30 maio 2013

Ágata 7: FAB e PF poderão usar Vants em jogos da Copa das Confederações

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


Foz do Iguaçu, 29/05/2013 – A Força Aérea Brasileira (FAB) e a Polícia Federal (PF) poderão fazer uso dos Vants (Veículos Aéreos Não Tripulados) durante a realização de dois jogos da Copa das Confederações, que será realizada em junho no Brasil. O emprego desses equipamentos se daria na abertura da competição, em Brasília (DF), e no encerramento, no Rio de Janeiro, no âmbito do plano de defesa do espaço aéreo estabelecido pelo Governo Federal.

A entrada das aeronaves por controle remoto foi apresentada ao ministro da Defesa, Celso Amorim, nesta quarta-feira (29), quando ele visitou a base montada em São Miguel do Iguaçu (PR), na tríplice fronteira do Brasil com a Argentina e o Paraguai. Trata-se do desdobramento dos resultados obtidos com o emprego desses equipamentos na Operação Ágata 7, iniciada no dia 18, com o objetivo de combate aos crimes transfronteiriços.


“Isso mostra que trabalhamos com as duas vertentes de forma harmônica e integrada”, avaliou o ministro Amorim. Sobre o emprego dos Vants, a decisão será tomada nos próximos dias.

O plano apresentado consiste em deslocar parte dos equipamentos para a Base da Marinha, em São Pedro da Aldeia, no estado do Rio, e outra parte para Brasília. No caso específico da capital fluminense, as aeronaves poderiam servir para o acompanhamento de autoridades e o espaço aéreo no local.

Entorpecentes

Os Vants auxiliaram na localização de 3,5 toneladas de maconha nesta região da fronteira Sul. A droga apreendida pelas forças militares e policiais já vinha sendo monitorada a partir do levantamento de informações de inteligência. O repasse dos pontos principais de localização do entorpecente permitiu o planejamento da ação. Posteriormente, as câmeras desses aviões registraram as embarcações transitando pelo Lago de Itaipu. Em terra, a PF foi mobilizada até o local onde o barco estava atracado.

Os detalhes da operação foram revelados pelo comandante do Esquadrão Horus, tenente-coronel Donald Gramkow, sediado em Santa Maria (RS), e pelo chefe da Divisão de Inteligência da PF, Wellington Soares, na visita do ministro Amorim e de militares e civis à base dos Vants montada em São Miguel do Iguaçu para a Operação Ágata. Essa foi a primeira ação integrada da FAB e da PF, cujo resultado levou à decisão de as forças manterem o projeto em curso.

Ágata 7

O ministro Celso Amorim e oficiais generais estiveram em Foz do Iguaçu para receber informações dos resultados parciais da Operação Ágata 7, realizada nos 16.886 quilômetros de fronteira do Brasil com dez países sul-americanos. O emprego do aparato militar ocorre às vésperas da Copa das Confederações e é um dos eixos do plano de segurança montado pelo Ministério da Defesa para os grandes eventos que vão acontecer no Brasil.

Vertente do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), lançado pela presidenta Dilma Rousseff em junho de 2011, a Ágata se desenvolve a partir da coordenação da Defesa, sob a orientação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), e é executada pela Marinha, pelo Exército e pela Força Aérea. O balanço da Ágata foi apresentado em palestra no auditório do 34º Batalhão de Infantaria Mecanizado, situado em Foz.

Ontem, militares das três Forças estiveram na fronteira Norte do Brasil. Com a participação dos comandantes da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, e do Exército, general Enzo Martins Peri, e do chefe do EMCFA, general José Carlos De Nardi, os militares e civis da comitiva conheceram a operação a partir da cidade de Tabatinga (AM), na fronteira brasileira com a Colômbia. Depois, a delegação seguiu para o 4º Pelotão Especial de Selva (PES), situado em Estirão do Equador, na divisa com o Peru.

“Os resultados são importantes para a consolidação do plano e reforçam a importância da interoperabilidade das Forças Armadas entre si e com as agências públicas”, avaliou o general De Nardi.

A mesma opinião foi compartilhada pelo general Enzo Peri: “A integração é inegável. A presença do Estado, também.” Para o almirante Moura Neto, a Ágata também permite a realização de ações cívico-sociais (Acisos), “assegurando o atendimento médico, odontológico e hospitalar às populações mais carentes”. A afirmação foi feita a bordo do Navio Hospitalar Doutor Montenegro, ancorado às margens do rio Solimões, no Porto de Tabatinga. 


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Assad afirma que Síria já recebeu primeiro lote de mísseis russos

EFE

Beirute, 30 mai (EFE).- O presidente da Síria, Bashar al Assad, afirmou que seu país já recebeu um primeiro lote de mísseis provenientes da Rússia, em entrevista que será transmitida na noite desta quinta-feira pela televisão libanesa "Al-Manar" e que teve trechos divulgados hoje pelo jornal "Al Ajbar".

"A Síria recebeu o primeiro lote de mísseis russos S-300 e em breve receberá o resto", disse Al-Assad ao jornal, voz do grupo xiita libanês Hezbollah, aliado do regime de Damasco.

O líder assegurou que "Síria e o Hezbollah estão no mesmo próprio campo" e citou conquistas do regime contra os rebeldes e os países que os apoiam.

"O Exército sírio está realizando batalhas contra grupos armados e continuará até a eliminação dos terroristas", disse Assad, para quem a balança no terreno militar está inclinada a favor das Forças Armadas.

Além disso, criticou os líderes da oposição no exterior e a Turquia, Arábia Saudita e Catar por apoiar e financiar os grupos armados, o que, na sua opinião, permitiu que mais de 100.000 combatentes árabes e estrangeiros entrassem em território sírio.

Assad afirmou ainda que o regime participará da Conferência de Genebra, prevista para junho, na qual se buscará uma saída política ao conflito.

Por outro lado, advertiu Israel de que o Exército sírio responderá a qualquer agressão em seu território.

"O governo não se oporá a nenhum grupo que queira participar da guerra para libertar o Golã", disse.

Há dois dias, a Rússia explicou que os mísseis antiaéreos S-300 que Moscou fornece ao regime sírio são um fator de contenção contra uma possível ingerência externa no país árabe.

"Consideramos que tais passos são em grande medida um fator de contenção para impedir que algumas cabeças quentes deem a este conflito um caráter internacional com participação de forças externas", afirmou Sergei Riabkov, vice-ministro das Relações Exteriores.


Reino Unido é acusado de usar base afegã como 'Guantánamo'

HAROON SIDDIQUE
EMMA GRAHAM-HARRISON

DO "GUARDIAN"

O secretário britânico da Defesa, Philip Hammond, confirmou que dezenas de pessoas estão sob detenção pelas forças britânicas no Camp Bastion, Afeganistão, após surgirem alegações de que o Exército do Reino Unido opera um centro de detenção secreto naquela base.

Segundo o secretário da Defesa, há 80 ou 90 pessoas detidas no local. Muitas delas, segundo Hammond, representam perigo para os soldados britânicos e ainda não podem ser transferidas à custódia das autoridades afegãs.

Advogados britânicos que representam oito desses prisioneiros -- alguns dos quais supostamente detidos há 14 meses sem acusações -- iniciaram processos de habeas corpus em um esforço para conseguir sua libertação, o que suscitou comparações com o campo de detenção dos EUA em Guantánamo (Cuba).

Muitos dos prisioneiros britânicos no Afeganistão estão privados de acesso a advogados e não receberam nenhuma informação sobre data ou perspectiva de julgamento.

"Nosso cliente está no Camp Bastion desde agosto de 2012. Não foi acusado de crime algum e não teve acesso a defesa", diz a advogada Rosa Curling, que representa um preso de 20 anos de idade.

A Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), missão liderada pela Otan no Afeganistão, estabelece que as forças britânicas podem deter suspeitos por apenas 96 horas. Mas, em novembro de 2012, Hammond suspendeu os planos de entregar os suspeitos de insurgência às autoridades afegãs, sob a alegação de que correm risco de abusos e tortura.

O secretário da Defesa disse que o governo trabalha "intensamente" com as autoridades afegãs a fim de criar condições seguras que permitiriam a transferência dos prisioneiros e expressou a esperança de que isso seja possível "em questão de dias".

Disse ainda que os detentos passarão a ter representação judicial depois de transferidos às autoridades afegãs.

O Reino Unido é a única potência estrangeira que continua a manter afegãos prisioneiros em seu país depois que os EUA, em março, concluíram a transferência dos últimos prisioneiros que ainda detinham em solo afegão.

Tradução de PAULO MIGLIACCI - FOLHA DE SP
 


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29 maio 2013

Síria: Conflito internacionaliza-se

Entrada do Hezbollah, pode radicalizar posições

Área Militar


A participação de forças sob o comando do movimento extremista islâmico Hezbollah, ao lado das tropas do regime do Partido Socialista Bahas, de Bashar Al Assad, está a despertar preocupações ainda maiores nas chancelarias internacionais, temendo-se a internacionalização do conflito e a transformação da guerra civil na Síria num conflito aberto entre sunitas e xiitas.

Os temores sobre uma generalização do conflito resultam de as divisões sectárias no Libano serem idênticas às da Síra. Embora autonomia da Siria dentro do império otomano, após a I guerra mundial a França ficou com a administração dos territórios e fez algumas alterações territoriais destinadas a aumentar a preponderância da população cristã-maronita. Aquando da independência em, 1943, em plena II guerra mundial, o Libano era o único país árabe de maioria cristã (53%).

Fatores sociológicos levaram a que a população cristã se fosse reduzindo para os atuais 41%, aumentando tensões entre as várias fações, que levaram a uma longa guerra civil, que passou pela intervenção armada de Israel ao lado das fações cristãs.

Entre 1990 e 2000 o Líbano esteve virtualmente sob ocupação e controlo da Síria. No entanto, após o ano 2000 e com a morte de Hafez Al Assad esse dominio da Síria passou a ser contestado, com eleições a colocarem no poder políticos anti-sírios.


O assassinato em 2005 do primeiro ministro Rafik Hariri num atentado ordenado por Bashar Al Assad, criou uma maior tensão entre os governos dos dois países.

Essa tensão manteve-se como resultado do apoio sírio aos partidários do movimento Hezbollah, uma organização xiita, também apoiada pelo regime islâmico iraniano e que defende os interesses dos muçulmanos xiitas, que se calcula representem cerca de 27% da população[1].

Guerra civil na Síria e batalha pelo controlo de Al Qusayr

 
A evolução da situação na Síria, envolvida num conflito civil entre vários grupos e o governo de origem socialista apoiado na minoria xiita síria, levou o movimento Hezbollah a apoiar o ditador Bashar Al Assad.

Sabia-se dessa intevenção por parte do Hezbollah, como se sabia que o Hezbollah recebia armamento moderno fornecido pelo regime de Damasco. Agora, de forma aberta, o movimento Hezbollah enviou as suas forças para combater abertamente ao lado das tropas do regime de Damasco, na batalha pelo controlo da cidade de Al Qusayr.

Al Qusayr, está numa área estratégica, que liga à fronteira com o Líbano e por sua vez à cidade de Homs, uma das cidades onde a força dos rebeldes sírios mais se tem feito sentir. O controlo de Al Qusayr por parte dos rebeldes é uma pedra no sapato do regime sírio e do Hezbollah, já que a cidade tem estradas que entram no vale de Bekaa no leste do Líbano, uma região de maioria xiita.

Ocorre que Al Qusayr também está num enclave xiita sírio, no meio de uma área de maioria sunita, o que de alguma forma explica a ação das tropas do extremista Sheik Nasralah, líder do Hezbollah.

Como resposta às intervenções do Hezbollah, já ocorreram recontros urbanos, nomeadamente na cidade portuária libanesa de Tripoli, a 40km da fronteira com a Síria entre sunitas e xiitas.

Tiro e Latakia

 

As cidades mais preciosas para as forças governamentais são os dois portos sírios de Tiro e Latakia. Tem havido muita especulação sobre a utilização deste último porto por forças da marinha russa. Na realidade os russos utilizaram várias facilidades portuárias e também o aeroporto da cidade de Latakia, no entanto, a razão de estas cidades se manterem fieis ao governo da Damasco, prende-se com o facto de elas se encontrarem na região de maior predominância alauita-xiita de toda a Síria, tendo constituido o antigo estado Alauita na década de 1920-1930 sob gestão francesa. Em Latakia, a população alauita-xiita atinge os 70% enquanto que a nível nacional os xiitas representam pouco mais de 10% da população.

Regiões alauitas-xiitas isoladas da capital


O controlo por parte dos rebeldes de cidades e principalmente estradas entre a capital Damasco, onde a maioria da população é sunita, mas onde o governo alauita-xiita se continua a manter e os portos do mediterrâneo, de maioria alauita-xiita tem demonstrado ser uma das principais pedras no sapato das forças apoiantes do Partido Socialista Bashar Al Assad e das minorias alauitas-xiitas presentemente no poder.

Radicalizar de posições


A radicalização de posições, pode levar a uma internacionalização do conflito, se os libaneses xiitas que representam cerca de 30% da população do Líbano decidirem apoiar os xiitas sírios, que representam pouco mais de 10% da população da Síria.

O Iraque, de governo Xiita é visto como uma peça fundamental neste jogo, mas o país está por seu lado envolvido em problemas internos, que também resultam de conflitos entre sunitas e xiitas. A Turquia, poderá intervir, mas também tem problemas que resultam da falta de um governo central em Damasco e que já permitiu a tomada e controlo de várias cidades nas regiões do Curdistão sírio.

Ações por parte do Hezbollah, poderão levar o movimento a tentar atrair Israel para o conflito, atacando premeditadamente o estado judaico, para colocar problemas aos governos de países sunitas que de uma forma ou de outra apoiam os rebeldes sírios.

A Jordânia, tem tentado manter-se fora de todo o conflito, com o monarca do país a tentar liberalizar o regime sem cair em tumultos que já provocaram a queda de vários outros regimes em países árabes. Mas a maioria da população jordana é sunita.

[1] – Os valores são estimativas e tendem a variar bastante consoante as fontes. O número de cristãos, por exemplo, foi estimado entre 34% e 41%. Calcula-se que pelo menos 20% da população seja constituída por cristãos-maronitas.
 

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Submarino espanhol não pode emergir

Projeto S-80 encalha em novos problemas

Área Militar


Na semana passada, o projeto de submarino espanhol S-80, começou a enfrentar mais uma crise na sua história já bastante atribulada desde o inicio do projeto de desenvolvimento.

Segundo dados revelados recentemente, o S-80, uma derivação espanhola do submarino francês Scorpene, foi concebido de tal forma, que ele já nasceu submerso.


Ou seja, se o S-80 submergir, a quantidade de ar que pode ser colocada nos tanques de lastro, não é suficiente para fazer o submarino voltar à superfície.

O problema foi detetado pelos estaleiros, que confirmaram a existência desta deficiência, que resulta de um erro no cálculo do peso do navio, e da relação deste com a dimensão dos tanques de lastro, que devem ser cheios de ar para permitir ao submarino emergir.

Críticas

O projeto S-80 que prevê a construção de quatro submarinos para substituir os navios da classe Agosta presentemente ao serviço, já passou por muito dissabores, aos quais não é estranho o quebrar de relações entre a espanhola Navantia e a francesa DCN, com a qual a empresa espanhola produz o Scorpene em conjunto.

As duas empresas entraram em rota de colisão há anos atrás, com os espanhóis alegando que o seu S-80 era um submarino completamente novo e que não precisavam por isso pagar nada aos franceses. Para piorar a situação, a Espanha decidiu não incluir nos seus navios o sistema francês de propulsão independente do ar AIP, conhecido como MESMA. A Espanha optou por um sistema de células de combustível, mas esse sistema não estava sequer desenhado e isso atrasou o processo.

Empresas americana foram chamadas para assistir os espanhóis na tentativa de desenvolver o sistema de células de combustível [1] mas mesmo assim os atrasos, naturais no desenvolvimento de novas tecnologias, continuaram.
Já a industria francesa DCN, considerou que os espanhóis estavam utilizando tecnologia e projetos franceses sem autorização, a coisa azedou e daí até ao rompimento de relações foi um passo.

A França apresentou o seu próprio projeto de submarino livre da ligação com os espanhóis, que é conhecido como Marlin. Esse submarino segundo tudo indica terá muito em comum com o projeto de submarino nuclear que será desenvolvido pelo Brasil.

Modificação custosa


Sabendo-se que o navio tem este tipo de problema, a única solução para fazer com que ele possa voltar a flutuar, é aumentar a dimensão dos tanques de lastro, onde fica a água que faz o submarino submergir e de onde a água é expulsa por ar comprimido para voltar a emergir.


Mas para aumentar o tamanho dos tanques de lastro, o navio tem que ser todo ele aumentado.

A imprensa refere valores de 7,5 milhões de Euros por cada metro, mas os cálculos não podem ser feitos ao metro. A simples substituição de baterias num submarino (algo que em alguns casos passa por literalmente cortar o navio em dois) só por si tem custos elevadíssimos.


Estimativas realistas permitem determinar que serão precisos entre 50 e 100 milhões de Euros, para reprojetar o navio e voltar a fazer todos os milhões de calculos necessários para garantir a sua flutuabilidade a acima de tudo a sua estabilidade. Além disso, os atrasos no programa são inevitáveis, estimando-se agora a entrega dos navios para 2018.

Programa de emergência

No dia 24 de Março de 2012, o parlamento espanhol autorizou um programa adicional de modernização do submarino S-74 Tramontana, que não estava previsto. Esta medida destina-se a evitar que a Espanha fique praticamente sem arma submarina entre 2017 e 2018, quando o único submarino ao serviço estivesse indisponível.


1] – O sistema que a Espanha desenvolve com o apoio de tecnologia americana, é equivalente ao sistema AIP dos submarinos da classe U212 e U214, mas ao contrário destes, o hidrogénio é produzido dentro do próprio submarino, conforme é necessário. Isto evita a necessidade de transportar grandes quantidades de hidrogénio e facilita tremendamente o reabastecimento, já que encher os depósitos de submarinos movidos a hidrogénio implica a existência de instalações especificamente preparadas para o efeito.


Filipinas podem comprar porta-aviões

Principe de Asturias é alvo do interesse de várias marinhas

Área Militar


Depois de uma delegação indonésia ter visitado em Março o porta-aviões ligeiro Principe de Asturias e concluido que o navio não se adaptava às necessidades do país, as Filipinas passaram a ser o país interessado com mais possibilidades de vir a operar o navio que a marinha da Espanha retirou de serviço por causa dos cortes nos gastos.

Outros países terão demonstrado algum interesse na aquisição do navio e os espanhóis deverão vender o Principe de Asturias ao interessado que apresentar a melhor proposta.


Além do interesse da Indonésia e das Filipinas, pelo menos um país árabe, que se especula ser a Arábia Saudita, estaria interessado na aquisição do navio.

A marinha da Espanha anunciou entretanto que continuaria o desarmamento do navio, processo durante o qual, serão retirados do porta-aviões sistemas que podem ser utilizados em outros sistemas de armas da marinha da Espanha.

No entanto, se algum governo apresentar uma proposta, o processo de desarmamento será interrompido se for necessário.

O principal problema que se coloca a um futuro país que compre o Príncipe de Asturias é a necessidade de uma revisão geral dos sistemas. O custo elevado desse processo foi o que levou a marinha da Espanha a retirar o navio de serviço, optando por reservar recursos para o novo navio de apoio logístico / porta-helicópteros, Juan Carlos I.

Tipo de utilização


Para lá da modernização que será necessária, será igualmente necessário considerar alterações ao navio para eventualmente o transformar num sistema de armas ou apoio com características diferentes.


Em vez de utilizar o Principe de Asturias como Porta-aviões, é possível a sua utilização como porta-helicópteros ou navio para apoio logístico e tático.

No entanto analistas militares duvidam da capacidade das Filipinas para operar um navio com estas características. A marinha do país até ao momento opera apenas navios de patrulha e os seus mais poderosos navios de guerra são dois navios de patrulha oceânica retirados de serviço na guarda costeira dos Estados Unidos.


Durante anos, o mais poderoso navio ao serviço da marinha filipina foi um contra-torpedeiro da II guerra mundial, entrado ao serviço em 1943, com um deslocamento de 1700t, uma velocidade máxima de 18 nós e um armamento de três peças de 76mm.

A Marinha e a Guarda Costeira das Filipinas operam mais de 150 embarcações, mas na sua maioria trata-se de navios de pequeno porte, adequados para vigilância marítima das inúmeras ilhas que constituem o país.

Os recentes problemas entre as Filipinas e a China, têm vindo a levar as autoridades do país a considerar várias possibilidades para criar uma força naval com uma capacidade de dissuasão credível, que se espera conte com pelo menos quatro fragatas e dez corvetas para luta anti-submarina. Helicópteros para luta anti-submarina também são considerados.
 

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Ágata 7 - Operação vistoria mais de 129 mil veículos e destrói pista clandestina em terra indígena

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


Brasília, 28/05/2013 - O segundo balanço parcial da Operação Ágata 7 mostra que, depois de dez dias de atividades, a ação que pretende marcar a presença do Estado vem surtindo efeito no que diz respeito à repressão a crimes na fronteira do Brasil .

Com o envolvimento de 33.563 militares e de 1.090 agentes de diversos órgãos públicos, a ação conseguiu criar uma barreira contra os delitos de fronteira, principalmente nas rodovias. Até agora foram vistoriados mais de 129.825 veículos nos 16,8 mil quilômetros de faixa de fronteira.

Além disso, rios e lagos estão sendo supervisionados pela Marinha, que utiliza navios patrulha fluvial e de assistência hospitalar, helicópteros UH-12 e lanchas. A operação já resultou na vistoria de 2.743 embarcações.

Durante a fiscalização das rodovias e rios da região de fronteira, a Ágata apreendeu mais de 2.399 quilos de drogas, sendo duas toneladas só de maconha e 281 de cocaína, além de 8 mil quilos de explosivos.

Dentre as ações de vulto, destaca-se a apreensão de U$ 260 mil, encontrados em um carro em Santa Catarina, e 40 mil pacotes de cigarros, avaliados em mais de R$ 1 milhão de reais, apreendidos em um caminhão na cidade de Guaíra (PR).

A Ágata está atuando com eficiência também no espaço aéreo. Até agora foram interceptadas 97 aeronaves só na Região Sul. Nessa localidade, no trecho entre Guaíra (PR) e Chuí (RS), estão sendo utilizadas, pela primeira vez simultaneamente, os Veículos Aéreos Não-Tripulados (Vants) da Força Aérea Brasileira e da Polícia Federal. A utilização dos dados coletados por essas aeronaves tem permitido o mapeamento dos pontos onde ocorrem os ilícitos.

Na Região Norte, uma pista clandestina que dava apoio a um garimpo ilegal na terra indígena Yanomami foi destruída em Cachoeira Xiriana (RO), num local próximo à fronteira com a Venezuela.

Ações sociais

Além de ações de patrulha e fiscalização, a operação realizou diversas Ações Cívico-Sociais (Acisos). Ao todo, 13.893 pessoas tiveram atendimento médico nas regiões de fronteira do Norte, Sul e Centro Oeste. Nas ações, foram distribuídos 30.489 medicamentos.

As equipes das Acisos também realizaram consultas odontológicas. No Norte foram 7.346 consultas, no Sul 1.259 e no Centro Oeste 346, totalizando 8.951 atendimentos.

Sobre a Ágata

Instituída com uma das ações do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) pela presidenta Dilma Rousseff, a operação Ágata é mantida sob o comando do Ministério da Defesa e coordenada pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A execução cabe à Marinha, ao Exército e à Força Aérea Brasileira (FAB), com o apoio de 12 ministérios, cerca de 20 agências governamentais, forças policiais e agentes de dez estados e 710 municípios.

Como a operação se desenvolve ao longo de toda a fronteira terrestre, as tropas contam com os centros montados nos Comandos Militares da Amazônia (CMA), em Manaus (AM); do Oeste (CMO), em Campo Grande (MS); e do Sul (CMS), em Porto Alegre (RS). Nesses locais atuam militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. 


Brasil revitaliza carros de combate surinameses

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


Desembarcam em meados de junho, no Suriname, os dois primeiros carros de combate revitalizados pelo Brasil para serem utilizados pelas Forças Armadas daquele país. A iniciativa, resultado do fortalecimento das relações bilaterais estabelecidas com os vizinhos de continente, é parte do compromisso assumido pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, em visita ao contraparte surinamês, Lamuré Latour, em setembro do ano passado, na capital Paramaribo.

Na viagem, Amorim sublinhou o interesse brasileiro em ampliar as oportunidades de cooperação militar com os países do cone norte, que classificou como parceiros importantes na construção de uma comunidade de segurança na América do Sul.

As viaturas brasileiras Urutu, fabricadas pela extinta Engesa, foram inteiramente recuperadas por empresa privada, sob supervisão da Diretoria de Material do Exército. Os veículos serão transportados ao país de destino por navio da Marinha do Brasil – mesma embarcação que realiza viagens de apoio logístico às tropas da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).

Além da modernização, a parceria prevê o apoio brasileiro à revitalização de dois blindados Cascavel surinameses, também produzidos pela Engesa, e capacitação para a autossuficiência do país vizinho em sustentabilidade logística. No caso dos Cascavel, a revitalização acontece no Parque Regional de Manutenção da 1ª Região Militar, no Rio de Janeiro.

A modernização dos carros de combate (Urutu e Cascavel) tem um custo aproximado de R$ 2 milhões e é uma das ações com as quais o Brasil busca estimular a participação do Suriname no processo de integração em defesa na América do Sul.



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Drone dos EUA mata número 2 do Taleban paquistanês, dizem autoridades


Mehreen Zahra-Malik e Jibran Ahmad

Um ataque de avião teleguiado dos EUA matou o número dois do Taleban paquistanês, Wali-ur-Rehman, na região do Waziristão do Norte, nesta quarta-feira, disseram três autoridades de segurança, no que seria um golpe decisivo na luta contra a militância.

Wali-ur-Rehman havia sido preparado para suceder Hakimullah Mehsud como líder do Taleban no Paquistão, segundo um oficial graduado do Exército estacionado na região tribal do Uaziristão do Sul, reduto do grupo.

O Taleban paquistanês é uma entidade separada, mas aliada, ao Taleban afegão. Conhecido como o Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), o grupo já realizou ataques devastadores contra os militares paquistaneses e civis.

As mortes causadas pelos avião não tripulados, chamados de drones, são difíceis de verificar de forma independente.

Combatentes do Taleban muitas vezes isolam imediatamente os locais de ataques aéreos para impedir que jornalistas paquistaneses vejam as vítimas.

27 maio 2013

UE se reúne para avaliar fim de embargo e dar armas a rebeldes sírios

FOLHA DE SP
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Representantes dos 27 países da União Europeia se reúnem nesta segunda-feira para definir sobre o fim do embargo do bloco ao envio de armas à Síria, como uma forma de autorizar o fornecimento de armas aos rebeldes. A decisão, no entanto, ainda encontra a resistência de diversos países.

Os principais defensores da entrega de armamento à oposição ao ditador Bashar al-Assad são Reino Unido e França, únicos integrantes do bloco que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. A posição foi defendida na reunião pelo chanceler britânico, William Hague.

Para ele, cada país europeu pode ter sua própria política de sanções caso não se chegue a um acordo geral. "É importante mostrar que estamos dispostos a alterar nosso embargo de armas, para que o regime de Assad receba um sinal claro de que tem que negociar a sério", disse.

A hipótese de armar a oposição síria também foi respaldada pelo ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo, embora prefira que a decisão seja tomada após a conferência dos membros permanentes do Conselho de Segurança sobre a Síria, que deve acontecer em junho em Genebra.

"Propomos que a decisão seja um elemento de pressão para a negociação e para dar oportunidade ao diálogo. Esse fornecimento de armas deve ser feito caso por caso, para evitar que caiam em mãos erradas".

Maior economia da região, a Alemanha concorda com o fim do embargo, embora afirma que vá defender uma posição comum de todo o bloco. "Hoje vai ser um dia de negociações difíceis", disse o ministro das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle.

A medida, no entanto, encontra a resistência da Áustria e de países nórdicos, como a Dinamarca, a Suécia e a Finlândia. Os europeus precisam tomar uma decisão sobre os embargos à Síria até sexta (31), quando acabam as resoluções que regulamentam as sanções vigentes.

DIVISÃO

Enquanto o fornecimento de armas é discutido pelos membros da União Europeia, a oposição síria, beneficiada pela medida, mostra mais uma divisão, o que daria mais subsídios para os grupos contrários ao armamento dos rebeldes.

Nesta segunda, fracassou a votação que incluiria mais membros na cúpula da Coalizão da Oposição Síria. Após quatro dias de negociações, apenas oito de 22 novos participantes foram aceitos pelos atuais integrantes do grupo.

O opositor histórico do regime de Damasco Michel Kilo, um intelectual marxista e laico, procedente de uma família cristã, foi uma das personalidades admitidas na Coalizão. No entanto, outros membros liberais foram rejeitados pelo grupo, cuja maioria pertence à versão síria do grupo sunita Irmandade Muçulmana.

A falta de consenso coloca em dúvida a participação do grupo nas negociações com o regime que deverão acontecer em Genebra. Apoiada por Arábia Saudita, Qatar e países ocidentais, a coalizão foi criada em novembro, em substituição a outra união política opositora que fracassou.

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Sucatão sofre acidente com militares brasileiros a bordo no Haiti

RENATO MACHADO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA DE PORTO PRÍNCIPE (HAITI)

Um avião com 143 militares brasileiros a bordo sofreu um acidente quando decolava na tarde deste domingo no Aeroporto Internacional Toussaint Louverture, em Porto Príncipe, capital do Haiti. Todos os passageiros são integrantes da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti), que é comandada militarmente pelo Brasil. Não houve feridos.

O acidente aconteceu com o Boeing 707 de modelo KC-137. Trata-se do mesmo tipo de avião que recebeu o apelido de Sucatão, quando serviu à Presidência da República na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, e depois foi aposentado pelo Planalto.

O avião levava de volta ao Brasil 131 militares do Brabatt-2 (2º Batalhão de Infantaria de Forças de Paz), que haviam encerrado a sua missão no Haiti. Os demais ocupantes da aeronave eram da tripulação.

Por volta de 14h30, o avião decolava com destino a Manaus quando, a alguns metros do solo, uma das turbinas explodiu. O piloto desligou os motores e cortou o combustível para evitar um acidente maior. No entanto, ao voltar à pista, o trem de pouso do avião quebrou e por isso ele se arrastou "de barriga" pela pista principal.

Equipes de segurança foram acionadas, e o aeroporto permaneceu fechado pelo resto do dia.


Renato Machado /Folhapress
O avião modelo Boeing 707, de matrícula KC-137, pousou de barriga após um problema em uma das turbinas, em Porto Príncipe (Haiti)
O avião modelo Boeing 707, de matrícula KC-137, pousou de barriga após um problema em uma das turbinas, em Porto Príncipe (Haiti)

Em nota, a FAB (Força Aérea Brasileira) informou que já deu início às investigações sobre o caso. A Minustah confirmou que nenhum militar ficou ferido.

"As companhias de engenharia do Brasil e do Chile já analisaram a situação e verificaram que a aeronave pode ser deslocada para que o aeroporto seja reaberto", informou o coronel Marcos Santos, porta-voz do componente militar da missão.

Fontes ouvidas pela reportagem informaram que os incidentes com os aviões que levam os contingentes são frequentes, por conta da antiguidade dessas aeronaves, embora nenhum acontecimento anterior teve a mesma gravidade.

Um militar que pediu anonimato afirma que um grande grupo de militares precisou ficar um dia a mais que o previsto em Boa Vista (RR), quando fazia o trajeto para o Haiti, porque foram necessários reparos.

A Minustah chegou ao Haiti em junho de 2004, meses após um golpe que derrubou o ex-presidente Jean Bertrand Aristide. Desde o início, a parte militar da missão é comandada pelo Brasil, país que também detém o maior contingente -- que está sendo reduzido e ficará com 1,2 mil militares a partir do próximo mês, quando o Brabatt 2 será fechado e haverá apenas um batalhão.

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25 maio 2013

Estatísticas das ações da Marinha na Operação “Ágata 7”

DefesaNet

A Operação “Ágata 7” deflagrada, em 18 de maio, foi instruída por meio do Plano Estratégico de Fronteiras, criado por decreto da Presidenta Dilma Rousseff, em junho de 2011. Atualmente, a “Ágata” conta com a participação de 12 ministérios e 20 agências governamentais, além de aglutinar instituições dos 11 estados da região de fronteira.

Em quase dois anos, o Ministério da Defesa, por meio do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, já realizou seis edições da “Ágata”. Onde a faixa de fronteira compreende 150 quilômetros a partir da divisa. Este território corresponde 27% do território nacional onde estão 710 municípios, sendo 122 cidades limítrofes e 588 não limítrofes.

A operação, que tem como propósito combater ilícitos, contempla, também, Ações Cívico-Sociais (Acisos), que consistem em atividades como atendimento médico, odontológico e hospitalar.

Desde o início da operação até o dia 22 de maio, a Marinha do Brasil apresenta os seguintes dados estatísticos de suas ações na área do Com5ºDN:

Patrulhas e Inspeções Navais

Embarcações inspecionadas: 72

Ações Civico-Sociais

Emissão de documentos (cartões do SUS e para Bolsa Família): 104

Atendimentos odontológicos, médicos e procedimentos ambulatoriais (hemograma, pressão arterial e colesterol) e vacinação: 841

Comando do 6º Distrito Naval (Com6ºDN)

 
Desde o início da operação até o dia 22 de maio, a Marinha do Brasil apresenta os seguintes dados estatísticos de suas ações na área do Com6ºDN:

Patrulhas e Inspeções Navais


Embarcações inspecionadas: 254

Embarcações notificadas: 12

Ações Cívico-Sociais: 28

Comando do 9º Distrito Naval (Com9ºDN)

 
Desde o início da operação até o dia 22 de maio, a Marinha do Brasil apresenta os seguintes dados estatísticos de suas ações na área do Com9ºDN:

Patrulhas e Inspeções Navais

Embarcações inspecionadas: 3.115

Embarcações notificadas: 174

Embarcações apreendidas: 66

Embarcações apresadas: 2

Assistência Hospitalar e Ações Cívico Sociais


Atendimentos médicos: 1.496

Procedimentos odontológicos: 5.505

Procedimentos de enfermagem: 500

Vacinações: 239


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ÁGATA 7- AH-2 Sabre Intercepta aeronave em Porto Velho (RO)

Incrível missão de um AH-2 Sabre (Mi35) na interceptação de uma aeronave durante a Operação Ágata 7

DefesaNet


Um AH-2 Sabre, helicóptero de ataque da Força Aérea Brasileira (FAB), interceptou na manhã desta quinta-feira (23/5) um avião de pequeno porte não identificado pelos radares a cerca de 200 km da cidade de Porto Velho, capital de Rondônia. O acionamento ocorreu por volta das 9 horas. O helicóptero do Esquadrão Poti (2º/8º GAV) decolou em menos de 10 minutos da Base Aérea de Porto Velho (BAPV).

“Fizemos um reconhecimento a distância e a foto-filmagem da aeronave para averiguação de dados, além de um acompanhamento por dez minutos. As informações foram repassadas para o controle de trafego aéreo e posteriormente a aeronave seguiu sua rota normalmente”, ressaltou o piloto do helicóptero.

“Esse tipo de missão, de policiamento aéreo, é rotineira para o Esquadrão Poti na Amazônia Ocidental. O Sabre já foi utilizado na Rio+20 e será empregado também nos próximos grandes eventos programados para o Brasil”, explicou o chefe da seção de operações do esquadrão.

O policiamento do espaço aéreo brasileiro faz parte da Operação Ágata 7, do Ministério da Defesa, que tem o objetivo de combater o tráfico de ilícitos na região de fronteira.

A Função do Helicópetro em Interceptação

O conceito de empregar helicópteros armados era de garantir a proteção ao desembarque de tropas que fossem abordar aeronaves no solo. Como apresentado pelo chefe do COMGAR, Brigadeiro José Carlos Pereira em 2003:

"Não, o modelo é clássico. Você tem um avião alto que enxerga, um avião-radar, um interceptador de grande altitude, que são os jatos, que não consegue pegar o narcotraficante voando baixinho. Então você tem que ter um terceiro segmento, que voa baixo e um avião tipo ALX. E o último segmento é o helicóptero, que pousa em qualquer lugar e que vai pegar o narcotraficante. A FAB precisa ter esse segmento completo, num nível mais alto, um satélite, um avião de reconhecimento forte, um interceptador supersônico, um interceptador de baixa performance e um helicóptero. E, por último, claro, precisa ter a polícia, que vai prender alguém e que não é problema das Forças Armadas. Esse é o segmento completo."

A função de interceptação, como realizada na manhã desta quinta-feira, é um fato novo. Graças à grande velocidade do AH-2 Sabre (Mi-35), cerca de 300 a 335 km/h, o torna compatível para interceptar pequenas aeronaves, geralmente o modelo usado pelos narcotraficantes.

Aeronaves sem prorama de voo aprovado ou voando abaixo da interceptação radar, podem ser de moradores da região em deslocamento ou não. Portanto, o emprego dos helicópteros nesta interceptação, independendo de um campo pouso preparado é um fato relevante nas operações ao narcotráfico.

Com seus canhão de 23 mm, e uma carga de 450 cartuchos, permite ao AH-2 Sabre impor uma ação à aeronave, que não atenda à solicitaçao de contato ou tente uma ação evasiva. O que está conforme com a "Lei do Abate".

Caso a aeronave aja de forma evasiva para escapar do raio de ação do helicóptero a tripulação pode solicitar o apoio dos Super Tucanos.

A formação de um núcleo com o Radar SABER 60, varrendo regiões com altitudes (baixas), não alcançadas pelos radares do CINDACTA e um grupo de AH-2 com capacidade de interceptar as pequenas aeronaves e /ou vetorar a ação dos A-29 Super Tucanos torna uma nova equação à proteção de fronteiras.


23 maio 2013

Em 1ª ação conjunta de drones, FAB e PF apreendem drogas na fronteira

Uso de 'aviões-robôs' permite acompanhar quadrilhas ininterruptamente.
Operação inédita tem como objetivo reprimir crimes.

Tahiane Stochero
 

Do G1, em São Miguel do Iguaçu (PR)

Drone da PF à frente e o da FAB atrás (Foto: Tahiane Stochero/G1)Drone da PF à frente e o da FAB atrás (Foto: Tahiane Stochero/G1)

Em uma ação inédita, os drones (veículos aéreos não tripulados – ou vants, na sigla em português) da Força Aérea Brasileira e da Polícia Federal começaram a voar juntos para reprimir crimes na fronteira do Paraná com o Paraguai.

O G1 acompanhou nesta quinta-feira (23) uma operação na base da PF em São Miguel do Iguaçu, a 40 km de Foz de Iguaçu, de onde partiram dois drones da FAB e um da PF para vasculhar a fronteira. Com câmeras infravermelhas e sensores térmicos, os drones têm permitido o monitoramento de suspeitos de tráfico, fazendo com que policiais em terra abordem os carros e as embarcações após a visualização.

Nesta quinta, o tempo fechado não permitiu muitos voos e os aviões fizeram apenas uma identificação de áreas na fronteira para mapeamento. Mas na terça-feira (22), quando os drones começaram a operar conjuntamente pela primeira vez, os militares e os policiais dividiram o espaço aéreo sobre o Lago de Itaipu, cercando completamente a área. A ação resultou na apreensão de cerca de 200 kg de maconha, segundo o chefe do Centro de Inteligência e Análise Estratégica da PF, Disney Rossetti.

A PF não diz se a droga estava em uma embarcação ou em um carro, pois não fornece informações sobre investigações em andamento.

A ideia é que o teste conjunto de drones da PF e da FAB possa ser expandido de forma ininterrupta nas fronteiras, em especial no Norte do país, afirma o delegado Rossetti. A ação integrada permite que “alvos”, como a polícia denomina quadrilhas sob investigação, possam ser monitorados diuturnamente. Isso porque se o drone da PF precisar voltar para a base para reabastecer, o da FAB pode “rendê-lo” e continuar seguindo os suspeitos.

“Estamos unindo forças e compartilhando conhecimento. A PF tem um know-how de agir como polícia e usamos os vants neste sentido, como arma de inteligência. O uso de vants ainda é novo para todos nós”, diz Rossetti.

O coronel Donald Gramkow, comandante do Esquadrão Hórus, a tropa da FAB que voa com os drones no Brasil, destaca a união das instituições. “Os vants têm finalidades diferentes e nós também possuímos conhecimentos e empregos diferentes. Somos militares de uma força armada, formados para a guerra. Eles são policiais, possuem uma formação de inteligência. Como estamos atuando há mais tempo, nossos pilotos, que são pilotos de caça e outros aviões também, já adquiriram uma técnica que pode ser compartilhada sobre como atuar com segurança."

Gramkow diz que os aviões não tripulados têm um fator surpresa. “Com o vant, a gente pode ver os suspeitos, acompanhar os criminosos, descobrir coisas sem que eles, em terra, nos vejam”, acrescenta.

'Disputa'

A PF e a FAB, que usam aviões de empresas concorrentes, negam que haja uma eventual disputa entre as corporações. “Não há briga nenhuma entre os vants da PF e da FAB. Isso nunca houve. A ideia do trabalho conjunto é para gerar padrões de atuação. Eles são militares, têm uma visão diferente. Nós temos uma visão policial. Eu tenho quatro pilotos formados para o vant, todos são pilotos comerciais também. Os três pilotos deles que estão aqui são pilotos de caça. Aqui é a oportunidade para nossos pilotos conversarem, trocarem experiências que podem gerar um padrão de atuação para o futuro, para os grandes eventos”, diz o coordenador do projeto vant da PF, Álvaro Marques.

Apesar de serem de empresas concorrentes, tanto os drones da PF como os da FAB são israelenses. A PF opera dois drones Heron, da Israel Aeroespace Industries (IAI), que pesam até 1.100 kg e possuem autonomia de até 36 horas. Mas como possui apenas uma central de controle em solo, que recebe as imagens captadas e retransmite para um centro de controle em Brasília, a PF não tem capacidade de colocar os dois aviões voando ao mesmo tempo.

Já a FAB opera quatro drones do modelo Hermes, da Elbit, com autonomia média de 16 horas e peso de 450 kg. Na operação, porém, apenas dois são empregados.

Mecânicos e técnicos de ambas as empresas israelenses conversam e participam, nos bastidores, do teste, comparando o desempenho dos drones.

“A primeira coisa que queríamos descobrir era se, voando juntos, um não interferia no outro. Os vants possuem radares e antenas para que possam transmitir as imagens, em tempo real, para nossa base de controle em solo. Com o vant da FAB e o nosso próximos no ar, constatamos que não havia problemas, que a integração era perfeita”, diz Álvaro Marques.

“Outro teste que fizemos era para o caso de perda do link (chamado pela FAB de “enlace”), que permite que o piloto em terra veja e controle o vant. Se, por acaso, os três vants voando (os dois da FAB e um da PF) perdessem o contato com o solo ao mesmo tempo, o que podia acontecer? Como faríamos para eles voarem em segurança e pousarem sem cair ou se chocar no ar? Combinamos que cada um voltaria para a pista por um lado de uma cabeceira. E deu tudo certo”, acrescenta Marques.

Antes de ser agente da PF, Marques foi militar da Força Aérea e colega do coronel Gramkow na academia militar que forma os oficiais. “Fomos colegas e somos amigos. Aqui é de piloto para piloto, não tem competição”, afirma.
Drone da FAB é usado em operação (Foto: Tahiane Stochero/G1)Drone da FAB é usado em operação (Foto: Tahiane Stochero/G1)

 

Chegam ao Rio tanques alemães para segurança da Copa das Confederações

Bom Dia Brasil

Os canhões são capazes de disparar 1.100 tiros por minuto. A precisão é garantida por radares. Na Copa das Confederações, oito tanques ficarão em pontos estratégicos, perto do Maracanã, no Rio, e do estádio Mané Garrincha, em Brasília.


Assista ao vídeo em:  http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-brasil/t/edicoes/v/chegam-ao-rio-tanques-alemaes-para-seguranca-da-copa-das-confederacoes/2590914/

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Simulação antiterrorista mobiliza Abin e militares

Correio Braziliense

A explosão terrorista de 14 cilindros de cloro armazenados na estação de tratamento de água da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) deixou cinco contaminados. O atentado aconteceu poucas horas após a prisão de três estrangeiros suspeitos de planejar ataques à capital federal durante a Copa das Confederações. Os investigadores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) localizaram o trio após receberem informações sobre a vinda do grupo para o DF, no último dia 20. O órgão não informou a nacionalidade dos acusados, quantos são e a que organização eles pertencem. Esse foi o cenário ficcional usado pelo Exército Brasileiro, pelo Corpo de Bombeiros e pela Abin para simular uma ação contraterrorista na tarde de ontem em Brasília. O exercício foi feito na estação de tratamento da Caesb, perto do Autódromo Nelson Piquet. 

Houve a simulação de uma explosão do conteúdo tóxico a fim de determinar como cada uma das corporações agiria em um incidente semelhante. As vítimas eram soldados maquiados. A operação visou preparar os órgãos de Defesa nacional e de segurança pública do DF para agir em conjunto durante a Copa das Confederações e o Mundial de 2014. Um total de 120 militares e 13 bombeiros atuaram na experiência, com seis veículos das duas corporações, sendo três ambulâncias. 


Após a falsa explosão, homens do Exército lotados em Goiânia (GO), especializados em lidar com produtos químicos e radioativos, determinaram a área afetada pelo cloro, composto que, em estado gasoso, provoca irritação nos olhos, na boca e no nariz, além de asfixia. Em seguida, isolaram a área e montaram, em conjunto com os bombeiros, uma estrutura para descontaminar a região. Parte dos envolvidos fizeram uma varredura para garantir que não havia risco de contaminação. Em seguida, socorristas retiraram as vítimas, descontaminaram e as levaram para o hospital. Tanto militares quanto bombeiros usaram roupas especiais, máscaras e tubos de oxigênio. 


"A Caesb é uma estrutura estratégica, assim como pontos de telecomunicação, de transporte, de energia e o espaço aéreo. Um ataque a uma estrutura como essa causaria dano à população", afirmou o general Gerson Menandro, chefe do Comando Militar do Planalto. "A Abin fornece informações sobre riscos na área de Defesa para o Exército e na de segurança para o Ministério da Justiça. Temos de tratar o Brasil com se fosse o principal alvo de organizações terroristas para estarmos sempre preparados. Já fazemos esses trabalhos há muitos anos", completou Luiz Salaberry, diretor de Contraterrorismo da Abin. 


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Ágata 7 - Forças Armadas vistoriam 42,2 mil veículos e 2,2 mil embarcações na região de fronteira

Assessoria de Comunicação Social (Ascom) do Ministério da Defesa

Brasília, 22/05/2013 – O balanço dos cinco primeiros dias da Operação Ágata 7 indicou que as Forças Armadas vistoriaram 42,2 mil veículos e 2.778 embarcações em toda a faixa de fronteira do Brasil, de 16,8 mil quilômetros. Com o emprego de 31.263 militares e civis – o maior efetivo utilizado em operações pelo governo federal -, a Ágata também teve a apreensão de 70 quilos de maconha, 18 quilos de cocaína e três quilos de pasta base da droga. Quatro aeronaves foram interceptadas e, posteriormente, liberadas, após não terem sido constatadas irregularidades.

Numa outra frente, houve a realização de Ações Cívico-Sociais (Acisos) na região Norte. O resultado parcial aponta 25.955 pessoas atendidas e 4.608 medicamentos distribuídos. Até o fim da operação estão previstos atendimentos médico, odontológico e hospitalar em Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, e em Tabatinga, no Amazonas, além de outras localidades que estão sendo definidas pelos comandantes militares da Amazônia (CMA), do Oeste (CMO) e do Sul (CMS).

Um fato de destaque ocorrido no curso da operação foi a apreensão, pela 14ª Brigada de Infantaria Motorizada, de U$ 260 mil. O dinheiro, de origem desconhecida, estava em um saco plástico embaixo do banco do motorista de um veículo BMW. O flagrante ocorreu na BR-280, na cidade de Maravilha (SC).

Instituída com uma das ações do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) pela presidenta Dilma Rousseff, a operação Ágata é mantida sob o comando do Ministério da Defesa e coordenada pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A execução cabe à Marinha, ao Exército e à Força Aérea Brasileira (FAB), com o apoio de 12 ministérios, cerca de 20 agências governamentais, forças policiais e agentes de dez estados e 710 municípios.

Balanço parcial


A Ágata começou no último sábado (18) entre Oiapoque, no Amapá, e Chuí, no Rio Grande do Sul. A previsão inicial era de emprego de 25 mil militares, mas até o momento, os números indicam mobilização de 31,2 mil civis e militares na faixa fronteiriça do Brasil com os países sul-americanos. A operação acontece às vésperas da Copa das Confederações e da visita do Papa Francisco, no âmbito da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), dois grandes eventos que acontecerão no país.

Como a operação se desenvolve ao longo de toda a fronteira terrestre, as tropas contarão com os centros montados nos Comandos Militares da Amazônia (CMA), em Manaus (AM); do Oeste (CMO), em Campo Grande (MS); e do Sul (CMS), em Porto Alegre (RS). Nesses locais atuarão militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. No entanto, as três Forças utilizarão homens e equipamentos das Organizações Militares, além de poder contar com reforço de outras regiões.

A Marinha está utilizando navios patrulha fluvial, helicópteros UH-12, navios de assistência hospitalar e lanchas. Participam da operação destacamentos operacionais dos fuzileiros navais do Batalhão de Operações ribeirinhas, capitanias fluviais, agências fluviais e destacamentos fluviais.

O Exército emprega aeronaves, além de blindados e veículos leves para o transporte das tropas. A Força terrestre desenvolverá ações de bloqueios de rodovias montados em pontos estratégicos da fronteira brasileira.

No caso específico da Força Aérea Brasileira (FAB), o centro de operação encontra-se no Comando Geral de Operações Aéreas (COMGAR), com sede em Brasília. Para tanto, a Aeronáutica tem à disposição os aviões Super Tucano (A-29), caças F 5EM, os aviões radares, os VANTs e helicópteros.


20 maio 2013

Efeito Battisti

Paulo Moreira Leite - IstoÉ
 

Surgiram dificuldades nas compras de equipamento militar que o governo brasileiro pretendia fazer na Itália. Diplomatas dos dois países estão convencidos de que a nova situação é uma resposta ao asilo concedido a Cesare Battisti, condenado por terrorismo na Itália. 

Guerra verde

Pode parecer paradoxal, mas a indústria bélica entrou numa corrida para proteger o meio ambiente, sem perder o objetivo de fabricar armas que matam pessoas

Juliana Tiraboschi - IstoÉ


A dura realidade das guerras, que apenas no século XX mataram 200 milhões de pessoas, não impede que a indústria de armamentos busque tecnologias menos agressivas ao meio ambiente. As iniciativas mais recentes – que incluem bombas que produzem menos fumaça e minas terrestres biodegradáveis – podem soar paradoxais, mas mostram que nenhum setor da sociedade ou da economia pode ficar alheio à necessidade de preservação, mesmo que seu objetivo seja tirar vidas.


Entre as companhias que trabalham em projetos sustentáveis está a British Aerospace (BAE), responsável pela criação de um tanque de guerra híbrido, movido a diesel e eletricidade. Além de consumir até 50% menos combustível, o veículo, desenvolvido para o Exército dos Estados Unidos, pode gerar energia para carregar equipamentos eletrônicos e iluminar acampamentos. 


Outro exemplo de guerra verde vem da empresa norueguesa Nammo, que criou balas sem chumbo. Pesquisas realizadas na Europa comprovaram que o metal tóxico vaza de projéteis em campos de tiro e pode contaminar águas subterrâneas. O Exército norueguês adotou a munição ecológica, e a companhia diz ter prevenido a liberação de 1.200 toneladas de chumbo no meio ambiente. "Já que armas e munição são necessárias, elas devem ser desenvolvidas da forma mais ambientalmente correta possível", diz Urban Oholm, diretor da Nammo. 


O Exército brasileiro entrou na onda verde e estuda, em parceria com a Petrobras, o desenvolvimento de fibra de carbono a partir de resíduos do refino de petróleo. "A indústria aeroespacial depende desse material, pois ele é mais leve", diz o major Alexandre Taschetto, gerente do projeto carbono do Centro Tecnológico do Exército (CTEx). Isso se traduz imediatamente em menor consumo de combustível. Mas as aplicações da fibra vão além: cabos de ancoragem de plataformas de petróleo e até pás de torres de energia eólica podem ser feitos com o material. A guerra verde não é só ecologicamente correta, mas também pode ser lucrativa. 


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Setor de defesa receberá R$ 2,9 bi em programa de apoio a inovação

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


São José dos Campos, 17/05/2013 – Uma nova modalidade de financiamento, com recursos provenientes de empresas públicas federais, vai beneficiar o setor de defesa e aeroespacial com um orçamento de R$ 2,9 bilhões para o desenvolvimento de iniciativas voltadas à inovação.

O pacote, intitulado Inova Aerodefesa, faz parte do programa Inova Empresa, plano de investimento do Governo Federal que prevê a articulação de diferentes ministérios e o apoio financeiro por meio de crédito, subvenção econômica, investimento e o financiamento a instituições de pesquisa.

Os recursos são oriundos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O marco inicial do Inova Aerodefesa foi lançado nesta sexta-feira, com a assinatura do protocolo de intenções entre os ministérios da Defesa, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do MCTI. O documento tem vigência de cinco anos, podendo ser prorrogado por igual período. No entanto, os R$ 2,9 bilhões a serem liberados referem-se apenas aos anos de 2013 a 2017.

O programa prevê apoio a empresas brasileiras e instituições científicas tecnológicas no ciclo produtivo de diversos equipamentos, desde as fases de pesquisa e desenvolvimento até a industrialização. Serão contemplados quatro setores: aeroespacial, de defesa, de segurança e de materiais especiais. Cada uma dessas áreas corresponde ao desenvolvimento de produtos específicos.

A parte aeroespacial inclui tecnologias para foguetes de sondagem e veículos lançadores de satélites, plataformas espaciais e produtos da indústria aeronáutica. A de defesa contempla sensoriamento remoto, sistemas de comando e controle e inovação tecnológica em projetos e programas prioritários. Na área de segurança, os produtos referem-se a sistemas de identificação biométrica e de informações, além de armas não letais. O último setor, o de materiais especiais, reúne fibras de carbono e ligas metálicas, resinas e propelentes sólidos, tubos e demais equipamentos.


 

No evento, que aconteceu no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), esteve presente o secretário-geral do Ministério da Defesa (MD), Ari Matos Cardoso. Para ele, a ocasião representa “um marco para o conjunto de políticas públicas voltadas para a tecnologia e inovação”. O secretário lembrou também que, dentro da linha de ação para estimular as empresas nacionais do setor, o MD já conta com o Plano de Articulação e Equipamentos de Defesa (PAED), que norteia a execução de projetos inovadores e de fomento.

Inova Empresa

Lançado em março deste ano, o Inova Empresa irá destinar R$ 32 bilhões para as empresas em diversos setores, visando torná-las mais produtivas e competitivas. Dentro da iniciativa já estão em funcionamento os Inova Petro, Energia e Saúde. Na próxima semana, está prevista a apresentação do Inova Agro, completando todos os segmentos estratégicos no Plano Brasil Maior.

O AeroDefesa tem como objetivo fomentar atividades de pesquisa, desenvolvimento, engenharia e/ou absorção tecnológica, produção e comercialização de produtos, processos e serviços inovadores em suas áreas de interesse.

Participaram do evento o diretor do BNDES, João Carlos Ferraz; o presidente da Finep, Glauco Arbix; o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho; e a secretária de Desenvolvimento da Produção do MDIC, Heloisa Menezes, que assinou o protocolo de intenções pelo órgão.



Amorim fala sobre os principais projetos da defesa nacional no programa É Notícia da Rede TV!

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


Brasília, 20/05/2013 – O ministro da Defesa, Celso Amorim, participou neste domingo do programa É Notícia, da Rede TV!, apresentado pelo jornalista Kennedy Alencar. Na entrevista, Amorim falou sobre alguns dos principais temas da defesa nacional, e também sobre a relação entre a pasta que dirige e a política externa brasileira.

Entre os assuntos tratados no programa, figuraram a preparação dos militares para as ações de segurança nos grandes eventos – como a Copa das Confederações e a visita do papa Francisco -, o reequipamento das Forças Armadas, as operações de proteção da fronteira do país, e a nomeação do diplomata Roberto Azevêdo para a direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Veja a íntegra do programa por meio dos links abaixo:

Parte 1:
http://www.redetv.com.br/Video.aspx?113,24,336226,jornalismo,redetvi-noticias,celso-amorim-ministro-da-defesa

Parte 2:
http://www.redetv.com.br/Video.aspx?113,24,336225,jornalismo,redetvi-noticias,celso-amorim-ministro-da-defesa-2

Parte 3:
http://www.redetv.com.br/Video.aspx?113,24,336227,jornalismo,redetvi-noticias,celso-amorim-ministro-da-defesa-3

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Operação Ágata apreende U$ 260 mil em Santa Catarina

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


Porto Alegre (RS), 20/05/2013 – A 14ª Brigada de Infantaria Motorizada apreendeu, no último domingo (19), U$ 260 mil que estavam em um saco plástico embaixo do banco do motorista de um veículo BMW. O flagrante ocorreu na BR-280, na cidade de Maravilha (SC), e foi fruto de mobilização iniciada no fim de semana pela Operação Ágata 7, que acontece em toda a faixa de fronteira do Brasil.

Trata-se da maior apreensão de moeda americana já feita no âmbito da Ágata. Até então, a soma de dólares apreendidos na operação desde 2011 era de U$ 250 mil.

A quantia era portada por um brasileiro de 35 anos, que não apresentou justificativa para a posse. “Chamou a atenção o montante de dinheiro e a localização da apreensão, uma rota alternativa do estado de Santa Catarina”, disse o general Carlos Bolivar, comandante militar do Sul.

Bolivar é o responsável pelo monitoramento de 2.484 quilômetros da fronteira Sul, que vai do Chuí , no Rio Grande do Sul, a Guaíra, no Paraná.

Segundo o general, os dólares foram recolhidos e encaminhados à Receita Federal, que vai investigar a origem e o destino do dinheiro. O condutor do veículo foi conduzido à delegacia da Receita Federal em Dionísio Cerqueira (SC), onde ele e o veículo foram liberados.

Grandes eventos

A ação da Ágata na área do Comando Militar do Sul (CMS) já começou a produzir resultados. Em dois dias de operação, foram apreendidos 772 pacotes de cigarros e 203 metros cúbicos de roupas, brinquedos e eletrônicos contrabandeados.

Para o general Bolivar, a ação das Forças Armadas no combate aos crimes de fronteira representa também um exercício importante para os grandes eventos no Brasil. “Toda essa mobilização ajuda também a aplicar nossa capacidade nos locais em que acontecerão os grandes eventos no Brasil”, disse.

A Operação Ágata 7 acontece nos 16,8 mil quilômetros de fronteira terrestre do Brasil com dez países sul-americanos. A ação visa combater crimes como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos e garimpo ilegal, entre outros.

A iniciativa integra o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) sob a coordenação do Ministério da Defesa e comando do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A execução cabe à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica. Além das Forças, a operação conta com a participação de 12 ministérios e 20 agências governamentais, além de aglutinar instituições dos 11 estados da região de fronteira.

Acesse o sítio eletrônico da Operação Ágata 7

 

Tropas sírias e Hezbollah atacam rebeldes

Correio do Brasil
Por Redação, com Reuters - de Amã

Tropas sírias com apoio de militantes do Hezbollah lançaram neste domingo uma ofensiva para tomar dos rebeldes uma importante cidade perto do Líbano, nos combates mais intensos envolvendo o grupo armado libanês. A informação é de ativistas da oposição Síria.

Pelo menos 32 pessoas morreram no conflito entre rebeldes sírios, tropas do governo e combatentes do Hezbollah em Qusair, a dez quilômetros da fronteira com o Líbano, segundo ativistas da oposição.

Falando de Qusair, o ativista Hadi Abdallah afirmou que aviões sírios bombardearam o local durante a manhã.

- O Exército está atacando Qusair do norte e do leste com tanques e artilharia, enquanto o Hezbollah dispara foguetes do sul e do oeste – disse ele. “A maior parte dos mortos são civis.”

A região perto do Rio Orontos ficou segregada entre vilas sunitas e xiitas na guerra civil síria.

É vital para o presidente da Síria, Bashar al-Assad, que é alauíta, manter aberta a rota dos redutos xiitas do Hezbollah no Líbano para áreas perto do litoral da Síria habitadas pelos alauítas.

Fontes da oposição dizem que a costa da Síria, numa potencial fragmentação do território sírio, poderia servir como um pequeno Estado alauíta, caso Assad perca Damasco.

No Líbano, fontes dizem que disparos dos rebeldes atingiram os limites da cidade de Hermel, um reduto do Hezbollah, grupo que tem o apoio do Irã, mas que não há relatos de vítimas.

Segundo a TV síria, o Exército está “liderando uma operação contra terroristas em Qusair”, e as tropas estão alcançando o centro da cidade.

As Nações Unidas estimam que pelo menos 80 mil pessoas já morreram no conflito da Síria, que começou com demonstrações pacíficas contra o regime de Assad.


Barack Obama quer cortar gasto com guerra no Afeganistão

Correio do Brasil
Por Redação, com Reuters - de Washington, EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cortou seu pedido de financiamento para a guerra no Afeganistão e outras operações no exterior em 10%, refletindo seus planos de reduzir a presença norte-americana no país.

Obama havia pedido US$ 79,4 bilhões para financiar operações de contingência internacional no ano fiscal de 2014, que começa em 1o de outubro. A requisição anterior era de US$ 88,5 bilhões, informou uma assessora da Casa Branca. O pedido foi feito por Obama através de uma carta enviada ao Congresso dos EUA.

O presidente dos EUA tem afirmado que planeja reduzir tropas no Afeganistão após 2014, mas não especificou o volume de corte no contingente.

- O presidente ainda está avaliando opções disponibilizadas por sua equipe de segurança nacional e não tomou uma decisão sobre o tamanho da possível presença dos EUA após 2014″, disse a porta-voz do Conselho Nacional de Segurança dos EUA, Caitlin Hayden. “O pedido menor de recursos reflete nosso papel de transição no Afeganistão – acrescentou.

Obama deve anunciar nas próximas quantas tropas de combate os EUA terão no Afeganistão no próximo ano, afirmou na terça-feira o Secretário de Estado, John Kerry.

O exército norte-americano invadiu o Afeganistão para perseguir a Al Qaeda e o regime Talibã que a abrigava, após os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.


19 maio 2013

Exército egípcio poderá fazer operação militar para libertar reféns, diz jornal

Sete recrutas da polícia e do Exército foram capturados em maio quando retornavam das férias perto da fronteira com Gaza

OperaMundi

O Exército do Egito pediu permissão ao presidente do país, Mohamed Mursi, para lançar uma operação a fim de libertar sete membros das forças da ordem sequestrados na quinta-feira passada no Sinai, informou neste domingo o jornal Al Sharq Al Awsat.

O periódico árabe internacional, que cita fontes da Presidência egípcia, diz que os militares querem lançar a operação após dois dias de negociações "desesperadas" realizadas por grupos islâmicos próximos a Mursi com os sequestradores.

Sete recrutas da polícia e do Exército foram capturados no dia 16 de maio quando retornavam de suas férias perto da passagem fronteiriça de Rafah, na Península do Sinai e na fronteira com a Faixa de Gaza.

As fontes consultadas pelo jornal asseguraram que o presidente egípcio se inclina por ampliar o prazo das negociações para evitar que haja vítimas se for realizada uma operação militar.
 

Coreia do Norte volta a disparar míssil de curto alcance

EFE

Seul, 19 mai (EFE).- A Coreia do Norte voltou a lançar neste domingo pelo segundo dia consecutivo um míssil de curto alcance ao Mar do Leste (Mar do Japão) a partir de sua costa oriental, informaram fontes do Ministério de Defesa sul-coreano citadas pela agência "Yonhap".

Após o lançamento no sábado de três mísseis guiados de curto alcance, o regime de Pyongyang fez hoje um novo lançamento, desta vez na direção norte.

"Depois de ontem, a Coreia do Norte lançou um míssil de curto alcance ao Mar do Leste", assegurou uma fonte da Defesa sem ser identificada.

Embora os lançamentos possam ser simplesmente exercícios rotineiros, é considerado um gesto beligerante por parte do regime de Pyongyang após um período de várias semanas nas quais notavelmente baixou o tom de sua última campanha de ameaças bélicas.

17 maio 2013

Centro de Avaliação do Exército realiza avaliação do GUARANI

MINISTÉRIO DA DEFESA
Assessoria de Comunicação Social


Rio de Janeiro – Durante o mês de maio, o Centro de Avaliações do Exército (CAEx) realizará a avaliação da Viatura Blindada Transporte de Pessoal Média de Rodas – GUARANI, do Lote de Experimentação Doutrinária (LED).

No dia 14 de maio, todas as viaturas foram submetidas a um teste de navegação, realizado em uma raia construída nas instalações do CAEx.

Além dos testes de navegação, serão realizados testes de rodagem (78.000 km), de inspeção e de desempenho, tais como frenagem, transposição em rampas, desempenho do sistema de arrefecimento, aceleração e velocidade máxima, entre outros.

Após o término dos testes de desempenho, as viaturas serão avaliadas no 15º Regimento de Cavalaria Mecanizada (Rio de Janeiro), no Centro de Instrução de Blindados (Santa Maria/RS) e no 34º Batalhão de Infantaria Motorizado (Cascavel/PR), finalizando a avaliação desse material.

Navio-Veleiro “Cisne Branco” participa das comemora ções do 823º aniversário do Porto de Hamburgo, na Alemanha

MINISTÉRIO DA DEFESA
Assessoria de Comunicação Social 


Como parte das comemorações do 823º aniversário do Porto de Hamburgo, na Alemanha, o Navio-Veleiro “Cisne Branco” (NVe) da Marinha do Brasil participou, no período de 9 a 12 de maio, de diversos eventos na cidade.

Por ocasião da chegada e saída do navio, foram realizados “Desfiles Navais” no Rio Elba, que liga a cidade de Hamburgo ao Mar do Norte, contando com a participação de “Tall Ships”, pequenos veleiros e navios de guerra de diversas Marinhas, além da presença de inúmeras embarcações de esporte e recreio. Na parada de saída do porto, o NVe “Cisne Branco” ocupou lugar de destaque e capitaneou o desfile.

Durante a visita ao porto, o “Cisne Branco” recebeu o Secretário Estadual de Economia, Trafego e Inovação de Hamburgo, Senador Frank Horch, o Comandante Territorial de Hamburgo, Capitão-de-Mar-e-Guerra Siegfried Schneider, o Adido de Defesa e Naval do Brasil na Alemanha e Holanda, Capitão-de-Mar-e-Guerra Ricardo Alves de Barros e diversas autoridades locais. O meio naval esteve aberto à visitação pública, sendo um dos mais visitados do evento.

Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia promove “Portões Abertos”

MINISTÉRIO DA DEFESA
Assessoria de Comunicação Social 


Em comemoração ao 47° aniversário da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, no dia 19 de maio, de 9h30 às 17h, será realizado o evento “Portões Abertos”. A festa pretende receber o público da Região dos Lagos com exposições estáticas de aeronaves, voos de demonstração, paraquedismo, aeromodelismo, recreação infantil, visita ao Museu da Aviação Naval, entre outras atividades. A entrada é gratuita.

A Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA), única Base Aérea da Marinha do Brasil, foi criada em 10 de maio de 1966, no Município de São Pedro da Aldeia (RJ). Com um perímetro de 23 km, possui a missão de realizar as atividades administrativas, científicas, técnicas industriais e tecnológicas relacionadas à manutenção de aeronaves, equipamentos e componentes de aviação, controle do tráfego aéreo, além de prover apoio às Organizações Militares do Complexo Aeronaval, a fim de contribuir para a prontificação dos meios aéreos destinados ao emprego nas tarefas do Poder Naval.

Revelada ligação de entidades na ditadura

Em sessão, Cajá e José Nivaldo, ex-presos políticos, afirmaram que torturas eram ordenadas e cumpridas por diversos órgãos da repressão nos anos de chumbo

Gabriela López - Jornal do Commércio

 
Em meio à emoção e desabafos, dois ex-presos políticos deram testemunhos à Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara que ajudarão a comprovar a interligação dos órgãos de repressão sob o controle do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), ligado ao Exército. 


Em sessão pública, ontem, José Nivaldo Júnior e Edval Nunes da Silva, Cajá, contaram fatos e sessões de torturas ordenadas e realizadas por agentes de diversas entidades repressoras, na época da ditadura militar. 

José Nivaldo relatou que seu pai, José Nivaldo Barbosa de Souza, foi ao Exército pedir informações sobre o paradeiro do filho, acusando dois policiais Militares de o terem sequestrado, e ouviu do comandante que os funcionários acusados eram "de total confiança" dele.


Ele ainda mostrou um documento do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), apresentando à delegacia sua prisão, datado de 5 de outubro de 1973. Entretanto, a detenção só ocorreu três dias depois. "O Dops comunicou minha prisão antes de eu ser preso. Eles já sabiam que iam me prender", afirmou. 


Cajá contou que, embora tenha sido preso em 1978 - quando já corria o processo de anistia dos presos políticos, que terminou com a promulgação da Lei da Anistia em 1979 -, sofreu tortura. 


Tanto Cajá como José Nivaldo eram ligados ao Partido Comunista Revolucionário (PCR) e foram convidados para ajudar a desvendar as mortes dos militantes Amaro Luís de Carvalho, Capivara, Manoel Aleixo da Silva, Emanuel Bezerra dos Santos, e Manoel Lisboa de Moura. Este último, dirigente do PCR, foi torturado durante 15 dias e visto por Nivaldo na prisão "esbagaçado, em estado indescritível do ser humano", como lembrou, emocionado, o ex-preso. 


Para o membro da Comissão Estadual Humberto Vieira, os depoimentos mostraram que "o Exército se sobrepôs a todas as forças, mesmo em 1978, quando o DOI-Codi já estava esvaziado". 


"As elucidações vão contribuir para o trabalho da relatoria temática de Sistema de Repressão, que investiga a cadeia de comando, como foi montado o esquema de repressão. Havia um torturador, mas antes teve um coronel que interrogou os presos", completa Humberto Vieira.


José Nivaldo rechaçou a versão oficial de que foi preso. "Fui sequestrado, mantido em cativeiro por um período onde tudo poderia acontecer comigo. Era uma realidade de ilegalidade jurídica". 


Para Cajá, a Comissão, além de elucidar os crimes políticos, deve "tirar os entulhos autoritários" que ainda pairam nos órgãos de segurança.

Obama admite intervenção militar para acabar como conflito na Síria

Presidente condiciona a ação à comprovação do uso de armas químicas na repressão aos rebeldes 

Brasil Econômico

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ontem que se reserva ao direito de recorrer a uma variedade de opções, tanto diplomáticas como Militares, se tiver uma prova conclusiva de que o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, usou armas químicas na guerra civil do país. Em uma entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, o presidente norte-americano disse que havia evidência do uso de armas químicas na Síria, mas ressaltou que é importante obter “informações mais específicas” para confirmar isso antes de decidir como responder. 


“Não há fórmulas mágicas para resolver situações extraordinariamente violentas e difíceis como a da Síria. Se as tivesse, creio que o primeiro-ministro e eu já as teríamos colocado em prática e a crise teria chegado ao fim”, disse ele após se reunir como mandatário turco, a quem prometeu aumentar a pressão sobre Damasco. 

Obama disse que seu governo avalia constantemente opções frente ao conflito sírio, além do atual apoio não militar para as forças rebeldes e da ajuda humanitária aos refugiados.

Grupo ligado à Al Qaeda executa soldados sírios 


Combatentes da Frente al Nusra, grupo sírio ligado à Al Qaeda, executaram 11 homens acusados de participar de massacres cometidos por forças do presidente Bashar al-Assad. Um vídeo divulgado ontem mostra um homem encapuzado atirando na parte de trás da cabeça de cada um dos homens, que estavam de joelho, com os olhos vendados e alinhados em uma fileira, na província de Deir al-Zor. 

“O tribunal islâmico para a região de Deir al-Zor condenou à morte esses soldados apóstatas que cometeram massacres contra os nossos irmãos e famílias na Síria”, disse o executor no vídeo. 

Vídeos de execuções e torturas tornaram-se cada vez mais comuns na Síria, onde mais de 94 mil pessoas foram mortas em um conflito agora em seu terceiro ano, de acordo como Observatório Sírio para os Direitos Humanos, grupo pró-oposição de monitoramento da violência.

Cauteloso, Obama limita ação contra Síria

Ao lado de premiê turco, americano promete fortalecer oposição e ampliar ajuda a civis

Denise Chrispim Marin - O Estado de SP

CORRESPONDENTE / WASHINGTON

Os EUA garantem ter evidências de uso de armas químicas na Síria, mas, apesar de aceitarem novos passos nas esferas diplomática e militar para forçar a renuncia do líder sírio, Bashar Assad, recusam-se a agir unilateralmente. A mensagem foi emitida ontem pelo presidente americano, Barack Obama, ao final de um encontro com o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, na Casa Branca. 


"Esse é um problema internacional e tenho esperança descontinuar a trabalhar com todas as partes envolvidas, incluindo a Turquia, para encontrar uma solução que traga paz para a Síria e estabilidade para a região", disse Obama. 


"Não vai ser algo que os EUA possam fazer por si mesmos. Ninguém na região, incluindo o primeiro-ministro (turco), pode acreditar em ações unilaterais dos EUA".

Por enquanto, assinalaram os dois líderes, os instrumentos disponíveis para lidar com a guerra civil síria são o aumento da pressão internacional sobre o regime de Assad, o fortalecimento da oposição síria e a expansão da ajuda humanitária aos sírios que continuam no país e aos refugiados. Obama e Erdogan cuidaram para não mencionar as opções militares, mesmo diante de evidências sobre o uso de armas químicas no conflito. O tema deve ser discutido em uma conferência internacional em junho. 


"Temos evidência de uso de armas químicas, na Síria. Mas é importante obter informação mais específica sobre o que está ocorrendo exatamente lá", afirmou Obama. "Concordamos ser preciso aumentar a pressão sobre Assad", completou, falando também por Erdogan.


A visita de Erdogan a Washington coincidiu com o anúncio das Nações Unidas de que o número de refugiados sírios chegou a 1,5 milhão. Desse total, cerca de 400 mil fugiram para o território turco. A Turquia cada vez mais se vê envolvida na guerra civil da Síria. No sábado, dois carros-bomba explodiram na sua fronteira com a Síria e mataram 46 pessoas. O governo turco culpou agentes de inteligência da Síria. 


Em paralelo, o Departamento do Tesouro ampliou o escopo das sanções contra o governo de Assad e empresas estrangeiras, que estarão proibidas de manter negócios com pessoas e entes americanos. Ontem, foram incluídas quatro autoridades sírias - os ministros de Defesa, Saúde, Indústria e Justiça - e a companhia aérea estatal Syrian Arab Airlines entre os alvos de sanções. A companhia aérea teria autorizado a Guarda Revolucionária do Irã a embarcar nos seus aviões "carga ilícita" de armas e munições para a Síria.


O Tesouro adicionou também entre os alvos de sanções a rede de TV privada Al-Dunya, por "vínculos com o governo da Síria". A TV teria feito entrevistas que não foram transmitidas, mas entregues à inteligência síria, que as usou para prender os entrevistados, segundo nota do Tesouro.

Baterias antimísseis durante visita do papa

Sistema de segurança faz parte de um plano de combate ao terrorismo que o governo prepara na região onde acontecerá a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 

Jornal do Commércio


RIO - O governo federal vai instalar baterias antimísseis no Rio durante a visita do papa Francisco, em julho. O arsenal, que também foi usado durante a Rio+20, quando mais de 100 chefes de Estado passaram pelo Rio, faz parte de um plano de combate ao terrorismo que o governo está preparando para proteger a região onde será realizada a 26ª Jornada Mundial da Juventude, em Guaratiba.


Os gastos com Defesa estão orçados em cerca de R$ 27,5 milhões. Desse total, R$ 26,3 milhões serão gastos em custeio, dinheiro para deslocamento de tropas, compra de combustível e aluguel de banheiros químicos, por exemplo. O restante, R$ 1,2 milhão, será para investimento como treinamento de pessoal e aquisição de programas de informática. 

O Ministério da Defesa argumenta que os investimentos deixarão uma herança que será usufruída pela população. Parte dessa verba será empregada na compra de equipamentos de uso permanente das Forças Armadas. Com a vinda do papa, serão adquiridos programas de Defesa cibernética, munição para armas não letais e material de primeiros socorros. 


Ainda segundo o Ministério da Defesa, o aparato que o governo mobilizará para receber o papa é exigência da Santa Sé, que tem um protocolo obrigatório a ser seguido em todos os países por onde ele passa. 


Um avião Hércules será usado no transporte de dois papa-móveis. O avião sai do Brasil e vai a Roma buscar os blindados e, depois que a Jornada acabar, voltará para devolvê-los. Essa operação deverá custar R$ 1 milhão, incluindo já os gastos com a aquisição de querosene de aviação. Além disso, quatro helicópteros serão usados no transporte de pessoal. As aeronaves levarão o papa, equipes da Igreja e do governo que o acompanharão, além de uma UTI móvel.


Além do plano de Defesa contraterrorismo, haverá planos de Defesa aeroespacial e nas áreas química, biológica, radiológica e nuclear. Também haverá treinamento de pessoal para o emprego de força de contingência e equipes preparadas para fiscalizar explosivos.