30 novembro 2011

Paquistão mantém ordem para retirada de tropas norte-americanas

Plano Brasil

Segundo informou a imprensa paquistanesa, o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohammed Bin Zayed Al Nahyan, chegou ontem (28) à Islamabad para se reunir com o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari. Ele sugeriu a Zardari que revogue o pedido de retirada das tropas norte-americanas da base militar de Shamsi. A sugestão, porém, foi rejeitada.

O chanceler chinês, Yang Jiechi, conversou por telefone com a chanceler do Paquistão, Hina Rabbani Khar, sobre o ataque aéreo da OTAN que matou soldados paquistaneses. Yang Jiechi afirmou que a China está chocada e acompanha atentamente o incidente. Ressaltou que os países e organizações internacionais devem respeitar a independência, soberania e integridade territorial do Paquistão. O grave acontecimento deve ser totalmente investigado e tratado adequadamente.

O chanceler chinês reiterou que a China vai apoiar como sempre os esforços paquistaneses para garantir a independência, soberania e integridade territorial do país.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia divulgou ontem(28) uma declaração na qual apela à força da OTAN no Afeganistão para que faça uma investigação completa sobre o incidente. Afirma ainda que jamais permitirá aos países envolvidos que sabotem a soberania de outros países ao aplicar planos anti-terroristas.

Tradução: Sônia Qiu Revisão: Luiz Tasso Neto

Síria põe Rússia e Turquia em rota de colisão

Chanceler turco se diz pronto para qualquer cenário e estuda plano para escoar exportações. Moscou condena projeto de embargo

O Globo

ANCARA e DAMASCO. Somente ontem 18 pessoas morreram em ações do Exército da Síria, segundo relataram grupos de direitos humanos à rede de TV al-Jazeera. E a insistência do governo Bashar al-Assad em ignorar os apelos internacionais pelo fim da violência - mesmo sob pesadas sanções decretadas pela Liga Árabe - abriu ontem uma nova frente de batalha diplomática. Desta vez, envolvendo a Rússia e a Turquia. O governo de Moscou pediu o fim dos ultimatos a Damasco e descartou aderir a qualquer embargo de armas ao país. Já a diplomacia de Ancara se disse pronta para "qualquer cenário" no país vizinho, embora tenha ressaltado que prefere não vislumbrar uma intervenção militar. Além de mencionar a possibilidade de criar uma zona-tampão na fronteira, os turcos anunciaram, inclusive, estar estudando uma rota alternativa, via Iraque, para escoar suas exportações sem a necessidade de passar pelo território sírio.

- Esperamos que uma ação militar não seja necessária. O regime sírio tem que encontrar uma forma de paz com seu próprio povo - declarou o chanceler turco, Ahmet Davutoglu.

Patriota defende desmilitarização da Síria

As retóricas acaloradas fizeram o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, defender uma desmilitarização na Síria e a manutenção da Liga Árabe no comando das negociações.

- Uma intervenção militar tem que ser autorizada pelo Conselho de Segurança, que está muito dividido quanto à situação na Síria. Até porque não está claro o que uma intervenção militar poderia realizar de positivo - avaliou o ministro.

Analistas locais afirmam que o governo do premier Recepp Tayyip Erdogan deve tentar evitar ao máximo ações militares, mas uma zona-tampão na Síria para evitar um eventual fluxo de refugiados em direção à Turquia pode ser uma opção viável. Existe até um precedente - na primeira Guerra do Golfo, em 1991, a Turquia invadiu o norte do Iraque e declarou uma zona-tampão após a fuga de cerca de 1,5 milhão de refugiados curdos-iraquianos rumo a seu território.

"Se tropas turcas podem violar a soberania síria, sem permissão de Damasco e montar guarda lá? Pode apostar", escreveu o colunista Soner Çagaptay, do jornal "Hurriyet", lembrando, no entanto, que tal manobra drástica ocorreria, provavelmente, diante da eclosão de confrontos em Aleppo, a cerca de 40 km da fronteira com a Turquia. A cidade, maior pólo industrial da Síria, porém, ainda é um dos maiores bastiões de apoio ao governo Assad.

A Arábia Saudita também reforçou o bloco anti-Assad ao pedir a todos os seus cidadãos que deixem o país. Mas, na contramão, o chanceler russo, Sergei Lavrov, não só pediu o fim dos ultimatos ao regime como chamou de injustas as propostas de um embargo de armas à Síria. E criticou o modelo de intervenção usado na Líbia.

- Impor uma proibição contra todas as entregas de armas é bem desonesto. Sabemos como funcionou na Líbia. O embargo se aplicava apenas ao Exército líbio, e a oposição recebeu armas, enquanto países como a França e o Qatar se pronunciaram publicamente sobre isso sem constrangimento.

O Gabinete sírio se reuniu para debater as sanções impostas pela Liga Árabe. O governo de Damasco - cuja política econômica se focou nos últimos anos em um projeto de autossuficiência agrícola - alega estar pronto para sobreviver por muito tempo. Com o escudo político da Rússia e a proteção econômica dos vizinhos Irã, Iraque e Líbano.

Junta militar espera 70% de participação no Egito

Após o segundo dia de votação em nove províncias, o Egito começou na noite de ontem a apurar os votos da primeira rodada das eleições parlamentares. Segundo o Conselho Superior das Forças Armadas (SCAF), o índice de comparecimento pode superar os 70%. Os primeiros resultados estão previstos para serem divulgados ainda hoje.

Manifestantes no Iêmen pedem julgamento a Saleh

Apesar das promessas de um novo governo interino, centenas de milhares de iemenitas foram às ruas de Sanaa e de várias cidades do país para exigir que o ditador Abdullah Saleh seja julgado pela violenta repressão militar a manifestantes pró-reformas e por atos de corrupção. Sem se intimidar, o novo premier, Mohammed Basindwa, se reuniu com opositores e prometeu formar um Gabinete de coalizão "em alguns dias".

Novas operações conjuntas coíbem ilícitos em 7 mil quilômetros de fronteiras

Coordenadas pelo EMCFA, Ágata 3 e Cadeado mobilizam cerca de 6.500 militares das Forças Armadas na fronteira com o Peru, Bolívia e Paraguai

 

Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa

 

Brasília, 24/11/2011 – O Ministério da Defesa deflagrou, no início da noite de terça-feira (22/11), a maior ação conjunta das Forças Armadas, em extensão territorial, no âmbito do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF).

Nesse momento, cerca de 6.500 militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica participam das operações Ágata 3 e Cadeado, combatendo ilícitos em 6.977 quilômetros de fronteiras com Peru, Bolívia e Paraguai.

Trata-se da maior área de atuação das Forças Armadas na região fronteiriça, com a mobilização de tropas e meios em uma faixa que cobre cinco estados brasileiros: Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Coordenadas pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), as operações integram o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), lançado em junho pela presidenta da República, Dilma Rousseff.

De caráter integrador, o PEF é coordenado pelo vice-presidente Michel Temer e executado por meio de operações capitaneadas pelos ministérios da Justiça (Operação Sentinela) e da Defesa (Operação Ágata).

 

Aparato militar

Para dar conta da extensa área coberta, a Ágata 3 mobiliza significativo aparato militar. Ao todo, foram empregadas, no primeiro dia da operação, 57 aeronaves (de caça, asas rotativas, transporte e reconhecimento), dez embarcações e aproximadamente 200 viaturas, incluindo veículos de reconhecimento Cascavel e unidades de transporte de tropa Urutu.

Segundo o general-de-exército João Ferreira, comandante militar do Oeste e das forças conjuntas, foram instalados postos de controle e fiscalização em toda a faixa abrangida pela operação, que se inicia em Porto Murtinho (MT) e termina em Tabatinga (AM).

Mais de 5 mil homens dos comandos militares do Oeste e da Amazônia integram a linha de frente da Operação Ágata 3. O aparato logístico, que dá apoio a esse efetivo, emprega outros 15 mil homens em atividades como transporte, saúde e alimentação. Parte dos militares dedica-se também à realização de atividades cívico-sociais, em apoio a comunidades carentes.

Para defender o espaço aéreo contra voos ilícitos, a FAB mantém aviões de caça F-5EM e A-29 Super Tucano nas cidades de Tabatinga (AM), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO), apoiados por aviões de alerta antecipado E-99, equipados com radares capazes de detectar aeronaves que realizam voos rasantes.

Somente no primeiro dia da operação, 56 horas de voo foram utilizadas para cumprir missões de transporte, reconhecimento, interceptação e ataque simulado.

Na próxima segunda-feira (28/11), três oficiais de ligação do Exército, da Marinha e da Força Aérea da Bolívia são esperados em Guajará Mirim (RO) para acompanhar as ações da Ágata 3. A medida sinaliza o interesse do país vizinho em cooperar no combate a crimes na faixa de fronteira.

 

Operação Cadeado

Em ação paralela e coordenada, 1.500 efetivos da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada do Exército Brasileiro, sediada em Dourados (MS), realizam a Operação Cadeado, cobrindo as fronteiras seca e pantaneira entre Paraguai e Mato Grosso do Sul.

A intenção é coibir delitos de descaminho e contrabando na região, complementando as ações previstas na Ágata 3. As ações incluem abordagens a condutores e vistorias em veículos que trafegam por rodovias e estradas vicinais, com o confisco e a apreensão de bens de origem criminosa.

A pedido do Ministério da Agricultura, as tropas do Exército também executam, desde o final de setembro, a Operação Boiadeiro, para controlar o trânsito de gado e produtos de origem bovina do Paraguai para o Brasil.

Postos de monitoramento foram espalhados em pontos estratégicos da fronteira, para impedir que animais afetados pela febre aftosa ingressem no país. A operação envolve também apoio de logística, inteligência, comando e controle – inclusive com equipamentos de videoconferência localizados nos quartéis em municípios de fronteira – para que o corpo técnico do Ministério da Agricultura, em Brasília, mantenha contato direto com as equipes de campo da região.

Além de tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, integram a Ágata 3 e a Cadeado equipes da Força Nacional de Segurança Pública, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), das polícias civil e militar do Mato Grosso, Rondônia e Acre, da Receita Federal, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, entre outros órgãos.

Lançamento de foguete de sondagem na Barreira do Inferno marca cooperação espacial entre Brasil e Alemanha

Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa

 

Brasília, 25/11/2011 – Para marcar os 40 anos de cooperação internacional entre o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e o Centro Espacial da Alemanha (DLR), o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado nas proximidades de Natal, no Rio Grande do Norte, realiza, às 20h desta sexta-feira (25/11), o disparo de um foguete suborbital Improved Orion, de fabricação norte-americana.

Tripulações da FAB e Marinha do Brasil estarão empenhadas na segurança da operação, interditando o espaço aéreo e marítimo nas proximidades do CLBI. Na Operação Brasil-Alemanha, o veículo e a carga útil serão de responsabilidade do DLR, com a equipe brasileira fazendo a integração, os testes, o lançamento e o rastreio.

Disparado de uma rampa móvel, o Orion é um foguete de sondagem monoestágio, não guiado, estabilizado por aletas, que pesa 500 kg e utiliza um motor carregado com propelente sólido. Ele atingirá uma altitude entre 95 e 105 km e cairá no Oceano Atlântico após percorrer uma distância em linha reta que pode variar entre 70 e 80 km.

A Operação Brasil-Alemanha prevê ainda o lançamento de um segundo foguete no dia 2 de dezembro: o VS-30 V8, um veículo de concepção brasileira, monoestágio a propelente sólido, com uma massa total da ordem de 1.500 kg. Segundo cálculos preliminares, Seu apogeu deverá estar entre 160 e 200 km, com impacto a uma distância entre 105 e 145 km.
Os dois disparos serão monitorados à distância pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, operando equipamentos de radar e estação de telemedidas.

Pesquisas

O VS-30 V08 carregará dois experimentos científicos, um proposto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e outro pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).  Este último tem como função básica informar com precisão a posição e a velocidade do foguete ou de um satélite no espaço.

A principal inovação é a incorporação de certas características, principalmente de software, que não estão presentes em receptores disponíveis comercialmente, como a capacidade de funcionar em elevadas altitudes e em altas velocidades sem perder o sincronismo com o sinal recebido da constelação de satélites GPS. Atualmente os receptores GPS utilizados na área espacial, no país, são importados. O experimento conta com a cooperação do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

O evento servirá também para o treinamento dos profissionais do CLBI para operar a estação móvel de telemedidas e o lançador móvel, além de interligar as estações de telemetria, radar e de tratamento de dados de localização das duas bases espaciais brasileiras.

Cooperação

O DLR pretende desenvolver tecnologias para construção de plataformas orbitais recuperáveis e experimentos de reentrada atmosférica que serão posteriormente utilizados em novos projetos de veículos lançadores reutilizáveis e aeronaves hipersônicas. Da parceria entre Brasil e Alemanha surgiram vários produtos, como o foguete de sondagem VSB-30, e projetos, como o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1).

O VSB-30 é um foguete biestágio, que transporta cargas úteis científicas e tecnológicas, de 400 kg, para experimentos na faixa de 270 km de altitude. Para experimentos em ambiente de microgravidade, o VSB-30 permite que a carga útil permaneça cerca de seis minutos acima da altitude de 110 km. Até hoje, foram efetuados onze lançamentos, todos com sucesso.

Projetado pelo Brasil com apoio alemão, o VLM, capaz de colegar micro e nano satélites em órbita, deve ser lançado no Brasil a partir de Alcântara (CLA), no Maranhão, em 2015.

25 novembro 2011

Exército dos EUA testa míssil cinco vezes mais rápido que o som

Da Agência Brasil*
Em Brasília

 

O governo dos Estados Unidos confirmou que o Exército norte-americano testou de forma bem-sucedida uma nova arma capaz de atingir cinco vezes a velocidade do som. A chamada Arma Hipersônica Avançada foi lançada do Havaí e atingiu seu alvo, o atol de Kwajalein, a 3,7 mil quilômetros de distância em menos de meia hora.

De acordo com as autoridades norte-americanas, o míssil, que pode ter o percurso alterado para evitar que passe pelo espaço aéreo de determinados países, é parte de um programa para que os Estados Unidos tenham capacidade de atingir qualquer país do mundo em apenas uma hora.

O programa militar norte-americano é denominado Iniciativa Estratégica de Defesa Estratégica. O objetivo é construir um sistema de defesa capaz de impedir um ataque nuclear contra o território dos Estados Unidos. O programa também ficou conhecido como guerra nas estrelas.

 

* Com informações da BBC Brasil

Brasil mobiliza 6.500 militares para operação em fronteiras

Em Brasília

As Forças Armadas do Brasil iniciaram nesta quinta-feira uma vasta operação para combater ilícitos nas fronteiras com Peru, Bolívia e Paraguai, que mobilizará durante os próximos dias 6.500 militares, informou o Ministério da Defesa.

De acordo com comunicado divulgado pelo Ministério, esta é a maior ação conjunta das Forças Armadas já realizada em zonas limítrofes e inscreve-se no Plano Estratégico de Fronteiras, uma iniciativa de segurança anunciada este ano pelo governo da presidente Dilma Rousseff.

Os militares que participam da operação, que está dividida em três grandes frentes, abrangerão um total de 6.977 quilômetros de fronteiras e contarão com apoio de 57 aviões e dez embarcações, que patrulharão os rios da fronteira.

De acordo ao Ministério da Defesa, os militares centrarão suas operações no combate ao tráfico de drogas e contrabando, que são os delitos mais comuns nas fronteiras com Peru, Bolívia e Paraguai.

Tiroteio no Complexo do Alemão deixa um soldado do Exército ferido

Vitor Abdala
Da Agência Brasil, no Rio de Janeiro

Um confronto armado entre militares do Exército e criminosos do Complexo do Alemão na noite de ontem (24) deixou um soldado ferido. Segundo o coronel Malbatan Leal, chefe de comunicação da Força de Pacificação que atua na comunidade, o militar foi encaminhado ao Hospital Central do Exército, sem gravidade.

De acordo com o coronel, o tiroteio ocorreu por volta das 22h30, quando militares patrulhavam uma área conhecida como Pedra do Sapo. Na versão do Exército, criminosos avistaram os soldados e atiraram contra eles. Os militares, então, reagiram.

Segundo Malbatan Leal, o grupo que atacou os militares tinha entre cinco e sete criminosos armados, provavelmente, com pistolas e fuzis. O confronto comprova a existência de criminosos atuando com armas longas dentro do Complexo do Alemão – área considerada “pacificada” pelo governo do Rio. Há um ano o Exército ocupa a comunidade.

“Vamos continuar patrulhando a área como um todo, ocupando todo o espaço, sob nossa responsabilidade. Não diria que há bolsões controlados por criminosos. Há, sim, cada vez menos espaços onde eles têm liberdade para atuar, por isso entra a possibilidade de encontro. Nosso trabalho continua de forma intensa e com inteligência”, disse o coronel.

Força aérea brasileira encontra velejador holandês que se perdeu na Bacia de Campos



O veleiro foi encontrado com a vela mestra abaixada, mas ainda com duas velas em cima e navegando. Foto: FAB/Divulgação


UOL Esporte

O velejador holandês Albert Deschipper, de 72 anos, foi encontrado por um avião da FAB, a Força Aérea Brasileira, a 315 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro. Deschipper partiu da Holanda a bordo de um veleiro de 13 metros em uma viagem que deveria durar pouco mais de um mês pelo Atlântico até a ilha de La Paloma, no Uruguai, onde sua mulher esperava por ele. Depois de uma escala para abastecimento em Cabo Verde, no dia 19 de outubro, o velejador conseguiu chegar em águas brasileiras, mas se perdeu na área da Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro.

Ainda não ficou esclarecido se houve falha nos equipamentos ou se foi imperícia do comanddante, o que é pouco provável, já que na navegação descendo a costa brasileira em alto-mar não tem grandes segredos para navegantes experientes. Mesmo assim, o holandês ficou à deriva no mar durante dois dias.

A FAB divulgou um comunicado no qual esclarece que o avião usado na localização, um P-3AM Órion, tinha menos de dois meses de operação e passou com sucesso por seu batismo de fogo. O veleiro foi encontrado na terça-feira, dia 22, mas a FAB só divulgou as informações ontem, quarta-feira.

“A missão foi desenvolvida em duas etapas. Uma na parte da manhã, indo até as 13 horas, e outra na parte da tarde, perfazendo um total de 10h40 de voo”, explicou o piloto da aeronave e Chefe de Operações do Esquadrão Orungan, Tenente Coronel Paulo Rogério Sobrinho, comandante da aeronave.

Ainda segundo a FAB, a localização do veleiro foi possível graças aos equipamentos de ponta de que dispõe a aeronave. Para encontrar o veleiro, de nome Rolleman, a tripulação utilizou os modernos sensores eletrônicos do P3-AM, como o radar e o flir, além da busca visual.

“Pelas dimensões, a embarcação era difícil de ser visualizada, já que possuía apenas 13 metros de comprimento. Mas a tripulação tinha experiência em busca e salvamento e utilizou os recursos do P-3AM. Além da busca visual, empregou a busca radar”, explica o Tenente Coronel Sobrinho. “Participar de uma missão dessa natureza e salvar uma vida é uma grande satisfação. O sucesso foi mérito de todos os participantes da equipe”, complementa o oficial. 


A aeronave responsável pela localização, modelo P-3 AM Órion estava em operação há menos de dois meses

23 novembro 2011

Ministério da Defesa afasta 7 por possível desvio de material

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO – FOLHA DE SP 
DE BRASÍLIA 

O Ministério da Defesa afastou sete funcionários após uma sindicância interna ter apontado o possível sumiço de R$ 4,5 milhões em materiais que deveriam estar no almoxarifado. 

Dois dos afastados, que tinham cargos de confiança, foram exonerados. 

Parte do grupo investigado é militar, mas o ministério não divulgou quantos nem quais são, alegando sigilo do processo interno. 

O material supostamente desviado inclui copos, guardanapos, cartuchos de impressão e outros produtos de uso em escritório. 

O problema foi descoberto pelo próprio ministério, após um cruzamento de informações do almoxarifado. 

Segundo a Defesa, não foi possível descobrir se as quatro empresas que forneceram o material não entregaram os produtos ou se houve desvio dentro do próprio almoxarifado. 

As suspeitas começaram quando, após uma troca de cargos no setor, funcionários notaram que havia discrepância entre os dados. 

O valor exato do possível desvio, segundo o ministério, ainda vai ser apurado.

Cópias da sindicância foram envidas à CGU (Controladoria-Geral da União), que começou a analisar os papéis ontem, e à Procuradoria-Geral da República. Como o material foi comprado de empresas que vendem para outros órgãos do governo federal, esses contratos também devem ser avaliados pela CGU. 

Neste ano, conforme o portal de informações do governo federal, as quatro fornecedoras receberam R$ 550 mil de órgãos da União. 

A maior parte dos recursos saiu do Ministério da Defesa, quase sempre por meio de pequenos contratos.

18 novembro 2011

ONU elogia Comissão da Verdade e pede revogação da Lei de Anistia

FOLHA DE SP
DE SÃO PAULO

O alto comissariado das Nações Unidas (ONU) divulgou nota parabenizando o Brasil pela sanção da lei que cria a Comissão da Verdade (grupo governamental que irá investigar e narrar violações aos direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988) e pela lei que dá acesso a informações públicas. As duas leis foram sancionadas nesta sexta-feira (18) pela presidente Dilma Rousseff.

Navi Pillay, alta comissária dos Direitos Humanos da ONU, pediu nesta sexta-feira "medidas adicionais para facilitar o julgamento dos supostos responsáveis por violações dos direitos humanos" durante a ditadura militar.

A comissária destacou que o país dá um passo importante em relação aos direitos humanos e aos fatos do passado, mas afirmou que a medida "deveria incluir a promulgação de uma nova legislação para revogar a Lei de Anistia de 1979 ou para declará-la inaplicável por impedir a investigação e levar à impunidade". Para ela, enquanto isso não ocorrer ainda há desrespeito à legislação internacional de Direitos Humanos.

SANÇÃO

O projeto que cria a Comissão da Verdade prevê que este grupo, que funcionará por dois anos, terá sete membros escolhidos pela presidente. Ao final, o grupo vai elaborar um relatório em que detalhará as circunstâncias das violações investigadas.

"A verdade em si tem um componente ético que por si se justifica. Mas não bastasse isso, a verdade histórica tem um componente pedagógico que é absolutamente insubstituível. Com a verdade, nós sabemos onde e quando erramos, onde e quando acertamos. Com a verdade nos sabemos o que deve ser feito par que os maus exemplos não se repitam mais", disse o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça).

A outra lei sancionada determina que nenhum documento poderá ficar mais de 50 anos com acesso restrito. O texto classifica as informações sigilosas entre reservadas (5 anos de sigilo), secretas (15 anos) e ultrassecretas (25 anos). Essas poderão ter seu prazo de sigilo renovado por uma única vez.

O relator do texto na Comissão de Relações Exteriores do Senado, o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), defendeu o sigilo eterno para documentos ultrassecretos, mas sua proposta foi derrubada na Casa.

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida aos desrespeitos dos direitos humanos no Brasil", disse Dilma sobre a nova lei.

17 novembro 2011

Das ruas às armas

Militares desertores atacam base das Forças Armadas na capital síria e ameaçam combater o regime "em qualquer lugar e a qualquer momento"

Renata Tranches – Correio Braziliense 

O primeiro ataque a uma grande instalação militar, reivindicado por desertores, aumentou o temor de que a crise na Síria se encaminhe para uma guerra civil, depois de nove meses de protestos contra o presidente Bashar Al-Assad. O isolamento internacional do regime aumenta a cada dia.

Endossados pela Turquia, os países-membros da Liga Árabe ratificaram a suspensão do país das atividades da organização e deram prazo de três dias para que a violência cesse, mas rechaçaram uma intervenção militar internacional. A decisão de congelar a participação de Damasco levou simpatizantes de Assad a atacar, mais uma vez, representações diplomáticas na capital do país — entre elas a da França, que chamou de volta seu embaixador.

O alvo do ataque de ontem, que não tem precedentes, foi uma base da inteligência da Força Aérea. Não havia informações sobre baixas ou danos materiais, mas um informe do Comitê de Coordenação Local (LCC), que organiza os protestos no país, afirmou que foram usados mísseis e lança-granadas contra a instalação, localizada em Harasta, subúrbio de Damasco.

Segundo agências internacionais, soldados também teriam se recusado a abrir fogo contra manifestantes civis, em novo sinal de que o regime está perdendo o apoio da tropa. Os rebeldes pertenceriam a um grupo recém-criado, que reivindicou os ataques em comunicado divulgado no Facebook. “O Exército Livre da Síria tem comandado operações especiais em toda a área de Damasco e frustrado planos que o governo preparou contra nosso povo. Nossa mensagem ao regime é de que o Exército Livre da Síria pode atingir qualquer lugar a qualquer momento”, diz o texto. A milícia poderia estar recebendo ajuda, inclusive armas, de governos estrangeiros.

A situação dos militares sírios passa também pela questão étnico-religiosa, como explica o analista e especialista em assuntos de defesa Alexandre Fuccille, do Departamento de Relações Internacionais das Faculdades de Campinas (Facamp), que é também colaborador da Universidade Nacional de Defesa (EUA). Assim como o presidente Assad e seu regime, a cúpula militar síria pertence à comunidade alauíta, seita xiita que agrupa cerca de 15% da população. A maioria da população, assim como a base da tropa, pertence ao islã sunita. Um racha nas Forças Armadas, combinado com o isolamento cada vez maior do presidente, pode empurrar o país para uma guerra civil.

"Infelizmente, não há mais tempo para uma transição pacífica”, afirmou Fuccille ao Correio.

A crise interna se agrava na mesma medida em que crescem as dificuldades na frente externa. 

Reunidos no Marrocos, os chanceleres dos países-membros da Liga Árabe ratificaram a decisão, tomada no sábado, de suspender o país do organismo. Antes, os ministros haviam concordado em impor sanções políticas e econômicas, retirar os embaixadores de Damasco e manter conversas com grupos de oposição sobre um governo pós-Assad. No último dia 2, a liga e o regime sírio fecharam um plano de paz que previa a proteção de civis, a retirada de tropas e tanques das ruas, a libertação de presos e a abertura de negociações. O plano não chegou a ser implementado.

Após o encontro de ontem, representantes de 21 países-membros (todos, menos a própria Síria) disseram, em comunicado, que Damasco tem três dias para responder ao acordo prévio, que envolve também o envio de uma delegação da liga para monitorar a situação na Síria. O secretário-geral, Nabil Al-Arabi, disse, porém, que nenhum observador deveria ser enviado antes de um claro entendimento ser assinado com Damasco, uma vez que o plano falhou anteriormente.

Convidada para a reunião, a Turquia voltou a endurecer o discurso contra Assad, um dia depois de ter suspendido a exploração conjunta de petróleo e ameaçado cortar o fornecimento de energia elétrica. O chanceler Ahmet Davutoglu alertou que o regime sírio “vai pagar muito caro pelo que fez”.
No mesmo dia, mais uma monarquia árabe subiu o tom contra Damasco, segundo o exemplo do rei Abdullah II, da Jordânia, que na segunda-feira pediu a renúncia de Assad. Ontem foi a vez de o príncipe saudita Turki Al-Faisal, ex-chefe dos serviços de inteligência, afirmar que a saída do presidente sírio é “inevitável”.

Opositores sírios atacam base militar em ofensiva articulada contra

Ação de milícias opositoras é a mais organizada desde o início da revolta contra o regime do líder sírio, há oito meses; na ONU, EUA e aliados começam a trabalhar em nova resolução do Conselho de Segurança contra o governo de Damasco

GUSTAVO CHACRA - O Estado de S.Paulo

CORRESPONDENTE / NOVA YORK – Milícias opositoras atacaram uma base da inteligência da Força Aérea da Síria na mais articulada ação militar contra as Forças do regime de Bashar Assad em oito meses de levantes. Ao menos seis militares morreram. No dia anterior, estes mesmos grupos mataram 34 soldados e policiais em outra operação.

No Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, os EUA e seus aliados europeus começaram a trabalhar em uma nova tentativa de resolução contra o regime de Damasco, usando o apoio da Liga Árabe, que manteve a suspensão à Síria. A Rússia e a China ainda se mantêm relutantes em apoiar essa iniciativa.

O ataque contra a base de inteligência e as mortes dos soldados demonstram uma militarização cada vez maior da crise síria. Apesar de ainda controlar todo o território, o Exército enfrenta resistência em uma série de regiões. Para complicar, a ação de ontem aconteceu em uma área próxima a Damasco, onde a oposição nem sequer consegue organizar protestos contra o regime.

Diplomatas na capital e analistas divergiam se a operação contra a base da Força Aérea é um divisor de águas no conflito na Síria. Na ação, foram usadas metralhadoras e foguetes. De acordo com ativistas sírios, os responsáveis são integrantes do Exército de Libertação sírio.

Normalmente, a imprensa oficial síria dá enorme destaque a mortes de soldados e policiais para tentar demonstrar que o regime luta contra uma oposição armada e não apenas manifestantes pacíficos.

Desta vez, a operação contra o complexo de inteligência não foi sequer noticiada pela agência de notícias Sana.

O coronel Riad al-Asaad comanda o Exército de Libertação sírio de sua base na Turquia. Os integrantes desta milícia são militares que desertaram das Forças Armadas. Em Damasco, o comandante da organização é visto como um charlatão. Mesmo membros de outras milícias sírias ironizam Asaad por ele estar no território turco, bem distante de onde acontecem as operações contra o regime.

Segundo relatos feitos ao Estado por observadores em Damasco, radicais sunitas que são veteranos da Guerra do Iraque podem estar por trás das recentes operações contra o regime de Assad.

Estes grupos estão bem mais preparados do que o Exército de Libertação e possuem uma série de armamentos contrabandeados através da fronteira.

Ataques. Os simpatizantes de Assad, em sua maioria cristãos e alauitas, também voltaram a atacar missões diplomáticas estrangeiras, agravando o isolamento internacional do regime.

As embaixadas da Jordânia, Emirados Árabes e do Marrocos foram atacadas dias depois de o mesmo ter acontecido com as da Turquia, Catar, França e Arábia Saudita.

Os franceses retiraram o seu embaixador de Damasco por causa da violência. Em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU condenou a Síria pela falta de proteção às embaixadas.

William vai às Malvinas e irrita Argentina

O Estado de SP

O príncipe William, neto da rainha Elisabeth II, desembarcará nas Malvinas entre fevereiro e março para participar de treinamento em uma base britânica construída após a Guerra das Malvinas. A presença do príncipe irritou os argentinos, que reivindicam a soberania das ilhas.

O diretor do Departamento das Malvinas da chancelaria argentina, Sebastián Brugo Marcó, declarou que existe um "conteúdo político" nas operações militares britânicas, já que "o príncipe forma parte da família real".

Parlamentares em Buenos Aires protestaram contra a visita de William. O deputado Alfredo Atanassof, de oposição, disse que a presença do príncipe tem uma "importância política" que, somada às manobras militares, "constituem uma nova onda de provocações da Grã-Bretanha no Atlântico Sul".

Em Londres, parlamentares britânicos responderam que a visita do príncipe não é um ato de provocação já que estará em "solo britânico". O general David Richards afirmou que o treinamento é "rotina" para qualquer piloto da RAF, como é o caso do príncipe.

A visita de William coincide com os 30 anos do desembarque argentino nas Malvinas. Nos últimos anos quatro anos, o governo da presidente Cristina Kirchner desferiu uma intensa ofensiva diplomática para pressionar Londres e tentar reaver as ilhas.

A tensão crescente entre os dois países levou o embaixador argentino na ONU, Jorge Arguello - recentemente designado embaixador em Washington - a pedir um boicote às lulas das Malvinas. O prato típico das ilhas é servido em restaurantes de todo o mundo.

"A última versão do colonialismo britânico pode ser encontrada agora nas lulas", disse Arguello.

Segundo ele, os moluscos são levados "ilegalmente" de águas argentinas. "Agora que todos sabem o que há por trás de um prato de lulas das Malvinas, pensem duas vezes antes de pedi-lo ao garçom", disse o diplomata argentino. / A.P.

PARA LEMBRAR: GUERRA ACELERA FIM DA DITADURA

No dia 2 de abril de 1982, por ordem do general Leopoldo Galtieri, soldados argentinos desembarcaram nas Malvinas e tomaram também as ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul. Mas as forças argentinas - basicamente compostas por recrutas do serviço militar - foram facilmente derrotadas pelas tropas enviadas pela então primeira-ministra britânica, Margareth Thatcher. O conflito entre Argentina e Grã-Bretanha, que precipitou a queda da ditadura de Galtieri, terminou com a morte de 904 soldados - 649 argentinos e 255 britânicos.

Ministério da Defesa recebe comitivas da Alemanha e da China

Reuniões bilaterais visam discutir parcerias estratégicas e tecnológicas entre o Brasil e esses países

Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa


Brasília, 16/11/2011 – O Ministério da Defesa brasileiro recebe, a partir de hoje, duas comitivas estrangeiras de alto-nível, da República Federal da Alemanha e da República Popular da China, para discutir temas relacionados à transferência de tecnologia, intercâmbio estratégico, atuação em missões de paz e cooperação industrial.

Os trabalhos do 6º Encontro Bilateral do Estado-Maior das Forças Armadas da Alemanha e do Estado-Maior Conjunto brasileiro terão início às 9h desta quarta-feira. O subchefe para assuntos político-militares e controle de armas, general-de-brigada Hans-Werner Wiermann, chefia a comitiva alemã.

Duas apresentações sobre o emprego das Forças Armadas do Brasil nas operações de garantia da lei e da ordem (GLO) e a participação brasileira na Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) abrem os trabalhos.

A parte alemã discorrerá a respeito da reforma do comando de suas Forças Armadas e as operações realizadas na Força Interina das Nações Unidas para o Líbano (Unifil). Ao final do encontro, serão discutidas possibilidades de cooperação tecnológica entre os dois países.

Cooperação Brasil-China

A comitiva que participará da 2ª Reunião do Comitê Conjunto de Defesa Brasil-China, chefiada pelo vice-chefe do Estado-Maior Geral do Exército Popular de Libertação da China, tenente-brigadeiro Ma Xiaotian, abre suas atividades no Brasil com uma visita ao Parque de Material Aeronáutico do Campo de Marte, em São Paulo, às 10h de hoje.

Os visitantes chegam a Brasília à noite. Às 9h30 de amanhã (17/11), o brigadeiro Ma Xiaotian visita o I Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta I). Às 11h, ele assiste a uma palestra no Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

O restante da comitiva participa da abertura dos trabalhos na sede do Ministério da Defesa. Os encontros incluem discussões sobre cooperação na área de construção de meios navais, desenvolvimento conjunto de armamento, mísseis superfície-ar de média altitude e torpedos pesados e minas de fundo.

Os grupos de trabalho apresentarão possibilidades de intercâmbio acadêmico entre os institutos de tecnologia, desenvolvimento conjunto de pesquisa científica, cooperação em atividades espaciais e projeto e desenvolvimento de veículos de lançamento e de satélites.

A parte brasileira tem interesse no uso de imagens obtidas por radares de abertura sintética para combater o crime organizado e o desmatamento na Amazônia Legal.

Os dois países participam de operações de paz em vários continentes e boa parte da programação será dedicada à troca de experiência nessa área, bem como sobre seus sistemas de mobilização. Também serão discutidas possíveis ações conjuntas entre as duas Forças Armadas e a venda de armas produzidas pela República Popular da China para a América Latina. Os trabalhos se encerram na manhã de sexta-feira (18-11).

Sipam inicia instalação de antenas para cadastrar famílias em programas sociais na Amazônia

Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa

 

Brasília, 16/11/2011 – O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) começou a instalar, nesta semana, as primeiras antenas de comunicação via satélite que serão usadas pelo projeto Pacto Norte – Brasil Sem Miséria. Vinculado ao Ministério da Defesa, o Sipam gera e integra informações para o planejamento e a coordenação de ações globais de governo na Amazônia Legal.

Lançado no final de setembro, em Manaus, pela presidenta da República, Dilma Rousseff, e pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o Pacto Norte visa cadastrar famílias que vivem em situação de pobreza ou de extrema pobreza na Amazônia.

A fase inicial do programa prevê a instalação de 24 equipamentos, dos 166 previstos. Nove missões de campo percorrerão mais de 9 mil quilômetros de estradas e hidrovias na Amazônia, até o final do mês de dezembro.

Com ajuda das Forças Armadas e de outros órgãos federais, as antenas serão montadas em municípios afastados ou de difícil acesso. “Nos municípios de Tapauá e Canutama (AM), os técnicos terão de viajar sete dias de barco”, exemplifica o diretor-técnico do Sipam, Cristiano Cunha. “Nesse caso, contamos com o apoio da Funai, que concederá um barco voadeira.”

Com a instalação dos novos equipamentos, essas localidades passarão a dispor de sinal de internet, possibilitando a inscrição online das famílias no Cadastro Único dos programas sociais do governo federal. A conexão fará o carregamento de dados via web, a partir do site da Caixa Econômica Federal (CEF), que hospeda o banco de dados.

Segundo o diretor-geral do Sipam, Rogério Guedes, a infraestrutura tecnológica contribuirá para ampliar o acesso dos programas sociais do governo federal na região, beneficiando as famílias que vivem em situação de pobreza.

Em contrapartida, o Sipam terá acesso aos dados estatísticos do Cadastro Único. A ideia é acrescentar essas informações ao banco de dados do Sipam sobre a Amazônia. “O conhecimento desses dados ajudará o governo federal a implementar outras políticas públicas, mudando a realidade dessa população na Amazônia”, ressalta Guedes.

Localidades onde serão instaladas as primeiras 24 antenas

 

Amapá:
Laranjal do Jari

Amazonas:
Amaturá, Apui, Barreirinha, Canutama, Carauari, Eirunepé, Envira, Guajará, Ipixuna, Manicoré, Maués, Nova Olinda de Norte, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Tabatinga, Tapauá, Urucará

Pará:
Almeirim, Novo Repartimento, Pacajá e Redenção

Tocantins:
Ananás

16 novembro 2011

Desertores sírios atacam setor de inteligência, dizem ativistas

FOLHA DE SP

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Um centro do serviço secreto sírio nas proximidades de Damasco foi atacado na madrugada desta quarta-feira por soldados desertores, informaram os Comitês Locais de Coordenação (LCC), que organizam as manifestações da oposição ao regime de Bashar Assad.

Esse é o primeiro relato de uma ação contra uma grande instalação do setor de segurança da Síria, em oito meses de levante contra Assad.

Membros do grupo Exército Livre da Síria --grupo de oposição armado que foi criado em julho pelo coronel Riad Assad-- lançaram foguetes e dispararam com metralhadoras contra um complexo da inteligência da Força Aérea nos arredores da rodovia Damasco-Aleppo, de acordo com os relatos.

"O Exército Livre atacou com foguetes o quartel-general dos serviços de inteligência situado na entrada de Damasco", afirma um comunicado dos Comitês.

"Escutei várias explosões e o som da troca de tiros de metralhadora", declarou um morador do subúrbio de Harasta, que não quis se identificar.

Não houve de imediato informações sobre vítimas e a área onde ocorreu o confronto permanecia inacessível, segundo as fontes. A Síria vem barrando o trabalho da maioria da mídia estrangeira, o que torna difícil a checagem dos eventos no local.

A inteligência da Força Aérea vem atuando com o setor de inteligência dos militares para dissuadir a dissidência no Exército. As duas divisões têm sido peças-chave na repressão às manifestações contra Assad.

MORTES

Nos cálculos da ONU, mais de 3.500 pessoas já morreram desde o início dos protestos na Síria.

Nesta quarta-feira, pelo menos mais seis pessoas morreram pela força da repressão do regime, apesar do fim do prazo dado pela Liga Árabe às autoridades sírias para parar a violência interna.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, pelo menos três soldados desertores e um civil morreram em uma emboscada preparada pelas tropas de Assad na cidade de Kafr Sita, na província central de Hama.

Em Zabadani, perto de Damasco, um prisioneiro de 41 anos morreu depois de ter sido posto em liberdade pelas forças de segurança, que atiraram assim que ele se encontrou com sua família, disseram o LCC. Já em Kafranabil, na província setentrional de Idleb, outra pessoa perdeu a vida por disparos indiscriminados dos corpos de segurança.

A expectativa é que hoje os ministros de Relações Exteriores da Liga Árabe se reúnam em Rabat para determinar se entra em vigor a suspensão da participação Síria nesta organização, decidida no sábado passado em um encontro no Cairo.

Ontem, as autoridades sírias anunciaram a libertação de 1.180 pessoas detidas durante a revolta em cumprimento de uma das exigências da Liga Árabe, mas o regime de Damasco não respondeu outros pedidos como a retirada das forças de segurança das ruas.

Embaixador pede retirada de missão no Haiti responsável e gradual

DA AGÊNCIA BRASIL

Estudioso da área de defesa e segurança, o novo embaixador do Brasil no Haiti, José Luiz Machado e Costa, defendeu a retirada "gradual e responsável" das tropas estrangeiras que atuam no país em missão de paz.

Autor da tese Balanço Estratégico na América do Sul e o Papel do Brasil na Construção de uma Visão Sul-Americana de Defesa, o diplomata ressaltou que a função de uma missão de paz é temporária e não permanente.

"A redução do número de homens no Haiti será gradual e responsável, seguindo o cronograma definido pela ONU com o governo haitiano [do presidente Michel Martelly]. Uma missão de paz é por um tempo definido, não pode se eternizar", disse Machado e Costa.

Desde 2006, a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti), formada por tropas do Brasil e de vários países, está no território haitiano. Este ano, porém, a ONU determinou a saída da missão.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, também é favorável à medida. Para ele, a missão cumpriu seu dever de conter as gangues que atuavam no país.

O presidente do Haiti, Michel Martelly, que assumiu este ano o poder, avisou que entre suas prioridades está a recriação das Forças Armadas e o fortalecimento da Polícia Nacional.

Com elevado índice de desemprego, uma economia frágil e carências em vários setores, o Haiti sofre com a ação de grupos criminosos, principalmente na capital, Porto Príncipe.

Irã diz que Israel não foi responsável por ataque a base militar

FOLHA DE SP

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Autoridades iranianas negaram nesta quarta-feira as informações divulgadas pela imprensa internacional de que Israel estaria por trás de uma explosão ocorrida em uma base militar próxima a Teerã. Ao menos 17 soldados da Guarda Revolucionária morreram no incidente.

"Qualquer coisa que os inimigos digam sobre o incidente na base da Guarda Revolucionária é ficção e, portanto, não é importante", afirmou o porta-voz parlamentar Ali Larijani citado pela agência de notícias local Fars.

A revista "Time" citou um funcionário ocidental de inteligência especulando que Israel seria a responsável por um ataque às bases de Malard e Shahriar, a oeste de Teerã, no sábado.

As notícias ganharam força uma vez que o general Hassan Moqaddam, membro do alto escalão da guarda que estava envolvido no programa nuclear iraniano, morreu no incidente.

Hassan Firouzabadi, chefe das Forças Armadas iranianas, também negou nesta quarta-feira que os israelenses tivessem orquestrado o ataque.

"Esta recente explosão não tem qualquer ligação com Israel ou Estados Unidos, mas o resultado da pesquisa, da qual o incidente ocorreu como consequência, poderia ser um forte tapa em Israel e seu regime de ocupação," afirmou, citado pela agência ISNA.

O ataque à base militar ocorre em um momento de grande tensão entre o Irã, os Estados Unidos e Israel, com algumas ameaças de ataque a instalações nucleares iranianas, por causa da suposta intenção do país de fabricar bombas atômicas.

A tensão aumentou a partir de terça-feira passada, quando a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) divulgou em relatório que o Irã desenvolveu tecnologia necessária para fabricar armas nucleares, embora reconheça que não há provas de que tenham decidido fazer bombas atômicas.

O próprio presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, negou a intenção de fabricar armas atômicas e afirmou que o relatório está baseado em dados falsos dos Estados Unidos, mas admitiu que não retrocederia em seu programa nuclear, que teria fins civis.

Hillary se compromete em aumentar apoio militar às Filipinas

FOLHA DE SP

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se comprometeu nesta quarta-feira em aumentar o apoio militar para as Filipinas em seus domínios marítimos, diante do aumento das tensões com a China nos últimos meses por disputas territoriais.

"Estados Unidos não tomam posições em nenhuma disputa territorial, mas nenhuma nação tem o direito de exigir territórios por meio da intimidação e da coerção", disse Hillary durante visita à capital filipina, Manila, após se reunir com o presidente Benigno Aquino e o titular da Defesa, Albert del Rosario.

A visita da secretária de Estado americana faz parte da comemoração do 60º aniversário do tratado de defesa assinado entre os dois países.

Hillary e o ministro filipino de Assuntos Exteriores, Albert del Rosario, assinaram uma declaração que pleiteia por acordos multilaterais para resolver o conflito das ilhas Spratly, ricas em recursos naturais e disputadas pelas Filipinas, Brunei, China, Malásia, Taiwan e Vietnã.

O documento apela por "manter a liberdade de navegação, o comércio e o trânsito de pessoas no mar".

"Nossa opinião é que as disputas existentes entre as Filipinas e a China deveria ser resolvidas de maneira pacífica", disse Hillary após encontro com Rosario.

A secretária americana disse ainda que os "Estados Unidos sempre estarão do lado das Filipinas". Del Rosario disse que o apoio de Washington ao seu país oferece "uma defesa mais forte e confiável", e reforçou que as Filipinas tentarão resolver o conflito territorial com intermédio da ONU.

As ilhas Spratly compreendem um conjunto de pequenos desertos incultiváveis no mar da China, que causou tensão entre os países vizinhos desde que se descobriu a riqueza energética em duas águas.

Desde então, há três décadas, os países que reivindicam o arquipélago inteiro ou parte dele começaram a aumentar a presença na região com embarcações ou instalações permanentes, o que ampliou as tensões.

FORA DA POLÍTICA

Durante a visita a Manila, Hillary anunciou que sairá da linha de frente da política quando deixar o cargo e descartou a possibilidade de se apresentar como candidata a presidente ou vice nas próximas eleições dos Estados Unidos.

"Agradeço muito que haja gente que queira que eu me candidate, mas realmente acredito que chegou a hora de terminar meu serviço público", disse Hillary durante um encontro com jovens filipinos e transmitido pela televisão local.

"Tive a oportunidade de competir como candidata a presidente e espero ter quebrado alguns preconceitos sobre a participação política das mulheres, mas agora desejo iniciar uma nova etapa da minha vida e encontrarei novas maneiros de servir ao meu país", assinalou.

O encontro, que ocorreu no Museu Nacional de Manila, foi interrompido quando ativistas protestaram contra o 60º aniversário do tratado de defesa entre os Estados Unidos e as Filipinas, que motivou a visita de Hillary ao país.

15 novembro 2011

Ataque israelense em Gaza fere cônsul francês e família

DA REUTERS, EM PARIS

O cônsul da França na faixa de Gaza, sua mulher e a filha de 13 anos foram feridos durante um ataque aéreo de Israel na noite de domingo, disse o porta-voz do ministro das Relações Exteriores francês, Bernard Velero.

Ele afirmou a repórteres que os três foram atingidos por estilhaços no local onde moravam em Gaza, que está localizada a 200 metros de onde houve o ataque a míssil de Israel.

"A França condena as consequências do ataque", afirmou. "Embora sejamos a favor da segurança de Israel, a França relembra a extrema necessidade de evitar danos a civis", disse Valero, sem especificar a natureza dos ferimentos.

O ataque, que matou um policial e feriu outros quatro após militantes palestinos do território costeiro terem disparado um foguete contra o sul de Israel, deve tornar ainda mais difícil as relações entre Paris e Jerusalém.

O presidente francês Nicolas Sarkozy escreveu para o premiê israelense Binyamin Netanyahu para reafirmar a amizade, apesar do que ele chamou de "diferentes pontos de vista sobre o Oriente Médio".

Os comentários de Sarkozy, em uma mensagem de condolências para Netanyahu por conta da morte do seu sogro, parecia um esforço para tentar acalmar a situação depois de uma gafe neste mês, na reunião do G20 em Cannes. Sarkozy disse ao presidente norte-americano Barack Obama, numa gravação que vazou para a imprensa, que Netanyahu era "um mentiroso".

Londres pode ser protegida por mísseis durante Olimpíada de 2012

DA BBC BRASIL

O secretário da Defesa do Reino Unido, Philip Hammond, disse a membros do Parlamento que mísseis terra-ar serão usados para proteger Londres durante os Jogos Olímpicos de 2012 se o recurso for julgado operacionalmente necessário.

A declaração foi feita após relatos na mídia de que os Estados Unidos estariam preocupados com o esquema de segurança a ser implantado durante o evento.

O jornal britânico "The Guardian" disse que os americanos estavam furiosos com os planos de segurança e queriam enviar até mil de seus próprios profissionais, entre eles, 500 agentes do FBI. O Ministério do Interior britânico anunciou, no entanto, ter "plena confiança" nos planos.

"TODAS AS MEDIDAS NECESSÁRIAS"


Durante uma sessão de perguntas dirigidas ao setor da Defesa, o antecessor de Hammond, Liam Fox, pediu que o secretário confirmasse se haveria uma gama completa de mecanismos de defesa disponíveis durante os Jogos de 2012, incluindo mísseis terra-ar.

Segundo o repórter de política da BBC, Robin Brant, é bem provável que Fox já soubesse dos planos de segurança. As questões levantadas no parlamento teriam, portanto, o objetivo de mostrar o grau de seriedade dos planos de contingência britânicos.

O envio de equipes de segurança a Jogos Olímpicos em outros países tornou-se procedimento padrão em anos recentes, mas a responsabilidade final cabe ao governo do país anfitrião.

O Ministério do Interior diz que os preparativos para segurança estão em dia, a verba foi protegida (dos cortes que afetam gastos públicos no país) e o governo está determinado a oferecer ao mundo um evento seguro.

Representantes do governo britânico disseram "não reconhecer como verdadeiras" as afirmações de que oficiais dos Estados Unidos teriam expressado preocupações nesse sentido.

ANSIEDADE AMERICANA

A matéria publicada pelo "Guardian" diz que os quebra-quebras que ocorreram em Londres durante o verão, a prisão de um segurança que trabalhava no Parque Olímpico e detenções antes da visita do papa ao Reino Unido no ano passado aumentaram a ansiedade dos americanos.

Restrições legais aos procedimentos de segurança em operações antiterrorismo, limitando poderes da polícia de parar suspeitos e fazer revistas sem mandados prévios também teriam sido citadas como uma das razões para a preocupação dos americanos.

Em resposta a alegações feitas na matéria, os organizadores dos jogos disseram que o número preciso de seguranças está sendo determinado nesse momento porque só agora foram finalizadas as obras de construção dos locais onde acontecerá o evento.

No início do ano, o coordenador de segurança olímpica nacional, Chris Allison, disse acreditar que serão necessários 12 mil oficiais para policiar o evento nacionalmente.

Um contingente adicional com entre 10 e 15 mil seguranças pode também ser disponibilizado pela empresa particular de segurança G45.

LACUNA

No entanto, acredita-se que haja uma lacuna de cerca de 5.000 homens no plano de segurança de todos os locais sediando o Jogos Olímpicos.

Esses profissionais estariam revistando bolsas e veículos dentro do perímetro de segurança.

Segundo informações, o Exército teria se oferecido para preencher essa lacuna, mas a dificuldade seria definir a quem caberia a conta. Os organizadores do evento estariam, acredita-se, em discussões com os militares e a Polícia Metropolitana para tentar resolver o impasse.

Um porta-voz do Ministério do Interior disse: "O Comitê Olímpico Internacional (COI) faz inspeções detalhadas dos preparativos de segurança e tem plena confiança nos nossos planos. O Reino Unido tem um relacionamento forte e próximo com os Estados Unidos, que expressaram confiança semelhante".

A Embaixada dos Estados Unidos em Londres se recusou a comentar.

13 novembro 2011

Talibãs se consideram mais fortes que há 10 anos, quando perderam o poder

Alberto Masegosa - EFE

Cabul, 13 nov (EFE).- O principal porta-voz da milícia talibã no Afeganistão, Zabiullah Mujahid, afirmou neste domingo que o movimento rebelde é mais forte hoje que dez anos atrás, quando foi derrubado do poder pela intervenção dos Estados Unidos no país, pois, segundo ele, os insurgentes "ganharam experiência política e militar".

"Agora podemos atuar na totalidade do país", afirmou Mujahid em entrevista por telefone à Agência Efe de um lugar não especificado da fronteira entre Paquistão e Afeganistão, uma década após a queda do regime talibã em Cabul.

O porta-voz insurgente enfatizou o poder do movimento. "Somos capazes de desestabilizar qualquer região, inclusive o vale do Panjshir", ao norte da capital afegã, onde a milícia talibã nunca conseguiu operar durante os cinco anos em que ocupou o governo.

Mujahid atribuiu a queda do regime talibã exclusivamente à "invasão das tropas estrangeiras" e destacou que os rebeldes continuarão a lutar "enquanto houver forças ocupantes, o país não seguir os preceitos do islã e os americanos tiverem o poder".

"A guerra santa é o único modo de mudar essa situação e trazer prosperidade ao povo", declarou o porta-voz, que chamou de "farsa" o processo de reconciliação nacional buscado pelo presidente Hamid Karzai. "É mais um espetáculo para mostrar à imprensa internacional que é o homem que trará a paz aos afegãos. Nunca terá sucesso".

De acordo com fontes dos serviços de inteligência locais, o pseudônimo de Zabiullah Mujahid esconde a identidade de Qari Nesser Ahmed, um médico que viveria na localidade paquistanesa de Chaman, próxima à fronteira com o Afeganistão.

Nessa mesma região fica a cidade de Quetta, onde, segundo essas fontes, estaria escondido o líder do movimento talibã, mulá Omar.

"O movimento talibã se sente forte", apontou à Efe um ex-funcionário do antigo regime talibã, Waheed Mozhdah, atual analista político em Cabul, onde escreveu vários livros sobre seu antigo movimento.

"Quando o talibã se sente fraco, cala. Quando se sente forte, fala, como agora", explicou Mozhdah, que durante a meia década de governo talibã exerceu o cargo de diretor do departamento de Assuntos Asiáticos e Oriente Médio no Ministério das Relações Exteriores.

"Seu discurso é como o de 1996, quando tomaram o governo. O então presidente Burhanuddin Rabbani - assassinado por um terrorista talibã suicida em setembro passado -, lhes ofereceu compartilhar o poder, mas rejeitaram a oferta porque se sentiam fortes", explicou Mozhdad.

"O presidente Karzai também lhes propôs agora compartilhar o poder, mas rejeitaram a oferta. A razão é que eles se sentem fortes", acrescentou.

O ex-membro do antigo regime talibã não descartou que o movimento recupere o poder assim que, de acordo com o calendário previsto, as tropas internacionais se retirem totalmente do país, em 2014. "No Afeganistão tudo é possível", foi sua resposta.

"Eles estão cientes de que, quando estiveram no poder, cometeram erros", reconheceu Mozhdah, que revelou que, durante todo este tempo desde que saiu do poder, não perdeu o contato com seus antigos correligionários. "Me telefonam de vez em quando, sobretudo à noite".

"Se recuperarem o poder, mudariam algumas coisas em relação a seu anterior regime, mas na essência seria igual", concluiu o analista.

Arábia Saudita acusa Síria de não impedir ataque a sua embaixada

Funcionário do governo saudita afirmou que forças de seguranças sírias não tomaram nenhuma medida. Prédio foi atacado com pedras

EFE


O governo da Arábia Saudita condenou o ataque realizado na noite deste sábado contra sua embaixada em Damasco e acusou as forças de segurança sírias de não impedir a entrada de manifestantes partidários do regime de Bashar al-Assad no edifício.

Em comunicado publicado esta madrugada na agência de notícias oficial SPA, um responsável de alta categoria do Ministério de Exteriores saudita se queixou que as forças de segurança sírias não tomaram as medidas suficientes para evitar o ataque.

Os manifestantes jogaram pedras contra a delegação diplomática antes de entrar no prédio e danificar seu equipamento, sem que os corpos de segurança sírios o evitassem, segundo o funcionário.

"O governo saudita atribui às autoridades sírias a responsabilidade da segurança e da proteção dos interesses sauditas e de seus diplomatas na Síria de acordo com os convênios e tratados internacionais", indica na nota. A Arábia Saudita retirou seu embaixador da capital síria no dia 7 de agosto em protesto pela repressão dos protestos contra o regime de Assad, que começaram em meados de março.

12 novembro 2011

Esquadrão HU-5 realiza segunda campanha de tiro do ano

Marinha do Brasil


Meios envolvidos - ANV e VTR

O 5° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-5), as “Asas da Marinha no Sul do Brasil”, realizou seu segundo exercício de tiro do ano, de 24 a 29 de outubro. A atividade aconteceu na raia de tiro da Força Aérea Brasileira em Saicã (RS). 

O treinamento contou com o apoio da Base Aérea de Santa Maria (RS), do Destacamento da Raia de Tiro de Saicã e do Destacamento do Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio Grande. 

Na ocasião, foram realizados tiros de metralhadora axial 7,62mm e de foguete SBAT-70. O exercício foi de extrema importância para a manutenção da qualificação dos pilotos, pessoal de apoio e da operacionalidade do Esquadrão “Albatroz”.

Brasil e Argentina querem aviões de defesa

Veja - EFE

Explosão em um arsenal perto de Teerã deixa 17 mortos

As Forças Armadas iranianas dispõe de várias bases na periferia de Teerã.

Em outubro de 2010, uma explosão acidental de um depósito pertencente aos Guardiões fez cerca de 20 mortos em Khorramabad.

FRANCE PRESSE - A Crítica


TEERÃ, 12 Nov 2011 (AFP) -Ao menos 17 pessoas morreram neste sábado em uma explosão aparentemente acidental em um depósito de munições situado em uma base dos Guardiões da Revolução, nas proximidades dee Teerã, disse um porta-voz dessa força de elite, que pouco antes havia apontado 27 mortos.


Segundo o comandante Ramazan Sharif, citado pela agência oficial IRNA, a explosão de um dos depósitos de munições da base da Guarda Revolucionária em Malard causou 17 mortes e não 27 como havia anunciado anteriormente.

"O acidente ocorreu em uma base militar próxima de Malard e de Sharyar", subúrbio de Teerã, onde uma grande quantidade de munições explodiu, segundo o deputado do distrito, Hossein Garusi, no site do Parlamento.

Ambulâncias, um helicóptero médico e equipes de socorro com cães farejadores foram enviados para o local, informou um funcionário do Centro de Emergência de Teerã, citado pela agência de notícias ISNA.

O depósito pertence à Guarda da Revolução (Pasdaran), o exército de elite do regime iraniano, informou o site dos Pasdaran, que deve publicar mais informações posteriormente.

A explosão foi sentida nos bairros da parte oeste de Teerã e escutada até no centro da capital do Irã. Janelas e portas balançaram segundo várias testemunhas.

De acordo com a imprensa local, o acidente pode estar ligado com uma estação de distribuição de gás comprimido natural (GNC). O ministério do Petróleo negou esta possibilidade.

As Forças Armadas iranianas dispõe de várias bases na periferia de Teerã.

Em outubro de 2010, uma explosão acidental de um depósito pertencente aos Guardiões fez cerca de 20 mortos em Khorramabad.

Marinha vai atuar na ocupação da favela da Rocinha

Band

Além do espaço aéreo fechado, carros blindados da Marinha vão dar apoio para a entrada da tropa na Rocinha. A casa do traficante Nem será usada pela polícia como ponto estratégico durante a operação.

09 novembro 2011

Irã ameaça destruir Israel em caso de ataque

FOLHA DE SP 
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O chefe de Estado-Maior adjunto das Forças Armadas iranianas, o general Masud Jazayeri, ameaçou nesta quarta-feira destruir Israel se o Estado hebreu atacar as instalações nucleares do Irã.

A declaração ocorre um dia depois da divulgação de um relatório da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) que adverte sobre o fato de o Irã estar aparentemente trabalhando no desenvolvimento de armas nucleares.

"O centro (nuclear israelense) de Dimona é o local mais acessível para o qual podemos apontar e temos capacidades ainda mais importantes. Ante a maior ação de Israel, veremos sua destruição", advertiu o general Jazayeri, citado pela televisão iraniana em idioma árabe Al Alam. 

O presidente israelense Shimon Peres advertiu no domingo que a possibilidade de um ataque militar contra o Irã é maior que a de uma ação diplomática. 

"A possibilidade de um ataque militar contra o Irã parece mais próxima que a opção diplomática", afirmou o presidente em declarações ao jornal "Israel Hayom". 

"Não acredito que já tenha sido tomada uma decisão a respeito, mas dá a impressão de que os iranianos vão se aproximando da bomba atômica", acrescentou. "Não temos que revelar nossas intenções ao inimigo", explicou. 

A divulgação do documento da agência nuclear da ONU repercutiu em diversos países e organismos internacionais. 

Nesta quarta-feira, a União Europeia afirmou que o conteúdo do relatório "agrava as preocupações existentes" sobre as intenções do programa nuclear do Irã. 

O porta-voz da chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, disse que documento "confirma a contínua expansão das atividades de enriquecimento de urânio do Irã", em violação às resoluções da AIEA e do Conselho de Segurança da ONU. 

Também nesta quarta, a França informou que pretende pedir a convocação do Conselho de Segurança e que poderá pressionar por sanções sem precedentes contra o Irã. 

"Se o Irã se recusar à atender às demandas da comunidade internacional e recusar qualquer cooperação séria, nós estaremos firmes para adotar sanções em uma escala sem precedentes, com outros países que também estão dispostos a isso", disse o ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppé. 

Diante da possibilidade de imposição de novas sanções contra o regime de Teerã, a China pediu diálogo e cooperação. "A China sempre acredita que o problema nuclear iraniano pode ser solucionado mediante o diálogo e a cooperação", afirmou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Hong Lei.  

RESPOSTA DO IRÃ  

O presidente iraniano, Marmoud Ahmadinejad, afirmou nesta quarta-feira que seu país "não retrocederá nem um pingo" em seu programa nuclear e qualificou como "absurdas" as acusações contidas no relatório da AIEA. 

Ahmadinejad acusou a AIEA de "perder seu prestígio" ao aceitar as pressões dos Estados Unidos e outros países ocidentais na redação do relatório sobre seu programa nuclear, segundo informou o site da rede de televisão oficial iraniana.

O presidente voltou a negar que o Irã esteja tentando construir armas nucleares e disse, em referência aos Estados Unidos: "Nós somos inteligentes e não vamos construir duas bombas para enfrentar as 20 mil que os senhores têm".

Ahmadinejad confirmou que o país continuará com seu programa nuclear, que as autoridades de Teerã insistem que tem exclusivamente fins pacíficos civis, e acrescentou que seu governo pretende construir um Irã "mais próspero e mais avançado para entregá-lo à próxima geração". 

O embaixador iraniano ante a agência da ONU também declarou nesta quarta-feira que o Irã jamais abandonará seu programa nuclear, mas continuará cooperando com a agência nuclear da ONU. 

"O Irã jamais abandonará seus direitos legítimos em termos nucleares, mas, como país responsável, continuará respeitando suas obrigações dentro do Tratado de Não Proliferação Nuclear", que prevê a supervisão de suas atividades pela AIEA, declarou Ali Asghar Soltaniyeh, citado pela agência oficial iraniana Irna. 

Mesmo antes da divulgação do relatório, o chefe da diplomacia iraniana, Ali Akbar Salehi, havia negado todas as acusações, afirmando que os ocidentais continuam sem "nenhuma prova séria". 

"O Ocidente e os Estados Unidos exercem uma pressão sobre o Irã sem argumentos sérios nem provas", disse Salehi. "Sempre repetimos que não queremos fabricar armas nucleares. Nossa posição sempre foi de utilizar o programa nuclear para fins pacíficos". 

A AIEA revelou na terça-feira que há indício claro de que o Irã pode estar desenvolvendo armas nucleares, afirmando que tem "sérias preocupações a respeito das dimensões militares do programa nuclear iraniano". 

Citando informações "confiáveis" de inteligência estrangeira e investigações próprias, a entidade indicou que o Irã "praticou atividades relevantes para o desenvolvimento de um dispositivo nuclear explosivo".

Arte/Folhapress