31 março 2016

Soldado do Exército é preso suspeito de furtar 2 fuzis de batalhão em RO

Armas foram recuperadas durante abordagem da PM, próximo ao 6º BIS. 

Outras duas pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no caso.


Júnior Freitas | G1 RO

Um soldado do Exército, de 22 anos, foi preso em flagrante nesta quinta-feira (31) com dois fuzis calibre 762 que foram furtados de dentro do 6º Batalhão de Infantaria de Selva (6º BIS), em Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho. O armamento tem capacidade para alcançar mais de dois quilômetros de distância, quando disparado. Segundo a Polícia Militar (PM), além do suspeito, outras duas pessoas foram presas pelo furto do armamento, sendo um ex-militar do Exército, também de 22 anos e uma jovem de 20.


6º Batalhão de Infantaria de Selva (6º BIS)

Conforme a PM, uma guarnição fazia o patrulhamento de rotina no cruzamento das Avenidas Mascarenhas de Morais e Quintino Bocaiúva, no Bairro Caetano, no momento que viu o soldado carregando duas mochilas em uma bicicleta.

Os policiais deram ordem de parada e o soldado do Exército se desfez de uma das mochilas, jogando-a em matagal próximo da via. Ao verificarem o que tinha dentro da mochila, os militares encontraram dois fuzis 762 não municiados e um uniforme camuflado preto, de uso restrito do Exército Brasileiro.

Ao ser questionado sobre a origem do armamento, o jovem soldado alegou ter recebido a ligação de uma mulher lhe dizendo que um ex-soldado pediu para ele ir até o batalhão e recolher as armas em um esconderijo.

O soldado recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com os objetos apreendidos. A mulher que fez a ligação foi detida em sua residência por outra guarnição da PM, no Bairro Nossa Senhora de Fátima.

O terceiro suspeito que teria informado o local onde as armas furtadas estavam escondidas, já estava na Delegacia de Polícia Civil, pois foi detido por agentes do Serviço de Investigação e Captura (Sevic) para averiguação de um suposto furto de moto.

Em entrevista ao G1, o tenente coronel Halley Dantas, disse que tomou conhecimento do caso através da seção de inteligência e que as armas estavam em posse de dois soldados do efetivo variável de recrutas. Outros militares podem estar envolvidos e estão sendo investigados. Os dois fuzis furtados têm capacidade para alcançar 2,5 quilômetros, quando disparado.

"A inteligência informou que a PM havia detido um suspeito portando dois fuzis nossos. Imediatamente foram feitas todas as medidas de conferência de armamento e foi verificado que nosso armamento está sem alteração. Esses dois fuzis furtados são de uso controlado e estavam com soldados da nossa Operação Boina, no campo básico ao lado do Batalhão. O soldado será levado para a Polícia Federal (PF)", declarou o comandante do 6º BIS.

Halley ressaltou ainda que novas medidas de segurança serão tomadas para evitar outras situações de furtos dentro do Batalhão. "As situações de extravio, tentativa de extravio e descontrole de armamentos são repudiadas pelo comando e pelo Exército Brasileiro. As medidas de segurança já vêm sendo tomadas, como por exemplo, os muros que estamos levantando, novas reservas de armamento e também estamos reinstalando o circuito fechado de televisão", concluiu.

Após prestarem depoimento na Delegacia de Polícia Civil, os dois homens e a mulher foram conduzidos para a Polícia Federal (PF). Até o fechamento desta reportagem, os três ainda não haviam sido ouvidos pelo delegado Heliel Martins, da PF.


Soldado sobrevive 23 dias perdido na selva comendo tartarugas e sementes

Além de não ter água ou comida, o colombiano Yeffer Sánchez enfrentou perigo de animais e guerrilha nos 23 dias em que esteve perdido na selva.


Boris Miranda | BBC


"Não me mate, eu sou o soldado perdido", suplicou Yeffer Sánchez ao militar que o encontrou na segunda-feira após 23 dias perdido na floresta no centro da Colômbia.


Yeffer Sánchez passou 23 dias na floresta  (Foto: Ejercito de Colombia)
Yeffer Sánchez passou 23 dias na floresta (Foto: Ejercito de Colombia)

Assim terminou o suplício que havia começado mais de três semanas antes, no dia 5 de março, quando o soldado do Exército colombiano se deu conta de que estava sozinho e perdido no meio da mata fechada do Estado de Meta.

Na primeira noite, Yeffer pensou que seu pelotão voltaria e o encontraria. Sentiu apenas um pouco de angústia.

Como nada acontecia, ele decidiu se movimentar.

Com o passar dos dias ele se deu conta de que estava andando em círculos apesar das longas caminhadas.

"A mata era muito fechada. Eu andava reto mas sempre voltava para o mesmo ponto. Neste momento me desesperei. Chovia e eu passava todos os dias ensopado", diz Sánchez, de 26 anos, em entrevista à BBC Mundo.

Nestas condições, com aparentemente tudo adverso, o soldado perdido prometeu a ele mesmo que iria sobreviver para voltar a abraçar sua mãe, "dona Anita".

Sobreviver


Sánchez estava sozinho, molhado, sem água nem comida, mas tinha sua faca, seu fuzil e o uniforme camuflado.

"Passaram muitas coisas pela minha cabeça nessa hora. Sabia que o Exército estava me procurando e pensava no meu pai, na minha mãe e em Deus, por isso não me descontrolei. Nunca perdi a esperança de voltar", relata.

Como a mata era muito fechada, ele não conseguia ver mais de alguns metros a sua frente. Também não havia um rio para guiá-lo.

Sánchez tinha dois grandes "inimigos": os animais selvagens e as tropas das Farc.

É difícil dizer o que aconteceria se ele encontrasse qualquer um deles.

"Sabia que se eu disparasse (a arma) poderiam me encontrar, mas não sabia quem (me encontraria). Por isso atuei para evitar que percebessem que eu estava lá. Me movimentei taticamente. Apliquei o que aprendi em cursos de sobrevivência", explicou o soldado.

Sánchez se perdeu em uma área conhecida como El Charcón, classificada como zona vermelha devido à forte presença das Farc.

"Vi a guerrilha ao longe e de imediato me escondi", conta.

Mas os maiores desafios eram repor as forças, se hidratar e matar a fome, que se tornava mais insuportável com o passar dos dias.

"Chegou uma hora em que eu não achava água em lugar nenhum. Foram dias assim. No curso nos ensinaram que há cipós que têm água que serve para hidratação. As folhas de bananeira também servem porque têm água. E às vezes eu encontrava pequenos poços", diz.

Ele se alimentou com sementes e cascas que encontrava. Tentou sem sucesso beber urina para se hidratar, mas não conseguiu.

E quando a fome ficou insuportável, ele encontrou uma tartaruga e a comeu crua. A proteína e a gordura que ingeriu podem ter salvado sua vida.

As "piores noites"


Jeffer Sánchez gosta de rap e era cantando que conseguia passar as noites.

"Eu cantava baixinho para me animar. Foram as piores noites. Não conseguia dormir pensando no que podia acontecer. A barriga roncava e meu único sonho era que no dia seguinte eu encontrasse a saída ou que alguém me visse", lembra Sánchez.

E toda manhã repetia o mesmo ritual: acordar para procurar algum alimento, tirar o rifle do pescoço e começar a andar.

Enquanto isso, 500 homens do Comando Específico do Oriente o procuravam por terra e ar.

Panfletos com sua foto foram distribuídos nos municípios próximos e, na rádio, anúncios diziam seu nome e contavam que ele havia se perdido na selva.

Mas passaram semanas e nada.

A desorientação de Sánchez chegou a um ponto em que ele calculava que estava perdido há 17 dias quando, na verdade, eram 23.

E uma manhã houve um "milagre".

"Tive medo. Não sabia o que fazer. Eles estavam apontando para mim e gritei 'Não me mate, eu sou o soldado perdido'."

"Fique calmo. Estamos há 22 dias te procurando sem parar", respondeu o outro soldado, Carlos Enrique Tunubalá.

Os dois baixaram as armas e se abraçaram.

Dona Anita


Por telefone, Ana Fael escutou a voz de seu filho poucas horas depois de seu resgate.

Não conseguiu segurar o telefone e teve que sentar devido à emoção.

Ela foi informada de que seu filho estava em situação estável, com desidratação e alguns quilos a menos.

Durante algumas semanas, o soldado fará uma dieta leve, até que seu corpo se recupere.

A mãe e os sete irmãos de Sánchez viajaram até a base militar em que ele está, para encontrá-lo.

Separados, ela e o filho contaram que tinham o mesmo sonho para quando tudo aquilo passasse: sentar em uma mesa com dois pratos de sopa de lentilha.

É a especialidade de dona Anita e o prato favorito de Sánchez.

Quando os dois se encontraram, o soldado pediu desculpas à mãe. "Espero que você não tenha se preocupado muito, mãe."



29 março 2016

EUA e aliados acusam Irã de desafiar resolução da ONU com mísseis

O Irã desafiou uma resolução histórica do Conselho de Segurança das Nações Unidas ao realizar lançamentos de mísseis balísticos no início deste mês, segundo afirmaram os Estados Unidos e países europeus em uma carta conjunta obtida pela Reuters nesta terça-feira.


Sputnik

De acordo com o documento, assinado por EUA, Reino Unido, Alemanha e França e endereçado ao embaixador espanhol na ONU, Roman Oyarzun Marchesi, e ao secretário-geral, Ban Ki-moon, os testes iranianos envolveram mísseis capazes de carregar armas nucleares, sendo inconsistentes e desafiando a resolução 2231, adotada em julho passado por ocasião do acordo nuclear entre Teerã e o grupo do P5+1. 


Soldados iranianos se preparam para lançar um míssil superfície-ar Hawk durante exercícios militares
Mísseis superfície-ar Hawk © AFP 2016/ ISNA/AMIN KHOROSHAH

Na carta, Washington e seus aliados pedem que o CS da ONU discuta respostas adequadas à suposta violação do Irã.

A Espanha foi designada para coordenar as discussões em torno da resolução 2231.


Caminho livre para o golpe final contra o EI

A retirada inesperada das tropas russas na Síria deixou muitos observadores perplexos. Como ficará a situação de Assad? O Estado Islâmico ainda tem poder de combate? De tudo, uma coisa é certa: decisão incita coalizão liderada pelos EUA a concluir missão.


Evguêni Krutikov | Gazeta Russa

A retirada das tropas russas da Síria tem levantado inúmeras questões. Por que, por exemplo, isso aconteceu antes da retomada de Raqqa, considerada a capital do Estado Islâmico (EI)? O que vai acontecer agora com o líder sírio Bashar al-Assad, cuja posição ficou agora enfraquecida? E, finalmente, é correto traçar uma comparação com o fim da operação soviética no Afeganistão, que levou a consequências infelizes? 


Se derrubar o EI, Washington pode ficar com os louros da vitória Foto:Iorch

Não importa o grau de retórica pública no triângulo Rússia-Ocidente-Damasco, é preciso entender que não haveria uma retirada sem garantias para Assad e sem fixar o panorama geral do sistema político da Síria durante um período transitório. Portanto, tanto os negociadores dos EUA como os das União Europeia estão internamente preparados para o fato de que Assad não irá a lugar algum no futuro próximo.

De um modo geral, a recente decisão russa é mais parecida com a retirada das tropas norte-americanos do Afeganistão do que das tropas soviéticas no país. As bases permaneceram, assim como a infraestrutura e um contingente suficiente, enquanto as tropas de Damasco foram parcialmente reequipadas e, em alguns casos, até treinadas.

Enquanto isso, a situação nas linhas de frente regulares é estável, com chances a favor do governo local, e as conversações de paz estão sendo realizadas sobre uma base paritária. Ninguém foi “à deriva” – muito pelo contrário.

Assad sozinho, de novo

Vamos começar com o fato de que a infraestrutura da oposição e do EI foram destruídas de tal forma que só seriam capazes de conduzir uma ação eficaz no plano teórico. Foi exatamente isso que tentaram fazer há uma semana, capturando vários trechos na estrada para Aleppo, mas acabaram sendo eliminados um dia depois.

Esse acontecimento foi tão divulgado que dava a impressão de uma vitória global. Na realidade, um ataque desse tipo, com forças unidas não atingindo o contingente de um batalhão sequer, é a única coisa da qual os jihadistas são capazes agora.

Por outro lado, a posição diplomática de Assad ficou claramente enfraquecida. Se os alvos militares definidos para o grupo russo foram, de um modo geral, atingidos com sucesso, os resultados políticos são, por enquanto, um pouco mais difíceis de avaliar.

De fato, Damasco não deve estar completamente satisfeita com o resultado dos acontecimentos. O Exército sírio foi interrompido em sua capacidade máxima, e Assad deixou de ser capaz de lidar com as intrigas multivetoriais típicas do Oriente.

O presidente sírio foi traído por muitas pessoas, incluindo aliados mais próximos, o que demandará mais esforços diplomáticos e “de bastidores” para treinar todos os atores envolvidos no conflito a fazer concessões.

Paralelamente, o fato de as negociações intra-Sírias terem sido iniciadas, bem como a preservação e a estabilidade do poder no país, já pode ser considerado um sucesso.

EI à mercê dos EUA

Agora, a coalizão liderada pelos Estados Unidos está sozinha para lidar com o EI – tanto no Iraque e na Síria. Sua força de combate é fraca, mas ninguém impede o grupo de se erguer. E, neste caso, Washington seria coroada com os louros da vitória.

Faz sentido supor que o EI enfraquecido foi jogado à mercê da coalizão liderada pelos EUA em troca da manutenção da estabilidade da Síria. Não em termos de estabilidade para a família Assad, embora isso seja importante, mas para a preservação de uma configuração mutuamente aceitável de poder no Oriente Médio.

Assim, a destruição do grupo terrorista agora é apenas uma questão de tempo e muitas perdas. Se a coalizão liderada pelos EUA estiver pronta para assumir essa responsabilidade, ninguém irá impedi-los – mas também não haverá quem ajudá-los.

Hoje, até mesmo a retomada de Palmira não é de importância crucial, exceto ideologicamente, uma vez que os terroristas já destruíram tudo o que podiam por lá. Mas a atenção de Damasco já foi desviada para conversações com aqueles que estão prontos para chegar a um consenso.

Sofrer grandes perdas por um pedaço de deserto inabitado, mesmo com a perspectiva de avançar sobre Raqqa, é, no momento, um desperdício de recursos.

Além disso, a retomada dessa cidade é uma operação questionável por princípio. Durante o período em que a cidade vem sendo considerada a capital não oficial do EI, resta parte da população que acha confortável viver sob este regime.

Isso pode parecer chocante para um brasileiro, norte-americano ou europeu, mas fato é que o Estado Islâmico goza de certo apoio nas províncias. Há diversas pessoas que preferem o comércio de escravos a trabalhar, gostam de assistir a execuções públicas e estupro para fins religiosos, e assim por diante.

O que fazer com esses indivíduos se Raqqa for libertada? Seriam anistiados ou não haveria qualquer misericórdia? Esta questão pode ser muito mais complexa do que até mesmo o timing e o mecanismo das eleições. E, talvez, por isso, avançar pelo deserto agora esteja fora de questão.

Evguêni Krutikov é analista político especializado em Cáucaso e Balcãs.
 


Rússia monitora circulação de combatentes na fronteira sírio-turca

Números caíram após operações das Forças Aeroespaciais russas na região, segundo ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguêi Lavrov.


RIA Nóvosti

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguêi Lavrov, anunciou que o país continua a monitorar a circulação de combatentes e armas através da fronteira sírio-turca. 


Segundo Lavrov (dir.), tráfico de armas é intenso na fronteira da Turquia com dois enclaves curdos que são frequentemente alvos dos turcos quando lutam por posições do EI. Declarações foram dadas durante coletiva conjunta com vice-chanceler alemão Frank-Walter Steinmeier (esq.). Foto:Flick.com / MFA Russia

"Observamos o continuado tráfego por ela [a fronteira sírio-turca] em ambas as direções. Mas, após nossas Forças Aeroespaciais começaram a operação para por termo no contrabando ilegal, especialmente de petróleo e derivados, da Síria controlada pelo EI (Estado Islâmico) ao território da Turquia, o tráfico diminuiu", disse o ministro em coletiva conjunta com o vice-chanceler alemão Frank-Walter Steinmeier.

De acordo com Lavrov, em geral, "o fluxo não se extinguiu, mas tornou-se muito menor". "Além disso, ele se mantém, e é usado ativamente na fronteira entre dois enclaves curdos no norte da Síria. É justamente por isso que, quando os curdos tentam conquistar territórios do EI, há fogo por parte da artilharia do lado turco da fronteira contra as posições curdas, que impede sua luta contra a organização terrorista", disse.

"Prestamos atenção a todos esses fatos. Insistimos que a resolução do Conselho de Segurança que exige que se cesse qualquer comércio com o EI e outros terroristas - seja de petróleo ou artefatos - seja cumprida", completou.



Kalashnikov terá produção licenciada de AK-100 na Índia

Modelos da série AK-100 para testes de pré-produção já foram entregues ao país. Expectativa inicial é produzir 50 mil itens por ano, diz executivo da empresa.


Pável Rítsar | Gazeta Russa

A Rosoboronexport, estatal russa responsável pelas vendas de equipamento militar ao exterior, planeja estabelecer na Índia uma produção licenciada de rifles de assalto da série AK-100, da Kalashnikov. Isso acontecerá após o término dos testes de pré-produção no país, disse o vice-diretor-geral da Rosoboronexport, Serguêi Bereslavski. 


Produção na Índia será iniciada após testes com modelos entregues ao país Foto:Tass

“A Rosoboronexport está trabalhando para organizar a produção sob licença da série AK-100 aqui”, disse Breslavski, em entrevista nos corredores da mostra de armamentos Defexpo India-2016, nesta terça-feira (29).

“Os modelos de produção já foram entregues e vamos lançar a produção licenciada após os testes de pré-produção”, acrescentou o empresário.

O chefe-executivo da fabricante Kalashnikov, Aleksêi Krivorutchko, já havia adiantado em 2015 que a empresa estaria em negociações avançadas com parceiros indianos para a fabricação de armas no país asiático.

“Estamos pensando na produção inicial de, pelo menos, 50 mil itens por ano, com um potencial aumento de escala”, disse Krivorutchko.

A exposição internacional Defexpo India 2016 acontece até quinta-feira (31) em Quitol, no estado de Goa. Durante a mostra, a Rosoboronexport vem mantendo negociações para promover a modernização das Forças Armadas indianas, incluindo a aquisição de sistemas de defesa antiaérea russos S-400.


28 março 2016

Chefes militares brasileiros já se entendem com políticos de oposição

Todos deixam claro que consideram o governo Dilma acabado


Cláudio Humberto | Diário do Poder

Um dos sinais reveladores do declínio da presidente Dilma no poder tem sido a aproximação dos chamados setores “de Estado” com a oposição. Representantes do Itamaraty, inconformados com a nova condição brasileira de “anão diplomático”, e a significativa interlocução com chefes militares, em geral muito discretos. Todos se mostram preocupados, mas concordam em um ponto: o governo Dilma acabou. 


A ameaça de decretar o “Estado de Defesa”, cogitado por Dilma, foi revelada a oposição por chefes militares.

Um dos comandantes das três Forças pediu reunião urgente com o Líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP). Será nesta terça (29).

A inquietação dos comandantes militares reflete a caserna, onde estão brasileiros indignados clamando por mudança como quaisquer outros.

Os chefes militares rejeitaram a idéia do Planalto de decretar “Estado de Defesa” para coibir e reprimir manifestações, como na Venezuela.

As discussões sobre o “Estado de Defesa”, cogitado por Dilma, foram reveladas a políticos da oposição nas conversas com chefes militares.


Hacker que roubou informações sobre caça F-35 é festejado na China

Cidadão chinês que invadiu as redes de empresas contratadas pela Defesa dos EUA e entregou informações confidenciais à China é festejado como herói em seu país.


Sputnik


Su Bin se declarou culpado em um tribunal federal de Los Angeles, junto a cúmplices, de invadir as redes da Boeing e de outras empresas do setor de Defesa. As invasões ocorreram entre outubro de 2008 e março de 2014, segundo a promotoria. 


F-35
F-35 Lightning © flickr.com/ Gonzalo Alonso

O cidadão, por outro lado, está sendo visto como grande patriota em seu país.

“Estamos dispostos a mostrar nossa gratidão e respeito por seu serviço ao país”, diz um editorial do jornal chinês The Global Times. O editorial também questiona se Su é mesmo culpado, alegando que os Estados Unidos já haviam supostamente encontrado “vários espiões” que, segundo o jornal, “a maioria se provou inocente”.

Su, também conhecido como Stephen Su, é um abastado homem de negócios” segundo documentos do tribunal. De acordo com os promotores, Su forneceu a dois outros “conspiradores” na China informações confidenciais sobre vários programas, inclusive sobre o avião de transporte C-17 e dois caças: o F-35 e o F-22.

EUA e China vêm há anos se acusando de espionagem cibernética. Su é a primeira pessoa acusada com sucesso pelos Estados Unidos de roubar segredos por meio de invasão hacker. Entretanto, segundo o jornal chinês Cheat Sheets, o fato fez de Su um herói nacional.

“No campo de batalha secreto, sem pólvora, a China precisa de agentes especiais para adquirir segredos dos EUA”, diz o jornal.

Oficialmente, contudo, o porta-vos do ministro chinês de Relações Exteriores, Hong Lei, Pequim “se opõe firmemente e não apoia atividades de espionagem cibernética.”



Relatório vazado da Otan elogia ‘eficiência’ militar russa

Suposto documento secreto que analisa atuação de tropas aéreas na Síria ganhou destaque na imprensa russa. Informação foi vazada por publicação alemã.


Nikolai Chevtchenko | Gazeta Russa

Um documento da Otan que reconhece a “eficiência” e “profissionalismo” das forças aeroespaciais da Rússia na Síria repercutiu na imprensa russa, após a revista alemã “Focus” divulgar a informação alegadamente obtida na segunda-feira (7). 


Base aérea russa de Hmeymim, na Síria, recebeu reforço para checar cumprimento de cessar-fogo Foto:Dmítri Vinogradov/RIA Nôvosti

O documento cita que os oficiais da aliança estariam preocupados com a capacidade demonstrada das Forças Aeroespaciais russas em operação na Síria. “Quarenta jatos russos fazem até 75 missões por 24 horas, todos os dias realizando ataques contra o EI [Estado Islâmico]”, diz a fonte alemã, citada pelo jornal russo “Kommersant”.

Tecnologia mais inteligência

Comparado ao contingente da Otan na Síria, o número de aviões de guerra russos que operam no país é insignificante. Embora a aliança ocidental mantenha 180 jatos na região, atinge apenas 20 alvos por dia, de acordo com o “Kommersant”.

O número de ataques aéreos da Otan equivale a uma pequena fração dos bombardeios russos, apesar da superioridade quantitativa que a Aliança tem sobre a Rússia na Síria, segundo o relatório vazado.

A superioridade tecnológica de jatos russos e inteligência precisa são citados como razões para a discrepância. “Moscou enviou 4 caças Su-35 que [tecnologicamente] superam a maioria dos aviões produzidos no Ocidente”, publicou o jornal “Vzgliad”.

A frequência de saída de aviões russos é também descrita como sendo maior do que a da Otan.

Alguns veículos russos destacaram ainda que parte da eficácia se deve ao trabalho de inteligência conjunto entre Rússia e Síria. “Para se coordenar militarmente, Moscou usa informações obtidas pelas forças de inteligência aérea sírias e dados coletados por serviços secretos russos sobre alvos estrategicamente importantes”, lê-se no Vzgliad em referência ao documento da Otan.

A revista alemã “Focus”, que publicou o relatório secreto em primeira mão, não cita os supostos bombardeios a locais com civis, incluindo hospitais, pelas forças aeroespaciais russas. Ainda não se sabe se o documento apresenta tais informações.

Reforço da paz

Na semana passada, a Rússia transferiu sistemas militares adicionais à Síria para monitorar o regime de cessar-fogo.

“Nos últimos três dias, o Ministério da Defesa russo (...) alocou três complexos de veículos aéreos não tripulados (UAV) e duas estações de radar na base aérea de Hmeymim (...) para detectar o uso de artilharia por grupos terroristas”, declarou o Ministério da Defesa russo, citado pela agência TASS.

Além dos UAVs e de um sistema de satélites, o contingente militar russo na Síria recebe inteligência adicional da força aérea de Assad.

Washington também demonstrou intenção de reforçar o seu contingente no país. Os EUA substituíram as aeronaves B-1 Lancers, em operação contra alvos no Iraque e na Síria, por um número não revelado de bombardeiros B-52, que têm maior alcance e podem sobrevoar o campo de batalha por até 10 horas.


Regime sírio retoma cidade histórica de Palmira do Estado Islâmico

Regime sírio retoma cidade histórica de Palmira do Estado Islâmico


Do G1, em São Paulo

As forças sírias retomaram neste domingo (29) o controle de Palmira e conseguiram expulsar os jihadistas do Estado Islâmico (EI), informaram a mídia estatal síria e a ONG Observatório Sírio para Direitos Humanos. O grupo radical havia conquistado a histórica cidade em maio de 2015. 


Tropas sírias são vistas na quinta-feira (24) ao lado de uma mansão pertencente à família real do Catar, na periferia da antiga cidade de Palmira (Foto: AFP)
Tropas sírias ao lado de mansão da família real do Catar, na periferia da antiga cidade de Palmira, na quinta (Foto: AFP)

Um oásis no meio do deserto, Palmira é considerada patrimônio mundial da humanidade pela Unesco. A tomada da cidade pelo EI teve grande repercussão mundial.

De acordo com o Observatório Sírio, na manhã deste domingo (horário local) ainda se ouviam disparos na parte oriental de Palmira. As forças do EI, no entanto, abandonaram a cidade, e o controle passou para o governo sírio.

"Após violentos combates noturnos, o exército controla totalmente a cidade de Palmira, inclusive a parte antiga e a parte residencial", disse uma fonte militar à agência de notícias France Presse.

As unidades de engenharia do exército passaram a desativar dezenas de bombas e minas no interior da cidade antiga - onde estão numerosos tesouros históricos -, segundo a mesma fonte militar. Parte dessas relíquias foi destruída pelo EI.

O Observatório Sírio informou que mais de 400 jihadistas e ao menos 180 membros das forças do regime sírio morreram durante os combates por Palmira, que se iniciaram em 7 de março. A ONG conta com uma rede de voluntários na Síria.

As forças terrestres contaram com apoio de aviões e helicópteros sírios e russos, além de artilharia, que bombardearam as posições do Estado Islâmico na cidade. O presidente russo, Vladimir Putin, é o maior aliado do ditador sírio, Bashar Al-Assad.

O exército sírio já havia recuperado neste sábado (25) a cidadela de Palmira, uma fortaleza que tem vista para toda a cidade histórica, e havia relatos de combatentes do Estado Islâmico deixando a cidade desde sexta (24).

Derrotas relevantes


A retomada de Palmira representa mais uma derrota para o Estado Islâmico, que há dois dias perdeu um importante líder, morto pelos Estados Unidos.

Abdel Rahmane al-Qaduli, considerado o número 2 do EI, morreu durante um ataque aéreo na sexta. O Departamento de Justiça dos EUA oferecia US$ 7 milhões de recompensa por informações sobre Al-Qaduli, e ele figurava na lista de potenciais sucessores de Abu Bakr al-Baghdadi - líder e fundador da organização.

"Estamos eliminando sistematicamente o círculo de líderes do EI. O exército americano matou vários terroristas importantes do EI nesta semana, incluindo Haji Iman [apelido de Abdel Rahmane al-Qadul]", afirmou o secretário de Estado americano, Ashton Carter.

"Era um dos líderes do EI, agindo como ministro das Finanças e responsável por vários complôs internacionais", disse o secretário. "A eliminação deste líder do EI dificultará sua capacidade de realizar operações no Iraque e na Síria, e no exterior."

Destruição de templos


Palmira abriga ruínas de uma grande cidade, que foi um dos maiores centros culturais do mundo antigo. Antes da guerra civil na Síria, iniciada em 2011, as ruínas de Palmira, o mais belo sítio arqueológico do país, recebiam 150 mil turistas por ano. A cidade fica na província de Homs, a 215 quilômetros de Damasco.

Em agosto, jihadistas do EI explodiram o templo de Bel, o mais importante do conjunto arqueológico de Palmira, conhecido como "pérola do deserto". O porta-voz da ONU Stéphane Dujarric condenou "a destruição injustificada de um conjunto de valor inestimável para nosso patrimônio mundial comum".

Dias antes, EI havia destruído o templo de Baalshamin, o segundo mais importante da cidade. O templo de Baalshamin – o deus do céu fenício – começou a ser construído no ano 17 e posteriormente foi ampliado pelo imperador romano Adriano em 130.



23 março 2016

‘Mundo deve estar pronto para uma nova guerra em breve’

O fundador da empresa de inteligência norte-americana Stratfor, George Friedman, disse em entrevista à publicação Business Insider que o mundo deve estar preparado para uma nova grande guerra.


Sputnik


Segundo Friedman, na história mundial não houve um único século sem uma guerra que “pusesse em choque toda a ordem mundial da altura”. 




“A Guerra dos Sete Anos na Europa, as guerras napoleónicas do século XIX, as grandes guerras mundiais – cada século teve algo. Quer apostar que neste século não haverá algo? Aceitarei”, afirmou Friedman.

Ele explicou como começam tais guerras sistêmicas. Quando países como a Alemanha, a Rússia e a China entram em decadência, o seu lugar é ocupado por outros. O perigo desta situação é que os novos países “ainda não atingiram o equilíbrio”.

“Em 1871 foi a reunificação da Alemanha e, em resultado, começou um inferno. No início do século XX, o Japão aumentou o seu poderio e depois tornou-se em um caos”, exemplificou. “Agora também observamos uma mudança sistêmica. Estejam preparados para uma guerra!”, concluiu Friedman.

Na sua opinião, a mesma situação descrita de substituição da liderança de uns países por outros não é perigosa. O que é perigoso é a posição que os novos países assumem.

Segundo Friedman, os territórios principais onde podem ser iniciados conflitos são o Japão, a Polônia e a Turquia. São os países que mais provavelmente substituirão as potências que estão perdendo a sua influência.

Assim, Friedman prediz conflitos no Oriente Médio e na Europa Oriental e uma guerra marítima entre o Japão e os EUA.

Ao mesmo tempo, na sua opinião, há pequena probabilidade de um país usar armas nucleares contra o inimigo.


Turquia provoca risco de guerra com participação do Irã e Rússia, adverte parlamentar

A Turquia encontra-se na situação de impasse, o Ocidente não lhe garante apoio e há o risco potencial de uma guerra com participação do Irã e “o que é ainda pior, da Rússia”, disse à RIA Novosti nesta segunda-feira (15) o presidente do Comitê Internacional do Conselho da Federação da Rússia, Konstantin Kosachev.


Sputnik


“As ações da Turquia são em muitos aspectos explicadas pela situação de impasse no qual se encontram as suas autoridades. O impasse foi provocado pelo fracasso do objetivo principal – a derrubada do regime de Assad e a opressão da população curda daquele país. O primeiro objetivo não é declarado como principal pelos aliados ocidentais de Ancara e o segundo nunca o chegou a ser para eles”, sublinhou Kosachev. Em vez do regime pode cair Aleppo (que está nas mãos de militantes neste momento) e “isto significará a retirada prática da Turquia para fora do processo sírio”, acrescentou. 


Soldados turcos patrulham uma rodovia na província de Sirnak, de população majoritariamente curda
Soldados turcos patrulhando região curda © AFP 2016/ MUSTAFA OZER

Segundo Kosachev, as autoridades turcas podem nestas circunstâncias elevar drasticamente a parada e realizar uma agressão direta com apoio saudita.

“Mas a Turquia deve saber que não lhe está garantido apoio do Ocidente (eles apostam em negociações e um agravamento não lhes convém); há risco de haver uma verdadeira guerra — com a participação potencial do Irã e, o que é ainda pior, da Rússia, que já provou as suas capacidades, assim como a prontidão e possibilidade de as usar”, sublinhou o presidente do Comitê Internacional do Conselho da Federação da Rússia (câmara alta do parlamento russo).


Além disso, o exército da Síria, apoiado pela Rússia, terá todos os motivos de prestar pleno apoio a todas as forças que se venham a opor à agressão turca. Em primeiro lugar, trata-se dos curdos, que são provavelmente o jogador mais potente na zona da potencial ofensiva turca, opina Kosachev.

“Se se der armas aos curdos… as suas forças se transformarão em um obstáculo sério aos planos da Turquia até sem intervenção direta da Rússia – com a sua própria guerra de guerrilha no leste da Turquia”, opina o parlamentar.

“É errado pensar que a lógica leva inevitavelmente à guerra. Mas, infelizmente, muito (senão tudo) depende de até onde Erdogan está disposto a levar a Turquia. E isto é o mais perigoso porque a situação depende em 90 por cento do fator subjetivo de uma figura (ed: Erdogan)”, explicou Kosachev acrescentando que há pela frente um trabalho difícil tanto ao nível diplomático quanto militar para persuadir a Erdogan a não atravessar esta linha perigosa.

Lembramos que, no dia 24 de novembro, um caça F-16 turco abateu um bombardeiro Su-24 russo com dois pilotos a bordo no espaço aéreo sírio quando este regressava à base de uma operação antiterrorista. Na ocasião, Ancara alegou que a aeronave russa havia entrado no espaço aéreo da Turquia. Tanto o Estado-Maior russo quando o Comando de Defesa Aérea da Síria confirmaram que o jato russo nunca esteve no espaço aéreo da Turquia. As relações russo-turcas se deterioraram na sequência do abatimento do avião russo.

Nas últimas semanas o Ministério da Defesa da Rússia manifestou suspeitas de que a Turquia possa estar realizando preparativos para invadir a Síria, alegando grande concentração de material bélico turco perto da fronteira com este último país.



Curdos sírios ajudarão russos a parar compra de petróleo clandestino pela Turquia

Os curdos sírios pretendem desenvolver uma parceria abrangente com Moscou.


Sputnik


Esta colaboração incluirá, entre outros aspectos, a prevenção de fluxos ilegais de petróleo à Turquia, disse nesta quarta-feira (10) o presidente da recém-aberta representação do Curdistão Ocidental (autodeterminação dos curdos sírios) em Moscou. 


Caminhões do petróleo, que, segundo o Ministério de Defesa da Rússia, estão sendo utilizados por militantes do Daesh, são atingidos por ataques aéreos realizados pela Força Aérea da Rússia, em um local desconhecido na Síria, nesta imagem tomada de um vídeo divulgado pela pasta de Defesa da Rússia em 18 de novembro
 Caminhões tanque do EI atacados pela aviação russa © REUTERS/ Russian Defence Ministry

“Continuaremos cooperando com a Rússia sobre todos os assuntos, inclusive sobre o problema de fornecimentos ilegais de petróleo à Turquia”, disse Rodi Asman a jornalistas.

Ele acrescentou que a colaboração com as empresas petrolíferas russas ainda não está na agenda.

Moscou acusou várias vezes a Turquia de compra de petróleo clandestino vendido por grupos terroristas na Síria e no Iraque, inclusive o petróleo contrabandeado pelo Daesh.

O grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e reconhecido como terrorista pelo Brasil) autoproclamou-se "califado mundial" em 29 de junho de 2014, tornando-se imediatamente uma ameaça explícita à comunidade internacional e sendo reconhecida como a ameaça principal por vários países e organismos internacionais. Porém, o grupo terrorista tem suas origens ainda em 1999, quando um jihadista da tendência salafita, o jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, fundou o grupo Jamaat al-Tawhid wal-Jihad. Depois da invasão norte-americana no Iraque em 2003, esta organização começou a fortalecer-se, até transformar-se, em 2006, no Estado Islâmico do Iraque. A ameaça representada por esta entidade foi reconhecida pelos serviços secretos dos EUA ainda naquela altura, mas reconhecida secretamente, e nada foi feito para contê-la. Como resultado, surgiu em 2013 o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que agora abrange territórios no Iraque e na Síria, mantendo a instabilidade e fomentando conflitos.

Não há uma frente unida de combate contra o Daesh: contra o grupo lutam forças governamentais da Síria (com apoio da aviação russa) e do Iraque, a coalizão internacional liderada pelos EUA (limitando-se a ataques aéreos), assim como milícias xiitas libanesas e iraquianas. Uma das forças mais eficazes que combatem o Daesh são as milícias curdas, tanto no Curdistão iraquiano, como no Curdistão sírio.


22 março 2016

EUA anunciam 'acordo de princípio' para implantar mísseis THAAD na Coreia do Sul

O secretário de Defesa dos EUA anunciou hoje (22) que Washington e Seul chegaram a um acordo de princípio para implantar o sistema de defesa de mísseis THAAD na Península Coreana a fim de dissuadir possíveis ataques por parte de Pyongyang.


Sputnik


Os EUA e a Coreia do Sul chegaram a um acordo de princípio para implantar o sistema de defesa de mísseis THAAD na Coreia do Sul, segundo afirmou o secretário de Defesa norte-americano Ashton Carter em depoimento ao Congresso norte-americano nesta terça-feira. 


Dois sistemas de THAAD são lançados durante um teste de interceptação bem sucedido.
Sistema THAAD © flickr.com/ U.S. Missile Defense Agency

Segundo ele, a iniciativa tem por objetivo responder às ameaças representadas pelo programa de mísseis da Coreia do Norte.

"Para responder à sua pergunta sobre [a implantação de mísseis] THAAD na península coreana… estamos a discutindo isso com os [sul-]coreanos [e] temos acordo de princípio para fazer isso", disse Carter.



20 março 2016

Dezenas de pessoas são mortas em ataques aéreos na Síria

Ao menos 39 morreram, diz o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.
 

Ataques atingiram áreas no norte da província de Raqqa neste sábado.


Reuters

Dezenas de pessoas foram mortas em uma série de ataques aéreos sobre a cidade de Raqqa no norte da Síria, neste sábado (19), disseram um grupo de acompanhamento e ativistas, conforme Damasco e Moscou realizam ataques em áreas controladas pelo Estado Islâmico.




A interrupção das hostilidades na Síria entrou em vigor há três semanas, reduzindo a violência, mas não diminuindo a luta, enquanto negociações de paz acontecem em Genebra. O acordo não inclui militantes do Estado Islâmico ou al Qaeda, cuja capital de fato na Síria é Raqqa.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, baseado na Grã-Bretanha, disse que pelo menos 39 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas nos ataques a Raqqa.

Um grupo ativista com fontes em Raqqa, chamado Raqqa Está Sendo Abatida Silenciosamente, disse que mais de 40 tinham sido mortos, e que os ataques separados atingiram áreas no norte da província de Raqqa.

O Observatório disse que entre os mortos estão sete mulheres e cinco crianças. Ele disse que não estava claro se os aviões sírios ou russos conduziram os ataques aéreos.

Separadamente, aviões de guerra russos atingiram Palmyra, cidade histórica islâmica dominada pelo Estado Islâmico, e sua vizinhança imediata, com cerca de 70 ataques aéreos, informou o Observatório, matando pelo menos 18 membros do Estado Islâmico.



16 março 2016

Estado Islâmico afirma em vídeo que derrubou avião militar iraquiano

Aeronave com 3 ocupantes caiu nesta quarta-feira (16).
 

Terroristas publicaram vídeo com supostas partes dos corpos da tripulação.


Do G1, em São Paulo
 

Um avião do Exército iraquiano com três ocupantes que caiu nesta quarta-feira (16) na região de Al Huaiya, ao norte de Bagdá, pode ter sido derrubado pelo Estado Islâmico, garantiu a organização jihadista em vídeo.

Imagem tirada de um vídeo postado em uma rede social extremistas mostra homens inspecionando o que o Estado Islâmico afirma ser os restos de um avião militar iraquiano em Hawija (Foto: Social Media Website/Reuters)
Imagem tirada de um vídeo postado em uma rede social extremistas mostra homens inspecionando o que o Estado Islâmico afirma ser os restos de um avião militar iraquiano em Hawija (Foto: Social Media Website/Reuters)

O avião de fabricação americana caiu em uma zona perto de Kirkuk e que se encontra sob o controle do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), afirma a EFE.

O exército fala de problema técnico, enquanto os jihadistas afirmam que foram responsáveis pelo incidente. Os três tripulantes a bordo estão desaparecidos, de acordo com um oficial citado pela AFP.

O EI lançou um comunicado emitido em fóruns jihadistas dizendo que derrubou o avião com armas antiaéreas, o que causou a morte da tripulação.

Além disso, os extremistas também publicaram na internet um vídeo de mais de um minuto de duração no qual é possível ver supostas partes dos corpos dos membros da tripulação, assim como restos do avião acidentado. No vídeo, combatentes comemoram ao lado de corpos carbonizados.



08 março 2016

'Segredo é dedicação', diz 1ª mulher a pilotar helicóptero de ataque no Brasil

Vitória Bernal, de 24 anos, integra Esquadrão Poti, em Rondônia.

'Maior dificuldade foi se adaptar a aeronave russa', diz piloto.


Ísis Capistrano | G1 RO

Vitória Bernal, de 24 anos, tem muitos motivos para celebrar o Dia Internacional da Mulher. Piloto no 2º/8º Grupo de Aviação Esquadrão Poti em Porto Velho, Vitória foi a primeira mulher a comandar um helicóptero de ataque no Brasil, um AH-2 Sabre de 12 toneladas. Na Força Aérea Brasileira (FAB) há seis anos, ela revela que determinação e sonho da carreira militar foram os dois segredos para as conquistas profissionais. "As meninas só precisam ter dedicação, que daí elas conseguem qualquer coisa", diz.


2ª tenente, Vitória Bernal, tem seis anos de militarismo e pilota helicóptero de guerra (Foto: Ísis Capistrano/ G1)
2ª tenente, Vitória  tem seis anos de militarismo e pilota helicóptero de guerra (Foto: Ísis Capistrano/ G1)

Em entrevista ao G1, Vitória diz que a paixão por aviões nunca foi apenas uma vontade passageira da juventude. Assim que fez o aniversário de 18 anos, ela entrou para a Academia da Força Aérea (AFA), um curso superior da carreira militar.

Após quatro anos de estudo em uma academia onde muitos são desligados por não conseguir completar os níveis mínimos de pilotagem, a jovem se formou, fez especialização em helicópteros no Rio Grande do Norte e optou por atuar no Esquadrão Poti, em Rondônia. A base abriga 12 helicópteros AH-2 Sabre, que são utilizados na proteção das fronteiras do Brasil.

O esquadrão está sediado em Rondônia devido à posição estratégica dentro da Amazônia, que possibilita às aeronaves chegar a qualquer lugar do território nacional.

Vitória, que fez inúmeras missões durante a especialização no RN, como busca e salvamento, transporte de carga externa, navegação e emprego armado, se identificou com o emprego armado. Ela optou pelo Poti porque é um dos esquadrões da FAB mais especializados em helicópteros.

Chegada


A dificuldade da 2º tenente foi se adaptar à aeronave russa, que ela define como complexa e diferente de todas que ela já estava acostumada. Segundo Vitória, nunca houve estranhamento na Base Aérea pelo fato de ela ser mulher.

"Para mim é uma coisa normal. Cheguei aqui com um colega que foi da mesma turma que eu. Nós fazemos as mesmas missões, estudamos as mesmas coisas. Tem impacto maior, porque há poucos pilotos mulheres nas Forças Armadas. De 100 que integravam minha turma, por exemplo, oito eram mulheres", diz.

Para Vitória, as pessoas que não trabalham na Base Aérea são as que mais costumam se assustar pelo fato dela pilotar aeronaves. "Você vai aos lugares da cidade e quando digo que sou piloto, perguntam: Como assim?".

Com todas as qualificações, Vitória diz que as mulheres não só podem correr atrás dos sonhos, como devem.

"Se você põe um negócio na cabeça, não há nada que não possa fazer. Não desista, não abaixe a cabeça. Foco e determinação é o segredo para qualquer coisa, não só para o militarismo. As meninas não podem se assustar só porque a maioria é homem. As pessoas me receberam aqui superbem, com profissionalismo. Nunca me trataram mal ou melhor pelo fato de ser mulher. As meninas precisam ter dedicação que elas conseguem qualquer coisa”, conta.

Apesar do treinamento pesado, Vitória garante que não tem uma história "emocionante" de combate. Até hoje só participou de interceptações simuladas, porém garante que se um dia chegar a participar de um combate, estará a postos para cumprir a tarefa como qualquer outro tenente.

Cantadas no esquadrão? "Eu tenho um namorado/marido que trabalha no esquadrão ao lado. Aí todo mundo sabe e não tenho nenhum problema", diz aos risos.


01 março 2016

Força Aérea do Egito destrói campo terrorista no Sinai

A Força Aérea do Egito destruiu um campo extremista na península do Sinai, eliminando ao menos 22 terroristas e ferindo outros 30, segundo informou a mídia local nesta terça-feira.


Sputnik


A operação, de acordo com o portal de notícias Akhbar Masr, foi realizada ao sul da cidade de Sheikh Zuweid, perto da fronteira com a Faixa de Gaza. O campo em questão seria de propriedade do grupo jihadista Ansar Bait al-Maqdis, que jurou fidelidade ao Daesh. 


Península do Sinai, Egito
Península do Sinai © AP Photo/ Ahmed Abd El Latif

O Ansar emergiu como uma grande força terrorista no país após a revolução de 2011, que culminou na queda do presidente Hosni Mubarak, após 30 anos de poder. Suas operações ficaram ainda mais constantes após o golpe de 2013, que depôs Mohamed Morsi.

As Forças Armadas do país vêm conduzindo ataques contra posições extremistas no Sinai ao longo dos últimos dois anos. O Cairo acredita que o Ansar seja o principal grupo militante em atividade na região.


EUA acolhem preocupações russas quanto a sanções contra Coreia do Norte

A delegação dos Estados Unidos acolheu algumas das preocupações da Rússia em torno da resolução para impor novas sanções à Coreia do Norte, afirmou o embaixador russo nas Nações Unidos, Vitaly Churkin, em conversa com jornalistas nesta terça-feira.


Sputnik


"Nós discutimos isso com a delegação dos EUA. Acho que eles acomodaram algumas das nossas preocupações", disse Churkin. "Eles acolheram todas as nossas preocupações? Não inteiramente. Mas, vocês sabem, nós estamos trabalhando pelo consenso, é claro. Você nunca consegue tudo o que quer". 


Representante permanente da Rússia na ONU, Vitaly Churkin
Vitaly Churkin © AP Photo/ Julie Jacobson

O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu nesta terça-feira para votar uma resolução de autoria dos Estados Unidos propondo uma nova rodada de sanções contra Pyongyang, por conta dos seus recentes testes nucleares. Mas, por decisão da Rússia, que invocou uma revisão processual do documento, a votação não deve ser realizada antes de amanhã de manhã.



Pyongyang diz a Seul que não abandonará programa nuclear sem tratado de paz

A Coreia do Norte rejeitou o chamado feito pela sua vizinha do Sul para abandonar o seu programa nuclear, dizendo que isso não acontecerá sem que antes sejam realizadas discussões sobre um tratado de paz na península, segundo informou a mídia local.


Sputnik


Mais cedo, um representante do governo sul-coreano declarou que o abandono do programa nuclear de Pyongyang era uma pré-condição para que fossem iniciadas as conversas de paz entre as duas repúblicas. Em resposta, a Coreia do Norte afirmou que enquanto Seul e Washington continuarem com sua política hostil na região, isso não será possível. 


Postos fronteiriços da Coreia do Sul (no primeiro plano) e da Coreia do Norte (no segundo plano) perto da Zona Desmilitarizada
Postos fronteiriços entre as Coreias © AFP 2016/ JUNG YEON-JE

Nesta terça-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas deveria votar uma resolução redigida pelos Estados Unidos que agrava as sanções contra a Coreia do Norte, por conta dos seus recentes testes nucleares. Mas, por decisão da Rússia, que invocou uma revisão processual do documento, a votação será adiada para a manhã desta quarta-feira.