30 abril 2014

Coreia do Norte dá início a manobras perto da fronteira com Coreia do Sul

Voz da Rússia

A República Popular Democrática da Coreia avisou a Coreia do Sul sobre a sua intenção de promover na região do mar Amarelo manobras, acompanhadas pelo canhoneio de combate.

Esta informação foi publicada pelo comitê dos chefes dos estados maiores das forças armadas da República da Coreia.

As manobras serão realizadas terça-feira, nas proximidades da chamada linha divisória do norte, que serve na realidade na qualidade de fronteira naval entre os dois Estados coreanos.

Os militares norte-coreanos realizaram pela última vez os exercícios de tiro no mar Amarelo, em 31 de março. Naquele caso os militares da República Popular Democrática da Coreia desfecharam mais de 500 salvas de mísseis. Cerca de 100 projeteis caíram na região marítima que está sob o controle de Seul. Os militares da Coreia do Sul desfecharam, na qualidade de medida de resposta, cerca de 300 disparos.



Marinha dos EUA adquire submarinos no valor de US$ 18 bilhões

Voz da Rússia

O comando da marinha de guerra americana firmou contratos com as companhias General Dynamics Electric Boat e Huntington Ingalls Industries Newport News Shipbuilding para a construção de dez submarinos atômicos tipo Virginia.

O valor da transação é USD 17,6 bilhões. As empresas mencionadas irão construir novos submarinos até o ano de 2019.

O contrato foi assinado nas condições de preço fixo. Os submarinos serão construídos em conformidade com o projeto modernizado Block IV. De acordo com as condições do contrato, durante os próximos cinco anos estas empresas americanas deverão construir dois submarinos por ano.



Churkin: Kiev acelera desastre da Ucrânia

Voz da Rússia

O regime de Kiev está empurrando a Ucrânia para uma catástrofe, disse o representante permanente da Rússia na ONU, Vitali Churkin, em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança.

As declarações e as ações das autoridades de Kiev evidenciam com claridade, ressaltou o diplomata russo, que elas não se propõem cumprir os acordos de Genebra. Em 17 de abril, na reunião em Genebra, os representantes da Rússia, UE, EUA e Ucrânia alcançaram acordos sobre medidas de acalmar o conflito ucraniano.

O representante permanente da Rússia não descarta que o envio para Slavyansk de observadores militares de países-membros da OSCE foi uma provocação. Churkin salientou que Moscou está tentando ajudar na libertação deles.

Ele também chamou as sanções contra a Rússia de atitude irresponsável do Ocidente perante a política internacional.



Ártico: se você quer a paz, prepare-se para a guerra

O Ocidente acha que a Rússia não tem direito de possuir os maiores territórios árticos, seu subsolo e mares. Será que o Ocidente tem razão?


Grigori Milenin | Voz da Rússia

O mundo está sendo abalado por conflitos militares, a tensão nas relações entre os polos geopolíticos está crescendo e os jogadores mundiais declaram cada vez mais duramente suas exigências relativamente aos recursos energéticos do nosso planeta.

Os recursos de hidrocarbonetos e minerais do Ártico, a maior parte dos quais se encontra na plataforma continental russa, não deixam em paz nossos parceiros europeus e transatlânticos. São frequentes declarações “sinceras” de políticos estrangeiros de que o Ártico, em conjunto com todas as riquezas naturais, deve tornar-se patrimônio comum da comunidade mundial. Mas no futuro estas declarações poderão ser substituídas por ameaças reais, considera o diretor do Centro de Conjuntura Estratégica, Ivan Konovalov:

“Poderá começar um sério conflito militar-diplomático com a participação não apenas dos países árticos – Canadá, Rússia, EUA, Noruega, Dinamarca, mas também de países distantes daquela região. Não duvido que a China e outros países interessados na exploração dos recursos árticos irão aderir a esta luta. A retórica no campo diplomático será muito dura. Mas sempre perde aquele que não dispõe de componente militar na discussão diplomática”.

É nomeadamente por esta causa que a direção russa incluiu na lista das principais prioridades nacionais o regresso das Forças Armada à região ártica. Mas, para isso, serão necessárias grandes obras de reconstrução de infraestruturas abandonadas completamente nos anos 90 do século passado, diz o redator-chefe do jornal Voienno-Promyshlenny Kurier (Correio Militar-Industrial), Mikhail Khodarenok:

“A presença militar da Rússia no Ártico nos anos 90 e no início do século XXI foi praticamente reduzida a zero. Em termos gerais, desde a península de Kola até à enseada da Providência não tem havido quaisquer destacamentos das Forças Armadas da Rússia. As unidades árticas foram dissolvidas tão rapidamente que muitos meios materiais, armamentos e equipamentos militares foram abandonados no litoral do Oceano Glacial e em ilhas do Ártico”.

A reconstrução da infraestrutura militar já começou. Ao mesmo tempo, não será copiado o sistema soviético de estruturas militares árticas. Serão reconstruídos e construídos novamente os elementos que respondam às exigências atuais da segurança militar, aponta Ivan Konovalov:

“O leque de forças necessárias já está determinado. São a Marinha e as Forças de Defesa Antiaérea, levando em consideração a necessidade de controlar toda a região ártica através de radares. Atualmente, esta é uma das principais orientações do desenvolvimento das Forças Armadas. Sem dúvida, será necessário efetuar provas de adestramento das nossas brigadas árticas. Está previsto instalar na região duas brigadas. Em princípio, este é um número suficiente. Ao mesmo tempo, é necessário desenvolver as tropas fronteiriças e uma rede de aeródromos. Tudo isso em conjunto irá reforçar o nosso vetor ártico”.

Não haverá uma guerra por recursos árticos no futuro próximo, dizem peritos. Mas tal não significa que não se deve estar preparados para esta guerra. Como diziam os romanos, “se vis pacem, para bellum”(se você quer a paz, prepare-se para a guerra). Por isso, se alguém tentar invadir os nossos territórios árticos, os militares russos, com a cortesia que lhes é própria, mostrarão a porta à visita indesejada.



Explosões em armazém de munições na Sibéria matam 11 pessoas

Voz da Rússia

De acordo com dados atualizados, 11 pessoas foram mortas e outras 34 ficaram feridas nas explosões ocorridas na terça-feira (29) em um arsenal militar na Transbaikália (Sibéria), segundo informou hoje o Comitê de Investigação da Federação Russa.

O fogo de um incêndio florestal se propagou para os depósitos militares localizados na vila da Bolshaya Tura, onde estavam armazenadas munições, TNT, minas antitanque e antipessoal. Sob o risco de incêndio estavam ainda os depósitos de combustível.

As explosões danificaram várias casas da vila. Os moradores foram evacuados. Atualmente, todos os focos de incêndio são extintos. Um processo penal tem sido aberto.



Mais de 2,2 mil ucranianos pedem asilo na Rússia

Voz da Rússia

Desde o início deste ano, cerca de 2.200 moradores da Ucrânia solicitaram asilo na Rússia, o que representa enorme contraste com o ano anterior de 2013, quando foram recebidos apenas cinco pedidos desse gênero, informou hoje o Serviço Federal de Migração da Rússia.

O chefe da autoridade, Konstantin Romodanovsky, observou um dia antes que os sintomas de uma catástrofe humanitária estão se tornando cada vez mais perceptíveis na Ucrânia. Segundo ele, após o agravamento da situação política interna, Ucrânia passou a ocupar o primeiro lugar no que diz ao número de pedidos de asilo na Rússia.

A maioria dos interessados pedem tramitar a cidadania da Federação da Rússia através do procedimento simplificado, procuram autorização para trabalho ou outras formas para residir legalmente na Rússia.



Dois regimentos de mísseis antiaéreos entram em serviço em Moscou

Voz da Rússia

Dois novos regimentos de mísseis antiaéreos do Distrito Militar Ocidental (DMO) irão entrar em serviço na região de Moscou até o final de maio, disse a jornalistas na quarta-feira o chefe do serviço de imprensa do DMO, coronel Oleg Kochetkov.

"Dois novos regimentos de mísseis antiaéreos do DMO entrarão em maio no plantão de combate. A respectiva decisão foi tomada depois de as unidades de defesa aérea da divisão de cavalaria blindada Kantemirovskaya e da divisão de infantaria motorizada Tamanskaya terem mostrado bons resultados durante exercícios táticos com disparos reais", explicou Kochetkov.


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Tunguska
Estas unidades das forças de defesa são dotadas das armas como sistemas de mísseis antiaéreos Tor, Osa e Strela-10, sistemas portáteis de defesa aérea Igla e o complexo antiaéreo Tunguska que combina mísseis com meios de artilharia.


Sessenta militantes radicais são eliminados em fronteira entre Afeganistão e Paquistão

Voz da Rússia

As tropas afegãs aniquilaram 60 militantes no sudeste do país, perto da fronteira com o Paquistão, segundo informam hoje as forças de segurança locais.

O tiroteio ocorreu quando cerca de 300 extremistas empreenderam uma tentativa de tomar de assalto uma base afegão na província de Paktika. Provavelmente, os atacantes pertencem à organização Haqqani, estreitamente ligada aos talibãs afegãos.



China se manifesta contra sanções anti-russas

Voz da Rússia

“Somos contra sanções unilaterais impostas à Rússia, por estas não poderem, de forma alguma, normalizar a situação”, anunciou, esta quarta-feira, o Embaixador, Lee Hui.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China também se mostrou ontem contra as sanções aplicadas em relação à Rússia devido à crise ucraniana. Tais medidas, frisou, “vêm agravando a situação, afetando os interesses de todas as partes em conflito”.

As sanções foram decretadas pelos EUA, União Europeia e outros países do Ocidente após o referendo de independência realizado na Crimeia. A primeira lista incluiu algumas altas personalidades políticas russas, implicando ainda a suspensão de uma série inteira de negociações, relativas à participação da Rússia em várias entidades internacionais.



Kiev será palco de exercícios militares na noite para 1º de maio

Voz da Rússia

Na noite de 30 abril para 1º de maio, em Kiev serão realizados exercícios militares, noticia a assessoria de imprensa da prefeitura.

Segundo adiantou a fonte, as colunas de veículos blindados e carros com diversos equipamentos militares se deslocarão pelas principais artérias da capital ucraniana.

No entanto, não foram apontados os motivos para tais manobras noturnas.



Força Aérea da Dinamarca faz patrulhamento de países bálticos

Voz da Rússia

Quatro caças interceptores F-16 da Força Aérea Real da Dinamarca, pousaram hoje numa base estoniana Amari, devendo, nos 4 meses seguidos, efetuar um patrulhamento no âmbito de uma missão da OTAN no espaço aéreo da região do Báltico.

Um contingente militar dinamarquês contará com 60 efetivos, inclusive pilotos, técnicos, médicos e o pessoal das comunicações. Antes, em missões da Aliança Atlântica análogas, os militares da Dinamarca se aquartelavam na base aérea lituana de Zokniai.



Exército ucraniano é posto em estado de prontidão de combate total

Voz da Rússia

As forças armadas da Ucrânia estão em estado de prontidão total para combate diante da ameaça de ataque por parte da Rússia, disse hoje o presidente interino do país, Alexander Turchinov, em uma reunião em Kiev com chefes de administrações regionais.

Nas últimas semanas, as autoridades oficiais russas têm afirmado repetidamente que a Rússia não vai invadir o território da Ucrânia. Em particular, o ministro da Defesa da Rússia, Serguei Shoigu, confirmou essas afirmações na segunda-feira, em uma conversa por telefone com o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel.

O ministro russo também informou que havia ordenado a retirada das tropas russas da fronteira com a Ucrânia logo depois de as autoridades de Kiev terem comunicado que não iriam usar o exército contra a população civil.



Atentados na cidade síria de Homs deixaram 100 mortos nesta terça

Segundo ONG, 80 vítimas são civis.
Balanço é o mais grave em Homs desde o início da guerra há três anos.


France Presse

Pelo menos 100 pessoas, incluindo 80 civis, morreram nos atentados com carros-bombas de terça-feira em um bairro de Homs, a terceira maior cidade da Síria, reivindicados pelos jihadistas, informou uma ONG.

Este é o balanço mais grave de ataques em Homs desde o início da guerra há três anos.

Os ataques foram cometidos a menos de um mês das eleições presidenciais organizadas pelo regime.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) informou o balanço de 100 mortos, incluindo 80 civis, nos atentados em um bairro de maioria alauita, a comunidade a qual pertence o presidente Bashar al-Assad.

Na terça-feira à noite, a ONG anunciou um balanço de 51 mortos e mais de 70 feridos.

"Deus permitiu aos jihadistas da Frente Al-Nosra em Homs conquistar uma façanha, apesar das medidas de draconianas de segurança", afirma um comunicado do movimento, braço oficial da Al-Qaeda na Síria.

O grupo afirmou que detonou o primeiro carro-bomba "para provocar a maior quantidade de mortos entre os shabiha (milicianos pró-regime)" no bairro de Al Abasiya. Em seguida explodiram o segundo carro na mesma área.


29 abril 2014

Manifestantes pró-Rússia tomam sede do governo de Luhansk

Cidade fica no leste da Ucrânia.

Manifestantes quebraram as janelas do edifício e lançaram bombas.


Do G1, em São Paulo

Ativistas pró-Rússia tomaram nesta terça-feira (29) a sede do governo regional de Luhansk, no sudeste da Ucrânia, informaram agências locais, citadas pela Efe.

Os manifestantes quebraram as janelas de vidro do edifício e lançaram bombas e objetos contra a fachada.

Milhares de manifestantes foram à administração regional depois que às 14h locais venceu o prazo do ultimato que haviam apresentado às autoridades para que libertassem manifestantes pró-Rússia detidos. Segundo a agência AFP, vários edifícios públicos foram ocupados.

Alexei Koriaguin, um dos líderes do "Exército de libertação de Donbass" (bacia mineradora da região de Donetsk), disse que não planejavam tomar o edifício e que o ataque aconteceu de maneira espontânea e pacificamente.

"O prédio da administração não nos interessa", declarou ao canal de televisão "Anna News", que transmitiu ao vivo pela internet a tomada da sede governamental.

O ativista acrescentou que já não há policiais no edifício e que o objetivo do protesto era "dialogar com as autoridades".

Nas imagens de TV se pôde observar junto ao edifício a um destacamento de policiais antidistúrbios que não atuaram contra os manifestantes.

Em Luhansk, os milicianos pró-Rússia mantinham ocupada há várias semanas a sede do departamento regional do Serviço de Segurança da Ucrânia.

Caos

Segundo a agência AFP, cerca de mil ativistas pró-russos, apoiados por 50 homens armados, também atacaram nesta terça a sede da polícia local de Lugansk.

"Estes jovens estão certos. Não queremos esta junta de nazistas que tomou o poder em Kiev. Nós não os reconhecemos. Eu quero que meus filhos e netos cresçam na Rússia", comentou uma engenheira aposentada que assistia ao ataque.

O prédio foi cercado pelos homens fortemente armados com fuzis e um lança-foguetes. A maioria deles portava uniforme ou roupas de combate. Ajoelhados atrás de veículos, eles atiraram nas janelas. A polícia respondeu com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.

Em Kiev, o presidente interino da Ucrânia, Olexander Turtshinov, denunciou a "falta de ação", ou mesmo a "traição", das forças de ordem no leste do país.

"Os eventos no leste ilustram a falta de ação, a impotência e, às vezes, a traição criminosa das forças de ordem nas regiões de Donetsk e Luhansk", declarou em um comunicado.

Segundo a imprensa ucraniana, ativistas pró-russos também ocuparam a Prefeitura da cidade de Pervomaisk, perto de Lugansk.

No total, as forças pró-russas ocupam os prédios públicos de doze cidades do leste.

Obervadores

Continua incerto o futuro dos observadores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), detidos desde sexta-feira por separatistas em Slaviansk. Nesta terça, um dos oito observadores europeus detidos por motivos de saúde, mas os outro sete continuam presos.

O secretário-geral da OSCE, Lamberto Zannier, reuniu-se nesta terça em Kiev com o ministro ucraniano das Relações Exteriores, Andrei Dechtchitsa, que exigiu a "libertação imediata dos reféns", sete estrangeiros e quatro ucranianos.

Em Slaviansk, o líder separatista da cidade indicou que houve "progressos significativos" nas negociações para a libertação do grupo.

A embaixada dos Estados Unidos em Kiev chamou de "terrorismo" o sequestro dos observadores da OSCE por separatistas ucranianos pró-Moscou.

Cosmonautas americanos 'expostos'

Em Moscou, várias autoridades acusaram os países ocidentais, que anunciaram novas sanções contra a Rússia, de ressuscitar a política da "Cortina de Ferro" e de levar a Ucrânia, no centro da disputa, a "um beco sem saída".

A expressão Cortina de Ferro foi utilizada pelos ocidentais durante a Guerra Fria para denunciar a separação entre o leste e o oeste da Europa, instaurada pela União Soviética após o fim da Segunda Guerra Mundial.

A Rússia acusou inclusive o governo dos Estados Unidos de colocar em perigo seus astronautas na Estação Espacial Internacional (ISS). "Se eles querem atingir o setor russo de mísseis, eles vão, automaticamente, expor seus cosmonautas da Estação Espacial Internacional", declarou Dmitri Rogozine, vice-primeiro-ministro russo.

As espaçonaves russas Soyuz são atualmente a única maneira de transportar e repatriar a tripulação da ISS. "Honestamente, eles começam a nos irritar com suas sanções, e não compreendem que elas vão retornar para eles como um bumerangue", afirmou ainda Rogozin, citado pela agência Itar-Tass.


União Europeia anuncia sanções contra comandante do exército russo

No total, 15 pessoas estão em lista divulgada pelo bloco europeu.
As sanções incluem a proibição de vistos e o bloqueio de bens.


France Presse

O comandante do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia e o diretor do serviço de inteligência militar estão na lista de 15 pessoas submetidas a sanções pela União Europeia (UE) a partir desta terça-feira (29).

O general Valeri Guerasimov, comandante do Estado-Maior, e o diretor do Departamento Central de Inteligência Militar (GRU), Igor Sergun, são sancionados por "ações que menosprezam ou ameaçam a integridade territorial, a soberania e a independência da Ucrânia", segundo a decisão publicada no Diário Oficial da UE.

Entre as pessoas punidas - nove russos e seis ucranianos - a vice-presidente da Duma Federal, a câmara baixa do Parlamento, Ludmila Ivanovna Shvetsova, Valery Vasilevich Gerasimov, chefe de gabinete das Forças Armadas Russas, e líderes separatistas.

Mas as sanções não atingem os chefes das gigantes do setor de energia como Igor Sechin, presidente da Rosneft, que foi incluído numa lista de sanções dos EUA na segunda-feira.

As sanções incluem a proibição de vistos e o bloqueio de bens.

Grigori Karasin, um dos vice-ministros das Relações Exteriores de Moscou, advertiu que as sanções ocidentais contra a Rússia levam a crise da Ucrânia a um "beco sem saída".

"É uma política absolutamente contraproducente, que leva a um beco sem saída a situação na Ucrânia, que já é crítica", disse Karasin à agência estatal de notícias Ria Novosti.

O Ministério das Relações Exteriores russo também criticou as medidas, dizendo que a UE se encontrava sob a liderança de Washington e deveria se envergonhar. "Em vez de forçar o grupo de Kiev a sentar à mesa com a parte sudeste da Ucrânia para negociar a estrutura futura do país, nossos parceiros estão fazendo o desejo de Washington, com novos gestos hostis tendo a Rússia como alvo."

Nomes

A nova lista é adicionada a uma relação anterior de 33 nomes. Agora são 48 dirigentes russos ou ucranianos separatistas sancionados.

Entre as pessoas submetidas a sanções estão personalidades próximas do presidente russo Vladimir Putin.

A UE considera que Guerasimov é "responsável pelo envio em massa de tropas russas ao longo da fronteira com a Ucrânia e pela recusa em reduzir a tensão".

Igor Sergun é considerado responsável pela atuação dos agentes do GRU no leste da Ucrânia.

A UE também puniu dois vice-presidentes da Duma (câmara baixa do Parlamento, Serguei Neverov e Ludmila Shvetsova, acusados de 'propor legislação para integrar' a Crimeia à Rússia.

Os dirigentes separatistas sancionados pela UE são Valeri Bolotov, líder do grupo "Exército do Leste", German Prokopiv, chefe da "Guarda de Lugansk", e Andrei Purgin, líder da "República de Donetsk" acusado de coordenar as ações dos "turistas russos", em referência aos agentes do país vizinho.

Também figuram na lista outros dirigentes envolvidos na Crimeia, como Dmitri Kozak, "responsável pela supervisão da integração da Crimeia", Oleg Savelyev, ministro russo de Assuntos para a Crimeia, e Serguei Menyailo, "governador em função da cidade anexada de Sebastopol".

Segundo fontes diplomáticas, a lista pode ser ampliada no caso de continuidade da crise na Ucrânia.

Além disso, 22 dirigentes do antigo regime ucraniano foram punidos com um congelamento dos bens por desvio de recursos públicos.


28 abril 2014

Rússia negocia venda de 24 caças MiG-35 ao Egito

Poder Aéreo

Noticiário do Channel 2 de Israel informou na quinta-feira, 24 de abril, que o Egito poderá assinar um acordo com a Rússia para a compra de 24 caças avançados MiG-35. O canal citou fontes oficiais em Moscou e no Cairo, segundo o jornal Times of Israel.

O sofisticado MiG-35 ainda não foi vendido para qualquer outro país, mas delegação russa estaria atualmente no Cairo em reunião com autoridades para conseguir a venda. Notícias anteriores indicavam que o Egito estava interessado em caças MiG-29, helicópteros Mi-35 e outros equipamentos, num pacote avaliado em 3 bilhões de dólares. A RIA Novosti russa informou que a Arábia Saudita financiaria a compra.

Ao mesmo tempo, a Força Aérea Russa indicou sua intenção de adquirir 100 novos caças MiG-35, para entregas em 2016, conforme reportagem da Jane’s Defence.

Essa venda ao Egito seria um grande revés para o presidente dos EUA, Barack Obama, que enfrenta o enfraquecimento do poder norte-americano em meio à intervenção russa na Ucrânia. Analista ouvido pelo Channel 2 opinou que Obama estaria perdendo o Egito para Putin. Anualmente, os EUA mandam mais de 3 bilhões de dólares ao Egito, como parte do acordo de paz de Camp David com Israel, e tem fornecido material militar aos egípcios desde 1979. Porém, desde o golpe militar em que Abdel Fattah el-Sissi tirou o presidente Mohammed Morsi do poder, os Estados Unidos tiveram que cortar parte da ajuda. Putin apoia Sissi, que é forte candidato à presidência nas próximas eleições egípcias, marcadas para o mês que vem.

FONTE: The Times of Israel (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)



Reino Unido manda quatro caças Typhoon da RAF para a Lituânia

Poder Aéreo

Segundo a BBC, a RAF (Força Aérea Real Britânica) está desdobrando quatro caças Eurofighter Typhoon de sua base em Lincolnshire para a Lituânia, com o objetivo de contribuir para o policiamento aéreo dos países bálticos, a cargo da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Nesta manhã de 28 de abril, a RAF também publicou nota sobre o envio, com fotos e vídeo da decolagem dos caças. Segundo a nota, o envio dos caças já havia sido anunciado pela Secretaria de Defesa à Câmara dos Comuns em março, no contexto da missão BAP (Baltic Air Policing – policiamento aéreo do Báltico), que existe desde 2004, e há seis semanas os integrantes do Esquadrão 3 se prepara para a missão no Báltico, que tem similaridades com o Alerta de Reação Rápida (Quick Reaction Alert) que já realizam na Grã-Bretanha.

O envio dos caças, segundo a RAF, ocorre seis semanas após uma aeronave Sentry E-3D AWACS (alerta aéreo avançado e controle) do Reino Unido ser enviada para reforçar o controle do espaço aéreo sobre a Polônia e a Romênia, como parte da força de AWACS da OTAN.

A BBC informou que os quatro Typhoons e seis caças poloneses ficarão no lugar de um esquadrão norte-americano na missão de patrulhar os flancos da aliança no leste. O rodízio de caças da OTAN na Lituânia foi recentemente reforçado em resposta às crescentes tensões da Rússia com a Ucrânia.

Só na semana passada, caças Typhoon baseados em Leuchars interceptaram dois bombardeiros russos voando no espaço aéreo internacional, ao largo da Escócia. Os aviões russos deixaram a área logo após serem interceptados. No ano passado, houve oito ocorrências do tipo.

No final desta semana aproximadamente 100 militares britânicos irão à Estônia para tomar parte num exercício multinacional, mas o Ministério da Defesa afirmou que o exercício já estava planejado há algum tempo.

FONTES: BBC e RAF 

Tradução e edição do Poder Aéreo a partir de originais em inglês


Embraer no radar árabe

IstoÉ Dinheiro

Interessadas em aviões de defesa fabricados pela Embraer, autoridades dos Emirados Árabes assinaram um acordo que abre o caminho para a venda de equipamento militar brasileiro. Além do Super Tucano, Dubai está pretende adquirir duas aeronaves ainda em desenvolvimento: o cargueiro KC-390 e um jato que evoluiu a partir dos modelos 190 e 195.

(Nota publicada na Edição 862 da revista Dinheiro com colaboração de: Carolina Oms)


EUA aumentam o poderio militar nos países do Báltico e na Polônia

Um batalhão de militares norte-americanos chegou à Lituânia para participar em manobras militares da OTAN.


Voz da Rússia

De acordo com o Ministério da Defesa dos EUA, a unidade irá participar em todos os exercícios militares do Exército lituano, planejados até ao final do ano. Mais algumas centenas de militares do Exército americano já começaram a realizar a formação na Letônia e na Polônia.

Anteriormente, o secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, tinha anunciado que, atendendo à situação na Ucrânia, a organização pretende destacar mais pessoal militar para a Europa Oriental, de modo a reforçar o estado de prontidão, bem como rever os planos no âmbito da Defesa.



Índia testa com sucesso um interceptor de mísseis de fabricação próprio

Voz da Rússia

A Índia realizou, hoje, com sucesso o teste ao interceptor de mísseis de fabricação própria destinado à destruição de mísseis balísticos a altitudes superiores a 30 km, anunciou a agência noticiosa PTI.

O lançamento foi efetuado no polígono na ilha de Wheeler, na costa oriental da Índia.

Anteriormente foram realizados com sucesso seis testes de interceptores de mísseis para altitude de 15 a 80 km.


Romênia começa a deslocar suas unidades de mísseis

Voz da Rússia

Militares romenos estão se concentrando perto da fronteira com a Ucrânia. Um trem militar com peças de artilharia antiaéra e lançadores de mísseis terra-ar passou por Bucareste na direção da cidade de Constanta, localizada na costa do mar Negro.

De acordo com o Ministério da Defesa da Romênia, o material bélico se destina aos exercícios militares conjuntos, dos quais participarão militares dos EUA e quatro caças F-16 norte-americanos.

"As manobras serão realizadas em conformidade com o plano de parceria estratégica entre nossos países", esclareceu o ministro da Defesa Nacional romeno, Mircea Dusa.



Apresentação do blindado Guarani e do radar Saber M-60

Exército em Notícias





Manifestantes de Lugansk dão ultimato ao governo da Ucrânia

Ativistas deram prazo até terça-feira, 27, para a liberação de todos os colegas presos


Diário da Rússia

Defensores da tese da federalização da Ucrânia, residentes na cidade de Lugansk, deram um ultimato, no domingo, 27, ao governo ucraniano. O Presidente do país, Olexander Turchynov, e o Primeiro-Ministro, Arseny Yatseniuk, têm prazo até as 14 horas de Kiev (8h em Brasília), da terça-feira, 29, para libertar todos os manifestantes do sudeste da Ucrânia que estão presos por se opor ao governo.

Além da soltura dos presos, mediante a concessão de ampla anistia, os ativistas de Lugansk também querem que o idioma russo seja adotado como segunda língua oficial da Ucrânia e que o governo federal marque um grande referendo nacional para que todas as regiões ucranianas se manifestem sobre suas autonomias e sobre a qual país desejam pertencer, se à Rússia ou à Ucrânia.

Os ativistas, integrantes de um grupo autodenominado Exército do Sudeste da Ucrânia que, em 6 de abril, ocupou prédios públicos do governo ucraniano nas cidades de Donetsk e Lugansk, ameaçam retaliar caso Kiev não atenda às suas exigências. Eles prometem realizar uma série de atos em vários pontos da Ucrânia sem especificar quais serão e em que dias, locais e horários acontecerão. Os manifestantes também pretendem denunciar as autoridades ucranianas junto a organismos como ONU e Anistia Internacional por crimes contra o povo.

Por sua vez, o governo ucraniano denunciou que muitos dos seus agentes de segurança foram capturados em Golovka, na região de Donetsk no sábado, 26, quando se preparavam para prender um homem suspeito de matar o deputado Vladimir Rybak. O crime aconteceu na primeira quinzena de abril. O parlamentar era considerado como aliado do governo federal da Ucrânia.

As autoridades ucranianas informaram que os suspeitos de sequestrar os agentes de segurança responderão, também, pelo crime de obstrução da Justiça.

Fotos de satélite mostram 15 mil militares ucranianos na fronteira russa

Imagem obtida por satélite revela instalações militares ucranianas nas regiões fronteiriças com o território russo


Diário da Rússia

Fotos de satélite obtidas pela agência de notícias RIA Novosti e publicadas em seu site no sábado, 26, revelam, segundo análises de especialistas do Ministério da Defesa da Rússia, a presença de 15 mil militares da Ucrânia na fronteira entre os dois países.


Foto feita de satélite e divulgada pela agência de notícias RIA Novosti
Para os analistas do Ministério da Defesa da Rússia, os militares ucranianos estão distribuídos pelas áreas de Donetsk e Slaviansk, cidades do Leste da Ucrânia nas quais são muito intensas as reivindicações pró-federalização, tese rejeitada pelo governo do presidente interino Olexander Turchynov e do primeiro-ministro Arseni Yatseniuk.

Além dos 15 mil militares, a Ucrânia colocou naquelas duas regiões 160 tanques, 230 carros de combate, centenas de outros veículos blindados, fuzis e lançadores de minas e mísseis.

Ainda de acordo com o Ministério de Defesa da Rússia, o deslocamento das tropas da Ucrânia para as regiões de Donetsk e Slaviansk havia começado na sexta-feira, 25.


Tiroteio em Kramatorsk deixa dois feridos

Voz da Rússia

Na sequência de um tiroteio ocorrido hoje perto do aeroporto de Kramatorsk entre forças de segurança e partidários da federalização, duas pessoas – um soldado das tropas internas e um membro do Serviço de Segurança da Ucrânia – ficaram feridas.

Dados sobre baixas entre os partidários da federalização ainda não estão disponíveis.

O aeroporto de Kramatorsk é usado pelas autoridades de Kiev como uma das pontas-de-lança para operações especiais nas regiões do Sudeste da Ucrânia. Em 15 de abril, os militares tomaram o controle sobre esse local estratégico, deslocando dalí pela força os partidários da federalização.



Reino Unido não recorrerá à força armada se tropas russas intervierem na Ucrânia

Voz da Rússia

As tropas britânicas não intervirão se a Rússia usar as forças armadas no território da Ucrânia, escreve o jornal Mirror.

De acordo com a fonte, o secretário de Defesa britânico, Philip Hammond, declarou que a recusa de participar de um possível conflito armado na Ucrânia não afetará a posição do país no mundo.

Após a mudança de poder na Ucrânia, na Crimeia realizou-se um referendo sobre o estatuto da região, mais de 96% dos participantes votaram a favor da entrada da República na Rússia, e a Crimeia passou a ser uma parte da Rússia. O Ocidente não reconhece a integração da Crimeia.



Rússia: tropas ucranianas no sudeste do país devem causar preocupação da OSCE

Voz da Rússia

O fato do possível uso indiscriminado e desproporcionado da força pelas autoridades atuais de Kiev contra os manifestantes no sudeste da Ucrânia deve ser motivo de preocupação para os países membros da OSCE, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo.

O número de grupos de soldados ucranianos na área é de mais de 11 mil pessoas. Eles estão armados com cerca de 160 tanques, mais de 230 veículos blindados, 150 sistemas de artilharia e um grande número de aeronaves. Este é muitas vezes maior do que a força dos defensores da federalização.

O departamento russo sublinhou que Moscou está pronta para discutir os aspetos militares da situação em torno da crise na Ucrânia em qualquer formato.


Novos distúrbios são registrados em cidades no leste da Ucrânia

Rebeldes armados assumiram controle da prefeitura de Kostiantinivka.
Em Slaviansk, observadores da OSCE seguem detidos.


France Presse

Novos distúrbios foram registrados nesta segunda-feira (28) em cidades no leste da Ucrânia, no mesmo dia em que Estados Unidos e União Europeia pretendem anunciar novas sanções contra a Rússia. O governo de Moscou é acusado de apoiar os separatistas no leste ucraniano, onde os rebeldes pró-Moscou assumiram a sede de uma prefeitura.

Em Kostiantinivka, uma cidade de 80 mil habitantes, rebeldes pró-Rússia armados assumiram nesta segunda o controle da prefeitura.

Quase 20 homens fortemente armados e com uniformes sem insígnias estavam posicionados diante da prefeitura e alguns militantes construíam barricadas na frente do prédio, no qual foi hasteada uma bandeira da "república de Donetsk".

Em Manila, última etapa de sua viagem pela Ásia, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que Washington anunciará ainda nesta segunda-feira novas sanções contra a Rússia, dirigidas contra indivíduos, empresas e material de defesa de alta tecnologia.

Os países europeus, reunidos em Bruxelas, também devem anunciar um endurecimento das sanções, em coordenação com Washington.

As novas medidas americanas "ampliam as sanções já instauradas", destacou Obama.

O presidente americano afirmou que o governo divulgará uma lista de "indivíduos e empresas". Os nomes devem incluir pessoas do entorno do presidente Vladimir Putin, acusadas por Washington de não respeitar o acordo assinado em Genebra para reduzir a tensão na Ucrânia.

As sanções reforçadas estarão dirigidas, em particular, contra as importações russas de "material de defesa de alta tecnologia", segundo Obama, que no domingo denunciou as "provocações" russas que estimulam o movimento separatista no leste da Ucrânia.

Observadores detidos

Em Slaviansk, a 20 km de Kostiantinivka, a situação permanecia tensa, apesar da libertação no domingo à noite de um dos 12 observadores militares da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Rebeldes pró-Rússia mantêm a ocupação dos prédios oficiais.

"As negociações continuam com a OSCE para liberar os outros 11 membros da missão, sete estrangeiros e quatro ucranianos", declarou à AFP uma porta-voz dos rebeldes, Stella Jorosheva.

Ela disse que os observadores "estão muito bem".

O líder separatista e prefeito autoproclamado de Slaviansk, Viacheslav Ponomarev, chamou no domingo os observadores detidos de "prisioneiros de guerra".

Os rebeldes de Slaviansk também mantêm detidos desde domingo três militares ucranianos acusados de espionagem.

A tensão persiste em outras cidades como Donetsk ou Kharkiv.


26 abril 2014

Navio sul-coreano faz disparos de advertência contra barcos do Norte

Satélites mostram atividades no sítio onde Pyongyang realiza seus testes.
Após disparos, lanchas norte-coreanas voltaram para seu lado da fronteira.


France Presse

Um navio da Marinha da Coreia do Sul fez disparo de advertência nesta sexta-feira (25) contra duas embarcações de patrulha da Coreia do Norte que cruzaram a fronteira marítima em disputa, pouco antes da chegada a Seul do presidente americano Barack Obama.

Obama desembarcou na capital sul-coreana, procedente de Tóquio, para uma visita de dois dias.

As embarcações de patrulha do Norte, que normalmente são mobilizadas para controlar os barcos pesqueiros de outras nacionalidades, "cruzaram em uma milha náutica para o sul", navegando em águas da Coreia do Sul, informou uma fonte do ministério da Defesa.

A incursão, que aconteceu antes do amanhecer, levou um navio da Marinha sul-coreana a realizar vários disparos de advertência. Pouco depois as lanchas retornaram para o lado norte-coreano da fronteira.

A fonte do ministério disse que as embarcações poderiam estar em uma perseguição a barcos de pesca chineses que atuam ilegalmente na região.

"Ou, talvez, o Norte pode ter tentado comprovar a vigilância militar do Sul", disse.

A Coreia do Norte não reconhece oficialmente a fronteira no Mar Amarelo, que foi traçada unilateralmente pelas forças da ONU, lideradas pelos Estados Unidos, depois da Guerra da Coreia de 1950-1953.


Coreia do Norte se prepara para guerra com EUA

Kim alerta forças norte-coreanas para 'conflito iminente' com EUA
Líder comanda 1,2 milhão de soldados.
É possível que a Coreia do Norte esteja preparando novo teste nuclear.


France Presse

O líder norte-coreano, o jovem Kim Jong-un, convocou seus soldados para um 'conflito iminente com os Estados Unidos', informa neste sábado (26) a imprensa estatal em Pyongyang, em meio à visita do presidente americano, Barak Obama, à Coreia do Sul.

Kim, comandante supremo de um Exército de 1,2 milhão de homens, visita com frequência as unidades militares para 'orientá-las' sobre sua preparação.

A mensagem foi passada na sexta-feira (25), durante a visita de Kim a uma unidade de artilharia, revelou a Agência Central de Notícias Coreana (KCNA). "Nosso querido comandante supremo Kim Jong-un disse que, atualmente, nada é mais importante que a preparação para o iminente conflito com os Estados Unidos", segundo a KCNA.

Em visita a Seul, Obama chamou neste sábado a Coreia do Norte de "Estado pária" e fraco, cuja fronteira fortemente militarizada com o Sul 'marca o limite da liberdade'. "O que define a diferença entre os dois países é uma fratura entre a democracia que cresce e um Estado pária cujo povo tem fome", disse Obama para tropas americanas.

Segundo um centro americano de estudos especializado na Coreia do Norte, o governo de Pyongyang parece concluir os preparativos para um quarto teste nuclear.

Imagens obtidas por satélites mostram um aumento das atividades em Punggye-ri, onde o regime norte-coreano realiza seus testes nucleares, que estariam vinculadas 'à preparação de uma nova detonação' atômica, revelou o instituto EUA-Coreia do Sul da Universidade John Hopkins na quinta-feira (24).

A Coreia do Norte já executou três testes nucleares: em outubro de 2006, em maio de 2009 e em fevereiro de 2013, ações proibidas pela ONU e que, em cada uma dessas ocasiões, provocou um aumento das sanções internacionais contra o país asiático.


25 abril 2014

País irá se defender de invasão espacial

Competição militar entre Rússia e Estados Unidos ganhará novo capítulo com rápido crescimento da indústria de veículos aéreos não tripulados hipersônicos.


Dmítri Litóvkin, especial para Gazeta Russa

A competição militar entre Rússia e Estados Unidos ganhará um novo capítulo com o rápido crescimento da indústria de veículos aéreos não tripulados hipersônicos.

Com a nova doutrina de "ataque preemptivo" adotada pelo governo americano, começa a preparação de um escudo espacial que constituirá o exército de defesa aeroespacial e traz de volta o conceito de "guerras nas estrelas" criado durante a Guerra Fria.

O 40o presidente norte-americano, Ronald Reagan, não duvidava de futuras guerras no espaço. Foi apenas a ausência da tecnologia necessária na década de 1980 que o impediu a conquistar o controle total sobre o rival soviético.

Porém, 25 anos depois, as descobertas científicas e a engenharia moderna permitem que isso se torne a realidade. Em dezembro do ano passado, o presidente russo Vladimir Pútin ressaltou que um possível ataque de novos veículos espaciais não tripulados hipersônicos recentemente adquiridos pelo governo americano poderia causar o rompimento instantâneo do cerco de defesa das forças armadas russas.

"A defesa aeroespacial eficiente garante a resistência de nossas forças estratégicas protetoras e impede o ataque do território do país pelos veículos espaciais armados. Nenhum país, além dos Estados Unidos, dispõe de meios para ameaçar a integridade das forças nucleares estratégicas da Federação Russa, assim como apenas o Estado americano possui os veículos espaciais armados", afirmou o presidente russo durante visita a uma fabrica de mísseis superfície-ar, realizada em junho de 2013.

"Uma das tarefas das autoridades russas corresponde ao atual nível de ameaças militares exteriores que poderão ser enfrentadas pelo país nos próximos 15 a 20 anos", acredita Ígor Korotchenko, especialista em defesa.

"Os presentes perigos estão ligados a projetos de criação de armas hipersônicas de uso aéreo e espacial realizados por vários países, inclusive pelos Estados Unidos", acrescenta.

Escudo de radares

Em março deste ano, a Rússia inagurou um Instituto de Pesquisa de Defesa Aeroespacial cujas principais funções incluem o desenvolvimento dos conceitos teóricos a serem aplicados nos sistemas de inteligência, aviso e proteção contra ataques aeroespaciais, assim como a modernização dos sistemas de controle dos equipamentos das forças armadas responsáveis pela defesa aeroespacial.

Os trabalhos de engenharia serão assumidos pelo consórcio Sistemas Estratégicos de Defesa Aeroespacial, que reúne desenvolvedores de equipamentos de mísseis e radares. Cerca de 20% dos recursos financeiros destinados à realização do programa de rearmamento do exército russo até 2020, o equivalente a US$ 106 bilhões, serão repassados aos projetos de defesa antiaérea.

Parte da verba já foi investida na recuperação total da cobertura nacional pelos radares incluída no sistema de aviso prévio de lançamento de mísseis estrangeiros, assim como na construção das estações de radares Voronej-DM nas fronteiras do país. Essas registrarão todas as ações realizadas pelos países vizinhos a uma distância de 3 mil quilômetros das fronteiras.

As unidades federativas russas de Leningrado, Kaliningrado e Irkutsk, assim como Krai de Altai e Krai de Krasnodar, já ganharam suas estações de monitoramento. Segundo o plano inicial divulgado pelo vice-ministro de Defesa, Iúri Borisov, até 2018 o território russo terá um escudo de radares nas estações espalhadas pelo território nacional a cerca de 1 mil quilômetros uma da outra.

Corrida armamentista?

Além dos sistemas de aviso de ataques aeroespaciais, o governo russo investe no desenvolvimento de seu poderio militar. Nos últimos anos, o país realizou um projeto de grande porte destinado à modernização do sistema de defesa antimíssil A-135, instalado nos arredores da capital.

No futuro, as autoridades pretendem reforçá-lo, acrescentando conjuntos de defesa antiárea de curto alcance Pantsir-C1, além de 28 regimentos de mísseis guiados equipados com os complexos C-400 Triumf, incluindo um total de 450 a 670 lançadores, assim como 38 divisões do sistema perspectivo C-500 Vitiaz que, por sua vez, inclui de 300 a 460 lançadores.

Borisov afirma que já foram iniciados os trabalhos de construção das usinas responsáveis por sua fabricação nas unidades federativas de Kirov e Níjni Nóvgorod, que custarão aos cofres públicos mais de 1 bilhão de dólares.

Mas a realização de projetos de grande porte não para por aí. O governo russo está reforçando a capacidade dos armamentos estratégicos do país e, desde o abandono do Tratado Sobre Mísseis Antibalísticos pelos Estados Unidos, realizou testes e aprovou seis novos tipos de mísseis balísticos intercontinentais, que já foram recebidos pelas forças armadas nacionais terrestres e marítimas.

Ao contrário dos modelos inclusos nos acordos restritivos assinados entre os governos russo e americano, que incluem apenas uma ogiva, todos esses mísseis são equipados com pelo menos duas.



País investe em instalações para reparo de armamento no exterior

Rússia vai ajudar os países que compram equipamento militar russo a modernizar suas instalações de reparo. Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar (FSMTC, na sigla em inglês) ficará responsável por definir os pontos contratuais com outros países.


Aleksêi Krivorutchek | Izvéstia

Pela prática atual, os equipamentos de fabricação russa são enviados de volta ao país em caso de consertos mais complexos. “Estamos interessados na modernização e atualização de equipamentos, bem como na manutenção nos diversos escalões”, afirma o especialista em gestão de exportação da FSMTC, Boris Skatchinski.

“Se em um país estrangeiro houver uma nova instalação de qualidade comprovada, como fábricas certificadas e pessoal treinado, o cliente poderá realizar serviços por conta própria, usando documentação e equipamentos técnicos fornecidos a eles, bem como transferência de propriedade intelectual”, acrescenta Skatchinski.

A FSMTC não citou quais os países receberam da Rússia uma proposta de atualização de suas fábrica. No entanto, o chefe do departamento de análise do Instituto Político-Militar de Análises, Aleksandr Khramtchihin, acredita que a Síria seja um parceiro em potencial, tendo em vista que o seu Exército é quase totalmente equipado com armamento soviético, diferentemente dos seus centros de manutenção.

“Na Síria, todo o equipamento militar é soviético, e não há nenhum centro de reparo russo. A maior parte dos serviços de garantia são realizados na Rússia”, conta Khramtchihin.

Esses serviços também são necessários em todos os países em desenvolvimento que adquiriram equipamento militar da União Soviética e da Rússia. Os maiores consumidores de equipamentos russos são Vietnã, Líbia, Síria, Argélia, Malásia, Camboja e Venezuela. “A maioria desses países não têm a capacidade de modernizar seu equipamento militar”, frisa o especialista.

Cabe lembrar que a assistência técnica e garantia pós-venda sempre foi um ponto sensível nas exportações russas, pois era mais fácil produzir e entregar um novo equipamento do que transportá-lo de volta para consertá-lo.

Clone tecnológico

No final de março passado, o diretor do FSMTC, Aleksandr Fômin, anunciou que a Rússia está se preparando para assinar um acordo com o Peru para a reparação e modernização de veículos blindados.

Na Rosoboronexport, única exportadora autorizada de armas e equipamentos militares do país, as boas-novas foram interpretadas como uma nova e promissora oportunidade de modernização da frota de blindados utilizados em países africanos, como os tanques T-54, T-55, T-62 e T-72, além dos blindados BMP-1, BTR-60 e BRDM-2.

“Vários países do continente africano acumularam um enorme parque de equipamentos russos que se tornaram obsoletos. Assim, talvez pelo fato dos recursos financeiros limitados, o processo de modernização seja mais atraente do que o de renovação da frota. O custo será significativamente reduzido com os trabalhos sendo conduzidos em centros de produção dos próprios clientes”, afirma um representante da Rosoboronzakaz.

Também é possível falar na reparação de veículos de fabricação estrangeira (“clones” domésticos”, como, por exemplo, o tanque chinês T-59, criado na década de 1950 com base no soviético T-54.



Putin: Rússia vai aumentar exportação de sistemas de defesa antiaérea

Voz da Rússia

Hoje, no decurso da reunião da Comissão de Colaboração Técnico-Militar da Rússia com os países estrangeiros em Moscou, o presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, propôs incrementar o volume de produção de complexos de defesa antiaérea destinados à exportação.

Na opinião de Putin, os sistemas de defesa antiaérea C-300, C-400 e Pantsir-S1 são líderes mundiais quanto aos parâmetros de combate, fiabilidade e simplicidade. Será aumentada precisamente a produção destes complexos, que gozam de boa demanda entre os aliados e parceiros da Rússia.

Putin apontou que o valor dos armamentos exportados pela Rússia em 2013 atingiu um nível recorde – 49 bilhões de dólares, cedendo apenas ao respectivo parâmetro americano.



Ministério da Defesa da Ucrânia: tropas russas não violaram a fronteira

Voz da Rússia

As tropas russas não violaram a fronteira ucraniana durante as manobras militares, declarou o ministro interino da Defesa da Ucrânia, Mikhail Koval.

De acordo com os dados à sua disposição, ontem colunas militares russas aproximaram-se à distância de um quilômetro da fronteira ucraniana. Além disso, foram registrados vôos de aviões.

Em 24 de abril o ministro da Defesa da Rússia, Serguei Shoigu, anunciou que junto da fronteira ucraniana seriam iniciados exercícios militares. Afirmou que estas manobras são uma resposta à operação militar das autoridades de Kiev contra a população civil do Sudeste do país.

Ao mesmo tempo, o presidente interino da Ucrânia, Alexander Turchinov, exortou a Rússia a afastar as tropas da fronteira.


Rússia conclama a parar confrontos e violência na Ucrânia

Voz da Rússia

A Rússia conclama todas as partes envolvidas na crise ucraniana a cessar imediatamente qualquer ação militar e a violência, retirar as tropas e avançar para a plena implementação dos acordos de Genebra de 17 de abril.

A Rússia apoia a sua total implementação, incluindo as atividades da missão da OSCE, afirma um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Federação Russa.

O ministério também destaca que considera necessário realizar as medidas estipuladas no acordo de 21 de fevereiro assinado pelos líderes da coalizão da Suprema Rada e testemunhado pelos ministros das Relações Exteriores da Alemanha, França e Polônia, em Kiev.

O acordo entre o governo e a oposição da Ucrânia estipulava a criação de uma coalizão e a formação de um governo de unidade nacional.



Alemanha e Rússia apelam ao envolvimento ativo da OSCE na crise ucraniana

Voz da Rússia

Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da Alemanha, Serguei Lavrov e Frank-Walter Steinmeier, respectivamente, discutiram esta sexta-feira, no âmbito de uma conversa telefônica, a conveniência do envolvimento ativo da OSCE na resolução da crise na Ucrânia.

Lavrov também conclamou a parar qualquer violência na Ucrânia, incluindo o uso do exército contra o povo e as atividades de radicais armados.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, "os ministros manifestaram sua profunda preocupação com a crise na Ucrânia e confirmaram a necessidade da plena implementação dos acordos de Genebra, sublinhando a importância do papel da OSCE no diálogo entre as autoridades de Kiev e os apoiantes da realização do referendo na Ucrânia".



Lavrov não tem dúvidas sobre quem dirige o "show" em Kiev

Se as autoridades de Kiev não terminarem as operações punitivas contra seu próprio povo no Leste do país, a Rússia será obrigada a convocar uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.


Andrei Fedyashin | Voz da Rússia

Isto foi declarado na televisão russa pelo representante da Rússia na ONU, Vitaly Churkin. Ele também advertiu que o papel desempenhado por os EUA na crise ucraniana pode levar a um maior esfriamento das relações com Moscou.

Diplomatas russos, por enquanto, dizem que ainda nem tudo está perdido e ainda se pode voltar aos acordos de Genebra de 17 de abril. É só preciso que Washington deixe de provocar seus protegidos em Kiev e os obrigue a cumprir todos os pontos dos acordos. Os mais importantes deles são a cessação da violência e uma anistia para todos os presos políticos.

O chanceler russo, Serguei Lavrov, declarou em Moscou que os primeiros passos para resolver a situação devem ser dados pelas autoridades de Kiev e seus patronos nos Estados Unidos, com cuja aprovação e ajuda aconteceram e estão acontecendo ilegalidades na Ucrânia. Lavrov não tem mais dúvidas sobre quem dirigiu desde o início todo o “show” em Kiev:

“A operação antiterrorista foi anunciada imediatamente após uma visita secreta a Kiev do diretor da CIA, John Brennan (13 de abril). A trégua de Pascoa, declarada em Kiev no âmbito dessa operação, foi interrompida logo após a visita do vice-presidente dos EUA Joe Biden (22 de abril), que realizou uma reunião com os dirigentes ucranianos, de fato, no formato de “chefe de Estado numa reunião interna”: sentou-se à cabeça da mesa e, dos lados, ficaram os representantes da Ucrânia”.

Como disse o presidente russo Vladimir Putin, a ação punitiva lançada pelas autoridades de Kiev usando tropas, tanques e aviões contra seu próprio povo, demonstrou irrefutavelmente que quem está mandando em Kiev é uma ordinária “junta ou panelinha”. Até mesmo o presidente Yanukovich, que tinha um mandato nacional para governar a Ucrânia, não usou o exército contra os manifestantes na praça da Independência, disse Putin:

“E se essas pessoas passaram à chamada fase ativa, e na verdade isso não é nenhuma fase ativa, mas apenas uma operação punitiva, ela certamente terá consequências para aquelas pessoas que tomam tais decisões. Inclusive, isto se aplica às nossas relações intergovernamentais. Como irão se desenvolver os acontecimentos? Isso vamos ver. E vamos tirar conclusões com base nas realidades que se formarem no local”.

A mídia russa já inventou para todas as operações de Kiev contra os rebeldes nas cidades de Donbass e do resto do Sudeste da Ucrânia um novo termo que diz muito: “operações ucraniano-americanas” . E embora Moscou oficialmente ainda tenha esperanças quanto aos acordos de Genebra, em privado, diplomatas russos admitem que as chances são quase nulas. Dificilmente os EUA vão abandonar as medidas punitivas que eles mesmos desenvolveram, que eles dirigem e financiam.

Muitos peritos em Moscou acreditam que o início de uma guerra aberta contra o povo da região de Donetsk de fato matou o que restava dos recentes acordos de Genebra. E com as operações militares das autoridades de Kiev em Donbass surgem cada vez mais evidências de que os Estados Unidos e Kiev precisavam de Genebra apenas como uma pausa para a preparação das operações punitivas.

De certa forma, tudo o que está acontecendo em torno da Ucrânia é um sinal da quebra do sistema pós-soviético do mundo. Os EUA já não podem mais impor a todos a sua vontade, mas eles ainda são incapazes de lidar com isso e mudar para um módulo de comportamento diferente, diz o representante da Rússia na ONU, Vitaly Churkin:

“Eu acho que a América está numa encruzilhada. Os Estados Unidos já perceberam que eles não podem mandar em tudo no mundo, mas não conseguem traduzir isso para uma maneira diferente de comportamento. Eles se sentem desconfortáveis quando veem outros polos de força. Eles são a Rússia e a China. Esta é uma condição incomum para eles”.

Em geral, em privado, diplomatas russos dizem, que ao longo de anos de trabalho já viram de tudo. Mas nunca ainda viram uma tal concentração de mentiras dos EUA e do Ocidente como agora. Isso já nem é mesmo uma guerra de informação. Essa última, pelo menos, envolve a manipulação de fatos, meias-verdades, distorções dos fatos. Os métodos que Kiev e seus guias do Ocidente utilizam lembram mais uma “histeria de mentiras”.

A mais recente "pérola" do Departamento de Estado dos EUA foi divulgada em 24 de abril pelo Ministério das Relações Exteriores russo. O lado norte-americano tem repetidamente levantado a questão do “respeito pelos direitos e interesses comerciais dos cidadãos norte-americanos residentes na Crimeia”.

Apesar de todas as exigências do Ministério do Exterior russo de pelo menos dizerem exatamente quem, onde e como ameaçou a segurança ou os interesses de norte-americanos na Crimeia, o Departamento de Estado não divulgou nem nomes, nem fatos específicos, nem alvos de ameaças.

A busca pelos EUA do “rasto russo”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, chega a um ponto de absurdo completo, como as acusações de que as “unidades de autodefesa de Donbass usam metralhadoras Kalashnikov” e mantêm “comunicações de rádio em russo”. Parece que só os americanos não sabem que quase toda a população da região de Donetsk fala russo.


Militares moldavos deslocam veículos blindados em direção à capital

Voz da Rússia

A deslocação de equipamento militar da cidade de Balti para a capital, Chisinau, foi realizada para "otimizar o funcionamento das unidades militares da capital", declarou nesta sexta-feira uma fonte do Ministério da Defesa da Moldávia.

Anteriormente, na Internet apareceram informações sobre a deslocação secreta de veículos blindados pelos militares moldavos para Chisinau.

No início de abril, o presidente da Moldávia, Nicolae Timofti, incumbiu o ministro da Defesa, Valeriu Troenco, de pôr o exército nacional em estado de alerta máximo devido à difícil situação na região, relacionada com a crise na Ucrânia.



Treze observadores da OSCE são detidos por separatistas na Ucrânia

Ministério alemão das Relações Exteriores anunciou a instalação de uma "célula de crise" para cuidar do assunto


Correio Braziliense

Berlim - Treze observadores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) foram detidos por separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, informou nesta sexta-feira (25/4) a ministra alemã da Defesa, Ursula von der Leyen.

"A situação é ainda confusa, mas parece que os 13 observadores da OSCE estão detidos. Entre o grupo há quatro alemães", declarou a ministra em um comunicado oficial.

"Entre os observadores também há um dinamarquês, conversei há alguns minutos com meu colega dinamarquês", declarou Von der Leyen. "O importante agora é utilizar todos os meios diplomáticos para que este grupo seja libertado imediatamente".

O ministério alemão das Relações Exteriores anunciou a instalação de uma "célula de crise" para cuidar do assunto.

Em entrevista ao jornal alemão Bild, o líder separatista de Slaviansk (leste da Ucrânia), Viatcheslav Ponomarev, citou a detenção de "12 pessoas", que chamou de "prisioneiros de guerra".

Segundo Ponomarev, entre os detidos estão "quatro oficiais ucranianos, que não são reféns, mas prisioneiros de guerra".

"Nossos serviços de segurança estão investigando estas pessoas, já que não têm qualquer autorização para sua missão", afirmou Ponomarev.



Aviões russos violam espaço aéreo da Ucrânia várias vezes durante o dia

Coronel Steven Warren pediu a Moscou que adote "medidas imediatas para distender a situação".


France Presse

Washington - Aviões russos violaram o espaço aéreo da Ucrânia várias vezes nas últimas 24 horas, informou nesta sexta-feira (25/4) um porta-voz do Pentágono, no último sinal do crescente enfrentamento entre Moscou e Kiev.

"Posso confirmar que em várias ocasiões nas últimas 24 horas, aviões russos entraram no espaço aéreo ucraniano", disse o coronel Steven Warren, que pediu a Moscou que adote "medidas imediatas para distender a situação".


Coronel que admitiu participar de tortura é morto no RJ

Paulo Malhães confessou participação em torturas à Comissão da Verdade.
Casa dele foi invadida e sua mulher e caseiro foram feitos reféns, diz DH.


Do G1 Rio

O coronel reformado do Exército Paulo Malhães, conhecido por sua atuação na repressão política durante a ditadura militar, foi morto dentro de casa, no bairro Ipiranga, na área rural de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, na manhã desta sexta-feira (25). Segundo a Divisão de Homicídios da Baixada, a casa do coronel de 76 anos foi invadida por volta das 13h desta quinta (24). Segundo sua mulher, Cristina Batista Malhães, ela e o caseiro teriam sido feitos reféns até as 22h.

Ainda segunda a viúva, que prestou depoimento, pelo menos três homens participaram da ação, um deles com o rosto coberto. Os criminosos mantiveram as vítimas em cômodos separados e fugiram levando armas que o oficial colecionava e dois computadores.

Segundo policiais, os peritos não encontraram marcas de tiros no local, mas a hipótese de que ele tenha sido baleado não foi descartada. Os agentes buscam imagens de câmeras de segurança que possam auxiliar na identificação da autoria do crime.

O crime ocorre cerca de um mês depois de o militar ter admitido na Comissão Nacional da Verdade que participou de torturas e desaparecimentos durante a ditadura, inclusive o do ex-deputado Rubens Paiva.

O local não tem câmeras de segurança, de acordo com o delegado Fábio Salvadoretti, que investiga o caso. A mulher e o caseiro não conseguiram reconhecer os criminosos, mas afirmam não ter sofrido violência física. O corpo de Paulo Malhães foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Nova Iguaçu.

O Clube Militar, associação que reúne militares da reserva do Exército, informou que não se pronunciará sobre o caso por não conhecer as circunstâncias da morte do coronel. O chefe de gabinete da presidência da instituição, coronel Figueira Santos, afirmou que o Clube Militar só irá se manifestar se surgir algum "fato novo". O Comando Militar do Leste, no Rio, também informou que não vai comentar o caso, já que as investigações estão a cargo da Polícia Civil.

Comissão da Verdade

Em março, em dois depoimentos diferentes, um à Comissão Estadual da Verdade do Rio, no dia 21, e outro na Comissão Nacional da Verdade, dia 25, Paulo Malhães deu detalhes sobre torturas e desaparecimento de corpos durante a ditadura. Primeiro, declarou ter desaparecido com o corpo do ex-deputado Rubens Paiva, morto em 1971. No segundo momento, voltou atrás e afirmou não lembrar se foi ele que executou a ação.

“Eu só disse [à imprensa] que fui eu porque eu acho uma história muito triste, quando a família leva 38 anos dizendo que quer saber o paradeiro. Eu não sou sentimental, não, mas tenho as minhas crises”, justificou, na época.

Presidente do grupo Tortura Nunca Mais, Victória Grabois, considera que o crime demonstra “perigo” para quem investiga a ditadura. “É estarrecedor o que aconteceu. Espero que o Estado brasileiro tome as medidas cabíveis, acione as polícias estadual e Federal para apurarem o que realmente aconteceu. Nós, dos direitos humanos, temos que ficar atentos. Se isso aconteceu com um militar, nós estamos passando por muito perigo”, declarou.

Victória teme que as investigações da Comissão da Verdade sejam prejudicadas devido ao assassinato. “A morte do coronel é uma ameaça, porque outros torturadores podem ficar acuados para prestar depoimentos e esclarecimentos sobre o que aconteceu na época da ditadura militar. Temos que abrir os arquivos da ditadura o quanto antes”, disse.

A Polícia Federal informou que não é atribuição do órgão a apuração desse crime.


24 abril 2014

Israel ataca Gaza após anúncio de formação de governo de união, seis feridos

Pelo menos seis pessoas ficaram hoje feridas, uma das quais gravemente, quando um avião militar israelita atacou o norte da Faixa de Gaza, anunciou a administração do movimento de resistência islâmica Hamas.


Lusa | RTP

O ataque surgiu quando milhares de pessoas celebravam nas ruas de Gaza o anúncio da formação de um governo de união, nas próximas semanas, entre o Hamas e a Organização de Libertação da Palestina (OLP), para pôr fim a sete anos de divisão política.

A Faixa de Gaza é administrada pelo Hamas desde junho de 2007, enquanto a Cisjordânia é governada pela Autoridade Palestiniana, presidida por Mahmud Abbas, do Fatah.

O Hamas é considerado uma organização terrorista pela UE e Estados Unidos.


Aliança dos EUA com Japão inclui defesa de ilhas disputadas com a China

O Presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou hoje, no Japão, que a aliança de segurança entre Washington e Tóquio inclui "todos os territórios administrados pelo Japão, incluindo as ilhas Senkaku", disputadas com a China.


Lusa | RTP

Obama apontou que os Estados Unidos não se envolvem nas questões de soberania entre os dois países, mas recordou que o arquipélago, reivindicado por Pequim, "tem sido historicamente administrado pelo Japão", uma situação que "não deve ser alterada de forma unilateral".

Em conferência de imprensa, realizada hoje em Tóquio, a primeira etapa da sua visita oficial à Ásia, o Presidente norte-americano defendeu que o conflito diplomático deve ser "resolvido de forma pacífica" e evitadas "provocações".

Afirmando que aliança de segurança entre Washington e Tóquio inclui "todos os territórios administrados pelo Japão, incluindo as ilhas Senkaku", designadas de Diaoyu pela China, um eventual ataque iria obrigar a uma intervenção dos Estados Unidos.

"O artigo quinto (do tratado de segurança EUA-Japão) abarca todos os territórios sob administração japonesa, incluindo as Senkaku", frisou.

A disputa pela soberania territorial das ilhas Senkaku/Diaoyu dura há décadas, mas a compra, em setembro de 2012, por parte de Tóquio, de três dos cinco ilhotes do pequeno arquipélago, de apenas sete quilómetros, administrado, de facto, pelo Governo japonês, veio agudizar o conflito.

O arquipélago desabitado, mas potencialmente rico em recursos minerais, fica no Mar da China Oriental, a cerca de 120 milhas náuticas de Taiwan, que também reclama a sua soberania, e a 200 milhas náuticas de Okinawa, no extremo sul do Japão.


Israel suspende conversações de paz e insta líder palestiniano a recuar no pacto com o Hamas

O negociador palestiniano Saeb Erekat respondeu à suspensão unilateral das negociações de paz dizendo que a direção palestina vai "estudar todas as opções" de resposta a Israel. "A prioridade para os palestinianos é a reconciliação nacional," sublinhou Erekat.


Graça Andrade Ramos | RTP

O primeiro ministro de Israel afirmou que nunca irá negociar com um governo palestiniano "apoiado por uma organização terrorista" cujo principal objetivo é a destruição de Israel. Ao início da tarde, o Governo israelita anunciou a suspensão das negociações de paz com os palestinianos, devido ao acordo de reconciliação firmado na quarta-feira entre os dois grupos rivais palestinianos, Fatah e Hamas, que pôs fim a sete anos de rutura.

O acordo entre as duas fações palestinianas prevê a formação de um governo conjunto "dentro de semanas."

Em entrevista à NBC News, Benjamin Netanyahu afirmou que o Presidente palestiniano Mahmmoud Abbas ainda pode renunciar à sua aliança com o Hamas anunciada esta quarta-feira e retomar as negociações de paz "genuínas" com Israel.

"Ele (Abbas) ainda pode recuar e abandonar este pacto. Espero que o faça" acrescentou o primeiro-ministro israelita.

"Porque, se encontramos uma liderança palestiniana e um governo palestiniano que esteja pronto a prosseguir negociações de paz genuínas, estaremos presentes. Eu estarei presente," garantiu Netanyahu.

A reconciliação palestiniana colocou para já um ponto final a uma negociação de nove meses iniciada pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry e que devia durar até à próxima terça-feira. As partes estavam a tentar prorrogar o prazo inicial.

No domingo dia seis de abril de 2014, o mesmo Netanyahu havia reagido a um impasse nas conversações, sublinhando durante a reunião do Gabinete israelita que estava disposto a prosseguir as negociações de paz mas "não a qualquer preço."

A decisão de cortar todos os contactos com os palestinianos foi tomada por unanimidade pelo gabinete de segurança de Israel, após uma reunião de cinco horas. Antes, Israel tinha suspendido uma reunião de paz marcada para a própria quarta-feira.

Autoridades ucranianas suspendem operações militares no Leste do país

Voz da Rússia

O portal online ucraniano KyivPost informou, citando suas fontes nos serviços de inteligência da Ucrânia, que as autoridades de Kiev suspenderam as operações contra a população no Leste do país. Isso aconteceu após terem aparecido tropas na fronteira, do lado russo.

O ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, havia anunciado a realização de exercícios das Forças Armadas russas nas áreas fronteiriças, em resposta à operação das Forças Armadas da Ucrânia.



França enviará caças para patrulhar espaço aéreo do Báltico

Voz da Rússia

A França vai reforçar a presença da OTAN no Báltico enviando para a região quatro caças, disse nesta quinta-feira a jornalistas o chefe do Estado-Maior General francês, Pierre de Villiers, durante uma visita a Washington.

"(Os aviões) vão participar da missão nos países bálticos, sendo estacionados na Polônia", especificou.

Os quatro jatos – Mirage 2000 ou Rafale – serão disponibilizados já no próximo domingo. Além disso, a França decidiu enviar uma aeronave equipada com um sistema aéreo de alerta e controle (AWACS), que irá patrulhar o espaço aéreo da Romênia.



Tropas de Mísseis Estratégicos serão protegidas por robôs

Em breve, as Tropas de Mísseis Estratégicos da Rússia (TME) podem receber o mais novo sistema de ataque e reconhecimento robótico móvel que servirá para proteção e defesa das instalações.


Oleg Nekhai | Voz da Rússia

Agora foi dado início aos testes do seu protótipo. O robô militar foi projetado especialmente para as unidades equipadas com complexos de mísseis Topol-M e Yars.

O complexo terá como tarefa a eliminação de sabotadores junto com a máquina anti-subversão Typhoon. Esse é um carro de combate não tripulado com lagartas, guiado por controle remoto a uma distância de até 5 km. O complexo está equipado com vários tipos de munições, entre quais - uma metralhadora Kalashnikov, uma metralhadora Kord e um lançador automático de granadas de 30 mm.

Existe a ameaça de ataques de sabotadores e terroristas nos objetos estratégicos. E como esses são objetos de grande importância, que formam a base das Forças Nucleares Estratégicas russas, os militares devem reagir a tais ameaças, explica o analista militar Viktor Murakhovsky:

"Todos os objetos das Tropas de Mísseis Estratégicos , da Marinha e da Força Aérea que dizem respeito a armas nucleares estratégicas e também a armas nucleares táticas, e não se trata apenas dos sistemas de armamento em si, mas também das armas ofensivas - todos esses objetos precisam de gama completa de ferramentas e sistemas de segurança, projetados para rechaçar qualquer tipo de ameaça".

As TME devem se proteger contra ameaças que representam um perigo real. A proteção contra os ataques aéreos é da responsabilidade das Tropas de Defesa Antimíssil e das Tropas de Defesa Espacial, já que as TME não possuem sua própria defesa antimíssil.

O mais novo sistema robótico tem a capacidade de apontar armas, monitorar e destruir alvos em modos de controle automático e semiautomático e é dotado de estações de reconhecimento eletroótico e radiogoniométrico.

O sistema de reconhecimento e o sistema de mira permitem realizar a busca e o monitoramento de alvos em quaisquer condições climáticas, tanto durante o dia como à noite, e relatar os resultados ao operador. Porém, a decisão de abrir fogo é somente do operador, por enquanto, essa é a posição firme tanto de clientes, como de desenvolvedores dos sistemas robóticos não-tripulados. Ampla experiência no uso de veículos não-tipulados pelos norte-americanos, prova que existe uma grande chance de receber danos colaterais, destacou Viktor Murakhovsky:

"Grosseiramente falando, é quando em vez de um carro com os membros do Taliban é destruido um carro com noivos no dia do casamento deles. Tais incidentes são bem frequentes. Se o direito de tomar a decisão de abrir fogo passar para os sistemas robóticos, isso poderá não apenas causar danos significativos, mas também surgirá a possibilidade de uma utilização de ferramentas de guerra radioeletrônica contra nossas próprias tropas".

Os testes do mais novo sistema robótico incluem a realização de treinamento de tiro de combate na cidade de Klimovsk, na região de Moscou. Além do sistema robótico móvel, na Rússia existem outros complexos similares que estão sendo testados por outros ramos das Forças Armadas.

Por sinal, o carro de combate não-tripulado e guiado por controle remoto já foi testado, ainda nos anos 80 do século passado. Nos anos 90, testes foram suspensos, mas agora foram retomados de novo. Foi estabelecido um centro para o desenvolvimento de veículos robóticos terrestres, foram definidos os clientes, as fábricas, além dos requisitos táticos de desempenho para tais sistemas. Em conformidade com o programa do estado em vigor para armamentos, sistemas similares entrarão no serviço operacional do Exército até 2020.



Fragata francesa está aproando para o mar Negro

Voz da Rússia

Segundo noticia hoje a mídia romena, a fragata francesa Duplex vai entrar este fim de semana nas águas do mar Negro.

Atualmente, no mar Negro já se encontram três navios da OTAN: um contratorpedeiro e uma fragata dos EUA e um navio de reconhecimento francês. Os acordos internacionais preveem que essas belonaves poderão permanecer no mar Negro até ao final de abril.