Para se proteger da China, Taiwan negocia compra de drones dos EUA, diz agência

Escalada de tensão entre as maiores economias do mundo tem novo capítulo: o governo americano estaria negociando a venda de drones para Taiwan, o que deve piorar a relação EUA-China, segundo Reuters.

Sputnik


O governo dos EUA está negociando a venda de pelo menos quatro drones de vigilância SeaGuardian – uma versão bastante modificada do famoso MQ-9 Reaper, também conhecido como Predator B – para as autoridades taiwanesas, informou a agência Reuters, citando relatos de seis fontes anônimas norte-americanas.

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Drone de combate MQ-9B Sea Guardian da General Atomics.

A venda dos veículos aéreos não tripulados foi autorizada silenciosamente pelo Departamento de Estado dos EUA, mas as fontes ouvidas pela Reuters não sabem dizer se as autoridades norte-americanas aprovaram a exportação dos drones com armas acopladas.

O acordo precisa ser aprovado por membros do Congresso norte-americano, que podem vetar para não piorar ainda mais as relações de Washington com Pequim, que considera Taiwan parte de seu território. O Congresso dos EUA deverá receber a notificação formal do acordo já em setembro.

MQ-9 Reaper modificado

O SeaGuardian é essencialmente um MQ-9 Reaper redesenhado pela empresa General Atomics para permitir que o drone voe em espaço aéreo civil fora dos EUA e cumpra os regulamentos da União Europeia.

Assim como a versão original, o SeaGuardian não só realiza missões de reconhecimento como executa ataques ao solo. As fontes entrevistadas pela Reuters, no entanto, afirmam que ainda não estava claro se os drones enviados para Taiwan serão equipados com armas.

As negociações entre Washington e Taipé ocorrem após o governo taiwanês ter pedido a países estrangeiros que vendessem drones armados para Taiwan, explica a Reuters. Segundo a agência, a oferta dos EUA, que fora os quatro drones inclui também treinamento, suporte e estações terrestres, ronda os US$ 600 milhões (R$ 3,1 bilhões).

Taiwan procura reforçar suas defesas diante do que considera serem movimentos cada vezes mais ameaçadores de Pequim, tal como a constante presença da força aérea chinesa e os exercícios navais perto de Taipé.

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