a estabilidade estratégica, acrescentando um segmento regional de um escudo antimíssil na região Ásia-Pacífico”, disse Antonov.

Segundo o ministro adjunto, o Vietnã é um exemplo recente de pressão norte-americana ao forçar o país a proibir a manutenção de aviões russos de longo alcance em aeroportos vietnamitas. “O objetivo é reduzir a possibilidade de utilização de aeródromos e portos estrangeiros pela Marinha e da Força Aérea da Rússia.”

Ele também falou sobre o terrorismo, que está se transformando em uma força ameaçadora em vários países ao redor do mundo, incluindo a região Ásia-Pacífico, ao lado de pirataria, a cibercriminalidade e tráfico de drogas. “É preocupante que os terroristas em vários países estão se transformando em uma força real e aspiram a chegar ao poder em alguns estados.”

Antonov acrescentou que o movimento Talibã continua a ser um problema que a coligação internacional no Afeganistão não conseguiu derrotar. “De acordo com alguns dados, existem cerca de 50.000 combatentes naquele país, onde, em seu território, bem como na fronteira, há uma rede de campos de treinamento de terroristas, inclusive para homens-bomba.”

O ministro adjunto russo também mostrou no fórum uma grande preocupação com o que chamou de revoluções coloridas, que, segunda ele, poderia vir para a região Ásia-Pacífico, a qualquer momento, sob o pretexto de introduzir valores “democráticos”. “Uma epidemia de ‘revoluções coloridas’ varreu o Oriente Médio e, como um furacão, eliminou vários estados na região. Esta doença atravessou vários países europeus, onde os eventos são controlados livremente a partir do exterior.”

Em sua fala, ele falou do exemplo da Ucrânia como um caso em que os resultados de uma tal “revolução colorida” têm impactado os interesses da Rússia, visto que milhões de russos vivem em território ucraniano. “Como resultado do golpe inconstitucional, o país está mergulhado em uma guerra civil e os partidários do ‘partido da guerra’ continuam empurrando o Estado para aventuras militares. Ao mesmo tempo, há uma verdadeira catástrofe humanitária. Mais de 6 mil pessoas já morreram.”

Também na cúpula, a Rússia manifestou interesse em desenvolver uma cooperação mais estreita com Israel, bem como o acordar a proibição de exercícios militares perto de suas fronteiras com a Coreia do Norte e o Japão.


Rússia já tem seu próprio Mistral em fase final de projeção

O análogo dos navios franceses tipo Mistral está em fase final de projeção e será lançado em breve, disse o chefe da Direção de Construção Naval da Marinha russa, Vladimir Tryapichnikov.


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"O setor militar-industrial da Rússia é capaz de construir um análogo dos navios da classe Mistral. O navio está atualmente na fase final de projeção e provavelmente será começado a construir em breve", disse Tryapichnikov na entrevista à rádio russa Ekho Moskvy.


Navio de guerra da Frota do Norte Admiral Kuznetsov
Admiral Kuznetzov © Sputnik/ RIA Novosti

O chefe da Direção acrescentou que a decisão de comprar os navios Mistral à França foi tomada "sob certas circunstâncias" e que, passados seis anos, a Rússia é agora capaz de construir ela própria navios deste tipo.

Nesta quarta-feira, o vice-presidente do Comitê da Indústria da Duma de Estado, Vladimir Gutenev, também disse que a Rússia poderá produzir um navio similar, movido a energia nuclear, aos porta-helicópteros da classe Mistral:

"Em termos técnicos, não será difícil construir um navio como o Mistral especialmente desde que tivemos acesso à lista de desenhos dos porta-helicópteros [franceses]. Alguns dos nossos sistemas de armas são adaptados às características militares desses navios".

Se as Forças Armadas russas construírem um navio similar ao Mistral francês, isso será um "navio semelhante em tamanho, mas com um motor de potência nuclear" e com "sistemas de defesa aérea e antissubmarino".

Também no sábado Vladimir Tryapichnikov disse que a Marinha russa receberá um porta-aviões avançado em 2026-2027.


Caças russos afastam destróier dos EUA para águas neutras do mar Negro

Caças russos Su-24 do Frota do mar Negro forçaram o destróier USS Ross a afastar-se para águas neutras na parte oriental do mar Negro, porque a tripulação do navio agiu de forma provocatória, disse à agência russa RIA Novosti uma fonte nas estruturas da defesa da Crimeia.


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Segundo a fonte, após a saída do porto romeno de Constança o navio americano foi em direção às águas da Rússia. 


destróier USS Ross
© flickr.com/ Official U.S. Navy Page

"A tripulação se comportou de forma provocatória e agressiva, o que suscitou a preocupação dos operadores das estações de monitoramento e das tripulações dos navios da Frota do mar Negro. Os Su-24 demonstraram à tripulação americana a prontidão de coibir a invasão e defender os interesses do país. O destróier mudou de direção e se afastou para águas neutras na parte oriental do mar Negro", disse a fonte.

Ele acrescentou que, provavelmente, os militares norte-americanos ainda não se esqueceram do incidente de abril de 2014, quando um caça Su-24 neutralizou de fato todos os equipamentos de última geração do destróier da Marinha estadunidense Donald Cook, incluindo os sistemas de defesa antimísseis.

Além disso, a fonte observou que aviões e navios da Frota do mar Negro estão monitorando constantemente as águas territoriais da Rússia e, se for necessário, prevenirão quaisquer incursões. De acordo com fontes abertas, o navio de guerra Ross está equipado com sistema de controle de informações de combate Aegis, lançadores de mísseis de cruzeiro Tomahawk, mísseis antiaéreos RIM-156 SM-2 ou mísseis antissubmarinos RUM-139 VL-Asroc. O navio pode transportar um helicóptero Sikorsky SH-60 Seahawk.



Pequim pode estabelecer zona de identificação no mar do Sul da China

O estabelecimento de uma zona de identificação de defesa aérea nas águas disputadas do mar do Sul da China vai depender da situação de segurança na região, disse no domingo o general Sun Jianguo, vice-chefe do Estado Maior do Exército Popular de Libertação da China.


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Falando no fórum de segurança na região Ásia-Pacífico, em Cingapura, ele afirmou que as ações da China no mar têm sido pacíficas e legítimas, advertindo outros países contra tentativas de "semear a discórdia".


Mar do Sul da China.
© REUTERS/ Ritchie B. Tongo

"Não há nenhuma razão para as pessoas se preocuparem com esta questão no mar do Sul da China", disse, acrescentando que a criação da zona de identificação depende das ameaças à segurança aérea ou marítima.

Ele rejeitou os comentários recentes do secretário de Defesa dos EUA, Ash Carter, de que os projetos de recuperação de territórios de Pequim nas águas disputadas em todo o arquipélago de Spratly no mar do Sul da China aumentariam alegadamente o risco "de erro de cálculos ou do conflito", não estando conformes com as regras internacionais.

"Esperamos que os países parceiros trabalhem juntos na mesma direção para estabelecer a paz, a amizade e a cooperação no mar do Sul da China ", acrescentou.

No ano passado, especialistas militares independentes afirmaram que Pequim planeja estabelecer uma zona de identificação no espaço aéreo das disputadas Ilhas Paracel e no arquipélago de Spratly, que também são reivindicadas por Brunei, Vietnã, Malásia e Filipinas. Inicialmente, os representantes da China negaram tal possibilidade, mas, em seguida, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que " esse é um direito soberano dos Estados, que a China também possui".

Nesta quinta-feira (28) a China avisou os EUA para não empreenderem ações provocatórias no mar da China Meridional. Ao longo das duas últimas semanas a tensão devido à disputa territorial no mar de China Meridional aumentou.

No passado, Pequim tem repetidamente dito a Washington para não se envolver em disputas territoriais na região da Ásia-Pacífico, sublinhando que os EUA não têm nada a ver com a situação.

O desejo de Washington de agir como um “policial do mundo” enviando navios militares e aviões para o mar da China Meridional para "patrulhar" o território perto da China poderá levar ao conflito armado entre os dois países.


Autoridades apontam o Ka-52 como o melhor helicóptero de combate do mundo

O comandante da Força Aérea Russa, o coronel-general Viktor Bondarev, disse neste domingo, durante participação no show aéreo Aviadarts 2015, que o helicóptero de ataque russo Ka-52 Alligator pode ser considerado o melhor do mundo em sua categoria.


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"Acho que está claro que este é o helicóptero mais fantástico do mundo", declarou o militar ao observar diversas manobras no céu da cidade de Voronezh, no sudoeste da Rússia. 


Helicóptero Ka-52 Alligator
© Sputnik/ Vitaliy Ankov

Antes de Bondarev, no entanto, afirmações semelhantes sobre o veículo russo já haviam sido feitas por outras autoridades, incluindo o vice-premier Dmitry Rogozin, que o descreveu como um verdadeiro tanque voador após um passeio a bordo do Ka-52 no final de março. Segundo ele, esse helicóptero é facilmente controlável e dispõe de sistemas automatizados extremamente avançados.


Produzido pela empresa Kamov, o Ka-52 é especializado na destruição de outros helicópteros, tropas inimigas e veículos terrestres blindados, incluindo tanques, na linha de frente ou em reserva tática, sendo ideal tanto para operações de reconhecimento como de combate.

De acordo com os especialistas, essa aeronave pode trabalhar ininterruptamente e em qualquer condição meteorológica, oferecendo cobertura para o desembarque de tropas, patrulhando ou fazendo escolta de comboios militares, entre outras coisas.

Sendo uma versão atualizada do Ka-50, o Ka-52 é equipado com um canhão automático de 30 milímetros, mísseis antitanque guiados por laser, mísseis ar-ar de curto alcance e outros tipos de armas. Ele pode viajar a uma velocidade superior a 290 km/h e opera normalmente até a altitude de 5 mil metros.

National Interest: China precisa cada vez mais das armas russas

Tendo em conta o agravamento da situação na região Ásia-Pacífico, a demanda da China por armas russas vai crescer, escreve o jornalista japonês Kyle Mizokami no jornal analítico The National Interest.


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Hoje, a Rússia é líder em tecnologias de defesa e é fornecedor exclusivo da China. De acordo com o jornalista, enquanto a Rússia continuar seus fornecimentos à China as relações entre dois países não mudarão no futuro próximo. 


Tanques chineses
© East News/ Imaginechina

Ele também observa que há uma série de armas que a China deve comprar da Rússia: se trata do novo tanque pesado Armata, do sistema de mísseis anti-aeronaves S-400 Triumf e dos submarinos da classe Yasen.

Pela primeira vez na história, escreve o jornalista, a China tem fronteiras terrestres bem protegidas. As numerosas tropas terrestres, com apoio das forças aéreas e navais, previnem eficazmente o desejo de qualquer outro país de competir com o Exército Popular de Libertação da China.

Em abril, a China assinou um acordo com a Rússia para o fornecimento de algumas divisões de sistemas de mísseis S-400. De acordo com Mizokami, a China provavelmente pode implantar o sistema de defesa aérea contra Taiwan, contra o Japão na província de Zhejiang e nas Ilhas Senkaku, contra a Índia no Tibete ou contra o Vietnã e Birmânia.

Entretanto, o autor observa que o principal tanque do Exército da China é uma repetição do T-72 soviético e, por isso, a China precisa de modernização das suas tropas blindadas. Na opinião do jornalista, a plataforma Armata será a mais conveniente.

Além disso, a prioridade da indústria bélica chinesa é proteção das suas fronteiras marítimas.

O autor acredita que os submarinos russos Yasen podem ser especialmente interessantes para a China porque a alternativa a produzir na China ainda está na fase do desenvolvimento e será mais eficaz comprá-los à Rússia, especialmente tendo em conta o aumento da presença dos EUA na região.



27 maio 2015

Vice-premiê russo nega que Moscou tenha desistido dos Mistral

O vice-primeiro-ministro da Rússia Dmitry Rogozin criticou duramente nesta quarta-feira o vice-presidente do Complexo Industrial Militar russo Oleg Bochkaryov por suas declarações de que a Rússia teria alegadamente desistido da compra dos dois navios Mistral encomendados à França, informa o jornal Kommersant nesta quarta-feira (27).


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O vice-presidente do Complexo Industrial Militar russo, Oleg Bochkaryov, afirmou nesta terça-feira (26) que Moscou desistiu de ficar com os porta-helicópteros franceses da classe Mistral e que os representantes franceses irão visitar Moscou em breve. Rússia e França agora estão discutindo somente o valor que Paris deve reembolsar o governo russo pelo não cumprimento do contrato.

Marinheiros russos em frente do navio de tipo Mistral em Saint-Nazaire, em França
© REUTERS/ Stephane Mahe

Porém, o vice-premiê russo negou estas declarações, frisando que “a Rússia nunca desistiu oficialmente dos navios, a visita dos representantes franceses não está prevista por Moscou e o senhor Bochkaryov nunca participou das negociações sobre os navios Mistral”.

Além disso, Rogozin anunciou planos de estabelecer regras de comunicação entre os seus subordinados e a imprensa.

A situação foi também comentada pelo porta-voz do presidente russo Dmitry Peskov:

“Quanto aos navios Mistral, não tenho nada a acrescentar ao que já disse”.

Anteriormente Peskov tinha declarado que, no caso dos Mistral, Moscou segue o princípio “mercadoria ou dinheiro” que foi ajustado durante o encontro do presidente russo Vladimir Putin com o seu homólogo francês François Hollande em Yerevan em 27 de abril.

"Nós queremos ou dinheiro ou os navios. Pelo menos os dois lados têm uma posição semelhante sobre isso", comentou.

Moscou e Paris assinaram um acordo de US$ 1,3 bilhões para dois porta-helicópteros da classe Mistral em 2011. A entrega do primeiro navio à Rússia estava prevista para novembro de 2014, mas nunca aconteceu. O presidente francês, François Hollande, colocou a entrega em espera devido a alegada interferência russa na crise ucraniana. O Kremlin negou veementemente as acusações e exortou Paris a cumprir as suas obrigações contratuais.

O primeiro navio de desembarque, Vladivostok, devia ter sido entregue pela França em 14 novembro de 2014. Já o segundo navio deveria ser entregue até o final de 2015.


Canadá se recusa a extraditar criminoso de guerra nazista para a Rússia

O Canadá se recusou a extraditar para a Rússia o criminoso de guerra Vladimir Katryuk, 94 anos, acusado de participar do massacre de civis na aldeia bielorrussa de Khatyn em 1943, segundo informou o vice-procurador-geral russo Alexander Zvyagintsev à Sputnik.


Sputnik

No início de maio, o Comitê de Investigações da Rússia abriu um processo criminal contra Katryuk, descendente de ucranianos e residente no Canadá desde 1951, acusando-o de cumplicidade com genocídio.




"Infelizmente, o Canadá, que deveria tê-lo trazido à responsabilidade, rejeitou nosso pedido para extraditar Katryuk", disse Zvyagintsev, acrescentando que "o Canadá retirou todas as acusações contra ele por certas razões desconhecidas".

De acordo com os investigadores russos, durante a Segunda Guerra Mundial Katryuk se juntou voluntariamente a um batalhão ucraniano da polícia nazista que, em 23 de março de 1943, participou do extermínio de todos os moradores do vilarejo bielorrusso de Khatyn, perto de Minsk.

Katryuk teria sido um dos homens que arrastaram as vítimas de suas casas, levando-as em seguida a um celeiro nos arredores da comunidade. Lá, segundo os registros históricos, elas foram trancadas e queimadas vivas. Todos os que tentaram escapar do incêndio foram baleados. No total, foram 149 civis mortos, incluindo 75 jovens e crianças. Além disso, todas as casas da aldeia foram destruídas.

Durante a ocupação nazista entre 1941 e 1944 – época em que a Bielorrússia era uma república constitutiva da União Soviética, cerca de 400.000 civis locais foram exterminados em prol da “limpeza étnica” promovida pela Alemanha de Hitler.

Na década de 1970, em um tribunal militar da Bielorrússia criado para investigar o massacre de Khatyn, dois cúmplices de Katryuk, Grigory Vasyura e Vasily Meleshko, foram considerados culpados de genocídio e condenados à morte. Ambos foram executados em 1975.

Em 1999, o Canadá destituiu Katryuk de sua cidadania após as autoridades nacionais terem descoberto que ele havia chegado ao país com documentos falsos, escondendo seu envolvimento com a polícia nazista. Na ocasião, as evidências de seus crimes de guerra chamaram a atenção pública, mas aparentemente não foram suficientes para determinar sua participação ativa nas atrocidades. Em 2007, o gabinete do premiê Stephen Harper decidiu restaurar seus direitos como cidadão canadense.

Em 2012, os chamados caçadores de nazistas da organização não-governamental Centro Simon Wiesenthal desenterraram documentos confirmando que Katryuk estava entre o grupo que atirou nos habitantes de Khatyn em 1943.

No entanto, segundo o diário The Globe and Mail, Ottawa se recusou a comentar a decisão de não extraditar o criminoso de guerra a pedido da Rússia. Quando questionado, o governo canadense simplesmente trocou o assunto para a questão da Crimeia.

"Enquanto eu não posso comentar sobre qualquer pedido de extradição específico, para ser clara, nós nunca vamos aceitar ou reconhecer a anexação russa da Crimeia ou a ocupação ilegal de qualquer território soberano ucraniano", disse Clarissa Lamb, secretária de imprensa do ministro da Justiça canadense, Peter MacKay.

O Canadá, que abriga uma grande comunidade de ucranianos e descendentes de ucranianos – os quais representam um lobby político bastante significativo no país –, é um dos Estados que, ao lado dos EUA e seus aliados, resolveu impor sanções à Federação Russa devido ao suposto envolvimento de Moscou na crise da Ucrânia – alegação constantemente negada pelo Kremlin. 


A acusação a respeito de uma “agressão” ou “anexação russa” da Crimeia, no entanto, ignora o amplo referendo democrático realizado na península, no qual a vasta maioria da população decidiu exercer o direito à autodeterminação e se separar da Ucrânia após o golpe de Estado ocorrido em Kiev em fevereiro do ano passado – golpe que, aliás, foi conduzido com o apoio explícito dos EUA e de seus aliados ocidentais.

Noruega nega que exercícios militares tenham a ver com a Rússia

Os exercícios militares Arctic Challenge Exercise (ACE) não têm relação com a Rússia nem com a tensa situação política no mundo, declarou o porta-voz da Força Aérea norueguesa, Stian Roen.


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"Arctic Challenge não tem a ver com a Rússia nem com a tensa situação política internacional. É um treinamento programado há anos", disse em entrevista à Sputnik.


Caça americano F-16CM no Aeroporto de Kallax, no norte da Suécia, em 26 de maio de 2015
© REUTERS/ TT News Agency/Susanne Lindholm

A simulação foi marcada para começar em 25 de maio e vai até 5 de junho, realizada em Suécia, Finlândia e Noruega com a participação de Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, Suíça, Alemanha e França.

De acordo com o roteiro dos exercícios, os militares desses países comprovarão sua coordenação e simularão uma operação de paz na região norte dos países.

Anteriormente, os exercícios foram motivo de críticas na Suécia. O ex-embaixador sueco na Rússia, Sven Hirdman, comentou que "em vez de estar entrando na guerra com a OTAN no norte da Europa, o governo deveria trabalhar para o alívio das tensões entre os blocos militares."


EUA e Coreia do Sul fazem exercícios navais com França e Turquia

As forças navais dos EUA e da Coreia do Sul participaram de exercícios trilaterais com as Marinhas francesa e turca para aumentar a interoperabilidade marítima, segundo afirma o comandante sul-coreano Jong-Sik Lee em um comunicado conjunto com a Marinha norte-americana nesta quarta-feira (27).


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As manobras, realizadas em 23 de maio com a fragata francesa FS Aconit e em 25 de maio com a fragata turca TCG Gediz, aconteceram nas águas internacionais ao redor da península coreana.


Exercícios navais conjuntos entre EUA e Coreia do Sul
© REUTERS/ Kim Hong-Ji

As partes exercitaram manobras táticas e treinaram comunicação de voz e de sinais, de acordo com o comunicado.

"França e Turquia são dois dos 17 países que reafirmaram o seu compromisso nacional como Estados Remetentes para o Comando das Nações Unidas, com a promessa de retornar à Coreia caso o acordo de armistício fracasse", afirma a nota conjunta.

Na terça-feira (26), o vice-comandante do Exército dos EUA no Pacífico, major general James Pasquarette, disse que as forças norte-americanas na Coreia do Sul estavam prontas para "lutar esta noite" para lidar com qualquer ameaça imprevisível da Coreia do Norte.

"Através do treinamento trilateral, as Marinhas participantes podem aumentar a proficiência operacional e a integração", disse, por sua vez, o comandante Jong-Sik Lee no comunicado de hoje.

Os EUA e a Coreia do Sul continuam a realizar regularmente extensos exercícios militares conjuntos, os quais a Coreia do Norte denuncia como provocações.



A convite da Estônia, EUA ampliam sua presença militar perto da Rússia

Os EUA agradecem a cooperação da Estônia na área militar, declarou o chefe de uma delegação do Senado norte-americano durante o encontro com o premiê deste país báltico.


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Taavi Roivas, o primeiro-ministro mais jovem do mundo (tem 36 anos), parece estar tentando manter um frágil equilíbrio. Na reunião com os representantes da Comissão para Forças Armadas do Senado dos EUA, que teve lugar na terça-feira (26), ele propôs ampliar a presença militar estadunidense no país.


Primeiro-ministro estoniano, Taavi Roivas (esquerda), e o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg (direita) após ter acordado a presença da Aliança Atlântica na base aérea de Amari, na Estônia, em novembro de 2014.
© AFP 2015/ RAIGO PAJULA

O chefe do governo da Estônia quer que o contingente das tropas dos EUA se mantenha entre 300 e um mil e quinhentos homens.

"A presença militar dos Estados Unidos e dos aliados europeus é vital para a segurança na região", disse Roivas aos senadores norte-americanos.

A delegação, por sua parte, agradeceu à Estônia pelos gastos do orçamento destinados ao setor militar, que levam mais de 2% do PIB nacional. Um montante adicional do PIB é ainda destinado à manutenção do contingente estadunidense.

Para 2016, os senadores norte-americanos prometeram à Estônia destinar verbas para a segurança da Europa de Leste. As verbas estadunidenses irão também para o fortalecimento da base de Amari.

A base Amari foi construída pela URSS em 1945 mas, desde finais de 2014, é usada pela Força Aérea da OTAN.

A Estônia faz parte do grupo dos países da Europa Oriental mais próximos dos EUA e OTAN. Declarando ter medo da "ameaça do Leste", isto é, da parte da Rússia, os países do Báltico convidam e saúdam as tropas ocidentais. 


Recentemente, uma coluna de material bélico da OTAN atravessou vários países da Europa Oriental para realizar exercícios e mostrar o seu potencial militar.

Outros países do Norte da Europa também usam o pretexto da "ameaça russa" para realizar exercícios militares no Báltico e no Ártico. No entanto, este último é manifestamente um território que não deveria ser militarizado.

Recentemente, os EUA aprovaram o envio de mais de 300 militares aos países da América Central, especialmente às Honduras, onde exercícios militares já foram anunciados.


China exige que EUA parem de sobrevoar suas ilhas artificiais

Pequim exigiu que os EUA acabem com os voos de reconhecimento sobre as ilhas artificiais que o país asiático está construindo no arquipélago de Spratly, após o tenso diálogo ocorrido na última quarta-feira (20) entre um avião norte-americano e um navio chinês.


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"Essas ações podem causar um acidente, elas são muito irresponsáveis e perigosas e prejudicam a paz e a estabilidade regionais", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hong Lei, em comunicado. 


Mar da China Meridional
© Sputnik/ Mikhail Fomichev

"Expressamos nossa forte insatisfação e exortamos os EUA a cumprirem com as leis e regras internacionais e se absterem de ações arriscadas e provocativas", continuou o funcionário.

Jornalistas da rede CNN embarcaram em um P8-A Poseidon, o mais avançado avião de reconhecimento dos EUA, e mostraram como um navio chinês pediu até oito vezes que o piloto da aeronave abandonasse a área "para evitar mal-entendidos", ouvindo como resposta que o voo estava sendo feito em espaço aéreo internacional.

A China reivindica a possessão da maior parte do Mar da China Meridional, em conflito com países como Malásia, Filipinas, Vietnã e Taiwan. Em relação às ilhas artificiais que estão sendo construídas por Pequim na região, Washington afirma que elas têm fins militares, embora a acusação seja negada pelas autoridades chinesas.

A mídia norte-americana vem anunciando este mês que os EUA estavam considerando enviar destroyers e outros navios de guerra, bem como aviões de reconhecimento, a uma distância de apenas doze milhas náuticas (cerca de 22km) das ilhas.

Washington não reconhece as reivindicações territoriais da China sobre as ilhas artificiais e já avisou que a aproximação a menos de 12 milhas náuticas (limite exterior do mar territorial fixado pela Convenção da ONU sobre o Direito do Mar) "pode ser o próximo passo", segundo as palavras do porta-voz do Pentágono, coronel Steven Warren.

O jornal Global Times acusou o exército dos EUA de "recorrer ao sensacionalismo" com o convite feito aos jornalistas da CNN e de "tentar pressionar a China".

"Washington está voluntariamente elevando a tensão com a China, o que criou um alto risco de confronto físico", assinala um editorial publicado pelo diário nesta sexta-feira (22).



Incidente no Mar do Sul da China pode desencadear conflito entre EUA e China

Na semana passada, um avião espião dos EUA sobrevoou o arquipélago de Spratly, alimentando a tensão na região e fazendo com que Pequim aumente sua presença militar no Mar do Sul. Especialistas acreditam que o incidente pode desencadear um conflito entre China e EUA.


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Em artigo publicado pelo jornal vietnamita "Thanh Nien", intitulado "Três situações que poderiam levar a uma guerra sino-americana no Mar do Sul da China", o especialista da AEI (American Enterprise Institute) para a segurança e política asiática, Michael Oslin, afirmou que nos últimos 20 anos os EUA e a China nunca estiveram tão perto de um conflito armado como agora, e existem três motivos para isto. 


Navios de guerra dos EUA no Mar do Sul da China
© Foto: US Navy / David Mercil

Michael Oslin diz que o que pode causar o confronto é o incidente aéreo entre aviões americanos e chineses. Após a conclusão da construção de pistas de pouso e aeroportos nas ilhas do Mar do Sul, Pequim poderá controlar grande parte do Mar do Sul da China e impedir os aviões americanos no espaço aéreo da região.

À medida que o poder militar da China pode decididamente exigir que os EUA deixem o sudeste da Ásia e se concentrem em resolver os problemas do Oriente Médio e da Europa, isto pode provocar uma oposição dos Estados Unidos e o desejo de resolver o conflito por vias militares.

Segundo Oslin, um conflito armado entre os EUA e a China também poderia levar países do Sudeste Asiático ao conflito com a China, o que levaria os Estados Unidos a agir em defesa de seus aliados na região, como as Filipinas ou os Estados que possuem laços de parceria com Washington.

Já o vice-diretor do Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências da Rússia, Dmitry Mosyakov, acredita que o mais provável é o primeiro cenário de conflito.

“A política dos EUA no Sudeste Asiático prioriza a liberdade de navegação no que se refere aos interesses dos Estados Unidos. Um quarto da passagem de cargas através do Estreito de Malacca acontece nos portos do Pacífico dos EUA. E parece-me que nem a proteção dos interesses dos países da região, nem as tentativas da China de expulsar os Estados Unidos do sudeste da Ásia têm tanta importância como assegurar a livre passagem de navios, incluindo, é claro, os militares”, considera o especialista.

Mosyakov ainda comentou que “tendo em vista a sua força, a China transformará em realidade as suas pretensões sobre as ilhas e boa parte das águas do Mar do Sul, que até então tinham um caráter formal”. Segundo ele, o período em que a China passa a considerar que estes territórios lhe pertencem, mas não tem a capacidade de protegê-los, está chegando ao fim.

“O aumento no número de navios e aeronaves de patrulha, a construção de bases — tudo está indo nessa direção. E pode chegar o momento em que a proibição para a circulação de navios e as aeronaves estrangeiras será real, e, em seguida, qualquer atividade ilegal do ponto de vista da China, poderá desencadear lançamentos de foguetes ou voos de aeronaves”, completa Mosyakov.


Taiwan propõe partilha do mar do Sul da China

O presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, propôs nesta terça-feira (26), durante o fórum de pesquisa da Ásia e Pacífico, que os recursos do mar do Sul da China sejam partilhados entre os países que reivindicam a região. O objetivo do líder taiwanês é acalmar as tensas relações pelas riquezas naturais da região.


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Ying-jeou afirmou que onde “a soberania não pode ser dividida, os recursos devem ser partilhados”. A ideia é que os países se unam para explorar conjuntamente o mar do Sul da China, uma região de 3,5 milhões de metros quadrados reivindicada por Taiwan, Brunei, Malásia, Vietnã, Filipinas e China.


Mar do Sul da China.
© REUTERS/ Ritchie B. Tongo

A proposta, porém, não deve conseguir apoio dos demais países, visto que Taiwan não é reconhecido como independente pela China e que não mantém relações diplomáticas com muitas nações.

As atividades chinesas no mar do Sul foram criticados recentemente por Washington. Pequim rechaçou as posições norte-americanas dizendo que os EUA não são parte nesta disputa. O ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, foi enfático na resposta. “Eu gostaria de reafirmar que a determinação da China para salvaguardar a sua integridade territorial e soberania é tão dura como uma rocha.”


Pequim protesta contra vigilância americana no Mar do Sul da China

A China protestou na segunda-feira sobre o que classificou como um "voo provocativo" feito por uma avião de reconhecimento americano sobre o Mar do Sul da China. Pequim pediu a Washington que consertasse o erro e continuasse "racional".


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A queixa oficial, feita por uma porta-voz do Ministério de Relações Exteriores veio depois que uma aeronave de reconhecimento americana P-8A Poseidon foi alertada oito vezes pela marinha chinesa de sua entrada na "zona de alerta militar" no dia 20 de maio.


Aeronave P-8 Poseidon, da Marinha americana
© AP Photo/ Rob Griffith

Após cada um dos alertas, os pilotos americanos respondiam que sua aeronave estava em espaço aéreo internacional.

Ao conversar com jornalistas na segunda-feira, a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores Hua Chunying acusou os Estados Unidos de "comportamento provocativo", informando ainda que o governo havia feito um protesto oficial a respeito do voo de reconhecimento americano sobre o Mar do Sul da China.

"Pedimos aos EUA que corrijam seus erros, continuem racionais e parem de usar palavras mal escolhidas e tomem atitudes mal pensadas", disse Hua Chunying. "Liberdade de navegação e voo não significa que navios e aviões estrangeiros podem ignorar os direitos legítimos de outros países, colocando em perigo viagens aéreas e marítimas", completou.

A China acredita que o propósito da missão do P-8A era adquirir inteligência sobre as atividades chinesas no Mar do Sul da China e, em particular, informação sobre a presença militar da China na região.

O Mar do Sul da China é objeto de várias disputas territoriais sobre uma área fértil para a pescaria e potencialmente rica em recursos naturais marítimos. Além de China, Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã alegam seu direito a partes do Mar do Sul da China.

Os Estados Unidos estão pedindo a todas as partes que busquem uma negociação e evitem tensões. Ao mesmo tempo, Washington tenta pavimentar sua própria aliança estratégica com potências regionais que possuem diferenças com a China. A preocupação com os esforços da China para aumentar sua presença na região, o governo americano esta preparado para retaliar.



26 maio 2015

Iraque rebate críticas dos Estados Unidos

France Presse

Bagdá, 25 Mai 2015 (AFP) - Bagdá rejeitou as críticas americanas sobre a "falta de vontade" do exército iraquiano de lutar contra os jihadistas, enquanto um general iraniano acusou Washington de "não fazer nada" para ajudar suas tropas em Ramadi, agora nas mãos dos jhadistas.




O secretário americano da Defesa, Ashton Carter, afirmou que a queda de Ramadi, em 17 de maio, a pior derrota sofrida pelo governo de Bagdá em cerca de um ano, poderia ter sido evitada.

"Temos um problema com a vontade dos iraquianos de lutar contra o EI e se defender", disse no domingo à CNN o funcionário americano.

As forças iraquianas não estavam em inferioridade numérica, pois "superavam amplamente as forças de seus inimigos", no entanto, "foram incapazes ao combater e se retiraram da região", disse o funcionário.

Washington foi um dos aliados-chave da guerra lançada pelas autoridades iraquianas no ano passado para recuperar os territórios conquistados pelo grupo jihadista EI, razão pela qual o premiê, Haider al Abadi, não quis criar polêmica.

"Fico surpreso de que tenha dito isso. Quero dizer, que ele foi um grande apoio para o Iraque. Estou certo de que contava com a informação imprecisa", disse Abadi à BBC.

O vice-presidente americano, Joe Biden, tentou nesta segunda-feira por um fim à incômoda situação provocada pelas declarações de Carter.

A Casa Branca informou que Biden convocou Abadi poucas horas depois. Biden "admitiu o enorme sacrifício e valentia das forças iraquianas nos últimos 18 meses em Ramadi e outros lugares", informou Washington.

Em alusão aos comentários de Carter, Biden reafirmou "o apoio dos Estados Unidos à luta do governo iraquiano contra" os jihadistas do EI.

Após meses de bombardeios e de mobilização de assessores para reformar e treinar as forças de segurança iraquianas, a estratégia parece ter fracassado diante das agressivas táticas do grupo.

"As declarações do secretário Carter são surpreendentes e provavelmente afetarão a moral das forças", disse o especialista iraquiano, Ahmed Ali, professor convidado do Centro de Educação para a Paz.

Para o porta-voz das Unidades de Mobilização Popular, que reúnem várias milícias xiitas, a reticência de Abadi de pedir sua participação influenciou na queda de Ramadi.

"Esta falta de vontade mencionada pelo secretário de Defesa americano é a forma que os inimigos do Iraque tiveram de representar as forças iraquianas", disse à AFP Ahmed al Asadi.

Dúvidas sobre a estratégia dos EUA

A queda de Ramadi, ponto chave da província de Al Anbar, situada uma centena de quilômetros a oeste de Bagdá, gera dúvidas, não apenas sobre a estratégia do governo de Abadi, mas também sobre o plano dos Estados Unidos.

O governo iraquiano admitiu que houve erros e prometeu investigar a caótica retirada de suas tropas.

Os mais de 3.000 bombardeios da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos tampouco impediram que o EI reforçasse sua presença na região entre o Iraque e a Síria, onde declarou um califado.

O influente general iraniano Ghassem Souleimani declarou que os Estados Unidos "não fizeram nada" para ajudar o exército iraquiano em Ramadi.

"Obama, qual é a distância entre Ramadi e a base Al-Assad, onde os aviões americanos estão estacionados? Como vocês podem se instalar neste local sob o pretexto de proteger os iraquianos e não fazer nada? Isso não me parece outra coisa a não ser um complô", declarou o chefe da força Qods, encarregada das operações externas do exército de elite do regime, em um discurso pronunciado domingo à noite.

Na Síria, os combates prosseguiam nesta segunda-feira nos arredores da cidade de Palmira, após sua conquista pelo grupo Estado Islâmico (EI), que executou mais de 200 soldados e civis no centro do país nos últimos dias, segundo uma ONG.

Segundo uma fonte militar, o exército atacou "mais de 160 alvos" dos jihadistas na localidade.

Os bombardeios não impediram, no entanto, o avanço do EI rumo a Damasco e a tomada pelo grupo radical das minas de fosfato de Khnaifess, as segundas mais importantes do país, 70 km ao sul de Palmira, informou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

O EI executou pelo menos 217 pessoas, inclusive civis, desde que há nove dias assumiu o controle de uma parte da província síria de Homs, incluindo Palmira, informou no domingo o OSDH.

Segundo esta ONG, os jihadistas executaram 67 civis, inclusive crianças, e 150 soldados sírios em vários enclaves da província de Homs desde 16 de maio.


Ataque da coalizão no Iraque mata 20 jihadistas do Estado Islâmico

EFE

Bagdá, 25 mai (EFE).- Pelo menos 20 jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) morreram nesta segunda-feira em um bombardeio da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos contra uma oficina onde os extremistas preparavam carros-bomba na cidade de Ramadi, capital da província ocidental de Al-Anbar, no Iraque.




Uma fonte de segurança disse à Agência Efe que o ataque também deixou dezenas de jihadistas feridos, que foram transferidos ao povoado de Hit, a 70 quilômetros ao noroeste de Ramadi. A oficina ficou completamente destruída.

O primeiro-ministro do Iraque, Haidar al Abadi, disse hoje à rede pública britânica "BBC" que Ramadi poderia ser recuperada "em dias" após ser tomada pelo EI no último dia 17, mas destacou a necessidade de apoio internacional.

Além disso, pelo menos outros 40 jihadistas morreram hoje em vários ataques aéreos contra concentrações de combatentes ou bases do agrupamento em Mossul e seus arredores, cidade que caiu nas mãos do EI no ano passado.

Com estes números sobre para 91 o número de jihadistas mortos nas últimas horas, depois que fontes de segurança curdas informaram que outros 31 integrantes do EI morreram nesta madrugada em bombardeios aéreos da coalizão internacional ao sul Mossul.



Imagens mostram o momento em que quadrilha invade o Complexo da Maré

RJ TV

Soldados da Força de Pacificação registraram, no início de 2015, o momento em que uma quadrilha tentou invadir o Complexo da Maré. Homens do Exército e da PM tentaram impedir a operação. O intenso tiroteio impressiona.


Clique na imagem para assistir a reportagem:




Militares das Forças Especiais são feridos no Rio

Unidade de elite foi atacada por traficantes no Complexo da Maré, que ainda feriram um terceiro soldado. Vídeo mostra ataque que deixou dois feridos


Leslie Leitão | Veja

Criado em 1983, em Goiás, o 1º Batalhão de Forças Especiais é considerado a unidade de elite do Exército Brasileiro. O treinamento, um dos mais difíceis do país, capacita o soldado que se aventura a quase todo o tipo de missão, desde o planejamento e execução de ações de contraterrorismo, contraguerrilha, fuga e evasão, resistência física e psicológica. Se o Brasil entrar em guerra com alguma outra nação do planeta, os FEs, como são conhecidos, serão os responsáveis pelos reconhecimentos estratégicos e os primeiros ataques ao inimigo. Esta apresentação dá uma dimensão do tamanho do problema em que a ocupação do Complexo da Maré se transformou, na porta de entrada do Rio de Janeiro. Na noite do último dia 17 de maio, dois desses "supersoldados" foram feridos em confrontos com traficantes que, após mais de um ano de ocupação, continuam a mandar no território.

Movimentação de policiais militares e de soldados do Exército em comunidades do Complexo da Maré, no Rio de JaneiroMovimentação de policiais militares e de soldados do Exército em comunidades do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro(Gustavo Oliveira/Folhapress)

De acordo com a assessoria da Força de Pacificação, além dos dois sargentos FEs, um terceiro militar de outra unidade do Exército também ficou ferido. "Foram ferimentos leves e receberam atendimento médico imediato", informam, sem detalhes mais aprofundados de cada caso. O fato é que desde 5 de abril de 2014, quando mais de 3 000 homens das Forças Armadas ocuparam a Maré - atendendo a um pedido de socorro do então governador Sérgio Cabral -, pelo menos 23 militares foram baleados e um deles, o cabo da Brigada Paraquedista, Michel Mikami, de 21 anos, morreu.

A pouco mais de um mês do término da missão, prevista para 30 de junho, os militares, informalmente, admitem o temor de que outras baixas possam arranhar ainda mais a imagem do Exército: "Se até a nossa tropa de elite é atacada desse jeito, está claro que muita coisa deu errado", afirma um oficial do Comando Militar do Leste, que pede para não ser identificado.

Um novo vídeo postado nas redes sociais também mostra um pouco mais da ousadia dos criminosos. No dia 21 de janeiro deste ano, um comboio com cerca de 40 homens percorria as ruas da Favela Vila dos Pinheiros, quando foi atacado. Na ocasião, dois militares se feriram. As imagens mostram um confronto de mais de dois minutos ininterruptos. Depois de tantos tiros de fuzil, um militar grita: "Para de atirar!", no que é prontamente atendido.

Os bandidos, no entanto, continuam a atacar. E os militares voltam a responder os tiros. E um deles diz: "Não queria ação? Taí ação".

No mês passado VEJA mostrou as relações promíscuas de alguns militares com traficantes, chegando a avisar os bandidos de uma operação que seria realizada pela Polícia Civil em junho do ano passado. Com o vazamento, os bandidos do Morro do Timbau retiraram todo o arsenal que estava escondido ali e levaram para outra parte da Maré. Essa relação, no entanto, não foi a tônica da ocupação: "Muita gente passou a se omitir mesmo para não morrer. Essa guerra não é nossa", diz um cabo, que foi atacado várias vezes. Numa única semana durante a missão, a Força de Pacificação chegou a se envolver em 80 confrontos diferentes.





25 maio 2015

Estão abertas as inscrições para o 11º Seminário de Metrologia Aeroespacial

O evento ocorre entre os dias 30 de junho e 02 de julho


ACS IFI

O Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), unidade subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), promove, entre os dias 30 de junho e 02 de julho, a 11ª edição do Seminário de Metrologia Aeroespacial (SEMETRA).




Os interessados podem fazer as inscrições gratuitamente pelo site www.semetra.ifi.cta.br até o dia 29 de junho. Posteriormente será enviado e-mail confirmando a inscrição. Algumas vagas estão restritas aos órgãos do Sistema de Metrologia da Aeronáutica (SISMETRA), do Comando da Aeronáutica (COMAER) e de instituições convidadas.

O SEMETRA, organizado a cada dois anos, tem o objetivo de criar intercâmbio de ideias, debates e contato entre a comunidade científica, industrial e empresarial do ramo da metrologia. Este ano as atividades ocorrerão no auditório B do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP).

A programação do seminário será composta de palestras e debates voltados a questões técnicas de especialistas das mais diversas organizações de ensino e pesquisa de todo o País. Paralelamente ao evento haverá exposição com a participação dos principais fornecedores e mantenedores de equipamentos e instrumentos de medição, além de prestadores de serviços em diferentes áreas da metrologia.

“A metrologia aeronáutica atua na aferição de instrumentos embarcados em aeronaves e também na calibração de equipamentos ligados ao controle de tráfego aéreo. Nesse sentido, esse seminário é importante para difundir a grande importância da padronização do sistema de metrologia, que tem um papel fundamental para a segurança de voo”, explica o Chefe da Divisão de Confiabilidade Metrológica Aeroespacial (CMA), Tenente-Coronel da reserva Jaime José Marques Corrêa.



Milícias xiitas e exército iraquiano avançam contra forças do EI

Correio do Brasil, com agências internacionais - de Beirute

Um comboio de milícias muçulmanas xiitas e tropas do exército iraquiano partiram de uma base perto de Ramadi neste sábado para avançar em direção a áreas controladas pelo Estado Islâmico (EI), disse um porta-voz xiita, lançando uma contra-ofensiva para reverter as impressionantes conquistas dos insurgentes da jihad.


O grupo extremista radical sunita declarou um califado islâmico no território que controla no Iraque e na Síria.O grupo extremista radical sunita declarou um califado islâmico no território que controla no Iraque e na Síria.

A queda de Ramadi, capital da província de Anbar, em 17 de maio, poderá ser um golpe devastador para o fraco governo central de Bagdá. Os jihadistas muçulmanos sunitas agora controlam grande parte de Anbar e podem ameaçar as aproximações do Ocidente sobre Bagdá, ou até mesmo, avançar pelo sul, rumo ao coração do reduto xiita do Iraque.

A perda de Ramadi é o mais grave revés para as tropas iraquianas em quase um ano e lançou dúvidas sobre a eficácia da estratégia dos Estados Unidos, de fazer ataques aéreos para ajudar Bagdá a parar o Estado Islâmico, que controla um terço do Iraque e da vizinha Síria.

Azzal Obaid, membro do Conselho Provincial de Anbar, disse que centenas de combatentes xiitas, que chegaram à base aérea de Habbaniya na semana passada, depois que o EI tomou Ramadi, se posicionaram em Khalidiya e estavam se aproximando de Siddiqiya e Madiq, cidades no território disputado perto de Ramadi.

Em desvantagem devido à moral e coesão baixas entre suas forças de segurança, o premiê iraquiano, Haider al-Abadi, um xiita, enviou grupos paramilitares xiitas para tentar retomar Ramadi, apesar do risco de aumentar a tensão com a população de Anbar, predominantemente sunita.

Jaffar Husseini, porta-voz do grupo paramilitar xiita Kataib Hezbollah, disse que enviou mais de 2 mil reforços que haviam conseguido proteger Khalidia e a estrada que a liga à Habbaniya.

– Hoje vamos testemunhar o lançamento de algumas operações táticas que preparam o terreno para uma eventual libertação de Ramadi – disse à agência inglesa de notícias Reuters, por telefone.

Bandeira desfraldada

Combatentes do Estado Islâmico desfraldaram sua bandeira sobre uma antiga cidadela na cidade histórica de Palmira, na Síria, de acordo com fotos postadas na Internet durante a noite por simpatizantes do grupo. Os militantes tomaram a cidade, também conhecida como Tadmur, na quarta-feira, depois de dias de violentos combates com o exército sírio.

“A cidadela de Tadmur está sob o controle do Califado”, dizia a legenda de uma das fotos postadas em sites de mídia social. Em outra, um combatente sorridente aparece de pé em cima de uma dos muros da cidadela, carregando a bandeira preta.

Não foi possível verificar a autenticidade das fotos.

O grupo extremista radical sunita declarou um califado islâmico no território que controla no Iraque e na Síria, realizou operações na Líbia e, na sexta-feira, assumiu a responsabilidade por um ataque suicida contra uma mesquita no leste da Arábia Saudita.

Eles destruíram monumentos históricos e antiguidades que veem como idólatras em outras cidades, e há temores que façam o mesmo agora em Palmira, lar de renomadas ruínas da era romana, incluindo templos bem preservados, colunatas e um teatro.

23 maio 2015

FAB terá míssil antinavio com 278 km de alcance

O míssil antinavio AGM-84 Harpoon será utilizado pelos aviões P-3AM


Poder Aéreo

O Brasil terá em breve uma capacidade militar inédita. Um lote de míssil antinavio AGM-84L Harpoon foi adquirido para ser utilizado pelos aviões de patrulha marítima P-3AM, da Força Aérea Brasileira (FAB). Com 278 km de alcance, o armamento permitirá a proteção do mar territorial brasileiro.




Esse será o primeiro míssil antinavio a ser operado por aviões no País. As oito aeronaves P-3AM, operadas a partir da Base Aérea de Salvador (BASV), têm capacidade de ir a mais de três mil quilômetros de distância, podendo atuar em todo o litoral.

“Esse é um armamento estratégico, de altíssimo poder dissuasório”, afirma o Brigadeiro do Ar Roberto Ferreira Pitrez, Comandante da Segunda Força Aérea (II FAE), unidade responsável pelos esquadrões de patrulha marítima da FAB.

Para se ter uma ideia do alcance da nova arma, seria como um avião lançar o míssil da cidade de Aracaju (SE) para atingir um alvo em Maceió (AL), por exemplo. Também é a mesma distância entre a cidade do Rio de Janeiro (RJ) e Ubatuba, no litoral de São Paulo.

Com 3,8 metros de comprimento e 519 kg, o Harpoon é movido por uma turbina e atinge 850 km/h. Somente a ogiva tem 221 kg de material explosivo, o suficiente para causar danos que levem um navio de guerra a afundar.

O míssil utiliza dados dos sistemas da aeronave lançadora para calcular a sua rota até o alvo e conta ainda com um radar próprio para corrigir a rota. Depois do lançamento, o Harpoon voa próximo ao mar para evitar ser detectado.



Iveco pode parar linha de blindados

Produção do modelo Guarani, após junho, depende de novas encomendas do Exército


Mara Bianchetti | Jornal do Comércio

Iveco Latin America, subsidiária da CNH Industrial, cogita agora paralisar as atividades na fábrica de veículos de defesa, localizada na mesma cidade. A suspensão das atividades poderá ocorrer já no mês que vem, caso a empresa não receba do Exército Brasileiro novas encomendas do blindado Guarani. A medida seria mais uma conseqüência do contingenciamento proposto pelo governo federal, em busca do ajuste fiscal.



Está previsto para hoje o anúncio dos cortes no Orçamento da União que, segundo estimativas do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deverá ficar entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões.

O contingenciamento está relacionado à necessidade do governo de promover o reequilíbio das contas públicas, de maneira a atingir a meta de superávit primário. Para 2015, o objetivo é poupar 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) para todo o setor público (governo, estados, municípios e estatais), o equivalente a R$ 66,3 bilhões.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Iveco informou que a paralisação da unidade não está confirmada, mas admitiu que talvez ela seja necessária. Isso porque o prazo limite para manutenção da linha de produção sem novas encomendas termina no mês que vem. Os trabalhos ficariam suspensos até a retomada dos investimentos por parte do Exército - único comprador do veículo.

No entanto, a montadora esclarece que a paralisação nada tem a ver com as operações da unidade de produção de veículos comerciais leves e pesados. A assessoria destaca que se trata de operações distintas e independentes, que seguem suas atividades normalmente até a definição do que será feito com a unidade de bindados.

Inauguração 

A fábrica de veículos de defesa da Iveco foi inaugurada em junho de 2013, mediante inversões de R$ 100 milhões, com o objetivo de atender a demanda do Exército Brasileiro. Desde então, 132 unidades do modelo Guarani foram entregues. A planta tem capacidade para a produção de 115 unidades anuais, podendo chegar a 200.

A montadora já foi procurada por países como Argentina, Chile, Colômbia e Angola, que se mostraram interessados na aquisição do modelo Guarani. No entanto, contrato fechado e em execução somente ocorreu com o Exército, que também tem interesse que haja a comercialização externa do blindado, uma vez que ele receberia royalties com a negociação.

Em 2007, a Iveco venceu a licitação para fornecer, até 2030, os blindados ao Exército. O modelo Guarani é da família de Veículos Blindados para o Transporte de Pessoal Médio sobre Rodas (VBTP-MR) e está substituindo os antigos modelos Urutu, atualmente em uso pelas Forças Armadas Brasileiras.

O conteúdo dos veículos é 90% nacional, com fornecedores de diversas regiões do Brasil. Hoje, a cadeia produtiva envolve cerca de 102 fornecedores e gera 300 empregos diretos e mil indiretos.

Investimentos 

Nesta semana, a montadora confirmou o aporte de R$ 650 milhões nas operações nacionais até 2016. A fábrica de Sete Lagoas já está recebendo grande parte dos recursos para aplicação em equipamentos de alta tecnologia; projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação; construção de um distrito industrial para fornecedores e de um campo de provas.

Somente as inversões em pesquisa, desenvolvimento e inovação somam algo em torno de R$ 240 milhões, enquanto o investimento total no campo de provas no município da região Central chega a R$ 24 milhões. Os outros R$ 386 milhões estão sendo divididos entre as demais operações da companhia no País.


Nota do Ministério da Defesa sobre o contingenciamento da LOA 2015

Nota do Ministério da Defesa sobre o contingenciamento da LOA 2015


DefesaNet

Brasília, 21/05/2015 – O Ministério da Defesa terá um orçamento de R$ 17,028 bilhões para 2015 em custeio e investimento. Esse volume de recursos representa contingenciamento de R$ 5,617 bilhões (24,8%) em relação ao fixado na Lei Orçamentária Anual (LOA) que era de R$ 22,645 bilhões.

Ciente de que o ajuste fiscal em 2015 é condição essencial para a estabilidade econômica, o Ministério da Defesa envidará os esforços para replanejar os seus gastos para o corrente exercício, com a finalidade de minimizar os impactos sobre as suas atividades.

Serão priorizados todos os contratos e compromissos já assumidos, bem como haverá a intensificação no processo de melhoria da gestão, com a busca constante de redução de custos. Caso necessário, também serão revisados os cronogramas de entregas de produtos de defesa, conforme frisou o ministro Jaques Wagner nas audiências ocorridas nesta semana na Câmara dos Deputados e no Senado. Os valores do contingenciamento dos projetos estratégicos ainda serão calculados a partir da divulgação do Decreto presidencial de hoje.

“Os nossos projetos estratégicos não vão sofrer descontinuidade. Podem até sofrer, vamos dizer assim, uma velocidade um pouco menor por conta do que a gente está atravessando, e eu reconheço a necessidade do ajuste. Agora não podemos descontinuar nenhum programa desses que são estratégicos na Defesa, seja da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, porque para você colocar em pé um projeto desse demora, mas para você descontinuar e acabar com ele é rápido”, afirmou.

Certos da correção da medida para a retomada do crescimento e da continuidade de atração de investimento para o país, o MD continuará a cumprir com excelência todas as atribuições institucionais para a Defesa do território nacional.

As Lâminas abaixo são da apresentação do Ministro Jaques Wagner na Comissão de Relações Esteriores e Defesa do Senado - 21 Maio 2015







Deputado: França impossibilita futuros contratos ao suspender entrega de navios Mistral

Para um deputado francês, Gilles Lebreton, as autoridades francesas estão causando danos à imagem internacional do seu país.


Sputnik

O deputado condena firmemente a postura da França em relação aos porta-helicópteros Mistral, encomendados pela Rússia à França.




"A França é um país renomado na área de produção de armamentos. Portanto, quando assina contratos com parceiros confiáveis, como é a Rússia, deve cumpri-los, e não bloquear — neste caso, o fornecimento dos dois Mistrais", disse Lebreton em uma entrevista exclusiva à Sputnik France.

Segundo ele, a decisão de suspender o fornecimento dos Mistrais à Rússia prejudica principalmente a França:

"Quanto ao nosso complexo militar-industrial, nós estragamos catastroficamente a nossa imagem frente aos futuros consumidores. Evidentemente, nós não conseguimos cumprir a palavra que tínhamos dado à Rússia".

"Se outros países quiserem assinar um contrato de construção de navios no estaleiro de Saint-Nazaire, amanhã vão pensar três vezes antes de o fazer. Ou até podem preferir outros fabricantes, por exemplo a Coreia, que é uma referência na área de construção naval", acrescentou o deputado.


Sem justificação

Para o deputado, não existe nenhuma justificação para suspender a entrega dos navios. Nisso, ele diverge da opinião oficial do Estado francês, que tem criticado a guerra na Ucrânia.

Lebreton destaca dois aspectos do conflito ucraniano que mais irritam o Ocidente: a reintegração da Crimeia à Rússia e o conflito no Leste da Ucrânia.

Quanto ao primeiro, o entrevistado deixou claro que, para ele, se trata do "direito de autodeterminação dos povos", portanto de uma decisão completamente legítima.

"Eu até acho que a União Europeia deveria ter participado da organização do referendo [na Crimeia em 16 de março de 2014], em vez de protestar", frisou.

Já o segundo aspecto, "um pouco mais delicado", não foi estudado pela União Europeia com a devida atenção, o que levou à escalada do conflito em Donbass, segundo Lebreton:

"A União Europeia, em vez de seguir e obedecer cegamente aos EUA, deveria ter lançado mão da sua posição e ajudar a Rússia e a Ucrânia na busca de uma solução. Isso não aconteceu, e como resultado nós vemos que dois países tiveram que interferir no assunto, no quadro dos Acordos de Minsk-2, ao passo que a UE esteve ausente".

"Resumindo, este pretexto não deveria ter sido usado para justificar a suspensão do fornecimento dos Mistrais", explicou o deputado.

Brasil ou terceira opção

As opções do futuro destino dos navios Mistral anunciadas pela França são duas: venda dos navios a um terceiro país (anteriormente, o conselheiro municipal de Saint-Nazaire, Gauthier Bouchet, não descartava a candidatura de Brasil como comprador) e o seu desmantelamento.

Há até quem afirme que era mais fácil e barato afundar os Mistrais.

Já Lebreton acredita que os navios poderiam ser entregues à Marinha francesa, se outras opções falharem. Afinal, perder anos de trabalho e enormes montantes de dinheiro gasto não é uma decisão racional.