21 maio 2007

Do aumento dos custos dos aviões e helicópteros ao serviço da USAF

Se os EUA continua a ter a melhor, mais bem equipada e mais numerosa (excepto a China) força aérea do Mundo e se esperam manter esta vantagem nos próximos 20 anos, isto é algo que não ocorre sem custos… O preço de uma avião de combate americano “médio” não tem parado de crescer, sobretudo no que respeita aqueles que serão a espinha dorsal da Defesa Aérea dos EUA nas próximas décadas, o JSF e o F-22…

Dos dois, o programa JSF é o que mais tem engordado, com uma subida do orçamento de 8,6% apenas nos últimos seis meses e ascendendo actualmente a já mais de 23,3 biliões de dólares… A este ritmo, o custo de construir todas as unidades previstas será incomportável e a subsequente redução das encomendas, arrisca-se a aumentar ainda mais o preço unitário…Aliás, este aumento de custos já resulta da redução das encomendas de aparelhos por parte do Pentágono e se nova redução ocorrer, os preços unitários ainda vão aumentar mais… Mas o JSF não é o único gastador no inventário da USAF… O F-22 Raptor conheceu um aumento de 4,3%, V-22 Osprey 8,2% e o F/A-18 E/F um aumento de 5,4%…

Aviões Militares dos EUA: Unidades e Custo Total por Programa:

(Fonte: US DoD)
(Baseado no “Selected Acquisition Reports to December 31, 2006″)
(em milhões de USDs)

Aparentemente, manter uma força aérea com um tão elevado nível de vantagem tecnológica começa a ser impossívelmente caro mesmo para um país tão rico como os EUA… Sabendo que a força dos EUA no mundo assenta precisamente na vantagem esmagadora dos seus meios aéreos e navais sobre todas as forças aéreas que se lhe poderão opôr as crescentes dificuldades orçamentais em manter uma força aérea tecnologicamente tão sofisticada como a USAF irão comprometer esta vantagem a médio prazo? Isto é, será que os aviões de combate dos EUA não se tornaram demasiado caros para poderem ser operados em números significativos?

Fonte: Defence-Aerospace

BMD-4 para a Rússia

Novo veículo de combate será entregue às forças aero-transportadas
Área Militar

As forças armadas Russas vão começar a receber novos veículos blindados BMD-4. Trata-se de blindados leves com capacidade para serem transportados a bordo de aeronaves de transporte como o IL-76.

Este tipo de equipamento tem capacidade anfíbia, um peso máximo de 13200Kg, e pode-se considerar um pouco superior ao M-113 de fabrico ocidental em termos de peso. O BMD-4 é feito propositadamente para utilização como veículo de combate para tropas aero transportadas, dado a função de veículo de combate de infantaria estar noas forças russas reservada para os mais pesados e melhor armados BMP-2 e BMP-3.

A principal e mais significativa alteração relativamente à anterior versão BMD-3 é a inclusão de um canhão de 100mm de baixa pressão, que dá ao equipamento um poder de fogo que até agora só seria possível com a utilização de equipamentos portáteis. A peça de 100mm do BMD-4 poderá utilizar vários tipos de munição, entre as quais se contam munições guiadas (mísseis anti-carro lançados pela peça principal), que podem ser disparados a uma distância de até 5.000 metros.

O BMD-4 pode ainda ser lançado de pára-quedas, podendo estar preparado para combate num reduzido período de tempo, garantindo a uma eventual força pára-quedista russa, uma considerável capacidade de combate em qualquer cenário.

As forças Russas, continuam assim com a tradição que já existia na antiga União Soviética de dispor de armas e unidades pára-quedistas extremamente poderosas, com capacidade para serem lançadas em pontos estratégicos, assegurando a sua posse até à chegada de unidades mais pesadas.

Embora seja duvidoso que a Rússia tenha quaisquer planos neste sentido, as sua capacidade de projecção de forças pára-quedistas é consideravelmente aumentada com este novo carro de combate.

Turquia confirma compra do F-35

Derrota do Eurofighter afasta Turquia da Europa
Área Militar

A Turquia, que é um dos países europeus que participa no programa JSF (Joint Strike Fighter) que é agora conhecido como F-35 Lighting-II. No entanto, a participação de um país nesse projecto de desenvolvimento de tecnologias inovadoras a aplicar à aviação, não implica que o país participante venha efectivamente a adquirir os aviões, quando estes estiverem disponíveis.

Porém, neste Domingo, Vecdi Gonul, o ministro turco da defesa, veio deitar alguma luz sobre o futuro europeu do F-35 ao afirmar que a Turquia assinará uma carta de intenção para a compra para a sua força aérea de caças F-35 Lightning-II.

O processo de escolha do futuro caça da Força Aérea da Turquia, tem vindo a desenvolver-se ao longo dos últimos anos, sendo os principal concorrente do F-35, o caça europeu Eurofighter Typhoon.

As dificuldades colocadas à Turquia no que respeita à possibilidade da sua adesão à União Europeia, são vistas como uma das razões para a vitória do caça americano e são como que uma espécie de chapada com luva que os turcos dão à União Europeia.

O projecto de aquisição do F-35, avaliado em 8.000 milhões de Euros (R$ 21.5 bilhões) é o mais caro programa de rearmamento das forças armadas da Turquia, e considera a necessidade de aquisição de uma centena de F-35 para substituir os seus F-16 e F-4 Phantom mais antigos.

Equipado com armas modernas, e com uma vantagem táctica que lhe permite eludir[1] quer os radares de sistema aérea quer os radares de orientação de sistemas de tiro que precisam de fixar um alvo para disparar, o F-35 Lightning-II só é superado pelo super caro e exclusivo F-22 no que respeita à capacidade de dissimulação.

Mais ágil que o Eurofighter, o F-35 tem menor capacidade para transportar armas que o Typhoon, desde que se restrinja exclusivamente a transportar armas nos compartimentos destinados a isso. No entanto, se optar por abrir mão da sua faceta «Stealth» o F-35 também pode transportar armas nas asas, o que lhe dá maior capacidade de carga.

O F-35 tem ainda muito maior capacidade para transportar combustível sem o recurso a tanques externos.

No entanto, o F-35, por basear a sua capacidade de defesa no desenvolvimento e utilização de tácticas que explorem as vantagens da «invisibilidade» do avião, está dependente dos desenvolvimentos tecnológicos que permitam no futuro detectar o F-35 com muito maior facilidade. Nesse caso, o F-35 passaria a ser uma aeronave apenas banal.

O F-35 estará (em principio) disponível em três versões, sendo uma delas de descolagem vertical, que permite à aeronave operar a partir de pequenos porta-aviões, embora esta não seja a versão destinada à Turquia.

[1] Num radar de defesa aérea, o F-35 Lighting-II apresenta uma assinatura de 100 até 1000 vezes menor que o caça europeu Typhoon.

Novo caça Sukhoi começa produção

Indústria russa anuncia o substituto do SU-27
Área Militar

Segundo informações da agência de notícias russa ITAR-TASS, terá finalmente começado o processo que conduzirá à produção do primeiro caça russo de 5ª geração.

Segundo as fontes russas, a produção do que será provavelmente o primeiro protótipo de avião, será feita pela NAPO, nas instalações de Komsomol-am-Amur.

A NAPO pertence ao consórcio Sukhoi.

Os problemas económicos por que a industria russa passou durante os anos 90, levaram a que os trabalhos de desenvolvimento tenham chegado quase a parar, mas a alta do preço do petróleo e a disponibilidade de dinheiro fresco por parte do governo russo, levou a que os projectos há muito tempo congelados voltassem agora a ressurgir.

Neste contexto é também na fábrica de Komsomol-am-Amur que se tem vindo a construir desde 2006, e em pequena escala, o caça bombardeiro SU-34, também ele uma versão muito modificada do SU-27, e que se destinava inicialmente à função de bombardeiro naval baseado em terra.

Embora se continue a promover as aeronaves mais antigas para venda no mercado internacional, o novo avião deverá substituir as aeronaves da família SU-27/SU-30, que estão a completar trinta anos desde que voaram pela primeira vez na Rússia, e que deverão estar próximas dos 40, quando o novo avião estiver operacional.

Foram divulgadas também intenções de substituir o mais ligeiro MiG-29, embora neste caso, os custos provavelmente venham a impedir essa substituição de ser posta em prática.

Existe muita especulação sobre as características da aeronave, mas a informação mais concreta afirma que se tratará de uma derivação do avião experimental SU-47 Berkut, com a adição de alterações decorrentes da análise das tendências da tecnologia e de estudos mais recentes que pretendem englobar os estudos russos no sentido de procurar produzir um avião com menor «assinatura» perante os radares, na linha do que os americanos fizeram com o F-22.

Desde a primeira guerra do golfo, que os russos têm procurado desenvolver, ou copiar a tecnologia que permite às aeronaves Stealth dos Estados Unidos iludir um grande numero de radares e evadir-se ou despistar mísseis anti-aéreos.

Durante o conflito no Kosovo, quando uma aeronave Stealth americana que voava a baixa altitude, foi abatida pelas defesas anti-aéreas sérvias, os russos mostraram-se imediatamente interessados em recolher amostras dos materiais que cobriam o avião.

Os russos poderão assim ter pelo menos parcialmente, desenvolvido a capacidade de ocultar uma aeronave, e esta capacidade é vista como muito importante, pois neste aspecto o caça SU-27 é conhecido por ter uma assinatura inconfundível nos radares de um potencial inimigo.

A aeronave, também deverá aproveitar os estudos e desenvolvimentos russos na área da manobrabilidade, incorporando os mais sofisticados e modernos motores com vectorização de impulso, que lhe darão uma capacidade acrescida quando for necessário iludir adversários ou mísseis a curta distância.

O programa porém, não será rápido. Há muitos custos envolvidos, e grande parte dos engenheiros russos que existiam há 15 anos, já não estão ao serviço ou abandonaram a indústria por falta de opções. A Rússia já estabeleceu negociações com a Índia para o possível desenvolvimento conjunto do novo caça, e a promessa é uma das principais argumentações comerciais dos russos, para obter novas encomendas no mercado indiano.

Se o programa decorrer como é normal, sem atrasos, a primeira aeronave poderá voar em 2009/2010, e as primeiras unidades poderão ser declaradas operacionais entre 2014 e 2016.

Russia: Mais problemas para os futuros aviões de combate

Falta de dinheiro parou desenvolvimento de motores
Área Militar

A imprensa russa anunciou nesta semana que o desenvolvimento do motor de quinta geração, que deverá ser um dos principais componentes da nova geração de caças que a Rússia pretende desenvolver, está oficialmente parado, porque a empresa NPO-Saturn não tem recursos para continuar o desenvolvimento do programa.

O desenvolvimento do novo motor, AL-41 que deveria ser o motor do futuro projecto russo conhecido também como PAK-FA, acabou também por paralisar o desenvolvimento do novo avião, já de si tremendamente atrasado. O atraso é tal que segundo os planos russos o primeiro caça russo de quinta geração deveria ter tido o seu primeiro voo em 2006.

É um motor sofisticado, capaz de competir com os motores instalados no novo caça Stealth americano F-22. Muito mais leve mas mais potente que os motores de gerações anteriores, ele devera permitir à Rússia produzir finalmente o seu caça de 5ª geração.

O problema principal que se levanta no momento é que o desenvolvimento do sofisticado motor está dependente da participação do governo russo no projecto, não só para o desenvolvimento do motor como para o desenvolvimento da aeronave.

O governo russo, tem-se mostrado reticente em subsidiar as empresas que estão envolvidas no projecto de desenvolvimento do motor AL-41, bem como no desenvolvimento do novo avião.

As relações entre várias empresas ligadas à industria aeronáutica russa são normalmente complexas e difíceis. No tempo da URSS essas divergências eram facilmente resolvidas pelo governo em Moscovo, mas hoje em dia a situação é bastante mais fluída e complexa. Presentemente, ainda não há uma definição clara de como será o futuro caça russo.

Ao contrário dos Estados Unidos, onde várias empresas recebem dinheiro para desenvolver vários protótipos, escolhendo-se depois o melhor deles, a tendência na Rússia, por causa dos recursos escassos, é escolher logo de inicio quem é que vai liderar o lento processo de inicio do desenho e testes consecutivos que levarão ao caça definitivo.

As constantes compras e vendas de várias empresas do sector por parte dos chamados «oligarcas» russos e os jogos de poder e pressões na industria, constituem uma fonte de instabilidade que leva a que as autoridades russas responsáveis, tenham relutância em entregar dinheiro para o desenvolvimento dos equipamentos sem terem garantias nem prazos.

Embora a NPO-Saturn reconheça que não tem o dinheiro para prosseguir com o desenvolvimento do novo motor, os dirigentes da empresa estão no entanto confiantes que de uma forma ou de outra, o dinheiro acabará por aparecer.

Aerostatos americanos no Afeganistão e no Iraque

Segurança & Defesa

A Raytheon Company recebeu um contrato de US$10,1 milhões para o fornecimento de 16 sistemas RAID (Rapid Aerostat Initial Deployment) para a operação de aerostatos, cujo objetivo será ajudar na defesa de bases americanas e aliadas no Afeganistão e no Iraque. Os sistemas constam de plataformas elevadas estacionárias (balões) com sensores infravermelho, capazes de serem operadas remotamente. As entregas deverão ser realizadas entre junho e setembro de 2007.

África do Sul Vai de Patria AMV

Projeto Hoefyster: U$ 1,2 Bi para 264 Veículos
Defesa@Net

A Africa do Sul anunciou no dia de hoje (17 Maio), que está contratando com a Denel Land Systems, empresa da Denel (Pty) Ltd, como a principal contratista do novo veículo blindado de nova geração da South African National Defence Force (SANDF). O programa era conhecido popularmente como Hoefyster (Ferradura).

O anuncio foi feito no parlamento, pelo Ministro Mr Alec Erwin, Atividades Públicas, durante o seu voto no parlamento.

O contrato é para a construção de 264 veículos, baseados no Patria AMV 8x8. O valor total do contrato alcança 8 bilhões de Rands (cerca de 1,2 bilhão de dólares).”A participação das empresas Sul-Africanas deve alcançar 70% do valor total do contrato”, segundo Shaun Liebenberg, CEO da Denel.

O projeto deve envolver a DENEL e seus sub-contratados por um período de 10 anos. Serão construídas 5 versões do veículo usando a plataforma do finlandês Patria, que será construído sob licença na África do Sul. As versões previstas são: Comando, Morteiro, Míssil, Engenharia e Fire Support.

Várias unidades da Denel junto com inúmeros outros fornecedores participarão da construção das torretas do novo Veículo de Combate de Infantaria (Infantry Combat Vehicle). Denel Dynamics fornecerá o míssil Ingwe anti-carro, de longo alcance, que será usado na versão Míssil. A DLS já iniciou os trabalho no desenvolvimento do sistema de armas, que inclui o canhão nacional de 30mm e um sofisticado morteiro para ser integrado à torreta. A Divisão Denel Munitions fornecerá a munição e as granadas do morteiro.

Várias empresas Sul-Africanas estarão envolvidas incluindo a BAE Systems Land Systems OMC, que será a responsável pela produção da estrutura do veículo.

O Projeto 'Hoefyster' é visto pela indústria e governo da África do Sul como um amálgama para garantir a sustentabilidade da indústria, assim como equipá-la para competir no mercado internacional, com um produto viável comercialmente e tecnologicamente.

Também por parte das Forças Armadas o novo ICV está incorporado à política do Exército Sul-Africano “Army's Vision 2020”, anunciado no início de 2007 pelo Comandante do Exército, Tenente-General Solly Shoke. O documento determinará o futuro do Exército e quais equipamentos seriam compatíveis com a doutrina e deveriam ser adquiridos.

A primeira indicação de mudanças é o modo de operar do Exército, que deverá ter duas divisões – uma mecanizada e uma motorizada, assim como uma Brigada de Operações Especiais que deverá ser criada. O novo veículo deverá equipar estas unidades.

A nova divisão motorizada deverá ser empregada essencialmente no exterior em missões de paz e operações de segurança na própria África do Sul. A divisão mecanizada será o punho de aço do exército e deverá incorporar todos os elementos de força: infantaria, carros de combate e artilharia apoiados com um sistema logístico adequado.

A Nova Geração do ICV(Infantry Combat Vehicle)

O ICV a ser adquirido dentro do Programa Hoefyster é um veículo 8X8 , de rodas na categoria de 25 toneladas, equipado com vários tipos de torretas e equipamentos de missão a bordo para: prover e garantir a proteção e transporte para o grupo de tropas.

A configuração 8X8 dá uma melhor mobilidade em terrenos difíceis, garantindo que a infantaria possa operar: entrar e sair de áreas de conflito com o mínimo de exposição e o máximo de sobrevivência.

O veículo mantém a doutrina da `South African Land Forces' de ter a mesma mobilidade d com o emprego de veículos de rodas que são adaptados para o terreno da África. A África do Sul foi pioneira no emprego da “equal mobility using wheels”, como foi evidenciado pelo renomado obuseiro auto-propulsado G6, o veículo blindado de combate Rooikat e o Ratel ICV – que será agora substituído pelo ICV de nova geração.

Denel Firma Acordo de Mísseis com o Brasil

Denel

Denel Dynamics, uma subsidiaria da Denel (Pty) Ltd, lançou o Programa de Desenvolvimento da última geração do míssil ar-ar A-Darter que será realizado conjuntamente pela South African National Defence Force e a Força Aérea Brasileira.

Denel Dynamics é a divisão responsável pelo desenvolvimento de mísseis e veículos aéreo não tripulados da sul-africana Denel.

O acordo foi concluído durante a Latin American Aerospace and Defence (LAAD 2007), que encerrou no dia 20 Abril 2007, no Rio de Janeiro, Brasil.

O desenvolvimento conjunto do míssil entre a África do Sul e o Brasil não somente trará ao país as necessárias capacidades, muito necessárias: treinamento e transferência de tecnologia ao país, mas também reforça a cooperação Sul-Sul iniciada pelos Presidentes Mbeki e Luiz Inácio Lula da Silva.

Cerca de 10 membros da Força Aérea Brasileira estão trabalhando nas instalações da Denel Dynamics no Programa A-Darter, e serão complementados por cerca de 20 outras pessoas de empresas de defesa brasileiras.

O míssil A-Darter é de vital importância ao cluster aeronáutico sul-africano e para equipar os aviões de ambas as Forças Aéreas.

O míssil A-Darter propiciará uma capacidade de ação defensiva para a South African Air Force (SAAF), e manterá e expandirá as capacidades locais no campo de mísseis para os próximos quinze anos.

O atual contrato ultrapassa R1 bilhão de rands, cerca de U$ 150 milhões de dólares, são projetados outros R2 bilhões, cerca de 300 milhões de dólares, com exportações, ajudando assim a sustentabilidade e viabilidade da Divisão Denel Dynamics da Denel (Pty) Ltd.

Uma das macro estratégias é garantir o acesso privilegiado e garantir uma porção mínima das atividades ao complexo de industrial de defesa, assim como um investimento de aquisição na África do Sul, e para esse fim o contrato terá um efeito spin-off positivo para as empresas locais de defesa.

Cerca de 200 engenheiros serão necessários durante o período do contrato. Já há sinais de que jovens engenheiros estão sendo atraídos para a Denel, especificamente para trabalharem em projetos de tecnologia avançada como o do Míssil A-Darter. Em nome da South African National Defence Force, um contrato foi assinado pela Armscor para o desenvolvimento do míssil.

17 maio 2007

Gepard para o Chile

Juan Carlos Cicalesi e Santiago Rivas
Segurança & Defesa

O governo chileno assinou contrato com a Alemanha para a aquisição de trinta sistemas antiaéreos Gepard 5PZF-B. Montado sobre chasis do carro de combate Leopard 1, o Gepard é equipado com dois canhões Oerlikon de 35mm e tem capacidade autônoma para engajamento de alvos aéreos. As entregas deverão ser iniciadas ainda em 2007, e as viaturas serão distribuídas entre as novas unidades blindadas localizadas no norte do país.

Apresentado oficialmente o Pampa II

Juan Carlos Cicalesi e Santiago Rivas, foto dos autores
Segurança & Defesa
No dia 28 de abril passado foi oficialmente apresentado, no Aeroparque Jorge Newberry (Busnos Aires), o IA-63 Pampa II (designado AT-63 pelo fabricante, a Lockheed Martin Aircraft Argentina Sociedad Anónima). Na Fuerza Aérea Argentina, a aeronave substituirá o MS760 Paris, que na mesma data fora aposentados. Aliás, com relação ao Paris, especula-se que algumas das células remanescentes poderiam ser utilizadas em ensaios de vôo do novo combustível “Biojet”.

Mais Problemas entre forças de Israel e da ONU

Acusações de irresponsabilidade e comportamentos inadequados.
Área Militar

Nesta Sexta-feira, em declarações à imprensa efectuados por um porta-voz da UNIFIL, a força de interposição das Nações Unidas no sul do Líbano, foi afirmado que voltaram a ocorrer nas últimas semanas violações ou comportamentos anormais por parte das forças de Israel, nomeadamente nas costas do Líbano.

No passado dia 30 de Abril um navio de Israel aproximou-se de uma das fragatas alemãs que patrulha as águas costeiras do Líbano, sem estabelecer qualquer comunicação rádio, como é normal.

O procedimento do navio de Israel foi considerado como anormal, o que levou a que o navio alemão iniciasse procedimentos de emergência e preparação para combate.

Incidentes idênticos, ocorreram também com um navio da Suécia igualmente parte do contingente naval da UNIFIL.

Mais recentemente, ocorreram também situações em que aeronaves de Israel se aproximaram de um navio alemão novamente nas proximidades da costa libanesa, com um padrão de aproximação considerado suspeito, o despoletando procedimentos de segurança a bordo do navio.

Incidentes como este têm-se vido a multiplicar e começaram a ser noticiados em Outubro de 2006, quando aeronaves israelitas chegaram a disparar nas proximidades de navios da UNIFIL.

Na altura, o primeiro ministro de Israel David Olmert, apresentou desculpas às autoridades alemãs.

A facilidade com que os militares de Israel se têm envolvido em incidentes deste tipo tem sido interpretada por um lado como demonstração de alguma arrogância, embora também haja afirmações que apontam no sentido de os incidentes serem provocados pela falta de competência e de profissionalismo dos militares de Israel.

Habituados a dispor de uma clara superioridade aérea, numa região em que também têm a vantagem tecnológica, os israelitas não estão habituados a lidar com equipamentos electrónicos de última geração que estão “do outro lado” e que facilmente os detectam.

India: Problemas com T-90 dão possibilidades ao Arjun

Alto preço continua a ser impedimento para encomendas
Área Militar

O tanque de origem indiana «Arjun» marcou pontos nas últimas semanas, quando em testes levados a cabo em condições exigentes em zonas desérticas da Índia a resistência do veículo foi considerada excelente.

Em condições críticas, e com elevadas temperaturas a superioridade do Arjun sobre o T-90S parece ter sido bastante grande. O motor alemão MTU teve um comportamento superior ao motor do T-90S indiano e o sistema computadorizado de tiro do Arjun foi considerado muito superior ao do T-90S.

A juntar a este relatório favorável, recentemente foram realizados exercícios na Índia em que participaram carros de combate T-90S. Segundo a imprensa indiana, foram detectados problemas com o sistema de suspensão do T-90S, tendo vários veículos ficado imobilizados necessitando remoção da área onde se realizaram os exercícios. O T-90S foi considerado inadequado para as condições mais comuns na India, especialmente nas regiões mais «quentes» no noroeste do país quer no sentido político quer no sentido meteorológico. O motor do T-90S sobre aquece após algumas horas de utilização em condições de combate.

No entanto, embora tecnicamente superior o Arjun é um tanque caro, especialmente por causa do custo dos seu motor e dos sistemas ópticos importados da Alemanha. O aumento do preço dos sistemas elevou o custo dos materiais importados para 58% do preço final do tanque. O aumento do preço deve-se à grande alteração que ocorreu nos últimos anos na cotação da moeda, dado o Euro se ter valorizado muito relativamente ao Dólar nos últimos tempos.

Estas notícias surgem na sequência de informações sobre a intenção do exército da Índia em comprar maiores quantidades do tanque T-90S para substituir as versões mais antigas do T-72 e também dos últimos lotes do tanque Vijayanta, um modelo da Vickers produzido na Índia. Segundo as notícias, os planos incluem a compra de até 1000 tanques T-90S.

Alegadamente a compra do T-90S terá sido recomendada especialmente por causa do seu preço bastante inferior, independentemente de o tanque não ter provado ser o mais adequado especialmente quando é analisado o seu comportamento em condições atmosféricas adversas em regiões desérticas.

Está em estudo a possibilidade de nacionalização de parte dos componentes do Arjun, existindo planos para a produção local de um novo motor de 1500cv.

15 maio 2007

Foi lançado o primeiro submarino nuclear russo da classe 935 Borei, o Yuri Dolgoruki

O primeiro submarino nuclear russo construído nos últimos 17 anos, o “Yuri Dolgoruki” deixou o estaleiro de Severodvinsk.

Este submarino, considerado de “Quarta Geração” é o primeiro submarino estratégico da sua classe “935 Borei” e terá custado cerca de 1 bilião de dólares (ou devo dizer… 1 bilião de petrodólares?…) e deverá entrar em serviço activo durante o começo de 2008.

O submarino vai ser equipado com os novos mísseis “Bulava”, capazes de transportar cada um, 10 ogivas nucleares a uma distância superior a 8 mil Km.

Brevemente, o submarino vai ser acompanhado por dois outros idênticos, ainda em construção, com os nomes “Alexandr Nevski” e “Vladimir Monomaj”.

Estes novos submarinos vão permitir a manutenção de uma dissuasão estratégica submarina russa para as próximas décadas e gradualmente irão substituir os obsoletos e perigosos tipos actualmente em uso na Marinha da Federação Russa.

Fontes: Pravda

O Nimrod, um sobrevivente da Guerra Fria ainda em uso na RAF

Concebido em plena Guerra Fria o “Nimrod” continua a ser um excelente e fiável aparelho de reconhecimento a longa distância disponível no inventário da RAF britânica. Criado a partir de um desenho de um avião comercial, precisamente o primeiro de sempre, o fatídico e muito mal afamado Comet. Ou seja, a concepção original do Nimrod é de 1949, e isto torná-o num dos mais longevos aviões militares actualmente em operação…

Em 1996, o Reino Unido arrancou com um programa de atualização a sua frota de Nimrod Mk2 para o padrão MRA4, substituindo as asas, os motores e vários sistemas internos, criando assim praticamente um novo avião, mas com a mesma estrutura e aparência exteriores do velho Nimrod. O programa atravessou várias dificuldades financeiras, acabando por reduzir o número de aparelhos modificados dos originais 21 para apenas 12.

Recentemente, um Nimrod MR2 oi perdido em combate, no Afeganistão, provocando a morte dos seus 14 tripulantes. Segundo os Talibans abatido por um míssil Stinger, segundo a RAF, por avaria técnica…

Fonte: Quintus

Os objetivos reais do sistema antimíssil norte-americano na Europa

Marcelo Rech - InfoRel

Recentemente, o novo Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, esteve em Moscou quando propôs um acordo de parceria com a Rússia para a implantação de um sistema antimíssil no Leste europeu.

Gates assegurou que o sistema antimíssil que os Estados Unidos pretendem instalar na Polônia e na República Checa, vão proteger a Europa de ataques vindos do Irã e da Coréia do Norte. Ocorre que esses países ainda estão distantes de domínio da tecnologia nuclear.

As garantias oferecidas por Gates não sensibilizaram os russos, que se preocupam com o fator desestabilizador da proposta. O comandante do Estado-Maior da Rússia, general Yuri Baluyevsky, deixou claro que o seu país poderá atacar partes desse sistema.

Na sua opinião, os objetivos norte-americanos não têm qualquer relação com possíveis ameaças iranianas ou norte-coreanas. Um sistema antimíssil em países que foram satélites dos soviéticos guarda preocupação com o potencial nuclear da Rússia e da China.

Os Estados Unidos usam a Europa para proteger seu território e, de quebra, ampliar seu domínio estratégico. Por isso, o ceticismo quanto à possíveis parcerias.

Ninguém acredita que os Estados Unidos tenham, de fato, a pretensão de compartilhar segredos estratégicos e tecnológicos. Além disso, o sistema antimíssil esconde o desejo norte-americano de aumentar a produção industrial com a ampliação dos seus contratos na área da Defesa.

Para a chanceler alemã, Ângela Merkel, os europeus devem desdobrar-se para garantir a segurança do continente, opondo-se aos interesses e objetivos dos Estados Unidos a partir desse sistema antimíssil, o qual seu país não participará.

A Alemanha está preocupada com os estragos que o sistema poderá provocar na arquitetura européia de desarmamento, que levou décadas para avançar a um nível de confiança mútua e é exemplo para as regiões em conflito.

Por outro lado, não são apenas governos e líderes políticos e militares que estão preocupados. Pesquisa realizada em abril na República Checa mostra que 68% dos entrevistados não querem o sistema antimíssil norte-americano. Em fevereiro deste ano, a rejeição era de 61%.

Para os checos, o sistema vai colocar o país em perigo e os Estados Unidos querem apenas ressuscitar a corrida armamentista dos tempos da Guerra Fria.

Ressalte-se que um dos acordos que pôs fim ao conflito entre Estados Unidos e a ex-União Soviética, e que proibia a construção de sistemas como este, foi abandonado pela Casa Branca em 2002.

Apesar disso, os tratados ainda em vigor não permitem o desenvolvimento de armas dessa natureza, o que justifica a preocupação russa e européia com uma decisão que partiu unilateralmente dos Estados Unidos e que tem gerado muita desconfiança e pessimismo na região.

Marcelo Rech é jornalista, especialista em Relações Internacionais e Estratégias e Políticas de Defesa, e editor do InfoRel.

08 maio 2007

Sistemas de defesa antiaérea para a Líbia

Perdão da divida à Rússia abre caminho a compras militares
Área Militar

A seguir às negociações com a Argélia para o fornecimento de uma vasta gama de equipamentos militares, a Rússia volta agora os olhos para o seu vizinho, a Líbia, com o objectivo de manter a sua presença naquele mercado e aumentando a sua presença e influência no norte de África.

A aquisição de armamentos russos tem a mesma contrapartida que foi utilizada para convencer os argelinos: O perdão da dívida da Líbia à antiga União Soviética.

As negociações ainda estão pendentes da determinação exacta do valor da dívida, que a Líbia afirma ser de 1700 milhões de dólares americanos, enquanto que os russos apresentam um valor de 4400 milhões.

Independentemente dos valores, que condicionarão o numero final de equipamentos, a Líbia, parece estar especialmente interessada na aquisição de sistemas de defesa anti-aérea como baterias de mísseis de defesa aérea de longo alcance S-300 e sistemas de curto/médio alcance como o TOR-M1, que foi recentemente vendido para o Irão e que está em negociações para a sua venda à Venezuela.

Esta preferência da Líbia, estará eventualmente relacionada com a aquisição por parte da Argélia de quantidades consideráveis de caças russos, e com a proposta russa para vender caças ao Egipto, servindo para equilibrar a balança do poder no norte de África.

A Líbia é mais um cliente na região para os materiais russos, onde Marrocos negocia a compra de sistemas de defesa aérea, a Argélia compra vários equipamentos e o Egipto está em negociações para a aquisição de aeronaves da família MiG-29.

No último conflito significativo conhecido em que a Líbia esteve envolvida, e que ocorreu quando aeronaves norte-americanas baseadas em porta-aviões atacaram território Líbio, vários alvos foram atingidos sem que a Força Aérea da Líbia tenha tido capacidade para deter as aeronaves norte-americanas.

Mas não são apenas sistemas de defesa anti-aérea que deverão ser adquiridos pelos Líbios. Eles estarão também interessados na compra de caças de longo alcance Su-30MK2, juntamente com os mais pequenos Mig-35 (uma versão do MiG-29). Esta compra deitará por terra as tentativas francesas de vender o caça Rafale à Líbia, possibilidade que chegou a ser ventilada.

Brasil estuda opções para novos caças

De Rafale a Typhoon passando pelo Su-27
Área Militar

Várias informações algumas delas contraditórias têm vindo a público relativamente ao normalmente chamado programa FX-2, um programa que pretende resolver pelo menos parcialmente o problema da obsolescência dos meios da Força Aérea Brasileira.

Quando nos anos 70 o Brasil adquiriu 12 caças Mirage-IIIE, a FAB era juntamente com a Força Aérea Argentina a força aérea com os equipamentos mais modernos no continente. O tempo entretanto foi passando e a idade dos Mirage-III brasileiros foi aumentando inexoravelmente. Velhos de idade e obsoletos do ponto de vista tecnológico os Mirage eram já um perigo para a segurança dos pilotos.

A sua substituição começou a ser cogitada ainda nos finais dos anos 90, mas o processo lento e longe de ser prioritário foi-se arrastando. E arrastou-se tanto que os Mirage-III chegaram a um ponto em que já não podiam voar, deixando a defesa aérea brasileira restringida a velhas aeronaves F-5, a maioria delas não modernizadas.

O projecto FX, acabou naufragando, vitima quer dos atrasos, quer das criticas de muitos sectores àquele que era visto como o principal concorrente: o fabricante do caça Mirage-2000, proposto pela EMBRAER.

Com o cancelamento do programa FX, a Força Aérea Brasileira embarcou num programa de emergência destinado a resolver o problema da falta dos Mirage-III (já dados de baixa) optando pela aquisição provisória de uma dúzia de aeronaves Mirage-2000C, que não sendo aeronaves modernas, são no entanto mais sofisticadas que os vetustos Mirage-IIIE que já nem voavam.

Mais recentemente, o Brasil demonstrou interesse em continuar o processo de modernização da Força Aérea com projectos para a aquisição de aeronaves modernas.

A diferença do actual processo para o anterior, tem a ver com a qualidade dos concorrentes. Parece haver predisposição das autoridades militares brasileiras para aumentar os gastos militares pelo menos no que respeita a programas que são vistos como tendo prioridade.

Internamente, têm sido feito comentários por políticos em Brasília sobre a obsolescência do material das forças brasileiras, que se arrisca a ser um factor de desprestigio para o país, principalmente quando na América Latina outros países aparecem como compradores de novos equipamentos militares que deixam o Brasil numa posição que embora não seja de subalternidade, por causa da dimensão do país, permitem a países como Chile ou Venezuela disputar a primazia em termos de superioridade tecnológica.

A pressa que algumas autoridades militares brasileiras parecem ter, pode ter um nome: Hugo Chavez.

O presidente da Venezuela, embora afirmando ser um correligionário político do presidente brasileiro, entrou num processo de modernização das forças armadas da Venezuela, que acabará por colocar aquela força numa situação de vantagem no norte do continente sul americano.

«- É uma questão de prestigio, e o Brasil está sendo passado para trás...» têm afirmado alguns militares, que aproveitam a situação para marcar as suas posições na sempre complicada tarefa de fazer passar leis ou aprovar gastos para as Forças Armadas.

Segundo as informações que se podem colher de várias fontes da imprensa brasileira, e no que diz respeito ao processo de rearmamento com mais visibilidade (a futura compra de novas aeronaves de combate), as negociações que tiveram lugar entre o Brasil e a França para analisar a possibilidade de aquisição do caça Rafale não foram naturalmente concluídas mas estão bem encaminhadas. A Força Aérea Brasileira, tem montada toda a sua estrutura nacional de manutenção e revisão de aeronaves de primeira linha, baseada nas necessidades dos antigos Mirage-III e a passagem para o «caça provisório» Mirage-2000 vem reforçar ainda mais essa organização, pelo que a compra do Rafale seria deste ponto de vista a solução mais simples.

Parece também ser relativamente ponto assente que os Mirage-2000C adquiridos pelo Brasil não deverão sofrer nenhum tipo de alteração significativa, passando à activa praticamente como chegam da França.

A Força Aérea não quer investir nesse caça, porque o investimento poderia ser interpretado pelo poder politico como transformação do Mirage-2000 num caça definitivo, coisa de que a FAB não quer nem ouvir falar.

Por esta razão a proposta francesa para fornecer mais uma dúzia de Mirage-2000C para complementar os 12 que foram adquiridos não tem sido muito bem recebida pelos militares da aeronáutica. A ideia é de que quanto mais Mirage-2000 vier, mais tempo o avião vai ficar na activa.

Outro dos problemas que a FAB tem para resolver, é o programa de modernização do caça ligeiro F-5, programa que está a progredir lentamente. A progressão lenta dos trabalhos e a rápida evolução que o equilíbrio de forças está a sofrer na América Latina, está a transformar o «novo» F-5M brasileiro numa aeronave ultrapassada quando em comparação com os restantes aviões de combate da América Latina, especialmente no Chile e na Venezuela.

Urgência

Sabe-se que do ponto de vista tecnológico, e porque não parece haver nenhuma intenção de adquirir mais Mirage-2000 nem de os modernizar, o pequeno F-5M é na realidade o caça mais sofisticado do Brasil.Isto torna ainda maior a necessidade de apressar a compra de uma nova aeronave. Além dos franceses, com o seu Rafale, estão também na corrida outros aviões.

Em primeiro plano aparecem os novos caças Eurofighter/Typhoon e Saab Grippen, como sendo os que estão mais avançados em termos tecnológicos.

Eles têm capacidade para utilizar os mais recentes equipamentos, radares e mísseis «BVR». Destes três o Grippen é o menos preferido, porque ele é segundo muitos analistas muito pequeno e padece de um problema de autonomia num país onde a capacidade de chegar a lugares distantes é primordial.

Num segundo plano aparecem ainda com possibilidades aeronaves americanas (F-18 e F-16 nas suas versões mais recentes) e também o caça russo Su-27, numa das suas versões mais recentes conhecida como Su-35.

Rejeitando os americanos

Embora extremamente sofisticados, os caças americanos já não são recentes e os problemas com a utilização de equipamentos americanos sob condições impostas por Washington, é normalmente rejeitado pelos militares.

As recentes negociações entre os Estados Unidos e o Brasil, que deixaram inquieto Hugo Chavez e irritado Fidel Castro, podem eventualmente trazer novidades, tudo dependendo da vontade que Washington tiver em enviar uma mensagem clara a Hugo Chavez, sobre quem é que os americanos consideram que é a potência de referência no continente.

Nesse contexto, rumores sobre a possibilidade de venda de uma aeronave como o moderníssimo caça Stealth F-35 são provavelmente apenas isso, mas não deixam de demonstrar que existe por parte de Brasília alguma abertura relativamente às relações com os Estados Unidos, provavelmente condicionada pelas posições assumidas pela Venezuela.

Problemas com os caças russos

O Su-27/Su-35 por seu lado, é visto por muitos como impressionante pelas suas prestações, mas também é antigo e complexo de utilizar e principalmente de manter.

Os seus planos de revisão, reparação e substituição de peças parecem ser completamente diferentes daquilo a que a FAB está habituada. As manutenções são diferentes e os ciclos de manutenção também, porque é difícil fazer pequenas manutenções no enorme caça, que em alguns casos precisará ser desmontado mesmo para fazer pequenas substituições que nos Mirage por exemplo seriam questão de rotina simples e paragem por um dia.

Os russos determinam intervalos muito maiores entre grandes revisões e os seus padrões só agora estão a ser modificados. Os aviões deles, foram feitos para uma realidade muito diferente, em que as questões de custos não eram as mais importantes. A adaptação dos aviões russos aos padrões das forças aéreas ocidentais é por isso vista como complexa. Os russos estão a tentar mudar as coisas e afirmam que nas últimas versões dos seus caças Su-27, como o Su-35 a manutenção vai obedecer a novos padrões porque o Su-35 já foi pensado para realidades diferentes. O problema é que quem receber esse primeiro avião, vai ser a cobaia.

E os militares gostam de jogar pelo seguro.

Seja qual for a escolha, a futura aquisição que o Brasil deverá fazer, deverá recolocar a Força Aérea Brasileira como a força aérea de referência no continente sul americano.

Operação concluída com sentimento de dever cumprido

Foram sete dias de uma incrível “guerra aérea” e um grande vencedor: o profissionalismo. Os planejamentos, os municiamentos, as decolagens, os vôos e os lançamentos foram reais, e na esteira de cada movimento aéreo deixa-se ecoar o sentido mais importante e amplo do treinamento: estar preparado é marco essencial para se sentir seguro e defendido.

Com esse sentimento de missão cumprida, os “guerreiros” do Exercício Operacional NACPAC reuniram-se pela última vez no auditório do Campo de Provas Brigadeiro Veloso (CPBV), palco do exercício, para assistirem à reunião APA (Análise Pós-Ação), onde são analisados os acertos, as deficiências encontradas e, principalmente, as lições aprendidas durante o transcorrer da operação.

O Exercício Operacional NACPAC foi um treinamento aéreo, a partir de uma situação fictícia, planejado e executado pelo Estado-Maior da Terceira Força Aérea (III FAE), executando missões das Tarefas de Superioridade Aérea, Interdição e Sustentação ao Combate, na região da Serra do Cachimbo, sul do Pará, com os objetivos de que as equipagens operacionais possam treinar missões aéreas compostas (vôos de pacotes), fazer o uso de armamento real e realizar treinamentos de C-SAR para oficiais-aviadores, ministrado pela II FAE, além de aumentar a presença da FAB no Campo de Provas Brigadeiro Veloso (CPBV), área de valor estratégico para o COMAER.

As barracas foram desmontadas, os guerreiros fizeram as malas, os aviões partiram e, nos corações, sobrevive o sentimento de dever cumprido. Os objetivos e metas foram atingidos, e exaustos depois da guerra, os militares que participaram da NACPAC puderam voltar para suas casas sabendo que as famílias que ficaram esperando o seu retorno entendem que esse ofício é singular, mas treinar para a guerra é o princípio da paz que todos aspiram.

Fonte: CECOMSAER

Boeing começa campanha de testes do novo AC-130U Gunship

A Boeing iniciou no último dia 27 de abril os vôos de testes do novo AC-130U com canhões de 30mm, em Hurlburt Fields, na Flórida.

A Boeing está modificando quatro Gunships para o Comando de Operações Especiais da USAF, instalando e testando os canhões e com isso aumentando a efetividade em combate das aeronaves. O AC-130U tem melhor capacidade stand-off (capacidade de atacar o alvo sem se colocar no alcance das armas do inimigo), maior precisão nos primeiros disparos, e uma suíte de contramedidas eletrônicas e infravermelhas que aumenta substancialmente sua capacidade de sobrevivência. A Boeing planeja entregar os aviões no final desse ano.

Os canhões Bushmaster de 30mm irão eventualmente substituir os canhões de 40mm e 25mm nos AC-130U.

Fonte: Boeing Company

TIGRE, AERONAVE EXCLUSIVA PARA TÁTICAS MILITARES DE DEFESA

Helicóptero considerado o mais multifuncional do mundo.


O Tigre possui uma plataforma especialmente desenhada para adaptar diferentes sistemas de armas, o que aumenta sua performance em ações militares, seja no suporte a missões humanitárias até em tarefas especiais de segurança nacional.

Capaz de liderar qualquer missão, como antitanque, reconhecimento de regiões, interdição aérea e terrestre ou uma possível combinação dessas operações, a aeronave, considerada uma das mais versáteis do mundo, tem pronta-resposta mesmo na adversidade geográfica, geopolítica ou situação militar.

O design do modelo permite uso de sua capacidade total, com quase nenhum apoio logístico devido ao pequeno número de ferramentas e sifão portátil, o que possibilita a remoção dos seus principais componentes.

O sinal de radar do helicóptero é mínimo, deixando-o praticamente invisível enquanto aproxima-se dos alvos inimigos, independente das condições climáticas, seja dia ou noite. O formato da cabine amplia a visibilidade do piloto e ao mesmo tempo tira peso da equipe de bordo, possibilitando o emprego de incontáveis evoluções de ataque, até mesmo no mais perigoso terreno.

Com desempenho superior a 280 km/h e com capacidade de visão noturna que permite identificar alvos a longa distância, a aeronave é equipada com a última geração de mísseis guiados. Seu sistema integrado de armas está adequado aos últimos desenvolvimentos em equipamentos termográficos.

O Tigre também está adaptado à computação da trajetória que visualiza previamente o alvo, único em modelos militares no mundo.

Atualmente, existem 206 modelos Tigre, entre os quais está presente nas Forças Armadas da França, Alemanha, Espanha e Austrália.

Fonte: Helibras

Esquadrão Falcão realiza operação Macapex IX

O Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1°/8° GAV), Esquadrão Falcão, sediado na Base Aérea de Belém (BABE), realiza do dia 2 a 20 de maio a operação Macapex IX em Santarém (PA).

O exercício tem como objetivo a formação e a manutenção operacional dos pilotos, tripulantes e integrantes da equipe de resgate. Durante quase três semanas, serão realizados treinamentos de busca, resgate na terra e na água, rapel e mcguire, balizamento tático, rapel e içamento noturno, formaturas básica e tática.

A operação começou no dia 27 de abril quando uma balsa da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA) apoiou o deslocamento de uma unidade aérea, partindo de Belém com 28 toneladas de material logístico.

O apoio conjunto da COMARA e da BABE proporcionou ao Esquadrão Falcão uma mobilidade ainda maior. A BABE disponibilizou um ônibus com motorista, uma empilhadeira, uma fonte de força, militares especialistas em estrutura e pintura, além de cozinheiros para montagem do rancho de campanha.

Todo esse material não poderia ser transportado sem o apoio da COMARA que disponibilizou a balsa 501 e o empurrador 801, realizando o deslocamento fluvial em 110 horas.

No dia 2 de maio foi realizado o transporte do pessoal. Pela manhã, decolaram 5 helicópteros H-1H transportando 26 militares e a equipe de Alerta SAR. À noite, com o FAB 2800, o 1º/9º GAv, Esquadrão Arara, transportou 63 militares no trecho Belém a Santarém. Esta foi a primeira vez que a aeronave C-105A Amazonas apoiou uma Unidade Aérea em deslocamento para manobra.

O 1°/8° GAv contou ainda com o apoio da Gerência Regional de Aviação Civil I (GERAC I), que viabilizou a utilização do Aeroclube de Santarém na manobra.

Fonte: 1°/8° GAV

FAB apóia Programa Antártico

O 1º/1º Grupo de Transporte realizou, entre os dias 25 a 28 de abril, uma missão em atendimento ao Programa Antártico Brasileiro.
Nessa missão, foram realizados 22 lançamentos tipo CDS (Container Delivery System) para abastecimento da Estação Brasileira Comandante Ferraz.

No período de inverno, o navio brasileiro Ary Rangel não consegue operar no continente gelado, sendo necessário o ressuprimento da estação acontecer por meio de lançamentos aéreos. O total de carga lançada foi de 5,5 toneladas divididas entre materiais diversos para as obras da estação e gêneros alimentícios.
Fonte: 1º/1º GT

07 maio 2007

C295 brasileiro, trem de pouso cedeu...

Soube em primeira mão, por um dos mecanicos da FAB que está a receber formação nas hélices que vão equipar os C295 da FAB, em Bradley-Connecticut-USA, que um dos dois C295 recebidos pela FAB teve uma aterragem mais violenta e o trem de aterragem cedeu...

Segundo ele, já há uma disputa entre a FAB e a CASA sobre a que se deveu esta falha, se a erro humano (do piloto) ou ao fato de o avião não ser tão robusto como se esperava...

Ele explicou-me que os aviões que eles utilizam na Amazônia são os Buffalo, e que tem de aterrar em locais (pistas) mais ou menos preparados e que, por isso, precisam ser muito, muito robustos, e que duvida que o C295 seja capaz disto, a ver por este primeiro incidente.

A missao principal destes avioes vai ser busca e Salvamento nas áreas da Amazônia.

Fonte: Fórum Defesa

A maior operação de reabastecimento em vôo da história da FAB

No final de abril, o Esquadrão Corsário realizou o maior reabastecimento em vôo (REVO) da história da Força Aérea Brasileira, durante a fase final da Operação Multinacional Red Flag, este ano sediada na Base Aérea de Eielson - Alaska.

O percurso durou quase 15 horas de duração, numa rota de aproximadamente 6.580 milhas (o correspondente a mais de 10 mil quilômetros, quase meio globo terrestre) entre a cidade de Fairbanks (Alaska), até Istres (França).

O Red Flag Re-Deployment, como foi chamado o deslocamento final dos quatro aviões Mirage 2000-N, da Força Aérea Francesa, liderados pelo KC-137 do 2º/2º Grupo de Transporte, Esquadrão Corsário, demandou a quantidade de 42.805 litros de combustível transferidos em vôo aos aviões de caça, além de também serem transportados 28 militares franceses e, aproximadamente, quatro toneladas de equipamentos de manutenção.

Foram ultrapassados 10 fusos-horários, sendo realizados três pousos intermediários ao longo da rota, em Winnipeg (Canadá), em Bangor (EUA) e em Lajes (Portugal). O sucesso da manobra foi devidamente reconhecido pela Força Aérea Francesa.

Fonte: 2º/2º GT

MELHORAR A DEFESA NACIONAL

COSME DEGENAR DRUMOND (*)

Por suas dimensões continentais e pelas imensas riquezas que possui, o Brasil não pode abrir mão de uma estrutura voltada para defender sua soberania. A extensa costa marítima e o espaço aéreo exigem, obrigatoriamente que o estado brasileiro dê atenção e recursos compatíveis à magnitude das questões ligadas à sobrevivência nacional. Essa preocupação, presente em vários países, tem seu ponto alto no esforço de investimento.

Além da mudança da atual estrutura orçamentária, outra importante conquista da indústria seria ver caracterizados os recursos como investimentos e não como despesas, pois suas aplicações, além de estimular a exportação e gerar empregos e tecnologias, ajudam a aumentar o poder dissuasório do País. A importação de material estratégico ou de tecnologia crítica prejudica a economia interna e deixa o País vulnerável na área militar. Também contribui para minar os esforços de desenvolvimento de novos sistemas estratégicos, outro problema enfrentado pelo setor industrial. A solução seria adotar mecanismos que possam dosar equilibradamente os volumes de importação nessa área, evitando-se os prejuízos à capacidade industrial interna e ao próprio desenvolvimento tecnológico do País.

Os países desenvolvidos têm como estratégia fomentar suas indústrias de Defesa através de instrumentos tributários, elevação de barreiras aduaneiras e de dispensa de tributação para os processos de fabricação. Isso já ocorreu no Brasil, em outros tempos. Mas o retrato que temos hoje no sistema de tributação empregado na produção de materiais de defesa é de um sistema desfavorável ao crescimento do setor industrial, o que ajuda em muito os concorrentes estrangeiros.

A Reforma Tributária é uma ocasião propícia para se reparar as deturpações. No caso das Forças Armadas é surpreendente que as instituições militares paguem impostos para cumprir sua missão constitucional de Segurança Nacional e, com isso, verem diminuídas sua capacidade de compra suplementar. Contudo, a maior barreira ainda são as crônicas restrições orçamentárias, que, além de diminuir drasticamente a produção nacional, levam as empresas a perder terreno no mercado internacional, dificultando sua penetração lá fora. Não se pode esquecer que as compras internas funcionam como certificação para o produto a ser exportado.

Outra desvantagem para a Defesa Nacional consiste no fato de que a indústria estrangeira tem acesso irrestrito ao mercado brasileiro e não paga qualquer tributação. Já a nacional encara pesadas restrições aduaneiras para exportar. O Buy American Act, de 1930, por exemplo, protege os produtos norte-americanos e se mostra praticamente intransponível para a indústria de defesa do Brasil que, além de sofrer acentuada carga tributária, ainda vê seu preço majorado ao exportar para aquele país.

Os atuais níveis de investimentos em Defesa, também merecem atenção. Segundo dados do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, de Londres, e do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas, de Paris, os investimentos em defesa praticados pelos países europeus são de 3,5%, em média, em relação ao PIB. De acordo com as mesmas fontes, o Brasil gasta menos que a metade disso, cerca de 1,8%. Segundo opiniões especializadas, o ideal seria promover um aumento de investimentos progressivo, com base no valor das riquezas do País, até se chegar, por exemplo, a 3,5%, média também adotada em nações de idêntica grandeza relativa.

Desde a década de 1990, a economia mundial ocasionou transformações radicais para o livre comércio. Por exemplo: os processos de unificação de mercados, a guerra de tarifas aduaneiras e o aumento dos fluxos privados internacionais de comércio e investimentos. Ao mesmo tempo, o Brasil implementava seu processo de abertura do mercado nacional e conseguiu dar fim à inflação alta que, entre outros danos e conseqüências, encobria as reais características de um sistema tributário mais preocupado em indexar receitas e postergar despesas do que em respeitar princípios de tributação universalmente aceitos.

Com a estabilidade da moeda, a situação melhorou. Mas a alta carga tributária continua a onerar a produção e montagem dos equipamentos, desde a aquisição de matérias primas. E isso faz aumentar as barreiras para a indústria de Defesa. É certo que alguns impostos têm alíquotas reduzidas. Ainda assim, em razão do caráter acumulativo que emprestam, acabam elevando o preço final do produto, no chamado efeito cascata. Na importação de matérias primas, outros impostos e contribuições são cobrados, uma realidade que tem reduzido a capacidade de reaparelhamento das Forças Armadas em mais de 40%. Se conquistada a isenção de impostos, ou a redução da carga tributária, os valores decorrentes poderiam ser usados em novas compras militares. Outra maneira de oxigenar o setor seria viabilizar a importação de matérias primas e de peças e componentes, através das Comissões de Recebimento no Brasil, diminuindo assim a incidência de impostos.

No atual sistema, os valores são repassados às fontes arrecadadoras, retidos na fonte ou pagos pela indústria antes mesmo da contabilização da receita. Se o contratante atrasar o pagamento, por falta de recursos ou contingenciamento da verba, a empresa, que movimentou sua produção, pagou impostos e contribuições e os salários dos empregados, não tem a receita no prazo contratado. Com isso, é obrigada a lançar mão de recursos suplementares, próprios ou contratados, para suportar o tempo de demora do pagamento, que pode se prolongar até o exercício seguinte. O ônus financeiro que paga por isso acaba contribuindo para retardar planos de investimentos em novos projetos e produtos.

Outro aspecto que ajuda a diminuir a capacidade de produção industrial é a importação de sistemas de emprego militar. Não há incidência de impostos sobre os produtos importados, nem taxas de seguro e de aduana. A Lei 8.666, no seu § 4o do Art. 42 prevê que, em caso de licitação internacional, os preços apresentados devem ser acrescidos pelo fabricante externo dos valores adicionais que incidem sobre o produto brasileiro. Mas isso não acontece, pois não existem normas reguladoras a respeito.

No mercado nacional, quase todos os estados isentam o fabricante de armas e munições do pagamento do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), quando o material é destinado às Forças Policiais. A atuação do setor de Defesa não se restringe a cada estado, mas em todo o território nacional e no mercado externo. O modelo de isenção tributária para os produtos de defesa deveria ser considerado como política pública de desenvolvimento e segurança. O País onera um setor que, por força de lei, tem como único cliente o próprio governo. A dispensa ou redução de impostos favoreceria, em última análise, as Forças Armadas e Auxiliares e as Guardas Municipais, que poderiam adquirir mais e melhores equipamentos.

Vinte anos atrás, o Brasil ocupava a liderança no mercado mundial de defesa, entre os países em desenvolvimento. Isso ocorreu, sobretudo, pela alta capacidade da engenharia brasileira. O País andou para trás nessa aérea por uma série de motivos, entre os quais a carga tributária que se tornou mais vigorosa. É preciso reparar as deturpações e recuperar o tempo perdido. Afinal, as Forças Armadas são instituições perenes.

Nos tempos atuais, a cobiça dos ditadores de plantão não se restringe apenas ao seu próprio quintal. A história tem revelado bem isso. Os conflitos armados tomaram proporções consideráveis e dramáticas que não se pode negligenciar a Defesa Nacional. Não se trata de estimular a fabricação de materiais estratégicos de forma desequilibrada, mas de cuidar bem do patrimônio nacional e garantir a soberania nacional com instrumentos modernos e eficientes, à altura das riquezas do País. Quanto a isso, parece-nos que o governo federal acordou, depois de tantos anos tratando a Defesa Nacional com visível indiferença, em detrimento do País.

(*) Cosme Degenar Drumond é diretor de Redação da revista Tecnologia & Defesa.

O Brasil, em primeiro lugar

Ainda há muito por fazer para que a indústria brasileira readquirarazoável nível de produção e de fornecimento às Forças Armadas

COSME DEGENAR DRUMOND (*) - Tecnologia & Defesa

A trajetória de dificuldades da indústria de Defesa do Brasil é bem conhecida. Remonta a meados da década de 1980. Vinte anos depois, o governo acordou para o grave problema da perda de boa parte da capacidade produtiva do parque industrial, pela falta de encomendas internas. As principais razões que formaram esse quadro foram os sucessivos cortes impostos pelos ajustes fiscais e os acanhados orçamentos militares. A quase totalidade do material de primeira linha que as Forças Armadas importaram nesse período foi lastreada por financiamentos externos.

A indústria de Defesa ainda não colheu resultados concretos para movimentar suas linhas de produção, já que os orçamentos militares permanecem nos mesmos volumes de antes. Hoje, porém, as perspectivas de melhora são latentes. Não apenas porque muitas necessidades materiais nas Forças Armadas continuam abertas e crescendo mais – algo, portanto, terá de ser feito –, mas porque o governo federal tem demonstrado interesse em recuperar e fortalecer a Defesa Nacional. Agências de incentivo às exportações têm mobilizado recursos no sentido de promover a indústria no mercado internacional, sobretudo em exposições tecnológicas. Além disso, o BNDES tem alavancado projetos e empresas do setor de Defesa, atuando como parceiro até mesmo no controle acionário durante um certo período. Alguns dos investimentos são feitos a fundo perdido.

No início de abril, durante a cerimônia de apresentação oficial dos novos oficiais-generais que promoveu, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou: “Precisamos implementar, e não deixaremos de fazê-lo, um plano sério e objetivo de desenvolvimento de nossa indústria de material de defesa. Sem isso, ficará muito difícil alcançar a modernização que todos desejamos”.

Essa nova realidade resulta de um trabalho conjunto entre as instituições governamentais e as associações representativas da indústria. Em janeiro de 2005, um novo e importante aliado foi apresentado: o Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria de Defesa (COMDEFESA), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). Seus objetivos visam conscientizar a sociedade da necessidade de se ter uma base industrial de Defesa produtiva e estruturada, diminuir a dependência externa do País nessa área, reduzir a enorme carga de tributos que incide sobre os materiais estratégicos, incrementar a pesquisa e o desenvolvimento, proporcionar competição mais favorável ao parque nacional, frente à concorrência externa, e recuperar a capacidade de compra das Forças Armadas.

Centrado nessas metas, o maior desafio é tentar mudar o atual sistema de aplicação do orçamento federal. Para o empresariado, o desejável seria que o Orçamento da União tivesse caráter impositivo, e não o autorizativo vigente. Assim, segundo acredita, se poderia prever e conduzir sem interrupção os investimentos de longo prazo. Mas não é só. Reforçando o trabalho das associações, o mais novo Comitê da FIESP vem empreendendo, adicionalmente, uma série de ações estratégicas e reivindicações, entre as quais, obter linhas de financiamento, inclusive para pesquisa e desenvolvimento de protótipos e de pré-série, garantias para cumprimento de contratos de exportação e adoção de salvaguardas para a base industrial. Pleiteando a isenção de impostos para os produtos de defesa, elaborou um projeto de Lei Complementar, que está em análise nos Comandos militares. A prática efetiva de Offsets é outra conquista que está sendo perseguida, de modo a beneficiar diretamente as indústrias.

Desenvolvendo outras atividades suplementares, o COMDEFESA visita regularmente as Forças Armadas, para conhecer melhor o potencial das instituições e seus projetos, programas e plataformas. Em parceria com a Escola Superior de Guerra, proximamente realizará o segundo Curso de Gestão de Recursos de Defesa (CGERD), um MBA reconhecido pelo Ministério da Educação e ministrado para 40 empresários, sob o patrocínio da FIESP. O primeiro curso ocorreu em 2006. “O Comitê da Cadeia da Indústria de Defesa está realizando um trabalho muito pró-ativo, em busca de restabelecer aquilo que talvez possa se considerar como perdido ao longo dos anos”, comenta o presidente da FIESP, o empresário Paulo Skaf. “Quando se fala em indústria de defesa e Forças Armadas, estamos falando de soberania, e soberania é coisa séria para qualquer cidadão”.

O maior anseio da indústria de Defesa é ver suas linhas de produção em pleno movimento. Nesse aspecto, o objetivo prioritário é atender o mercado interno. Arrumada a casa, o passo seguinte é aumentar suas exportações que, no passado, chegou a beirar dois bilhões de dólares num único ano. Hoje, o setor vende lá fora por volta de US$ 300 milhões anuais, considerando-se o sucesso individual de algumas empresas, como a Embraer e a CBC, por exemplo. “Aquilo que faz bem à indústria faz bem ao País, pois se trata de produção, emprego, divisas, tecnologias”, diz o presidente do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria de Defesa, o industrial Jairo Cândido.

A FIESP responde por 53% das indústrias do País, 42% do Produto Interno Bruto (PIB) e por 60% das exportações brasileiras. Além do COMDEFESA, a FIESP mantém outros nove Comitês de Cadeias Produtivas, representando vários segmentos industriais.

(*) Cosme Degenar Drumond é diretor de Redação da revista Tecnologia & Defesa.

Navio completa 24 dias encalhado no Pará

Cento e cinqüenta tripulantes continuam na embarcação, esperando resgate. Marinha já tentou retirar navio com quatro rebocadores, mas não conseguiu.

Do G1, em São Paulo, com informações da TV Liberal
Defesa@Net

O navio da Marinha do Brasil Ari Parreira está encalhado há 24 dias no Rio Tapajós, em frente à cidade de Santarém
(PA). A embarcação parou em um banco de areia quando voltava de uma missão de Manaus para Belém.

Cento e cinqüenta tripulantes permanecem no navio. Eles esperam o resgate. Quatro rebocadores já chegaram a ser usados para retirar o barco do banco de areia, mas a operação não teve sucesso.

A Marinha está usando uma draga para tentar remover o navio. Em Belém, a assessoria de imprensa da Marinha diz que não pode dar informações sobre a operação.

O encalhe do G21 Ary Parreiras ao largo de Santarém, Pará, completa 24 dias. É um perido de cheia no rio e o navio encalhou em um banco de areia no meio do rio, bem em frente à Santarém. Embora sem um farol a embarcação deveria ter um prático conhecedor da região. É um roteiro conhecido da MB, pois segundo informações recebidas, na rota para Belém, ida ou volta, os navios param em Santarém para pegar água destilada para abastecer as caldeiras do navio.

Há uma semana as operações de dragagem acontecem, porém sem sucesso.

04 maio 2007

A Rússia tenta seduzir o Brasil a adquirir Sukhoi Su-35 e um Submarino Project 636?

A Rússia esteve presente em força na Feira de Defesa “Latin America Aero & Defense” (LAAD 2007) apresentando os seus equipamentos na América do Sul e reafirmando o seu interesse em responder ao ressuscitado programa de renovação da Força Aérea Brasileira com os seus caças Sukhoi Su-35.

O Projeto “F-X” foi abandonado pelo governo Lula da Silva em 2004, ficando por resolver a seleção e aquisição de 12 novos caças para a FAB… Mas na época, o Su-35 já tinha vencido a competição e só esse fato, reforçado pelo intenso programa de rearmamento que decorre na Venezuela e no Chile torna a colocar este excelente, mas econômico, caça russo de 4ª geração como uma opção muito provável para a FAB…

Além do Su-35, a Rússia espera ainda vender o modelo de submarino convencional “Rubin” (Project 636) ao Brasil, no momento em que correm em certos círculos a certa aquisição de um novo submarino do gênero, havendo uma verba de 1,4 bilhões de dólares disponível para este efeito.

Fonte: Pravda

03 maio 2007

Marinha do Brasil vai adquirir o Sir Galahad

MARINHA DO BRASIL
DIRETORIA DE TELECOMUNICAÇÕES DA MARINHA
BOLETIM DE ORDENS E NOTÍCIAS
Nº 255 DE 26 DE ABRIL DE 2007
BONO ESPECIAL GERAL
COMANDANTE DA MARINHA

Programa de Reaparelhamento da Marinha

A Alta Administração Naval vem se empenhando na busca por soluções para o reaparelhamento da Marinha do Brasil, de modo a recuperar e modernizar a base material do Poder Naval.

Nesse sentido, decidi pela obtenção do ex-"Royal Fleet Auxiliary" (RFA) "SIR GALAHAD", um navio de múltiplo emprego que conferirá versatilidade, mobilidade e capacidade de permanência ao Poder Naval, dadas as características que permitem o transporte de tropa e material à longa distância.

Para tal, foi assinado, junto ao Governo do Reino Unido, a Carta de Intenção, que dá prosseguimento ao processo de aquisição do ex-RFA "SIR GALAHAD".

O meio será empregado como Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC), classificado como de 1ª classe, com indicativo visual G-29, e receberá o nome de "Garcia D'Ávila", uma justa homenagem ao CF Garcia D'Ávila Pires de Carvalho e Albuquerque, Comandante do Cruzador Bahia, que faleceu heroicamente no naufrágio do navio.

As características principais do navio são:

comissionado - 25 de novembro de 1987
retirado do serviço ativo - 31 de agosto de 2006;
deslocamento - 8.751 t - plena carga
dimensões (metros) - comprimento x boca x calado - 141 x 19,5 x 4,5
velocidade (nós) - cruzeiro / máxima - 14 / 17
raio de ação - 13.000 milhas a 14 nós
capacidade de transporte - 460 militares, sendo 29 oficiais
capacidade de carga - 1.000 t
propulsão - dois motores diesel.

CTA – Mectron

AlexandreBeraldi - Defesa@Net

Apesar de ocuparem estandes diferentes, o CTA e a Mectron tinham em destaque produtos similares, daí a reunião neste tópico
:

Míssil MAA-1 B

Finalmente foi apresentada a nova configuração do míssil ar-ar nacional Piranha. O míssil partilha com a versão atual apenas a estrutura principal da fuselagem, a ogiva e a espoleta de proximidade e impacto, sendo o restante totalmente novo.

Enquanto a versão anterior utiliza um sensor simples e monocromático, o sensor da nova versão é uma unidade de duas cores que se encontra 80% nacionalizada, com grande capacidade de discriminação entre alvos e despistadores pirotécnicos. A unidade tem grande capacidade off-boresight e fica alojada num nariz mais afilado e aerodinâmico, podendo ser apontada para o alvo pelo radar, pelo capacete do piloto ou ainda realizar busca autônoma. O software de aquisição e acompanhamento de alvos tem maior capacidade de lidar com despistadores, e o piloto automático está sendo programado para acompanhamento do tipo lag persuit. Atrás do nariz fica em evidência o novo conjunto aerodinâmico, composto por quatro superfícies do tipo canard fixas, seguidas por quatro canards móveis e mais duas aletas para controle de giro longitudinal similar às dos mísseis israelenses Python 4 e 5, o que elimina a necessidade de rolerons nas superfícies de vôo traseiras, para garantir a estabilidade rotacional do míssil. A carga militar, como dito, é a mesma.

O motor ainda não está definido, mas deve receber melhorias que garantam mais empuxo, de forma a aumentar o alcance, a manobrabilidade e o tempo de missão. Com o motor atual, a manobrabilidade é melhorada em mais de 20%, apenas por conta da melhor configuração aerodinâmica. Diferentemente da primeira versão, o míssil agora possui dois set ups ou modos de operação, selecionáveis pelo piloto de acordo com as características da ameaça a ser enfrentada, de modo a otimizar o desempenho da arma em relação ao alvo. Com as modificações narradas o míssil ficou um pouco mais pesado, mantendo, porém, o mesmo comprimento e diâmetro.

O MAA-1 B é considerado pelos engenheiros um míssil de quarta geração “intermediário”, situado num patamar entre o R-73 Archer russo e o Python 4 israelense. O preço, porém, será muito inferior aos similares no mercado. O desenvolvimento prossegue e a FAB está mantendo o cronograma de financiamento, estando prevista a produção de uma pré-série no segundo semestre de 2008, com testes de disparo e homologação a serem realizados até o fim do ano de 2008.

Míssil MAR-1

O desenvolvimento do míssil anti-radar MAR-1 encontra-se bem avançado. A arma atualmente possui seis set ups ou modos de operação possíveis de serem empregados, estando a cargo da FAB definir quais deles serão incorporados na versão final do míssil. Os mais comuns são a busca autônoma de alvos realizada pelo próprio míssil, que automaticamente identifica todas as emissões eletromagnéticas presentes na área de operações, classificando-as em amigas ou inimigas, e apresentando-as para o piloto, para a seleção de um alvo; ou a busca por um alvo específico, selecionado dentre os existentes em uma ampla biblioteca existente na memória do míssil, atualizável a qualquer momento. O MAR-1 também possui a capacidade de prosseguir no ataque ao alvo, mesmo que este cesse suas emissões. “Podemos identificar um alvo usando satélites para fazer a triangulação de sua posição, que então repassam a informação via data-link para a aeronave, que alimenta os dados no míssil.

Mas aí fica a pergunta: quem na América Latina ou na África, nossos potenciais mercados, detém esta tecnologia de guerra centrada em redes? Não adianta colocar uma capacidade no míssil que ninguém vai usar. Isso só encarece a arma e diminui suas chances de exportação” – diz um dos engenheiros da Mectron. Perguntada se a arma possui sistema GPS para garantir precisão final no ataque, ou se possui sistema de pára-quedas para ser utilizada no modo de ataque contra alvos de oportunidade, como o ALARM britânico, a empresa disse que estes dados são ainda sigilosos. “O que podemos dizer é que o MAR-1 é uma arma de 350 kg, cheia de capacidades e que não fica nada a dever a nenhum similar estrangeiro, superando, inclusive, alguns deles. Quando o míssil entrar em operação na FAB e suas capacidades forem sendo reveladas, tenho certeza que todos ficarão muitíssimo orgulhosos da excepcional arma que construímos” – diz um funcionário da empresa. Quanto ao alcance que havia sido divulgado na imprensa especializada, que dava números de 25 km para um lançamento a 30 mil pés, a Mectron informa: “Isto está totalmente fora da realidade, são dados de um estudo aerodinâmico que não foram atualizados. O alcance atual, demonstrado em testes, é muito, mas muito maior que isso, e vamos melhorá-lo ainda mais. Para que se possa ter uma idéia, há pouco tempo efetuamos um teste com um novo motor que era tão potente que derreteu o bocal de exaustão e a porção traseira do míssil, fazendo com que tivéssemos que reprojetar tudo. Agora, um número real e definido eu não posso fornecer. É sigiloso”.

Míssil MSS 1.2

O míssil anti-carro MSS 1.2 está em condições de produção, aguardando um posicionamento do Exército Brasileiro. Um dado interessante que foi revelado é que o requisito do EB era para um míssil com 2.000m de alcance. Porém, durante testes recentes, o míssil manteve “atitude de alvo”, ou seja, foi guiado e impactou no objetivo em alcances que iam de 3.500 a 4.000m. “Colocamos um alcance conservador no folhetim, de 3.000m. Mas ele vai bem mais longe, e com precisão, mantendo controle total”.

Míssil de Defesa Aérea

A Mectron foi procurada pelas três forças para projetar um míssil terra-ar de defesa aérea que será de uso comum ao Exército, Marinha e Força Aérea. Os requisitos estão sendo elaborados pelas três forças e os estudos estão em fase inicial. Não foi revelado se a arma será de curto ou médio alcance, ou o tipo de sistema de guiamento a ser utilizado.

Bombas de Penetração BPEN 500 e BPEN 1000

Foram apresentadas as novas bombas de penetração de 500kg e de 1000kg a serem utilizadas pela FAB para missões contra alvos reforçados, tais como instalações de Comando e Controle subterrâneas, abrigos reforçados, casamatas, entre outros alvos “duros”. Estas armas possuem um corpo em aço temperado de alta resistência, além de um detonador com retardo, capaz de resistir ao impacto cinético inicial, detonando os explosivos após a bomba ter penetrado uma grande porção de solo e estruturas reforçadas. Serão utilizadas em conjunto com um sistema de guiamento por laser.

EMGEPRON - notícias interessantes

Alexandre Beraldi - Defesa@Net

O estande da Emgepron (Empresa Gerencial de Projetos Navais), foi fonte de várias notícias interessantes, entre elas o acordo
, já em vias de concretização, que deixará a cargo da Marinha do Brasil a reforma e o upgrade dos submarinos U209 Equatorianos (S-101 Shyri e S-102 Huancavilca). A empresa enfatizou as vantagens deste tipo de atividade, esclarecendo que todos os recursos obtidos são destinados a mais pesquisa e ao desenvolvimento em prol do reequipamento e modernização da Marinha do Brasil.

No estande estavam disponíveis maquetes e informações sobre vários de seus projetos, com destaque para os projetos conjuntos com a CMN, quais sejam o Navio Patrulha Vigilante 400 CL54 e a Corveta Combattante BR70.

Navio Patrulha Vigilante 400 CL54

O Vigilante 400 é um Navio Patrulha para controle das águas territoriais e da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) que já se encontra em uso nas marinhas da França (10 unidades), Gabão (2 unidades) e Oman (3 unidades). Seu projeto foi objeto de um acordo com a Marinha do Brasil, através da Diretoria de Engenharia Naval (DEN), visando sua produção local dos estaleiros da Indústria Naval do Ceará (INACE), num contrato inicial para duas unidades, firmado em 28 de setembro de 2006.

Durante a LAAD pode-se observar a maquete com a configuração definitiva do Vigilante 400 CL54 que já está em produção nos estaleiros cearenses, e que foi designado NAPA 500 pela Marinha do Brasil. Ele será um navio com 54,2 m de comprimento e 8 m de boca, com deslocamento na faixa de 440 ton. Propulsado por dois motores a diesel movimentando duas hélices, terá velocidade máxima de 22 nós e um alcance de 2.500 milhas náuticas a uma velocidade de cruzeiro de 15 nós. Seu armamento já foi definido e consistirá de um reparo Bofors 40 Mk3 “Trinity” na proa, com um canhão multi-emprego no calibre 40 mm L/70, além de dois reparos de operação manual a meia-nau, com canhões Oerlikon GAM BO1 no calibre 20 mm.

Segundo a empresa, a popa tem espaço suficiente e previsão para receber um helicóptero Esquilo ou Jet Ranger III, capaz de auxiliar nas tarefas de patrulha e esclarecimento, porém sem as facilidades do hangar coberto.Defesa@Net obteve informações que a Marinha do Brasil pensa em aumentar o número de NAPA 500 a serem construídas, de duas unidades previstas inicialmente, para um total de oito unidades, decisão esta que dependerá do desempenho demonstrado pela primeira unidade que está sendo construída neste momento no INACE. Há ainda a possibilidade, segundo a Emgepron, da construção de mais unidades com o passar dos anos, visando substituir paulatinamente a classe de Navios Patrulha Grajaú.

Corveta Combattante BR70

A Corveta Combattante BR70 é um projeto da CMN que conta agora com a participação da Emgepron. Baseada no design da Corveta classe Baynunah, construída para a marinha dos Emirados Árabes, o projeto BR70 está sendo desenvolvido de forma conjunta para atender a um possível contrato por parte da marinha do Paquistão. Trata-se de um navio com características de baixa visibilidade térmica e radar, com 71,3 m de comprimento, 11 m de boca e 2,8 m de calado, com deslocamento na faixa de 830 ton. Será propulsada por quatro motores a diesel e dois waterjets, com uma velocidade máxima de 30 nós e um alcance de 2.000 milhas náuticas a uma velocidade de cruzeiro de 15 nós.

Seu armamento consiste de um canhão multi-emprego Oto Melara Super Rapid, no calibre 76 mm, dotado de uma cúpula de perfil steath (discreto), colocado na proa do navio. A meia nau estão reparos para oito mísseis anti-navio com modelo a ser definido entre o Exocet MM 40 francês, ou o Harpoon norte-americano e o C-802 chinês, haja vista a marinha paquistanesa utilizar estas três armas. Também à meia nau estão dois reparos de operação remota, cada um deles equipado com um canhão de médio calibre, a ser definido pelo cliente entre aqueles de calibre 20, 25, 27 ou 30 mm, e também com dois suportes para um total de quatro mísseis antiaéreos Igla ou Mistral.

Na popa, sobre o hangar coberto, há um sistema de mísseis de defesa com capacidade antimíssil RIM-116 RAM, com 21 cargas. A embarcação conta ainda com um hangar fechado com todas as instalações necessárias para armazenar e dar suporte operacional a um helicóptero da classe 5 toneladas, como um Dauphin ou um Lynx. É uma embarcação com altíssimo poder de combate, considerando sua baixa tonelagem.